Fundo imobiliário de locação residencial sob demanda estreia na Bolsa com alta de 2,5%

SÃO PAULO – Com foco no aluguel de imóveis residenciais sob demanda, o fundo imobiliário Housi estreou na Bolsa nesta terça-feira (3) sob o código HOSI11 e registrou alta de 2,5%, cotado a R$ 98,95. No dia, o Ifix (índice que replica o desempenho dos principais FIIs) teve valorização de 0,46%.

Administrado pela Vortex, o fundo captou R$ 57,3 milhões. Segundo informações da B3, o montante será destinado à aquisição de imóveis residenciais ou comerciais para locação ou venda, a serem administrados pela startup.

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A Housi é uma plataforma digital, spin-off da construtora Vitacon, que permite uma flexibilização do tempo de moradia, dando ao cliente a possibilidade de escolha do tempo de permanência, com o mínimo de um dia.

No site, o investidor pode cadastrar seu imóvel, ter o local mobiliado pela empresa e divulgado em diferentes plataformas, como Airbnb e Booking.

Segunda tentativa

Esta não é a primeira vez que a Housi tentar entrar no mercado de capitais. Em 2019, o FII tinha como objetivo uma meta de captação mais ambiciosa, de R$ 350 milhões. Os estruturadores diziam que lançariam o fundo caso atingissem o piso de R$ 150 milhões.

Sem pedidos de reserva suficientes, a decisão foi por alterar o limite mínimo desejado para R$ 50 milhões. Mas a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu, de forma temporária a operação, exigindo um tempo maior para que os investidores repensassem seus aportes, dada a mudança dos termos da oferta.

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JFL, a empresa que está faturando com aluguéis de imóveis a partir de R$ 6.500

SÃO PAULO – Começar a operação de uma empresa em plena crise econômica não é tarefa fácil. Ainda que as oportunidades possam aumentar justamente nesses contextos, ter coragem para enfrentar um ambiente recessivo, de baixa confiança e investimentos é para poucos.

Mas foi exatamente o que a JFL Realty, uma incorporadora e gestora de ativos imobiliários, decidiu fazer quando deu seu primeiro passo, cinco anos atrás.

“A gente começou a comprar os ativos em 2015, quando falar em mercado imobiliário era palavrão, falar de fundo investimento imobiliário era palavrão, falar de alavancagem para o setor era palavrão. O que a gente não imaginava era que essa oportunidade iria ficar muito maior”, conta Carolina Burg, CEO da JFL Living.

Marca de “long stay” da JFL Reality, a JFL Living atua no mercado residencial de alto padrão, atualmente apenas em São Paulo.

A executiva participou do quinto episódio do podcast “Banco Imobiliário”, no qual explicou como esse mercado está estruturado hoje, onde estão seus imóveis, qual o custo dos pacotes de locação e como enxerga a concorrência.

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Com uma atuação ao lado dos sócios Jorge Felipe Lemann, filho do empresário Jorge Paulo Lemann, e Guilherme Vilazante, Carolina conta que o preço de entrada na empresa corresponde a R$ 6,5 mil ao mês, no caso de um apartamento de 36 metros quadrados.

Há unidades, contudo, de mais de 200 metros, com preços de locação que acompanham o aumento da dimensão, superando os R$ 30 mil ao mês.

A ideia, diz a executiva, é que as pessoas se sintam em casa. Por isso, os pacotes, ou custos de ocupação como Carolina nomeia, incluem aluguel, condomínio, IPTU e contas de luz e água, assim como roupa de cama, faqueiro, café da manhã, serviço de limpeza, internet e lavanderia, entre outros.

Trata-se de um contrato típico de locação residencial, com o período mínimo de permanência estabelecido em um mês.

O portfólio totaliza mais de 600 unidades em imóveis residenciais para locação, com perfis variados de inquilinos, como recém-separados, recém-casados e pessoas de fora de São Paulo que vem à cidade mais de dez vezes por mês.

Com um mercado em recuperação, Carolina diz que se preocupa com a volta de uma euforia e de não conseguir comprar ativos com a mesma rentabilidade.

Além de seguir em busca de bons imóveis, está nos planos da empresa realizar um IPO ou montar um fundo imobiliário, o que poderia permitir a entrada de novos investidores nos projetos.

Apresentado por Marcelo Hannud, sócio especialista em mercado imobiliário da XP Asset, e por Beatriz Cutait, editora de Investimentos do InfoMoney, o “Banco Imobiliário” pode ser ouvido nas plataformas Apple PodcastsSpotify, Deezer, Spreaker, Google Podcasts, Castbox e demais agregadores de podcast. Você ainda pode conferir o programa na íntegra em nosso canal no YouTube.

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As ações mais recomendadas pelos analistas para comprar em março

Investidor acompanha ações

SÃO PAULO – Após queda de 8,4% do Ibovespa em fevereiro, em um mês com significativo impacto do coronavírus sobre os mercados globais, analistas começam março ainda otimistas com a Bolsa brasileira, mas na busca por ativos mais defensivos.

Apesar de reconhecerem um curto prazo mais desafiador por conta das preocupações em torno de uma desaceleração da economia global, a expectativa é de que o ambiente doméstico, de juros baixos, com retomada gradual da economia e avanço na agenda de reformas, siga favorável para o mercado de renda variável.

Levantamento feito pelo InfoMoney com 12 casas de análise mostra que as principais apostas para março recaem sobre as ações de JBS, Petrobras, Lojas Renner, Vale e B3. Com isso, o portfólio, composto por cinco nomes, ficou inalterado em relação a fevereiro, embora com diferenças em termos de número de indicações.

Vale ressaltar que as carteiras foram divulgadas pelas corretoras antes de o Federal Reserve, o banco central americano, anunciar um corte emergencial dos juros em 0,50 ponto percentual, para o intervalo de 1% a 1,25%, em decisão fora do encontro agendado.

Segundo Ilan Arbetman, analista na Ativa, a carteira da corretora foi elaborada buscando players consolidados nacionais que dialogassem menos com a “ebulição externa”, isto é, que fossem menos expostos aos riscos do cenário internacional. Com isso, o analista segue confortável com as posições selecionadas para este mês e diz que, a princípio, não deve fazer nenhuma mudança na carteira por conta do corte de juros.

Confira a seguir as cinco ações mais recomendadas para março:

Empresa Ticker Número de recomendações*
JBS JBSS3 9
Petrobras PETR3; PETR4 8
Lojas Renner LREN3 7
Vale VALE3 7
B3 B3SA3 5

*Indicações compiladas das carteiras de ações de Ágora, Ativa, BB Investimentos, BTG Pactual, Elite, Genial, Guide, Necton, Rico, Santander Corretora, Socopa e XP.

JBS (JBSS3)

Exposta ao mercado chinês, com cerca de 8% das vendas consolidadas direcionadas ao país, as ações da JBS despencaram 17,7% em fevereiro, em meio às preocupações com o coronavírus.

Apesar da queda, a produtora de carne segue entre as preferidas dos analistas para investir em março, com nove recomendações.

Na avaliação da Santander Corretora, por mais que os temores com a disseminação do vírus sejam uma ameaça ao comércio global no curto prazo, o cenário de risco pode ajudar a impulsionar a demanda chinesa por produtos congelados e processados, ao levantar preocupações quanto à segurança alimentar no país.

Já a XP destaca que a empresa se encontra muito bem posicionada geograficamente, com fontes diversificadas de receita. Segundo os analistas, a ação encontra-se em patamares atrativos, negociando a cinco vezes a relação entre o valor da empresa e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) para 2020 .

Petrobras (PETR3; PETR4)

Com oito menções, a petroleira ocupa o segundo lugar entre as ações mais recomendadas para o mês.

Sem comentar os efeitos de curto prazo do mercado, como o coronavírus, a Elite Investimentos destaca os resultados da Petrobras no acumulado de 2019, que “fortaleceram o compromisso da sua gestão na eficiência, no foco na exploração e produção de óleo e gás, e na capacidade de gerar valor aos seus acionistas”.

No último ano, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 40,1 bilhões, alta de 55,7% sobre o valor registrado em 2018. Segundo a Economatica, a cifra também representa o maior lucro nominal da história das empresas de capital aberto.

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A opção por manter o papel na carteira, segundo o BTG Pactual, se deve à combinação da redução de riscos, por meio do seu programa de desinvestimento, por maiores retornos devido à melhor alocação de capital, bem como pela expectativa de maiores pagamentos de dividendos a partir de 2021.

“Esperamos que a Petrobras comece a receber ofertas vinculativas para quatro de suas refinarias à venda no primeiro semestre, adicionando espaço para uma potencial valorização no curto prazo”, escreveu a equipe de análise.

Lojas Renner (LREN3)

Pelo terceiro mês consecutivo na carteira do InfoMoney, a varejista recebeu duas novas recomendações para março: da XP e da Ativa Investimentos.

Enquanto a primeira justifica a escolha pela busca de um nome doméstico de alta liquidez na Bolsa, a segunda destaca a inovação e a eficiência operacional da companhia, tida como bem posicionada no setor de e-commerce.

Em relatório, a equipe da Ágora afirma que a Renner tem entregado uma sólida alavancagem operacional, oferecendo ao acionista a exposição a uma empresa que deverá continuar a ganhar participação no mercado.

“Continuamos vendo potencial de expansão de margem e uma taxa de crescimento anual para a receita líquida de quase 20% nos próximos três anos”, escrevem os analistas, que recomendam compra para o papel.

Vale (VALE3)

Empatada em terceiro lugar, com sete menções, a mineradora Vale também está entre as preferências de analistas em março.

Na avaliação da equipe da Elite Investimentos, o surto do coronavírus, que vem pressionando os papéis ligados às commodities, pode servir como uma oportunidade de entrada no papel. No último mês, a ação recuou 11,9%.

“Ainda é cedo para avaliarmos os reais impactos do vírus na economia global, mas consideramos que a reestruturação operacional e a imagem da Vale são fatores importantes para a nossa visão e manutenção do papel em nossa carteira”, escreve a equipe, em relatório.

Já o BTG Pactual destaca uma relação entre risco e retorno assimétrica para os papéis da mineradora. Na avaliação dos analistas, a empresa passou por uma reforma radical desde Brumadinho em termos de governança, segurança e risco operacional, e a administração tem sido “extremamente focada na reparação” – o que é positivo e tem suportado a tese da empresa.

B3 (B3SA3)

Apesar de um ambiente externo conturbado, analistas seguem otimistas com o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro e com os ativos de renda variável.

Para a equipe de análise da Socopa, a B3 deve continuar a expandir seus lucros, como resultado de um maior volume de negócios na Bolsa, aumento no número de IPOs e das ofertas de crédito privado. Na avaliação da casa, as ações da Bolsa brasileira estão descontadas.

Além de ver um volume mais forte para o mercado de capitais neste ano, a Guide destaca a diversificação da receita da B3, com fluxo resiliente, amplo leque de serviços, alto potencial de crescimento e menor risco em relação a uma possível concorrência.

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Após decisão do Fed, economistas passam a prever queda de até 0,5 ponto da Selic na próxima reunião

SÃO PAULO – Em uma decisão emergencial, ainda que esperada por uma parte do mercado em meio à propagação do surto de coronavírus e seus impactos na economia global, o Federal Reserve cortou nesta terça-feira (3) a taxa básica de juros americana em 0,5 ponto percentual. Esta decisão foi unânime e os juros foram para um intervalo entre 1% e 1,25% ao ano, deixando ainda a porta aberta para novo corte de juros na próxima reunião, de 18 de março.

Com a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), economistas e analistas de mercado passaram a revisar as projeções para a decisão de política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central no Brasil, que também realizará sua reunião de política monetária no próximo dia 18.

Atualmente, a Selic está em 4,25% ao ano. Se, em meio as preocupações com o impacto do coronavírus na economia, algumas instituições financeiras já estavam revisando seus cenários-base embutindo novos cortes da taxa básica de juros, o movimento se acelerou nesta terça.

Os economistas do Asa Bank, liderados por Carlos Kawall, que na última segunda-feira revisaram as projeções para três cortes seguidos da Selic na magnitude de 0,25 ponto percentual a partir de maio, revisaram novamente os seus números nesta terça. Agora, a casa prevê um corte de juros de 0,50 ponto percentual na próxima reunião do Copom, para 3,75% ao ano. Inclusive, não descartam a possibilidade de reunião extraordinária.

Tal decisão, aponta a equipe do Asa Bank, deve ser seguida por mais um corte de 0,25 ponto percentual, com a Selic atingindo 3,50% em maio. Após chegar a esse patamar, a taxa básica de juros deve permanecer neste patamar até o final de 2021, quando deve ser elevada para 5%.

“Não descartamos, no entanto, que a Selic seja reduzida ainda mais, eventualmente atingindo 3%, caso continuemos a ver sinais de ausência de tração na economia e/ou revisões baixistas de inflação esperada para 2021”, avaliam.

O Goldman Sachs, por sua vez, em relatório divulgado nesta terça, apontou que agora espera dois novos cortes de 0,25 ponto percentual na Selic, terminando o ano a 3,75%. A equipe de economistas do banco ainda cortou a projeção de PIB para o Brasil de 2,2% para 1,5% neste ano.

A XP Investimentos, por sua vez, avalia que o Banco Central manterá a Selic em 4,25% na sua próxima reunião e que ressaltará os riscos em sua comunicação. “Isso aumentará as chances de corte em maio, ou, eventualmente, em reunião extraordinária em abril, caso as condições econômicas e financeiras piorem muito ao longo dos meses”, aponta a equipe de economistas (confira o relatório completo clicando aqui).

Eles lembram que o Banco Central já deixou claro em sua última ata que os efeitos do coronavírus sobre a inflação podem ser mistos: a desaceleração da atividade econômica e a queda dos preços de commodities aliviariam a pressão sobre a inflação, ao passo que o choque de oferta em diversos mercados poderia produzir um efeito inflacionário.

Fomc: como foi a decisão

Especificamente sobre a decisão do Fomc desta terça, a XP aponta que a medida surpreendeu o mercado e levantou a possibilidade de que outras instituições no mundo sigam na mesma linha. Diversos Bancos Centrais ao longo do mundo (Europeu, Inglaterra, Japão, EUA, Austrália, etc) adotam um discurso de que estão monitorando de perto os desdobramentos e que estão prontos para prover estímulos para conter os efeitos negativos sobre a economia.

No entanto, nenhuma instituição, até o momento, mostrou algum tipo de evidência concreta de que uma grande desaceleração está em curso em virtude do coronavírus, avalia a XP: “o Fed não foi exceção até agora”.

“Em conferência após a decisão desta terça, o presidente do Fed, Jerome Powell, foi vago e impreciso a respeito das evidências vindas do mundo corporativo de que a instituição obteve para embasar a decisão do corte emergencial”, avalia a XP.

Já o Asa Bank destacou a análise de que o Fomc reiterou que os fundamentos para a economia norte-americana continuam sólidos, mas reconheceu os crescentes riscos apresentados pelo surto da doença.

Mais importante, o comunicado e a conferência à imprensa após a decisão mantiveram a indicação de que o comitê irá continuar “monitorando de perto” a evolução dos dados, e que irá “agir conforme apropriado”, deixando aberta a porta para um novo corte de juros de 0,25 ponto na reunião de março.

Ainda na conferência à imprensa, Powell disse que entende que quedas de juros, neste momento, não irão resolver todos os problemas, principalmente aqueles relativos a condições de oferta. “Apesar disto, esta ação ajuda a prover condições para estimular a economia norte-americana, acomodando condições financeiras e ajudando a manter a confiança de famílias e empresas”, avalia a equipe do Asa.

Segundo a equipe de research global do Bank of America (BofA) o corte de 0,5 ponto percentual não é o fim. O Fed seria obrigado a realizar mais uma redução, de 25 pontos-base, na reunião do Fomc de março.

Ao todo, o primeiro semestre teria 100 pontos-base de corte na avaliação dos analistas do banco americano, o que levaria as taxas de juros a uma banda entre 0,5% e 0,75%. “O timing desses cortes é desafiador dada a incerteza das perspectivas para dados econômicos, evolução do vírus e resposta do mercado. Nosso cenário-base é de mais um corte de 0,25 pontos na reunião de março e outro de 0,25 p.p. em abril”.

Para o BofA, o Fed está atuando em duas fases, a primeira é tentar aliviar o pânico do mercado e a segunda é responder aos dados econômicos. O corte de 0,5 p.p. realizado hoje faria parte da primeira iniciativa, enquanto os próximos devem ser feitos de maneira mais comedida, evitando choques muito bruscos como o que ocorreu nesta sessão.

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Taxas de títulos públicos caem após Fed e com apostas no corte da Selic

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, reverteram o movimento de alta apresentado pela manhã e apresentam queda na tarde desta terça-feira (3).

Isso porque o Federal Reserve (o banco central americano) anunciou hoje o corte de juros em 0,50 ponto percentual, para a faixa de 1% a 1,25% – o primeiro corte emergencial de juros desde a grande crise financeira, de 2008. O anúncio foi em linha com o comunicado divulgado após a teleconferência do G-7, com medidas para conter os efeitos do coronavírus na economia mundial.

Com a decisão do Fed, economistas e analistas do mercado começam a revisar seus cenários-base, embutindo novos cortes da taxa básica de juros, ainda que a previsão oficial do mercado siga apontando para uma Selic estável em 4,25% ao ano em dezembro.

O InfoMoney conversou com gestores para entender como eles estão vendo o cenário para os juros neste ambiente. Confira a matéria completa aqui.

Com o mercado estimando um desempenho mais fraco para a economia global neste ano, a gestora de investimentos britânica Schroders reduziu sua previsão para o crescimento do PIB em 2020 nos mercados emergentes, de 4,5% para 4,1%, e nos países dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), de 5,5% para 5,0%.

No mundo, a projeção da asset para o crescimento da economia foi cortada de 2,6% para 2,3%. “Um resultado desse faria do ano de 2020 o mais fraco desde 2009, no ápice da crise financeira global”, escreveu a gestora, em relatório.

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No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2026 pagava 2,48% ao ano, ante 2,51% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 56,45 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 2.822,91.

Os papéis com vencimentos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 3,28%, ante 3,31% ao ano anteriormente.

Entre os títulos prefixados, o com prazo em 2023 oferecia uma taxa de 4,86% ao ano, ante 5,05% a.a. mais cedo, enquanto o retorno do Tesouro Prefixado 2026 cedia de 6,20% para 6,08% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

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Mentor da indústria de fundos, Jakurski vê mercado virar cassino

(Bloomberg) — André Roberto Jakurski, 71, um dos pais da gestão ativa de fundos no Brasil, vê sua influência crescer em meio a uma explosão da indústria no país.

Em uma carreira de mais de 45 anos, ele negociou ações para George Soros, foi mentor do banqueiro bilionário Andre Esteves e fez parceria com o então futuro ministro da economia Paulo Guedes para fundar o hoje chamado Banco BTG Pactual. Em 1998, Jakurski e Guedes iniciaram a JGP Asset Management, uma das primeiras gestoras independentes do Brasil, no momento em que colegas diziam: para que se preocupar?

“Na época em que eu comecei a operar a bolsa aqui, eu tinha um olho e o resto todo mundo era cego”, disse Jakurski, que ficou famoso na década de 90 com um trade arriscado com ações de empresas de telecomunicações que multiplicou dezesseis vezes o capital proprietário do Pactual em um ano. “Naquela época, era quase impossível se movimentar no mercado. Tinha épocas nas quais eu levava três meses comprando, depois mais três meses vendendo. Passava a maioria dos dias no telefone – gritando.”

Vários dos principais gestores de ações no país citam a “escola Jakurski” como fundamental para ajudá-los a atrair dinheiro novo enquanto seus pares no exterior perdem cada vez mais para fundos passivos ou estratégias quantitativas.

Em uma rara entrevista, Jakurski se senta em uma sala de reunião na sede da JGP no bairro de Humaitá, no Rio de Janeiro, sob os auspícios da estátua do Cristo Redentor. De fala mansa e comedido, ele está com um resfriado forte, contra o qual está tomando antibióticos, e reclama para um fotógrafo que começa a tirar fotos enquanto ele está falando. O fotógrafo, no entanto, é convidado a sentar-se e a tomar parte da conversa, que vai do pessoal ao profissional e – às vezes – ao filosófico.

Os juros altos no Brasil significavam que investidores não precisavam fazer quase nada para obter um retorno considerável, enquanto pioneiros da indústria de fundos, como Jakurski, tinham que fazer muito para superá-los negociando ações. A taxa básica de juros, que na média ficou em 14% nas últimas duas décadas e, a certa altura, atingiu 45%, agora está em um nível recorde de baixa, a 4,25%.

Não é coincidência, então, que a cada redução nos juros básicos, mais gestoras de fundos nasçam e mais dinheiro flua em direção a elas. Os fundos brasileiros somavam R$ 5,4 trilhões no final do ano passado, um aumento de quase cinco vezes em relação a uma década, de acordo com a Associação do Mercado de Capitais Anbima. Somente R$ 28 bilhões eram de gestão passiva, os chamados ETFs.

“O Brasil sempre foi uma nação na qual você tinha títulos do governo de risco zero, liquidez imediata e retornos garantidos – então ninguém queria mexer com isso”, diz Jakurski. “O que estamos vendo agora é uma revolução na forma como o dinheiro é alocado.”

Entre conhecidas gestoras que se beneficiam com o novo ambiente estão a Constellation Investimentos, a Verde Asset Management e a BlueLine Asset Management – e cada uma tem um aprendiz de Jakurski. E enquanto o mestre é frequentemente ofuscado pelos seus alunos famosos ou ex-sócios, o fundo JGP Equity Master FIA retornou 34,65% no ano passado, 3,5 pontos percentuais a mais do que o índice de referência do Ibovespa. Com R$ 20 bilhões em ativos sob gestão, a JGP ainda é uma das maiores gestoras independentes de fundos de investimentos no Brasil.

Mas, então, exatamente, o que é a “escola Jakurski”?

Luciano Brandão, chefe de renda variável na BlueLine, define assim: consistência, alavancagem e preservação de capital. Na BlueLine, empresa de fundos de investimento com R$ 220 milhões fundada por ex-executivos do JPMorgan Chase & Co., cerca de 30% da carteira de ações é gerida com isso em mente – em oposição à usual “estratégia de double alpha”, que visa ganhos por meio de posições vendidas e compradas, diz Brandão. O fundo Blue Alpha Master FIM da BlueLine teve retorno de 10,32% desde a sua criação, em 31 de maio, até 12 de fevereiro, em comparação com os 3,82% do seu benchmark.

Pedro Sales, sócio e gestor de estratégia de ações da Verde, fala mais sobre o método: “Jakurski tem uma visão macro, que vale para o médio a longo prazo, mas, no dia-a-dia, ele usa muito o feeling do mercado”, afirma Sales, cujo fundo Verde Am Long Bias Master FIA registrou um ganho de 37,66% em 2019. “Não é incomum para ele fazer apostas de curto prazo contrárias à visão de longo prazo.”

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Ao longo da entrevista, enquanto fala, Jakurski compartilha algumas dessas visões e sua própria história, e explica por que escolheu Harvard em vez de Stanford (“Não tínhamos muito dinheiro na época, e descobrimos que a passagem de avião para Harvard era mais barata”), como é sua carreira (“Vinte anos em uma mesa de negociação e era sempre um barulho infernal – agora é um silêncio sepulcral”) e por que ele nunca se mudou para São Paulo, o centro financeiro da América Latina (“Eu quero ficar no Rio, fazendo o meu trabalho, me divertindo”).

Jakurski tem um carinho especial pelo Rio de Janeiro, a cidade onde nasceu e para onde seus pais imigraram após a Segunda Guerra Mundial. Eles casaram antes da guerra e foram do movimento de resistência polonês, tendo sido presos em campos nazistas na Polônia, diz ele.

Jakurski se formou em engenharia mecânica na Pontifícia Universidade Católica do Rio e cursou MBA na Harvard Business School. Foi seu pai quem lhe convenceu a obter um diploma em administração, pois ele precisava de Jakurski para gerenciar sua empresa de iluminação pública, que instalava luzes para ruas e estádios de futebol. Quando o jovem Jakurski voltou ao Brasil depois de terminar Harvard, ele estava “apaixonado” por finanças e decidiu não trabalhar na empresa de seu pai. Foi logo recrutado para uma carreira como executivo de banco.

Jakurski começou no Unibanco, que se fundiu com o Banco Itaú em 2008 e agora é o maior banco da América Latina em valor de mercado. Depois de passagens nas áreas de leasing, banco de investimento e comercial, ele recebeu a oferta de uma grande promoção: tornar-se o chefe de tesouraria e trading proprietário do banco. Mas com uma ressalva: ele teria de se mudar para São Paulo. “Eu disse que não, e isso foi o fim da minha carreira no Unibanco”, lembra.

Em 1983, o banqueiro Luiz Cezar Fernandes convenceu Jakurski e Guedes a ajudarem na fundação do Banco Pactual, que se tornou a potência BTG Pactual. Guedes e Jakurski tinham a mesma química de outras duplas famosas de negócios – Jobs e Wozniak ou Gates e Allen -, com Guedes como o visionário temperamental e Jakurski, o trader pragmático.

Em 1991, após um colapso de 70% do mercado de ações com o Plano Collor, Jakurski fez seu negócio mais lendário: ele alavancou fortemente e investiu todo o capital proprietário do Pactual em duas ações de empresas de telecomunicações – a Telesp e a Telebras. As duas subiram de preço, com uma delas, a Telebras, passando de US$ 2 a US$ 32 em um ano, diz ele, entregando ao Pactual e seus clientes um retorno de dezesseis vezes sobre o capital investido.

Tais apostas extremas, nas quais a carteira toda é concentrada em um ou dois ativos, devem ser feitas apenas em “momentos nos quais todas as variáveis ​​estão a seu favor”, diz ele. “Oportunidades como essa são muito raras. Quando elas aparecem, você não pode hesitar — tem de ir para matar.”

Numa época em que os bancos centrais estão injetando liquidez e um tweet do presidente dos EUA, Donald Trump, pode enviar mercados a uma queda livre, essas oportunidades únicas estão ficando cada vez mais difíceis de achar, diz Jakurski.

Graças à aposta nas ações da Telesp e Telebras, o Pactual se tornou um importante participante nos mercados brasileiros. O banco pôde assumir grandes posições proprietárias em transações de arbitragem que exploravam a diferença entre taxas de juros internacionais e domésticas por meio de empréstimos em dólares para investir em reais, com ganhos de até 60% ao ano.

A reputação de Jakurski e Guedes crescia na época na qual cerca de 90% dos lucros do Pactual vinham do trading. A dupla decidiu aproveitar sua fama e deixou o banco para criar sua própria gestora. Foi na JGP que o relacionamento entre eles se deteriorou, levando à saída de Guedes, que não quis fazer comentários para essa matéria. Jakurski não quis falar sobre a saída de Guedes da JGP.

Uma geração de gestores e banqueiros famosos teve o início de sua carreira no Pactual sob Jakurski, incluindo Esteves, que começou como técnico em informática em 1989, e Florian Bartunek, ex-estagiário que agora é sócio e diretor de investimentos da Constellation.

Esteves, o maior acionista do BTG, falou sobre a influência de Jakurski em painel durante evento para investidores do banco em julho: “Jakurski foi meu sócio durante muitos anos, meu chefe, e o pai do DNA de gestão de risco do banco, o que deve te dar orgulho até hoje, não é?”

Bartunek diz que também usa parte da metodologia de gestão de risco que Jakurski lhe ensinou. “Com Jakurski, nunca foi apenas uma questão de ensinar o ofício, mas também moldar personalidades”, diz ele. “Ele sempre foi muito duro, mas justo. Não podia ter erro. Ele sempre encontraria o erro, por menor que fosse.” Com um ceticismo que domina grande parte do mundo da gestão ativa de fundos em meio ao aumento do investimento passivo, Bartunek acrescenta: “Ele é uma raça em extinção”.

Mesmo enquanto a indústria cresce no Brasil, os gestores de fundos no país estão bem conscientes sobre o que está acontecendo no exterior. Os EUA tiveram em 2019 mais fechamentos de fundos de hedge do que lançamentos pelo quinto ano, um baque para um mercado de US$ 3 trilhões que já fez nascer muitos milionários. Os investidores tiraram quase US$ 98 bilhões no ano passado, mais do que o dobro do valor em 2018, pois taxas de administração elevadas e retornos medíocres levaram à busca por rendimento em outro lugar, de acordo com os dados do eVestment.

A corrida para os ETFs é apenas uma das mudanças sísmicas que abalam o mundo dos investimentos desde que Jakurski começou. A “obsessão” por investimentos passivos, ele adverte, traz riscos sistêmicos. “Os ETFs oferecem liquidez imediata, mas os ativos que replicam os índices não têm necessariamente esse tipo de liquidez”, diz ele.

Ele fala sobre outras mudanças, que diz terem transformado o mercado em um “cassino”. O relaxamento quantitativo é outro tema que merece críticas de Jakurski. “Só as pessoas mais ricas que têm ativos financeiros se beneficiam”, diz ele. “As pessoas pobres estão bravas, dizendo: ‘Este sistema aí não me interessa.’”

O próprio Jakurski parou de negociar ações fora do Brasil e, em vez disso, planeja retornar às suas raízes de crédito. Ele deseja continuar a desenvolver negócios na JGP para coletar informações sobre preços e volume de negócios da dívida corporativa brasileira no mercado secundário. A empresa já usa hoje esses dados para criar um índice.

Sete minutos depois do início da entrevista de duas horas, o telefone de Jakurski toca. “Espere, espere”, diz ele. No outro extremo da linha, o filho mais novo de Jakurski está ligando de Harvard. Paulo Roberto, nome em homenagem a Guedes, planeja seguir os passos de seu pai de outras maneiras também: ele deve assumir a gestão dos investimentos da família.

Jakurski escuta por um momento. “Eu disse para você não ficar vendido no S&P na véspera de uma reunião do Fed. Você viu a mensagem, mas não tomou atitude, né?” – diz ele, sem mudar seu tom de voz. Outra pausa. “Bem, então zera esse troço.”

O lendário gestor de fundos, ao que parece, ainda tem seus aprendizes – mesmo que nem todos sigam sistematicamente a “escola Jakurski.”

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Mercado começa a trabalhar com novo corte da Selic em meio a preocupações com coronavírus

SÃO PAULO – De olho nas consequências da epidemia de coronavírus sobre a economia global e, especialmente, sobre a atividade brasileira, algumas instituições financeiras começam a revisar seus cenários-base embutindo novos cortes da taxa básica de juros, ainda que a previsão oficial do mercado siga apontando para uma Selic estável em 4,25% ao ano em dezembro.

A Novus Capital faz parte desse grupo, com a redução, nesta segunda-feira (2), da projeção para a Selic em 2020, de 4% para 3,5% ao ano, com três cortes de 0,25 ponto percentual. A mudança foi feita após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) divulgar que está monitorando a epidemia e que poderá agir de forma apropriada, se necessário.

Hoje, os bancos centrais do Japão e da Europa também sinalizaram novas atuações para garantir a estabilidade financeira, em meio ao surto da doença.

Para discutir possíveis medidas de emergência para os países afetados pelo vírus, o Eurogrupo, grupo informal que reúne os ministros das Finanças dos países da União Europeia, marcou uma teleconferência com os ministros da Economia para esta quarta-feira (4).

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Na avaliação de Luiz Eduardo Portella, sócio e gestor de portfólio de renda fixa da Novus, com um crescimento mais comedido da atividade econômica mundial, são esperados novos cortes na taxa de juros americana, movimento que tende a ser repassado para o Brasil.

As reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) dos bancos centrais brasileiro e americano acontecem nos próximos dias 17 e 18 de março, e vão decidir o rumo das taxas de juros nos dois países.

Para 2021, Portella espera que a taxa básica de juros fique em torno de 5% ao ano. “Se voltar a subir, vai ser uma boa notícia. Com o estímulo monetário dos bancos centrais e uma atividade mais forte, os juros poderiam voltar a subir”, diz.

Em entrevista ao InfoMoney, Márcio Appel, sócio e fundador da Adam Capital, disse mais cedo que a combinação de crescimento econômico baixo, inflação sob controle e os esperados impactos da disseminação do coronavírus deve levar o Banco Central a reduzir ainda mais os juros no Brasil.

“Não há motivos para o BC parar de cortar os juros. Todas as variáveis indicam isso”, afirmou. “Um ritmo de redução de 0,25 em 0,25 ponto percentual parece adequado.”

Sob efeito do exterior

Na Occam, diante de um cenário mais incerto para as economias mundiais, a expectativa de manutenção da Selic também foi revisada para baixo, de 4,25% para 3,25% ao ano.

“O movimento de revisão da atividade global e doméstica para baixo, com uma inflação bem-comportada no Brasil e um ambiente internacional de corte de juros, vão levar o BC a cortar a Selic novamente”, afirma Pedro Dreux, gestor macro da Occam.

Entre os principais gatilhos para cortes adicionais na Selic, Dreux destaca a ação coordenada dos bancos centrais mundiais, que vêm sinalizando, desde sexta-feira, uma flexibilização monetária.

O gestor assinala que a curva de juros americana precifica atualmente um corte de 0,50 ponto percentual do juro básico já na próxima reunião, e avalia que o BC brasileiro acompanharia o movimento na mesma magnitude, levando a Selic para 3,75% neste mês.

Diante dessa visão, a Occam, antes posicionada na parte mais longa da curva de juros, optou por encurtar a duration (prazo médio mínimo do investimento) das posições, focando no potencial de valorização dos papéis com vencimentos mais curtos.

Outra casa que vem trabalhando com expectativa de juros mais baixos neste ano é o UBS, que espera mais um corte da Selic, para 4%. O banco revisou, no início de fevereiro, a previsão para o crescimento do PIB brasileiro neste ano de 2,5% para 2,1%, mas aumentou a projeção para a expansão de 2021, de 2,5% para 2,8%.

Cautela poderá imperar?

Há uma parte do mercado, contudo, que segue apostando em um Banco Central mais conservador, pelo menos por ora.

Para Marcelo Giufrida, sócio e CEO da Garde Asset Management, o BC deve seguir com uma postura cautelosa, tendo a necessidade de uma ruptura muito relevante para mudanças de rumo.

“Olhando só para a inflação, ele teria espaço para cortar os juros. Mas o próprio Banco Central se colocou numa situação de maior cautela para não fazer um movimento de curto prazo, então acho que tenderia a aguardar um pouco mais de informações para se posicionar”, diz Giufrida.

A Garde mantém a expectativa de Selic estável em 4,25% ao ano em 2020, mas deve monitorar a situação, especialmente os próximos passos dos bancos centrais, ainda que Giufrida assinale que o BC brasileiro se coloca de certa forma fora do círculo de outras autoridades monetárias.

Carro-chefe da casa, o multimercado D’Artagnan tem hoje uma posição estratégica mais focada em Bolsa que em juros e, segundo o CEO da gestora, a forte queda dos ativos na semana passada foi aproveitada para um reforço de posições em ações já detidas pelo fundo. “A situação está muito fluida, não queremos tomar posições muito grandes sem ter clareza.”

Solange Srour, economista-chefe da ARX Investimentos, também não alterou o cenário de Selic estável em 4,25% neste ano, mas, diferentemente de Giufrida, acredita que, se houver uma ação coordenada dos bancos centrais, dificilmente o brasileiro vai passar imune.

Para ela, contudo, não serão novos cortes de juros os responsáveis por ajudar a economia a deslanchar, mas, sim, a parte política, com o avanço da agenda de reformas no Congresso. “Em um ambiente político tão estacionado como o que estamos vivendo e com dúvidas sobre o que vai vir pela frente, a ação do Banco Central ficaria inócua.”

Embora a expectativa para a inflação neste e no próximo ano siga benigna, a economista vê com preocupação a escalada da cotação da moeda americana. “Não vejo o dólar saindo de R$ 3,80 para R$ 4,50 e um pass-trough [repasse] igual a zero. Em algum momento, isso vai aparecer na inflação, o que levaria o Banco Central a ser mais cauteloso”, diz.

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UBS mantém otimismo com Bolsa brasileira e rejeita comparação com crise de 2008

SÃO PAULO – A forte queda das bolsas mundiais, inclusive a brasileira, na última semana pode ter assustado uma boa parte dos investidores, mas não deve ser considerada um divisor de águas em termos de fundamentos e perspectivas. Na visão da equipe do UBS Wealth Management, o movimento de aversão a risco fez parte de uma correção dentro do esperado e a avaliação do mercado de ações brasileiro segue positiva.

“Não mudamos nossa alocação. Seguimos underweight [com exposição abaixo da média do mercado] em papéis prefixados e pós-fixados e strong overweight [exposição muito acima da média do mercado] em Bolsa”, afirma Ronaldo Patah, estrategista para mercados emergentes do UBS Wealth Management. “Mantivemos essa alocação, porque nosso cenário base é que a situação se normalize até o fim de março ou começo de abril.”

Em entrevista ao InfoMoney, Patah destacou que a expectativa de impacto do surto de coronavírus na atividade econômica neste ano justifica a correção de preços dos mercados vista nos últimos dias, ainda mais nos Estados Unidos, onde as bolsas operavam nas máximas históricas. Depois da queda de 8,4% do Ibovespa na semana passada, o índice opera em alta na tarde desta segunda-feira.

“Mesmo com a retomada ao longo do segundo semestre, há um impacto estatístico no PIB do ano que só vai ser compensado em 2021”, pontuou.

Para o estrategista, a tensão sobre os mercados deve continuar enquanto não houver estabilização no número de novos casos fora da China e, posteriormente, uma redução.

Ainda que não haja uma recessão de fato, Patah diz esperar um impacto relevante da epidemia sobre o PIB global, o que justifica, inclusive, a sinalização mais recente do Federal Reserve (Fed). Jerome Powell, presidente do banco central americano, disse na sexta-feira (28) que está monitorando a epidemia e que agirá de forma apropriada, se necessário.

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Com uma recomendação permanente de carteira diversificada entre diferentes classes de ativos (renda fixa, renda variável, mercado imobiliário, mercado internacional e fundos multimercados), a orientação da área de gestão de patrimônio do UBS aos clientes foi não reagir ao estresse da última semana. “A carteira como um todo não sofreu tanto. A grande recomendação foi ‘não faça nada’”, afirmou Patah.

2020 não é repetição de 2008

Embora as bolsas americanas tenham tido as maiores perdas em uma semana desde a crise de 2008, o estrategista refuta a comparação, ao destacar que os dois cenários são bastante diferentes e apontar que o contexto atual não representa um choque de demanda permanente.

“Em 2008, houve uma crise de crédito com quebra de bancos, uma incerteza global muito grande com aumento do desemprego. Agora é uma contenção. Você vai deixar de consumir, mas não desistiu de consumir. É uma ‘postergação’ de crescimento, não uma reversão de tendência de crescimento. Por isso não mudamos o call de brasil e continuamos otimistas.”

O UBS revisou, no início de fevereiro, a previsão para o crescimento do PIB brasileiro neste ano de 2,5% para 2,1%, mas aumentou a projeção para a expansão de 2021, de 2,5% para 2,8%. Nesta quarta-feira, será divulgado o desempenho do PIB brasileiro do último trimestre de 2019. O UBS espera mais um corte da Selic neste ano, para 4%.

Patah ainda destacou estar mais otimista com o cenário político, em meio à ameaça global estabelecida pela escalada dos casos de coronavírus. Em sua avaliação, o Congresso tem hoje maior incentivo para atuar diante do efeito da doença sobre a economia, com a possibilidade de as reformas serem encaminhadas em um ritmo mais acelerado, inclusive por conta das eleições do segundo semestre.

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Márcio Appel: gestor espera novos cortes de juros no Brasil e tem ouro e dólar na carteira

SÃO PAULO – Crescimento econômico baixo, inflação sob controle e agora os esperados impactos da disseminação do coronavírus. Essa combinação de fatores deve levar o Banco Central a reduzir ainda mais os juros no Brasil, na visão do gestor Márcio Appel, sócio e fundador da Adam Capital.

“Não há motivos para o BC parar de cortar os juros. Todas as variáveis indicam isso”, afirmou ao InfoMoney. “Um ritmo de redução de 0,25 em 0,25 ponto percentual parece adequado”, acrescentou, mas sem cravar um número para a Selic, a taxa básica de juros da economia.

Por enquanto, a maioria dos analistas do mercado financeiro vê a Selic sendo mantida em 4,25% ao longo de 2020, segundo um relatório do BC divulgado hoje.

Para Appel, a disseminação do coronavírus reforça a tendência deflacionária no Brasil. “O impacto ainda não aparece nos dados sobre a economia brasileira, mas já é visível nos números da China.”

Com juros mais baixos, o real deve continuar desvalorizando, acredita o gestor. Ele já vinha prevendo a depreciação da moeda há alguns meses.

O vírus deve prejudicar o crescimento da economia global e, na opinião de Appel, isso será combatido com uma política monetária expansionista, já que a inflação baixa abre espaço para novas quedas de juros em diferentes países. “É uma reação mundial.”

Ouro, dólar e Vale na carteira

O gestor disse também que fez algumas mudanças nas carteiras dos fundos da Adam nos últimos meses. Reduziu as posições “vendidas” (que dão retorno quando os preços de determinados ativos caem) e está com mais posições “compradas”, que podem se beneficiar de um cenário global mais complicado.

As mudanças renderam bons desempenhos para os fundos da Adam neste ano, depois dos resultados ruins de 2019 e 2018. O Adam Macro rendeu 2,60% em 2020, enquanto o Advanced teve um retorno de 5,53% e o Strategy, de 3,24%.

“Reequilibramos o portfólio para aproveitar os ativos que devem se beneficiar da esperada expansão monetária no exterior”, disse Appel. Houve, por exemplo, uma diminuição na posição vendida em ações americanas.

Entre as principais posições compradas dos fundos, estão investimentos em ouro e apostas na alta do dólar em relação a uma cesta de moedas (incluindo o real).

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Os portfólios dos fundos também incluem “um pouco” de ações brasileiras. “A Bolsa não está barata, mas melhorou um pouco com a queda recente.”

Entre essas ações, estão Vale e Petrobras. “O preço atual dos papéis da Vale aguenta muito desaforo. Se o valor do minério de ferro despencar, a economia mundial estará numa situação complicada e temos outros investimentos que ganharão nesse cenário.”

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Como ganhar R$ 552,00 em 3 passos (que pouca gente sabe)

venda de milhas

Com a Selic em 4,25% está cada vez mais difícil encontrar algum investimento em renda fixa que pague algo semelhante a 1% ao mês.

É por isso, que quem ganhar dinheiro precisa estar atento a outras maneiras de diversificar seu portfólio.

Fundos multimercados, ETFs, ações são algumas alternativas mostradas por especialistas. No entanto, eles oferecerem um alto risco.

Porém, há uma outra maneira que apresenta um bom rendimento e é menos arriscada do que os investimentos citados anteriormente: a venda de milhas.

Quer saber como fazer isso? Confere o vídeo do Thiago Nigro, O Primo Rico.

Podcast

Max Oliveira, CEO da MaxMilhas, foi o convidado do PrimoCast, um dos principais podcasts de finanças do país. Max contou como transformou uma necessidade em um case de sucesso.

Ele também falou sobre a estratégia para tornar a empresa no novo unicórnio brasileiro e claro, sobre venda de milhas.

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