Confira principais golpes para tomar cuidado sobre o benefício de R$ 600

A ação de golpistas exige atenção redobrada de quem vai usar a internet para tentar receber os benefícios que o Estado está colocando à disposição das pessoas direta ou indiretamente afetadas pelo novo coronavírus (Covid-19). Denúncias de sites e aplicativos fraudulentos não param de crescer.

Segundo autoridades no assunto, os golpes cibernéticos tendem a aumentar conforme mais gente recorrer à rede mundial de computadores para resolver questões que antes da pandemia da doença seriam resolvidas presencialmente.

A Caixa Econômica Federal recorreu às redes sociais para alertar sobre os cuidados que quem não está inscrito no Cadastro Único do governo federal deve tomar ao baixar, por celular, o aplicativo para se inscrever para receber os R$ 600 de ajuda financeira que serão pagos a trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs), autônomos e desempregados que têm direito a receber o benefício.

Tão logo o Congresso Nacional aprovou o pagamento de três parcelas de R$ 600 a título de auxílio emergencial, links para sites e aplicativos fraudulentos começaram a ser compartilhados pelas redes sociais. Alguns destes endereços fazem alusão ao aplicativo da Caixa e ao chamado “Coronavoucher”.

Crimes cibernéticos

Os criminosos cibernéticos vêm se valendo da comoção pública causada pela pandemia do coronavírus há mais tempo. Já no dia 22 de março, ou seja, oito dias antes da aprovação da ajuda financeira federal, o Ministério da Cidadania denunciava que mensagens prometendo um “auxílio cidadão” de R$ 200 que nunca existiu estavam sendo compartilhadas pelo Whatsapp.

Até o dia 25 de março, o laboratório da startup de segurança digital Psafe, o Dfndr, já tinha identificado a 25 diferentes tipos de golpes e a seis aplicativos maliciosos. Em comum, eles oferecem falsos benefícios para pessoas direta ou indiretamente afetadas pela doença.

Ofertas fraudulentas que prometem não só dinheiro, mas também kits de máscaras, álcool em gel, além de assinaturas grátis em serviços de compartilhamento de conteúdo online (streaming). Em 25 de março, os acessos aos links fraudulentos compartilhados pelas redes sociais já tinham ultrapassado os 2 milhões em apenas sete dias e seguiam aumentando.

De acordo com o laboratório, é comum cibercriminosos se aproveitarem de eventos de grande repercussão e até mesmo de feriados ou festividades para disseminar golpes cibernéticos. O objetivo é roubar dados pessoais e financeiros das vítimas. “Dessa vez, utilizando a pandemia do coronavírus como isca, dezenas de ataques estão sendo criados com o objetivo de enganar a população”, alerta o labratório, em nota.

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto Br (Nic.br), do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), também alertou para o crescimento de ameaças à segurança na rede mundial de computadores.

De acordo com o núcleo, as ameaças à segurança dos internautas costumam ser apresentadas na forma de “sedutoras oferts de aplicativos, informações e serviços que, na verdade, mascaram programas maliciosos, fraudes, furtos de informação e outros tipos de vírus”. Em sua página, o Nic.br apresenta uma série de medidas de proteção para os internautas.

A Polícia Federal (PF), bem como as polícias civis de vários estados, como o Paraná , Minas Gerais e Ceará, também já alertaram a população para o aumento significativo das ameças cibernéticas em um momento em que, para evitar a propagação do novo coronavírus, mais pessoas estão acessando a internet, por mais tempo, de suas casas ou celulares.

A PF recomenda que, para evitar cair em golpes, os internautas que estão à procura de informações sobre as ações e benefícios oferecidos pelos órgãos públicos devem sempre se certificar de estar acessando as páginas oficiais dos governos. Sites de órgãos públicos costumam ser identificados pelo domínio .gov em seus endereços. Por exemplo: o endereço do site oficial do Ministério da Cidadania é o http://desenvolvimentosocial.gov.br.

Mas também é preciso estar atento aos domínios que tentam imitar os originais, o que pode ser feito com a mera subtração ou substituição de um caractere por outro, como por exemplo https://agenciabraZil.ebc.com em vez do original https://agenciabrasil.ebc.com.br.

A PF recomenda que os internautas não cliquem em links enviados por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens em nome de instituições bancárias e nem forneçam dados pessoais, números de cartões de crédito ou senhas por telefone ou em formulários enviados por fontes suspeitas.

As pessoas também devem ficar atentas aos boletos bancários, já que estes podem ser facilmente adulterados. É preciso sempre conferir o nome da empresa credora e o valor cobrado. E entrar em contato com o emissor do boleto, por meio dos canais oficiais, em caso de dúvidas.

As últimas notícias da pandemia do novo coronavírus:

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10 perguntas sobre o saque de até R$ 1.045 do FGTS

O governo detalhou, na tarde desta quarta-feira, 08, as regras da nova rodada do saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). A medida foi anunciada devido a pandemia de coronavírus (Convid-19). 

A partir de 15 de junho, os trabalhadores poderão sacar o valor de até R$ 1.045 do FGTS. O prazo final será em 31 de dezembro de 2020. A expectativa do governo é que cerca de 60,8 milhões de pessoas sejam beneficiadas e que sejam sacados do fundo 36,2 bilhões de reais. Segundo o governo, a estimativa é que cerca de  80% das contas do FGTS serão zeradas com o saque. 

1. Quem poderá sacar no FGTS?
Qualquer pessoa que tenha conta ativa ou inativa.

2. Qual o valor de saque será liberado?
Até R$ 1.045 por trabalhador, o equivalente a 1 salário mínimo.

3. Quantos trabalhadores poderão ser beneficiados com os saques do FGTS?
Todos os 60,8 milhões de trabalhadores que possuem contas no FGTS.

4-Qual é o montante que deve ser liberado?
A expectativa é de que até R$ 36,2 bilhões possam ser sacados do FGTS.

5-Qual a quantidade de trabalhadores que poderão sacar TODO seu recurso?
Cerca de 30,7 milhões de trabalhadores poderão sacar todo seu recurso no FGTS
(50,5% do total).

6. Quem tem mais de uma conta poderá retirar mais?
Não. Diferentemente do saque imediato que se iniciou no ano passado, o total liberado agora é pelo total de contas. Ninguém poderá sacar mais de R$ 1.045, ainda  que tenha duas ou três contas com valores superiores a essa quantidade

7. Quem não retirou os recursos liberados no ano passado, pode acumular aquele direito
com os valores desse novo saque?
Não. O prazo para o saque imediato previsto na Lei nº 13.932, de 2019, expirou em 31 de março deste ano.

8- Os recursos do Fundo PIS/PASEP foram transferidos para o FGTS. Quem ainda tinha saldo ainda poderá sacá-lo?
Sim. A absorção do Fundo PIS/PASEP pelo FGTS preserva integralmente o patrimônio dos trabalhadores que receberam depósitos neste Fundo até 1988. As contas individuais do Fundo PIS-PASEP serão cadastradas sob o FGTS e os saldos ficarão permanentemente disponíveis para saques de seus titulares ou seus sucessores.

9- Os saldos das contas do Fundo PIS-PASEP que ficarão transferidos para o FGTS serão remunerados?
Sim. As contas do Fundo PIS-PASEP serão cadastradas como contas FGTS e os saldos transferidos receberão a mesma remuneração dos saldos das contas normais do FGTS.

10- Uma vez feita a transferência, as regras de saque do FGTS vão valer para os saldos das contas oriundas do Fundo PIS-PASEP?

Diferentemente das contas do FGTS, os saldos das contas do Fundo PIS-PASEP já estavam permanentemente disponíveis para saques desde 2019. Essas contas migradas para o FGTS permanecerão disponíveis para saque a qualquer momento pelo período de 5 anos. Decorrido esse prazo os saldos porventura não sacados serão recolhidos ao  Tesouro Nacional.

 

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Webinar e um jantar entregue na sua casa: Big Invest e Rubaiyat promovem evento único nesta quarta

A Big Invest, assessoria de investimento filiada à XP, vai promover nesta quarta-feira (8), às 20h, um webinar com Nélio Bilate.

A ideia é ampliar a discussão sobre o impacto do coronavírus e estimular uma reflexão sobre os novos valores para o momento de transição da sociedade.

O diferencial do evento da Big Invest é que quem comprar o convite receberá em casa, minutos antes do webinar, um jantar feito pelo Rubaiyat e um vinho, que foi doado pela Mistral.

“Sempre estamos fomentando eventos com nossos clientes e, por isso, achamos importante discutir esse momento de mudança e adaptação que todos estão passando”, conta Matheus Boldrini, assessor de investimentos da Big Invest.

Os convites para o webinar e jantar podem ser comprados por moradores da capital de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Também é possível comprar apenas o convite para a assistir a palestra. Não é preciso ser cliente da Big Invest para participar.

Todo o dinheiro arrecado será doado para o projeto Juntos Transformamos, da XP, que tem como objetivo comprar alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade.

Para comprar o convite, clique aqui.

Nélio Bilate

Nélio Bilate tem mais de 30 anos de experiência, ocupou posições de CEO, diretor de marketing, vendas, pós-vendas, comunicação e planejamento de produtos. Trabalhou na Nissan Mercosul, Renault do Brasil, Allied Domecq, Coca-Cola e Chocolates Garoto.

Para comprar o convite, clique aqui.

 

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Alpargatas, Mercado Livre, Hypera e Itaúsa: as ações da Sharp para atravessar a crise

Mão segura um celular e consulta um gráfico em frente a um painel de movimentação de ações em Bolsa

SÃO PAULO – Em meio a uma das maiores crises financeiras da história recente, a gestora de renda variável Sharp Capital tem adotado como estratégia focar o portfólio de ações em nomes no qual tem alta convicção que terão capacidade de sobreviver aos próximos meses e voltar a entregar bons resultados no longo prazo.

“Em muitos casos, as empresas que conseguirem atravessar a crise saem até mais fortalecidas, por uma razão triste de concorrentes que devem ficar pelo caminho”, afirmou Ivan Guetta, sócio-fundador e CIO da Sharp Capital, durante videoconferência promovida nesta terça-feira pelo escritório de agentes autônomos Guelt Investimentos.

Alpargatas, Mercado Livre, Hypera e Itaúsa foram citados pelo profissional como exemplos de companhias na carteira do fundo da Sharp que se encaixam na tese de investimento que prioriza empresas com robustez para enfrentar o quadro desafiador com maior resiliência.

“Já vínhamos carregando a posição em Alpargatas há pouco mais de um ano, e aumentamos na crise”, disse o CIO, ainda que reconheça que a empresa sofrerá um baque na receita diante do confinamento social.

“No entanto, em média, o brasileiro compra um par de sandálias por ano, e não vejo por que isso vai ser diferente no futuro quando voltarmos do isolamento.” Além disso, o sócio da Sharp demonstrou otimismo com os planos dos executivos que assumiram a gestão da empresa no ano passado.

Em relação ao Mercado Livre, o gestor explicou que a posição se sustenta pela expectativa de que as vendas digitais tendem a sentir o choque em uma intensidade menor que o varejo físico. “O Mercado Livre está muito bem posicionado, com uma prateleira muito extensa de ‘market place’ para ganhar cada vez mais participação de mercado dentro do varejo”, afirmou.

Beneficiados pela crise?

No caso do investimento em Hypera, por se tratar de uma fabricante de medicamentos, esse provavelmente será um dos papéis menos afetados pela pandemia do coronavírus, prevê Guetta. “Na Itália, devido ao isolamento, com as pessoas sem conseguir tomar sol, a venda de vitamina D acelerou de forma expressiva.”

Já sobre a aposta na holding Itaúsa, o especialista conta que a gestora vinha há algum tempo sem exposição ao setor bancário e optou pela compra durante a forte realização nas últimas semanas. Guetta salientou ainda a “peculiar característica” dos grandes bancos de estarem entre as poucas empresas que conseguem subir o preço dos serviços mesmo em meio à crise.

“Eles vão sofrer também, porque o aumento da inadimplência vai ser grande, mas seus balanços são muito saudáveis”. Além disso, o sócio da Sharp acredita que a pressão das fintechs, que vinham mordendo o calcanhar das grandes instituições financeiras, deve perder força nos próximos dois a três anos. “Os investimentos de venture capital certamente diminuíram muito agora, não vai ter mais aquela bonança”, pontuou.

Na avaliação de Guetta, o impacto no fluxo de caixa das companhias nos próximos anos será menor que a magnitude de queda das ações das empresas com capacidade para passar pelo atual cenário. “O valor de mercado não é determinado pelo lucro de um ano específico, mas pela expectativa de lucro até a perpetuidade da empresa trazido a valor presente”, explicou. “Por isso, por mais duro que seja um ano, o impacto acaba não sendo tão grande no valor da empresa, porque acreditamos que ela voltará a ser lucrativa.”

Long and short

Durante a videoconferência Guetta abordou também sua visão para a estratégia “long and short” da asset, com posições compradas e vendidas em ações. De acordo com o profissional, em períodos em que o mercado está disfuncional e com movimentos erráticos, o melhor a se fazer é evitar esse tipo de operação dentro da carteira.

“Fazemos operações ‘long and short’ desde 2005, e não importa se o mercado é de alta ou de baixa; o que importa é escolhermos papéis para a ponta longa que vão ter desempenho superior aos da ponta curta”, explicou Guetta. “Agora, se o mercado vai para uma linha mais disfuncional, onde todas as posições relativas têm um caráter direcional muito forte em cada par que se faça, é o momento de ter menos posições do tipo.”

A decisão, que só havia sido adotada anteriormente pelo gestor em 2008, não poderia ter se mostrado mais acertada – o fundo “long and short 2x” da Sharp, fechado para aplicações, acumula no ano uma valorização próxima a 12%.

Já o fundo “long biased” da asset, que também se apropria das posições vendidas definidas pelos gestores, foi reaberto recentemente. “No momento em que o quadro estiver um pouco mais tranquilo, voltaremos para tentar aproveitar as oportunidades, já que obviamente esse tipo de situação sempre deixa muitas oportunidades. Mas não acho que seja a hora ainda”, afirmou Guetta.

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TG Core conta quais são suas armas para vencer a crise e onde estão as maiores vulnerabilidades

Engenheiro parado na frente de um equipamento de topógrafo. Ele aponta para um guindaste ao fundo da imagem com uma caneta na mão

SÃO PAULO – O setor imobiliário, que vinha se recuperando ao longo de 2019 e 2020 da crise econômica brasileira, passa hoje por novo teste de fogo, por conta dos efeitos da epidemia de coronavírus sobre a atividade mundial.

Com todos os mercados de risco sofrendo, o de fundos imobiliários não tem conseguido ser poupado, ainda que as perdas possam ser menos expressivas que no segmento de ações. Os setores de atuação, contudo, poderão passar pela nova crise de diferentes maneiras. E a gestora imobiliária TG Core Asset se diz preparada para aguentar os solavancos.

O mais novo episódio do podcast “Banco Imobiliário” conta com a participação de Diego Siqueira, CEO da gestora. Com atuação nas áreas de loteamento, incorporação, shoppings e hotéis, o executivo vê mais razões para preocupação nos dois últimos segmentos. Ele diz, contudo, que não depende do movimento de clientes na área hoteleira, na qual a gestora atua via compra e venda de imóveis turísticos.

“São contratos de compra e venda para ter uma escritura fracionada desse imóvel. Caso venha a distratar, também sofre todos os efeitos da lei, que coloca penas razoáveis para quem quiser distratar”, afirma.

O shopping, por sua vez, representa pouco menos de 8% da carteira da TG Core, diz Siqueira, por meio do negócio de desenvolvimento. “Nosso custo é de reposição, bem baixo, e já estava previsto na nossa estratégia um período de maturação do shopping de dois a três anos. Já não contávamos com os dividendos desse shopping no curto prazo, então essa crise não vai prejudicar a geração de caixa”, afirma o CEO.

Loteamentos, o maior peso

De acordo com o executivo, a maioria da carteira da gestora está hoje em loteamentos, área tida por ele como bastante resiliente a crises. A maioria das obras não parou, diz, e a companhia alega ter caixa, diante da oferta feita no fim do ano passado.

“Tínhamos aproximadamente R$ 95 milhões em caixa agora no fim de março e já havia um pipeline desenhado para seu desembolso. Não paramos as originações, mas, por enquanto, pausamos temporariamente o desembolso. Entendemos que é prudente até que o cenário fique mais claro”, diz Siqueira.

A gestora não pretende mexer na política de dividendos. “Nossa política é continuar distribuindo nossa geração de caixa, que se deve aos recebíveis das operações de securitirazação dos CRIs e aos dividendos dos empreendimentos em que entramos de sócios. Essa geração de caixa pode sofrer um pouco, mas, o que recebermos, vamos distribuir aos cotistas.”

Confira mais da entrevista no episódio completo. Dadas as mudanças provocadas pela epidemia do coronavírus, as gravações do “Banco Imobiliário” serão interrompidas por algumas semanas.

Apresentado por Marcelo Hannud, consultor imobiliário da XP, e por Beatriz Cutait, editora de Investimentos do InfoMoney, o “Banco Imobiliário” pode ser ouvido nas plataformas Apple Podcasts, Spotify, Spreaker, Google Podcasts, Castbox e demais agregadores de podcast.

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Intermédica vira uma das maiores apostas da Fama na era Covid-19

(Bloomberg) — A Fama Investimentos aproveitou as distorções recentes de preço no mercado para mexer no portfólio e tornou a posição em NotreDame Intermédica uma das maiores de seu fundo, junto com Localiza.

A gestora, com cerca de R$ 1,9 bilhão sob gestão, também aumentou a posição em SulAmérica e adicionou Lojas Renner e Linx à carteira, disse o cofundador Fabio Alperowitch.

“As ações de companhias de plano de saúde foram duramente penalizadas por conta da leitura do mercado de que os planos teriam alta sinistralidade com a epidemia”, disse Alperowitch, em entrevista. Em sua visão, no entanto, os planos de saúde tendem a ser beneficiados pelo fato de que todos os casos de não urgência – de consultas médicas a exames e cirurgias – devem ser cancelados ou adiados. “A sinistralidade vai cair e não subir.”

A Fama, fundada em 1993 por Alperowitch e Mauricio Levi, também tinha outras apostas no setor antes da crise, com participações em Fleury e Raia Drogasil. O gestor espera que haja uma aceleração da telemedicina, o que deve reduzir custos na cadeia de uma maneira estrutural.

A Intermédica, na qual a empresa de private equity Bain Capital possui participação de cerca de 20% por meio de um veículo de investimento, faz parte do grupo de operadoras de saúde verticalizadas no Brasil, que não só vendem planos de saúde, mas também são donas dos hospitais. A Intermédica e a Bain levantaram cerca de R$ 5 bilhões com uma oferta de ações em meados de dezembro.

No começo do mês, o UBS elevou a recomendação para as ações da Intermédica para compra, destacando que a empresa deve se sair relativamente bem diante de um ambiente macroeconômico mais difícil, dado que seu portfólio conta com produtos mais acessíveis. Preocupações relacionadas ao vírus podem estar superestimadas, escreveram os analistas Vinicius Ribeiro e Gustavo Piras Oliveira em relatório de 1º de abril, destacando um “ponto de entrada único”.

Renner e Linx, duas novidades no portfólio da Fama, já eram nomes dos quais a gestora gostava, mas que antes não ofereciam um valuation atrativo.

“Todo mundo sempre diz que ‘essa crise vai ser diferente’, ‘agora o mundo acabou’. No final das contas, o mundo sempre volta a ser o mundo anterior. Com algumas mudanças, certamente,” disse Alperowitch. “As empresas resilientes navegam e chacoalham, mas emergem mais fortes.”

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Preços dos ovos de Páscoa podem variar 354%, diz Procon

Os preços dos ovos de chocolate vendidos na Páscoa podem variar 354,16%. Segundo um levantamento realizado pelo Procon-SP, os preços médios do quilograma do produto variam entre R$ 112,25 e R$ 509,80. Com isso, o valor médio do preço é de R$ 242,34. 

Os produtos licenciados são os mais caros. O ovo do youtuber Luccas Neto (vendido pela Accor), por exemplo, 100 gramas custam R$ 50,98 ou seja, um quilograma custa  R$ 509,80. O preço mais baixo é o ovo Favoritos da Lacta, já que 650 gramas custam R$ 72,96 e o quilograma, R$ 112,25.

*Vale destacar que o Procon faz uma coversão para um quilograma de todos os ovos analisados para efeitos comparativos, pois os valores não estão disponíveis nos sites.  

Veja abaixo: 

Ovo de Chocolate Marca Peso Preço médio Valor médio de 1 quilo *
AUTHENTIC GAMES ARCOR 100 gramas R$ 49,96 R$ 499,60
LUCCAS NETO ARCOR 100 gramas R$ 50,98 R$ 509,80
KINDER OVO ? NATOONS FERRERO ROCHER 150 gramas R$ 68,19 R$ 454,60
FERRERO ROCHER FERRERO ROCHER 365 gramas R$ 99,42 R$ 272,38
TALENTO AVELÃ GAROTO 350 gramas R$ 41,43 R$ 118,37
TALENTO CASTANHO DO PARÁ GAROTO 350 gramas R$ 42,22 R$ 120,63
BARBIE LACTA 157 gramas R$ 47,38 R$ 301,78
BIS OREO LACTA 240 gramas R$ 35,55 R$ 148,13
SONHO DE VALSA LACTA 270 gramas R$ 34,73 R$ 128,63
LAKA E DIAMANTE NEGRO LACTA 480 gramas R$ 70,34 R$ 146,54
FAVORITOS LACTA 650 gramas R$ 72,96 R$ 112,25
SURPRESA SPACE VENTURE NESTLÉ 150 gramas R$ 43,09 R$ 287,27
ALPINO NESTLÉ 185 gramas R$ 37,09 R$ 200,49
PRESTÍGIO NESTLÉ 207 gramas R$ 41,54 R$ 200,68
ALPINO NESTLÉ 337 gramas R$ 45,14 R$ 133,95

Outros produtos 

Além do ovo de chocolate, o Procon analisou os preços dos bolos de Páscoa,  caixas de bombons, tabletes de chocolate, de diversas marcas, tipos e modelos. 

Entre os bolos, os preços médios variam de R$ 27,63 e R$ 39,58, uma diferença de 43,25%.  O valor médio do preço deste grupo de produtos por quilo foi de R$ 36,26. 

Nos tabletes de chocolate, em um quilograma, os preços médios vão de R$ 26,89 a R$ 81,53, ou seja diferença de 203,20%. O valor médio do preço deste grupo de produtos por quilo foi de R$ 60,62.

Já nas caixas de bombom, em quilograma, os preços médios variam entre R$ 34,00 e R$ 297,53, uma diferença de 775,09%. Por quilo, o valor médio do preço deste grupo foi de R$ 113,55. 

Orientação do Procon-SP

A orientação do Procon-SP é que os consumidores façam uma comparação entre os preços praticados por diferentes estabelecimentos, ainda que lojas virtuais, considerando a relação qualidade, peso e preço do item a ser adquirido. Nas lojas virtuais, é fundamental também comparar o preço do frete. 

Além disso, é fundamental que a pessoa no momento da compra verifique com atenção o prazo de validade, a composição e o peso líquido do produto. 

Os ovos de Páscoa que trazem brinquedos em seu interior devem apresentar em sua embalagem a frase “Atenção: contém brinquedo certificado no âmbito do Sistema Brasileiro da Avaliação da Conformidade”. Também é obrigatória a indicação de faixa etária ou, se for o caso, frase que informe que não existe restrição de faixa etária. O brinquedo deve ter o selo do Inmetro em sua embalagem, identificação do fabricante ou importador (nome, CNPJ, endereço), instruções de uso e de montagem, quando for o caso, e eventuais riscos que possam apresentar à criança.

Sobre a pesquisa

A pesquisa anual foi realizada tanto presencialmente nos estabelecimentos comerciais e como virtualmente devido a pandemia do coronavírus. Foram visitadas 32 lojas de comércio online e pesquisados 211 itens.  

O preço é coletado é o ofertado para cada produto no pagamento à vista, sem considerar eventuais promoções ou descontos vinculados às regras estabelecidas pelo site. 

Assim, os valores coletados entraram na composição da média do preço de cada produto. O custo do frete, que varia muito de site para site e dependendo da localização da entrega, não foram considerados.

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“O bull market corrompe as pessoas”: a visão da IP Capital sobre a crise

dólar e o bull market

SÃO PAULO – Mar calmo não faz bom marinheiro. A recente turbulência no mercado financeiro pegou muito investidor de surpresa.

De um dia para o outro, o Ibovespa, que em 2019 acumulara a maior alta nos últimos 3 anos, passou a sofrer sucessivos circuit breakers – mecanismo emergencial que interrompe as negociações quando a queda do Ibovespa ultrapassa determinados limite – e já acumula queda de 35,95% em 2020.

Para Gabriel Raoni, sócio e co-gestor da IP Capital Partners, o período de bull market (mercado com tendência de alta) vivido entre 2016 e 2019 fez com que muitos investidores abandonassem os cuidados necessários para a alocação de seu patrimônio, o que agravou os prejuízos na crise.

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“O bull market corrompe as pessoas. Com o tempo, o investidor vai baixando a guarda, é normal. Muita gente se prejudicou com esse pensamento de que a tendência não iria acabar”, afirmou o gestor.

Raoni foi o convidado do Coffee & Stocks desta terça-feira (7), e falou de algumas das estratégias que o fundo utiliza na hora de montar a carteira de ativos – e que o ajudaram a limitar as perdas na recente virada do mercado.

“Nós tomamos as decisões esperando pelo melhor, mas nos preparando para o pior. Uma das receitas da IP e que aprendemos ao longo do tempo é que você tem que concentrar seus investimentos em excelentes empresas. Muita gente fala que investe em uma empresa boa, mas investir em uma empresa excelente é muito mais do que isso”, disse Raoni.

Segundo o gestor, o fundo usa uma estratégia de análise que leva em conta 5 critérios principais:

1 – Lucratividade

Para Raoni, o questionamento sobre a lucratividade da empresa é fundamental. “É preciso saber se essa empresa gera um retorno sobre o capital investido acima do custo de capital. Senão, já pode descartar”, afirma.

2 – Posicionamento frente à concorrência

As respostas que a empresa dá às “investidas” da concorrência, segundo o gestor, também é um ponto de suma importância. “A empresa tem um posicionamento competitivo? Ela está tomando uma porrada da concorrência e está vencendo? Isso é importante para avaliar o potencial de adaptação que essa empresa tem”, explica.

3 – As pessoas na gestão

“Quem são as pessoas que estão por trás dos negócios? Quais as motivações? Qual o turnover?”, questiona Raoni, acrescentando que é crucial não subestimar nenhum desses fatores na escolha em um ativo.

4 – Alavancagem

Raoni defende que é preciso também buscar ter conhecimento sobre o cronograma de amortização das dívidas dessa empresa. “Não adianta atravessar a crise arrebentado”, ressalta.

5 – Preço

Por último, mas não menos importante, Raoni destaca a necessidade de uma avaliação do preço dos papéis da empresa diante dos atributos anteriores.

“Por exemplo, o setor de bancos. Está barato? Provável, por outro lado está faltando posicionamento competitivo. Eles estão enfrentando uma concorrência dura”, explica.

“O mesmo acontece com o setor de combustíveis. Falta o segundo atributo, que é o posicionamento competitivo. Eles estão tomando muita porrada dos postos bandeira branca há algum tempo”, acrescenta.

Como se preparar?

Em uma rápida leitura sobre a recente crise causada pela pandemia do novo coronavírus, Raoni afirmou que a turbulência deve atingir o resultado das empresas de maneira expressiva e que ele não tem nenhuma aposta sobre sua duração.

“Tem uma história da primeira guerra mundial, que pensavam que ela duraria 4 meses quando na verdade durou 4 anos. Então, não menosprezamos a possibilidade de extensão da crise”, disse.

Segundo ele, uma estratégia para atravessar bem uma crise é entrar nela com um bom leque de investimentos no exterior.

“Lá fora tem um universo maior de empresas, e muitas delas podem se encaixar nesses 5 atributos. É o que fazemos, nosso veículo pode investir aqui e lá fora. Só para fazer um retrospecto, entramos com 3/4 no exterior e 1/4 no Brasil. Estamos fazendo essa migração porque muita empresa boa ficou barata no Brasil”, disse.

Oportunidades

Questionado pelo analista Thiago Salomão sobre as oportunidades que enxerga no momento, Raoni destaca a holding do setor elétrico Equatorial e a operadora de planos de saúde Hapvida.

“A Equatorial passa tranquilamente pelos 5 atributos, tem um histórico de ter passado bem por crises passadas, é bastante conservadora quanto a alavancagem e não deve perder tamanho e valor. A Hapvida é outra empresa que adoramos. Ela é extremamente bem posicionada, com donos que gostam de trabalhar e tem o menor custo da cadeia”, explica o gestor.

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Governo libera saque de R$ 1.045 do FGTS a partir de 15 de junho

O governo federal confirmou no Diário Oficial da União (DOU) uma nova fase de liberação de recursos do FGTS. Medida Provisória publicada na noite desta terça-feira vai permitir saques de R$ 1.045 por trabalhador. A medida faz parte das ações adotadas para atenuar os efeitos econômicos do novo coronavírus no País. Os valores poderão ser retirados a partir de 15 de junho e ficarão disponíveis até 31 de dezembro.

A Medida Provisória 946/2020, que autoriza os saques, extingue o Fundo PIS-Pasep, instituído por lei complementar em 1975, e transfere o seu patrimônio para o FGTS. De acordo com o texto, o patrimônio acumulado nas contas individuais dos participantes do Fundo PIS-Pasep ficará preservado.

A nova liberação de recursos do FGTS deve beneficiar cerca de 60 milhões de contas. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o valor autorizado representa o limite possível de ser liberado nas contas sem comprometer a sustentabilidade do FGTS.

O governo estima uma injeção de aproximadamente R$ 34 bilhões com a nova rodada de saques. Desse valor, R$ 20 bilhões virão da transferência dos recursos que estavam parados no Fundo PIS-Pasep. Outros R$ 14 bilhões já haviam sido disponibilizados por meio do chamado “saque imediato” aprovado ano passado, mas que ainda não foram resgatados.

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ETF x fundos x ações: qual a melhor forma de aumentar a fatia de risco do portfólio?

ETF

SÃO PAULO – Com uma queda da ordem de 36% do Ibovespa no ano, ações que antes passavam mais longe do radar de alguns investidores por já estarem muito caras, voltaram a ficar atrativas. Ao mesmo tempo, fundos de ações renomados fechados há anos foram reabertos para captações, permitindo a entrada de novos cotistas, ou aportes adicionais de atuais investidores.

Mas, neste contexto de incertezas, no qual tem surgido algumas oportunidades diante dos níveis de preços, qual a melhor forma de o investidor pessoa física montar ou aumentar sua posição em Bolsa? Vale mais a pena delegar as decisões para um gestor, comprar ações diretamente na B3 ou aproveitar a queda dos preços e investir por meio de um ETF, de olho numa gestão passiva? O InfoMoney conversou com gestores de patrimônio e planejadores financeiros para entender as recomendações neste momento.

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O consenso é que, para ganhos de longo prazo, que devem ser a prioridade do investidor, fundos de ações de gestão ativa tendem a oferecer maior potencial de retorno, justamente por contarem com uma equipe profissional especializada e dedicada a encontrar as melhores opções no mercado.

Os fundos de índice (ETFs), por sua vez, podem ser uma opção interessante para a diversificação do portfólio, mas, no cenário atual, são uma alternativa mais recomendada para quem está de olho em aproveitar a expansão do índice de referência em uma retomada da crise, em meio ao potencial de retorno no curto prazo.

Renan Rego, sócio e gestor da gestora de patrimônio G5 Partners, conta que tem sugerido aos clientes aumentar marginalmente, e de forma gradual, tanto as posições táticas quanto as estruturais em Bolsa, dado o preço atrativo.

Ele argumenta que as pessoas físicas podem até ganhar muito dinheiro com a compra individual de ações, mas avalia que elas se expõem a um risco muito grande e, por isso, seria melhor deixar que a seleção fosse feita por profissionais.

Dito isso, a preferência é por fundos de ações, que, segundo ele, tendem a ter melhor desempenho no longo prazo. “Na crise de 2008, diversos fundos não só caíram menos que o Ibovespa, como, no ano seguinte, vários conseguiram outperformar [ter um desempenho superior] com consistência a Bolsa, com altas entre 90% e 197%”, diz. Em 2009, o benchmark registrou ganhos acima de 80%.

Para o planejador financeiro com certificação CFP Bruno Mori, a escolha de como ampliar a fatia de risco vai depender de cada investidor.

Se a pessoa busca rentabilidade, mas não tem vontade de aprender sobre as empresas, diz, o melhor é terceirizar a diversificação por meio de um fundo. “Os gestores estudam e acompanham o desempenho dos ativos, então a chance de você ter sucesso é maior do que se for comprar ações individualmente.”

Por outro lado, destaca que, se o investidor tem vontade de conhecer mais sobre o mercado financeiro, pode começar comprando ativos em segmentos com os quais têm mais familiaridade, em vez de investir em um ETF que replique o Ibovespa, concentrando, portanto, a alocação principalmente em bancos e blue chips como Petrobras e Vale, com maior peso sobre o índice.

“Olhando o BOVA11, por exemplo, se o mercado piorar como um todo, ele vai cair. Mas pode ser que, dentro do setor de exportadoras e agrícolas, as empresas tenham se beneficiado com a alta do dólar e subam – então se o investidor tivesse investido nelas em vez de no ETF, teria tido uma vantagem em relação ao índice cheio”, diz.

Entre ETFs e a compra direta de ações, Paulo Corchaki, CEO da gestora de patrimônio Trafalgar, também prefere a segunda opção. Segundo ele, o investidor que gosta de acompanhar os ativos pode optar por nomes para carregar por mais tempo que estejam em linha com seus objetivos e conhecimentos.

A avaliação é de que a posição em ETFs possui um víes mais especulativo e, portanto, não recomendada no momento atual, de grandes incertezas. “A Bolsa caiu muito e a pessoa acha que vai voltar, então compra [ETF]. Mas só está querendo aproveitar o preço de curto prazo.”

A opinião é compartilhada por Rego, da G5, que destaca o uso do produto como forma de montar uma posição tática, dado o baixo custo e a oferta de uma cesta variada de ativos. A estratégia, contudo, visa apenas um horizonte mais próximo, que não faz parte da estratégia da gestora.

Bolsa: quando faz sentido?

Apesar de algumas pechinchas estarem disponíveis no mercado, a compra de ações pode não ser a melhor opção para todos os investidores. “Se o nível de incerteza hoje é maior do que foi em 2008, por que comprar Bolsa hoje?”, questiona o planejador financeiro José Raymundo de Faria Júnior.

Diante de um cenário ainda muito turvo, Faria Júnior argumenta que antes de pensar nos preços chamativos da Bolsa, o investidor deve ter em mente seu planejamento financeiro, seu perfil de risco, ter um caixa fortalecido e entender qual seria a função desses ativos no portfólio.

“Tudo pode acontecer no mercado, mas não espero uma recuperação muito rápida da Bolsa – e isso pode fazer com que seu planejamento financeiro seja mais difícil de ser atingido”, diz.

Se mesmo assim a pessoa quiser aumentar a posição em Bolsa, que faça devagar, sem pressa, diz. Ao selecionar ações, o melhor é evitar aquelas mais relacionadas a consumo discricionário, e optar por bons gestores de fundos de ações.

Neste caso, Faria Júnior afirma que as novas aberturas de fundos renomados podem ser interessantes. O investidor, contudo, deve ter em mente que, embora o gestor consiga até capturar algumas ações que possam se beneficiar deste cenário de crise, não significa que a cota não possa cair no curto prazo. “Tem que ter ciência de que vai ver a cota cair, mas que, no longo prazo, vai valer a pena.”

Ao contrário do planejador financeiro, Corchaki, da Trafalgar, vê o momento oportuno para o incremento das posições em Bolsa. Ele destaca, contudo, que antes de investir, a pessoa tem que ter uma disponibilidade de liquidez, um horizonte mínimo de 12 meses e aplicar em etapas. “O mercado está muito volátil por conta do grau de incerteza. É preciso ter paciência, comprar aos poucos e ver como os ativos se comportam”, diz.

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