Após Dynamo e Atmos, Bogari reabre captação de fundos de ações

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SÃO PAULO – Depois de captações encerradas em poucas horas pelas lendárias gestoras Dynamo e Atmos, agora a vez de a Bogari Capital abrir os fundos de ações para investimentos nesta crise.

Desde sexta-feira, os fundos Bogari Value FIC FIA e Bogari Value Q FIC FIA estão abertos para captações no total conjunto de até R$ 400 milhões.

O Bogari Value Q é destinado a investidores qualificados, isto é, com pelo menos R$ 1 milhão em aplicações financeiras, e exige investimento mínimo de R$ 300 mil dos novos cotistas. A movimentação mínima para cotistas atuais corresponde a R$ 10 mil.

Dirigido ao público geral, o Bogari Value exige uma aplicação mínima de R$ 150 mil, tanto para novos quanto para atuais cotistas.

No acumulado de março até esta quarta-feira (18), o Bogari Value FIC FIA perdia 38,3%, com baixa de 40,5% no ano e de 18,2%, em 12 meses. Desde o início, em 2008, contudo, o retorno histórico é de 417%. Criado mais tarde, em 2017, o fundo voltado para qualificados tem um desempenho bem próximo no mês, no ano e em 12 meses, com perdas ligeiramente menores.

Os dois fundos de ações são bastante parecidos, apenas com a diferença de o Bogari Value Q, voltado para qualificados, poder ter exposição a investimentos fora do Brasil, com uma fatia atualmente em papéis do Mercado Livre. Para compensar a distinção, a carteira do Bogari Value tem alocações um pouco maiores nos outros papéis, presentes em ambas as carteiras.

Em meio à queda do patrimônio, os fundos, que estavam fechados desde o início de janeiro, foram reabertos para permitir alocações principalmente dos atuais cotistas, diante dos níveis de preços mais baixos, diz Felipe de Luca, sócio e gestor da Bogari.

Entre as principais posições, de Luca cita NotreDame Intermédica como maior destaque, seguida de Alpargatas, Cosan, Eneva e Pão de Açúcar.

“A carteira é, na maior parte, composta por empresas muito sólidas e com estrutura de capital adequada para atravessar um período de turbulência. Achamos que elas têm probabilidade de entregar resultados muito altos para o acionista nesse nível de preço”, diz de Luca.

Segundo o gestor, a Bogari começou o ano com um caixa aproximado de 10%, que caiu para 4% agora, com alocações feitas gradualmente, principalmente em ações já presentes no portfólio. “Achamos hoje que os preços estão muito bons, adoraríamos estar com mais caixa para fazer alocações relevantes neste momento. Estamos confortáveis com esse nível de preço, mas pouco confortáveis em relação a como a crise vai evoluir.”

Indisponíveis em plataformas, os fundos podem ser acessados por meio de contato direto com a Bogari.

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Onde vale a pena investir na renda fixa? Especialista responde

SÃO PAULO – Com o caos instalado no mercado financeiro, a rentabilidade de certos investimentos de renda fixa voltou a aumentar – e a chamar a atenção de investidores que querem fugir da volatilidade das Bolsas.

Mas o que vale a pena na renda fixa agora? Como fazer os melhores investimentos de acordo com seu perfil?

Essas e outras questões foram respondidas por Alan Ghani, economista, professor e colunista do InfoMoney numa live que aconteceu hoje às 18h.

A live faz parte da campanha InfoMoney Orienta, que tem o objetivo de ajudar você a se planejar e investir melhor durante a crise. Para receber todo o conteúdo da campanha, cadastre-se aqui.

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Bolsa: o que fazer com seus investimentos nesta crise? Especialistas respondem

InfoMoney Orienta: iniciativa do InfoMoney para ajudar seus leitores a lidar a com as finanças durante a crise

SÃO PAULO – De olho nas dúvidas de investidores sobre os mercados acionários e as oportunidades de investimento em ações no atual cenário de crise, o InfoMoney conversou com Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP Investimentos (confira mais aqui), e Vitor Miziara, responsável pela área de alocação do escritório Criteria Investimentos.

A iniciativa faz parte da campanha InfoMoney Orienta, que tem como objetivo ajudar os leitores a se planejar e decidir o que fazer com suas aplicações finaceiras em um contexto turbulento para os mercados, diante da pandemia de coronavírus.

Você também pode enviar suas perguntas e comentários para o e-mail orienta@infomoney.com.br ou utilizando a hashtag #InfoMoneyOrienta no Twitter e no Instagram.

As dúvidas serão analisadas por especialistas financeiros e as respostas serão publicadas nos próximos dias no site, no Instagram, no Twitter e no canal no Youtube do InfoMoney.

Os mercados vêm passando por uma forte deterioração nas últimas semanas. O que justifica a rápida mudança nas expectativas e a maior volatilidade?

Fernando Ferreira: Para desacelerar novos casos, as soluções têm sido quarentenas, suspensão da produção em fábricas, cancelamento de eventos, viagens e fechamento de fronteiras. Isso desacelera a curva de crescimento do coronavírus, mas tem impacto na atividade econômica.

Os economistas não falam mais se teremos uma recessão global, mas por quanto tempo e quão dura ela será. Vamos ter uma restrição da demanda e da oferta, já que muitas cadeias de produção estão sendo impactadas. E há uma preocupação com o crédito. As empresas que estão parando a produção podem ter dificuldade de pagar suas dívidas ou funcionários.

Os governos já anunciaram algumas medidas para lidar com as consequências econômicas do coronavírus, mas ainda assim a resposta dos mercados não foi positiva. Por que isso acontece?

FF: Um dos motivos que leva a essa reação negativa é que, apesar dos estímulos de liquidez e corte de juros, os restaurantes não vão abrir e os voos não vão voltar. Tudo isso tem um impacto pequeno na destruição de demanda. A política monetária é pouco efetiva nesse cenário.

Outro ponto é que as medidas tomadas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano, que anunciou dois cortes de juros e mais de US$ 1 trilhão em medidas de liquidez) indicaram que o cenário pode ser pior que o imaginado inicialmente, elevando a aversão ao risco.

Muitos investidores estão assustados com a sequência de quedas. O que é melhor fazer nesse momento?

FF: Um estudo elaborado pela XP, que considerada crises ocorridas nos últimos 20 anos, mostra que pode ser uma estratégia ruim vender as ações após quedas significativas. Isso porque, no médio e longo prazo, o preço dos papéis se recupera e alcança um retorno superior ao de uma aplicação conservadora (CDI). Quem mantém essas aplicações ou aumenta a exposição em ações, comprando mais, consegue recuperar as perdas registradas durante o período de crise.

A Bolsa já chegou ao seu fundo? É o melhor momento para começar a comprar?

FF: A Bolsa ainda pode cair um pouco mais. Quando olhamos cenários de recessão global, vemos que a Bolsa cai entre 45% e 50%. Até o momento [a entrevista foi feita no dia 17/03], o Ibovespa caiu cerca de 40%. É um bom momento para o investidor começar a comprar ações, mas ele deve fazer de forma gradual.

A Bolsa das Filipinas suspendeu suas negociações após as perdas consecutivas. Isso pode acontecer em outros mercados?

FF: No mercado americano, as Bolsas foram fechadas após os atentados de 11 de setembro. Era um momento de mercado muito disfuncional e com as pessoas reclusas em casa. Fechar só porque o mercado está em queda, como agora, não faz sentido.

Um extremo desse cenário seria a decisão, por razões de saúde pública, de obrigar os profissionais desse mercado a ficarem reclusos em casa. Uma conexão residencial não seria suficiente para lidar com o volume de transações e, dessa forma, as Bolsas poderiam fechar.

E com a Bolsa chegando perto do seu fundo, quais ações ou setores sofreram menos?

FF: Consideramos algumas companhias como defensivas. Elas são mais ligadas ao cenário interno. Nessa lista, é possível citar Telefonica Brasil, Engie e RaiaDrogasil. O mercado já está fazendo essa distinção e esses papéis estão sofrendo menos que outros setores.

O mesmo vale para o setor elétrico, que são empresas boas pagadoras de dividendos, com um dividend yield [parcela do lucro que é distribuída aos acionistas] de mais de 6%, e que se mostram uma alternativa em um cenário em que a Selic está em 3,75% ao ano.

Com a redução das incertezas causadas pelo coronavírus, quais papéis podem ser atrativos?

FF: Depende do horizonte de investimento. Se for de longo prazo, as ações de commodities caíram muito em meio à expectativa de uma recessão global, que reduz a demanda por matérias-primas. Nesse cenário, Vale, Petrobras e JBS devem continuar sofrendo, mas devem se recuperar entre 12 e 18 meses.

No curto prazo, a XP sugere ações mais ligadas ao ciclo interno. Ambev, que possui caixa elevado, e Banco do Brasil, que teve uma queda forte recente. Outros papéis indicados são Engie, Cyrela, Iguatemi, Ecorodovias, Localiza e Via Varejo.

Muitos investidores pessoas físicas entraram na Bolsa nos últimos meses e se depararam pela primeira vez com uma forte queda. Isso pode afastá-los do mercado de renda variável? Os fundos de investimento mostram algum tipo de fuga?

FF: Esse movimento ainda não foi registrado. Pelo contrário, alguns fundos mostram aportes. A questão hoje é o custo de oportunidade. A Selic está em 3,75%. Nesse cenário, o investidor olha para ações que caíram mais de 40% e enxergam a chance de conseguir um retorno melhor quando olham para os próximos dois anos. O investidor pode usar essa oportunidade para buscar mais informações e ver as oportunidades em vez de se desesperar e vender o que tem.

A volatilidade no mercado de opções (direito de comprar ou vender um ativo a um preço pré-determinado) de ações está menor do que no mercado à vista. Por que isso acontece?

Vitor Miziara: Esse mercado está sem liquidez. O preço de uma opção leva em conta a volatilidade, a taxa de juros e o preço do próprio ativo. Como o mercado de juros está muito volátil, os “market makers“, que são os profissionais que compram e vendem os ativos para dar liquidez a esse mercado, estão menos atuantes. Sem essa contraparte, o volume das operações cai.

Alguns fundos de ações apresentam perdas expressivas. Há o risco de um fundo quebrar?

VM: É muito difícil isso acontecer. A exceção seria um fundo muito alavancado. No entanto, os principais gestores, quando a volatilidade do mercado começou a subir muito, optaram por reduzir o risco. A decisão de sacar ou não depende da confiança que se tem no gestor e, para isso, é bom observar qual foi o comportamento dele durante e após crises anteriores

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Tesouro Direto: após dispararem ontem, taxas de títulos públicos registram queda nesta 5ª feira

notas de 100 e 50 reais

SÃO PAULO – Em mais um dia de forte volatilidade nos mercados mundiais e na sequência de um corte de meio ponto percentual na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (18), o Tesouro Direto registrou novas suspensões e encerrou os negócios desta quinta-feira com taxas menores que no dia anterior.

No mercado acionário, o Ibovespa fechou com alta de 5,15%, aos 68.331 pontos, enquanto o dólar comercial registrou queda de 1,8%, a R$ 5,102 na compra e R$ 5,1041 na venda.

No fim da tarde, o título prefixado com prazo em 2023 pagava 6,96% ao ano, ante 7,02% a.a. no pregão anterior, enquanto o retorno do Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 caía de 8,98% para 8,92% ao ano.

Entre os indexados à inflação, o Tesouro IPCA+2026 oferecia um prêmio anual de 4,13%, ante 4,16% a.a. na tarde de quarta-feira (18). Já os papéis com vencimentos em 2035 e 2045 pagavam uma taxa de 4,37% ao ano, ante 4,58% a.a. anteriormente.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta quinta-feira (19):

Noticiário

No comunicado divulgado ontem após a decisão do Copom, o Banco Central falou em “cautela” e disse que, neste momento, vê como adequada a manutenção da taxa Selic em seu novo patamar.

Em relatório, o Credit Suisse diz ver a autoridade monetária agindo de forma mais sensível à evolução do cenário macroeconômico em suas próximas reuniões. O banco não descarta, contudo, algum espaço para novos cortes da Selic, como resultado da alta probabilidade de deterioração dos indicadores de atividade econômica nos próximos meses.

De olho no impacto recessivo da Covid-19, JP Morgan e Goldman Sachs voltaram a revisar suas expectativas para a expansão do PIB brasileiro.

Hoje, os mercados seguiram acompanhando os esforços para combater o coronavírus. Na noite de ontem, o Banco Central Europeu (BCE) lançou um pacote de 750 bilhões de Euros para prover liquidez aos mercados.

Hoje o Bank of England (banco central da Inglaterra) cortou os juros em 15 pontos-base, para 0,1% ao ano. A autoridade monetária também elevou sua compra de títulos da dívida britânica em 200 bilhões de libras, para 645 bilhões de libras.

No Brasil, por conta do avanço no número de casos da doença, a Câmara aprovou o decreto que reconhece calamidade pública até 31 de dezembro e permite o descumprimento da meta fiscal. Também foi aprovada a MP 899, que permite a renegociação de dívidas. O Senado precisa votá-la na semana que vem para manter a eficácia da medida.

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Selic cai a 3,75% e Bolsa já perde 42% no ano: como investir nesse cenário?

SÃO PAULO – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu hoje cortar a taxa básica de juros em meio ponto percentual, para 3,75% ao ano – novo piso histórico. Em linha com o que tem sido praticado por bancos centrais ao redor do mundo, o movimento passou a ser esperado pelo mercado financeiro com a deterioração das expectativas, em meio ao avanço da epidemia de coronavírus e seus impactos sobre a economia.

O cenário segue bastante turbulento para ativos de risco e, com a Selic cortada mais uma vez, as dúvidas do investidor só aumentam: como se comportar nesse contexto? É hora de reduzir a posição em Bolsa ou comprar mais? Ainda faz sentido investir na renda fixa? O InfoMoney conversou com planejadores financeiros, assessores de investimento e gestores de patrimônio para buscar respostas a essas e outras questões.

O consenso é que, diante de um ambiente ainda muito incerto, o investidor deve ser cauteloso, seguir fiel ao seu perfil de risco e não apostar todas as fichas em uma única aplicação – nem de uma única vez. Apesar das turbulências, há oportunidades tanto em Bolsa quanto em renda fixa.

Uma coisa, porém, é fato: com juros na mínima, produtos com retornos pós-fixados, indexados ao CDI, estão rendendo cada vez menos e podem, inclusive, perder da inflação, e o mesmo acontece com a rentabilidade da caderneta de poupança, que é atrelada à taxa Selic.

Nos últimos 12 meses até fevereiro, a caderneta rendeu 4,02%. Agora, com a Selic em 3,75% ao ano, o retorno anual da poupança passa a ser de 2,62%, portanto, perdendo para demais aplicações conservadoras e até para a inflação, caso a estimativa de alta de 3,10% para o IPCA neste ano se confirme.

Confira a seguir como R$ 10 mil renderiam hoje ao longo dos próximos 12 meses, considerando três cenários para a Selic: com cortes para 3,75% ao ano, para 3,50% ou 3,25% ao ano.

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Bolsa: é hora de comprar?

As últimas semanas não têm sido fáceis para os investidores de renda variável. No Brasil, com um ambiente de forte aversão a risco, o “circuit breaker”, mecanismo disparado pela Bolsa para interromper a sessão quando ocorrem oscilações muito bruscas e atípicas no mercado de ações, foi acionado nada menos do que seis vezes pela B3 nos últimos dias, hoje inclusive.

No ano, o Ibovespa cai 42,2% e é negociado no menor patamar desde 2017. Com investidores amargando perdas, a dúvida é se ainda faz sentido insistir nas posições e até aumentar a alocação, ou se é melhor vender e assumir as perdas.

Na avaliação de Renan Rego, sócio e gestor da gestora de patrimônio G5 Partners, o momento é interessante para aumentar a fatia de risco do portfólio, desde que haja parcimônia.

Segundo ele, a ida às compras deve ser feita aos poucos e respeitando certa liquidez do portfólio, dado que o cenário ainda promete novos desdobramentos – o que pode afetar o preço dos ativos e abrir novas portas de entrada.

“Não é para utilizar o bolso inteiro para migrar para o risco, mas parte dele. É preciso preservar a liquidez caso a Bolsa continue caindo, para que o investidor não perca uma oportunidade que pode ser única.”

Renan Rego, da G5 Partners

A opinião é compartilhada por Felipe Dexheimer, coordenador de alocação da XP Investimentos, que diz ver preços atrativos na Bolsa e sugere uma alocação gradual, ao longo de seis meses, quando a turbulência dos mercados poderá passar.

“Se optar por ações individuais, [o investidor] tem que entender se o setor vai sobreviver a esse tumulto todo. Tem coisas muito baratas que podem não sobreviver no pós-crise”, afirmou em entrevista ao InfoMoney, na segunda-feira (16).

Para alguns gestores, a queda nos preços tem gerado “pechinchas” no mercado. Cesar Paiva, sócio fundador e gestor da Real Investor, diz estar usando gradativamente o caixa para aumentar a posição em Bolsa. “Em algumas semanas, deveremos estar 100% alocados”, escreveu, em sua conta no Twitter.

A procura por promoções também tem sido adotada pela gestora NCH Capital. Ao InfoMoney, James Gulbrandsen, CIO da NCH Capital, contou que a casa está ativamente comprando ações desde quinta-feira (12), aumentando a exposição principalmente em papéis já presentes no portfólio, como B3, Banco do Brasil, Weg, Totvs, BB Seguridade e JBS.

Desconforto com o risco

Já Mauro Morelli, assessor de investimentos do escritório Davos, defende que o cenário está nebuloso e que não é possível analisar se os preços estão atrativos ou “salgados”. “A regra é: quem está fora, fica fora, e quem está dentro, permanece”, diz.

Segundo ele, o investidor que está na Bolsa deve se questionar se entrou da maneira correta, isto é, em um volume financeiro que não será demandado no curto prazo, que lhe dê o mínimo de tranquilidade para aguentar os solavancos dos mercados.

Caso o investidor se dê conta que precisa do dinheiro e que está desconfortável com a posição, é necessária uma realocação da carteira, dada a inadequação da exposição ao seu perfil de investidor.

“Se a parte de risco da carteira estiver adequada e o objetivo for de longo prazo, estar nesse momento na Bolsa é importante, porque alguma hora o mercado vai voltar e é importante que a carteira esteja posicionada. Caso contrário, o investidor vai perder rendimento e prejudicar seu investimento à frente”, reforça Jailon Giacomelli, planejador financeiro com certificação CFP e diretor de operações do escritório Par Mais. O momento, diz Giacomelli, é de cautela e entendimento do risco.

Uma sugestão para a parte mais arrojada do portfólio, segundo Otavio Vieira, sócio da gestora de patrimônio Taler, é montar uma posição em um ETF que replique o desempenho do Ibovespa, como BOVA11, que tem liquidez e, consequentemente, permite maior mobilidade. A carteira pode ser diversificada com o investimento em outros fundos de ações.

Em fundos multimercado, por outro lado, Vieira prefere ter hoje uma exposição reduzida. “Os gestores não estão conseguindo reagir aos eventos, porque todo dia tem novidade. É melhor montar uma posição de renda fixa no Tesouro Direto do que por meio de multimercado”, afirma.

Renda fixa: títulos públicos ainda têm “gordura”

Da mesma forma como na Bolsa, a volatilidade tem atingido em cheio as negociações de títulos públicos. O aumento das incertezas e da aversão a risco têm levado a juros maiores pagos no Tesouro Direto, o que abre oportunidades neste momento.

Papéis com retornos prefixados chegaram a pagar taxas nominais acima de 9%, o que não era visto desde janeiro de 2019, enquanto títulos com rentabilidades indexadas à inflação retomaram juros reais acima dos 5% ao ano, o que também não acontecia desde 2018. É o caso do Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031, que chegou a pagar 9,24% ao ano na quinta-feira (12).

O problema tem sido negociar os papéis, com uma série de interrupções do programa.

Rego, da G5, diz ver oportunidade especialmente em títulos com vencimentos médios. Entre os prefixados, o gestor se diz confortável com posições de prazos entre 2025 e 2027 e, nas NTN-Bs, de 2026 a 2028. Entre os títulos disponíveis para investimento no Tesouro Direto nesta quarta-feira (18), o Tesouro IPCA+ 2026 e o Tesouro Prefixado 2026 pagavam taxas de 4,16% e 8,32% ao ano, respectivamente.

Assim como em ações, Rego não recomenda o investimento integral de uma única vez, mas aos poucos, de forma a preservar a liquidez da carteira para aproveitar tanto o aumento das taxas dos títulos, quanto a queda da Bolsa.

Dexheimer, da XP, diz gostar de títulos prefixados com prazos de três a quatro anos. “A situação econômica global pedindo que o Banco Central corte juros, somada a uma canetada do Benefício de Prestação Continuada (BCP), que colocou as contas do Brasil em xeque, permite um prêmio absurdo [nos prefixados] a ser capturado ao longo dos próximos meses”, diz.

Com relação aos papéis indexados à inflação, o alocador da XP destaca a preferência, no longo prazo, por títulos com vencimentos mais alongados, de forma a proteger o poder de compra do investidor.

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Receita já recebeu 5,8 mi de declarações do IR; prazo final está mantido

A Receita Federal informou, nesta sexta-feira (19), apesar da pandemia de coronavírus (Covid-19) e o surgimento de novos casos da doença no país, mantém o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2020 no dia 30 de abril.

Em nota enviada a EXAME, a Receita disse que “até o momento não tem nenhum comunicado sobre alterações no período de entrega da Declaração do IR.”

Até a última quinta-feira, 5.877.065 milhões de declarações já foram entregues. A expectativa é de 32 milhões.

Quem deve declarar

Está obrigado a declarar o Imposto de Renda 2020 quem recebeu rendimentos tributáveis em 2019 em valores superiores a R$ 28.559,70 ou ganhou mais de 40 mil reais em rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte no ano, como indenizações trabalhistas ou rendimento de poupança.

Ainda que não tenha registrado os rendimentos acima, deve declarar o imposto quem se enquadra em pelo menos uma das condições a seguir:

Critérios Condições
Rendimentos tributáveis Recebeu rendimentos tributáveis (como salários e aluguéis) cuja soma anual foi superior a 28.559,70 reais;
Rendimentos isentos Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (como indenizações trabalhistas, caderneta de poupança ou doações) em valor superior a 40 mil reais;
Ganhos de capital (lucro) Obteve, em qualquer mês, lucro na venda de bens ou direitos sujeitos à incidência de imposto de renda, como imóveis vendidos com lucro;
Bolsa Realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas (por exemplo, comprou ou vendeu ações na bolsa);
Venda de imóvel com isenção de imposto sobre ganho de capital Optou pela isenção do IR incidente sobre o ganho de capital recebido na venda de imóveis residenciais cujo valor resultante da venda tenha sido aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país no prazo de 180 dias, contados a partir da data de celebração do contrato de venda ? por mais que haja a isenção, esse tipo de transação deve ser declarado.
Bens e direitos Tinha, em 31 de dezembro de 2019, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a 300 mil reais (por exemplo, um imóvel de 500 mil reais, ou ações no valor de 400 mil reais);
Atividade rural Obteve receita bruta em valor superior a 142.798,50 reais com atividade rural; ou quem pretende compensar, no ano-calendário de 2018 ou posteriores, prejuízos com atividade rural em anos anteriores ou no próprio ano-calendário de 2019.

Nesse ano, a pessoa física pode optar pelo desconto simplificado, correspondente à dedução de 20% do valor dos rendimentos tributáveis na declaração, limitado a 16.754,34 reais.

Os contribuintes podem preencher a declaração por meio de tablets e smartphones, acessando o aplicativo Meu Imposto de Renda para aparelhos Android ou iOs. O serviço estará ainda disponível no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC). Para acessá-lo, é necessário ter certificado digital.

A multa para quem apresentar a declaração depois do prazo é de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, com valor mínimo de R$ 165,74, e máximo de 20% do Imposto de Renda devido.

O sistema de recepção de declarações da Receita funciona 20 horas por dia. Fica indisponível somente na madrugada, entre 1 hora e 5 horas. No site do órgão, há conjunto de informações completas sobre como preencher corretamente o documento, além das regras sobre o que pode ser utilizado como deduções.

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Agarrem-se aos seus ativos

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Dirijo-me aos que permanecem investidos em ações, que acredito serem a imensa maioria dos que entraram no mercado nos últimos 18 meses.

Começo repetindo uma frase que ouvi ontem de um colega investidor, que reputo ser uma das cabeças privilegiadas do mercado: “Agarrem-se aos seus ativos porque o barco vai chacoalhar, e muito”.

É incontável o número de crises que já vivi, e também a natureza delas.

A primeira notícia boa é que eu me lembro muito pouco de cada uma delas (minha mulher diz que o problema é que não tenho memória!). Mas acho que isso se deve ao fato de que, invariavelmente, o final foi feliz.

Como na peça de William Shakespeare, All’s Well That Ends Well.

O principal diferencial que vejo nesta crise é a velocidade com que se implantou, reproduzida nas quedas do mercado de capitais. Jamais o preço das ações caiu tão rapidamente, ainda que as baixas tenham sido entrecortadas por dias de forte recuperação.

Esse último aspecto é, a meu ver, característico das personalidades maníaco-depressivas que estão moldando nosso comportamento.

A velocidade acentuada é um grande chamamento à intervenção do Estado, que vem de uma experiência muito bem sucedida de “quantitative easing” na política monetária.

Fazer jorrar dinheiro fez com que a crise de 2008 tivesse uma saída rápida e quase indolor.

Já estamos vendo que os estados estão se mobilizando para injetar rios de dinheiro nas respectivas economias.

Não me entendam mal, porque eu tenho convicção de que é papel do Estado intervir nesses momentos – é muito importante que o faça. A exemplo de Keynes, que sugeriu que o Estado contratasse um grupo para cavar buracos e outro grupo para tapar os mesmos buracos, como forma de animar a economia.

O problema dessa vez é que existe a perspectiva de que o Estado comece a comprar os ativos depreciados, como forma de sustentá-los.

Como sabemos que nos períodos pós-crise (acredite, haverá um) e com excesso de liquidez haverá uma enorme demanda por ativos (contrário do que vimos no passado em que a inflação aconteceu nos produtos anulando a liquidez), esse é o fundamento da recomendação de “agarrem-se a seus ativos”.

Óbvio, os que puderem comprem mais. No longo prazo é pule de dez!

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Caixa suspende cobranças e reduz juros para empresas e pessoas físicas

Numa ofensiva para mitigar o impacto da pandemia do coronavírus na economia brasileira, a Caixa Econômica Federal anunciou um pacote de medidas de redução das taxas de juros, pausa de pagamentos dos empréstimos e linhas de crédito facilitadas para empresas do comércio e serviços.

O banco reduziu novamente as taxas de juros de linhas de crédito e ofereceu uma pausa por até 60 dias para contratos de pessoa física e jurídica, inclusive contratos habitacionais.

A Caixa também liberou uma linha de crédito de R$ 3 bilhões para santas casas e hospitais filantrópicos que prestam serviço ao SUS, para reestruturação de dívidas e também dinheiro novo.

O pacote do banco estatal também disponibiliza gratuitamente cartão virtual de débito Caixa aos mais de 100 milhões de correntistas e poupadores para compras online nos sites de e-commerce de forma prática e segura.

A Caixa cortou em até 45% os juros das linhas de crédito para apoio às micro e pequenas empresas.

As operações terão taxas a partir de 0,57% a.m.

As pessoas físicas poderão interromper por até dois meses o pagamento de empréstimos de operações parceladas de crédito pessoal.

Para os contratos habitacionais de pessoa física, os clientes poderão solicitar a pausa estendida de até duas prestações pelo aplicativo.

Veja as medidas do banco:

Pessoas Físicas

  • Possibilidade de pausa de até 60 dias nas operações parceladas de crédito pessoal;
  • Ampliação das linhas de crédito consignado, incluindo as linhas para aposentados e pensionistas do INSS com as melhores taxas do mercado;
  • Redução de taxa de juros nas linhas de crédito pessoal (crédito consignado a partir de 0,99% a.m., penhor a partir de 1 99% a.m. e CDC a partir de 2,17% a.m.;
  • Disponibilização gratuita do cartão virtual de débito Caixa aos mais de 100 milhões de correntistas e poupadores, que possibilita compras online nos sites de e-commerce de forma prática e segura. O cliente pode habilitar o uso do cartão diretamente no Internet Banking Caixa.
  • Renovação do contrato de penhor diretamente no site da Caixa e canal Telesserviço, evitando a necessidade de o cliente comparecer à uma agência bancária.

Empresas

  • A Caixa dará apoio às micro e pequenas empresas, com redução de juros de até 45% nas linhas de capital de giro, com taxas a partir de 0,57% a.m. ;
  • Disponibilização de carência de até 60 dias nas operações parceladas de capital de giro e renegociação;
  • Disponibilização de linhas de crédito especiais, com até seis meses de carência, para empresas que atuam nos setores de comércio e prestação de serviços, mais afetadas pelo momento atual;
  •  Linhas de aquisição de máquinas e equipamentos, com taxas reduzidas e até 60 meses para pagamento;

Habitação

  •  Para contratos habitacionais de pessoa física, os clientes poderão solicitar a pausa estendida de até duas prestações pelo APP Habitação CAIXA, sem a necessidade de comparecimento às agências;
  •  Empresas poderão solicitar pausa estendida de até duas prestações em seus contratos habitacionais.

Caixa Hospitais

  • Liberação de R$ 3 bilhões em orçamento em linhas destinadas a Santas Casas e Hospitais Filantrópicos que prestam serviço ao SUS, para reestruturação de dívidas e novos recursos;
  • Taxa de juros de 0,80% a.m. para prazos de até 60 meses (redução de 14%);
  • Taxa de juros de 0,87% a.m. para prazos de até 120 meses (redução de 23%);
  •  Prazo de pagamento de até 120 meses e carência de até seis meses.

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Programas de fidelidade estendem vencimento dos pontos

Os programas de fidelidade estão revendo suas políticas para beneficiar os clientes em meio a esse cenário de incertezas causado pela pandemia de coronavírus. É o caso do programa Km de Vantagens, da rede de postos Ipiranga. que vai estender a validade dos pontos (Kms) acumulados. Nos próximos 30 dias, os pontos (Kms) que atingirem o prazo de validade sem utilização não serão expirados.  “A medida poderá ser prorrogada, de acordo com a conjuntura que se encontrará a sociedade ao fim deste período. A Ipiranga e o Km de Vantagens se mantêm empenhados em adaptar seus serviços à nova realidade imposta pela pandemia do COVID-19 e garantir que seus clientes sejam recompensados pela preferência e lealdade à marca”, diz a empresa, em nota.

A medida é similar à adotada pelo Itaú que ampliou a validade dos pontos dos programas de fidelidade geridos pela Itaucard para pelo menos 30 de junho. “A condição será aplicada automaticamente sem que o cliente precise entrar em contato com o banco para fazer adesão”, diz a nota. Outro programa que tomou essa iniciativa foi o Dotz. Em comunicado distribuído aos clientes do programa, o presidente e co-fundador, Roberto Chade, anuncia que os pontos (Dotz) não vão expirar de abril a junho.

A Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF) lembra que, nesse período de incertezas econômicas, os descontos e a troca desses pontos/milhas podem significar um reforço na renda para adquirir alimentos e produtos para a casa. Sem falar que muitas dessas operações podem ser realizadas on-line, sem a necessidade de o cliente sair de casa. “A ABEMF reforça que todas as suas associadas estão comprometidas com as recomendações dos órgãos competentes para conter os efeitos da pandemia, inclusive em relação aos impactos econômicos, mas, principalmente com a saúde das pessoas”, diz a associação em nota.

Viagem aérea

A Livelo, parceria entre o Banco do Brasil e o Bradesco, permite que o cliente resgate os pontos acumulados e compre produtos, passagens ou milhas. No atual cenário de pandemia, a prioridade da companhia tem sido ajudar as pessoas que adquiriram passagens aéreas – já que muitos voos estão sendo alterados ou cancelados. “Estamos em contato com todas as empresas aéreas que temos parceria, acompanhando as suas decisões e aplicando as regras de cancelamento, reembolso e remarcação de passagens de acordo com o estabelecido por cada companhia”, em nota. A orientação para os clientes que têm viagens marcadas para os próximos sete dias para destinos internacionais é entrar em  contato por um dos canais de comunicação para checar as condições de remarcação ou cancelamento.

A Latam disse que as medidas que vêm sendo adotadas valem tanto para os clientes que compraram passagens com cartões quanto com pontos. Em caso de voo não cancelado: se a compra foi realizada até 14 de março de 2020 e a data do voo é até 30 de abril de 2020, o cliente pode alterar uma vez a passagem, sem multa, pagando apenas a diferença de tarifas, quando houver, para voar até 31 de dezembro de 2020; se o seu bilhete foi comprado entre os dias 15 e 31 de março de 2020, o cliente pode alterar a reserva uma vez, sem multas, pagando apenas a diferença tarifária, quando houver, para voar até 31 de dezembro de 2020 Já se o cliente ainda não definiu quando poderá viajar, a recomendação é entrar em contato com a central de atendimento antes da data da viagem original. A passagem será revertida em crédito de mesmo valor para utilização em viagens futuras até 31 de dezembro de 2020.

No entanto, se a impossibilidade de viajar foi causada pelo fechamento de fronteiras ou cancelamento do voo, o cliente poderá alterar uma vez a data da sua viagem, para o mesmo destino e na mesma cabine, sem custos ou pagamento de diferenças tarifárias, para voar até 31 de dezembro de 2020. No entanto, se ainda não se sabe quando poderá fazer a viagem, receberá o valor da passagem em crédito para ser usado até 31 de dezembro.

Entre as iniciativas adotadas pela Smiles, está o cancelamento on-line, disponível no site e no aplicativo Smiles, bem como no atendimento virtual. Esse serviço está disponível para os clientes que possuem passagens nacionais ou internacionais emitidas pela GOL com embarque até 30 de setembro de 2020. “A Smiles também avalia outras medidas complementares para que os clientes consigam remanejar as suas viagens de maneira tranquila e mais rápida. A companhia reitera seu total compromisso com a saúde e bem-estar dos clientes e manterá atualizações constantes em seus site e demais canais de atendimento”, afirma em nota.

Já a Azul está disponibilizando opções de remarcação de voos com origem ou destino em Lisboa ou Porto, América do Sul e Estados Unidos. A medida vale para clientes com passagens adquiridas para voos até 30 de setembro. As opções são: alteração da viagem, sem custo adicional, podendo adiar o voo para até 30 de setembro de 2020 ou cancelamento da viagem, deixando o valor como crédito para outros voos com a Azul, sem a aplicação de taxas por esse cancelamento.

Além disso, a Azul informa que está disponibilizando a opção de reembolso integral da passagem para clientes com conexão em Lisboa ou Porto e que têm como destino ou origem a Itália. Por sua vez, clientes com viagens domésticas a ser realizadas até 30 de setembro de 2020 também podem: alterar a viagem, sem taxas, mas com a cobrança da diferença tarifária, podendo mudar o voo para até 30 de setembro de 2020; cancelar a viagem, deixando o valor como crédito para outros voos com a Azul, sem a aplicação de taxas por esse cancelamento; solicitar o reembolso da passagem de acordo com as taxas.


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De bancos a Rumo, Fidelity busca barganhas na bolsa brasileira

(Bloomberg) — A onda vendedora que fez a bolsa brasileira entrar em bear market e levou os múltiplos a níveis abaixo das médias históricas está gerando grandes oportunidades de compra, principalmente entre as ações de bancos, de acordo com Will Pruett, gestor da Fidelity.

A turbulência global provocada pelo coronavírus chegou em um momento em que os bancos locais tentavam conter o avanço das fintechs e começavam a acelerar a oferta de crédito. O MSCI Brazil Financials acumula baixa de 48% neste ano, enquanto o Banco do Brasil passou a negociar abaixo do valor patrimonial.

“Eles têm desafios de longo prazo em termos de disrupção das fintechs, mas os valuations se aproximam dos níveis vistos no início de 2016, quando a economia estava em queda livre”, disse Pruett, que administra cerca de US$ 500 milhões no fundo Fidelity Latin America. “Em comparação com 2016, os bancos atualmente possuem bastante capital e risco muito menor de deterioração significativa do crédito”, disse em entrevista.

Pruett também está de olho em varejistas, empresas de tecnologia e companhias “com modelos de negócio resilientes que se desvalorizaram junto com o resto do mercado”, como a Rumo.

O fundo Fidelity Latin America registrou retorno negativo de 31% nos últimos três anos, contra queda de 38% do MSCI Emerging Markets Latin America no mesmo período. O Ibovespa acumula baixa de 40% desde seu pico no fim de janeiro. Atualmente, o índice acionário é negociado em torno de nove vezes o lucro projetado, abaixo da média histórica de 10 anos, de 11,4 vezes.

O fato de a economia brasileira ser “relativamente fechada” deve causar uma disrupção menor pelos problemas na cadeia de suprimentos na Ásia, segundo Pruett.

“Se o Covid-19 criar uma desaceleração global sincronizada, o Brasil cairia de uma cadeira, enquanto muitos outros mercados cairiam de um edifício”, disse.

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