Bancos poderão mudar horário e suspender serviços em agências selecionadas

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informa que as agências bancárias permanecerão abertas para seus clientes, mas que os bancos vão priorizar os públicos mais vulneráveis, como aposentados e pensionistas.

A entidade explica que para cumprir a orientação do Banco Central para enfrentar as dificuldades trazidas pela pandemia de coronavírus, os bancos deverão, pontualmente e por períodos limitados de tempo, alterar horários de atendimento ou suspender serviços em agências selecionadas.

“Os clientes serão informados adequadamente pelos canais de comunicação de cada banco. O setor se compromete a assegurar a prestação de serviços essenciais”, afirma a Febraban em nota.

A federação recomenda que os clientes e usuários do setor bancário evitem deslocar-se para as agências bancárias e deem preferência a usar produtos e serviços dos bancos por meio dos canais remotos como celular e internet, além da rede de autoatendimento (ATMs), que conta com seus 170 mil terminais espalhados em todo o país.

Os canais de atendimento por telefone também funcionarão normalmente.

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Aéreas poderão reembolsar passagens aéreas em até 12 meses

A partir de agora o prazo para o reembolso do valor relativo à compra de passagens aéreas será de doze meses, observadas as regras do contrato e mantida a assistência material. É o que aponta a Medida Provisória nº 925, publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (19). A MP prevê medidas emergenciais para a aviação civil brasileira em razão da pandemia do coronavírus.

Os consumidores que aceitarem crédito para utilização no prazo de doze meses, contado da data do voo contratado, ficarão isentos das penalidades contratuais. A diretriz vale para as passagens compradas até 31 de dezembro de 2020.

O Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania, já vinha conduzindo as negociações com as aéreas na linha adotada pela medida provisória, realizando acordos entre empresas e consumidores que registraram queixa e orientando os cidadãos que procuram o atendimento.

Dos atendimentos sobre coronavírus, o setor de aéreas é o segundo com mais consultas e reclamações, respectivamente, 127 e 963 até esta quarta-feira (18/3).

O Procon acredita que a medida provisória também servirá de base para as negociações com os demais setores, obedecidas as peculiaridades de cada segmento.

Para o Procon, ainda que as empresas não sejam as responsáveis pelo problema, é fundamental que prestem orientação e estejam abertas a negociar soluções viáveis e satisfatórias. É dever das empresas agir com razoabilidade, sempre considerando que o Código de Defesa do Consumidor determina que a proteção da saúde e segurança é um direito básico do consumidor, que é a parte vulnerável da relação.

As últimas notícias da pandemia do novo coronavírus:

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Como se planejar e onde investir em meio à crise? InfoMoney responde dúvidas de leitores

SÃO PAULO – Como parte da campanha InfoMoney Orienta, estamos recebendo as dúvidas sobre investimentos enviadas pelos leitores e buscando especialistas do mercado para respondê-las (envie suas dúvidas).

A seguir, as respostas dadas por Felipe Dexheimer, coordenador de alocação da XP Investimentos, sobre planejamento financeiro e onde vale a pena investir agora.

Como muitas das questões recebidas são parecidas, algumas delas foram reunidas em tópicos únicos. Confira:

O que devo fazer com minhas ações nesse momento?

A sugestão de Dex, como é mais conhecido, é seguir um velho ditado do mundo das finanças: quando o mercado se move rapidamente, os investidores devem se mexer devagar.

“Não faça mudanças bruscas na carteira, porque o efeito pode ser agressivo”, diz.

Na visão do especialista, reduzir a posição em Bolsa neste momento não seria recomendável. Mas se, em meio à crise, alguém percebeu que estava correndo risco demais e quiser fazer um ajuste no portfólio, a indicação é fazer as vendas aos poucos.

“Deve-se evitar tirar tudo no mesmo dia. Tudo o que for fazer, que seja devagar”.

Recebo dividendos mensalmente de empresas e fundos imobiliários. Há risco de não pagarem?

Esse risco existe e é real, segundo Dex. “É possível que ações de empresas ligadas a ciclos de commodities, petroleiras, companhias aéreas, que estão em um momento muito difícil, não paguem dividendos”, afirma.

Ao mesmo tempo, algumas oportunidades apareceram – caso das ações de transmissoras de energia elétrica, em que a distribuição de dividendos é quase “garantida”.

No caso dos fundos imobiliários, é preciso avaliar cada um. Afinal, tudo depende do inquilino. Se a carteira possui imóveis alugados para empresas de setores muito prejudicados pela crise, também pode haver chance de não distribuição de dividendos.

Leia mais:
Confira também o vídeo em que Dex respondeu a muitas dessas questões

“As coisas não precisam dar errado para que o mercado ache que elas podem dar errado e coloque isso no preço”, diz o especialista.

“A queda toda está acontecendo na expectativa de que a desaceleração seja muito forte. Ela pode acabar sendo tênue, mas vamos ter de passar por essa dificuldade”.

Os fundos imobiliários sempre se recuperam primeiro em crises?

Na visão de Dex, a tendência, na verdade, é de que a Bolsa se recupere antes dos fundos imobiliários. “Os FIIs são ilíquidos, seu principal investidor são as pessoas físicas. Normalmente eles vêm em pequenos lotes, mais difíceis de negociar”, afirma.

Pensando no último grande ciclo de queda da Bolsa brasileira, a partir de 2012, o Ibovespa se recuperou mais rapidamente do que os fundos imobiliários.

“Essa crise não está pegando os FIIs em cheio, mas está machucando o seu principal investidor, a pessoa física, ao passo que o os investidores institucionais ou estrangeiros podem voltar mais rápido e estimular o Ibovespa”.

Vale a pena investir em títulos do Tesouro Direto em tempos de crise?

Nos últimos dias, as taxas dos papéis negociados no Tesouro Direto deram um salto, e não apenas em função da pandemia de coronavírus. Também contou, por exemplo, a decisão do Congresso de ampliar o acesso ao benefício de prestação continuada (BPC), um dos alvos da reforma da Previdência.

A possibilidade de eleição de um presidente populista no pleito de 2022 também é uma “pulga atrás da orelha” do mercado, segundo Dex.

“Nunca achamos que a renda fixa morreu. Mantivemos títulos, especialmente prefixados, na carteira desde o início do ano”, afirma. “Com o banco central americano (Fed) cortando os juros para zero, crescem as chances de o Banco Central reduzir a Selic abaixo de 3% ao ano. Há um prêmio expressivo nos títulos hoje”.

Quem quer proteção imediata deveria optar pelas LFTs, atreladas à taxa Selic. Já quem pensa no dinheiro para a aposentadoria, faria um bom negócio com as NTN-Bs, papéis atrelados à inflação.

O que acontece com o fundo de ações caso o preço das cotas chegue a zero?

Em toda a sua carreira, Dex viu apenas um fundo “quebrar” – e era uma carteira com um nível de alavancagem equivalente a quatro vezes o patrimônio, integralmente investido em uma só ação. “Os fundos de ações não alavancados são a maioria, e eles não chegam a zero”.

A compra de ouro pode ser uma boa saída para sofrer menos impacto na crise?

Ouro e fundos cambiais são considerados ativos de defesa, pois costumam ter um comportamento distinto das ações. O problema, segundo Dex, é que eles ficaram caros a essa altura. Além disso, também passaram a apresentar variações fora do padrão usual.

“Normalmente, quando a Bolsa caía 5%, o real desvalorizava 2% ou 3%. Nos últimos dias, mesmo que a bolsa caísse 10%, o real desvalorizava 2%”, diz. O mesmo ocorreu com o ouro, que perdeu valor em meio à crise.

Para entender os cenários possíveis, Dex e sua equipe fizeram um teste estatístico. Tomando as últimas crises como base, calcularam o que aconteceria se compassem dólar depois de o Ibovespa já ter caído 15%, e mantivessem a moeda americana por um mês.

A conclusão: “Na média, o investidor que fizesse isso teria uma perda de 1%, porque os ativos já estariam muito descontados”, explica. A recomendação, mais uma vez, é a diversificação da carteira.

Qual é a expectativa para fundos de crédito privado e debêntures incentivadas?

Com a queda dos juros no Brasil, houve um período turbulento para papéis de crédito privado, como as análises da XP apontam.

Por consequência, um efeito de manada aconteceu: resgates grandes foram solicitados e os preços, recuaram. “Vimos isso como uma oportunidade, e recomendamos aos clientes aumentar a alocação de crédito das carteiras”, diz.

No cenário atual, com tudo em baixa, começar agora significa ter menos chance de prejuízo?

No longo prazo, segundo Dex, com certeza. “No curto prazo, não necessariamente”. O especialista destaca que, com altos e baixos de 15% por pregão, como chegou a acontecer, a Bolsa acumula uma movimentação que, em situações normais, levaria anos para acontecer.

“Por isso, sugiro movimentos lentos. Nunca podemos contar com acertar em cheio”.

Alguns novos investidores compraram fundos com prazo de resgate em 30 ou 60 dias. Vale a pena antecipar o saque?

A beleza de investir em fundos, diz o especialista, é exatamente ter alguém estudando a melhor hora de entrar ou sair de um ativo, mesmo no calor do momento.

“Um gestor famoso disse recentemente: se você tivesse comprado um apartamento por R$ 1 milhão e agora te oferecessem R$ 400 mil por ele, você provavelmente não o venderia no desespero”.

O exemplo, segundo Dex, é uma boa referência mental para os outros investimentos também.

Algumas pessoas sentem conforto emocional ao realizar uma perda, por se livrarem do ativo que está gerando um incômodo.

“Só que, agora, o investidor faria isso no pior momento do mercado nos últimos dez anos”.

Minha previdência privada despencou. O que faço?

Os recursos da previdência pensados para o longo prazo. “Se você tem a convicção de que escolheu um bom gestor, é o caso de respirar fundo e entender que, quando for usar o dinheiro, daqui a dez anos, tudo isso será passado”, diz.

Para quem tem caixa, onde estão as melhores oportunidades agora?

Eis a pergunta de um milhão de dólares. Ainda é muito difícil elucubrar sobre o desfecho da pandemia, diz Dex. No entanto, o que se sabe é que o Hemisfério Norte está a poucos dias do início da primavera – e que o coronavírus gosta de frio.

“O vírus tem um ciclo completo de duas a três semanas. Quando todas as pessoas em quarentena puderem sair, com estímulos adicionais à economia, haverá um efeito que não conseguimos imaginar”, afirma.

Em cinco anos, o momento atual talvez vá parecer a hora ideal para ter investido. Ou talvez a Bolsa recue ainda um pouco mais, até os 40 mil pontos.

O fato é: “Se entrar agora, fechar os olhos e esperar por dois anos, provavelmente ganhará dinheiro”, conclui o especialista.

Aproveite as oportunidades para fazer seu dinheiro render mais: abra uma conta na Clear com taxa ZERO para corretagem de ações!

The post Como se planejar e onde investir em meio à crise? InfoMoney responde dúvidas de leitores appeared first on InfoMoney.

A bolha inflada pelo Fed desde 2000 estourou e sinais apontam que não é hora de comprar ações ainda

bolsa ações mercados crash baixa down circuit breaker

Já escrevi bastante sobre o momento pelo qual estamos passando e a experiência vale muito nessas horas; afinal, esse é o terceiro crash que presencio (2000, 2008 e 2020). Quem lê esse blog e me acompanha não está surpreso com o que estamos vivenciando. A única surpresa é a velocidade com a qual as coisas estão acontecendo e, claro, não há como prever com exatidão o momento em que essas coisas vão ocorrer nem o gatilho que dispararia esse movimento.

Mas eu já avisei em vários posts, blogs, podcasts e conversas pela TV sobre o crash, dizendo que teríamos saudades de 2008 quando ele acontecesse. Agora, vários “gurus”, profetas do acontecido, que não viram esse momento chegar vão nos explicar como sair dele. Pois vou dar minha contribuição aqui.

Em primeiro lugar, nenhum dos problemas que o mundo tinha em 2000 ou 2008 foi resolvido. Muito pelo contrário, eles foram aumentados e agora apresentam um risco ainda maior para os mercados.

No final da década de 90, para evitar que o mercado passasse por uma pequena desaceleração causada por especulações, Alan Greenspan, então presidente do Fed, decidiu reduzir a taxa de juros. Isso alimentou um novo setor que estava crescendo bastante – as empresas de tecnologia ligadas à internet. Com baixas taxas de juros, o custo de oportunidade diminuiu e investir em empresas que não dão lucro, mas que têm potencial para isso (de acordo com o PowerPoint), tornou-se extremamente interessante.

E foi isso que os investidores fizeram, impulsionados pelas taxas de juros artificiais. Houve uma enorme má alocação de recursos (Malinvestment) que culminou com o crash de 2000. E o que o Fed fez para conter um problema que agora não era de especuladores somente, mas também de um setor (empresas de tecnologia)? Ele fez a única coisa que ele sabe fazer: abaixou a taxa de juros novamente, dessa vez para 1%. Para quem só sabe usar martelo, todo problema é um prego, como diria Abraham Maslow.

Isso criou uma bolha maior ainda, que atingiu seu ápice em 2008, causando uma destruição bem maior. Vários bancos quebraram, dentre eles os famosos Lehman Brothers e Bear Stearns, além de dezenas de milhares de empresas pelo mundo afora. Agora, um problema que era de alguns poucos especuladores se tornou um problema de um setor, o das empresas ligadas ao setor de tecnologia, depois para setores ainda maiores, o imobiliário e bancário, que então se tornou um problema praticamente global.

Mas não se preocupem, o Fed teve uma ideia genial e inédita: resolveu, mais uma vez, abaixar a taxa de juros. Só que dessa vez ele a levou a zero e a manteve lá por vários anos, além de aumentar seu balanço com as medidas QE1, QE2, Operação Twist e QE3, que são eufemismos para a impressão de trilhões de dólares. O problema agora foi magnificado. Se a última bolha criada pelo Fed quase levou o mundo todo à bancarrota, imagina o que essa não fará?

Algumas vozes solitárias e eu avisamos o que estava por vir, mas poucas pessoas resolveram ouvir. O problema que estamos tendo hoje é muito sério e é preciso ter cautela. Já vi vários investidores correndo para comprar mais ações enquanto elas caiam, ao ponto de esgotarem o próprio caixa – afinal, BTD (buythedip, ou compre as quedas) foi o movimento que funcionou nos últimos anos. Não havia controle de risco ou seleção de ativos.

Está havendo uma liquidação de ativos como nunca e a correlação deles está indo para +1, mesmo para ativos histórica e fundamentalmente negativamente correlacionados entre si. Existem vários hedge funds ultra-alavancados no mundo e não ficaria surpreso em ver o Fed provendo liquidez a eles para tentar estancar a sangria. Os mercados estão sem referências de preços e o VIX, também conhecido como índice do medo, está nas alturas, o que indica que a hora para comprar ativos de risco ainda não chegou, embora possa estar perto.

Eu entendo que hoje alguns ativos estejam bem interessantes e com alto potencial de valorização para investidores que têm uma visão de longo-prazo, mas ainda ninguém sabe qual será a repercussão mundial desse crash. Várias oportunidades surgirão e é preciso diligência e seriedade para poder aproveitá-las.

Aproveite as oportunidades para fazer seu dinheiro render mais: abra uma conta gratuita de investimentos na XP!

The post A bolha inflada pelo Fed desde 2000 estourou e sinais apontam que não é hora de comprar ações ainda appeared first on InfoMoney.

Abono salarial do PIS/Pasep começa a ser pago nesta quinta

Os últimos beneficiários do calendário 2019/2020 dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) recebem o abono salarial a partir desta quinta (19). O prazo máximo para sacar os recursos é 30 de junho de 2020.

Quem é cliente da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil recebeu os recursos por meio de crédito automático no último 17.

O pagamento do PIS para trabalhadores da iniciativa privada é feito pela Caixa, e do Pasep, para servidores públicos, pelo Banco do Brasil.

O último lote do atual calendário foi liberado para os trabalhadores nascidos em maio e junho, no caso do PIS.

Para os servidores, o pagamento foi liberado para aqueles com inscrição final 8 e 9.

Os valores variam de R$ 88 a R$ 1.045, de acordo com a quantidade de dias trabalhados durante o ano base 2018.

Os pagamentos são escalonados conforme o mês de nascimento do trabalhador e tiveram início em julho de 2019, com os nascidos naquele mês.

A estimativa é de que sejam destinados R$ 19,3 bilhões a 23,6 milhões de trabalhadores, em todo o calendário do PIS/Pasep.

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Mercado aposta em corte de 0,5 ponto pelo Copom hoje e vê Selic abaixo de 3% no fim de 2020

SÃO PAULO – Diante das expectativas de impactos severos do novo coronavírus sobre a economia global e em meio a medidas de estímulo tomadas por diferentes governos, ganham força no mercado brasileiro as apostas de um corte mais agressivo nos juros pelo Banco Central nesta quarta-feira (18) e de a Selic encerrar o ano em 3% ou menos.

É o que mostra sondagem feita pela XP Investimentos com 105 investidores institucionais, entre economistas, gestores e traders, em sua maioria de assets e bancos privados. O questionário foi aplicado eletronicamente entre os dias 16 e 17 de março e os resultados foram divulgados de forma agregada, preservando a identidade dos participantes.

Segundo o levantamento, 48% dos entrevistados acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) aplique uma redução de 0,5 ponto-percentual na Selic, para 3,75%.

Na sequência, aparecem aqueles que projetam um corte de 0,75 ponto-percentual ou 1 ponto-percentual, cada um com 21% das respostas. Apenas 5% dos entrevistados não esperam nenhum movimento por parte do Banco Central ao final da reunião desta noite.

A sondagem da XP também mostra que a maioria dos investidores institucionais ouvidos acredita em mais um corte na taxa básica de juros em 6 de maio, quando ocorre a próxima reunião do Copom. De acordo com o levantamento, 20% acreditam na possibilidade de um encontro extraordinário ser marcado para antes desta data.

Neste caso, 42% dos entrevistados apostam em um novo corte de 0,5 ponto-percentual, ao passo que outros 33% acreditam em um movimento de 0,25 ponto-percentual. Já o grupo dos que acreditam em manutenção da taxa sobe para 20% — e passa a ser maioria nas expectativas para os encontros de junho (70%) e agosto (89%).

Quando questionados sobre o patamar da Selic ao final de 2020, a maioria dos especialistas de mercado consultados (41%) acredita em uma taxa de 3% ou menos, o que indica uma queda acumulada de mais de 1 ponto-percentual na Selic em relação aos atuais patamares.

Na sequência veem os que acreditam em uma taxa de 3,25% e 3,50% — com 18% das respostas para cada. Apenas 8% dos entrevistados acreditam em juros a 4% ou mais.

View this post on Instagram

📉 Diante das expectativas de impactos severos do novo #coronavírus sobre a economia global, ganham força no mercado as apostas por cortes mais agressivos na taxa básica de juros brasileira em 2020. É o que mostra pesquisa feita pela XP com 105 investidores institucionais, entre economistas, gestores e traders, em sua maioria de instituições privadas.⠀ ⠀⠀ 📉 Para esta quarta (18), 48% esperam um corte de 0,5 pontos percentual na #Selic, que iria para 3,75% ao ano. 21% esperam corte de 0,75 pontos percentual e outros 21% projetam que ele seja de 1 ponto percentual.⠀ ⠀ ⠀ 📉 Quando questionados sobre o patamar da Selic ao final de 2020, a maioria dos consultados (41%) acredita em uma taxa de 3% ou menos, o que representaria uma queda acumulada de mais de 1 ponto percentual na Selic em relação aos atuais patamares.⠀ ⠀ 📉 No último Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda (13), a projeção era de que a Selic terminasse 2020 em 3,75% ao ano. . Observação: versão anterior deste gráfico estava com legenda errada para as apostas na Selic em 3,5% ao ano. Ele foi apagado e substituído neste novo post.

A post shared by InfoMoney (@infomoney) on

Acompanhe o InfoMoney também no Instagram

Mesmo com as expectativas de postura mais agressiva de política monetária do Banco Central, os investidores ouvidos pelo levantamento veem espaço para queda significativa do dólar em relação aos atuais níveis.

A sondagem da XP mostra que a média das projeções para a moeda americana é de R$ 4,73, ao passo que a mediana ficou em R$ 4,70. O que corresponde a uma queda de cerca de 6% em relação ao fechamento de ontem (17).

Já para o Ibovespa, a maioria das projeções apontam para o benchmark entre 94.000 e 105.000 pontos até o fim do ano. A média das estimativas ficou em 96.000 pontos, ao passo que a mediana, em 99.000 pontos, indicando uma recuperação de cerca de 30%.

Aproveite as oportunidades para fazer seu dinheiro render mais: abra uma conta na Clear com taxa ZERO para corretagem de ações!

The post Mercado aposta em corte de 0,5 ponto pelo Copom hoje e vê Selic abaixo de 3% no fim de 2020 appeared first on InfoMoney.

Banco do Brasil reforça linhas de crédito com mais R$ 100 bilhões

O Banco do Brasil anunciou nesta quarta-feira que vai reforçar suas linhas de crédito com 100 bilhões de reais, em meio aos sinais de forte deterioração econômica no país devido aos desdobramentos da pandemia de coronavírus.

Em comunicado, o banco afirmou que 24 bilhões de reais são destinados a pessoas físicas, 48 bilhões são para empresas, 25 bilhões para o agronegócio e 3 bilhões para prefeituras e governos estaduais.

Os valores adicionais serão incorporados a linhas já existentes, para clientes com limite aprovado.

No caso de pessoas físicas, os recursos extras irão para 13 milhões de clientes de crédito consignado, crédito salário e crédito automático.

No caso de empresas, o reforço vai para linhas de capital de giro, investimento e de antecipação de recebíveis, para companhias de todos os tamanhos.

No agronegócio, serão 5 bilhões de reais a mais para linhas de comercialização, 15 bilhões para financiamento à produção agropecuária, 2 bilhões para investimento e 3 bilhões para capital de giro.

Os recursos para Estados e municípios serão destinados prioritariamente para financiar a compra de equipamentos e obras na área de saúde, informou o banco.

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Uma aposta acerta Mega-Sena e leva mais de 12 milhões de reais

Uma aposta única acertou as seis dezenas do prêmio de R$ 12 milhões da Mega-Sena sorteado pela Caixa nesta quarta-feira (18). Os números sorteados no concurso 2.244 foram: 03 05 11 34 37 42.

Além do ganhador do prêmio principal, 77 apostas acertaram os números da quina e vão receber R$ 26.469,15 cada uma. Além disso, a quadra também foi sorteada para 4706 apostas, que vão levar R$ 618,70 cada.

O prêmio era estimado pela Caixa em R$ 12 milhões, e o sorteio foi realizado no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo.

O sorteio do próximo concurso (2.245) acontece no sábado (21) e tem como estimativa pagar R$ 16 milhões a quem acertar os seis números.

As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país, pela internet e também pelo aplicativo Loterias Caixa, para iPhone. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Em dia de Copom, Tesouro Direto é suspenso quatro vezes e taxas de títulos públicos disparam

SÃO PAULO – Em dia de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que irá decidir o rumo da taxa básica de juros no país, e em um ambiente de forte aversão a risco, por conta de novas informações sobre o coronavírus, o Tesouro Direto teve quatro paralisações e encerrou o dia suspenso, com forte alta nas taxas.

Antes da interrupção, o Tesouro IPCA+2026 oferecia um prêmio anual de 4,16, ante 3,40% a.a. na tarde de terça-feira (17). O investidor podia adquirir o título integralmente por R$ 2.551,28 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 51,02 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Os papéis com vencimentos em 2035 e 2045, por sua vez, pagavam uma taxa de 4,58% ao ano, ante 4,01% a.a. anteriormente.

Na categoria prefixada, o título com prazo em 2026 pagava 8,32% ao ano, ante 7,08% a.a. ontem. Já o retorno do Tesouro Prefixado 2023 avançava de 5,37% para 7,02% ao ano.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta quarta-feira (18):

Fonte: Tesouro Direto

Expectativa para o Copom

Um levantamento feito pela XP com 30 gestores de fundos macro nesta terça-feira (17) mostra que as expectativas e as projeções para os principais indicadores econômicos mudaram bastante, em meio a um contexto de maior risco para a economia local e também para a mundial.

Todos os gestores esperam o corte do juro básico nesta reunião do Copom, com uma magnitude entre 0,25 a 1,00 ponto percentual – a maior aposta recai sobre uma diminuição de meio ponto. A expectativa mediana para a taxa Selic ao fim de 2020 passou da estabilidade, em 4,25%, em fevereiro, para uma redução de 1 ponto, para 3,25% ao ano. Há gestor que projeta os juros básicos em 2% em dezembro.

Da mesma forma, a economia brasileira deve sentir o baque da desaceleração (ou até recessão) global. A projeção mediana para o crescimento do PIB brasileiro em 2020 caiu de 2,40% para 0,80%, com a expectativa mais pessimista apontando para uma contração de 1% no ano.

A previsão para a inflação também foi ajustada, de 3,50% para 2,80%, em 2020, assim como a mediana das expectativas do gestores para a taxa de câmbio subiu de R$ 4,18 para R$ 4,80, com valores máximos projetados chegando a R$ 5,25.

Por fim, em termos de alocação, a volatilidade extremamente elevada nos mercados levou a um movimento generalizado de redução de posições de risco nos fundos. “O que vinha sendo uma posição consensual entre os gestores, a compra de Bolsa brasileira, hoje está presente em menor escala e a posição mais comum é dada pela aposta a favor da queda dos juros no Brasil”, destaca a XP.

Participaram do levantamento Ace Capital, ARX, AZ Quest, Bahia Asset, Blue Line, Canvas, Claritas, Gap Asset, Garde, Ibiúna, JGP, Kairós, Kinea, Legacy, Macro Capital, Mauá Capital, MZK, Novus, Occam, Opportunity, Pacífico, Paineiras, Perservera, Porto Seguro, SulAmérica, Truxt, Vinci Partners, Vinland, Vintage e XP Asset.

Noticiário

No Brasil, o número de casos da Covid-19 atingiu 291, segundo o Ministério da Saúde, mas secretarias estaduais falam em 349. Até o momento, duas mortes foram confirmadas.

Em meio à pandemia, o presidente Jair Bolsonaro enviou um pedido ao Congresso para declarar estado de calamidade pública no país. O pedido deverá ser aprovado hoje e permitirá que o governo federal exceda o limite de gastos fixado na Lei de Responsabilidade Fiscal até o fim do ano.

De olho no impacto recessivo da Covid-19, diversos bancos e casas de análise voltaram a cortar suas projeções para a economia brasileira. O Santander revisou de 2% para 1% sua expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, enquanto o Credit Suisse foi mais radical e reduziu de 1,4% para 0% sua previsão. Já o UBS diminuiu sua projeção para a expansão do PIB de 1,3% para 0,5%.

Hoje, o Ibovespa voltou a acionar o mecanismo de circuit breaker, após cair mais de 10%, e fechou com queda de 10,4%, aos 66.894 pontos – voltando a níveis de 2017. Já o dólar comercial atingiu novas máximas, com alta de 3,9%, a R$ 5,197.

Saia da poupança e faça seu dinheiro render mais: abra uma conta gratuita na Rico

The post Em dia de Copom, Tesouro Direto é suspenso quatro vezes e taxas de títulos públicos disparam appeared first on InfoMoney.

Selic cai para 3,75% ao ano. Veja quanto rendem R$ 5 mil

São Paulo – O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu, nesta quarta-feira (18), cortar a taxa básica de juros da economia 4,25% para 3,75% ao ano- o menor patamar histórico.

A redução está em linha do que era pelo mercado. E trata-se do décimo quarto corte na Selic desde quando a taxa atingiu o pico de 14,25% ao ano (entre julho de 2015 e outubro de 2016).

No final de fevereiro, o Banco Central sinalizou que não faria novos cortes durante o ano, mas o cenário mudou com a pandemia de coronavírus e com a decisão do FED (Federal Reserve) em cortar surpreendentemente o juros nas últimas duas semanas. 

Com as taxas de juros cada mais baixa, os investidores precisam de um empenho maior para encontrarem investimentos com melhores rentabilidades. 

Com a Selic em 3,75% ao ano, investimentos de renda fixa como poupança, CDBs com taxas pós-fixadas, fundos DI e títulos do Tesouro Selic pagam menos, já que seu rendimento é atrelado à taxa Selic ou à taxa DI, muito próxima da taxa básica de juros.

A seguir, veja uma simulação de quanto 5 mil reais rendem na poupança, em um CDB, em um fundo DI ou no Tesouro Selic, em diferentes prazos. Os cálculos foram feitos por Michael Viriato, coordenador do Laboratório de Finanças do Insper.

Na simulação, a taxa básica de juros se mantém em 3,75% ao ano por todo o período do investimento. Os valores da simulação já descontam o Imposto de Renda, cobrado em todas as aplicações, exceto na poupança, que é isenta.

Período Poupança* CDB 90% do CDI Fundo de DI com taxa de 1% ao ano ** Tesouro Selic ***
6 meses R$ 5.065,20 R$ 5.063,07 R$ 5.050,89 R$ 5.065,45
12 meses R$ 5.131,25 R$ 5.131,04 R$ 5.105,60 R$ 5.136,00
18 meses R$ 5.198,16 R$ 5.204,07 R$ 5.164,24 R$ 5.211,84
24 meses R$ 5.265,95 R$ 5.282,34 R$ 5.226,92 R$ 5.293,18
30 meses R$ 5.334,61 R$ 5.355,38 R$ 5.285,24 R$ 5.369,12

* A TR considerada foi zero. Não há desconto de Imposto de Renda nesta aplicação.
** Taxa DI considerada foi de 3,64% ao ano.
*** Houve desconto de uma taxa de 0,25% (CBLC + corretagem)

Taxa de administração

As simulações feitas acima mostram que as rentabilidades do CDB e Tesouro Selic ainda são um pouco maiores do que a da poupança nos prazos mais longos. E vale lembrar que a poupança é livre de Imposto de Renda. Já os Fundos DI, com taxa de administração de 1% ao ano, têm rentabilidade inferior do rendimento da poupança.

É fundamental que nesse momento o investidor fica atento a taxa de administração cobrada. O valor pode ser consultado “lâmina” do fundo, qdocumento que está disponível no site do banco ou da corretora

Metodologia

As alíquotas do Imposto de Renda diminuem conforme o prazo do investimento: 22,5% para resgates em até 180; 20% para resgates de 181 dias a 360 dias, 17,5% para resgates de 361 dias a 720 dias; e 15% para resgates acima de 721 dias.

As simulações consideram taxas de administração e de remuneração normalmente praticadas no mercado. Com a mudança nas regras de classificação dos fundos promovida pela associação de entidades de mercado, os fundos DI deixaram de ter uma denominação própria. Com isso, eles foram incorporados à classe de fundos de renda fixa.

As próprias gestoras puderam determinar para qual subcategoria os fundos DI iriam — a maioria foi para “Fundos de Renda Fixa Duração Baixa Soberano” ou “Fundo de Renda Fixa Duração Baixa Grau de Investimento.”

De todo modo, como os fundos que acompanham os juros continuam sendo chamados de fundos DI no mercado, o levantamento também manteve a nomenclatura. O investidor precisa consultar a estratégia de cada produto para checar se, de fato, o fundo acompanha a flutuação do CDI.

Quanto ao Tesouro Selic, é preciso considerar que, ao comprar qualquer título público, o investidor paga uma taxa de custódia de 0,3% ao ano para a B3, não importa a corretora escolhida.

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora