Programa Nota Fiscal Paulista libera R$ 38 milhões em créditos

A Secretaria da Fazenda e Planejamento disponibiliza nesta quinta-feira (16) R$ 38,7 milhões aos participantes da Nota Fiscal Paulista na liberação de créditos do mês de abril de 2020.

Deste montante, R$ 20,5 milhões foram destinados para pessoas físicas. Já as instituições filantrópicas têm à disposição R$ 17,9 milhões para utilização em seus projetos. Os créditos são referentes às compras e doações de documentos fiscais realizadas em dezembro do ano passado.

Para transferir os recursos para uma conta corrente ou poupança de mesma titularidade, basta utilizar o aplicativo oficial da Nota Fiscal Paulista pelo smartphone ou tablet, digitar o CPF/CNPJ e senha cadastrada e solicitar a opção desejada. Quem preferir pode utilizar o site do programa. Em ambas as opções os valores serão creditados na conta indicada em até 20 dias.

Os créditos da Nota Fiscal Paulista permanecem à disposição dos participantes por cinco anos a contar da liberação e podem ser utilizados a qualquer momento dentro desse período. O valor mínimo para transferência é de R$ 0,99.

Em 2020, com os créditos de abril, a Secretaria da Fazenda e Planejamento já liberou mais de R$ 109,4 milhões aos participantes cadastrados no programa.

A Nota Fiscal Paulista, criada em outubro de 2007, integra o Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal do governo do Estado de São Paulo e reduz a carga tributária individual dos cidadãos, que recebem créditos ao efetuar compras de mercadorias em São Paulo.

O sistema distribui até 30% do ICMS efetivamente recolhido pelos estabelecimentos comerciais aos consumidores que solicitam o documento fiscal e informam CPF ou CNPJ, proporcional ao valor da nota.

Para conferir os créditos, aderir ao sorteio ou obter mais informações sobre a Nota Fiscal Paulista, basta acessar o site. Para baixar o aplicativo do programa, acesse a loja de aplicativos de seu smartphone ou tablet.

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Caixa vai informar, às 18h, quem teve pedido de benefício de R$ 600 aceito

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta quinta-feira que, a partir das 18h de hoje, 9 milhões de pessoas que realizaram seu cadastro na última semana para recebimento do auxílio emergencial poderão saber se receberão, de fato, o benefício. Serão 9 milhões do total de 36 milhões que solicitaram o benefício.

Conforme Guimarães, 3,5 milhões de pessoas deste total de 9 milhões receberão o depósito de R$ 600 ainda nesta quinta; 1,5 milhão, até o próximo sábado; e 4,2 milhões de pessoas, que não tinham conta em banco, terão o depósito até a segunda-feira da próxima semana (dia 20).

O presidente da Caixa Econômica Federal esclareceu há pouco que o pagamento do auxílio emergencial para os brasileiros de baixa renda será feito por meio de dois aplicativos.

Por meio do aplicativo Caixa Auxílio Emergencial a pessoa que tem direito ao benefício fará seu cadastro. Guimarães lembrou que só existe um aplicativo para isso, oferecido pela Caixa. “Qualquer outro é fraude”, pontuou.

O segundo aplicativo é o Caixa Tem, que será utilizado para o pagamento do benefício. “Um aplicativo é de cadastramento. Nele, as pessoas colocam seus dados. A partir disso, a Caixa envia para o Ministério da Cidadania e a Dataprev, para fazer a verificação”, explicou Guimarães. “Quando recebemos (a confirmação), o pagamento não é feito pelo aplicativo de cadastramento, mas pelo aplicativo de pagamento, o Caixa Tem”, acrescentou.

Guimarães e o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, afirmaram, na entrevista coletiva, que uma nova versão do aplicativo para cadastramento estará disponível a partir de segunda-feira. Ela permitirá que pessoas com problemas no CPF em função de pendências eleitorais possam fazer o cadastramento normalmente.

“Como algumas regras mudaram, haverá uma nova versão”, disse Guimarães. “Antes a pessoa não poderia ter o CPF (cadastrado) caso tivesse problema com eleição. Agora, isso mudou.”

Guimarães estimou que 12 milhões de CPFs foram liberados para cadastramento por conta deste ponto. Os CPFs, no entanto, ainda precisarão ser validados pela Dataprev, seguindo todo o procedimento estabelecido.

“Como já fizemos 36,7 milhões (de cadastros), realizar mais 5, 10 ou 12 milhões já entrou na esteira”, disse Guimarães. O presidente da Caixa também voltou a recomendar que as pessoas tentem resolver todas as pendências por canais eletrônicos disponibilizados pela Caixa.

“A intensidade de pagamentos realizada é muito grande. Temos uma preocupação enorme com a população, com os funcionários da Caixa. Neste momento, ir às agências, só em último caso”, afirmou.

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Beneficiário não precisa ir ao banco para receber auxílio de R$ 600

A partir desta sexta-feira (17), trabalhadores informais, autônomos e desempregados, que não fazem parte do Cadastro Único, começam a receber o auxílio emergencial em conta corrente ou conta poupança indicadas pelo beneficiário no cadastramento. Mas não é necessário ir ao banco para ter o dinheiro creditado na conta.

O pedido de crédito pode ser feito pelo aplicativo ou pelo site da Caixa. Os créditos serão feitos por ordem de cadastramento. Por isso, a recomendação é o beneficiário acompanhar seu pedido e a efetivação do crédito nos meios oficiais de cadastro do programa – o site ou o aplicativo CAIXA|Auxílio Emergencial (para aparelhos Android e iOs).

O objetivo do benefício emergencial é auxiliar brasileiros financeiramente que enfrentam a crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

Em compromisso firmado pela Febraban com o governo federal, ficou assegurado que sobre o valor do benefício não haverá nenhum débito de valores pendentes junto às instituições financeiras, bem como não haverá cobrança de tarifa para a transferência da Caixa para outro banco indicado pelo beneficiário no cadastramento. Portanto, o beneficiário terá acesso integral ao valor recebido em sua conta no banco ou em fintechs e bancos digitais.

Os recursos poderão ser movimentados ou sacados usando os mesmos cartão e senha da conta indicada no cadastramento nos terminais de autoatendimento ou canais digitais, sem a necessidade de ir ao caixa para fazer a operação.

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Justiça suspende regularização de CPF para recebimento dos R$ 600

A exigência de regularização do CPF (Cadastro de Pessoa Física) para o recebimento do auxílio emergencial no valor de 600 reais foi suspensa, na noite da última quarta-feira, 15,  pelo juiz federal Ilan Presser, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1). 

A decisão atende uma liminar do governo do Pará e é válida para todo o país.

Segundo a ação ajuizada, a exigência de regularização do CPF tem causado aglomerações em sedes da agências da Receita, agências bancárias e Correios, o que vai contra as orientações de manter o distanciamento social para evitar a propagação do novo coronavírus (Covid-19) emitida pela  Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde. 

De acordo com a deliberação do juiz, a Caixa e a Receita Federal têm o prazo de até 48 horas para cumprir a decisão, sob pena de multa diária, no valor de  5 mil reais. 

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Pagamento dos R$ 600 para Bolsa Família começa nesta quinta-feira

A Caixa inicia, nesta quinta-feira, 16, o pagamento da primeira parcela do auxílio emergencial no valor de 600 reais para as pessoas inscritas no Bolsa Família

Neste primeiro lote de pagamento, estão contemplados os beneficiários do programa cujo último dígito do Número de Identificação Social (NIS) é igual a 1. A estimativa que o pagamento seja feito para 1.360.024 de pessoas. 

Na sexta-feira, 17, é a vez dos 1.359.786 beneficiários do Bolsa Família cujo último dígito do NIS é igual a 2 receberem a o auxílio emergencial.  O calendário seguirá a ordem de pagamento do Bolsa Família.

O pagamento do auxílio aos inscritos no Bolsa Família será feito automaticamente, ou seja, os beneficiários não precisaram se cadastrar no programa. Neste caso, só recebem o auxílio se ele for mais vantajoso do que o valor recebido pelo Bolsa Família. Veja o calendário de pagamento da primeira parcela: 

Data de pagamento Beneficiários do Bolsa Família
16 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 1
17 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 2
20 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 3
22 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 4
23 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 5
24 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 6
27 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 7
28 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 8
29 de abril de 2020 pagamento para final do número de identificação social 9
30 de abril de 2020 pagamento para final do número de identificação social 0

Quem já recebeu

Segundo a Caixa, o auxílio emergencial foi pago, até o momento, a mais de 4,9 milhões de brasileiros, que receberam juntos 3,2 bilhões de reais.

Até às 17h de quarta-feira (15), mais de 36,3 milhões de brasileiros já haviam se cadastrado no aplicativo e no site do banco para receber o benefício.

No início da semana, a Caixa começou o pagamento de 600 reais do auxílio emergencial para os inscritos no Cadastro Único, Microempreendedores Individuais, informais, contribuintes individuais do INSS que se inscreveram no programa e para as mulheres com filhos chefes de família. 

Tire suas dúvidas sobre o auxílio emergencial

Quem tem direito ao benefício?

1. Trabalhadores que cumpram uma das condições:

  • Ser microempreendedor individual (MEI)
  • Ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS)
  • Ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único — quem não estiver cadastrado poderá fazer uma autodeclaração por meio de aplicativo que estará disponível nesta terça-feira, 7 de abril
  • Ter cumprido o requisito de renda média até 20 de março de 2020

2. Ter mais de 18 anos

3. Família com renda mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (522,50 reais) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (3.135 reais)

4. Não ter tido rendimentos tributáveis, em 2018, acima de 28.559,70 reais

Quem não tem direito ao auxílio

  1. Quem tem emprego formal ativo;
  2. Pertence à família com renda superior a três salários mínimos (R$ 3.135,00) ou cuja renda mensal por pessoa maior que meio salário mínimo (R$ 522,50);
  3. Está recebendo Seguro Desemprego;
  4. Está recebendo benefícios previdenciários, assistenciais ou benefício de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família;
  5. Recebeu rendimentos tributáveis acima do teto de R$ 28.559.70 em 2018, de acordo com declaração do Imposto de Renda.

Quantas pessoas podem ser beneficiadas por família?

No máximo duas pessoas por família podem receber o auxílio emergencial de R$ 600. As mães chefes de família têm direito a receber o benefício em dobro, ou seja, R$ 1.200.

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Aluguéis sobem mais do que a inflação em fevereiro, de acordo com FipeZap

O preço médio dos aluguéis de imóveis residenciais no país teve alta nominal de 0,51% em fevereiro, superando a inflação do período de 0,25%, de acordo com informações compiladas pelo Índice FipeZap de Locação Residencial. Brasília foi a capital dentre as 11 monitoradas pelo indicador que apresentou a maior alta, de 1,24%, seguida por Salvador com 0,85% e São Paulo com 0,70%. Apenas duas capitais registraram queda: Fortaleza com recuo de 0,86% e Porto Alegre com retração de 0,13%.

Em 12 meses, as locações acumulam uma alta nominal de 4,75%, ficando acima, portanto, do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mesmo período, de 4,01%. Nessa janela temporal, Florianópolis registra o maior aumento nominal de 14,57%, seguido por Curitiba com 13,31% e Porto Alegre com 7,58%. Em contrapartida, Salvador é a única dessa lista a registrar ligeira queda nominal no preço do aluguel residencial, com recuo de 0,14%.

Com base em dados das 25 cidades monitoradas pelo índice, o preço médio do aluguel encerrou o primeiro bimestre em 30,06 reais por metro quadrado. São Paulo é a capital com o preço médio de locação residencial mais alto, de 40,01 reais por metro quadrado, seguido por Brasília com 31,19 reais e Rio de Janeiro com 30,70 reais. Na outra ponta, estão Fortaleza com 17,18 reais o metro quadrado, Goiânia com 17,30 reais e Curitiba com 21,18 reais.

Já o retorno médio do aluguel residencial anualizado – calculado a partir do preço médio de locação e do valor de venda – ficou em 4,77% em fevereiro (alta de 0,27 ponto percentual em 12 meses).

Rentabilidade do aluguel por cidade (anualizado / em %)

Cidade Rentabilidade
Santos (SP) 7,23
Praia Grande (SP) 7,11
Barueri (SP) 6,38
Recife (PE) 5,74
São José dos Campos (SP) 5,47
São Paulo (SP) 5,32
São José (SC) 5,3
Salvador (BA) 5,26
Guarulhos (SP) 5,24
Brasília (DF) 5,06
Pelotas (RS) 5,04
São Bernardo do Campo (SP) 5,03
Ribeirão Preto (SP) 4,99
Porto Alegre (RS) 4,92
Santo André (SP) 4,91
Campinas (SP) 4,8
Goiânia (GO) 4,79
Média das 25 cidades 4,77
Joinville (SC) 4,7
São José do Rio Preto (SP) 4,65
Florianópolis (SC) 4,5
Curitiba (PR) 4,22
Rio de Janeiro (RJ) 3,9
Belo Horizonte (MG) 3,9
Fortaleza (CE) 3,54
Niterói (RJ) 3,5

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Devido ao isolamento social, acesso a aplicativos financeiros aumenta 35%

A pandemia do novo coronavírus tem levado as pessoas a acessar os aplicativos de finanças com mais frequência. No Brasil, houve aumento de 35% no número de horas gastas nesses apps entre a última semana de dezembro e primeira de março, de acordo com levantamento feito pela Liftoff, empresa de marketing de aplicativos, em parceria com o App Annie. Na Coreia do Sul e no Japão, o salto foi de 85%.

“É natural que as pessoas acessem mais os apps financeiros, já que as agências bancárias estão fechadas. Além disso, o auxílio emergencial pode ser requerido via aplicativo, o que deve aumentar ainda mais a movimentação”, analisa Antonio Affonseca, responsável pela operação da Liftoff no Brasil, em nota.

No ano passado, as pessoas acessaram mais de 1 trilhão de vezes aplicativos de finanças. Esse número é duas vezes maior do que o registrado em 2017 e foi puxado principalmente pela Indonésia, que viu os acessos aumentarem 115% no período, e pela Índia, com alta de 95%

Já em mercados desenvolvidos, o avanço foi mais comedido. Na França, por exemplo, o crescimento foi de 15%, enquanto na Alemanha e no Japão foi de 30%. No Canadá, o avanço foi de 2% e nos Estados Unidos, de 10%.

No ranking de acessos a aplicativos financeiros, o Brasil aparece na terceira colocação, ficando atrás apenas da China e da Índia. Com cerca de 550 fintechs em operação no país, o Nubank é o app mais acessado, seguido pelo FGTS, pela Caixa Econômica e pelas carteiras digitais PicPay e Mercado Pago.

“O Brasil vem se mostrando um terreno muito fértil para fintechs e outras alternativas mais tecnológicas e menos burocráticas para cuidar do dinheiro. Nesse sentido, os aplicativos de finanças têm tudo para continuar crescendo e se consolidando no país, tanto os bancos mais modernos e 100% digitais, quanto os mais tradicionais”, afirma Affonseca.

Aumento da média de horas gastas com apps financeiros durante a pandemia 

País Variação (em %)
China 15
Brasil 35
Estados Unidos 35
Coreia do Sul 85
Rússia 50
México 10
Japão 85
Alemanha 20
Reino Unido 5

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Confira os números sorteados no concurso 2.252 da Mega-Sena

Ninguém acertou os seis números do jogo da Mega-Sena sorteado pela Caixa nesta quarta-feira (15). As dezenas sorteadas no concurso 2.252 foram: 01 17 30 37 46 50.

Mesmo sem um ganhador do prêmio principal, 20 apostas acertaram os números da quina e vão receber R$ 83.292,59 cada uma. Além disso, a quadra também foi sorteada para 1723 apostas, que vão levar R$ 1.381,18 cada.

O sorteio foi realizado no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo.

O próximo concurso (2.253) será sorteado no sábado (18) e tem como estimativa pagar R$ 20 milhões a quem acertar os seis números.

As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país, pela internet e também pelo aplicativo Loterias Caixa, para iPhone. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

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Número de clientes ativos da XP sobe 20% e ultrapassa 2 milhões de pessoas

Apesar das incertezas financeiras provocadas pela pandemia do novo coronavírus, o número de clientes ativos da corretora XP aumentou 20% no primeiro trimestre de 2020, chegando a 2,03 milhões.

Os investidores também aportaram mais recursos nos produtos oferecidos pela plataforma. O resultado disso foi uma entrada mensal maior de recursos, que passou de 11 bilhões de reais no quatro trimestre de 2019 para 12 bilhões de reais, de acordo com números preliminares. A maior parte desse montante foi alocada em fundos e em ativos de renda fixa.

A entrada de 36 bilhões de reais no primeiro trimestre, no entanto, não foi suficiente para impedir a queda no valor total sob custódia da companhia, que passou de 409 bilhões de reais no quarto trimestre para 336 bilhões de reais. A explicação para o número menor, segundo Bruno Constantino, diretor financeiro da XP, é que alguns clientes precisaram reestruturar suas carteiras. “Mas o impacto financeiro disso na receita é praticamente nulo”, afirmou em conversa com jornalistas.

A expectativa é de um aumento de mais de 60% na receita bruta no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Se a projeção se confirmar, a XP deve alcançar 1,6 bilhão de reais. O percentual é bem maior do que a meta anual de crescimento da receita bruta fixada em 35%.

A margem líquida ajustada, por sua vez, deve saltar de 18% para 22% no período analisado, permanecendo dentro da faixa estimada para os próximos três a cinco anos de algo entre 18% e 22%.

A XP anunciou ainda que tem bastante capital, cerca de 7 bilhões de reais em caixa, para conseguir navegar contra a tempestade financeira.

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Pausa no financiamento de imóvel pode dobrar valor das prestações

A pausa de 60 dias no financiamento do imóvel, oferecida pelos bancos em razão da pandemia do novo coronavírus, tem um custo ao mutuário que não é pequeno. Apesar de as três parcelas que não forem pagas agora serem diluídas no saldo devedor, ao final do contrato isso significa pagar o dobro do valor.

Isso porque os juros são somados ao saldo devedor para quitação no final do financiamento.

É o que aponta simulação feita por Marcelo Prata, especialista em crédito imobiliário e diretor da Resale. Um financiamento de um imóvel de R$ 500 mil, por exemplo, com saldo devedor de R$ 400 mil, postergar três parcelas equivale a pausar o pagamento de R$ 11.967,63. No final do financiamento, o mutuário terá pago R$ 22.726,75. Ou seja, praticamente o dobro: mais R$ 10.759,30.

No levantamento foi considerado que o mutuário acabou de contratar um financiamento. Ou seja, não pagou nenhuma parcela ainda e quer utilizar o benefício da prorrogação. Portanto, para quem já pagou a maior parte do financiamento, ou está na metade do tempo, esse efeito será menor.

A simulação levou em conta uma taxa de juros efetiva foi de 8,5% ao ano, para um financiamento de 360 meses pelo Sistema SAC. Não foi considerada a projeção de TR.

A Caixa ampliou o prazo para a postergação do financiamento do imóvel para 90 dias. Ou seja, o mutuário poderá deixar de pagar quatro parcelas. Nesse caso, o mutuário terá um ônus ainda maior ao longo do contrato.

Contudo, na semana passada, anunciou que a partir desta semana permitirá a pausa parcial, o que pode reduzir o ônus final que o mutuário terá ao prorrogar os valores.

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O valor mínimo para pagamento parcial é o valor do seguro e eventuais custos operacionais, que compõem o encargo mensal, sendo permitido que o cliente pague a  partir daí qualquer valor, definido no ato da negociação e mantido durante toda a vigência do pagamento parcial.

Veja abaixo a simulação de quanto a pausa de três parcelas no financiamento de imóveis custa para os mutuários em três exemplos de financiamentos: de um imóvel de R$ 300 mil, de R$ 500 mil e R$ 800 mil.

Valor do Imóvel R$ 300,000.00 R$ 500,000.00 R$ 800,000.00
Financiamento R$ 240,000.00 R$ 400,000.00 R$ 640,000.00
Valor Total do Financiamento:
Soma das 3 parcelas adiadas R$ 7,210.58 R$ 11,967.63 R$ 19,103.20
Sem prorrogar R$ 583,765.99 R$ 966,943.32 R$ 1,541,709.31
Prorrogando 3 meses R$ 597,474.54 R$ 989,670.07 R$ 1,577,963.36
Diferença no final -R$ 13,708.55 -R$ 22,726.75 -R$ 36,254.05

Segundo Prata, apesar de, no final das contas, se pagar quase o dobro do que se adiou, o fato é que um respiro nesse momento de crise é importante para entender como ficará a situação no emprego e fazer ajustes no orçamento.

“Mudanças como a que estamos vivendo precisam ser digeridas e um prazo de 90 dias é suficiente para abrirmos mão de gastos supérfluos e ajustar o orçamento para conseguir pagar o financiamento com mais folga”.

Com a possibilidade de pausa parcial das prestações, a recomendação é pausar apenas o valor estritamente necessário para se ganhar fôlego financeiro neste momento.

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