As ações que pagam dividendos mais indicadas para abril

As ações da Telefônica Vivo (VIVT4) lideram as recomendações de corretoras para  abril entre as boas pagadoras de dividendos. Os papéis da companhia foram indicados por 8 das 16 carteiras consultadas pelo site EXAME.

Segundo os analistas, em meio ao cenário atual, a companhia está bem posicionada para se adaptar às novas dinâmicas do setor. Eles destacam também a boa capacidade de geração de fluxo de caixa que permite realizar os necessários investimentos em fibra ótica e 4 /4.5G, que serão os principais geradores de receita da empresa no futuro.

Por fim, a empresa deve se beneficiar com a flexibilização da Lei de Teles e os ganhos de eficiência gerados pelos investimentos em tecnologia, com isso, a Telefônica que é excelente pagadora de dividendos, alcançará patamares ainda melhores no futuro.

Outro destaque entre as ações boas pagadoras de dividendos está a Taesa (TAEE11) mencionada em 7 das carteiras analisadas. Os analistas seguem otimistas acreditando que a companhia oferece maior previsibilidade em seus resultados, considerando sua atuação no mercado de transmissão de energia elétrica no Brasil (com receitas baseadas em contratos pré-estabelecidos). Além das units da companhia se beneficiarem dos juros mais baixos. Além disso, a Taesa pode se beneficiar de investimentos no setor, podendo entrar em novos projetos ou aproveitar oportunidades de fusões e aquisições para acelerar seu crescimento.

Ação Recomendações
Telefônica Vivo (VIVT4) 8
Taesa (TAEE11) 7
Itaú Unibanco (ITUB4) 6
Engie Brasil (EGIE3) 5
Banco do Brasil (BBSA3) 5
Transmissão Paulista (TRPL4) 5
BB Seguridade (BBSE3) 4
Itaúsa (ITSA4) 4
Sanepar (SAPR11) 3
B3 ( B3SA3) 3
Sanepar (SAPR11) 3
Bradesco (BBDC4) 3
CPFL (CPFE3) 3
Cyrela (CYRE3) 2
EDP Energia (ENBR3) 2
AES Tiete (TIET11) 2
Vale (VALE3) 2
Hypera Pharma (HYPE3) 1
Tenda (TEND3) 1
TIM (TIMP3) 1
Neoenergia (NEOE3) 1
IRB Brasil (IRBR3) 1
Petrobras Distribuidora (BRDT3) 1
Cemig (CMIG4) 1
Porto Seguro (PSSA3) 1
Odontoprev (ODPV3) 1
Alupar (ALUP11) 1
Tupy (TUPY3) 1
Copel (CPLE6) 1
Sabesp (SBSP3) 1

 

Ativa

Desempenho em março: -30,45%
Ações incluídas: Telefônica Vivo e BB Seguridade.
Ações retiradas: Iguatemi e Cyrela.

Ação Peso, em %
Itaú Unibanco (ITUB4) 20
Hypera Pharma (HYPE3) 20
Engie Brasil (EGIE3) 20
Telefônica Vivo (VIVT4) 20
BB Seguridade (BBSE3) 20

Ágora

Desempenho em março: -25,7%
Ações incluídas: Itaú (ITUB4)
Ações retiradas: Energisa (ENGI11).

Ação Peso, em %
Itaú Unibanco (ITUB4) 20
Taesa (TAEE11) 20
Tenda (TEND3) 20
TIM (TIMP3) 20
Sanepar (SAPR11) 20

Elite Investimentos

Desempenho em março: -19,52%
Não houve alteração na carteira.

Ação Peso, em %
BB Seguridade (BBSE3) 20
Itaúsa (ITSA4) 20
Itaú Unibanco (ITUB4) 20
Taesa (TAEE11) 20
Telefônica Vivo (VIVT4) 20

Guide Investimentos

Desempenho em março: -50,34%
Ações excluídas: Itaúsa e BR Distribuidora.
Ações incluídas: Cyrela e IRB Brasil.

Ação Peso, em %
Neoenergia (NEOE3) 20
B3 ( B3SA3) 20
Cyrela (CYRE3) 20
IRB Brasil (IRBR3) 20
Sanepar (SAPR11) 20

Genial

Desempenho em março: -30,74%
Ações incluídas: Bradesco, Banco do Brasil e Cyrela.
Ações retiradas: Wiz, Br Distribuidora e Banrisul.

Ação Peso, em %
Bradesco (BBDC4) 20
Banco do Brasil (BBSA3) 20
Cyrela (CYRE3) 20
BB Seguridade (BBSE3) 20
Itaú Unibanco (ITUB4) 20

Modalmais

Desempenho em março: -25,7%
Não houve alteração na carteira.

Ação Peso, em %
Itaúsa (ITSA4) 20
Banco do Brasil (BBASE3) 20
Taesa (TAEE11) 20
Petrobras Distribuidora (BRDT3) 20
Telefônica Vivo (VIVT4) 2020

Mycap

Desempenho em março: -22,81%
Não houve alteração na carteira.

Ação Peso, em %
Itaú Unibanco (ITUB4) 20
Cemig (CMIG4) 20
B3 (B3SA3) 20
EDP Energia (ENBR3) 20
Telefônica Vivo (VIVT4) 20

Necton

Desempenho em março: -24,74%
Não houve alteração na carteira.

Ação Peso, em %
Banco do Brasil (BBAS3) 20
CPFL (CPFE3) 20
EDP Energia (ENBR3) 20
Porto Seguro (PSSA3) 20
Odontoprev (ODPV3) 20

Nova Futura

Desempenho em março: -15,09%
Não houve alteração na carteira.

Ação Peso, em %
BB Seguridade (BBSE3) 20
Engie (EGIE3) 20
Taesa (TAEE11) 20
Transmissão Paulista (TRPL4) 20
Telefônica Vivo (VIVT4) 20

Planner

Desempenho em fevereiro: -28,8%.
Ações incluídas: Alupar e Telefonica Vivo.
Ações retiradas: Arezzo e Banrisul.

Ação Peso, em %
AES Tiete (TIET11) 20
Alupar (ALUP11) 20
Telefônica Vivo (VIVT4) 20
Engie (EGIE3) 20
Tupy (TUPY3) 20

Quantitas

Desempenho em março: -28,78%.
Ações incluídas: Taesa e Itaú Unibanco.
Ações retiradas: Eletrobras e Embraer.

Ação Peso, em %
Banco do Brasil (BBAS3) 20
CPFL Energia (CPFE3) 20
Taesa (TAEE11) 20
Itaú Unibanco (ITUB4) 20
Vale (VALE3) 20

Rico

Desempenho em março: -28,79%.
Ações incluídas: Engie e Vale.
Ações retiradas: BR Distribuidora e MRV.

Ação Peso, em %
Engie (EGIE3) 20
Transmissão Paulista (TRPL4) 20
Copel (CPLE6) 20
Itaúsa (ITSA4) 20
Vale (VALE3) 20

Santander

Desempenho em março: -33,96%
Ação incluída: Engie.
Ação excluída: IRB Brasil.

Ação Peso, em %
BR Distribuidora (BRDT3) 20
Engie (EGIE3) 20
CPFL Energia (CPFE3) 20
Itaúsa (ITSA4) 20
Telefônica Vivo (VIVT4) 20

Terra

Desempenho em março: -18,60%
Ação incluída: AES Tiete e Engie.
Ação retirada: Cesp e Cteep.

Ação Peso, em %
AES Tietê (TIET11) 20
Bradesco (BBDC4) 20
Cesp (CESP6) 20
Transmissão Paulista (TRPL4) 20
Telefônica Vivo (VIVT4) 20

Toro

Desempenho em março:- 23,15%
Ação incluída: Transmissão Paulista.
Ação retirada: Suzano.

Ação Peso, em %
B3 (B3SA3) 20
Bradesco (BBDC4) 20
Sabesp (SBSP3) 20
Transmissão Paulista (TRPL4) 20
Taesa (TAEE11) 20

XP Investimentos

Desempenho em março: -22,1%.
Não houve alteração na carteira.

Ação Peso, em %
AES Tietê (TIET11) 20
Banco do Brasil (BBAS3) 20
Transmissão Paulista (TRPL4) 20
Sanepar (SAPR11) 20
Taesa (TAEE11) 20

 

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Benefício de R$ 600 a informais começará a ser pago semana que vem

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (3) que o benefício emergencial de R$ 600, aprovado nesta semana, começará a ser pago a trabalhadores informais, como taxistas, faxineiras e ambulantes, na semana que vem. A expectativa é pagar cerca de 10 milhões de trabalhadores em um primeiro momento de uma operação definida como “colossal”. O dinheiro será distribuído a cerca de 100 milhões de brasileiros. O objetivo é amenizar o efeito da crise provocada pela pandemia do coronavírus.

Para receber o valor, que será concedido durante três meses, trabalhadores informais que não estão no Cadastro Único, contribuintes individuais do INSS e MEIs deverão se cadastrar em um aplicativo que será anunciado na terça-feira (7). Bastará baixá-lo no celular e se cadastrar. Após o cadastramento, caso o trabalhador cumpra as exigências da medida terá o dinheiro creditado em uma conta digital da Caixa em até 48 horas.

O governo também prevê que haja uma autorização de saques nas lotéricas e que o valor também possa ser retirado posteriormente em caixas eletrônicos.

Trabalhadores que não têm certeza se estão cadastrados no Cadastro Único poderão baixar o app e inserir o CPF. O próprio aplicativo dirá se o trabalhador já está cadastrado na base de dados do programa social ou não. Já os que recebem o Bolsa-Família não precisam baixar o app: o pagamento do benefício será feito a todos, conquanto que seja maior do que o valor recebido pelo programa social.

A partir do cadastro no aplicativo, os trabalhadores que tiverem conta na Caixa ou no Banco do Brasil poderão receber o benefício imediatamente no momento em que os bancos tiverem acesso à base de dados. Segundo Pedro Guimarães, presidente da Caixa, a partir desse momento os créditos poderão ser depositados nas contas em um dia ou no máximo um dia e meio.

O governo não deu uma data certa para que os pagamentos comecem a ser feitos, pois o decreto ainda não foi publicado.

Posteriormente, será criada uma linha telefônica que poderá auxiliar 80 milhões de pessoas beneficiadas.

 

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Preço do gás dispara para até R$ 130 o botijão e Procon fiscaliza

Assim como foram registrado grandes reajustes de preços em alimentos básicos nos supermercados, o preço do botijão de gás disparou em São Paulo. Parte desse reajuste se deve ao aumento da demanda pelo produto, provocada pelo isolamento social necessário para conter o avanço do coronavírus.

No aplicativo que compara preço de revendores Chama, o botijão no bairro do Tatuapé, na zona leste da cidade, chega a ser vendido por R$ 95. Na zona oeste, em Pinheiros, o botijao de 13 kg é vendido por mais de R$ 80. Na zona sul, no Morumbi, o preço atinge até R$ 99,99. Tradicionalmente, o preço do botijão é de R$ 70. Ou seja, o aumento de preços chega a ser de 42%.

No domingo (29) o Ministério de Minas e Energia apontou que os reajustes de preço foram causados pela grande demanda das famílias pelo GLP, que causou uma “escassez pontual”. Como forma de solucionar o problema, a Petrobras faria a importação adicional da commoditie. A expectativa é de que a situação seja normalizada em alguns dias.

Para coibir abusos enquanto os preços não voltam à normalidade, o Procon-SP e o Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas) vão atuar conjuntamente no combate, identificação e punição.

A ação é mais uma medida de enfrentamento à crise causada pelo impacto econômico da pandemia do coronavírus. O Governador João Doria fez o anúncio nesta quarta-feira (1º) e destacou que os abusos não serão tolerados.

“O preço do botijão de gás, no limite, é de R$ 70. Não é nem R$ 71, nem R$ 72, nem R$ 80. Em uma situação como a que estamos vivendo, R$ 10 fazem muita falta. O Procon São Paulo está autorizado a agir, de acordo com a lei, para proteger o interesse público, especialmente da população de baixa renda”, disse Doria.

O diretor geral do Procon-SP, Fernando Capez, informou que em casos mais extremos, o valor chegou a R$ 130. Ele informou que, para coibir tais práticas, o Procon-SP contará com o apoio das viaturas do Dope.

Os policiais do departamento que estiverem em patrulhamento farão abordagem de fornecedores de botijões de gás, caso identifiquem aglomeração de pessoas ou preços abusivos. As equipes do Procon-SP serão acionadas para aplicação das sanções previstas na legislação.

Os fornecedores que forem flagrados realizando vendas a preços abusivos serão multados e conduzidos às delegacias de polícia para que respondam por crime contra a economia popular. “Não há risco de desabastecimento de botijões de gás. Não há nenhuma justificativa para que as pessoas se aglomerem nos pontos de venda e paguem mais caro”, afirmou Capez.

A orientação do Procon-SP é de que os botijões de gás sejam comercializados por valores entre R$ 68 e R$ 70. Em diálogo com o Sindicato de Fornecedores de Gás, o órgão estadual confirmou que não houve qualquer alteração nos custos que pudesse justificar a elevação dos preços cobrados dos consumidores.

Denúncias

Apenas no período da quarentena, já foram registradas mais de 120 denúncias online contra preços abusivos do botijão de gás, nas redes sociais, aplicativo e site do Procon-SP.

Considerando a orientação de manter o isolamento e evitar sair de casa, o Procon-SP disponibiliza canais de atendimentos à distância para receber denúncias, intermediar conflitos e orientar os consumidores: via internet, aplicativo – disponível para Android e iOS – ou via redes sociais, marcando @proconsp, indicando o endereço ou site do estabelecimento.

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Receita adia pagamento da restituição do Imposto de Renda; veja nova data

A Receita Federal adiou a data de pagamento da primeira cota do Imposto de Renda da Pessoa Física e retirou a exigência de informar o número do recibo de entrega da última declaração.

As medidas são em decorrência do adiamento do prazo final para entrega da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física, do dia 30 de abril para o dia 30 de junho de 2020, anunciada nessa quarta-feira (1º).

“Como consequência, a data do débito automático da 1ª cota passa de 10 de abril para o dia 10 de junho e as datas permitidas para o débito automático das demais cotas passam a ser aquelas compreendidas entre 11 de junho (originalmente era 11 de abril) e o último dia do prazo, agora, dia 30 de junho de 2020”, informou hoje (2) a Receita, em nota.

Sobre o recibo do ano anterior, a Receita informou que, historicamente, há contribuintes que se dirigem às unidades de atendimento do órgão para pegar o número do recibo da última declaração, seja porque perderam a versão impressa ou não têm mais acesso à mídia ou ao computador em que estava armazenado o recibo.

“Com a alteração do prazo e a retirada da exigência da informação do número do recibo, objetiva-se evitar eventuais aglomerações de contribuintes no atendimento da Receita Federal, bem como em empresas ou instituições financeiras, na busca de informes de rendimentos, e em escritórios de profissionais ou em entidades que prestem auxílio no preenchimento das declarações, de modo a contribuir com o esforço governamental de diminuir a propagação do novo coronavírus”, disse a Receita.

As últimas notícias da pandemia do novo coronavírus:

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Contratos futuros de moedas por dólares batem recorde

Há pouco mais de um ano, a B3 lançou 16 pares de moedas estrangeiras diretamente contra dólares. Antes disso acontecer, os contratos futuros de moedas já existiam, mas as negociações em pares tinham como referência o real. “O investidor tinha de operar dois contratos: o da moeda desejada contra reais, e o contrato futuro de dólar contra reais para obter a exposição desejada. Isso gerava riscos de execução e maiores custos para os investidores”, explica Marcos Skistymas, superintendente de juros e moedas da B3.

Outro incentivo da B3 veio com o credenciamento, no fim do ano passado, de três formadores de mercado para os contratos futuros de moedas (USD). São dois bancos e a Infinox Capital, corretora inglesa que atua como formadora de mercado há mais de 11 anos. “Por meio da atuação desses formadores, os investidores têm a tranquilidade de negociar os contratos de moedas estrangeiras contra dólares sabendo que podem entrar e sair de suas posições a qualquer momento de forma rápida e a preços justos”, explica Skistymas.

Regulamentada pela Financial Conduct Authority (FCA), agência que controla os serviços financeiros na Inglaterra, a Infinox diz que sua matriz deixou de aceitar clientes domiciliados no Brasil para incentivá-los a buscar as corretoras locais. Enquanto isso, ela se concentra em seu papel de manter as ordens de compra e venda regulares e contínuas durante o pregão, facilitando as transações, principalmente de pequenos investidores. “Faremos o possível para conectar os brasileiros ao mercado mais líquido do mundo”, afirma Robert Berkeley, CEO da Infinox.

Recordes de negociação

Os esforços da B3 para incentivar o mercado de contratos futuros (USD) vêm surtindo efeito. Em fevereiro deste ano, foram abertos mais de 154.000 contratos; um crescimento de 309% em relação à média de 2019. Esse tipo de produto representa, segundo a B3, 74% do volume operado no mercado em fevereiro, tornando os contratos futuros por dólar mais representativos do que os contratos futuros por reais.

Embora a busca por exposição de ativos estrangeiros seja um movimento recente no mercado brasileiro, ela tem se tornado cada vez mais recorrente por parte de investidores. Os contratos futuros podem ser usados tanto como forma de proteção, para evitar que variações em taxas de câmbio impactem negativamente os negócios, quanto de especulação sobre o preço de uma determinada moeda em data futura.

Sócio da V8 Capital Gestão de Investimentos, Alex Lima afirma que o mercado de futuros de moedas é uma alternativa estratégica para investidores brasileiros, mesmo em tempos de crise como a que vem sendo causada pela pandemia de covid-19. “Ativos nacionais, como Risco Brasil, juros e dólar ficam muito correlacionados e a liquidez de diversos instrumentos, bastante prejudicada. Além disso, momentos de pânico ativam circuit breakers em diversos instrumentos, deixando os investidores sem reação e com grandes prejuízos”, diz ele. “Portanto, ter liquidez em moedas ajuda muito, tanto em termos de diversificação como de proteção.”  

Qualquer dúvida sobre o produto: www.infinoxpro.com ou www.b3.com.br

 

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Benefício de R$ 600: “Não procurem os bancos ainda”, pede ministro

Apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter aprovado o benefício de R$ 600 para apoiar trabalhadores  durante a crise do coronavírus, a operação para pagamento do valor a trabalhadores informais, microempreendedores individuais e trabalhadores com contrato intermitente inativo ainda está sendo articulada pelo governo.

Nesse cenário, as instruções do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, continuam valendo. O ministro pediu, em evento na segunda-feira (30), para que as pessoas não procurem bancos e lotéricas até que os detalhes sobre o pagamento sejam divulgados. “Não se dirijam nesse momento nem às agências da Caixa Econômica Federal nem às agências do Banco do Brasil. O sistema ainda não está implantado. Vamos anunciar brevemente como será a implementação.”

O objetivo do governo é que todas as pessoas elegíveis possam receber os recursos a que têm direito de forma segura, evitando a propagação do vírus e sem fraudes. Além disso, a ideia é fazer com que o dinheiro chegue rapidamente às mãos de quem efetivamente necessita.

O ministro reforçou que o repasse dos recursos será feito a partir dos bancos federais, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Basa e BNB. Redes conectadas a esses braços financeiros, como lotéricas e Correios, também servirão de suporte.

Onyx também comentou que mesmo as pessoas que não fazem parte do Cadastro Único do Governo Federal receberão o benefício, a partir de um sistema digital que está em fase de implementação.

Lorenzoni também citou a importância de os contribuintes terem cuidado com sites falsos que surgiram nos últimos dias para se aproveitar da situação. “Por favor, tenham um pouco de calma, não passem os seus dados para qualquer pessoa ou site que diga que por lá você vai receber o benefício.”

Distribuição do pagamento dos R$ 600

Segundo o ministro, há um esforço das equipes do Ministério da Economia, da Casa Civil e do Ministério da Cidadania para ajustar essa operacionalização do pagamento dos R$ 600.

Após a sanção presidencial,  realizada nesta quarta-feira (1º), terá de haver depois um decreto regulamentador e uma Medida Provisória de crédito extraordinário para permitir que o recurso seja distribuído.

Como funcionará

O governo vai levar em conta requisitos da lei aprovada pelo Congresso Nacional, a base de dados do Cadastro Único, além de informações que serão recebidas por um sistema digital ainda em formulação para atender os beneficiários que não estão em cadastros federais.

No caso do Bolsa Família, a ideia inicial é haver uma folha de pagamento suplementar para os beneficiários que tiverem direito aos R$ 600. “Pagaremos as 14 milhões de pessoas do Bolsa Família agora em abril. Aqueles que estão no Bolsa Família e têm pela lei direito aos R$ 600, seguramente vamos pedir para que a Caixa Econômica Federal faça um esforço para agilizar o pagamento do benefício”, disse Onyx.

Também haverá especificidades voltadas para microempreendedores individuais (MEI), contribuintes individuais do INSS e para informais. “Estamos falando com o Ministério da Economia, que está aprontando essa base de dados do MEI. Eles vão transferir para o Ministério da Cidadania e para o Cadastro Único para que a gente possa estabelecer com clareza os critérios. Os contribuintes individuais estão fora do MEI, mas recolhem INSS. Os informais estão à margem de qualquer cruzamento de dados, mas para eles haverá uma solução tecnológica, ainda em desenvolvimento”, disse o ministro.

 

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Abono salarial 2020 será antecipado até junho por coronavírus

O Ministério do Trabalho anunciou nesta quarta-feira (1º) que todos os pagamentos do abono salarial do PIS/Pasep serão adiantados para até junho deste ano.

O secretário do trabalho disse, em entrevista coletiva para anunciar um pacote de benefícios, que o Ministério está na fase final, em parceria com o Codefat, para fazer a antecipação de todos os pagamentos desse ano no mês de junho.

Portanto, o calendário que se estenderia até dezembro passará a se encerrar em junho. Com um volume expressivo de recursos aos trabalhadores na ordem de R$ 12 bilhões.

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Receita prorroga prazo de entrega da declaração do IR para 30 de junho

A Receita Federal do Brasil anunciou na noite desta quinta-feira, 1, a prorrogação para 30 de junho do prazo final para a entrega das declarações do imposto de renda das pessoas físicas referentes ao ano-base de 2019.

O prazo anterior era 30 de abril. Segundo José Tostes, secretário especial da Receita Federal, a decisão foi tomada por causa das restrições à circulação necessária ao combate ao novo coronavírus, que causa a infecção respiratória covid-19. “As pessoas não estão conseguindo sair para pegar os documentos necessários”, disse Tostes em entrevista coletiva à imprensa em Brasília.

O secretário não informou como fica o calendário das restituições do imposto de renda, que começaria, com o primeiro lote, em maio. A autarquia espera receber 32 milhões de declarações neste ano.

As últimas notícias sobre o Imposto de Renda 2020:

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Os limites de deduções do Imposto de Renda 2020

São Paulo – Dependendo do tipo de despesas realizadas em 2019, a base de cálculo para pagamento do Imposto de Renda pode ser reduzida. Ou seja, pode fazer com que o contribuinte tenha menos imposto a pagar ou até direito à restituição do valor pago.

Os gastos que podem diminuir a mordida do Leão na declaração, chamados de despesas dedutíveis, são definidos pela Receita Federal. A justificativa para a escolha das despesas que podem reduzir o pagamento do imposto é a necessidade do gasto. Quanto mais necessárias, menos impostos será pago sobre as despesas.

Ainda que os gastos possam ser abatidos do imposto, a Receita limita os valores que podem ser deduzidos para alguns tipos de despesas. É o caso de gastos com educação. Despesas com ensino técnico, fundamental, médio, superior, pós-graduação, mestrado e doutorado, por exemplo, só podem ser abatidas até o teto de 3.561,50 reais por dependente. Caso o contribuinte tenha gasto 5 mil reais no ano passado com a escola de seu filho, por exemplo, ele só poderá abater do imposto parte dessa despesa, limitada aos 3.561,50 reais.

O governo congelou novamente a tabela do IR, sem repor o valor da inflação. Portanto, os limites de deduções do Imposto de Renda 2019 são os mesmos que podiam ser abatidos no Imposto de Renda do ano passado.

Na prática isso significa que mais pessoas terão de declarar o IR este ano. Isso porque quem estava na faixa de isenção no ano passado pode ter entrado na faixa de obrigatoriedade de pagamento do imposto apenas por conta do aumento de salário provocado pelo dissídio, obtido pelo sindicato de sua categoria profissional.

A única mudança feita este ano é que o abatimento de despesas com empregados domésticos não será mais permitido.

Veja abaixo os limites e regras de deduções válidos para a declaração do Imposto de Renda 2020:

Declaração simplificada

Valor do abatimento: R$ 16.754,34

As deduções de despesas, como gastos com educação e saúde, além do abatimento de dependentes, só são permitidas se o contribuinte optar pelo modelo completo na hora de preencher a declaração do Imposto de Renda.

Isso porque a opção por preencher a declaração simplificada garante um abatimento único de 20% sobre a renda tributável. Neste ano, o desconto único de 20% continua limitado ao teto de 16.754,34 reais.

O desconto único de 20% gerado pelo preenchimento da declaração no modelo simplificado pode ou não ser mais vantajoso que o desconto obtido pelo abatimento individual das despesas dedutíveis na declaração completa.

Para saber qual tipo de declaração é mais vantajosa, basta preencher toda a declaração com os dados exigidos. Antes do envio do documento, o programa gerador da declaração indica automaticamente qual modelo irá gerar menos imposto a pagar.

Dependentes

Valor do abatimento: R$ 2.275,08

Quem optar pela declaração completa poderá abater um valor de 2.275,08 reais por cada dependente informado na declaração.

Despesas com educação

Valor do abatimento: R$ 3.561,50

Na declaração completa é possível abater despesas com educação até o limite de 3.561,50 reais.

Podem ser abatidas apenas despesas com ensino técnico, fundamental, médio, superior, pós-graduação, mestrado e doutorado. Esse tipo de despesa dedutível não inclui gastos com materiais escolares e atividades extracurriculares, como escolas de línguas ou cursinhos preparatórios.                                                             .

Despesas médicas

Valor do abatimento: ilimitado

Não há limites de valor para a dedução dos gastos com saúde, mas nem todos os tipos de despesas médicas podem ser deduzidas da base do imposto.

Entre as despesas médicas dedutíveis na declaração de IR estão gastos com internação, exames, consultas, aparelhos e próteses; e planos de saúde, realizados em benefício de quem declara ou de seus dependentes.

Para declarar essas despesas, é preciso ter os comprovantes do pagamento, como recibos e notas fiscais ou o informe enviado pelo plano de saúde, que contenham o nome, o endereço e o CPF ou CNPJ de quem recebeu os pagamentos.

Doações incentivadas

Valor do abatimento: limitado a 6% do imposto de renda devido

Contribuições a instituições que se enquadram nas regras de doações com incentivos fiscais também podem ser deduzidas da base do imposto de renda a pagar.

Contudo, as chamadas doações incentivadas só podem ser feitas aos fundos municipais, estaduais, distrital e nacional da criança e do adolescente, que se enquadram no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); fundos municipais, estaduais, distrital e nacional que se enquadram no Estatuto do Idoso; projetos aprovados pelo Ministério da Cultura e enquadrados na Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet); projetos aprovados pelo Ministério da Cultura ou pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) e enquadrados na Lei de Incentivo à Atividade Audiovisual; projetos aprovados pelo Ministério do Esporte e enquadrados na Lei de Incentivo ao Esporte.

Essas doações não podem, somadas, ultrapassar o limite de 6% do valor do imposto de renda devido. Ou seja, se o imposto devido for de 3 mil reais, o valor máximo que pode ser deduzido dos gastos com esse tipo de doação será equivalente a 180 reais.

Contribuições à Previdência Social

Valor do abatimento: ilimitado

O contribuinte pode deduzir da base de cálculo do Imposto de Renda todas as contribuições feitas ao INSS, seja como trabalhador formal ou autônomo. Mas é necessário ter recebido rendimentos tributáveis suficientes ao longo de 2019 que o obrigue a acertar as contas com o Leão neste ano.

Também é possível deduzir contribuições ao INSS pagas por um dependente que tenha rendimentos tributáveis próprios, mas que são incluídos na declaração do contribuinte.

Contribuição a planos de previdência privada

Valor do abatimento: limitado a 12% dos rendimentos tributáveis

Quem contribui a um plano de previdência privada na modalidade Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) ou para o fundo de pensão oferecido pela empresa pode deduzir as contribuições feitas ao longo do ano passado da base de cálculo do Imposto de Renda até o limite de 12% da renda tributável.

Assim, se a renda tributável tiver atingido 100 mil reais em 2019 – sujeita à alíquota de 27,5% – as contribuições aos planos poderão ser abatidas até o limite de 12 mil reais.

Isso significa que o contribuinte terá direito a uma restituição de 3.300 reais neste ano (27,5% de 12 mil reais) ou, se tiver imposto a pagar, pagará 3.300 reais a menos.

Vale lembrar que o benefício não se trata de uma isenção de IR, mas um adiamento do pagamento. Quando o contribuinte for resgatar os recursos aplicados no plano no futuro, a tributação incidirá não apenas sobre a rentabilidade da aplicação, mas sobre todo o valor investido.

Pensão judicial

Valor do abatimento: ilimitado

Todo valor estabelecido pela Justiça pode ser deduzido, mas contribuições informais são consideradas mesadas e não entram nos critérios de dedução.

Empregado doméstico

Valor do abatimento: extinto

Na declaração completa, era possível deduzir no ano passado até 1.200,32 reais em despesas com um empregado doméstico. Este ano, o valor foi extinto, e não será possível fazer mais qualquer abatimento.

As últimas notícias sobre o Imposto de Renda 2020:

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Oi vai prorrogar vencimento de faturas do celular por 15 dias

A Oi está flexibilizando prazos e condições de pagamento de contas de seus serviços de telecomunicações como forma de minimizar o impacto financeiro causado pela pandemia do coronavírus e manter a prestação dos serviços e a sua base de clientes ativa.

Os clientes beneficiados por essas medidas incluem pessoas físicas e pequenas empresas (clientes empresariais).

A companhia está oferecendo o desbloqueio por uma semana para quem estiver inadimplente, postergação da data de vencimento das faturas de abril por 15 dias a pedido dos clientes e uma flexibilização da política de parcelamento sem multa.

As medidas entram em vigor na próxima segunda-feira, dia 6 de abril, e serão válidas durante todo o mês, considerado o período de maior impacto da pandemia. As medidas podem ser prorrogadas em caso de manutenção desse cenário.

Veja os detalhes de cada iniciativa:

Desbloqueio de serviços

A companhia está desbloqueando os serviços interrompidos por inadimplência por uma semana, para clientes que comunicarem que já efetuaram o pagamento ou que irão efetuá-lo nos próximos sete dias.

A solicitação já pode ser feita pelos canais digitais de atendimento no site ou no portal de relacionamento Minha Oi.

Postergação da data de vencimento

Outra iniciativa da operadora será postergar, a pedido dos clientes, o prazo de vencimento das contas em 15 dias da fatura com vencimento em abril.

A postergação estará disponível a partir de 6 de abril, mediante a solicitação dos clientes diretamente no atendimento eletrônico do serviço.

Flexibilização da política de parcelamento

Além disso, também mediante pedido dos clientes, a Oi vai flexibilizar a sua política de parcelamento para clientes que estejam inadimplentes por até 90 dias, oferecendo a possibilidade de parcelamento das faturas em até 10 vezes, sem aplicação de multas.

Neste caso, as solicitações devem ser realizadas após o dia 6 de abril nos canais de atendimento por telefone de cada serviço.

Os canais de atendimento digital da Oi estão disponíveis no site.

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