O que fazer com seus investimentos na crise do coronavírus

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SÃO PAULO – Como lidar com as suas aplicações financeiras em tempos de crise? Vale a pena resgatar o valor investido em fundos com perdas? Já dá para aproveitar os preços mais baixos na Bolsa para ir às compras? Ainda faz sentido procurar algum instrumento de hedge para a carteira?

De olho nas dúvidas que estão circulando entre investidores, o InfoMoney realizou nesta segunda-feira uma transmissão ao vivo com a participação de Felipe Dexheimer, coordenador de alocação da XP Investimentos, e de Beatriz Cutait, editora de Investimentos – assista acima.

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Em meio às preocupações que estão dominando os mercados financeiros com maior força desde a volta do carnaval, com impacto relevante sobre os preços dos ativos, há uma demanda cada vez maior sobre orientações voltadas a como agir diante do impacto do coronavírus sobre a economia global.

InfoMoney Orienta

A live faz parte da campanha InfoMoney Orienta, que lançamos hoje. O objetivo é resolver dúvidas sobre investimentos publicando informações de qualidade nas nossas diferentes plataformas — site, Youtube, redes sociais.

Você também pode enviar suas perguntas e comentários utilizando a hashtag #InfoMoneyOrienta no Twitter e no Instagram. As dúvidas serão analisadas por especialistas financeiros e as respostas serão publicadas nos próximos dias no site, no Instagram e no Twitter do InfoMoney.

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Tesouro Direto: taxas de títulos públicos encerram negociações desta segunda-feira em queda

SÃO PAULO – Em mais um dia de fortes tensões nos mercados globais, os títulos públicos negociados via Tesouro Direto encerraram esta segunda-feira (16) em queda em relação ao último fechamento.

Durante o dia, o programa foi paralisado duas vezes em meio a fortes oscilações nas taxas dos papéis, devido a preocupações com os efeitos do coronavírus sobre as economias globais.

No Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+2026 encerrou as negociações do dia com uma taxa de 3,49% ao ano, abaixo do prêmio de 3,52% a.a. de sexta-feira (13).

Os papéis com vencimentos em 2035 e 2045, por sua vez, pagavam a inflação mais 4,05% ao ano, ante 4,13% a.a. no pregão anterior.

Entre os papéis prefixados, o com prazo em 2026 oferecia um retorno anual de 7,49%, ante 7,52% a.a. anteriormente.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos oferecidos nesta segunda-feira (16):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário

Ontem, em um movimento emergencial, o Federal Reserve, o banco central americano, anunciou o corte de 1 ponto percentual nas taxas de juros de referência dos EUA, para o intervalo de 0% a 0,25%. A estratégia tem sido interpretada pelo mercado como um sinal de que o efeito recessivo do coronavírus pode ser pior do que o previsto.

Esta não foi a primeira vez que o Fed busca estímulos para conter os impactos da Covid-19. No início de março, o Fed reduziu as taxas em 0,5 ponto percentual, para a faixa de 1% a 1,25%.

No Brasil, o Ibovespa voltou a acionar o mecanismo de “circuit breaker” logo após a abertura e fechou o pregão com queda de 13,92%, aos 71.168 pontos. Já o dólar teve alta de 4,9%, a R$ 5,0444.

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Após Fed, mercado aposta em corte mais agressivo da Selic; decisão pode ser antecipada

Em meio à disparada das preocupações em relação ao impacto do coronavírus sobre a economia mundial, o mercado financeiro passou a projetar novos cortes na taxa básica de juros brasileira.

Nesta segunda-feira, o relatório Focus, do Banco Central, reduziu a previsão para a Selic ao fim deste ano de 4,25% ao ano para 3,75% a.a. Houve ainda mudanças em relação à Selic em 2021 e em 2022.

Agora, economistas esperam que a taxa Selic suba para 5,25% ao ano em 2021, ante estimativa anterior de 5,50%. O espaço para elevação dos juros em 2022 também diminuiu, com a expectativa do mercado de que a Selic aumente para 6% ao ano, abaixo da taxa prévia de 6,50%.

Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne para decidir o novo rumo da taxa básica de juros no país. A decisão sai na quarta-feira (18), após o fechamento do pregão, e a expectativa apontada pelo Focus agora é de um novo corte, de 0,25 ponto percentual, para 4,0% ao ano.

Entenda a suspensão do Tesouro Direto

As suspensões das operações no Tesouro Direto têm como objetivo garantir que as transações sejam sempre realizadas a taxas justas, segundo o Tesouro Nacional, alinhadas às taxas praticadas no mercado secundário.

Quando se verifica forte volatilidade no mercado, com aumentos ou quedas bruscas nos preços dos títulos públicos, o Tesouro Direto suspende temporariamente as vendas e compras para evitar que o investidor feche transações a um preço que possa ficar rapidamente defasado.

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Até 57%: os 100 fundos que mais perderam com a crise do coronavírus

A sangria do principal índice da bolsa de valores, o Ibovespa, desde o início do ano, uma queda de 35%, se estendeu para fundos que investem em ações. Segundo levantamento feito por William Eid, professor da FGV, para a EXAME, até o dia 13 de março as cotas dos fundos desvalorizaram até 57%.

A desvalorização maior do que a do principal índice da bolsa pode ser explicada porque os fundos também têm alavancagem e investem em juros e moedas, ativos que explodiram em meio às incertezas econômicas diante do avanço do coronavírus.

Entre mil fundos, metade registraram perdas no período. Entre as100 aplicações que mais perderam, a desvalorização das cotas variou entre 57% e 27%.

O fundo que mais perdeu no período foi o multimercado Total Return da gestora Logos. Já o segundo fundo que mais perdeu foi o Alaska BDR Nível I, seguido pelo fundo de ações da gestora Mauá, ambos fundos de ações.

Os fundos de ações livres dominam o top 10 da lista: cinco pertencem à categoria Ações Livre, dois à categoria Ações Índice Ativo. Apenas três são multimercados da categoria Livre.

Outra

Renato Vieira, sócio-fundador da Logos, explica que uma posição comprada em Real e vendida em dólar gerou prejuízo ao Total Return, cuja aplicação mínima é de 10 mil reais.  “Desmontamos a posição quando o dólar atingiu 4,60 reais”.

A gestora também estava muito comprada na bolsa brasileira e também usava alavancagem, o que parou de fazer no cenário atual. “Agora nosso downside é limitado. Estamos investido em empresas de telecomunicações, saneamento, entre outras”.

O Alaska Black BDR, criado em 2012 e cuja aplicação inicial é 5 mil reais, diferente do Alaska Black Institucional, tem posições em ações e também em juros e dólar. Henrique Bredda, gestor da Alaska, aponta que o fundo Black BDR Nível I tinha hedge para empresas do portfólio, já que muitas delas são exportadoras.

Mas, com a explosão da cotação do real, a posição em dólar foi zerada na semana passada. “Chegamos a voltar a ter um terço da posição em moeda, mas resolvemos zerar de novo nesta segunda-feira, com o agravamento da crise. Ganhamos muito com juros e dólar no fundo, mas agora o cenário jogou contra, e vamos ficar de fora até as incertezas passarem”.

O gestor da Mauá Capital, Renato Ometto, aponta que a queda do fundo de ações da gestora, que foi 8% maior do que a do Ibovespa, foi por conta do investimento em ações que tiveram mais impacto com a crise do coronavírus, como Gol e Locamerica. “Ambas estão ligadas ao turismo, que foi severamente afetado nesse cenário. Algumas ações caíram 40% no período, mais do que a média. Saímos de Gol, mas optamos apenas por reduzir a posição em Locamerica”.

Renato aponta que o que pegou a gestão desprevenida foi a velocidade da correção do mercado financeiro. “Foram 21 dias para o mercado virar e gerar imperfeições. Muita gente nova que havia entrado na bolsa ficou em pânico”. Apesar das incertezas, ele acredita que o impacto nas ações da empresa e na economia deve ser passageiro.

Para Eid, da FGV, a recomendação, em momentos de pânico, é manter a aplicação, ainda mais se ela mirar objetivos de longo prazo. “Vender a cota em momentos como esse é péssimo”.

Veja abaixo os fundos que mais perderam com a crise provocada pela pandemia do coronavírus:

Nome Categoria Anbima Cota 31Dez19 ajust p/ prov Cota 13Mar20 ajust p/ prov Retorno no ano
Logos Total Return FICFI Mult Multimercados Livre 8.548656 3.6694211 -57.08%
Alaska Black FIC FIA Bdr Nivel I Ações Livre 4.8122526 2.1718233 -54.87%
Alaska Black FIC FIA II Bdr Nivel I Ações Livre 3.0543685 1.3785517 -54.87%
Maua Capital Acoes FI Cotas FIA Ações Livre 2.0765818 1.2939339 -37.69%
Hayp FIA Ações Livre 13.32437345 8.49936609 -36.21%
Kapitalo Tarkus Fc FIA Ações Livre 2.0650393 1.3354917 -35.33%
Safra Lagrange I Fc FIA Bdr-Nivel I Ações Índice Ativo 181.837864 117.92951 -35.15%
Itau Rpi Acoes Ibovespa Ativo FICFI Ações Índice Ativo 3.182198 2.093695 -34.21%
Safari 45 Fc FI Mult II Multimercados Livre 1.45299604 0.97062154 -33.20%
Safari Fc FI Mult II Multimercados Livre 2.72498198 1.82403473 -33.06%
Safari Fcfi Mult Multimercados Livre 8.2176531 5.505343 -33.01%
Safra Infraestrutura FIA Ações Setoriais 154.795302 103.939428 -32.85%
Uv Equity Brasil FIA Ações Índice Ativo 8.308603 5.6878305 -31.54%
Caixa FIA Construcao Civil Ações Setoriais 2.31664 1.59073 -31.33%
BB Acoes Small Caps Fc FI Ações Small Caps 10.932182 7.51008 -31.30%
BB Acoes Construcao Civil Fc FI Ações Setoriais 1.988753 1.366968 -31.27%
Alaska Black Institucional FIA Ações Livre 2.6285262 1.8215191 -30.70%
Brasil Capital 30 Fc FIA Ações Livre 3.48726872 2.42369683 -30.50%
Santander Fc FIA Ações Índice Ativo 8.5279931 5.9294072 -30.47%
Bradesco FIA Selection Ações Índice Ativo 1031.268366 717.8621147 -30.39%
Santander Fc FI Ibovespa Ativo Acoes Ações Índice Ativo 12.2420207 8.5356565 -30.28%
Rps FIC FIA Selection Ações Índice Ativo 1.6432837 1.1462864 -30.24%
Gti Dimona Brasil FIA Ações Valor/Crescimento 5.25372526 3.66669873 -30.21%
Santander FI Ibovespa Ativo Instit Acoes Ações Índice Ativo 20.4118979 14.2675059 -30.10%
Brasil Capital Fc FIA Ações Livre 17.0856369 11.95877478 -30.01%
Porto Seguro Acoes FICFI Ações Livre 222.997538 156.315875 -29.90%
Santander Selecao 30 Acoes Fc Ações Valor/Crescimento 31315.51312 21976.7555 -29.82%
Santander FICFI Selecao Top Acoes Ações Valor/Crescimento 31483.81141 22099.06261 -29.81%
Reach FIA Ações Livre 2.9101859 2.0469505 -29.66%
Moat Capital FIC FIA Ações Livre 3.8818825 2.7339498 -29.57%
Sul America Equities FIA Ações Valor/Crescimento 21.7405112 15.3389704 -29.45%
Safra Small Cap Fc FIA Ações Small Caps 273.710621 193.146063 -29.43%
Equitas Selection Fc FIA Ações Valor/Crescimento 7.72096293 5.45707017 -29.32%
Caixa FIA Small Caps Ativo Ações Small Caps 2.009736 1.422264 -29.23%
Itau Acoes Dunamis Fc Ações Livre 23.747746 16.811181 -29.21%
BB Acoes Dual Strategy Private Fc FI Ações Livre 1.643395 1.164226 -29.16%
Caixa FIA Brasil Ibx – 50 Ações Índice Ativo 1.48145 1.050051 -29.12%
Prumo Acoes FIA Ações Valor/Crescimento 235.5063184 166.9586258 -29.11%
Neo Navitas FICFI em Acoes Ações Valor/Crescimento 3.0158145 2.140735 -29.02%
BNP Paribas Small Caps FIA Ações Small Caps 409.9734005 291.8425565 -28.81%
Western Asset Valuation FIA Ações Livre 2.1067109 1.4998492 -28.81%
Small Cap Valuation Fc Acoes Ações Small Caps 160.590207 114.357152 -28.79%
BB Acoes Alocacao FIA Ações Livre 2.159322652 1.538515727 -28.75%
Itau Indice Acoes Ibovespa FICFI Ações Indexados 125.559806 89.465841 -28.75%
Safra Small Cap Pb Fc FIA Ações Small Caps 207.059181 147.54322 -28.74%
Itau Acoes Index Ibov FICFI Ações Indexados 12.322505 8.781112 -28.74%
Icatu Vanguarda Acoes Ibx FI Ações Índice Ativo 7.8615996 5.6033893 -28.72%
Bradesco H FIA Ibovespa Ações Indexados 89.4174791 63.7476695 -28.71%
Caixa FIC Acoes Ibovespa Ações Indexados 6.497552 4.633122 -28.69%
Itau Private Acoes Ibrx Ativo FICFI Ações Livre 20.867142 14.880254 -28.69%
BB Acoes Ibovespa Indexado Fc FI Ações Indexados 39.435762 28.126526 -28.68%
Itau Acoes Ibrx Ativo FICFI Ações Índice Ativo 8.995732 6.420611 -28.63%
BB Acoes Ibovespa Indexado I Fc Ações Indexados 1.494442 1.066984 -28.60%
Ventor Acoes FIA Ações Livre 3.1666112 2.2626732 -28.55%
Bradesco FIA Ibovespa Plus Ações Indexados 923.6720998 660.0212846 -28.54%
Equitas Selection Inst Fc FIA Ações Livre 3.87608192 2.77053119 -28.52%
Itau Vertice Ibovespa Index FICFI Acoes Ações Indexados 21.794812 15.58132 -28.51%
Itau Private Acoes Index Ibovespa FICFI Ações Indexados 23.927731 17.107719 -28.50%
BB Acoes Setor Financeiro Fc FI Ações Setoriais 3.798509 2.71708 -28.47%
Itau Private Acoes Ibrx Ativo Dunamis Fc Ações Livre 13.728759 9.824187 -28.44%
Caixa FIA Ibrx Ativo Ações Índice Ativo 3.530101 2.526695 -28.42%
Safra Index Alocacao Fc FIA Ações Livre 129.485037 92.683054 -28.42%
BB Acoes Ibrx Indexado Fc FI Ações Indexados 11.084139 7.94426 -28.33%
Caixa FIA Brasil Ibovespa Ações Indexados 2.624326 1.88139 -28.31%
Geracao FIA Ações Índice Ativo 231.1467582 166.2781076 -28.06%
BB Acoes Governanca FI Ações Indexados 3.075986436 2.216098205 -27.95%
BB Acoes Alocacao Etf FIA Ações Livre 6.37661625 4.598118935 -27.89%
Sicredi FIA Ibovespa Ações Índice Ativo 2.6181179 1.8921046 -27.73%
BB Acoes Infraestrutura FICFI Ações Setoriais 1.111317 0.803217 -27.72%
Tarpon Gt Fc FIA Ações Livre 8.6226377 6.2366111 -27.67%
Leblon Acoes II Fc FIA Ações Livre 220.7690091 159.7301804 -27.65%
Exploritas Alpha America Lat FICFI Mult Multimercados L/S – Direcional 282.2258928 204.2146612 -27.64%
Brad Fc de FIA Institucional Ibrx Alpha Ações Índice Ativo 2.2108389 1.600809 -27.59%
Constancia Brasil FIA Ações Índice Ativo 1.9690794 1.4259859 -27.58%
Leblon Ações FICFIA Ações Livre 595.7775211 431.5530865 -27.56%
Franklin Val e Liq Fvl Fc de FIA Ações Livre 4524.827578 3281.700815 -27.47%
Kiron Fc FIA Ações Livre 2.50290108 1.81835935 -27.35%
Safra Equity Portfolio Pb Fc FIA Ações Livre 232.391753 168.985576 -27.28%
BB Acoes Dividendos Midcaps Fc FI Ações Dividendos 2.364621 1.721372 -27.20%
BB Acoes Mult Setorial Quantativo Fc Ações Livre 2.344692 1.70753 -27.17%
Bahia Am Valuation Fc de FIA Ações Livre 3.138726 2.2863168 -27.16%
Meta Valor FIA Ações Índice Ativo 3.70113808 2.69640552 -27.15%
BB Acoes Divid Midcaps Private Fc FI Ações Dividendos 339.9857219 247.8832707 -27.09%
Fama Fc FIA Ações Livre 10027.40421 7315.950101 -27.04%
Bahia Am Smid Caps Valor Fc de FIA Ações Livre 8.8821536 6.4858632 -26.98%
Studio Fc de FIA Ações Valor/Crescimento 4.02154093 2.9389768 -26.92%
Bnpp Action Fc FIA Ações Livre 377.0378134 275.5903449 -26.91%
Bradesco FIC FIA Dividendos Ações Dividendos 1.8349794 1.3414473 -26.90%
Apex Acoes 30 FICFI em Acoes Ações Livre 2.66593215 1.94925162 -26.88%
Caixa FIA Infraestrutura Ações Setoriais 1.962146 1.435381 -26.85%
Vista FIA Ações Livre 3.65725522 2.67622111 -26.82%
BB Acoes Multigestor Private Fc FI Ações Índice Ativo 986.8280991 722.2323533 -26.81%
Indie FIC FIA Ações Livre 3.9262772 2.8736811 -26.81%
Oceana Valor 30 Fc FIA Ações Índice Ativo 5.12849925 3.75385667 -26.80%
Bradesco Private Fc de FIA Long Only Ações Índice Ativo 1.961418 1.4370359 -26.73%
Itau Acoes Sel Multifundos FICFI Ações Índice Ativo 11.26858 8.285438 -26.47%
BB Acoes Retorno Total Fc Ações Livre 1.447465267 1.065217977 -26.41%
Opportunity Logica II FIC FIA Ações Livre 50.70202046 37.39988613 -26.24%
BB Acoes Equidade Private Fc FI Ações Livre 1.605256 1.184869 -26.19%
BB Acoes Dividendos Fc FI Ações Dividendos 20.13303 14.867329 -26.15%
Polo Macro FI Mult Multimercados Macro 3.91225069 2.89187665 -26.08%

 

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Melhores momentos do 1º Stock Pickers ao vivo, com Florian Bartunek

Florian Bartunek

A maior queda semanal do Ibovespa desde 2008 também trouxe impacto ao Stock Pickers: pela primeira vez desde a criação do podcast (abril de 2019), não publicamos um episódio semanal – o episódio que seria publicado era sobre o livro “Fora da Curva 2”.

Por ele estar totalmente desconectado dos eventos desta semana histórica, “trocamos” a publicação do episódio por uma live no nosso Instagram com uma das maiores lendas do mercado brasileiro de ações: Florian Bartunek, gestor da Constellation e, por coincidência, co-autor da série “Fora da Curva”.

A entrevista foi feita pelo Thiago Salomão (apresentador do Stock Pickers e analista da Rico Investimentos) na quinta-feira (12), às 19h, e contou com mais de 5 mil espectadores simultâneos durante os quase 40 minutos de conversa.

Aos que não conseguiram acompanhar, selecionamos os melhores momentos desta entrevista:

Thiago Salomão: Fazendo aquela “análise de retrovisor” que todo mundo acerta, parecia previsível saber que a bolsa iria cair, mas o que assustou foi a magnitude da queda, caímos muito e em pouco tempo…

Florian Bartunek: Além disso, caímos sem ter muita oportunidade de venda. Alguns dias, a bolsa já abriu com papel caindo 15%, 20%, tivemos circuit breakers na bolsa em um dia que algumas ações nem tinham aberto… Não é aquela queda que “se o papel cair 5% eu stopo (aciono o stop loss)”, não dá, porque você já abre com uma queda maior, isso é assustador.

TS: Que paralelo você pode fazer entre outros circuit breakers, o que essa tem de diferente e o que essa tem de igual às outras paralisações que tivemos em 2008, por exemplo.

FB: O que ela tem de igual: ela machuca muito quem está alavancado. Você não pode estar alavancado porque você é forçado a liquidar suas posições, esse risco se repete frequentemente nessas crises. Alvancagem é mortal, quem tem um peso em ações maior do que deveria ter está tendo que vender, na época que era para comprar está tendo que vender.

Segundo ponto: tudo cai meio que igual, então não teve muito como se defender. O Peter Lynch [um dos maiores investidores da história] contava uma história interessante dos maias: primeiro os maias moravam na beira do mar, daí veio uma enchente que matou metade deles; aí eles aprenderam e foram morar em cima das árvores, mas aí veio um raio e pegou fogo e matou mais gente; daí aprenderam e foram morar nas montanhas, mas veio um terremoto, as pedras rolaram e morreu mais metade… Você acaba para as crises do passado e as da frente acabam sendo diferentes. Quiseram se proteger dessa crise com empresas de commodities, mas foram pegos porque essa crise pegou a China no começo. As crises são parecidas mas elas sempre mudam, então é muito difícil você “se hedgear” e se preparar para a próxima crise.

O que ela tem de igual: apesar de tudo estar caindo mais ou menos igual, tem ações com mais “beta” (correlação mais alta com o Ibovespa) e que acabam sofrendo mais, e a gente aprende um pouco isso, as ações quase têm personalidade, você sabe que uma Weg ou uma Ambev, por exemplo, são mais defensivas, e você sabe que uma Magalu, Banco Inter tem mais “beta”, até pelos negócios com mais alavancagem, empresas mais defensivas sofrem menos, empresas mais agressivas sofrem mais.

TS: Mas o que explica uma queda tão mais rápida que de outras crises?

FB: Existe uma diferença entre risco e incerteza, o problema não é o risco, se eu sei a perda potencial, eu não fico feliz mas eu sei que minha perda potencial é essa, agora quando eu tenho incerteza eu não sei o que pode acontecer, as pessoas começam a criar cenários paralelos, do tipo “e se fechar as escolas, metrô, o que causa na economia? E se começa a quebrar empresa, e se morrer tantas pessoas?” Estamos naquela fase aguda da incerteza, aí você pega investidores alavancados, fundos que não têm mandato específico de ações e dentro de um ambiente de incerteza, que você pode pensar em qualquer cenário, isso acelera as quedas.

Agora, confesso que quedas de 20% de uma ação no dia, 30%, eu raramente vi, e acho que é interessante que se você olha em um cenário mais normal, numa Raia Drogasil por exemplo. Eu até entendo isso em uma ação de uma empresa aérea ou uma empresa hoteleira, esse é o epicentro da crise, pois quem está sofrendo é agência de viagem, turismo, isso até entendo… mas Raia Drogasil? Qual a chance de ter um impacto relevante no negócio da Raia? No cenário que eu vejo hoje, não é muito grande, posso dizer que o lucro pode cair 10% se tivermos uma quarentena, mas a ação caiu muito mais do que isso, então nessas horas as pessoas sempre fazem o pior cenário, boa parte da queda vem de investidores alavancados e que tem um percentual maior do que deveria ter no portfólio.

TS: Teve uma coisa muito legal que você falou na entrevista para o Brazil Journal: essa crise de agora tem começo, meio e fim, enquanto em 2008 parecia que o mundo ia acabar, ninguém sabia até onde a crise de crédito nos EUA iria e quanto ela poderia impactar a economia do mundo todo. Agora, essa crise atual tem prazo de validade, basta ver que a China está vencendo o coronavírus. Com isso em mente, como explicar o Ibovespa cair de 120 mil pontos para 70 mil pontos em tão pouco tempo? Foi apenas investidor alavancado vendendo, ou é uma nova fase do mercado que tem muito mais dinheiro disponível e mais gente comprada?

FB: Durante períodos de alta volatilidade, é comum os investidores acompanharem freneticamente os preços e esquecerem que atrás de cada um daqueles números piscando rapidamente na tela existe uma empresa que continua operando no dia-a-dia. Ao invés de congelar em frente à tela, o investidor deve “voltar aos fundamentos” e estudar os possíveis impactos reais da crise na geração de caixa da empresa da qual o investidor decidiu se tornar sócio, pois é isso irá realmente impactar o valor da empresa.

TS: Deixe um recado para os mais de 1 milhão de investidores que entraram nos últimos 12 meses na bolsa e devem estar apavorados com essas quedas.

FBComprar ação é o início. O grande teste do investidor é o que fazer no caminho. Decidir qual ação colocar na carteira pode levar um tempo, mas, após feita essa lição, o investidor começa o período de testes que, dependendo da tese, pode durar décadas. Nesse trajeto, os investidores passam, sem dúvida, por alguns períodos de teste. Quem começou essa jornada há pouco tempo pode pensar que os gestores com mais experiência não ficam aflitos. Mas todos, independentemente do tempo de mercado, ficam preocupados e aflitos. Nesses períodos é importante estudar e ver se sua posição está adequada.

Apresentado por Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, e Renato Santiago, do InfoMoney, o Stock Pickers vai ao ar toda quinta-feira. Você pode seguir e escutar em sua plataforma de podcasts preferida clicando aqui.

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Em meio à queda dos fundos imobiliários, gestores vão às compras

SÃO PAULO – A forte queda dos preços no mercado de renda variável por conta de uma maior preocupação global com a escalada do coronavírus tem levado investidores a irem às compras no mercado de fundos imobiliários.

No ano até 13 de março, o Ifix, índice que acompanha os principais FIIs listados na B3, tem queda de 15,5%, após apresentar retornos positivos pelos últimos cinco anos.

Com preços retomando patamares encontrados em outubro de 2019, gestores têm optado por aumentar suas posições em meio a novas oportunidades, em especial nos segmentos de shopping centers, lajes corporativas e galpões logísticos. É o caso de André Freitas, diretor da Hedge Investments, e Ricardo Almendra, CEO da gestora RBR. As duas casas gerem fundos de fundos.

“Por mais que estejamos em um ambiente turbulento, com o Brasil e o mundo crescendo menos, quando analisamos a relação entre oferta e demanda para alguns setores, o mercado imobiliário tem fundos ficando muito baratos”, afirma Almendra.

A posição em galpões logísticos, que estava zerada desde dezembro, voltou a integrar o portfólio do RBR Alpha nos últimos dias, dado o preço mais atrativo. Atualmente, 60% do fundo está alocado em fundos de tijolo, enquanto o restante (40%) está em fundos de recebíveis imobiliários ou em ativos mais líquidos de renda fixa (caixa).

Almendra conta que, no último ano, os fundos preferidos da gestora pagavam um retorno médio de 13% ao ano, em um horizonte de três anos. Hoje, após as quedas, diz, a taxa interna de retorno desses produtos subiu para 20% ao ano. “O número já era alto, mas foi reduzindo com a valorização dos FIIs em 2019. Agora, voltou a ficar interessante.”

Em entrevista ao InfoMoney, Freitas contou que fez uma alocação mais tática em fundos de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) nos últimos meses, devido aos retornos mais atrativos no segmento e pelo maior número de ofertas. Mas que vê o momento atual como favorável para o aumento da posição em fundos corporativos, antes com yields mais apertados e preços mais salgados.

Ifix x Ibovespa

Apesar da forte queda do Ifix no ano, o índice de fundos imobiliários recua menos do que o Ibovespa. No período, o principal benchmark de renda variável apresenta queda de 28,5%.

Freitas, da Hedge, destaca o perfil mais defensivo dos fundos imobiliários em momentos de crise quando comparados com o mercado de ações. A menor presença do capital estrangeiro nos FIIs, segundo ele, é um dos principais fatores para uma menor volatilidade na classe. “Enquanto o Ibovespa perdeu dois anos de rentabilidade nos últimos dias, o Ifix perdeu três meses”, destaca.

É hora de ir às compras?

Apesar de ver oportunidades no mercado, Almendra reconhece que ainda há muita incerteza pela frente e, portanto, não se vê confortável em aumentar a exposição para 100% do risco que poderia ter.

Para quem está olhando com calma para o mercado, o professor do InfoMoney Arthur Vieira de Moraes afirma que as quedas podem servir para aumento de posição, desde que o investidor lembre que não está investindo em ações, isto é, que não é só porque caiu muito que deve ter algum repique de alta.

Além disso, ressalta que o investidor deve utilizar apenas o dinheiro que está sobrando para investir, e não aquele destinado à reserva de emergência. “A reserva de emergência é para que você tenha tranquilidade para atravessar momentos de crise, como esse”, diz.

Como não é possível prever até onde irá a queda nem quanto tempo levará para uma recuperação, Moraes recomenda cautela e a compra dos produtos aos poucos, ao longo dos próximos meses.

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6 respostas sobre o que fazer com seu dinheiro agora

SÃO PAULO – A velocidade da crise envolvendo a escalada do surto do coronavírus e seus efeitos sobre a economia global, além da queda violenta dos preços do petróleo, pegou todo o mercado de surpresa. E para o investidor pessoa física, as incertezas sobre como lidar com seu patrimônio e que decisões adotar em um quadro de pânico dominaram a cena.

De olho nas principais dúvidas de investidores, o InfoMoney reuniu as recomendações de oito especialistas de mercado, entre gestores de recursos e de patrimônio e uma planejadora financeira, em busca de orientações. Confira a seguir.

1. Perdi metade do meu patrimônio na Bolsa. O que devo fazer agora?

Gestores e alocadores de recursos recomendam paciência para o investidor. Embora as fortes quedas do mercado assustem e muito, as orientações são de não adotar medidas drásticas no portfólio, enquanto o ambiente de incertezas estiver se sobressaindo à racionalidade. E, se for para assumir mudanças, aproveitando os preços mais baixos dos ativos para recompor a carteira, que as compras sejam feitas aos poucos.

Se a pessoa estiver confortável, isto é, com uma carteira adequada ao seu perfil de risco e horizonte de investimento, a recomendação é não fazer nada no momento atual, diz Leticia Camargo, planejadora financeira com certificação CFP.

Mas se, com a queda dos preços dos ativos, a carteira ficar desbalanceada, com um percentual em risco menor do que o desejado, o investidor pode comprar aproveitar para ir às compras, respeitando o equilíbrio do portfólio.

O mesmo pode ser adotado por investidores sem exposição a risco que queiram ter um percentual do patrimônio em Bolsa, desde que tenham um horizonte de longo prazo. Esse aumento de posição, diz Leticia, deve ser feito com cautela, ao longo dos próximos meses. “O barato hoje pode ser caro amanhã.”

Antonio Costa, CEO da Azimut Brasil Wealth Management, afirma que a orientação aos clientes da casa foi ter muita cautela e evitar grandes alterações no portfólio. “Para recursos novos, nossa recomendação foi ficar da forma mais conservadora possível nesse primeiro momento e aguardar a hora correta para fazer uma alocação buscando um maior alfa”, diz.”Não estamos recomendando aumentar o risco nesse momento.”

Ainda que seja impossível saber o momento exato de retomada, Costa assinala que é melhor não se precipitar, ainda que o investidor possa perder parte do movimento de alta dos ativos.

Um levantamento feito pela XP Investimentos com 30 gestores de ações mostra que a maioria (53%) acredita que levará de um a dois anos para a bolsa voltar aos níveis pré-carnaval, na faixa de 115.000 pontos.

2. Tenho uma parcela pequena do meu patrimônio investida em ações. É hora de aproveitar para comprar?

A julgar pela rápida captação de recursos do lendário fundo Cougar, da Dynamo, quem tem dinheiro está aproveitando a queda das ações (e das cotas de fundos) para fazer algumas compras.

Com o fundo reaberto ontem, em algumas poucas horas, a gestora encerrou o recebimento de manifestações de intenção de investir em seu fundo de ações em um valor total de R$ 300 milhões. O valor mínimo para novos cotistas era de R$ 300 mil.

Conforme o levantamento feito com a XP, contudo, no geral, os gestores de fundos de ações estão bastante cautelosos. A maioria está diminuindo o risco das carteiras, via aumento de caixa, compra de proteção ou mudando a composição dos portfólios para empresas mais defensivas.

Uma das gestoras mais prejudicadas com a crise, dada a alta exposição a risco de seus fundos, a Alaska realizou uma live no Instagram (confira mais nesta matéria) na noite de quinta-feira, em que o gestor e sócio Henrique Bredda afirmou que segue confiante nos fundamentos das empresas, especialmente as do mercado doméstico, e que as carteiras estão com posições 100% compradas em ações, ainda que a Bolsa possa estar exposta a novas quedas.

As mudanças, contudo, têm sido pontuais. Posições mais vinculadas à cena doméstica têm sido privilegiadas nos fundos de ações, caso de Magazine Luiza, Aliansce Sonae e Cogna, com certa diluição de papéis ligados a commodities.

Conhecido como um dos maiores investidores da Bolsa e detentor do fundo exclusivo Poland, Luiz Alves Paes de Barros, também sócio da Alaska, disse que, em meio ao pânico visto nos mercados, as ações ficaram ainda mais baratas do que já estavam, e que pessoalmente acelerou suas posições, mencionando discrepâncias de preços vistas em papéis como os da Petrobras, da Vale e da Braskem. “Mas, infelizmente, pode piorar antes de melhorar. O objetivo é comprar ação barata.”

3. Meu fundo está com desempenho péssimo. Devo resgatar e migrar para um gestor com resultado melhor?

A resposta a essa questão pode depender do prazo de resgate do fundo. Como as carteiras de ações e multimercado têm sido as mais prejudicadas neste momento e seus prazos de resgate podem ser muito mais longos que os de fundos de renda fixa, ultrapassando 30 ou 60 dias, o investidor pode vir a receber o dinheiro de volta justamente quando o mercado estiver melhorando. (leia mais nesta matéria)

Com baixa visibilidade sobre o horizonte, a recomendação é aguardar. Guilherme Anversa, sócio e gestor da XP Advisory, lembra que os fundos podem oferecer a possibilidade de uma saída antecipada, sem respeitar, portanto, os prazos de resgate previstos, mas não recomenda a alternativa. “Essa é a pior opção para se fazer nesse tipo de produto”, ressalta Anversa, diante de grandes perdas a serem assumidas em um momento de incerteza, e a um alto custo.

4. O Tesouro Direto voltou a valer a pena?

Enquanto os preços das ações despencaram na Bolsa, as taxas dos títulos públicos dispararam, com o aumento da aversão a risco. Coube ao investidor, contudo, apenas observar. Papéis com retornos prefixados chegaram a pagar juros nominais acima de 9% ao ano, enquanto títulos com rentabilidades indexadas à inflação voltaram ao patamar de juro real de 5% ao ano.

Leia também:
O que fazer com os seus investimentos em dias de pânico no mercado?
Gestores de fundos adotam postura conservadora depois da derrocada dos mercados

Quem tentou comprar os papéis, porém, não conseguiu. O sistema ficou suspenso grande parte da semana por conta da maior volatilidade, o que impediu o acesso aos ativos. Nesta sexta-feira, inclusive, ainda que as taxas seguissem maiores que na semana anterior, elas já haviam recuado bastante em relação às máximas alcançadas.

Embora as incertezas permaneçam e possam levar as taxas de volta aos prêmios máximos desta semana, gestores tendem a enxergar juros reais a partir de 4% ao ano como atrativos para o carregamento, isto é, para o vencimento, dada a proteção dos papéis por conta da correção pela inflação.

5. Os fundos de crédito podem ter problemas?

Por ora, são poucas as análises de fundos de crédito por parte de alocadores de recursos. Costa, da Azimut Brasil Wealth Management, diz enxergar oportunidades em títulos públicos, mas indica que a gestora de patrimônio não parou para olhar para papéis de crédito privado, até por não ter observado tantos saques da categoria para justificar uma compressão de preços. “Ainda é muito cedo para fazer uma análise”, afirma.

A gestora de fundos de crédito Sparta disse, via nota, não ver impactos relevantes para a classe de crédito privado high grade, ou seja, com alta qualidade de crédito.

“Dado o período recente de recessão que passamos, as empresas estão pouco alavancadas e, por isso, com mais fôlego para atravessar períodos mais difíceis. O universo de empresas que cobrimos em nossas estratégias possui mais de um ano de dívida em caixa, portanto com bastante folga para absorver impactos de curto prazo”, informou a casa.

“A curva de juros tem oscilado bastante, trazendo assim também mais oscilação para os produtos, mas não porque a volatilidade da carteira aumentou ou porque há mais risco de crédito, mas sim porque a rentabilidade relativa (“como percentual do CDI) é mais impactada com qualquer movimento para cima ou para baixo”, reforçou a gestora.

6. Como posso proteger minha carteira de crises? Vale a pena investir em fundos atrelados ao dólar?

Idealmente, o investidor deveria manter uma parcela do seu patrimônio permanentemente em ativos tidos como seguros, com tendência a ter um desempenho diferente da maior parte da carteira.

Ativos vinculados a dólar, ouro e opções estão entre as alternativas, assim como fundos quantitativos e com exposição internacional. Dado que esses produtos ficaram mais caros em meio ao pânico que tomou conta dos mercados nos últimos dias, há quem considere tarde demais para correr atrás de hedge, caso de Otávio Vieira, sócio da gestora de patrimônio da Taler.

Marc Forster, head da Western Asset no Brasil, ressalta que a carteira do investidor deveria ter proteções a todo momento, não só quando o movimento é de baixa. Mas o momento pode ser de fato tardio para alguns investidores.

“Não sei se faz sentido comprar dólar hoje. O petróleo está afetando a situação fiscal dos países exportadores e o dólar segue subindo. Mas, com os bancos centrais cortando juros e em um cenário de melhora do coronavírus, o crescimento pode voltar e o câmbio, ceder. Então é muito incerto”, afirma Forster.

Anversa, da XP Advisory, concorda. “Compre seguros quando ninguém está olhando para eles. Agora não é o momento de grandes defesas.”

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Tesouro Direto libera negociação de Tesouro Selic mesmo durante suspensões do programa

SÃO PAULO – O Tesouro Nacional liberou a partir desta sexta-feira (13) o investimento e o resgate no Tesouro Selic, mesmo nos momentos em que as negociações dos demais papéis do programa estiverem interrompidas.

A mudança surge em uma semana de diversas suspensões da plataforma online do governo federal de compra e venda de títulos públicos, diante de um ambiente de maior aversão a risco nos cenários doméstico e internacional.

Leia também:
– Taxas de títulos do Tesouro encerram operações em queda na sexta

Nos últimos dias, por conta das paralisações do programa, investidores se queixaram de não conseguir acessar o sistema para resgatar, em especial, o Tesouro Selic, que é atrelado à taxa básica de juros e conhecido por sua alta liquidez.

Isso porque quando há forte volatilidade no mercado, com aumentos ou quedas bruscas nos preços dos títulos públicos, o Tesouro Direto suspende temporariamente as negociações para evitar que o investidor feche transações a um preço que possa ficar rapidamente defasado.

O objetivo, segundo o Tesouro, é garantir que as transações sejam sempre realizadas a taxas justas, alinhadas às taxas praticadas no mercado secundário.

“A novidade resulta de uma força-tarefa de equipes do Tesouro Nacional e da B3 e atende à necessidade dos investidores que queiram comprar ou vender o Tesouro Selic, que representa pouco mais de 33% do estoque do programa, mesmo em momentos de maior volatilidade do mercado”, escreveu o Tesouro em nota.

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INSS restringe funcionamento de agências e limita acompanhantes

O INSS anunciou nesta segunda-feira, 16, que vai restringir o horário de funcionamento das agências. O atendimento espontâneo, aquele que não precisa de agendamento, só será feito de segunda a sexta, das 7h às 13h. Das 13h às 17h, apenas segurados com atendimento pré-marcado serão atendidos. Caso não haja nada programado, a agência será fechada.

“Vale lembrar que a maioria dos atendimentos espontâneos feitos nas agências são em função de pessoas que buscam por informações que estão disponíveis nos canais digitais”, diz o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em nota. A orientação do órgão é só buscar atendimento presencial em casos imprescindíveis, como em caso de perícia médica.

O INSS também vai restringir a presença de acompanhantes dos segurados durante o atendimento nas agências. Apenas poderão permanecer procuradores ou representantes legais devidamente identificados.

“Nas situações em que for necessário comparecer a uma agência, os segurados devem seguir as regras de higiene – amplamente divulgadas – e manter sempre as mãos lavadas, com uso posterior do álcool em gel”, diz a nota.

O INSS também determinou que todos os servidores e empregados acima de 60 anos, portadores de doenças crônicas, gestantes e lactantes ou aqueles cujos familiares que habitam na mesma residência estejam no grupo de risco de aumento de mortalidade sejam deslocados do atendimento ao público para exercerem suas atividades de forma remota.

“Vale destacar que as prestadoras de serviços de limpeza e conservação, mediante orientação dos gestores e fiscais, já estão dando especial atenção à limpeza dos banheiros, elevadores corrimões, maçanetas, áreas de atendimento e salas de perícia. Além disso, devem garantir a disponibilidade de sabonetes nos banheiros para a higienização das mãos”, afirma a nota.

O INSS informou ainda que poderá adotar, a qualquer momento, novas medidas de prevenção do novo coronavírus sob orientação do Ministério da Saúde.

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Bancos aumentam juros em linhas de crédito para empresas

São Paulo – Está se transformando em algo usual. Os maiores bancos brasileiros anunciam redução de juros assim que o Comitê de Políticas Monetária (Copom) divulga corte da taxa básica da economia, que hoje está em 4,25% ao ano. É possível que esse movimento se repita nesta semana quando a autoridade monetária volta a se reunir para decidir se mantém ou reduz novamente a taxa Selic. Apesar dos cortes nos juros bancários, os percentuais cobrados pelas instituições estão muito acima do patamar da Selic. Mas não é só isso. Nem todas as linhas de crédito são contempladas com reduções – na verdade, há casos em que a trajetória de juros é ascendente.

É o caso da linha de capital de giro prefixada de 365 dias para empresas do Santander. Há dois anos, a taxa era de 25,82%, passou para 35,34% e atualmente está em 49,71%. Nessa categoria, os juros mais baratos dentre as cinco maiores instituições são do Banco do Brasil, que cobra 13,11% ao ano, de acordo com dados do Banco Central. Mas no ano passado essa taxa era mais baixa, de 13,05%. O Itaú vem em seguida com 13,57%, o Bradesco com 21,18% e depois a Caixa com 34,30%.

Taxa de capital de giro até 365 dias (em %)

Banco mar/18 mar/19 mar/20
BB 19,61 13,05 13,11
Bradesco 26,33 21,82 21,18
Caixa 46,82 40,32 34,30
Itaú Unibanco 22,91 23,88 13,57
Santander 25,82 35,34 49,71

Especialistas recomendam que os empresários negociem com os gerentes melhores condições de pagamento, especialmente agora que a pandemia de coronavírus pode afetar vários setores econômicos. Foi pensando em ajudá-los, inclusive, que os cinco maiores do bancos do país anunciaram nesta segunda-feira (16) que podem prorrogar a cobrança dos empréstimos em até 60 dias. A iniciativa é voltada apenas para quem está em dia com os pagamentos e para aqueles que já contrataram a linha de crédito. Ou seja, não vale para novos empréstimos.

A medida joga a favor do consumidor. Mesmo assim, segundo especialistas em finanças pessoais, é imprescindível fazer pesquisa de preço. Afinal, juro é um custo e quanto menor melhor. Vale até mesmo pedir portabilidade para instituições seguras que cobram menos taxas e dão melhores condições de pagamento.

“O banco de origem não pode se negar a fazer essa operação, mas nada impede que ele ofereça melhores condições de crédito para seu cliente. Do lado do cliente, é importante pesquisar para achar a proposta que lhe for mais vantajosa”, diz o BC, em documento. “Para ter direito ao benefício de isenção de imposto e de tarifa na operação, é preciso que o cliente (correntista) informe ao banco que originalmente concedeu o crédito que se trata de uma operação de portabilidade. Se o cliente simplesmente fizer a quitação antecipada com os recursos tomados de outra instituição, pagará imposto sobre operações financeiras e tarifa.”

Mas não é somente na linha de capital de giro que bancos aumentaram as taxas, apesar da queda da Selic. Isso também acontece com o cheque especial, que é muito usado por micro e pequenos empreendedores. Com exceção dos bancos públicos (BB e Caixa), os privados aumentaram os preços cobrados das empresas nos últimos dois anos.

Taxa de cheque especial (em %)

Bancos mar/18 mar/19 mar/20
BB 358,43 363,26 83,75
Bradesco 309,24 375,63 392,31
Caixa 361,99 353,00 206,72
Itaú Unibanco 341,23 356,98 358,28
Santander 364,22 371,42 375,28

Veja também as taxas cobradas de desconto de cheque e desconto de duplicata.

Taxa de desconto de cheques (em %)

Bancos mar/18 mar/19 mar/20
BB 42,16 36,42 31,91
Bradesco 35,74 36,55 33,28
Caixa  48,18 39,01 31,26
Itaú Unibanco 40,25 33,41 27,73
Santander 35,89 32,30 31,57

 

Taxa de desconto de duplicata (em %)

Bancos mar/18 mar/19 mar/20
BB 21,51 25,02 19,66
Bradesco 19,83 19,40 12,01
Caixa  52,26 38,03 31,85
Itaú Unibanco 22,54 21,68 17,48
Santander 19,69 18,92 15,21

 

Procurados, os bancos não se manifestaram até a publicação dessa matéria.

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Bitcoin tem queda de 35% na semana do COVID-19 – Notícias da semana

#1 Bitcoin tem queda de 35% na semana do COVID-19

O coronavírus (COVID-19) têm afetado toda a população mundial de diversas maneiras, e com o mercado financeiro não seria diferente. Na última semana as criptomoedas tiverem uma queda que surpreendeu a todos, com o bitcoin tendo uma queda acumulativa de quase 40% em apenas 3 dias.

O ponto mais significativo desta queda se dá ao fato do bitcoin ter sofrido a pior perda diária em quase 7 anos, e tudo isso se deve a pandemia do COVID-19.

“Muitas pessoas resgataram para fazer caixa”, afirma Safiri Félix, diretor-executivo da Associação Brasileira de Criptoeconomia. 

Com o bitcoin chegando há quase U$ 4.000 dólares, essa queda histórica não foi a única no mercado financeiro, quase todos os meios de investimento sofreram quedas inesperadas e acionaram um certo desespero nos investidores.

“Mas com a mesma rapidez que o bitcoin cai ele pode voltar a subir”, complementa Félix.

Fonte: https://exame.abril.com.br/mercados/bitcoin-acumula-queda-de-33-na-semana-com-coronavirus/

#2 Mercado financeiro reduz estimativa de crescimento em 2020

Instituições financeiras que foram consultadas pelo Banco central, divulgaram uma estimativa de redução para a economia deste ano. 

A estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano era de 1,99%, após os acontecimentos com o mercado financeiro e o coronavírus, esse número caiu para 1,68%.

Mesmo o dólar chegando a R$ 5,01 na última semana, a estimativa para o fechamento do dólar neste ano é de R$ 4,35, e em 2021 é que chegue em R$ 4,20.

A taxa Selic também sofreu alterações em sua estimativa para 2020 e 2021, mesmo sofrendo alterações do fim de 2019 até o momento, houve uma redução de 4,25% para 3,75%.

Outras alterações serão feitas também, juros bancários, reajustes na economia e a situação do coronavírus até aqui, podem ocasionar em mais reajustes nas porcentagens durante o ano todo.

Não se sabe como isso afetará diretamente a população, mas a estimativas não são positivas para ninguém.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-03/mercado-financeiro-reduz-estimativa-de-crescimento-da-economia-em-2020-0

#3 O entretenimento em 2020 está estagnado!

O coronavírus está chegando em um estágio chocante para a população mundial, com o número de infectados chegando a 175.000 infectados no mundo inteiro, o entretenimento mundial também está se prevenindo.

Após diversos eventos voltados para o entretenimento mundial serem adiados e/ou cancelados por conta de aglomerações de pessoas do mundo todo, companhia aéreas também estão cancelando voos para alguns destinos.

A E3, principal evento de games do mundo, anunciou nesta quarta-feira através da ESA, que seria inevitável chegar a essa conclusão.

“Após uma consulta cuidadosa com nossas empresas associadas sobre a saúde e a segurança de todos em nossa indústria – nossos fãs, nossos funcionários, nossos expositores e nossos parceiros E3 de longa data – tomamos a difícil decisão de cancelar o E3 2020”, afirmou a ESA em seu comunicado oficial.

Além da E3, a GDC também teve seu evento cancelado, ocasionando que todas as empresas que iriam fazer suas apresentações presenciais, façam elas em formato de livestream. 

Outros grandes eventos foram cancelados neste ano com receio do coronavírus: CinemaCon, Salão do Automóvel, Lollapalooza, festivais, turnês e até mesmo os filmes, “007 – Sem tempo para morrer”, “Velozes e furiosos 9”, “Mulan” e filmes da Marvel tivessem seus lançamentos adiados.

O futebol vem adotando também as devidas precauções para o controle do vírus no mundo. Até o momento da postagem desta matéria (16 de março de 2020, às 13:00) todos os campeonatos mundiais estão suspensos por tempo indeterminado, com exceção de alguns campeonatos estaduais do Brasil e todas as competições oficiais da CBF adotaram as medidas de prevenção.

A Europa tem sido o continente com mais alarmes de emergência nos últimos dias, muitos atletas e pessoas da comissão técnica deram positivo para o teste do coronavírus e estão em quarentena desde então.

Arsenal, Chelsea, Hanoover 96, Juventus, Real Madrid, Utah Jazz, Celtics, Cavaliers são apenas alguns dos times que adotaram a prevenção por conta dos testes positivas em suas instituições.

Fonte: https://cointimes.com.br/o-impacto-do-coronavirus-na-industria-do-entretenimento/

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