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Ceticismo de investidores com relação a desempenho de ações brasileiras em 2020 aumenta, mostra BofA

SÃO PAULO – Com estimativas cada vez menores para o desempenho da economia brasileira em 2020 e com a forte volatilidade dos ativos de renda variável em meio ao coronavírus, investidores estão com expectativas mais contidas para o comportamento das ações brasileiras neste ano. É o que mostra a pesquisa “Latam Fund Manager”, elaborada pelo Bank of America com gestores de recursos e feita entre os dias 3 e 9 deste mês.

De acordo com o levantamento, apenas 43% dos participantes acreditam que as ações brasileiras terão uma boa performance nos próximos seis meses. Em março, o percentual era de 56%, enquanto, em janeiro, mais de 80% dos entrevistados estavam otimistas com a Bolsa.

Após queda da ordem de 30% do Ibovespa no último mês, metade dos entrevistados vê o principal benchmark da Bolsa brasileira negociando entre 80 mil e 95 mil pontos em dezembro. A pontuação, que no mês anterior só era estimada por 7% dos entrevistados, implicaria valorização de até 17,3% em relação ao patamar atual.

Além disso, diferentemente de março, nenhum gestor vê o Ibovespa negociando acima dos 110 mil pontos.

Sob o impacto da Covid-19, a atividade brasileira deve ter contração de 3% a 4% em 2020, segundo 50% dos entrevistados da pesquisa. Com relação à Selic, 87% dos entrevistados esperam novos cortes pelo Banco Central.

Entre os principais fatores que podem trazer o crescimento de volta para o Brasil, a maior parte dos entrevistados destaca a melhora do cenário externo. Na sequência, aparece o retorno do investimento privado.

América Latina

Apesar de perspectivas mais baixas para as ações brasileiras, na América Latina como grupo, os gestores se dizem mais propícios a aumentar a fatia de risco. Segundo a pesquisa do banco americano, 46% pretendem aumentar a alocação em ações, acima dos 29% em março.

A maior parte dos investidores possui posição “overweight” (acima da média) em consumo discricionário e utilities. Financeiras e bens de consumo aparecem na sequência.

Questionados sobre a recuperação das economias da América Latina, 60% dizem acreditar que será lenta ou não acontecerá no curto prazo. Assim como na pesquisa global, a maior parte dos entrevistados (73%) espera uma recuperação em tendência de “U”.

Divulgada mensalmente, a pesquisa com foco na América Latina do BofA consultou na edição de abril 30 gestores, com um total de US$ 60 bilhões em recursos sob gestão.

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Justiça suspende regularização de CPF para recebimento dos R$ 600

A exigência de regularização do CPF (Cadastro de Pessoa Física) para o recebimento do auxílio emergencial no valor de 600 reais foi suspensa, na noite da última quarta-feira, 15,  pelo juiz federal Ilan Presser, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1). 

A decisão atende uma liminar do governo do Pará e é válida para todo o país.

Segundo a ação ajuizada, a exigência de regularização do CPF tem causado aglomerações em sedes da agências da Receita, agências bancárias e Correios, o que vai contra as orientações de manter o distanciamento social para evitar a propagação do novo coronavírus (Covid-19) emitida pela  Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde. 

De acordo com a deliberação do juiz, a Caixa e a Receita Federal têm o prazo de até 48 horas para cumprir a decisão, sob pena de multa diária, no valor de  5 mil reais. 

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Pagamento dos R$ 600 para Bolsa Família começa nesta quinta-feira

A Caixa inicia, nesta quinta-feira, 16, o pagamento da primeira parcela do auxílio emergencial no valor de 600 reais para as pessoas inscritas no Bolsa Família

Neste primeiro lote de pagamento, estão contemplados os beneficiários do programa cujo último dígito do Número de Identificação Social (NIS) é igual a 1. A estimativa que o pagamento seja feito para 1.360.024 de pessoas. 

Na sexta-feira, 17, é a vez dos 1.359.786 beneficiários do Bolsa Família cujo último dígito do NIS é igual a 2 receberem a o auxílio emergencial.  O calendário seguirá a ordem de pagamento do Bolsa Família.

O pagamento do auxílio aos inscritos no Bolsa Família será feito automaticamente, ou seja, os beneficiários não precisaram se cadastrar no programa. Neste caso, só recebem o auxílio se ele for mais vantajoso do que o valor recebido pelo Bolsa Família. Veja o calendário de pagamento da primeira parcela: 

Data de pagamento Beneficiários do Bolsa Família
16 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 1
17 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 2
20 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 3
22 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 4
23 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 5
24 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 6
27 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 7
28 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 8
29 de abril de 2020 pagamento para final do número de identificação social 9
30 de abril de 2020 pagamento para final do número de identificação social 0

Quem já recebeu

Segundo a Caixa, o auxílio emergencial foi pago, até o momento, a mais de 4,9 milhões de brasileiros, que receberam juntos 3,2 bilhões de reais.

Até às 17h de quarta-feira (15), mais de 36,3 milhões de brasileiros já haviam se cadastrado no aplicativo e no site do banco para receber o benefício.

No início da semana, a Caixa começou o pagamento de 600 reais do auxílio emergencial para os inscritos no Cadastro Único, Microempreendedores Individuais, informais, contribuintes individuais do INSS que se inscreveram no programa e para as mulheres com filhos chefes de família. 

Tire suas dúvidas sobre o auxílio emergencial

Quem tem direito ao benefício?

1. Trabalhadores que cumpram uma das condições:

  • Ser microempreendedor individual (MEI)
  • Ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS)
  • Ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único — quem não estiver cadastrado poderá fazer uma autodeclaração por meio de aplicativo que estará disponível nesta terça-feira, 7 de abril
  • Ter cumprido o requisito de renda média até 20 de março de 2020

2. Ter mais de 18 anos

3. Família com renda mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (522,50 reais) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (3.135 reais)

4. Não ter tido rendimentos tributáveis, em 2018, acima de 28.559,70 reais

Quem não tem direito ao auxílio

  1. Quem tem emprego formal ativo;
  2. Pertence à família com renda superior a três salários mínimos (R$ 3.135,00) ou cuja renda mensal por pessoa maior que meio salário mínimo (R$ 522,50);
  3. Está recebendo Seguro Desemprego;
  4. Está recebendo benefícios previdenciários, assistenciais ou benefício de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família;
  5. Recebeu rendimentos tributáveis acima do teto de R$ 28.559.70 em 2018, de acordo com declaração do Imposto de Renda.

Quantas pessoas podem ser beneficiadas por família?

No máximo duas pessoas por família podem receber o auxílio emergencial de R$ 600. As mães chefes de família têm direito a receber o benefício em dobro, ou seja, R$ 1.200.

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Aluguéis sobem mais do que a inflação em fevereiro, de acordo com FipeZap

O preço médio dos aluguéis de imóveis residenciais no país teve alta nominal de 0,51% em fevereiro, superando a inflação do período de 0,25%, de acordo com informações compiladas pelo Índice FipeZap de Locação Residencial. Brasília foi a capital dentre as 11 monitoradas pelo indicador que apresentou a maior alta, de 1,24%, seguida por Salvador com 0,85% e São Paulo com 0,70%. Apenas duas capitais registraram queda: Fortaleza com recuo de 0,86% e Porto Alegre com retração de 0,13%.

Em 12 meses, as locações acumulam uma alta nominal de 4,75%, ficando acima, portanto, do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mesmo período, de 4,01%. Nessa janela temporal, Florianópolis registra o maior aumento nominal de 14,57%, seguido por Curitiba com 13,31% e Porto Alegre com 7,58%. Em contrapartida, Salvador é a única dessa lista a registrar ligeira queda nominal no preço do aluguel residencial, com recuo de 0,14%.

Com base em dados das 25 cidades monitoradas pelo índice, o preço médio do aluguel encerrou o primeiro bimestre em 30,06 reais por metro quadrado. São Paulo é a capital com o preço médio de locação residencial mais alto, de 40,01 reais por metro quadrado, seguido por Brasília com 31,19 reais e Rio de Janeiro com 30,70 reais. Na outra ponta, estão Fortaleza com 17,18 reais o metro quadrado, Goiânia com 17,30 reais e Curitiba com 21,18 reais.

Já o retorno médio do aluguel residencial anualizado – calculado a partir do preço médio de locação e do valor de venda – ficou em 4,77% em fevereiro (alta de 0,27 ponto percentual em 12 meses).

Rentabilidade do aluguel por cidade (anualizado / em %)

Cidade Rentabilidade
Santos (SP) 7,23
Praia Grande (SP) 7,11
Barueri (SP) 6,38
Recife (PE) 5,74
São José dos Campos (SP) 5,47
São Paulo (SP) 5,32
São José (SC) 5,3
Salvador (BA) 5,26
Guarulhos (SP) 5,24
Brasília (DF) 5,06
Pelotas (RS) 5,04
São Bernardo do Campo (SP) 5,03
Ribeirão Preto (SP) 4,99
Porto Alegre (RS) 4,92
Santo André (SP) 4,91
Campinas (SP) 4,8
Goiânia (GO) 4,79
Média das 25 cidades 4,77
Joinville (SC) 4,7
São José do Rio Preto (SP) 4,65
Florianópolis (SC) 4,5
Curitiba (PR) 4,22
Rio de Janeiro (RJ) 3,9
Belo Horizonte (MG) 3,9
Fortaleza (CE) 3,54
Niterói (RJ) 3,5

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Devido ao isolamento social, acesso a aplicativos financeiros aumenta 35%

A pandemia do novo coronavírus tem levado as pessoas a acessar os aplicativos de finanças com mais frequência. No Brasil, houve aumento de 35% no número de horas gastas nesses apps entre a última semana de dezembro e primeira de março, de acordo com levantamento feito pela Liftoff, empresa de marketing de aplicativos, em parceria com o App Annie. Na Coreia do Sul e no Japão, o salto foi de 85%.

“É natural que as pessoas acessem mais os apps financeiros, já que as agências bancárias estão fechadas. Além disso, o auxílio emergencial pode ser requerido via aplicativo, o que deve aumentar ainda mais a movimentação”, analisa Antonio Affonseca, responsável pela operação da Liftoff no Brasil, em nota.

No ano passado, as pessoas acessaram mais de 1 trilhão de vezes aplicativos de finanças. Esse número é duas vezes maior do que o registrado em 2017 e foi puxado principalmente pela Indonésia, que viu os acessos aumentarem 115% no período, e pela Índia, com alta de 95%

Já em mercados desenvolvidos, o avanço foi mais comedido. Na França, por exemplo, o crescimento foi de 15%, enquanto na Alemanha e no Japão foi de 30%. No Canadá, o avanço foi de 2% e nos Estados Unidos, de 10%.

No ranking de acessos a aplicativos financeiros, o Brasil aparece na terceira colocação, ficando atrás apenas da China e da Índia. Com cerca de 550 fintechs em operação no país, o Nubank é o app mais acessado, seguido pelo FGTS, pela Caixa Econômica e pelas carteiras digitais PicPay e Mercado Pago.

“O Brasil vem se mostrando um terreno muito fértil para fintechs e outras alternativas mais tecnológicas e menos burocráticas para cuidar do dinheiro. Nesse sentido, os aplicativos de finanças têm tudo para continuar crescendo e se consolidando no país, tanto os bancos mais modernos e 100% digitais, quanto os mais tradicionais”, afirma Affonseca.

Aumento da média de horas gastas com apps financeiros durante a pandemia 

País Variação (em %)
China 15
Brasil 35
Estados Unidos 35
Coreia do Sul 85
Rússia 50
México 10
Japão 85
Alemanha 20
Reino Unido 5

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Confira os números sorteados no concurso 2.252 da Mega-Sena

Ninguém acertou os seis números do jogo da Mega-Sena sorteado pela Caixa nesta quarta-feira (15). As dezenas sorteadas no concurso 2.252 foram: 01 17 30 37 46 50.

Mesmo sem um ganhador do prêmio principal, 20 apostas acertaram os números da quina e vão receber R$ 83.292,59 cada uma. Além disso, a quadra também foi sorteada para 1723 apostas, que vão levar R$ 1.381,18 cada.

O sorteio foi realizado no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo.

O próximo concurso (2.253) será sorteado no sábado (18) e tem como estimativa pagar R$ 20 milhões a quem acertar os seis números.

As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país, pela internet e também pelo aplicativo Loterias Caixa, para iPhone. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

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Número de clientes ativos da XP sobe 20% e ultrapassa 2 milhões de pessoas

Apesar das incertezas financeiras provocadas pela pandemia do novo coronavírus, o número de clientes ativos da corretora XP aumentou 20% no primeiro trimestre de 2020, chegando a 2,03 milhões.

Os investidores também aportaram mais recursos nos produtos oferecidos pela plataforma. O resultado disso foi uma entrada mensal maior de recursos, que passou de 11 bilhões de reais no quatro trimestre de 2019 para 12 bilhões de reais, de acordo com números preliminares. A maior parte desse montante foi alocada em fundos e em ativos de renda fixa.

A entrada de 36 bilhões de reais no primeiro trimestre, no entanto, não foi suficiente para impedir a queda no valor total sob custódia da companhia, que passou de 409 bilhões de reais no quarto trimestre para 336 bilhões de reais. A explicação para o número menor, segundo Bruno Constantino, diretor financeiro da XP, é que alguns clientes precisaram reestruturar suas carteiras. “Mas o impacto financeiro disso na receita é praticamente nulo”, afirmou em conversa com jornalistas.

A expectativa é de um aumento de mais de 60% na receita bruta no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Se a projeção se confirmar, a XP deve alcançar 1,6 bilhão de reais. O percentual é bem maior do que a meta anual de crescimento da receita bruta fixada em 35%.

A margem líquida ajustada, por sua vez, deve saltar de 18% para 22% no período analisado, permanecendo dentro da faixa estimada para os próximos três a cinco anos de algo entre 18% e 22%.

A XP anunciou ainda que tem bastante capital, cerca de 7 bilhões de reais em caixa, para conseguir navegar contra a tempestade financeira.

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Gestores de fundos multimercado começam a migrar apostas para Bolsa americana

SÃO PAULO – A queda da ordem de 32% da Bolsa neste ano tem despertado, desde o início da crise gerada pela pandemia do coronavírus, dúvidas de investidores com relação ao que fazer com os investimentos. Sacar os recursos do mercado de ações, em meio a incertezas cada vez maiores e de expectativas gradualmente piores para o desempenho da economia global, em especial a brasileira? Ou aproveitar a forte baixa de preços para recompor o portfólio, de olho em uma retomada no longo prazo?

Por ora, grandes gestores de recursos têm sinalizado cautela com suas decisões no mercado brasileiro. Quem tem caixa tem buscado as distorções de preços para comprar ações que já faziam parte de suas estratégias ou promover pequenas realocações. O foco está em companhias com negócios mais resilientes, baixo endividamento e gestão alinhada.

As maiores incertezas sobre o Brasil e os impactos mais profundos a serem sentidos na economia local impedem, contudo, posições arrojadas no mercado acionário, no momento. E as preferências se voltam para outra praça: a americana. (leia mais nesta matéria)

Diante da expectativa de uma retomada mais rápida da economia (e do mercado) na crise e com maior oferta de ações para a diversificação no novo contexto, a alocação em empresas de Wall Street tem ganhado espaço nas carteiras de grandes gestores de fundos multimercado, principalmente as do setor tecnológico, beneficiadas pelas mudanças em curso.

A Verde Asset, por exemplo, adotou, a partir do início da crise, uma estratégia de aumentar gradualmente as posições do renomado fundo Verde em ações com foco no mercado americano, tido como o mais resiliente e com possibilidade de retomada anterior a de outros países.

Em março, a Verde informou que seu fundo mantinha por volta de 20% do portfólio em ações no Brasil, mesmo percentual da exposição em ações globais.

Neste mês, a gestora reforçou que, com uma ampla gama de nomes de empresas de tecnologia à disposição, o mercado acionário americano representa hoje a melhor oportunidade para tirar proveito do ciclo de recuperação previsto. “O mercado já precificou uma brutal queda de lucratividade das empresas”, escreveram os gestores do fundo, aos cotistas.

Em meio à pandemia, as grandes empresas americanas de tecnologia despontam entre as maiores beneficiárias das mudanças de hábito estruturais geradas pelo confinamento, assinalou a Verde.

Ajustes na parcela de risco

Nos fundos multimercado da Bahia Asset, a opção para março foi trocar parte da carteira direcional comprada em bolsa no Brasil para o mercado acionário americano. A expectativa é de que as empresas do S&P 500 consigam reagir primeiramente à retomada no pós-crise.

“Ao longo do mês, seguimos implementando sucessivas reduções de risco e dando continuidade aos movimentos que vínhamos fazendo desde janeiro, diminuindo nossa exposição bruta e líquida comprada e ajustando a carteira para essa relevante mudança de cenário”, disse a gestora, em carta aos investidores.

A Legacy Capital também informou estar, “de forma paciente e cuidadosa”, aumentando progressivamente as posições compradas em ações americanas. “Por suas características de adaptabilidade, robustez e dinâmica, enxergamos a economia dos Estados Unidos como sendo a mais apta a recuperar-se com rapidez após este episódio”, diz a gestora, em sua carta mais recente aos investidores.

Na avaliação da casa, o Brasil está em uma posição particularmente frágil, diante de uma economia que já crescia a um ritmo lento antes da epidemia de coronavírus e com a expectativa de aumento da dívida pública no novo contexto.

Com um discurso de cautela e à espera de uma contração de 5% do Brasil em 2020, a SPX não tem alocações direcionais relevantes na Bolsa local. Já no mercado acionário internacional, a gestora está priorizando setores e empresas mais resilientes.

A casa tem posições compradas nos setores de consumo básico, saúde, tecnologia e em algumas empresas defensivas do setor industrial. As posições vendidas estão concentradas em índices e setores tidos como mais frágeis, como varejo, energia e automotivo.

Embora a atividade econômica chinesa mostre sinais de recuperação, a SPX assinalou, na carta aos cotistas referente ao mês de março, que há enorme incerteza quanto ao ritmo da retomada, e que há risco de a atividade global permanecer abaixo da capacidade por muitos meses.

Nos países emergentes, a SPX enxerga um desafio ainda maior. Diferentemente de 2008, a China e as commodities não serão uma fonte de ajuda, alerta a gestora. Em live realizada ao fim de março, Rogério Xavier, fundador da SPX, recomendou aos investidores tomarem cuidado, terem pouco risco, e sinalizou que o melhor, por ora, é aguardar.

Confira a seguir o desempenho dos fundos multimercado das gestoras mencionadas em março e no primeiro trimestre de 2020.

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Cautela ainda é palavra de ordem

Se uma parte dos grandes gestores tem migrado as carteiras para as bolsas americanas, outra parcela segue bastante resistente à tomada de risco.

José Tovar, CEO da Truxt, ressalta que o cenário é de baixa visibilidade, dadas as incertezas com relação à data e à velocidade de saída da quarentena. E a recuperação econômica não deve ser rápida, na avaliação da gestora.

Desde o início de fevereiro, o fundo multimercado macro da casa carregava pouco risco na carteira, e pretende seguir nesta toada. “Não sabíamos que teria uma crise de pandemia, mas achávamos os mercados muito esticados, e resolvemos reduzir o risco. Saímos de Bolsa uma semana antes do carnaval”, diz Tovar. “Focamos muito em preservação de capital e, quando não vemos retornos para risco, zeramos a aposta.”

Atualmente a gestora segue sem posição em Bolsa por conta das incertezas referentes à crise, com preferência por posições defensivas.

Outra gestora de fundos multimercado com uma postura mais cautelosa é a Kapitalo, que reduziu o risco de forma generalizada, em função do forte aumento de incertezas relacionadas ao crescimento global. Em sua carta aos cotistas referente ao mês de março, a gestora contou ter diminuído “significativamente” as posições compradas em ações brasileiras e globais.

A postura conservadora decorre do prognóstico para a economia local – a Kapitalo estima queda superior a 5% do PIB brasileiro em 2020. “O governo está adotando diversas medidas fiscais e o Banco Central deverá promover novos cortes da taxa Selic com o intuito de evitar que este intenso choque negativo na atividade crie condições para o estabelecimento de um equilíbrio perverso de longo prazo.”

O grau de endividamento do país, contudo, deve impor cautela na implementação de medidas fiscais anticíclicas, diz a gestora, que também espera que a política monetária seja ainda mais afrouxada.

A Ibiuna, por sua vez, reduziu as posições mais arriscadas do multimercado Ibiuna Hedge FIC FIM em renda variável direcional, assim como a exposição a moedas emergentes. Foram ampliados, contudo, os hedges (proteções) contra cenários extremos, via aumento da posição aplicada em títulos do Tesouro americano e na compra de dólar contra real.

A visão é de que, ainda que haja oportunidades atrativas na renda variável, a elevada volatilidade dessa classe de ativos somada às incertezas, demandam prudência na alocação de risco. “Neste momento, preferimos observar de fora a correr o risco de ‘queimar a largada’ nesta que pode ser uma ótima oportunidade mais à frente”, escreve a gestora.

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Pausa no financiamento de imóvel pode dobrar valor das prestações

A pausa de 60 dias no financiamento do imóvel, oferecida pelos bancos em razão da pandemia do novo coronavírus, tem um custo ao mutuário que não é pequeno. Apesar de as três parcelas que não forem pagas agora serem diluídas no saldo devedor, ao final do contrato isso significa pagar o dobro do valor.

Isso porque os juros são somados ao saldo devedor para quitação no final do financiamento.

É o que aponta simulação feita por Marcelo Prata, especialista em crédito imobiliário e diretor da Resale. Um financiamento de um imóvel de R$ 500 mil, por exemplo, com saldo devedor de R$ 400 mil, postergar três parcelas equivale a pausar o pagamento de R$ 11.967,63. No final do financiamento, o mutuário terá pago R$ 22.726,75. Ou seja, praticamente o dobro: mais R$ 10.759,30.

No levantamento foi considerado que o mutuário acabou de contratar um financiamento. Ou seja, não pagou nenhuma parcela ainda e quer utilizar o benefício da prorrogação. Portanto, para quem já pagou a maior parte do financiamento, ou está na metade do tempo, esse efeito será menor.

A simulação levou em conta uma taxa de juros efetiva foi de 8,5% ao ano, para um financiamento de 360 meses pelo Sistema SAC. Não foi considerada a projeção de TR.

A Caixa ampliou o prazo para a postergação do financiamento do imóvel para 90 dias. Ou seja, o mutuário poderá deixar de pagar quatro parcelas. Nesse caso, o mutuário terá um ônus ainda maior ao longo do contrato.

Contudo, na semana passada, anunciou que a partir desta semana permitirá a pausa parcial, o que pode reduzir o ônus final que o mutuário terá ao prorrogar os valores.

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O valor mínimo para pagamento parcial é o valor do seguro e eventuais custos operacionais, que compõem o encargo mensal, sendo permitido que o cliente pague a  partir daí qualquer valor, definido no ato da negociação e mantido durante toda a vigência do pagamento parcial.

Veja abaixo a simulação de quanto a pausa de três parcelas no financiamento de imóveis custa para os mutuários em três exemplos de financiamentos: de um imóvel de R$ 300 mil, de R$ 500 mil e R$ 800 mil.

Valor do Imóvel R$ 300,000.00 R$ 500,000.00 R$ 800,000.00
Financiamento R$ 240,000.00 R$ 400,000.00 R$ 640,000.00
Valor Total do Financiamento:
Soma das 3 parcelas adiadas R$ 7,210.58 R$ 11,967.63 R$ 19,103.20
Sem prorrogar R$ 583,765.99 R$ 966,943.32 R$ 1,541,709.31
Prorrogando 3 meses R$ 597,474.54 R$ 989,670.07 R$ 1,577,963.36
Diferença no final -R$ 13,708.55 -R$ 22,726.75 -R$ 36,254.05

Segundo Prata, apesar de, no final das contas, se pagar quase o dobro do que se adiou, o fato é que um respiro nesse momento de crise é importante para entender como ficará a situação no emprego e fazer ajustes no orçamento.

“Mudanças como a que estamos vivendo precisam ser digeridas e um prazo de 90 dias é suficiente para abrirmos mão de gastos supérfluos e ajustar o orçamento para conseguir pagar o financiamento com mais folga”.

Com a possibilidade de pausa parcial das prestações, a recomendação é pausar apenas o valor estritamente necessário para se ganhar fôlego financeiro neste momento.

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Em meio a coronavírus, gestores têm maior posição em caixa desde atentado de 11 de setembro, diz BofA

One Hundred Dollar Bill With Medical Face Mask on George Washington

SÃO PAULO – Em um cenário de maior aversão a risco, com a escalada da disseminação do coronavírus, gestores de fundos de investimento têm optado por aumentar suas posições mais líquidas do portfólio.

E, seguindo a expressão “cash is king”, os níveis de caixa alcançaram seu maior nível desde o atentado de 11 de setembro, em 2001, subindo de 5,1%, em março, para 5,9%, em abril – acima da média dos últimos dez anos, de 4,6%. É o que mostra a pesquisa “Global Fund Manager”, elaborada pelo Bank of America com gestores de recursos e feita entre os dias 1 e 7 deste mês.

Diante de grandes incertezas e impactos ainda imensuráveis da crise nas economias, o apetite ao risco de investidores também registra seu menor patamar desde setembro de 2011, com 44% optando por não aumentar a parcela mais arrojada da carteira.

Em ações, as posições foram significativamente reduzidas, com 27% dos gestores afirmando estar com posição “underweight” (abaixo da média do mercado) – a menor alocação em 11 anos. A posição “overweight” (acima da média) no mercado acionário americano, contudo, subiu para 15%, tornando a região a preferida, após cinco meses perdendo a liderança para os emergentes.

Nos portfólios, o movimento tem sido o de saída de ativos cíclicos para a entrada em aplicações mais defensivas, mostra o levantamento.

Na parte comprada, a busca tem sido pela bolsa americana, nos setores de saúde, utilities e tecnologia, bem como bonds (títulos do governo). Na parte vendida (aposta na queda), investidores citam ações no geral, em especial nos segmentos de energia, materials, industriais, bancos e em papéis na zona do euro.

De olho em investimentos mais líquidos, investidores têm aumentado suas posições em instrumentos passivos, caso dos fundos de índice (ETFs), com uma média de 22% dos ativos sob gestão alocados nos produtos, segundo o BofA.

Ainda de acordo com a pesquisa, nos próximos 12 meses, 14% dos entrevistados pretendem mudar a exposição aos ETFs, com 26% cogitando aumentar a fatia e 11%, reduzi-la.

Recessão em 2020 e lenta recuperação

Com um maior pessimismo do mercado, atingindo seu pico neste mês de acordo com o banco americano, 93% dos entrevistados veem uma recessão em 2020, a maior parcela desde março de 2009.

A saída da crise também não deve ser rápida, aponta a pesquisa, com pouco mais da metade dos entrevistados vendo uma recuperação mais lenta, em trajetória em “U”.

Entre as maiores preocupações no horizonte, 57% destacam uma segunda onda de contaminações de coronavírus, enquanto 30% citam um evento de crédito sistemático.

Divulgada mensalmente, a pesquisa do BofA consultou na edição de abril 207 gestores, com um total de US$ 597 bilhões em recursos sob gestão.

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