As 8 criptomoedas que mais valorizaram no último ano

O mercado de criptomoedas é, como todos já sabem, bastante volátil, mas enquanto isso é negativo por alguns pontos de vista, tem gente aproveitando para ganhar dinheiro.

Vale lembrar que no mercado de criptomoedas não são poucos os projetos que acabam morrendo, então caso você se interesse por investir nesse meio, esteja avisado: cuidado com a ganância, não entre de cabeça.

Antes de começar, destaco aqui que essa lista serve somente como uma curiosidade, e não recomenda nenhum investimento. É apenas incrível ver como criptomoedas, que antes não valiam nada, alcançarem valorizações tão grandes em um ano.

Para evitar aquelas moedas que apresentam uma valorização “irreal” por não ter volume o suficiente para você conseguir realizar os lucros de forma segura, analisamos apenas as 17 principais criptos por maiores marketcap e liquidez.

Vamos analisar o retorno sobre investimento (ROI) em dólar, pois é a fiat mais utilizada no mundo e o tempo observado é um ano completo, ou seja, desempenho desde abril de 2019 até hoje.

1 – Chainlink (768,64%)

O famoso Oráculo descentralizado Chainlink é um projeto que basicamente oferece uma solução para um problema nos contratos inteligentes, fornecendo entradas e saídas confiáveis à prova de violações para smart contracts em qualquer blockchain.

Essa criptomoeda apresentou um desempenho realmente fora do comum no último ano, mesmo passando por alguns maus bocados. Há cerca de dois meses, a criptomoeda sofreu um flash crash em uma corretora, chegando a desvalorizar 99%.

Porém ela teve um excelente ano, fazendo parceria até com a gigante de tecnologia Google.

2 – Bitcoin SV (280,19%)

O Bitcoin Satoshi Vision é basicamente uma cópia do Bitcoin, é provavelmente a criptomoeda mais polêmica de todas.

Como você já deve saber, o Bitcoin é uma criptomoeda descentralizada, porém, não é fácil atualizar um software descentralizado, e diferentes grupos discordam de como uma criptomoeda deve se desenvolver, e é dessas divergências que surgem os forks.

Forks são cisões em projetos, e o primeiro deles foi o Bitcoin Cash (BCH), e do BCH houve outra cisão, finalmente o Bitcoin SV (BSV). Você pode conhecer mais sobre essa criptomoeda neste vídeo:

Devo dizer que sua valorização ter superado tanto o Bitcoin Cash quanto o Bitcoin me surpreendeu.

3 – Tezos (145,90%)

A Tezos alcançou a terceira da lista, o que é uma ótima notícia para muitos brasileiros.

O projeto anunciou uma parceria bilionária com o Banco BTG Pactual em julho do ano passado, se tornando uma das criptomoedas que mais investem no Brasil.

Há cerca de 9 meses ela foi listada na Coinbase e subiu 40%, esse foi realmente um bom ano para a Tezos.

Seu desempenho foi impressionante e em breve teremos um review desta criptomoeda no canal do Cointimes no Youtube.

4 – Huobi Token (71,27%)

O Token da exchange de Singapura é similar ao BNB, sendo que com um desempenho bem superior no último ano. Quem holdou Binance Coin por um ano infelizmente teve um prejuízo superior a 25%.

No último ano, a exchange já chegou a se juntar ao governo chinês para criar blockchain estatal e segundo um relatório, foi a segunda exchange preferida dos criminosos para lavar dinheiro.

Mesmo assim, mostrou resultados incríveis nesse último ano.

5 – Bitcoin (48,67%)

A essa altura o Bitcoin provavelmente dispensa apresentações, mas seus retornos continuam impressionando.

Por diversas vezes a principal criptomoeda teve sua morte decretada, mas persistiu se atualizando e se tornando mais robusta.

Enquanto isso, o BTC continua trazendo arrependimentos para aqueles que desistem de investir nele por achar que “já subiu o que tinha que subir”.

A boa posição desse ativo na lista continua nos mostrando o quão difícil é encontrar uma altcoin que o supere em desempenho, até porque já existem milhares delas. “O próximo Bitcoin” pode ser o próprio Bitcoin.

6 – Ethereum (25,73%)

Ela é uma das criptomoedas mais utilizadas no mercado. Sua tecnologia permite a criação de contratos inteligentes e aplicativos descentralizados.

Com o avanço do seu desenvolvimento a expectativa dos investidores se mostrou bem alta, resultando em uma excelente colocação na nossa lista.

Apesar de ser adiada várias vezes, o Ethereum 2.0 deve ser lançado ainda esse ano, segundo um dos desenvolvedores. Essa atualização pode fazer a demanda pela criptomoeda subir ainda mais, e nós já nos antecipamos com um tutorial de como ganhar dinheiro com o Ethereum 2.0.

7 – Bitcoin Cash (3,43%)

A criptomoeda que ganhou o apoio de pioneiros como Roger Ver e Dâniel Fraga também foi uma das melhores do mercado.

Apesar de não ter alcançado valorizações absurdas como o BSV e o BTC, ainda sim foi, por um ano inteiro, foi melhor ter Bitcoin Cash no celular do que dólares na carteira. Curioso, não?

8 – Monero (2,67%)

E a privacidade também alcança a lista! Em apenas um ano a criptomoeda Monero mudou completamente.

Um novo algorítimo de mineração, o RandomX, foi implementado e ele prioriza processadores normais à máquinas específicas.

Fizemos um tutorial explicando como minerar Monero em casa com esse novo método.

Recentemente também, o Monero Research Lab trouxe a proposta de melhorar a eficiência das transações e, ao mesmo tempo, aumentar o anonimato com a proposta Triptych.

Provavelmente por ter a maioria de suas novidades apenas recentemente, a maior parte do seu desempenho foi alcançado já em 2020, tendo performado melhor que o Bitcoin neste curto período.

Como Ganhar Dinheiro na Internet – 42 Formas Comprovadas para Fazer Você Ganhar Muito Dinheiro

Uma das pesquisas mais feitas é: “como ganhar dinheiro na internet”. As pessoas querem melhorar de vida, ter liberdade financeira e de tempo, poder fazer tudo o que sempre sonharam. Neste artigo, você vai descobrir 42 formas para ganhar dinheiro online. Aproveite! Se você quer saber como ganhar dinheiro na internet, você acabou de encontrar […]

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Melhoria Contínua: Guia Completo Para Implementar em Negócios e no Marketing

Melhoria contínua nada mais é do que o esforço que é feito para melhorar os produtos e serviços oferecidos por uma empresa, de maneira contínua. Esse esforço também vai ajudar a reduzir gastos e desperdícios, enquanto aumenta a qualidade. Em um mundo em constate transformação, onde quem não se adequa acaba ficando para trás, as […]

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Uber anuncia ferramenta que grava conversas entre motoristas e passageiros no Brasil

Homem segurando celular com o aplicativo do Uber

SÃO PAULO – A Uber anunciou nesta segunda-feira (10) no Brasil uma nova ferramenta para seu aplicativo, que possibilitará gravar em áudio conversas que acontecem durante corridas no aplicativo.

Chamada de U-Áudio, o recurso de gravação por meio do aplicativo, estará disponível primeiro em cinco cidades: Salvador (Bahia), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), São Luís (Maranhão), Sorocaba (São Paulo), e Uberlândia (Minas Gerais). Tanto usuários como motoristas podem ativar a ferramenta.

A Uber explica que os áudios gravados poderão ser compartilhados com a empresa e até com autoridades com o objetivo de ajudar em casos de investigações.

Os áudios ficam “criptografados e armazenados diretamente no dispositivo de quem fez a gravação e a Uber só poderá acessá-lo se o motorista ou usuário escolherem compartilhar o arquivo como parte do relato”, diz a nota.

“Quando a viagem se encerra ou por meio do histórico de viagens, tanto o usuário quanto o motorista terão a opção de relatar um incidente de segurança e anexar o arquivo de gravação de áudio”, disse a Uber em nota.

Depois que o arquivo de áudio criptografado for enviado aos agentes de atendimento ao cliente da Uber, o arquivo será aberto e usado para ajudar a entender melhor o relato do incidente e tomar as medidas apropriadas.

“Em algumas situações, uma gravação pode ser utilizada para apoiar os responsáveis pelo atendimento na decisão de desativação do motorista ou usuário, de acordo com o Código de Conduta da Uber”.

Durante o piloto, a ferramenta está sendo configurada para apagar os arquivos de áudio automaticamente após uma semana.

A Uber explicou que os usuários e motoristas receberão avisos de que “estão sujeitos a gravação de áudio”, e que a proteção da privacidade dos envolvidos “é levada muito a sério”. “Somente a Uber tem a chave para descriptografar o arquivo e isto somente pode ser feito após a denúncia, com o envio do áudio”, explica a empresa.

“O U-Áudio é um recurso extra para nos ajudar a entender o que ocorreu durante uma viagem em que algo deu errado. Queremos tomar as medidas apropriadas e esse arquivo pode ajudar nossos agentes de suporte neste processo”, disse Marcello Azambuja, diretor do centro de tecnologia da Uber no Brasil.

A empresa anunciou uma série de iniciativas de segurança para 2020, entre elas a chamada U-ajuda, que potencializa o poder do GPS e de outros sensores no smartphone. Nesse caso, a Uber pode identificar e sinalizar eventos raros, como uma parada longa e não prevista na rota.

Se uma parada não prevista for sinalizada, a Uber pode iniciar uma checagem e enviar uma mensagem para o motorista parceiro e o usuário perguntando se é necessário algum suporte.

Outra camada de segurança inclui, o U-Código, uma outra ferramenta que recomenda ao usuário conferir as informações para ter certeza de que está entrando no carro certo. O usuário pode optar por receber uma senha de quatro dígitos, que deve ser dita ao motorista para que ele consiga iniciar a viagem no aplicativo.

Além disso, a Uber anunciou que está trabalhando com tecnologias avançadas que usam ultrassom para transmitir automaticamente a senha. No futuro, os números recebidos pelo usuário passarão automaticamente pelo aparelho do motorista, e o usuário vai receber uma confirmação no seu celular.

Ainda não há informações sobre quando essas novidades começam a funcionar.

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Epidemia do coronavírus é risco relevante para atividade global, aponta SPX

SÃO PAULO – Embora o impacto do surto do coronavírus iniciado na China sobre o restante do mundo ainda esteja em análise, gestoras têm acompanhado de perto as repercussões e alterado exposições, ainda que momentaneamente, para proteger seu portfólio.

A SPX, por exemplo, destacou em sua carta aos cotistas referente ao mês de janeiro que, embora ainda acredite em uma recuperação cíclica ao longo do ano, decidiu reduzir seu risco taticamente na parte internacional, devido à deterioração do cenário de crescimento chinês e, consequentemente, global.

“Ainda é difícil mensurar o impacto real desse choque. No entanto, nos parece razoável assumir que é um vetor de redução de PIB global, em um momento em que a frágil economia mundial buscava se estabilizar”, destacou.

A gestora, contudo, manteve as alocações setoriais, priorizando novas posições mais estruturais e menos dependentes do ciclo econômico.

Já no Brasil, a SPX permaneceu com posições compradas (com aposta na alta) em empresas dos setores financeiro, utilities e consumo.

Ao comentar as consequências do coronavírus sobre a economia, a gestora de Rogério Xavier apontou que o surto deverá representar um choque na China, em várias frentes. A paralisação de diversas plantas industriais e dos grandes investimentos em infraestrutura devem gerar revisões para baixo no crescimento do país, ressaltou, em sua carta intitulada “Mais um obstáculo para a China”.

“Além disso, é sem dúvida mais um evento que arranha a imagem da China. Nos últimos anos, os países ocidentais têm feito duras críticas em relação à proteção de propriedade intelectual, direitos humanos e políticas ambientais. A guerra comercial com os EUA é uma parte dessa relação difícil com o Ocidente. Recentemente, tivemos um problema seríssimo com o rebanho suíno chinês. A epidemia do coronavírus é mais um tropeço do país em seu tortuoso processo de aproximação do Ocidente”, afirmou a SPX.

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Ainda na esfera global, a gestora comentou o processo eleitoral nos Estados Unidos, ressaltando que o nível de incerteza sobre a candidatura democrata é mais alto do que em outras edições. “A dispersão de propostas entre os candidatos e a falta de visibilidade de um favorito devem manter certo nível de incerteza nesse tema até meados de abril. Ainda não temos convicção sobre o tema, mas nos parece exagerada a forte confiança do mercado sobre o amplo favoritismo de Trump.”

Em termos de atividade, contudo, a visão é favorável e a SPX acredita que, sem nenhuma aparente pressão inflacionária, o Fed, banco central americano, seguirá com postura estimulativa, “o que deve garantir mais um bom ano para a economia americana”.

O mesmo não pode ser dito da Europa, região sobre a qual a gestora está pessimista, em meio ao nível depreciado de crescimento e problemas estruturais de difícil solução. “Sem uma solução mais clara e rápida para o Brexit, acreditamos que a região deve permanecer nesse marasmo”, pontuou.

Alocação no Brasil

O discurso da SPX sobre a situação brasileira se voltou principalmente ao câmbio. Os dados mais fracos de atividade, o choque negativo vindo da China, o principal parceiro comercial do país, e a provável redução no nível de juros devem manter a moeda fraca, segundo a gestora, que tem alocações compradas em dólar.

“Entendemos os temores de curto prazo do mercado, mas acreditamos que a aceleração do crescimento em relação aos anos recentes e a depreciação da moeda sugerem maior conservadorismo na condução da política monetária, em particular, devido às metas de inflação cadentes dos próximos anos.”

Em sua carta anterior, a SPX havia dito que os juros brasileiros já deveriam voltar a subir em 2020, de olho numa recuperação da economia e na aceleração da inflação.

No mês de janeiro, o SPX Nimitz rendeu 0,15%, ante um CDI de 0,38%.

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Trabalho remoto permite funcionamento do mercado financeiro em dia de caos em SP

O trabalho remoto permitiu que corretoras, bancos e a própria Bolsa seguissem operando normalmente nesta segunda-feira, 10, após chuvas que causaram alguns dos maiores alagamentos já registrados na cidade de São Paulo em anos recentes. “Hoje, metade da base de funcionários da B3 estão aptos para trabalharem remotamente”, afirmou Ana Buchaim, diretora de pessoas, marketing e sustentabilidade da B3, em nota. “É relevante tanto para o dia a dia, como para momentos como esse, em que a segurança do funcionário é primordial.”

Todas as instituições financeiras adotaram a mesma postura: orientação às lideranças para que os funcionários priorizassem a segurança, adotando o home office – o trabalho em casa – se necessário. “O mais importante é a segurança de todos os colaboradores”, disse Guilherme Sant’anna, sócio responsável pela área de pessoas da XP Inc.

“A decisão de ir ou não até o escritório foi individual, e uma parte considerável dos colaboradores decidiu fazer home office. Isso, porém, não afetou em nada o atendimento aos nossos clientes, visto que os colaboradores possuem acesso remoto.”

Também não houve registro de impacto nas operações dos grandes bancos. Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Santander Brasil autorizaram os funcionários a fazer home office. O fato de essas instituições já liberarem trabalho remoto ajudou no dia de hoje, quando a cidade de São Paulo ficou com um caos por conta das chuvas.

No caso do Santander Brasil, cuja sede fica próxima à Marginal Pinheiros, a necessidade foi mais premente. O Bradesco informou que, as áreas que têm operações críticas, seguiram o plano de contingência, quando necessário. Nenhum dos grandes bancos registrou impacto crítico em suas operações, conforme informaram ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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O Itaú, que divulga seus resultados de 2019 nesta segunda, após o fechamento do mercado, cogita transformar a tradicional coletiva de imprensa do período em teleconferência por conta das chuvas. O martelo ainda não teria sido batido, mas o banco já está consultando jornalistas a respeito.

Na empresa de análises Eleven Financial, o cenário foi parecido. “A maior parte do time de analistas está no escritório da Eleven Financial, localizado na zona sul. Algumas pessoas que tiveram dificuldade de deslocamento estão trabalhando de casa (home office), o que é perfeitamente possível uma vez que o sistema é totalmente interligado. Todos os serviços e atendimento funcionam normalmente”, informou a empresa, por nota.

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Por que o IRB perdeu R$ 10 bilhões em valor de mercado desde o início de fevereiro?

SÃO PAULO — As ações do IRB (IRBR3) chegaram a cair até 15,73% nesta segunda-feira (10), por ora, quando atingiram a mínima de R$ 33,31. Os papéis reagem à nova carta da Squadra Investimentos questionando as práticas contábeis realizadas pela resseguradora. A companhia já havia negado, no início do mês, que haja fundamento nas alegações da gestora carioca.

Em um documento divulgado hoje, a Squadra explica em 50 páginas seu ponto de vista de que existem indícios que apontam para lucros normalizados (recorrentes) significativamente inferiores aos lucros contábeis reportados nas demonstrações financeiras do IRB.

Segundo a gestora, a disparidade entre lucro contábil e lucro normalizado foi crescente durante o período analisado e atingiu sua maior diferença nos resultados trimestrais mais recentes. Ela enfatizou na carta de hoje que não há “problemas nos números contábeis do IRB ou existirem razões, legais ou regulatórias, que exijam a divulgação de lucros de modo diferente ao realizado pela companhia.”

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Porém, a Squadra afirma que houve ganhos que entende como “extraordinários”, “one-offs” ou “não recorrentes”. Ela mencionou que, no dia 2 de fevereiro, mesma data em que divulgou sua primeira carta sobre IRB aos clientes, também encaminhou o documento ao IRB.

“Desde o dia 3, executivos da companhia participaram de eventos organizados por instituições de sell-side com o objetivo de rebater o estudo elaborado pela Squadra, tendo disponibilizado uma apresentação em slides no âmbito de pelo menos um desses conference calls. Lembramos que, assim como deixamos clara nossa posição short no IRB, os analistas de sell-side costumam corretamente incluir em seus relatórios disclaimers no sentido de que eles ‘do and seek to do business with covered companies’”, disse a gestora.

A Squadra afirmou ainda que gostaria que o IRB apresente suas considerações. “Naturalmente, o IRB possui uma grande quantidade de informações e dados não públicos, os quais poderia vir a divulgar com vistas a refutar algum ponto específico levantado em nossa análise. A Squadra não tem compromisso com o erro.”

“Caso eventual nova informação invalidasse algum ponto abordado, não teríamos problema em revisar nosso entendimento em relação àquele item específico e avaliaríamos seu impacto em nossa percepção sobre o valor da companhia. Todavia, com base nas comunicações a que tivemos acesso, não houve apresentação de nova informação que nos fizesse alterar nosso entendimento”, disse a gestora.

Até o momento, o IRB não enviou nenhum comunicado à CVM (regulador do mercado de capitais no Brasil) ou divulgou nota pública sobre a segunda carta da Squadra a clientes.

A gestora destacou que há uma “divergência de opinião” entre ela e o IRB, e que isso é “perfeitamente natural”. Ela citou como exemplo o fato de ter classificado o ganho de capital na venda da participação do IRB no Minas Shopping como não recorrente.

Segundo a Squatra, a própria companhia perguntou a especialistas de contabilidade se ganhos/perdas na venda de ativos imobiliários deveriam ser considerados como itens não recorrentes ou como resultado operacional no contexto de operações de resseguros.

“Em seu parecer, os professores responderam que a ‘operação está intimamente ligada às operações da companhia sendo mais apropriado – do ponto de vista do desempenho econômico – a sua classificação como resultado recorrente’”, disse.

Na análise da Squadra, a gestora diz que a participação no Minas Shopping foi adquirida há cerca de 30 anos, possuindo valor contábil muito defasado em relação ao valor de mercado, de tal forma que ela entende o ganho de capital como não recorrente.

“Desde a nossa carta aos cotistas, as comunicações da companhia de que tivemos conhecimento vêm buscando confrontar nossa análise de outra forma, a qual não julgamos correta. Nos conference calls e na apresentação disponibilizada, a companhia e seus executivos têm afirmado que o estudo da Squadra contém ‘a lot of mistakes’. Diante do exposto, entendemos por bem escrever este esclarecimento aos senhores”, destacou a Squadra.

Entenda o caso

Em fevereiro do ano passado foi a público a informação de que a Squadra estava “short” em IRB, ou seja, apostava na queda dos papéis. Em novembro de 2019, a gestora carioca diz ter enviado à companhia uma primeira comunicação em que já apontava não concordar com efeitos não recorrentes nos balanços divulgados.

O IRB respondeu aos questionamentos da gestora no final daquele mês, mas as respostas não foram consideradas satisfatórias. Em 2 de fevereiro deste ano, a Squadra enviou uma nova comunicação a seus clientes e ao IRB, mais detalhada, mantendo seu ponto de vista sobre efeitos que não estavam sendo considerados de forma correta, em sua avaliação, nos demonstrativos da companhia.

A exposição da carta fez os papéis da companhia caírem até 15% no pregão de 3 de fevereiro. Ao longo da semana passada, as ações continuaram caindo, embora algumas casas de análise tenham se posicionado a favor do IRB e questionado as alegações da Squadra.

O valor de mercado do IRB passou de R$ 41,74 bilhões no pregão anterior à primeira carta da Squadra sobre a companhia em 2020, em 31 de janeiro, para R$ 37,97 bilhões na segunda-feira seguinte à divulgação do conteúdo, dia 3 de fevereiro.  No final da semana passada, na sexta-feira 7 de fevereiro, a companhia já estava valendo R$ 36,81 bilhões.

Com a forte desvalorização na sessão de hoje, o valor de mercado do IRB despencou para R$ 31,73 bilhões. A companhia perdeu cerca de R$ 10 bilhões em valor de mercado somente neste mês, diante das alegações da Squadra.

Em nota enviada na semana passada, o IRB se defendeu e disse que não há fundamento nas alegações da gestora carioca. A companhia afirmou que sua perfomance financeira e seu earnings power está fielmente retratado nas referidas demonstrações. Além disso, reforçou que as suas demonstrações contábeis são auditadas internamente e externamente pela empresa PwC.

“A companhia informa ainda que está avaliando com seus assessores legais, as medidas cabíveis a serem tomadas neste cenário, onde o emissor da carta tem interesse econômico diametralmente conflitante com os interesses da companhia”, informou em nota o IRB.

Em janeiro, as ações do IRB acumularam ganho de 15,1%, ficando entre as cinco maiores altas do Ibovespa no primeiro mês do ano. Os papéis já devolveram bem mais do que o desempenho positivo visto no primeiro mês de 2020.

Discordância entre gigantes

Diante do forte tombo dos papéis do IRB em fevereiro, muitos investidores têm se perguntado se isso abre uma oportunidade de compra dos papéis. Para o Credit Suisse, não.

Em relatório divulgado a clientes, os analistas do banco disseram que o papel ainda não está em um entry point (ponto de entrada) interessante mesmo depois do sell-off recente. Ainda assim, eles enxergam bons resultados para a companhia e aumentaram o preço-alvo dos papéis.

“As nossas projeções de earnings para o papel estão razoavelmente otimistas, incluindo um crescimento forte nos prêmios emitidos, custos bem menores de retrocessão e apenas uma pequena queda no loss ratio em relação ao histórico”, afirmou o Credit.

As projeções do banco suíço para o IRB em 2020 e 2021 indicam um lucro líquido de R$ 1,83 bilhão para 2020 (+12,7% na comparação anual; 7% abaixo do consenso) e R$ 2,14 bilhões em 2021 (+16,5% na comparação anual; 2% abaixo do consenso).

“Vale destacar que, mesmo estando abaixo do consenso, estamos dando o benefício da dúvida em alguns pontos, como incorporar uma relevante redução de custos de retrocessão de 27% em 2019 para 17% em 2020.”

Segundo o banco, os resultados financeiros devem ficar bem acima dos 100% do benchmark e o crescimento de top line (receitas) deve permanecer resiliente, acima dos 20% tanto em 2020 quanto 2021.

“Assumimos apenas uma pequena deterioração na sinistralidade. A redução de nossas estimativas está lastreada em boa parte pela queda de resultados financeiros (-6% em 2020 e -1,5% para 2021) e o nosso preço-alvo para as ações subiu de R$ 38 para R$ 43, principalmente em função de um menor risk-free.”

No entanto, para justificar a falta de visão de um ponto de entrada nas ações do IRB neste momento, os analistas do Credit disseram que a relação entre risco e retorno não parece muito atrativa.

“No blue sky, assumimos sinistralidade estável em relação a 2019. O ROE (retorno sobre patrimônio) ficaria em 38% (em linha com 2019) e o valuation de R$ 55 por ação. No grey sky, temos um loss ratio voltando para o patamar de 2012/2013 de 70%”, afirmou o banco.

Para o quarto trimestre de 2019, o Credit espera que o lucro líquido da companhia deve ficar em R$ 504 milhões, avanço de 35% na base anual e em linha com o consenso.

“O nível de written premiums deve acelerar na parte local e ficar estável na linha internacional. Esperamos também uma reversão de 50% das provisões técnicas dos 9 primeiros meses de 2019, basicamente em linha com o histórico. Loss ratio deve mostrar alguma deterioração enquanto que incluímos um ganho de R$ 94 milhões relacionado à venda de dois ativos de real estate (imóveis)”, concluiu o banco.

Ao contrário da visão do Credit, o Morgan Stanley já havia se pronunciado a seus clientes indicando que a queda dos papéis do IRB na semana passada abriu, sim, um ponto de entrada.

O banco citou “conceitos errôneos” que alguns investidores têm sobre a sustentabilidade da lucratividade no IRB versus pares globais. “Achamos que os investidores estão comparando maçãs e laranjas”, disse em nota o diretor do banco Jorge Kuri. “Contratos de curto prazo e falta de risco catastrófico geram uma lacuna no ROE (retorno sobre o patrimônio) e produzem modelos de negócios fundamentalmente diferentes.”

Kuri destacou que o IRB possui uma força de trabalho centralizada de 385 funcionários, em comparação com uma média de 10.000 dos players globais. “Esse modelo de headcount light conta com uma única plataforma de TI totalmente integrada, que reduz significativamente os custos de back office e torna a aceitação de riscos e o processamento de reclamações mais eficientes. No futuro, vemos espaço adicional para ganhos de eficiência, dados os planos da administração de reduzir ainda mais o número de funcionários. De fato, a administração espera ter uma estrutura completamente enxuta até 2021 e alcançar um índice sustentável de despesas administrativas de longo prazo de 4,5%.”

O diretor do Morgan Stanley ressaltou ainda outros diferenciais do IRB em relação aos seus pares globais. “O rendimento dos títulos é significativamente maior no IRB do que em pares globais, principalmente devido a um ambiente de taxa de juros mais alto que permite spreads maiores e ao fato de que, diferentemente das empresas de resseguros globais, o IRB não precisa proteger seu risco cambial. Apesar do maior rendimento, a receita financeira representa uma parcela menor da receita líquida no IRB do que nos pares globais, outra diferença fundamental no modelo de negócios do IRB. Além disso, a receita financeira do IRB, como uma porcentagem do lucro total, tem diminuído constantemente à medida que as operações de subscrição da empresa se tornam mais eficientes.”

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Trump propõe orçamento de US$ 4,8 trilhões, com cortes em programas sociais

O presidente dos EUA, Donald Trump, apresentou nesta segunda-feira um plano orçamentário no valor de US$ 4,8 trilhões para o ano fiscal de 2021, propondo acentuados cortes em programas sociais e ajuda estrangeira e mais recursos para defesa e veteranos.

A proposta eleva os gastos militares em 0,3%, a US$ 740,5 bilhões, no ano fiscal com início no dia 1º de outubro. Ao mesmo tempo, reduz gastos fora do setor de defesa em 5%, a US$ 590 bilhões, abaixo do nível acertado entre o Congresso e o presidente num acordo orçamentário de dois anos fechado em meados de 2019.

É improvável, no entanto, que o plano vire lei, uma vez que os democratas controlam a Câmara dos Representantes e projetos de lei de gastos exigem apoio bipartidário no Senado.

Ontem, os democratas sinalizaram se opor ao plano orçamentário, que foi descrito pelo deputado John Yarmuth (Kentucky), presidente do Comitê de Orçamento da casa, como “destruidor e irracional”.

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Elon Musk diz que Facebook é “tosca” e sugere que pessoas excluam suas contas

SÃO PAULO – Elon Musk, CEO da Tesla, segue incomodado com o Facebook e o seu CEO, Mark Zuckerberg.

Na noite do último sábado (8), o empresário chamou a rede social de “tosca” e disse que as pessoas deveriam excluir as suas contas em resposta a um tuíte que pedia maior regulação governamental sobre a quantidade de dados gerados pela empresa.

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Não é a primeira vez que Musk vai a público para falar mal do Facebook e o seu criador. Em 2018, as páginas da Tesla e SpaceX foram excluídas do Facebook minutos depois do empresário afirmar desconhecer sobre a presença de perfis de suas empresas na plataforma de mídia social. A página do Facebook da SpaceX tinha 2,6 milhões de curtidas antes de ser excluída.

A SpaceX ainda tem um perfil no Instagram, de propriedade do Facebook.

Os dois executivos também discordam sobre o futuro da inteligência artificial. Musk chamou a visão de Zuckerberg sobre o potencial da IA de “limitada”, após ele dizer que a tecnologia poderia um dia melhorar a saúde e a segurança, enquanto Musk acredita que os recursos potenciais da IA ​​a tornam mais perigosa do que as armas nucleares.

A indignação de Musk em relação ao Facebook e o seu criador, segundo o site Business Insider, pode estar relacionada a uma episódio que aconteceu em 2016 quando Zuckerberg culpou a SpaceX por um lançamento fracassado que destruiu um satélite do Facebook.

Apesar das constantes trocas de críticas, tanto os executivos quanto as suas empresas são alvos de várias controvérsias nos últimos anos.

Zuckerberg e o Facebook foram criticados pela maneira como a empresa lidou com dados de usuários, incitação ao ódio e a propagação de fake news. Musk e Tesla enfrentaram questionamentos sobre a segurança do trabalhador e dos seus veículos autônomos e da maneira como a montadora promoveu o Autopilot, seu recurso avançado de assistência ao motorista.

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Novo seguro auto da Youse cobre danos de pequeno e médio porte com franquia de R$ 150

SÃO PAULO – Ao se envolver em uma pequena colisão que resulte em um dano leve – um amassado ou arranhão na lataria – que fica abaixo do valor de franquia, o consumidor pode usar um novo serviço de assistência para resolver o problema sem dor de cabeça e sem acionar diretamente a seguradora.

O novo seguro da Youse, plataforma de venda de seguros online da Caixa Seguradora, promete cobrir o reparo de leves danos em até R$ 1 mil com uma franquia de R$ 150.

O serviço, porém, cobre apenas colisões com danos às peças externas de plástico ou lataria do carro. Não há assistência para problemas de mecânica ou funcionamento das partes internas do veículo. É necessário possuir algum plano de seguro da Youse e entrar em contato pelo site oficial da companhia para poder se beneficiar do serviço.

A ideia do produto, segundo a própria seguradora, é oferecer uma assistência mais em conta para consertos simples em que não compensa acionar as coberturas da seguradora.

Isso significa, por exemplo, que, caso, um cliente raspe o veículo no estacionamento ou se envolva em alguma batida leve, causando algum dano de pequeno ou médio porte, ele será atendido pela insurtech em vez de acionar seu plano de seguro.

“Nosso objetivo é auxiliar em qualquer tipo de situação. Essa ainda é uma novidade no Brasil. Antes o cliente não acionava a seguradora, porque o custo do reparo não atingia o valor de sua franquia”, explica Nícolas Ferrara, Gerente de Produto da Youse. “Essa assistência pode custar menos de R$ 4 por mês e oferece mão de obra gratuita no reparo automotivo, que inclui serviços de funilaria e pintura”, acrescenta.

A companhia ainda afirma que a nova iniciativa não impacta a classe de bônus do condutor, benefício oferecido pelo mercado de seguros auto que é usado na hora de renovação da apólice após um ano sem sinistro, já que o serviço da Youse pode ser acionado no lugar da franquia.

“Com essa assistência, podemos ajudar o cliente em mais uma situação, ou seja, ele não precisa arrumar por conta própria e nem se preocupar quando for renovar o seu seguro”, diz.

A assistência cobre apenas a mão de obra dos reparos. Ou seja, o cliente deve arcar com qualquer peça que necessitar de troca.

A Central de Atendimento da companhia vai realizar uma verificação técnica para conferir as condições e a possibilidade de reparo no item após o condutor acionar o serviço.

“Se o dano for irreparável ou, por questões técnicas, não for possível a realização do reparo na peça, o atendimento não será realizado”, explica a companhia em seu manual de assistência.

O reparo pode ser realizado em qualquer oficina, mas a cobertura de R$ 1 mil é aplicável apenas nas unidades da rede de oficinas parceira da Youse, a Autoglass. Se o serviço for realizado em oficina não referenciada, o limite é de R$ 300. A companhia ainda adverte que, caso o condutor realize reparos por conta própria sem acionar o serviço não haverá qualquer tipo de reembolso.

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