Gestores apostam em ações da Vale para navegar em meio ao cenário turbulento

(Bloomberg) — Investidores têm aumentado suas posições em Vale (VALE3), apostando na mineradora como uma das principais oportunidades em meio à sangria na bolsa brasileira.

Em março, as ações da Vale despencaram para o menor nível em três anos diante da disrupção nas cadeias de produção globais e dos cortes das estimativas de crescimento provocados pela pandemia de coronavírus. O papel subiu mais de 20% na última semana, mas ainda é negociado no nível mais baixo desde 2019, após o rompimento da barragem de Brumadinho, que matou 270 pessoas.

“A Vale é uma oportunidade como as que acontecem a cada 10, 15 anos”, disse Paolo Di Sora, diretor de investimentos da RPS Capital, durante videoconferência realizada pelo Banco BTG Pactual.

Uma das razões por trás do otimismo é o fato de a mineradora se beneficiar da alta do dólar em relação ao real, pois a maior parte da receita da empresa é atrelada à moeda estrangeira. O real acumula baixa superior a 23% neste ano, um dos piores desempenhos no mundo. Di Sora disse que o valuation da ação chegou a implicar dólar em cerca de R$ 3,50, muito abaixo do câmbio atual de R$ 5,26.

A Adam Capital também está entre os otimistas. De acordo com Márcio Appel, que fundou a gestora de ativos em 2016 com André Salgado, a ação da Vale parece atraente mesmo em cenários adversos para os preços do minério de ferro.

“Se eu tivesse que escolher uma ação brasileira que está particularmente barata, seria a Vale”, disse Appel em videoconferência realizada na terça-feira pelo Itaú Unibanco.

De acordo com o Goldman Sachs, que elevou a recomendação para o ADR da Vale para equivalente à compra, o preço atual da ação não implica crescimento de volume e assume preços de minério de ferro a US$ 65 a tonelada por um longo período, o que o banco considera improvável. O minério de ferro acumula baixa de 11% neste ano, negociado em cerca de US$ 80 a tonelada, uma queda menos drástica do que a vista em outras commodities em meio a expectativas de aumento dos estímulos na China.

Caio Ribeiro, do Credit Suisse, também avalia o desconto atual como exagerado, especialmente considerando “fortes perspectivas de geração de caixa”, segundo relatório.

No balanço do quarto trimestre, a Vale disse que a geração de caixa permitiu reduzir a dívida líquida para cerca de US$ 4,9 bilhões, o menor nível desde 2008. A empresa também acessou US$ 5 bilhões em linhas de crédito para reforçar o caixa em meio à recente turbulência.

“Hoje a nossa principal métrica é se uma determinada empresa é capaz de sobreviver a cenários de estresse”, disse Felipe Campos, sócio-fundador da Navi Capital, em entrevista. “A Vale tem caixa sólido, custos menores e certamente entra nessa lista.”

Aprendizados em tempos de crise: uma série especial do Stock Pickers com as lições dos principais nomes do mercado de ações.Assista – é de graça!

The post Gestores apostam em ações da Vale para navegar em meio ao cenário turbulento appeared first on InfoMoney.

Como o mercado de crédito privado tem se comportado na crise e onde estão as melhores oportunidades? A JGP responde

SÃO PAULO – Ainda que a renda variável esteja nos holofotes dos investidores nesta crise, em meio a fortes movimentos vendedores nas bolsas de valores mundiais, o mercado de renda fixa, via crédito privado, também tem sofrido com o aumento do estresse financeiro.

A extensão dos problemas, contudo, pode ser diferente, assim como o olhar do investidor precisa ser outro. Quem explica melhor as particularidades do segmento é Alexandre Muller, sócio responsável pela equipe de gestão dos fundos de crédito da JGP.

Em entrevista ao vivo ao InfoMoney nesta quarta-feira (01), Muller apontou onde estão as principais preocupações no momento, abordou o comportamento de grandes empresas e bancos nesta crise, falou sobre as medidas implementadas pelo governo que possam surtir efeito no mercado de crédito e contou a estratégia da JGP neste contexto de maior estresse, provocado pela epidemia do coronavírus.

Confira a seguir alguns dos principais trechos da conversa. A entrevista completa está disponível no vídeo acima.

Como o mercado de crédito privado tem se comportado desde que a crise começou?

Esse é um mercado importante de acompanhar neste momento, até para entender o desdobramento que pode ter em outros segmentos. O mercado de crédito emite sinais importantes para todo o resto da economia. Esta é a primeira crise que estamos vivendo com um mercado com maior tamanho.

Em 30 dias, tivemos uma queda do Ibovespa de 32%, o Cembi, índice de bonds de crédito negociado lá fora, teve uma queda de mais ou menos 17%, e o Idex [índice de debêntures calculado pela JGP] cai cerca de 7%.

Crédito, assim como outras classes de ativo, tem sensibilidade, mas é normal que a sensibilidade seja menor que de outras classes, como ações, porque títulos de dívida têm prioridade de acesso sobre o fluxo de caixa das empresas.

Os fundamentos continuam sólidos no mercado de maneira geral?

É preciso dividir o tipo de crédito sobre o qual estamos falando. A JGP atua em particular nas grandes empresas do Brasil, como Lojas Americanas, Cemig, Sabesp. Claro que existe um movimento de preço no mercado de crédito, mas, do ponto de vista de fundamento para crédito de grandes empresas, esse é um dos setores mais protegidos hoje, se comparado com empresas mais high yield ou até Bolsa.

Falando em grandes empresas, eu espero que o impacto de quebra de covenants ou eventuais renegociações de dívida seja pequeno.

Agora se descemos um degrau na cadeia de crédito, em fundos mais high yield ou empresas de médio porte, [a avaliação] é caso a caso. Mas, conceitualmente, deve ter mais sensibilidade.

O investidor deve ser mais seletivo em crédito neste momento?

A primeira coisa é entender o que está se passando em termos de fundamento, o mandato de cada fundo. Acho que a ideia de que grandes empresas do Brasil tendem a sentir menos é conceitual. Temos até observado ao longo da última semana anúncios de novas operações de dívidas entre as empresas grandes e os bancos. O problema são as empresas médias.

A segunda pergunta é o que está acontecendo com o preço dos títulos de crédito, com as cotas dos fundos. Será que é uma boa oportunidade olhar esses títulos e fundos neste momento? Existe algo muito especifico acontecendo. Desde que a crise se aprofundou, o governo e o Banco Central vêm anunciando uma série de medidas orientadas para destravar o mercado de crédito.

Entre essas medidas, na segunda-feira da semana passada, foi anunciado um hiper pacote de medidas pelo Banco Central que poderia liberar R$ 1,2 trilhão de liquidez, de dinheiro, para que os bancos concedam novos empréstimos, destravando toda a cadeia.

Uma das medidas é orientada para o mercado de capitais, para as debêntures negociadas no dia a dia, e acaba fazendo preço nos fundos. É um programa no valor de R$ 91 bilhões para que o Banco Central dê empréstimos para os bancos recomprarem esses títulos no mercado secundário. Isso é uma maneira de garantir o funding do banco para que ele possa fazer essa operação.

Esse programa entra em vigor dia 6 de abril, então existe um rito burocrático em grande parte das medidas que está atrasando pontualmente o início, mas as medidas vão entrar e a tendência é que elas façam diferença nos spreads de crédito e nos preços dos títulos.

Na sexta-feira passada veio o principal dos programas. Uma PEC, que permite ao Banco Central comprar diretamente ativos de crédito privado para seu balanço. Essa é uma medida muito mais extrema, algo que vimos nos Estados Unidos, na Europa e até em outros países, como Colômbia.

E é uma medida que pode fazer uma diferença muito maior, porque, por mais que o BC jogue toda essa liquidez no mercado bancário, os bancos sempre têm a prerrogativa de não fazer nada, de sentar em cima do dinheiro. Então essa medida provavelmente vai fazer com que o BC tenha flexibilidade para atuar comprando títulos de crédito de grandes empresas.

A partir do momento que ele faz isso, altera a dinâmica de spreads para esse segmento da cadeia, empurra os bancos para terem que usarem o balanço em empresas de pequeno e médio porte, começa a oxigenar a liquidez, a destravar o mercado de crédito.

É importante que o investidor compreenda o que está sendo feito pela autoridade monetária e, se ele acreditar que ela vai ser bem-sucedida no destravamento desse mercado de crédito, e isso vale para empresa grande, média e pequena, pensar em crédito como um investimento neste momento pode ser uma boa ideia.

Você enxerga perspectivas de retomada do mercado primário?

Estamos vendo o mercado primário ativo principalmente para grandes empresas, captando dívidas diretamente com os bancos, de um ou dois anos em geral. Vimos anúncios públicos de captação da Iochpe-Maxion, do laboratório Fleury, da BRF, então estamos vendo que as empresas estão fazendo captações de emergência para reforçar o caixa neste momento.

Como os bancos trabalharam depois da crise do subprime? Deram linhas de liquidez para grandes empresas e deixaram contratados mandatos para fazer operações que alongassem captações de curto prazo, ganhando o direito de serem coordenadores-líderes. É possível que, quando a crise acalmar, [os bancos] venham com ofertas de debêntures para refinanciar a dívida de curto prazo contratada pelas empresas. É uma possibilidade.

Aprendizados em tempos de crise: uma série especial do Stock Pickers com as lições dos principais nomes do mercado de ações. Assista – é de graça!

The post Como o mercado de crédito privado tem se comportado na crise e onde estão as melhores oportunidades? A JGP responde appeared first on InfoMoney.

Benefício de R$ 600 a informais começará a ser pago semana que vem

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (3) que o benefício emergencial de R$ 600, aprovado nesta semana, começará a ser pago a trabalhadores informais, como taxistas, faxineiras e ambulantes, na semana que vem. A expectativa é pagar cerca de 10 milhões de trabalhadores em um primeiro momento de uma operação definida como “colossal”. O dinheiro será distribuído a cerca de 100 milhões de brasileiros. O objetivo é amenizar o efeito da crise provocada pela pandemia do coronavírus.

Para receber o valor, que será concedido durante três meses, trabalhadores informais que não estão no Cadastro Único, contribuintes individuais do INSS e MEIs deverão se cadastrar em um aplicativo que será anunciado na terça-feira (7). Bastará baixá-lo no celular e se cadastrar. Após o cadastramento, caso o trabalhador cumpra as exigências da medida terá o dinheiro creditado em uma conta digital da Caixa em até 48 horas.

O governo também prevê que haja uma autorização de saques nas lotéricas e que o valor também possa ser retirado posteriormente em caixas eletrônicos.

Trabalhadores que não têm certeza se estão cadastrados no Cadastro Único poderão baixar o app e inserir o CPF. O próprio aplicativo dirá se o trabalhador já está cadastrado na base de dados do programa social ou não. Já os que recebem o Bolsa-Família não precisam baixar o app: o pagamento do benefício será feito a todos, conquanto que seja maior do que o valor recebido pelo programa social.

A partir do cadastro no aplicativo, os trabalhadores que tiverem conta na Caixa ou no Banco do Brasil poderão receber o benefício imediatamente no momento em que os bancos tiverem acesso à base de dados. Segundo Pedro Guimarães, presidente da Caixa, a partir desse momento os créditos poderão ser depositados nas contas em um dia ou no máximo um dia e meio.

O governo não deu uma data certa para que os pagamentos comecem a ser feitos, pois o decreto ainda não foi publicado.

Posteriormente, será criada uma linha telefônica que poderá auxiliar 80 milhões de pessoas beneficiadas.

 

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Goleiro no Inter, atacante nos investimentos: Marcelo Lomba fala de suas ações preferidas

SÃO PAULO – Jogos cancelados e falta de clareza sobre a data de retorno das práticas em grupo. O cenário de quarentena mudou a rotina de todos os jogadores de futebol do país, que seguem rodeados de incertezas sobre o reinício das atividades.

Para o goleiro Marcelo Lomba, no entanto, ainda há esperança de tudo ser normalizado sem muito prejuízo, apesar de o Internacional, assim como outros clubes do país, ter decretado férias para todos os jogadores durante o período de quarentena.

“No fundo, não estamos encarando esse período como férias. Os jogadores com quem eu falo não querem jogar a pré-temporada por água abaixo. Estou mantendo uma rotina diária de treinos só para estar me movimentando”, conta o jogador.

Lomba foi o convidado do Coffee & Stocks desta quinta-feira (02) e contou ao analista Thiago Salomão como tem lidado com seus investimentos durante esse período de turbulência no mercado.

Para acompanhar nossa série exclusiva de 6 lives com os principais nomes do mercado de ações do país, basta clicar aqui.

“Com o que eu tinha em ações, não consegui me proteger tanto, mas encaro as quedas com bastante naturalidade. Meu foco de investimentos é para um horizonte de longo prazo, de 2 a 3 anos”, afirmou.

Segundo Lomba, apesar de ter muita ação na carteira e da grande oscilação que o mercado apresentou nos últimos tempos, suas perdas não chegaram a ser tão significativas por uma questão de sorte.

“Minha mulher vinha pedindo há um bom tempo para comprarmos um apartamento para nós, eu vinha postergando desde 2014. Por fim, acabei comprando um no final do ano passado, o que me obrigou a vender 70% do que tinha em ações para fazer a aquisição. Eu também tinha uma put (opção de venda) de Ibovespa, mas acabei zerando ela quando o índice caiu ali para 105 mil pontos”, conta.

Lomba se considera um investidor agressivo e compra diretamente as ações que analisa. Segundo ele, faz parte de sua estratégia de investimentos deixar uma boa quantia em caixa para aproveitar as oportunidades quando elas aparecem.

“Ao final de todo mês, procuro ter algum caixa para ter um conforto maior. Quando após muito estudo eu vejo uma oportunidade, entro mais pesado, sem ansiedade e sempre visando o longo prazo”, disse o goleiro.

Durante a entrevista, Lomba também contou que vem estudando bastante o mercado financeiro nos últimos três anos, o que, segundo ele, tem ajudado a manter a calma em tempos de grandes oscilações no mercado.

Ele também rebalanceou sua carteira de investimentos no último mês e revelou os nomes de algumas das empresas que escolheu.

“Rebalanceei porque tenho visto muita coisa barata nos mesmos preços de 2017, que foi quando comecei a investir. Minha carteira hoje tem Banco do Brasil, Marfrig (maior posição), JSL, Movida, Vale, Petrobras, Cosan, JHSF e Eletrobras. Acredito que essas ações no longo prazo vão dar um bom retorno”, afirmou o jogador.

Questionado por Salomão sobre uma indicação de livro para quem deseja aprender mais sobre investimentos, Lomba recomendou “O Investidor Inteligente”, de Benjamin Graham, mas disse que muito do que aprendeu veio também de vídeos no Youtube.

“Tem muita coisa boa por lá. Além disso, leio bastante carta mensal de fundos e o próprio site de RI das empresas que eu penso em investir”.

Quer acompanhar a nossa série exclusiva de 6 aulas com os principais nomes do mercado de ações? Clique aqui e garanta seu acesso gratuito.

The post Goleiro no Inter, atacante nos investimentos: Marcelo Lomba fala de suas ações preferidas appeared first on InfoMoney.

As ações preferidas dos analistas para investir em abril

SÃO PAULO – Em um cenário de volatilidade e de grandes perdas no mercado de renda variável, por conta dos efeitos recessivos do coronavírus, analistas começam o mês de abril mais cautelosos e na busca por nomes mais resilientes, de grandes empresas, que terão condições de superar a crise.

A avaliação é de que o ambiente continua muito incerto e de que companhias com bons fundamentos, sólida situação financeira e alta liquidez terão maior capacidade de atravessar o período de estresse dos mercados.

No último mês, o Ibovespa despencou cerca de 30% em um movimento forte e rápido de deterioração dos mercados, que se instaurou no país após o Carnaval.

Assim como em outras crises, a expectativa é de que haja um fim. A duração, contudo, segue desconhecida. Dito isso, analistas reforçam a necessidade de preservação de capital e a procura por nomes de qualidade.

“Procurar por assimetrias e descontos excessivos deve ser a melhor estratégia, até porque existe um peso grande de alguns setores dentro do índice, que podem distorcer e mascarar a recuperação de outros setores da economia”, diz Renato Chanes, estrategista do Santander.

Levantamento feito pelo InfoMoney com 12 casas de análise mostra que as principais apostas para abril recaem sobre as ações de JBS, Vale, B3, Petrobras e Pão de Açúcar, esta última substituindo Lojas Renner, presente no portfólio de março.

Confira a seguir as cinco ações mais recomendadas para abril e o desempenho delas no ano:

Empresa Ticker Número de recomendações* Retorno no 1º trimestre
JBS JBSS3 9 -21,16%
Vale VALE3 7 -18,91%
B3 B3SA3 6 -15,76%
Pão de Açúcar PCAR3 6 -25,36%
Petrobras PETR3 6 -55,81% (ON)
Ibovespa -36,86%

*Indicações compiladas das carteiras de ações de Ágora, Ativa, BB Investimentos, BTG Pactual, Elite, Genial, Guide, Necton, Rico, Santander Corretora, Socopa e XP.

JBS (JBSS3)

Pelo segundo mês consecutivo, as ações da JBS são as preferidas dos analistas para comprar em abril. A visão, segundo a Santander Corretora, é de que a companhia dispõe de um modelo de negócios resiliente, devido à diversificação de produtos (carne suína, bovina, de frango e alimentos processados), bem como à exposição a vários países.

Na XP, os papéis de JBS, que estavam na carteira desde fevereiro de 2019 mas foram retirados em março por conta da alta volatilidade em virtude do Covid-19 na China, voltam a compor a seleção recomendada.

Betina Roxo, analista do segmento de alimentos e bebidas da XP, avalia que, com a normalização de casos de coronavírus na potência asiática e um dólar mais alto, o papel volta a ficar interessante. “As operações nos Estados Unidos representam 78% da receita da JBS, o que é um ponto muito bom. O setor tem uma resiliência maior que no Brasil e se favorece com o dólar mais alto”, afirmou, em transmissão ao vivo realizada nesta quarta-feira (01) pelo YouTube.

Vale (VALE3)

As ações da mineradora Vale ficaram em segundo lugar entre as mais recomendadas para abril, com sete menções.

De acordo com o BB Investimentos, que incluiu os papéis na seleção deste mês, a companhia possui uma solidez financeira e um mercado equilibrado em termos de oferta e demanda.

Segundo os analistas do banco, como os preços do minério de ferro se mantêm em patamares elevados e acima do seu custo de produção, a geração de caixa da Vale deve continuar expressiva, mesmo que haja uma correção de preço no curto prazo.

A avaliação é compartilhada pela Santander Corretora, que chama atenção para o descolamento entre a dinâmica de preços do minério de ferro e as cotações das ações do setor, o que levou à ampliação da participação de VALE3 no portfólio, de 9% para 12%.

B3 (B3SA3)

Com seis recomendações para este mês, B3 é novidade na carteira da Necton, que destaca que o cenário de forte volatilidade pode resultar em um incremento da margem líquida e geração de caixa para o próximo trimestre, diante da expectativa de aumento do volume financeiro transacionado na Bolsa.

Apesar de o cenário para ofertas de ações ter piorado em decorrência dos impactos do coronavírus nos mercados, o time de análise da Guide diz ver operações de IPO e follow-on voltando no segundo semestre e que, mesmo em uma velocidade reduzida, devem impulsionar os ganhos operacionais da Bolsa brasileira.

Pão de Açúcar (PCAR3)

Também com seis recomendações, Pão de Açúcar entrou neste mês para a carteira da XP, da Ágora, do BB Investimentos e da Ativa.

A inclusão no portfólio se deve, segundo o BB Investimentos, à forte atuação da companhia no segmento de varejo alimentar, que vem sendo favorecido pelo aumento do consumo de produtos alimentares nos lares domésticos, em função das restrições à livre circulação de pessoas e do fechamento do comércio.

Em teleconferência no YouTube, Pedro Fagundes, analista da XP, destacou as fortes iniciativas digitais assumidas pelo Pão de Açúcar ao longo dos últimos anos, que permitiram ao grupo incrementar as vendas online de produtos. Fagundes citou, ainda, o desconto das ações em relação aos pares.

Já a equipe da Ágora destaca a resiliência da companhia em períodos de crise. “Usando a crise de 2008 como parâmetro, enquanto outras empresas do setor de consumo e varejo experimentaram uma desaceleração no crescimento das vendas pelo critério de mesmas lojas, entre o terceiro trimestre de 2018 e o primeiro trimestre de 2019, verificamos que o Pão de Açúcar não viu nenhuma mudança em sua tendência.”

Vale lembrar que a companhia migrou para o Novo Mercado, da B3, em 2 de março, concluindo a conversão de ações preferenciais (PN) em ordinárias (ON).

Petrobras (PETR3)

Empatada na terceira posição, Petrobras recebeu seis recomendações de casas de análise para abril.

Entre as justificativas para a inclusão no portfólio, a Guide cita a continuidade da venda de ativos onshore (em terra) e o avanço do projeto de desinvestimento das refinarias.

Já os analistas da Necton destacam as medidas anunciadas pela companhia para minimizar os impactos do coronavírus, como a redução de estoque das operações para adaptar-se ao novo cenário de retração da demanda, bem como a renegociação dos contratos com fornecedores, visando reduzir a necessidade de giro de capital.

“Seguimos otimistas com os ativos da Petrobras, que deve apresentar números mais sólidos nos próximos anos, com ganho de rentabilidade e redução de sua alavancagem financeira”, escreve a Necton, em relatório.

Nesta quinta-feira (2), as ações ordinárias da Petrobras chegaram a subir 17% após o presidente americano, Donald Trump, publicar em sua conta do Twitter que o príncipe saudita espera um corte de produção de 10 milhões de barris de petróleo. Minutos depois, Trump afirmou que o corte poderia ser ainda maior, de 15 milhões de barris. A notícia é recebida com alívio pelos investidores em meio à guerra de preços da commodity.

Aprendizados em tempos de crise: uma série especial do Stock Pickers com as lições dos principais nomes do mercado de ações.Assista – é de graça!

The post As ações preferidas dos analistas para investir em abril appeared first on InfoMoney.

É hora de comprar? As ações que estão no radar da Brasil Capital

bolsa ações mercados alta up sobe índices

SÃO PAULO – Algumas das maiores oportunidades na Bolsa surgem justamente quando ninguém enxerga nada. A afirmação é de André Ribeiro, sócio-fundador da Brasil Capital e convidado especial da série Stock Pickers – Aprendizados em Tempos de Crise desta quarta-feira (1).

Em entrevista aos apresentadores Thiago Salomão e Renato Santiago, Ribeiro falou de suas perspectivas para o mercado de ações e revelou quais papéis estão baratos no momento, segundo a avaliação da gestora. Clique aqui para assistir à conversa na íntegra.

“Ninguém está enxergando nada, e isso faz com que o mercado tenha essa grande volatilidade”, afirmou. “E nesses momentos sem clareza é que surgem as maiores oportunidades de investimentos, desde que você tenha serenidade, paciência, tranquilidade e foco em obter resultados no longo prazo.”

Ribeiro conta que a gestora conversou nos últimos dias com executivos de todas as empresas que compõem seu portfólio e traçou estimativas para seus resultados. A conclusão, segundo ele, foi a de que há empresas de alta qualidade na Bolsa “negociando a valores que provavelmente só vamos ver em crises como essa”.

Para o gestor, muitos investidores acabam se desfazendo de ativos por uma necessidade de alívio imediato. “Mas o que acontece, historicamente, é que crises passam, e a primeira coisa que você faz quando olha para trás é se perguntar como aquela empresa bateu um valor de mercado tão baixo. Porque era óbvio que ela iria sobreviver”.

Value investor raiz, Ribeiro acredita que, ainda que 2020 se mostre “uma temeridade”, o valor intrínseco de uma boa companhia não merece cair 50% ou 60%. Não à toa, a Brasil Capital entrou para o grupo de casas cobiçadas que reabriram seus fundos para captação.

“São pouquíssimas as pessoas que estão dispostas a fazer um investimento com a cabeça no lugar nesse momento”, afirma. E aconselha: “As pessoas precisam entender o seu apetite por risco. Se você não dormir à noite, não invista.”

Para saber como encontrar boas oportunidades na Bolsa hoje, assista à nova série do Stock Pickers: Aprendizados em Tempos de Crise. Para garantir o seu acesso de graça, basta clicar aqui.

Quando tamanho é documento

Embora veja oportunidades no horizonte, Ribeiro reconhece que o momento é delicado para muitas empresas listadas em Bolsa. Por isso, o investidor deve tomar alguns cuidados antes de aumentar a exposição de sua carteira à renda variável.

“Não é momento de alavancagem, não é momento de procurar oportunidades de multiplicar seu capital por 20 vezes. É o momento de montar uma carteira com empresas líderes, dominantes, com vantagens competitivas e executivos de alto nível”, sugere. “Para quem puder esperar de um a dois anos [após a compra], o resultado será muito positivo”.

Para o gestor, as companhias mais sólidas de cada setor podem sair da crise com suas principais concorrentes enfraquecidas e, portanto, comparativamente mais fortes do que entraram.

“No histórico que temos no país, as empresas líderes de seus setores acabaram gerando bons resultados depois de grandes crises, com quedas de até 50% no mercado”, ressalta.

Mas Ribeiro não divide as empresas no momento apenas pelo tamanho. Em seu radar, as companhias estão divididas em serviços essenciais e discricionários — cuja demanda tende a ser mais elástica.

No curto prazo, os resultados das últimas devem sofrer mais que os das primeiras, e o mercado já colocou isso na conta. “Elas estão tomando uma paulada enorme”, afirma.

Mas, pensando no médio e longo prazo, avalia o gestor, são justamente as empresas de consumo discricionário que estão negociando a preços mais descontados. “Muitas delas são de altíssima qualidade. Se você assume que o mundo não vai acabar, você consegue montar uma boa carteira de investimentos com foco em dois ou três anos que vai dar muita alegria.”

As ações que ganharam moral

O tombo da Bolsa trouxe algumas mudanças para o portfólio da Brasil Capital. Ribeiro explica que algumas companhias ampliaram sua participação de forma passiva, porque caíram menos que seus pares, enquanto outras ganharam destaque no portfólio de forma ativa.

Entre as empresas que ganharam força no book estão Rumo, SulAmérica e a B3.

A operadora de ferrovias já fazia parte do portfólio da gestora, mas comparativamente em menor escala. Embora tenha sofrido um pouco no início da crise, destaca Ribeiro, o mercado percebeu que seus resultados operacionais devem ser pouco afetados pelo coronavírus.

A participação da SulAmérica no fundo seguiu caminho semelhante. Após penalizarem a empresa com a previsão de que a crise na saúde impactaria fortemente sua taxa de sinistralidade, os investidores perceberam que a pandemia pode adiar alguns dos custos mais altos da seguradora — caso de cirurgias eletivas e consultas, por exemplo.

A B3, por sua vez, entrou para o portfólio de forma mais ativa. Segundo Ribeiro, os volumes de transações diárias intermediados pela companhia estão “muito fortes”, boa parte das receitas está dolarizada e a empresa ainda paga dividendos generosos.

Para saber dessas e outras empresas que estão no radar da Brasil Capital, não deixe de assistir à entrevista completa.

Vai cair mais?

Embora considere que o pânico tenha distorcido os preços dos ativos para baixo, Ribeiro não descarta a possibilidade de que a Bolsa caia ainda mais. “Pode cair 20, 30% a mais? Eu acho que podem.”

Por isso, seu conselho para o investidor que tiver estômago e consiga dormir bem à noite posicionado em ativos de risco é que não tente identificar o fundo do poço, nem fazer operações milagrosas.

“Ninguém vai acertar qual é o fundo do poço, então tem que montar estratégia de médio e longo prazo de eventualmente fazer o preço médio, seja investindo em cotas de fundos, seja investindo nas grandes vencedoras.”

Quer saber quais são as oportunidades que os maiores especialistas em ações do país estão enxergando na Bolsa? Então clique aqui agora para assistir à nossa série inédita.

The post É hora de comprar? As ações que estão no radar da Brasil Capital appeared first on InfoMoney.

Tesouro Direto: Taxas de títulos prefixados recuam nesta quinta-feira

SÃO PAULO – Em um dia de maior alívio nos mercados, em meio a um rali dos preços do petróleo, as taxas dos títulos públicos prefixados negociados via Tesouro Direto apresentavam queda na tarde desta quinta-feira (2).

O Tesouro Prefixado 2023 oferecia um prêmio anual de 5,46%, ante 5,52% a.a. na tarde de quarta-feira (1). O papel com juros semestrais e vencimento em 2031, por sua vez, oferecia um juro anual de 8,01%, ante 8,09% a.a. anteriormente.

Entre os títulos indexados à inflação, as taxas subiam. O juro do papel com prazo em 2026 avançava de 3,70% para 3,73% ao ano, enquanto o Tesouro IPCA+2035 pagava 4,61% ao ano, ante 4,56% a.a. ontem.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta quinta-feira (2):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário

Entre os destaques do noticiário do dia, o número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos cresceu de 3,3 milhões, na semana encerrada no dia 20 de março, para 6,6 milhões, na semana passada. O resultado ficou acima da expectativa mediana dos economistas consultados pela Bloomberg, que apontava para um aumento a 3,7 milhões de pedidos.

Ainda no exterior, mercados repercutiram a notícia de que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, concordou com o presidente americano, Donald Trump, que a atual situação dos mercados de petróleo não é favorável para nenhum dos dois países. Já a China anunciou um plano para ampliar suas reservas da commodity. O barril do Brent – usado como referência pela Petrobras – chegou a disparar 36%, mas amenizou ou ganhos e avançava cerca de 20%, por volta das 17h, para US$ 29,87.

No Brasil, em meio a medidas para tentar minimizar o impacto do coronavírus sobre a economia, o Congresso realiza hoje uma sessão deliberativa remota no Senado para analisar o projeto de lei que garantirá recursos para o auxílio de R$ 600 aos trabalhadores autônomos.

Leia também:
Com pressão generalizada sobre os preços, títulos públicos chegam a cair 24% em março

Ontem, o governo federal anunciou um programa que permite a redução da jornada de trabalho e salário em 25%, 50% e até 70% por até três meses, por meio de acordos individuais – entre empregador e empregado – ou coletivos. A medida também autoriza a suspensão dos contratos por até dois meses.

Outras medidas divulgadas incluem o pagamento de uma parte do seguro-desemprego, a qual o trabalhador teria direito se fosse demitido, bem como o anúncio de que o governo irá zerar o IOF em operações de crédito por 90 dias.

No mundo, a contagem de pessoas contaminadas pela Covid-19 ultrapassou nesta tarde a marca de um milhão. São mais de 50 mil mortes. No Brasil, o número de infectados supera os 7,9 mil casos, com 299 mortes.

Invista a partir de R$ 100 no Tesouro Direto com taxa ZERO: abra uma conta gratuita na Rico!

The post Tesouro Direto: Taxas de títulos prefixados recuam nesta quinta-feira appeared first on InfoMoney.

Fundos têm saída de 320 mil cotistas desde início da crise; confira quais ganharam e perderam mais investidores

SÃO PAULO – As fortes quedas dos mercados de renda variável e renda fixa neste contexto de crise têm provocado uma saída de investidores de fundos de investimentos de todas as categorias. Levantamento feito pela Economatica a pedido do InfoMoney revela que, desde 21 de fevereiro, quando a epidemia começou a provocar estrago nas Bolsas, até o dia 27 de março, fundos de renda fixa, multimercado e ações perderam, juntos, 323,5 mil cotistas.

Os multimercados perderam 1,94%, ou 56,5 mil cotistas de sua base anterior ao início da crise, enquanto fundos de renda fixa registraram queda de 1,64%, ou 168,1 mil investidores, e carteiras de ações tiveram baixa de 1,6%, ou 99 mil cotistas.

O levantamento exclui fundos exclusivos, carteiras criadas em 2020 e, no caso de ações, elimina Fundos Mútuos de Privatização Petrobras e Vale, que investem recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Entre os fundos de maior risco, de ações e multimercados, há carteiras com perdas de até 15 mil investidores, mas há também carteiras que ganharam mais de 6 mil cotistas.

Confira a seguir os dez fundos multimercados com maiores perdas e ganhos desde 21 de fevereiro.

//e.infogram.com/js/embed.js

No grupo dos dez fundos multimercado com maior aumento de cotistas, metade apresenta valorização desde 21 de fevereiro, especialmente os com exposição a ouro. O Trend Ouro, da XP, por exemplo, ganhou 3.833 investidores desde o início da crise e rende 0,96% no período. Da mesma forma, o fundo Órama Ouro aumentou a base em 3.168 investidores, em meio à valorização de 14% da carteira.

Já entre os fundos de ações, os dez fundos que mais ganharam cotistas registram desvalorização das cotas desde o início da crise. Destaque para o BB Ações Petrobras, com perda da ordem de 57%, porém com 2.463 cotistas a mais que em 21 de fevereiro. O fundo investe os recursos preponderantemente nos papéis da estatal.

//e.infogram.com/js/embed.js

O Real Investor FIA lidera a lista, com um aumento de 4.356 investidores na base, e também chama atenção o crescimento do Alaska Black Institucional FIA, que ganhou 2.378 cotistas. Ambas as carteiras tiveram perdas da ordem de 37%.

Sem abrir a composição do fundo, Cesar Paiva, sócio fundador e gestor da Real Investor, diz que a gestora está privilegiando empresas mais bem preparadas atualmente, com boa gestão, baixo endividamento e fôlego para atravessar o novo momento da economia.

“Estamos fazendo várias mudanças, tem muita oportunidade e temos aproveitado para comprar empresas que julgamos muito baratas, ainda que também passem por esse período difícil”, diz.

O contexto tem sido aproveitado para a maior diversificação do portfólio e todos os cases estão sendo revistos. Segundo Paiva, quase 100% do fundo já está alocado hoje.

Na trajetória oposta, o Moat Capital FIC FIA perdeu mais de 15 mil investidores de sua base, embora tenha registrado uma captação líquida de R$ 89 milhões desde o início da crise. Carteiras com foco em ações small caps também figuram na lista de maiores perdas de cotistas, assim como fundos voltados a papéis de construção civil.

William Eid Júnior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas, ressalta que, diferentemente de outras crises, quando as taxas de juros no Brasil ainda estavam no patamar de dois dígitos, dessa vez, o investidor não tem alternativas rentáveis nas quais se refugiar.

“Antes, o investidor amargava perdas com o risco, mas depois recuperava na renda fixa. Hoje essa fuga não funciona mais. O investidor ficou sem opção”, diz. “Mesmo em um mercado de crédito de segunda linha, as opções são restritas.”

Embora as incertezas persistam, o conselho segue de manter as posições e focar em alguma retomada no longo prazo. “A educação financeira do investidor é testada quando se tem uma crise. Quando se coloca o dinheiro em risco, é necessário saber que risco significa possibilidade de perda. E tem que ser um dinheiro que possa sofrer oscilações no médio e longo prazo”, assinala Eid Júnior.

Oportunidade x Risco

Para o planejador financeiro com certificação CFP Bruno Mori, o momento é de oportunidade para a entrada em fundos de ações, desde que o investidor tenha uma fatia líquida na carteira, sem necessidade de recorrer à reserva de emergência.

“Não há garantia de ganho expressivo no curto prazo, mas o investidor pode aplicar de olho em dois, três anos”, diz.

Paulo Corchaki, CEO e fundador da Trafalgar Investimentos, que tem um braço de gestão de recursos e outro de patrimônio, concorda com Mori e diz estar aumentando a fatia de risco dos portfólios de forma gradual, olhando para um horizonte mínimo de 12 meses.

Segundo ele, independentemente da performance, um fundo só deve ser resgatado se não corresponder ao seu mandato ou se o investidor precisar de liquidez. “Evitaria ao máximo me desfazer de qualquer tipo de fundo neste momento, principalmente de ações”, afirma.

Aprendizados em tempos de crise: uma série especial do Stock Pickers com as lições dos principais nomes do mercado de ações. Assista – é de graça!

The post Fundos têm saída de 320 mil cotistas desde início da crise; confira quais ganharam e perderam mais investidores appeared first on InfoMoney.

As ações que devem levar a melhor em abril, segundo a XP

mercado bolsa índices alta ações gráfico analista trader

SÃO PAULO – Um mês memorável, mas que muitos gostariam de esquecer. Em março, o Ibovespa acumulou queda de 29,90%, maior recuo mensal em 22 anos, com direito a 6 circuit breakers – mecanismo emergencial que interrompe as negociações quando a queda do Ibovespa ultrapassa determinados limites.

A cotação do dólar comercial, por sua vez, saltou 15,96% no período, encerrando em R$ 5,194 no último pregão do mês.

Diante do cenário ainda nebuloso, a XP Investimentos realizou algumas mudanças em sua carteira recomendada de ações para abril. Betina Roxo, analista da XP Investimentos, foi a convidada desta quarta-feira do quadro Coffee & Stocks, do Stock Pickers, e explicou cada uma delas.

Quer saber quais oportunidades os maiores nomes do mercado de ações do país estão enxergando agora? Então assista de graça à série Stock Pickers – Aprendizados nos Tempos de Crise. Para destravar o seu acesso de graça, basta clicar aqui.

O melhor ataque é a defesa?

Durante entrevista ao analista Thiago Salomão, Betina contou que a XP optou por tornar a carteira um pouco mais defensiva, além de reduzir o target do Ibovespa para 94 mil pontos para o fim de 2020.

Para lidar com o cenário, a casa preferiu reduzir a posição em empresas domésticas e adicionar mais peso a nomes expostos à economia global.

Entre as mudanças realizadas na carteira da XP para abril, a analista citou a substituição de Ecorodovias, Cyrela, Lojas Renner, Via Varejo e Iguatemi por JBS, Marfrig, Vale, Suzano e Grupo Pão de Açúcar. Clique aqui para ver a carteira completa.

“No mês passado, fizemos uma mudança extraordinária, justamente para colocar nomes mais resilientes, foi quando colocamos Ambev e Copel. Em abril, a gente diminuiu a exposição ligada ao ciclo doméstico, uma vez que devemos ter impactos significativos da quarentena por aqui”, afirmou Betina.

O setor de proteínas

Sobre a escolha de adicionar JBS e Marfrig à carteira de abril, Betina destacou a importância da exposição ao mercado americano.

“Mais de 70% da receita das duas vêm das operações dos EUA, que é um país em que a demanda está indo bem, onde o consumo de alimentos é diferente, já que eles estocam mais comida, e têm uma renda disponível maior que o Brasil”, explicou ela.

Betina também citou alguns pontos que foram levados em conta para o stock picking, como margens de operações mais estáveis, exposição favorável à alta do dólar e o aumento da procura por alimentos.

“Vale dizer também que essas empresas possuem exposição à China, país que já está normalizando a sua rotina, depois de ter sido atingido pelo coronavírus”, ressaltou.

As commodities

A XP também optou por adicionar Vale e Suzano a sua carteira recomendada. Segundo Betina, ambas as empresas tendem a se beneficiar da recuperação da atividade econômica chinesa e dos preços de suas respectivas commodities no país asiático.

“A China já iniciou uma trajetória de retomada da economia e pode ter mais impulso de estímulos do governo. No caso da Vale, o preço do minério acabou não caindo tanto, e existe uma relação de oferta e demanda equilibrada. Não enxergamos espaço para as mineradoras produzirem acima do estimado no início do ano”, afirmou, acrescentando que o preço das ações da empresa também está bastante atrativo.

“A Vale está negociando a 3x EV/EBITDA para 2020 e estimamos 13% de retorno com geração de caixa em 2020”, disse a analista durante a entrevista.

Sobre a Suzano, Betina afirmou que o volume de vendas da empresa não deve sofrer grandes impactos por conta do coronavírus.

Segundo ela, outro ponto levado em consideração foi o endividamento da empresa. Embora a companhia tenha uma alavancagem elevada, a Suzano tem caixa para honrar com suas dívidas de curto prazo.

“80% das receitas contra apenas 15% dos custos da Suzano são em dólar, então a companhia será favorecida em caso de manutenção do câmbio em patamares elevados. Com isso, esperamos um retorno de geração de caixa em torno dos 10% em 2020”, afirmou.

O setor de varejo

Entre as varejistas, a XP optou por adicionar as ações do Grupo Pão de Açúcar entre suas recomendações para abril. Dentre os motivos para tal mudança, Betina explicou que, hoje, as ações do grupo oferecem uma combinação de resiliência no curto prazo e uma relação risco-retorno atrativa.

“Nós acreditamos que empresas relacionadas ao consumo básico (alimentação e saúde) devem ser as menos impactadas pela crise. Nesse cenário, o GPA vem se beneficiando de um aumento importante de vendas no curto prazo, não só em função da estocagem de produtos durante o período de quarentena, mas também por um aumento no consumo das famílias e da alimentação dentro de casa”, afirmou a analista.

Betina também destacou o nível de preços em que as ações do grupo vêm sendo negociadas – depois de uma queda de 30% desde o final de janeiro -, em comparação ao Carrefour, seu principal concorrente.

A entrevista de Betina faz parte de uma série de conversas do Stock Pickers com os maiores especialistas em ações do Brasil.

Quer saber quais oportunidades os maiores nomes do mercado de ações do país estão enxergando agora? Então assista de graça à série Stock Pickers – Aprendizados nos Tempos de Crise. Para destravar o seu acesso de graça, basta clicar aqui.

The post As ações que devem levar a melhor em abril, segundo a XP appeared first on InfoMoney.

Preço do gás dispara para até R$ 130 o botijão e Procon fiscaliza

Assim como foram registrado grandes reajustes de preços em alimentos básicos nos supermercados, o preço do botijão de gás disparou em São Paulo. Parte desse reajuste se deve ao aumento da demanda pelo produto, provocada pelo isolamento social necessário para conter o avanço do coronavírus.

No aplicativo que compara preço de revendores Chama, o botijão no bairro do Tatuapé, na zona leste da cidade, chega a ser vendido por R$ 95. Na zona oeste, em Pinheiros, o botijao de 13 kg é vendido por mais de R$ 80. Na zona sul, no Morumbi, o preço atinge até R$ 99,99. Tradicionalmente, o preço do botijão é de R$ 70. Ou seja, o aumento de preços chega a ser de 42%.

No domingo (29) o Ministério de Minas e Energia apontou que os reajustes de preço foram causados pela grande demanda das famílias pelo GLP, que causou uma “escassez pontual”. Como forma de solucionar o problema, a Petrobras faria a importação adicional da commoditie. A expectativa é de que a situação seja normalizada em alguns dias.

Para coibir abusos enquanto os preços não voltam à normalidade, o Procon-SP e o Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas) vão atuar conjuntamente no combate, identificação e punição.

A ação é mais uma medida de enfrentamento à crise causada pelo impacto econômico da pandemia do coronavírus. O Governador João Doria fez o anúncio nesta quarta-feira (1º) e destacou que os abusos não serão tolerados.

“O preço do botijão de gás, no limite, é de R$ 70. Não é nem R$ 71, nem R$ 72, nem R$ 80. Em uma situação como a que estamos vivendo, R$ 10 fazem muita falta. O Procon São Paulo está autorizado a agir, de acordo com a lei, para proteger o interesse público, especialmente da população de baixa renda”, disse Doria.

O diretor geral do Procon-SP, Fernando Capez, informou que em casos mais extremos, o valor chegou a R$ 130. Ele informou que, para coibir tais práticas, o Procon-SP contará com o apoio das viaturas do Dope.

Os policiais do departamento que estiverem em patrulhamento farão abordagem de fornecedores de botijões de gás, caso identifiquem aglomeração de pessoas ou preços abusivos. As equipes do Procon-SP serão acionadas para aplicação das sanções previstas na legislação.

Os fornecedores que forem flagrados realizando vendas a preços abusivos serão multados e conduzidos às delegacias de polícia para que respondam por crime contra a economia popular. “Não há risco de desabastecimento de botijões de gás. Não há nenhuma justificativa para que as pessoas se aglomerem nos pontos de venda e paguem mais caro”, afirmou Capez.

A orientação do Procon-SP é de que os botijões de gás sejam comercializados por valores entre R$ 68 e R$ 70. Em diálogo com o Sindicato de Fornecedores de Gás, o órgão estadual confirmou que não houve qualquer alteração nos custos que pudesse justificar a elevação dos preços cobrados dos consumidores.

Denúncias

Apenas no período da quarentena, já foram registradas mais de 120 denúncias online contra preços abusivos do botijão de gás, nas redes sociais, aplicativo e site do Procon-SP.

Considerando a orientação de manter o isolamento e evitar sair de casa, o Procon-SP disponibiliza canais de atendimentos à distância para receber denúncias, intermediar conflitos e orientar os consumidores: via internet, aplicativo – disponível para Android e iOS – ou via redes sociais, marcando @proconsp, indicando o endereço ou site do estabelecimento.

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora