Vamos entrar em recessão? Como proteger o patrimônio? Ex-diretor do BC responde dúvidas de leitores

SÃO PAULO – Depois que o Banco Central cortou a taxa Selic para 3,75% ao ano, com o objetivo de combater os efeitos colaterais da pandemia de coronavírus na economia brasileira, muitos leitores ficaram em dúvida sobre seus investimentos em ações e também na renda fixa.

Como parte da campanha InfoMoney Orienta, convidamos Luiz Fernando Figueiredo, CEO da Mauá Capital e ex-diretor do BC, para responder as perguntas. Você pode assistir ao vídeo ou conferir as respostas abaixo:

Pode haver novos cortes na taxa de juros?

Na visão de Figueiredo, é muito provável que sim. “A queda abrupta de atividade tem duas componentes: a oferta de produtos diminui, porque as empresas param, mas também diminui a demanda por produtos. É uma situação deflacionária”, explica.

“A inflação será muito mais baixa do que se imaginava, e por isso o Banco Central deveria cortar os juros”.

O que acontece com os investimentos nesse cenário?

A situação atual é de pânico nos mercados, segundo Figueiredo. “Quando a Bolsa cai 15% em um dia, sobe 7% no dia seguinte e volta a cair 9% no outro é porque o mercado não tem a menor ideia do que está acontecendo”, afirma.

“Os preços não refletem nenhuma razoabilidade, não faz sentido tomar decisões nessa situação. Quem toma uma decisão em um momento de pânico, quase invariavelmente acaba errando”.

Com o fluxo de pessoas físicas que passaram a investir na Bolsa nos últimos meses, naturalmente algumas compraram ações a preços muito acima dos registrados atualmente – que só refletem o Brasil dos próximos 12 ou 24 meses se o desarranjo da economia foi muito grande, diz Figueiredo.

Na visão do executivo, haverá um período crítico temporário, mas que vai passar. “Todo o esforço dos governos é no sentido de fazer uma ponte para que uma companha aérea, por exemplo, não quebre antes de voltar a voar”.

Figueiredo indica que, no momento, os investidores permaneçam tranquilos. “Quem tem a chance e está pensando no longo prazo pode ir comprando ativos, como ações ou fundos imobiliários, que caíram bastante e são ótimas oportunidades”.

O executivo explica que testes de estresse feitos nas carteiras administradas pela Mauá Capital, por exemplo, indicam que a maior parte das empresas deve resistir a uma redução de receita grande e prolongada.“A situação de hoje abre uma oportunidade. É preciso cautela, e não sair correndo dos investimentos de risco”.

O título público Tesouro Selic ainda é uma boa opção? Rende mais do que a poupança, mesmo agora?

Figueiredo explica que os títulos públicos, principalmente os de longo prazo, tiveram um aumento nas taxas de juros implícitas – e que, por isso, estão mais interessantes do que há pouco tempo.

“Sem dúvida, eles têm rentabilidade melhor do que a da poupança para um mesmo tipo de risco. A poupança não é mais segura do que os títulos públicos”, ressalta.

Quais são boas opções para proteção do patrimônio agora?

Algumas pessoas podem pensar que vender as ações que estão caindo é uma forma de se proteger. Para Figueiredo, essa não é a melhor opção.

“Eu olharia para cada uma das ações do portfólio e procuraria analisar se as empresas estarão bem depois desse processo acabar. Se a resposta em algum caso for ‘tenho dúvida’, trocaria essa ação por outra sobre a qual eu não tenha dúvida”, sugere.

Segundo o executivo, o momento é de comprar ações de empresas resilientes e com bons negócios, mesmo que elas não estejam tão baratas quanto outras.

“Eu ajustaria o portfólio com ações que me dessem um grau de segurança maior, em vez de sair totalmente das ações e migrar para a renda fixa”.

Há muitas empresas, na visão de Figueiredo, valendo menos que o “minimamente razoável”.

Quais devem ser os setores menos impactados? Qual pode se recuperar primeiro?

O setor bancário é um dos mais resilientes, segundo Figueiredo, pois tem uma grande capacidade de se adaptar, e com facilidade.

As empresas de infraestrutura podem sofrer, mas também têm grande solidez, devido aos ativos que possuem.
Também faz sentido, segundo ele, pensar nas empresas da área da saúde que não sejam tão diretamente impactadas pela pandemia.

Mesmo o varejo pode ser avaliado: “As empresas vão sofrer, é verdade, mas não vamos parar de comer. Vamos comprar online em vez de ir à loja física. Empresas de varejo que tenham uma parcela da receita vindo do online acabam sendo beneficiadas, embora o varejo em geral tenda a sofrer”, diz o executivo.

Vamos entrar em recessão?

A vantagem de o coronavírus ter chegado ao Brasil mais tarde é que podemos aprender tanto sobre o comportamento da doença quanto sobre a reação dos países a ela, segundo Figueiredo.

“A queda da atividade será muito severa. No mundo, parece que teremos ainda menos do que já tivemos nas últimas semanas”, diz.

Uma noção mais exata do quanto a situação se estenderá dependerá não apenas da atuação dos governos na economia, mas também, obviamente, da velocidade do surto de coronavírus em si.

“Há casos de sucesso, como China e Coreia, que em dois ou três meses conseguiram controlar a epidemia e mudar completamente a curva de crescimento de casos da doença. Mas há também casos como o da Itália, que ficou complicado”, diz o executivo.

Projeções, a essa altura, são muito difíceis de fazer, porque há um grau muito elevado de dúvida. “O importante é entender o quanto o mundo conseguirá reduzir os efeitos colaterais, evitando que a turma quebre antes do momento da virada, que pode demorar de dois a quatro meses”.

Por que a Bolsa não fecha totalmente por alguns dias para acalmar o cenário da crise?

Segundo Figueiredo, o ideal é que os mercados se mantenham funcionando – às vezes, no entanto, eles seguem por caminhos dos quais não conseguem sair.

“Eu não acho impossível que haja uma coordenação entre países sobre isso, como se fosse um feriado prolongado nas Bolsas, até que fiquem claras todas as medidas e o mercado tenha mais tranquilidade”, afirma.

“Se os mercados continuarem tão instáveis por mais tempo, talvez seja recomendado parar um pouco, até que todo mundo tenha mais noção do que está acontecendo”.

 

Por isso, afirmou, já se ventila nos Estados Unidos a possibilidade de o governo comprar ações na Bolsa. Por lá, dado o fato de que uma parcela muito grande da população investe em ações, o impacto da crise é muito grande na poupança popular.

No Brasil, ainda que tenha aumentado recentemente, a participação da renda variável nas carteiras é ainda pequena.

Corremos o risco de o movimento de pessoas físicas em direção à bolsa inverter?

Figueiredo ressalta que o fluxo de investimentos das pessoas físicas na bolsa não mudou bruscamente. Na Mauá Capital, por exemplo, ainda não houve um dia com mais saques do que aplicações nos fundos.

“As pessoas compraram ações com um grau maior de maturidade. Elas estão entendendo que parte dos investimentos está em risco, que vivemos um momento adverso, mas que vai passar”, afirma.

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Caixa suspende sorteio da Loteria Federal por três meses

A Caixa emitiu um comunicado neste domingo (22) informando que os sorteios da Loteria Federal estão suspensos por três meses em função dos cuidados com a pandemia do novo coronavírus. As novas datas vão ser divulgadas em julho.

Outro comunicado informava sobre a suspensão dos concursos da Loteca. “Em virtude da suspensão dos campeonatos internacionais, nacionais e estaduais de futebol masculino e feminino, não é possível a organização de grades para composição dos concursos da modalidade e, portanto, os concursos da Loteca estão suspensos. O novo calendário de sorteios será divulgado oportunamente após a normalização dos campeonatos”, diz o texto.

 

A data do sorteio do concurso especial nº 2.070 da Dupla Sena, o “Dupla de Páscoa”, foi alterada para 25/04/2020. As vendas começariam no dia 02/03/2020 e vão ocorrer de 01/04 a 25/04/2020.

As últimas notícias da pandemia do novo coronavírus:

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Confira o resultado do sorteio 2.254 da Mega-Sena

Um apostador de Minaçu (GO) com apenas um bilhete conseguiu acertar as seis dezenas (11, 14, 15, 18, 33, 34) e recebeu R$ 15.186.785,88 do concurso 2.245 da Mega-Sena, que ocorreu no sábado (21). O prêmio para o próximo sorteio, na quarta-feira (25) está estimado em R$ 1 milhão.

A Quina saiu para 51 apostas e cada um vai levar R$ 30.810,39 mil. A quadra teve 3.048 ganhadores e cada um receberá R$ R$ 736,46.

As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio pela internet e nas casas lotéricas que não estiverem fechadas em decorrência do novo coronavírus (covid-19). A aposta mínima custa R$ 3,50.

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Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 16 milhões neste sábado

O concurso 2.245 da Mega-Sena, que será sorteado na noite de (21), promete pagar um prêmio de R$ 16 milhões.

As apostas podem ser feitas pela internet no portal Loterias Online. É preciso ter mais de 18 anos.

O sorteio será realizado no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo.

Em observância às orientações do Ministério da Saúde para prevenção ao novo coronavírus, o acesso do público ao local será reduzido. Quem quiser acompanhar os sorteios pode ficar ligado nas redes sociais da Caixa, tanto no Facebook quanto no YouTube.

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Pagamentos por link da Cielo aumentam 200% em uma semana

Com a menor circulação de pessoas nas ruas, o varejo teve que se reinventar. Nesta semana, os pagamentos por link da adquirente Cielo aumentaram em 200%. Na modalidade, o vendedor não precisa da maquininha para efetuar a venda — basta enviar um link para que a compra seja paga por cartão de crédito ou débito. 

O serviço foi criado pensando no pequeno empreendedor, que não tem uma estrutura própria de e-commerce. Disponível desde outubro de 2019, o pagamento por link pode ser obtido no aplicativo Cielo Pay. Por meio dele, é possível gerar um QR Code no celular, emitir boletos e criar links de pagamentos — que podem ser compartilhados em redes sociais, como WhatsApp e Instagram.

“A solução já existia, mas a necessidade fez aumentar a demanda. A pessoa acostumada a lidar só com o balcão teve que fazer a transformação digital do negócio”, diz Simone Cesena, diretora de Marketing da Cielo.

No varejo, a crise causada pelo coronavírus já é sentida. Até o dia 19 de março, a queda no faturamento era de 5,4% em comparação com fevereiro, segundo a Cielo. Nos setores de bens duráveis (vestuário, móveis, materiais de construção), a queda foi de 8,3%. Nos serviços, como turismo, transporte, bares e restaurantes, autopeças, o impacto foi maior — faturamento 25% menor que no mês anterior.

Ajuda para pequenos e médios negócios

Ao perceber o impacto do coronavírus no varejo, a Cielo decidiu ajudar os empreendedores a repensar sua estratégia de venda em tempos de crise. Por isso, a companhia, em parceria com o Sebrae, lançou um especial nas redes sociais e no site. 

Com cartilhas e lives, a empresa oferece dicas aos clientes. A ideia é manter um diálogo constante para conseguir aplacar as principais dúvidas. “Nós queremos despertar um olhar diferente no varejo, trazer dicas criativas para o empreendedor se reinventar, sempre existe alguma demanda, ainda que reduzida”, diz Simone, que lidera a iniciativa.

“A gente vai pegar na mão das pessoas, transformação digital é difícil”, diz a diretora de marketing. Nos próximos dias, a empresa planeja distribuir conteúdos em seus canais de como o empreendedor pode fazer listas de transmissão no Whatsapp; como proceder para criar um Instagram para seu negócio e como anunciar seu produto digitalmente.

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De olho em oportunidades, Verde vê crise já refletida nos preços e tem a maior alocação em Bolsa desde 2010

SÃO PAULO – Em uma carta publicada nesta manhã aos cotistas, a Verde Asset comentou os efeitos da crise do coronavírus sobre seus fundos, ressaltando que, embora tenha cometido o erro de começar a comprar muito cedo, a correção vista nos mercados parece já refletir o impacto das incertezas sobre os preços dos ativos.

Segundo a gestora de Luis Stuhlberger, os fundos estão tendo perdas concentradas no mercado acionário, dada a magnitude das quedas tanto no Brasil quanto exterior. Em menor medida, diz a Verde, a alocação em renda fixa também está sendo impactada pela abertura das taxas de juro real ao longo da curva, ou seja, o aumento dos prêmios pagos e a consequente redução dos preços.

“A incerteza econômica trazida pelos seguidos lockdowns mundo afora faz com que o horizonte de investimentos de todos seja reduzido ao máximo. Já vimos isso em 2008 e outras crises. Esta é a oportunidade. Obviamente teremos impactos econômicos sérios. Mas, para nós, a correção dos mercados mais do que reflete tais impactos. Vemos uma combinação de social distancing, tratamentos para o Covid-19 (seja antivirais, anti-inflamatórios, e eventualmente vacinas), com as medidas fiscais e monetárias já anunciadas, como uma ponte capaz de atravessar o período de volatilidade atual. A China e a Coreia do Sul mostraram o caminho.”

O InfoMoney apurou que, em call com investidores, a gestora disse que o fundo Verde tem quase metade da alocação atual em ações, no maior nível desde 2010. Do montante, mais de 50% está em Bolsa americana.

Maior alocação nos EUA continua

Mesmo admitindo ter se antecipado, a Verde destacou que os fundos multimercados têm sistematicamente, mas com parcimônia, aumentado a exposição ao mercado acionário americano. “Vemos ali a melhor combinação de poder de fogo fiscal e monetário com lucratividade das empresas. Também mantemos exposição a ações no Brasil e na curva de juros real, focado entre a parte intermediária e longa.”

Em sua última carta mensal, publicada no início deste mês, a Verde disse que estava adotando uma estratégia de aumentar gradualmente as posições de seu renomado fundo em ações, focando no mercado americano, tido como o mais resiliente e com potencial para se recuperar antes de outros.

“Essa visão em grande medida continua válida, mas, analisando nosso processo decisório recente, cometemos um erro importante: começamos a comprar muito cedo”, afirmou a Verde, na carta divulgada hoje.

A gestora admite ter subestimado alguns elementos no cenário. Entre eles, diz ter atribuído peso relevante ao binômio temperatura/umidade, com base no número de casos baixíssimo de lugares como Tailândia, Cingapura e Indonésia. “Com isso acreditávamos que por volta de maio o número de casos ia retrair de maneira importante, e portanto, os mercados iam conseguir atravessar o período mais agudo de março-abril sem grande pânico.”

A gestora também faz menção à diferença de comportamento do Covid-19 na Coreia e na Itália. “O caso italiano virou benchmark para o mundo ocidental, e isso fez os mercados precificarem o sudden stop [parada repentina] econômico de todos os países.”

Os fundamentos dos erros apontados se somaram à enorme crise de liquidez pela qual os mercados globais passam, com impacto até sobre ativos tidos como seguros, como ouro e Treasuries americanos, e com uma piora sobre o ciclo vicioso de crédito e o mercado acionário. “Tudo isso exacerba de maneira importante a deterioração de sentimento e de preços.”

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Após terceira paralisação, Tesouro Direto volta a operar nesta sexta-feira

SÃO PAULO – Após três suspensões das negociações nesta sexta-feira (20), sendo a última às 16h, o Tesouro Direto retomou suas operações nesta tarde. Desta vez, a interrupção levou 17 minutos.

Entre os títulos prefixados, o com prazo em 2023 pagava 6,90% ao ano, ante 6,96% a.a. na tarde de quinta-feira (19), enquanto o retorno do Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 subia de 8,92% para 9,40% ao ano.

Entre os indexados à inflação, o Tesouro IPCA+2026 oferecia um prêmio anual de 4,10%, ante 4,13% a.a. ontem. Já os papéis com vencimentos em 2035 e 2045 pagavam uma taxa de 4,64% ao ano, ante 4,37% a.a. anteriormente.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta sexta-feira (20):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário

Após uma semana de fortes perdas, os investidores parecem estar um pouco mais confiantes com os estímulos do Federal Reserve e de outros bancos centrais. Na Ásia, as bolsas fecharam com alta de até 7%, assim como, na Europa, os mercados também operam em terreno positivo nesta manhã.

Na China, o banco central manteve ontem as taxas de juros em 4,05%, dando mais uma prova de que o país conseguiu controlar a pandemia em seu território. Lá, não foram registrados novos casos de transmissão local da Covid-19 – o segundo dia consecutivo.

Nos Estados Unidos, o Estado da Califórnia colocou 40 milhões de pessoas em quarentena obrigatória, enquanto a Itália chegou ao total de 3.405 mortes e deve fazer um lockdown ainda maior para conter o avanço no número de casos.

No Brasil, por conta do avanço da doença, o Senado Federal pretende votar hoje decreto de calamidade pública encaminhado pelo governo federal, que permite, até 31 de dezembro, o descumprimento da meta fiscal.

De olho no impacto recessivo da Covid-19, o Ministério da Economia deve seguir instituições financeiras e reduzir, pela segunda vez neste mês, sua estimativa para a expansão do PIB em 2020. Segundo o o jornal O Estado de S. Paulo, a projeção de crescimento da economia deve ser reduzida de alta de 2,1% para zero.

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Fundos imobiliários: saiba se é hora de aproveitar a queda e investir

SÃO PAULO – Os fundos imobiliários vêm sofrendo com a crise provocada pela pandemia de coronavírus.

Desde a volta do carnaval, quando teve início uma onda de baixa e intensa volatilidade no mercado financeiro, o Ifix, índice que mede o desempenho desses fundos na Bolsa, caiu quase 30%.

Em seu programa Fundos Imobiliários, o professor Arthur Vieira de Moraes explicou o que está por atrás desse movimento e como investir agora.

Ele também respondeu as dúvidas dos leitores, que mandaram suas perguntas para a campanha InfoMoney Orienta (saiba como enviar outras questões sobre investimentos; elas serão respondidas por especialistas do mercado financeiro).

Para não perder nenhum conteúdo da campanha, cadastre-se na newsletter especial.

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“Estamos em uma liquidação que acontece poucas vezes na vida”, diz diretor da Franklin Templeton

SÃO PAULO – Enquanto alguns investidores têm optado por ficar de fora da renda variável, esperando a turbulência gerada pelas preocupações com o coronavírus baixar, outros têm visto as quedas como uma oportunidade para encher o carrinho.

É o caso da Franklin Templeton Brasil. Frederico Sampaio, diretor de investimentos em renda variável, diz que a gestora tem aproveitado a baixa da Bolsa para aumentar a fatia de ações no portfólio. No ano, o Ibovespa já acumula queda de 41%. “É uma liquidação que acontece poucas vezes na vida”, afirmou hoje, durante teleconferência realizada pelo escritório de agentes autônomos InvestSmart.

Segundo Sampaio, a casa tem preferido reduzir a exposição em empresas mais alavancadas, isto é, com maior endividamento, privilegiando companhias com caixa, que tendem a sofrer menos em um cenário pessimista. Ao mesmo tempo, a gestora tem adicionado “pimentinhas” na carteira, escolhendo nomes que caíram demais e que seriam líderes de mercado em uma eventual melhora do ambiente de risco.

“O dólar indo para R$ 5 e uma empresa que tem receita em dólar caindo 30% é uma loucura. Quando o mercado estabilizar, vamos ver esse negócio galopando e o percentual de variação vai ser de outro patamar”, afirmou.

Entre os setores mais atraentes, Sampaio citou o bancário, que deve ter bom desempenho, desde que não tenha problema de balanço financeiro – o que não é o seu cenário –, bem como o de utilities, que “está de graça”.

O gestor disse que não estava posicionado em Petrobras e que gosta de empresas que tenham uma demanda resiliente e pouco sensível ao consumo recorrente. “Se você pega uma empresa como JBS, que é de carne, proteína, vai voar”, diz.

Apesar de o cenário no curto prazo ainda estar incerto, Sampaio defende que, para o investidor de médio e longo prazo, o momento é de oportunidade para ganhar dinheiro. “A não ser que a empresa tenha problemas de solvência, hoje o nível de capitalização das companhias está mais saudável do que já foi no passado. As coisas jogam a nosso favor, mas o comportamento do mercado hoje é de pânico.”

Marcus Gonçalves, diretor e CEO da Franklin Templeton Brasil, que também participou da teleconferência, destacou a visão positiva da gestora, que possui mais de US$ 700 bilhões em ativos sob gestão no mundo, incluindo Brasil. Ele avaliou que, entre os emergentes, o país é um dos melhores para atravessar a crise. “O Brasil tem de tudo para não ter problema de risco de crédito soberano e deve sair dessa crise fortalecido”, afirmou.

Moedas

Na carteira de moedas, a gestora também tem seguido o movimento de “fly to quality” dos mercados, privilegiando ativos mais seguros, como o dólar.

No portfólio global, a gestora aumentou a posição em franco suíço e iene, montando ainda posições em divisas de países nórdicos, como Noruega e Suécia, sempre contra o euro.

A visão da casa, explica Gonçalves, é de que o coronavírus tem feito a Itália se sentir cada vez menos europeia e de que, passada a crise, essa impressão deve gerar impactos políticos.

“O euro, como ideia, está passando por um teste de fogo. Por isso, não temos grandes posições. Nos fundos em que podemos, temos posição short [apostando na queda] em euro”, diz.

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FGTS terá nova rodada de saques por causa do coronavírus

O Ministério da Economia confirmou à EXAME nesta sexta-feira (20) que o governo está estudando uma nova rodada de saques do FGTS. O objetivo é auxiliar os trabalhadores em meio à pandemia e estado de calamidade públicado causado pelo coronavírus.

No momento, o Ministério analisa qual seria o valor máximo que poderia ser sacado pelos trabalhadores. Esse valor será calculado levando em conta o saldo disponível no fundo.

Regras e calendário estão em elaboração e serão definidos em medida, a ser anunciada na semana que vem.

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