Anbima: apesar de resgates na indústria de fundos em março, ações captam R$ 8,3 bilhões

SÃO PAULO – Os fundos de investimento registraram resgates líquidos de R$ 31,2 bilhões em março, em um movimento puxado pelas saídas de R$ 42,8 bilhões e R$ 5,08 bilhões dos segmentos de renda fixa e multimercados, respectivamente. Também contribuíram para o resultado os fundos previdenciários, que perderam R$ 2,9 bilhões no mês passado.

Por outro lado, mesmo com toda a volatilidade que atingiu a bolsa brasileira em março, os investidores não se retraíram. Pelo contrário. No período, a classe de renda variável registrou captação líquida de R$ 8,3 bilhões, com o melhor desempenho dentre as opções disponíveis na indústria de fundos local. Também tiveram boa demanda ao longo das últimas semanas os ETFs, com entradas líquidas de R$ 5,2 bilhões, e os FIDCs, que receberam R$ 4,9 bilhões.

No acumulado do primeiro trimestre, os fundos têm captação líquida de R$ 6,8 bilhões, com uma liderança folgada da renda variável, que amealhou R$ 44,9 bilhões. Em seguida aparecem os multimercados, com aportes líquidos de R$ 14,3 bilhões, e os ETFs, com R$ 9,2 bilhões.

Na outra ponta, com a Selic na mínima de 3,75%, de janeiro a março os fundos de renda fixa tiveram resgates da ordem de R$ 63,5 bilhões. Dentre as demais categorias, apenas os FIDCs também acumulam saídas nos três primeiros meses do ano, de R$ 3,6 bilhões.

Rentabilidade

No que tange aos retornos dos fundos, dentre os de ações, nenhuma categoria conseguiu escapar do campo negativo, dada a desvalorização de quase 30% do Ibovespa em março. As small caps foram as mais penalizadas pelos investidores, com uma baixa da ordem de 35% das carteiras no período.

Entre os multimercados, as maiores perdas, de 11,17%, se concentraram nos tipos “long and short direcional”, enquanto os de capital protegido triscaram o território positivo, com uma queda de 0,36%.

Na renda fixa, a maior baixa ficou com os fundos de longo prazo voltados para papéis soberanos, que caíram 3,98% em março. Já aqueles que apostaram em títulos da dívida externa se deram muito bem, levando para casa uma valorização de 12,23% no mês passado.

Como se tornar um trader consistente? Aprenda em um curso gratuito os set-ups do Giba, analista técnico da XP, para operar na Bolsa de Valores!

The post Anbima: apesar de resgates na indústria de fundos em março, ações captam R$ 8,3 bilhões appeared first on InfoMoney.

Tesouro Direto: Taxas de títulos públicos recuam nesta terça-feira

SÃO PAULO – Com o maior ânimo dos mercados por conta da desaceleração do crescimento de casos de coronavírus na China e Europa, as taxas dos títulos públicos negociados via Tesouro Direto recuaram na tarde desta terça-feira (7).

Entre os papéis indexados à inflação, o com vencimento em 2026 pagava 3,72% ao ano, ante 3,82% a.a. na tarde de segunda-feira (6). Os títulos com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, pagavam um juro real de 4,66% ao ano, ante 4,68% a.a. anteriormente.

Com relação aos papéis prefixados, o juro do papel com vencimento em 2026 cedia de 7,50% para 7,38% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 pagava 8,05%, ante 8,15% a.a. ontem.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta terça-feira (7):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário

Na agenda de indicadores domésticos, as vendas do varejo brasileiro cresceram 1,2% em fevereiro na comparação com o mês anterior, acima da expectativa dos economistas consultados pela Bloomberg, que era de queda de 0,4%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este é o melhor resultado para o mês de fevereiro desde 2016.

Na série sem ajuste sazonal, houve aumento de 4,7% na comparação com fevereiro de 2019. Já no acumulado de 2020, contra igual período do ano anterior, o avanço foi de 3,0%.

No cenário externo, o destaque hoje ficou com a China, que não registrou nenhuma morte pela Covid-19, pela primeira vez desde janeiro. Os sinais são de que a pandemia do coronavírus está em declínio também na Espanha, Itália e Áustria – que será o primeiro país europeu a reabrir o comércio, em 14 de abril.

Por outro lado, no Japão, o país declarou estado de emergência em sete regiões por 30 dias por conta da disseminação do vírus. O primeiro-ministro Shinzo Abe anunciou, ainda, um pacote de US$ 999 bilhões para reativar a economia nipônica.

Invista a partir de R$ 100 no Tesouro Direto com taxa ZERO: abra uma conta gratuita na Rico!

The post Tesouro Direto: Taxas de títulos públicos recuam nesta terça-feira appeared first on InfoMoney.

Banco PAN reduz a taxa do cheque especial para 4% ao mês

Em tempos difíceis para o bolso das pessoas (principalmente) das classes C, D e E, o Banco PAN reduziu a taxa do cheque especial de, no máximo, 8% ao mês para 4%. Esse novo percentual é válido apenas em abril e maio para os clientes que têm conta digital ou cartão de crédito PAN.

Em 6 de janeiro, o Banco Central havia limitado os juros cobrados no cheque especial ao teto de 8% ao mês. E, assim como o Banco Pan fez agora, a Caixa Econômica Federal também foi além e, no final de março, cortou de 4,25% para 2,9% ao mês.

Além dessa redução, o Banco PAN concederá pacote gratuito em dobro para todas as transações realizadas em conta corrente, como transferências, saques e depósitos por boleto, e ampliará o prazo de parcelamento da fatura do cartão de crédito para até 24 meses. Já os pontos acumulados no programa de benefícios do banco PAN Mais que venciam em abril e maio poderão ser usados até junho.

“Essa é uma maneira de ajudar nossos clientes. Somos especialistas em crédito e serviços financeiros para as classes CDE e sabemos da importância dessas medidas nesse momento”, disse Diogo Ciuffo, diretor de banco digital e meios de pagamento do PAN, em nota. 

O Banco PAN também flexibilizou as condições de contratação de empréstimo e cartão consignado para aposentados e pensionistas do INSS, em linha com as orientações do Conselho Nacional da Previdência Social. A taxa máxima cobrada no empréstimo caiu de 2,08% para 1,80% ao mês. Já a taxa do cartão de crédito consignado foi reduzida de 3% para 2,7% ao mês. O prazo máximo para pagamento do empréstimo foi ampliado de 72 para 84 meses.

O diretor comercial do PAN, Alex Gonçalves, destaca que “os aposentados utilizam estes recursos principalmente para pagar dívidas mais caras e gastos com a saúde, o que reforça a importância das medidas nesse momento de crise”.

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Caixa divulga calendário de pagamento dos benefícios de R$ 600

A Caixa divulgou nesta terça-feira (7) o calendário de pagamento do benefício de R$ 600 a trabalhadores informais. O objetivo é ajudar os trabalhadores a se sustentarem durante a crise provocada pelo novo coronavírus.

Como forma de evitar que milhões de pessoas vão juntas às lotéricas, a Caixa optou por realizar o pagamento do benefício de R$ 600 por contas digitais. O objetivo é evitar grandes aglomerações nas agências e proteger trabalhadores contra o contágio pelo coronavírus.

Para organizar o pagamento, o Governo Federal estabeleceu três grandes grupos. Um deles é o de beneficiários do Bolsa Família que recebem pelo programa de transferência de renda menos que o auxílio emergencial. Eles vão passar a receber os R$ 600, mas não necessitam entrar no aplicativo ou site nem fazer nenhum tipo de cadastro. Eles serão identificados automaticamente e receberão o pagamento conforme o calendário do Bolsa Família, ou seja, a partir do dia 16 de abril.

Os outros dois grupos, um formado por aqueles que estão no Cadastro Único do Governo Federal e o de trabalhadores informais, MEIs e os contribuintes individuais do INSS que estão fora do Cadastro Único, vão receber duas parcelas em abril e a terceira em maio.

O primeiro pagamento será até o dia 14 de abril para os que já estão incluídos no CadÚnico. Neste universo, aqueles que são correntistas do Banco do Brasil ou possuem conta poupança na Caixa devem receber a primeira parcela nesta quinta-feira, 9.

Já os trabalhadores que não estão incluídos no CadÚnico, após se inscrever no aplicativo Caixa Auxílio Emergencial ou site, receberão  os créditos conforme checagem dos dados, em até três dias úteis a partir do recebimento dos dados pela Caixa.

Posteriormente, no pagamento da segunda parcela, que será paga a todos os trabalhadores no final do mês, para os trabalhadores que estão incluídos no CadÚnico e os trabalhadores cadastrados pelo app e site os créditos serão recebidos conforme a data do aniversário do trabalhador. A exceção são os trabalhadores que têm conta poupança na Caixa e conta no BB, para os quais os créditos serão depositados automaticamente.

No dia 27 de abril recebem o valor os brasileiros que estão incluídos no CadÚnico e fazem aniversário em janeiro, fevereiro e março. No dia 28, serão pagos os créditos aos que fazem aniversário em abril, maio e junho; no dia 29 os que fazem aniversário em julho, agosto e setembro e, no dia 30 de abril, aqueles que completam mais um ano de vida nos meses de outubro, novembro e dezembro.

Já no caso da terceira parcela recebem os créditos no dia 26 de maio trabalhadores incluídos no CadÚnico que fazem aniversário em janeiro, fevereiro e março; no dia 27 os que fazem aniversário em abril, maio e junho; no dia 28 os que completam mais um ano de vida nos meses de julho, agosto e setembro; e no dia 29 os que fazem aniversário nos meses de outubro, novembro e dezembro.

Cadastrados no CadÚnico que à época não informaram o CPF a essa base de dados precisará se cadastrar no aplicativo disponibilizado pela Caixa a partir desta terça-feira (7) nos aparelhos com sistema operacional Android e aparelhos com sistema iOS, já que somente com o CPF poderá ter acesso ao benefício.

No cadastramento pelo app, o trabalhador poderá escolher entre receber os créditos no banco de sua escolha ou em uma conta digital gratuita na Caixa. A Caixa abrirá a conta sem a necessidade de documentos adicionais.

Caso o trabalhador opte pela conta que tem em um banco privado, o auxílio emergencial não será debitado pelo banco no qual tem conta, ainda que esteja com a conta negativa. Isso é fruto de um acordo entre governo e a Febraban.

A estimativa da Caixa é encerrar o primeiro dia da disponibilidade do aplicativo com 12 milhões de cadastros no app do auxílio emergencial.

No final de cada dia a Caixa vai mandar os dados inseridos no aplicativo e no site para a Dataprev fazer a checagem e determinar quem se enquadra nos critérios para receber o auxílio.

Após essa análise, o Ministério da Cidadania recebe as informações e libera os recursos para o banco realizar o pagamento. A previsão é de que o dinheiro caia na conta deste grupo em até cinco dias úteis após o cadastro e aprovação dos dados.

O Governo Federal planeja pagar as três parcelas do benefício a todos os que têm direito a receber o auxílio emergencial em aproximadamente 45 dias. Serão R$ 98 bilhões para os informais, MEIs, contribuintes individuais do INSS que se enquadrem nos critérios estabelecidos na lei, além dos beneficiários do Bolsa Família.

 

 

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Auxílio emergencial: 36% dos MEIs receberão o benefício

O pagamento no valor de 600 reais, referente ao auxílio emergencial, deve beneficiar 3,6 milhões de microempreendedores individuais em todo o país. 

Dados divulgados pelo Sebrae, apontam que cerca de 36% dos MEIs se enquadram nos critérios para receber o valor do governo, que é ter uma renda familiar até três salários mínimos (R$ 3.135) ou meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50). Atualmente, o número total de MEI no país é de 9,9 milhões. 

Quanto aos trabalhadores informais, um estudo do Sebrae sobre esse perfil de empreendedores, baseado na PNAD, mostra que 76% ganham até 3 salários mínimos . Considerando o universo de cerca de 20 milhões de informais existentes no país, a estimativa é que cerca de 15 milhões poderão ser beneficiados pela medida. 

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o auxílio emergencial representa um alívio para esses milhares de MEI e informais, mas é necessário avançar na liberação do crédito direto para reforçar o capital de giro desses empreendedores. “Para que eles possam manter os negócios e as famílias que sustentam neste período de crise.” 

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Consultora da Pimco reforça aposta em mercados emergentes

(Bloomberg) — A aposta de longo prazo em ações de mercados emergentes ficou ainda mais convincente, de acordo com a Research Affiliates, subconsultora de gestores de ativos, que incluem a Pacific Investment Management.

As ações de países em desenvolvimento devem oferecer retorno, em média, de 11% ao ano na próxima década, mais do que qualquer outra classe de ativos, segundo publicação no site da empresa com sede em Newport Beach, Califórnia. A previsão se compara à estimativa anterior de 9% feita em março.

A Research Affiliates remete à previsão feita em fevereiro de 2016, quando a empresa chamou os mercados emergentes de “aposta da década”. Inicialmente, a projeção pareceu visionária, pois as ações subiram 75% nos dois anos seguintes. Mas a aposta tem enfrentado altos e baixos desde então, com o apetite por risco reduzido pelo impacto da guerra comercial EUA-China e agora pela pandemia e colapso do preço do petróleo. O índice MSCI de ações de mercados emergentes acumula queda de 23% neste ano em meio às ondas vendedoras em países como Brasil, Índia e Polônia.

“Muitas empresas vão quebrar, dividendos serão cortados, muitos títulos com grau de investimento passarão a ser ‘junk’, emissores estrangeiros podem deixar de pagar a dívida denominada em dólares e assim por diante”, escreveu em relatório Jim Masturzo, chefe de alocação de ativos da empresa. No entanto, as empresas sobreviventes “enfrentarão menos concorrência e uma pista mais nítida para decolar após a crise”.

Como se tornar um trader consistente? Aprenda em um curso gratuito os set-ups do Giba, analista técnico da XP, para operar na Bolsa de Valores!

The post Consultora da Pimco reforça aposta em mercados emergentes appeared first on InfoMoney.

Horizontes mais curtos e menor concentração de posições: como a Garde tem se adaptado à pandemia

SÃO PAULO – Em meio à pandemia de coronavírus, a estratégia de gestoras de fundos de investimento como a Garde Asset tem sido a de encurtar horizontes de análise, selecionar mais o tamanho e a quantidade de posições dos fundos, bem como se apoiar em oportunidades que permitam maior visibilidade.

Durante teleconferência realizada pelo escritório de agentes autônomos InvestSmart, Marcelo Giufrida, CEO da Garde Asset Management, contou que tem buscado equilibrar o portfólio dos fundos, sem concentrá-lo em um único tema. Hoje, as três principais estratégias da casa estão em juros nominais, Bolsa e câmbio.

No mercado de juros brasileiro, Giufrida diz gostar dos títulos prefixados com vencimentos mais curtos, de um ano e meio até dois anos, como o Tesouro Prefixado 2022.

A avaliação é de que esses papéis tendem a oferecer uma taxa “excessivamente alta”, dada a expectativa da asset de que o Banco Central corte os juros em meio ponto percentual e depois encerre o ciclo de afrouxamento monetário.

“Entrar nesse preço da curva [de juros] nos parece interessante. Ela oferece um prêmio bom em um setor que é mais influenciado pela ação do Banco Central do que pelo cenário macro”, diz.

Bolsa

Em um cenário mais desafiador para os ativos globais, a preferência da Garde na Bolsa é pelo setor de tecnologia, no mercado externo, e por nomes ligados ao consumo permanente, no Brasil, como shoppings e serviços públicos, que oferecem, segundo a gestora, preços atrativos.

“Vamos ver a aceleração de uma série de ferramentas, desde o mundo corporativo ao do consumo, com várias modalidades para trabalhar e consumir que vão se apoiar mais na tecnologia”, afirmou Giufrida.

Leia também:
As estratégias de investimento da Ibiuna e da Bahia Asset em meio à crise
Zerados em Bolsa, aplicados em juros e dólar: a receita dos fundos multimercado da Vinland para enfrentar a crise

Com relação às empresas de consumo permanente, o CEO da Garde diz que elas estão sendo negociadas com um preço muito atraente em relação aos dividendos que serão produzidos.

Nas empresas de concessão de rodovias, a avaliação é de que haverá algum equilíbrio nos contratos: “Se o governo tiver que fazer algum alívio no curto prazo, terá que compensar a negociação pontual de alguma forma, seja alongando o prazo da concessão ou aumentando a tarifa.”

Segundo o CEO da Garde, tais empresas são boas pagadoras de dividendos, possuem baixo risco e, apesar de estarem sendo pressionadas no curto prazo, são boas oportunidades para os horizontes de médio e longo prazo.

Com relação à parte mais defensiva dos portfólios, a Garde possui uma posição comprada (aposta na alta) em dólar, como forma de hedge (proteção) às posições de juros e ações.

“Não vejo o dólar como uma estratégia sozinha. Ele faz sentido para a composição do portfólio do investidor que tem renda fixa e ações, para usar como um seguro, não como posição direcional”, diz.

Como se tornar um trader consistente? Aprenda em um curso gratuito os set-ups do Giba, analista técnico da XP, para operar na Bolsa de Valores!

The post Horizontes mais curtos e menor concentração de posições: como a Garde tem se adaptado à pandemia appeared first on InfoMoney.

Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira prêmio de mais de R$ 10 milhões

A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (8) um prêmio estimado em R$ 10,5 milhões, acumulado a quatro concursos.

As seis dezenas do concurso 2.250 serão sorteadas a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, no terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

As apostas podem ser feitas até 19h (horário de Brasília) em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa, em todo o país, ou pela pela internet, no portal Loterias Caixa. A cartela, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Poupança tem captação líquida de R$ 12,2 bilhões em março, revela BC

Com boa parte do comércio e dos serviços sem funcionar devido à pandemia do novo coronavírus, as famílias brasileiras aumentaram o volume de recursos guardados na caderneta de poupança em março. Dados do Banco Central (BC) mostram que, no mês passado, os depósitos superaram os saques em R$ 12,168 bilhões. Com isso, a captação líquida de março foi a maior da série histórica para o mês.

Em março de 2019, a poupança havia registrado a entrada líquida de R$ 1,852 bilhão. No acumulado do primeiro trimestre de 2020, no entanto, os saques líquidos da poupança ainda somam R$ 3,758 bilhões.

No mês passado, os depósitos brutos somaram R$ 221,860 bilhões, enquanto os saques brutos foram de R$ 209,691 bilhões.

Assim, considerando a entrada líquida de R$ 12,168 bilhões e o rendimento de R$ 2,322 bilhões ao longo do mês, o estoque total na caderneta de poupança atingiu R$ 848,919 bilhões.

O recorde de entrada líquida na poupança em março ocorreu mesmo com a queda da Selic (a taxa básica de juros), que reduz a remuneração da poupança. Atualmente, a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), que está em zero, mais 70% da Selic. A Selic, por sua vez, está em 3,75% ao ano, no menor patamar da história.

Esta regra de remuneração vale sempre que a Selic estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso, a poupança é atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano).

Como se tornar um trader consistente? Aprenda em um curso gratuito os set-ups do Giba, analista técnico da XP, para operar na Bolsa de Valores!

The post Poupança tem captação líquida de R$ 12,2 bilhões em março, revela BC appeared first on InfoMoney.

Preços dos ativos devem voltar mais rápido do que muitos imaginam, aponta Verde

SÃO PAULO – Após uma das maiores quedas mensais da Bolsa na história do mercado, em meio às incertezas sobre o impacto do coronavírus na economia global, deve ser esperada uma retomada mais rápida do que muitos podem imaginar. Esse ao menos é o prognóstico dos gestores do fundo Verde, da asset de mesmo nome fundada por Luis Stuhlberger.

A enorme injeção de liquidez para estimular a economia real, junto aos enormes esforços feitos por todos os governos e sociedade para combater a pandemia, como o isolamento social e o desenvolvimento de testes e medicamentos, contribuem para a visão positiva dos gestores do Verde, que esperam por uma retomada de preços bastante potente.

Além disso, a política monetária global em níveis extraordinariamente estimulativos é apontada como outra razão para que o investidor não fique excessivamente pessimista com os preços das ações. “O juro zero no mundo desenvolvido veio para ficar no longo prazo, o que deixa como alternativas de investimento relevantes apenas os mercados acionários e de crédito”, diz a carta do fundo, referente ao mês de março.

Foco em tecnologia

E como diz o ditado, enquanto uns choram outros vendem lenços. Em meio à pandemia, as grandes empresas americanas de tecnologia despontam dentre as maiores beneficiárias das mudanças de hábito estruturais geradas pelo confinamento, escrevem os gestores do fundo.

Com uma ampla gama de nomes de tecnologia à disposição, o mercado acionário americano representa hoje a melhor oportunidade para tirar proveito do ciclo de recuperação previsto, na avaliação dos profissionais da Verde. “O mercado já precificou uma brutal queda de lucratividade das empresas”, escrevem os gestores do fundo.

E embora o quadro negativo de fato seja provável no curto prazo, a tendência é de reversão ao longo dos próximos anos, preveem os profissionais da Verde.

“Conforme os horizontes de investimento forem se alongando, os preços desses ativos vão voltar, mais rápido do que muitos imaginam”, avaliam os especialistas.

Pressionado pela maior queda mensal do Ibovespa desde 1998, próxima de 30% em março, o fundo Verde encerrou o mês passado com desvalorização de 11,46%, o que levou a uma baixa no primeiro trimestre de 14,15%.

Segundo a gestora, o fundo teve perdas significativas da posição em ações brasileiras, assim como a exposição global também trouxe resultado negativo, porém menor. As perdas em juro real foram parcialmente compensadas por hedges no prêmio prefixado, enquanto o livro de moedas gerou pequenos ganhos no mês.

Fundo de ações

A Verde também divulgou hoje a carta mensal referente à estratégia de ações. O CSHG Ações teve perdas de 32,63% em março e de 36,93%, no trimestre.

Com alocação praticamente máxima dos fundos em ações em dezembro e com bastante exposição a setores que se beneficiariam de uma esperada aceleração do crescimento, a Verde conta ter reduzido alguns investimentos que poderiam ser mais afetados pela crise a partir de 21 de fevereiro, como aviação e saúde, assim como a exposição a ações.

Com as quedas históricas da Bolsa nas semanas seguintes e com a avaliação de que a epidemia seria um choque temporário, que não deveria alterar a história de longo prazo do país e das boas empresas, a Verde viu a oportunidade de aumentar novamente a posição dos fundos em ações até a exposição máxima.

“Hoje, sabemos que subestimamos o impacto que a Covid-19 teria nas economias globais. Alguns países vizinhos da China, tais como Japão, Cingapura, Hong Kong e Taiwan, conseguiram manter um nível razoável de atividade econômica sem que houvesse uma disparada dos casos da doença. Mas foram exceções: a realidade global tem se mostrado muito mais difícil. Tudo indica que teremos um longo período de oscilação da atividade econômica em função do crescimento do número de novos casos da doença.”

Ainda que acredite que 2021 será um ano marcado por balanços financeiros ruins, a Verde conta ter encontrado empresas muito sólidas a preços bastante atrativos na Bolsa. As principais aquisições do fundo ao longo das últimas semanas foram de ações de BR Distribuidora, Localiza, Natura, Magazine Luiza, Vivara, Vale, Petrobras e Sabesp.

“Com maior ou menor impacto, essas empresas têm condições de atravessar esse período turbulento e gerar bons retornos sobre suas ações”, aponta a gestora.

Empresas de plano de saúde, como Intermédica, Hapvida e SulAmérica, continuam com peso significativo na carteira, assim como o setor elétrico, com destaque para Equatorial. “Por ser considerado defensivo, este segmento ajuda a proteger a carteira.”

Por fim, a Verde assinala que a B3 é outro investimento que navega bem neste cenário, com a desvalorização dos papéis da Bolsa compensada pelo aumento do giro de ativos, de forma que os montantes negociados permanecem elevados.

Como se tornar um trader consistente? Aprenda em um curso gratuito os set-ups do Giba, analista técnico da XP, para operar na Bolsa de Valores! 

The post Preços dos ativos devem voltar mais rápido do que muitos imaginam, aponta Verde appeared first on InfoMoney.

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora