Procon fiscaliza reajustes abusivos na venda de alcool gel e máscara

São Paulo – O Procon-SP, vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania, inicia nesta segunda-feira (16), a Operação Corona em farmácias e supermercados da capital. O objetivo é fiscalizar a abusividade na venda de álcool gel 70% e máscara de proteção, utilizadas como proteção contra o coronavírus.

Equipes de fiscalização vão comparar os valores praticados nos últimos três meses por meio de conferência de notas fiscais para verificar os aumentos de preços praticados nestes últimos dias.

O fabricante também será fiscalizado caso o revendedor alegue que está apenas repassando o reajuste.

A Operação, que será por tempo indeterminado, fiscalizará 60 estabelecimentos nesta segunda e terça-feira (16 e 17/3).

De acordo com o CDC é caracterizado como prática abusiva elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços e obter vantagem desproporcional. Se constatada a infração, o estabelecimento responderá a processo administrativo e poderá ser multado em valores de até R$ 10 milhões.

O consumidor que se deparar com algum valor de produtos ou serviços relacionados ao coronavírus que considere abusivo poderá registrar denúncia junto ao @proconsp: aplicativo, site e telefone 151 (para cidades atendidas pelo código de acesso 11).

O aplicativo pode ser baixado nas plataformas Android ou iOS (Play Store ou App Store). No site, basta clicar no botão “faça sua reclamação” para acessar a área de login e se cadastrar. O consumidor receberá um e-mail de confirmação de cadastro e acessando novamente poderá fazer sua reclamação no botão específico para o coronavírus.

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Viagens e eventos cancelados: veja quais são os direitos dos consumidores

São Paulo – A pandemia do novo coronavírus (COVID-19) e o aumento de casos no Brasil, que somam mais de 200 até esta segunda-feira (16), fizeram com que muitos estados entrassem em “quarentena voluntária” mudando a rotina dos consumidores. 

Quem tinha viagem agendada e hotel reservado, mas não irá por decisão própria ou porque o país fechou as fronteiras, como Argentina e países da Europa, têm o direito de pedir o ressarcimento integral do valor. É o que orienta a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP) e o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). 

“A pandemia é um evento extraordinário e inusitado. O consumidor não é obrigado a entrar em um avião ou ir a um evento. A saúde dele vem em primeiro lugar,” explica Fernando Capez, diretor-executivo do Procon. 

Sobre o ressarcimento, se a viagem foi paga à vista, o valor a receber tem que ser integral. Se o pagamento foi feito parcelado no cartão do crédito, o valor deve ser estornado na próxima fatura. 

Em caso de remarcação da data da viagem, a pessoa poderá ter que arcar com a diferença de preços, acrescenta o advogado Igor Marchetti, do Idec. “Se a viagem for postergada para uma época da alta temporada, por exemplo, é outro valor.” 

Companhias aéreas

A EXAME procurou as companhias aéreas para saber quais as orientações que estão sendo dadas aos clientes.

A GOL disse que está atenta ao caso e que segue as recomendações do órgão sanitário para tomar todas as medidas cabíveis, com o objetivo de proteger a segurança dos consumidores. Acrescentou ainda que está em contato com todos os clientes afetados para remanejar as viagens, sem custos adicionais. 

Para os voos nacionais e internacionais marcados para até 14 de maio de 2020, são as seguintes orientações:

  • Cancelamento e crédito: o consumidor poderá cancelar sua viagem e manter o valor em crédito para voos futuros. O valor estará disponível integralmente por um ano, a contar da data da compra;
  • Remarcação : a viagem deve ser remarcada para qualquer período dentro de 330 dias, a contar da data da compra. A taxa de remarcação não será cobrada, incidindo apenas a diferença entre as tarifas, se houver;
  • Cancelamento e reembolso: ao optar por cancelar viagens e solicitar reembolso, não haverá taxa de cancelamento. Contudo, a taxa de reembolso poderá ser cobrada, dependendo da regra da tarifa escolhida.

Os clientes da GOL podem entrar em contato com a companhia por meio do aplicativo ou pelo telefone: 0300 115 2121. A prioridade são para os voos marcados em até 72 horas.

Já a Azul disse está disponibilizando opções de remarcação de voos com origem ou destino em Lisboa ou Porto, América do Sul e Estados Unidos. A  medida vale para os clientes com passagens adquiridas para voos em março.

Os clientes da companhia poderão alterar a data, sem custo adicional, podendo adiar o voo para até 30 de junho de 2020. No caso, do cancelamento da viagem, deixando o valor como crédito para outros voos com a Azul, sem a aplicação de taxas por esse cancelamento.

Sobre o reembolso, a Azul informa que está disponibilizando a opção de reembolso integral da passagem para clientes com conexão em Lisboa ou Porto e que tem como destino ou origem a Itália.

A Latam informou que todos os passageiros que possuem voos nacionais ou internacionais afetados, e que viajam a partir de hoje (16 de março de 2020), podem reagendar seu voo gratuitamente até 31 de dezembro de 2020.

Disse ainda que os canais de atendimento ao cliente estão recebendo um grande número de consultas e solicitações, dificultando a atenção adequada a todos os pedidos. Para focar a atenção nos passageiros com pedidos urgentes, a LATAM solicita que as pessoas evitem ligar antes de 72 horas de sua viagem.

Festas e aulas 

Em relação a festas ou shows, a orientação tanto do Procon como do Idec é que o consumidor tenha o valor ressarcido integralmente se desejar ou que o evento seja remarcado para outra data, sem custo adicional.

Em caso de aulas (academia, idioma, entre outros), o aluno deve pedir para que as horas perdidas sejam remarcadas futuramente.

O que fazer

O consumidor deve manifestar seu interesse de reembolso ou remarcação diretamente com a empresa. Se quem está prestando serviço não atender a demanda, o passo seguinte é buscar o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) da contratada.

Se mesmo assim, o consumidor não tiver a seu pedido aceito, ele deve buscar os órgãos de defesa do consumidor, que fará a mediação. O último caso é ajuizar uma ação na justiça, cujo o prazo sempre é maior.

Desde sexta-feira (13), o consumidor disponibilizou em seu aplicativo (Procon-SP) uma área específica para o registro registro de reclamações de problemas relacionados ao coronavírus: cancelamento de viagens, abusividade de preço e falta de produtos. Até hoje (16) já foram registrados 1.329 reclamações.

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Bancos vão prorrogarar dívidas de pessoas físicas e pequenas empresas

São Paulo — Os cinco maiores bancos brasileiros vão atender pedidos de prorrogação, por 60 dias, dos vencimentos de dívidas de clientes pessoas físicas e micro e pequenas empresas para os contratos vigentes em dia e limitados aos valores já utilizados, em razão dos efeitos da pandemia do novo coronavírus, comunicou nesta segunda-feira a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

“A Febraban e seus bancos associados, sensíveis ao momento de preocupação dos brasileiros com a doença provocada pelo novo coronavírus, vêm discutindo propostas para amenizar os efeitos negativos dessa pandemia no emprego e na renda. Entendem que se trata de um choque profundo, mas de natureza essencialmente transitória”, afirmou em comunicado.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta segunda-feira, em reunião extraordinária, medidas para facilitar a renegociação de dívidas numa resposta aos potenciais impactos do coronavírus sobre a economia brasileira.

O governo também dispensou os bancos de aumentarem o provisionamento no caso de repatriação de operações de crédito realizadas nos próximos seis meses.

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Maiores bancos do país poderão prorrogar dívidas por até 60 dias

São Paulo – Os maiores bancos brasileiros anunciaram que estão abertos a prorrogar o pagamento de dívidas, por até 60 dias, de pessoas físicas e pequenas e médias empresas que tiverem problemas por causa da pandemia de coronavírus. A medida vai ser adotada pelo Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal com o intuito de dar liquidez em um momento delicado para a economia brasileira.

Essa possibilidade é oferecida a clientes que estão com pagamentos em dia e limitados aos valores já utilizados.

“Os bancos estão engajados em continuar colaborando com o país com medidas de estímulo à economia”, cita a nota divulgada à imprensa pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). A decisão ocorre diante do “momento de preocupação dos brasileiros com a doença provocada pelo novo coronavírus” e após a discussão de “propostas para amenizar os efeitos negativos dessa pandemia no emprego e na renda”. Os bancos, segundo a nota, “entendem que se trata de um choque profundo, mas de natureza essencialmente transitória”, diz.

O documento diz ainda que a rede bancária e seus canais de atendimento ficarão à disposição do público e prontos para apoiar todos os que estejam enfrentando dificuldades momentâneas em função do atual contexto.

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Recuperação da Bolsa deve levar mais de um ano, dizem gestores

SÃO PAULO – As marcas da onda de pânico provocada nos mercados, nos últimos dias, com o avanço do novo coronavírus, devem levar um bom tempo para serem apagadas dos preços dos ativos. Apenas nesta semana, o Ibovespa acumulou quatro circuit breakers e uma queda de mais de 25% em quatro pregões.

Um levantamento feito pela XP Investimentos com 30 gestores de ações mostra que a maioria acredita que levará ao menos um ano (56%) para a bolsa voltar aos níveis pré-carnaval, na faixa de 115.000 pontos.

Na sequência, aparecem aqueles que esperam que a recuperação ocorra entre seis e 12 meses (37%). Apenas 7% projetam a retomada em até um semestre.

Para 13% dos gestores de ações long only (que apenas permite posição comprada nos ativos) e long biased (que permite maior flexibilidade nas posições) consultados, haverá uma acomodação na turbulência dos mercados em até um mês.

Já 60% acreditam em um prazo mais longo para o fim da volatilidade excessiva, de até três meses. Os 27% restantes entendem que pode ser que isso demore até um semestre para acontecer.

No levantamento, os gestores de ações também foram questionados sobre o patamar mínimo esperado para o Ibovespa nesta crise. Para 47% dos consultados, o índice deverá tocar alguma região entre 65.000 e 70.000 pontos, o que corresponde a uma queda de mais de 6% em relação aos atuais patamares.

Outros 37% acreditam em um tombo ainda maior, com o benchmark chegando a bater entre 60.000 e 65.000 pontos, o equivalente a um recuo de mais 13%. Para 13% dos respondentes, o Ibovespa pode ficar entre 55.000 e 60.000 pontos, uma queda adicional de quase 20%.

De acordo com a sondagem, 77% dos gestores de ações acreditam que a crise do coronavírus terá um impacto geral entre 10% e 30% sobre os resultados das empresas. Outros 20% veem um efeito menor, de uma potencial queda de até 10% nos balanços. Apenas 3% esperam uma piora de 30% a 50% na realidade das companhias.

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Proposta que facilita empréstimos deve ser apresentada nesta terça

São Paulo — O Conselho Nacional de Previdência irá se reunir na terça-feira para propor a diminuição do teto dos juros do empréstimo consignado para aposentados e pensionistas, no âmbito de medidas anunciadas na semana passada para enfrentamento ao coronavírus, disse o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco.

“Amanhã provavelmente a gente já propõe e já deve ter essa redução do teto dos juros do consignado e também ampliação do prazo (de empréstimo)”, afirmou ele a jornalistas, na entrada do Ministério da Economia nesta segunda-feira.

Ele avaliou que a investida não representa um risco de endividamento excessivo para o público alvo porque “o empréstimo consignado tem uma taxa de inadimplência muito pequena”.

Nessa modalidade, o pagamento do empréstimo é descontado diretamente do benefício do INSS.

Além disso, o governo está fechando projeto de lei para aumentar a margem consignável, devendo enviá-lo ao Congresso entre esta segunda e terça-feira, disse Bianco.

Questionado sobre os novos valores a serem definidos, o secretário afirmou que o governo ainda estuda a questão.

Atualmente, o teto dos juros para aposentados e pensionistas é de 2,08% ao mês para empréstimo consignado e de 3,00% para operação com cartão de crédito, com prazo máximo de 72 meses. Esses critérios foram estabelecidos no fim de 2017.

Já a margem consignável — valor máximo da renda do trabalhador que pode ser comprometido com o empréstimo consignado — é de 35% no total, sendo 30% de empréstimo e 5% de cartão.

Na noite de quinta-feira, a equipe econômica já havia divulgado que além dessas duas medidas, também iria antecipar o pagamento da primeira parcela do 13º aos beneficiários do INSS, num valor estimado em 23 bilhões de reais.

Em paralelo, o governo decidiu suspender a exigência de prova de vida dos beneficiários do INSS por 120 dias.

Esse pacote inicial mirava o auxílio a idosos, mais suscetíveis a uma evolução mais grave da doença quando infectados pelo coronavírus.

Mais Medidas

De lá para cá, o ministro da Economia, Paulo Guedes, indicou que a equipe econômica analisava uma série de outras iniciativas para o enfrentamento ao coronavírus, como a liberação de saques do FGTS, o diferimento tributário para alívio na folha de pagamento das empresas e o eventual uso de recursos parados e não sacados do Pis/Pasep.

Na sexta-feira, o ministro disse que novas medidas seriam anunciadas até esta segunda. Nesta manhã, ele cumpria reuniões internas com seus secretários

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Prazos de resgate dos fundos podem limitar movimento de manada

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SÃO PAULO – Em dias de verdadeiro pânico dos investidores no mercado mundial, incluído o brasileiro, há quem se assuste com o tamanho das quedas e pense em se desfazer de seus ativos, seja de renda variável, para conter as perdas, ou até de renda fixa, para aproveitar os preços mais baratos na Bolsa.

Diante da intensa volatilidade e da falta de clareza sobre os próximos rumos da economia global, contudo, alocadores de recursos têm adotado uma postura de cautela, com mudanças apenas pontuais nas carteiras, em busca de um rebalanceamento, enquanto as incertezas não são dissipadas.

E o investidor precisa se atentar para a liquidez dos ativos antes de tomar uma decisão de venda. Isso porque, em momentos de forte queda dos mercados, nem sempre há quem queira comprar o seu ativo, no caso das negociações no mercado secundário. E, para o investidor de fundo, é fundamental analisar o prazo de resgate, que pode não estar casado com a sua necessidade de liquidez.

No grupo dos dez fundos de investimento com maior crescimento do número de cotistas de 2018 para 2019, três (Alaska Black Institucional, Equitas Selection e Brasil Capital 30) são de ações e têm prazos de resgate de cerca de 30 dias

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Com um perfil de maior risco, os retornos desses fundos têm sido derrubados com a crise, com quedas da ordem de 20% entre os dias 21 de fevereiro (antes de as tensões dispararem ) até a última terça-feira (10).

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“Muita gente que começou a colocar mais risco na carteira com a queda dos juros está vivenciando pela primeira vez uma crise, e está percebendo que aguenta menos risco do que achava”, afirma Leticia Camargo, planejadora financeira com certificação CFP.

Leticia lembra que é importante que o investidor estude as regras dos produtos antes da decisão de investimento, para estar ciente da liquidez da sua carteira, e entender ainda a diferença entre o prazo de liquidação e cotização do resgate.

O prazo de cotização diz respeito ao tempo entre a solicitação de resgate e a conversão das cotas do fundo em dinheiro. Já o prazo de liquidação trata do período tempo entre a cotização e o efetivo pagamento do resgate na conta do investidor.

“Às vezes, a pessoa investe em um fundo e não vê que o resgate é D+30, ou seja, que vai levar 30 dias para cotizar e mais dois para pagar, por exemplo”, diz.

Prazo de carência pode ser bom

Ainda que fundos com maior prazo para a liquidação dos pedidos de resgate estejam sofrendo neste momento, Guilherme Anversa, sócio e gestor da XP Advisory, lembra que a melhor opção para o investidor que está entrando no universo de ações continua a ser carteiras com prazos de resgate de 60 ou 90 dias, que têm, inclusive, um papel educacional.

“Esses prazos evitam que o investidor saia do fundo no pior momento. O mercado vai ter 60 ou 90 dias para ter uma chance de mostrar uma recuperação, até porque boa parte desses gestores investem em ações liquidas e poderiam ter prazos menores de liquidez, mas evitam, assim, a fuga de capital”, diz Anversa.

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O gestor lembra que todos os fundos podem oferecer a possibilidade de uma saída antecipada, sem respeitar, portanto, os prazos previstos. Para isso, cobram uma taxa sobre o patrimônio investido, que geralmente varia de 5% a 15%. Ele não recomenda, contudo, essa alternativa ao investidor. “Essa é a pior opção para se fazer nesse tipo de produto”, ressalta Anversa, diante de grandes perdas a serem assumidas em um momento de incerteza, e a um alto custo.

Anversa lembra que é importante montar portfólios de investimentos buscando diferentes estratégias, inclusive selecionando gestores não tão expostos à renda variável, mas a moedas ou fundos quantitativos.

“A proposta é trabalhar com um portfólio diversificado e não apostar numa única classe de ativo. Para o investidor mais assustado com renda variável, tem um trabalho anterior, das razões pelas quais está comprando Bolsa. É uma questão importante para se perguntar”, assinala o gestor da XP Advisory. O foco deve estar em um horizonte de cinco a dez anos para a exposição em ações, destaca.

A Azimut Brasil Wealth Management também não cogitou recomendar aos clientes pagar uma taxa de saída de fundos para agilizar os resgates por conta da forte queda dos mercados, segundo Antonio Costa, CEO da gestora. “Nenhum cliente chegou com esse tipo de demanda”, diz.

Costa também reforça que a montagem de um portfólio leva em conta diferentes fatores, como o apetite a risco do cliente, seus objetivos e sua fase de vida, de forma a evitar um desalinhamento em momentos de maior tensão nos mercados.

Diante de um cenário ainda muito incerto, Marc Forster, head da Western Asset no Brasil, afirma que o melhor recado aos investidores é não fazer movimentos bruscos e manter um portfólio balanceado, com exposição a diferentes ativos.

“O investidor não deve se deixar seduzir pela queda recente, nem deve dobrar a aposta [porque ficou barato]. No meio do tiroteio, é melhor se abaixar, esperar e ter calma para entender para onde as coisas vão. Movimentos bruscos podem ser danosos para os seus investimentos”, diz.

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Receita paga hoje restituições residuais do IRPF do período 2008/2019

O crédito bancário para 72.546 contribuintes do lote multiexercício de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), contemplando restituições residuais referentes aos exercícios de 2008 a 2019, está sendo feito nesta segunda-feira (16) pela Receita Federal.

Ele totaliza R$ 240 milhões. Desse valor, R$ 104,186 milhões são para contribuintes com prioridade no recebimento: 1.848 idosos acima de 80 anos, 11.528 entre 60 e 79 anos, 1.621 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e 5.667 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

A Receita disponibiliza ainda aplicativo para tablets e smartphones, que facilita a consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com ele será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IR e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contactar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

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Mega-Sena sorteia neste sábado prêmio de R$ 8,5 milhões

Mega-Sena sorteia neste sábado (14) prêmio estimado em R$ 8,5 milhões. As seis dezenas do concurso 2.243 serão sorteadas a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

O sorteio é aberto ao público, que pode acompanhar também pelas redes sociais: no Facebook e pelo Canal Caixa no Youtube.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país.

Um jogo simples, de seis números, custa R$ 4,50. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de faturar o prêmio. Edição: Aécio Amado

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A queda do Ibovespa não assustou estes investidores

São Paulo –  Foi uma semana de fortes emoções para os investidores brasileiros, principalmente para 1 milhão de novatos na Bolsa B3, que começaram a investir nos últimos três anos e não haviam passado por nenhuma grande turbulência. Logo na segunda-feira (9), eles enfrentaram o primeiro “circuit breaker” (paralisação das negociações) da semana. Mal imaginavam, assim como ninguém, que outros três viriam, sendo dois no mesmo dia. Uma semana inesquecível. 

Durante esses dias, EXAME ouviu de analistas e gestores, histórias de pessoas que quebraram porque estavam operando alavancadas ou que a cada tombo do Ibovespa, ligavam na corretora para tentar zerar posição. “A minha diretora de operações está no telefone o dia inteiro tentando acalmar os clientes”, disse um operador de câmbio. “Eu estava convencendo um cliente que é não ideal tirar todo o dinheiro do fundo agora, mas não adiantou”, disse outro gestor. 

Entre tantos depoimentos de desespero, houve quem soubesse tirar proveito, já que as ações caíram muito e estão “baratas”. Engana-se quem pensa que foram apenas os fundos estrelados ou os grandes investidores. O pequeno investidor que conseguiu manter a calma, analisar os fundamentos das empresas e que tinha um dinheiro reserva foi às compras. 

Foi o caso de Igor Azevedo, gerente de finanças, que tinha acabado de receber a rescisão de uma verba trabalhista por ter saído do último emprego. “Antes de começar na outra empresa, sai de férias e deixei um dinheiro separado para investir, quando voltei a Bolsa estava caindo”, diz Azevedo. Antes da viagem ao Chile, ele tinha ações da Marfrig e da Ambev, que nem de longe não passaram ilesas ao caos. Na volta ao Brasil, ele aproveitou para comprar papéis do Itaú Unibanco e da Via Varejo, além de comprar fundos imobiliários. 

Quem também decidiu ampliar a sua carteira de investimentos foi Murilo Duarte (24), criador do canal no Youtube, Favelado Investidor. O jovem disse que tinha pouco dinheiro em caixa no primeiro “circuit breaker” na segunda-feira, mas na quarta-feira, quando ocorreu a segunda paralisação da semana, ele fez as contas de quanto poderia investir, após a perda de 20% do valor da sua carteira. Então, decidiu comprar ações do Itaúsa, da Trisul e da Wiz. “Quando todo mundo entrou em pânico, eu tentei lembrar dos fundamentos das empresas. Coronavírus será passageiro. As ações que são mais impactadas pelo petróleo eu não tenho na minha carteira”, diz Duarte. 

Tranquilos

As crescentes notícias sobre o avanço do coronavírus em todo mundo serviram de alerta para os investidores sem experiência na Bolsa. Antes da OMS declarar pandemia ou explodir a briga pelo preço do petróleo, já tinham pessoas que estavam ‘short’ na Bolsa, ou no jargão de mercado, esperando a queda das ações.

“No Traders Club [comunidade do mercado financeiro] todos estavam pessimistas. A orientação era zerar posição ou ficar short. Estou esperando a queda desde o Carnaval. Em dois anos, esse é o meu melhor momento na Bolsa”, afirma o analista de sistemas Filipe Souza (33).

Se teve investidor que mudou a posição de comprado para vendido, também houve casos de pessoas que mantiveram a mesma postura. O analista técnico de custos José Benedicto (67) é adepto da estratégia “buy and hold”, compra ação e permanece com ela por um longo período. “O papel que eu compro, se não estiver dando lucro eu não vendo. Hoje, se eu fosse zerar posição perderia 40% do meu dinheiro investido. Mas estou tranquilo. ”

Benedicto voltou a investir na Bolsa depois de 20 anos da primeira experiência. Ele conta que há duas décadas atrás, comprou ações do Itaú, mas acabou vendendo porque estava em um momento da vida que precisava do dinheiro para realizar outros projetos. “Aprendi a lição. Já pensou se tivesse ações do Itaú todo esse tempo? ”, brinca o experiente novato.

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