Ifood responde ao Procon sobre golpe aplicado por entregadores

O Ifood foi notificado pelo Procon-SP sobre um golpe que estava sendo realizado por entregadores do aplicativo. No golpe, o cliente tinha que pagar uma taxa de entrega na hora do recebimento do pedido. 

O Ifood informou ao Procon que identificou 28 casos envolvendo possíveis fraudes e, para sanar o problema, optou por desativar os pagamentos offline (dinheiro e máquina de cartão) para os restaurantes que contrataram modelo “full service” na cidade de São Paulo.

Disse ainda que prestou pronto atendimento a todos aqueles que relataram as situações ocorridas. No entanto, considerando que o pagamento do pedido realizado foi efetuado através do próprio aplicativo (pagamento online), sem que envolvesse qualquer necessidade de pagamento complementar no momento da entrega, os usuários foram orientados a procurarem às instituições financeiras e administradoras de seus cartões, bem como as autoridades policiais competentes, para reportar o ocorrido.

O Ifood acrescentou que ao receber os relatos como esses, realiza uma apuração interna e, comprovada alguma conduta irregular do usuário, desativa seu cadastro imediatamente.

Segundo o Ifood, a partir dessa semana, inserirá disclaimer em forma de pop up no aplicativo de modo a mais uma vez alertar os usuários para o fato de que, ao optarem pela modalidade de pagamento online, não serão cobradas quaisquer taxas adicionais no momento da entrega, bem como para o fato de que, caso optem pelo pagamento offline, apenas insiram a senha após verificar o valor no visor da máquina de pagamento e, caso ocorra qualquer erro na cobrança, verifiquem se o valor foi debitado antes de realizar nova transação.

O que diz o Procon-SP 

O Ifood alegou ainda que atividade exercida se enquadra em um novo mercado denominado “Online-to-Offline”, mais conhecido como O2O, “economia do compartilhamento”, e que os entregadores são profissionais independentes.

O Procon contestou esse argumento afirmando que a empresa é responsável pelos atos de seus parceiros comerciais: “O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos.”

O Procon disse também que a empresa não comprovou que a informação de que a modalidade de compra não comportaria cobrança de valores adicionais foi passada de forma adequada ao usuário e o Ifood não pode repassar a culpa pelo ocorrido para o consumidor e nem imputar a ele as providências de estorno dos valores junto aos meios de pagamento e denúncia junto às autoridades policiais.

Quanto as providências, somente após ser provocada pela notificação o Ifood informou que providenciará “disclamer” para esclarecer o consumidor da falta de necessidade de pagamentos adicionais.

“A conduta da operadora será encaminhada para a equipe de fiscalização para apuração de eventuais irregularidades e a possibilidade de imposição das sanções previstas no Código de Proteção e Defesa do Consumidor.” 

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Trabalhador que teve auxílio de R$ 600 negado poderá contestar análise

A Caixa Econômica informou que os trabalhadores informais que tiveram o pedido ao auxílio emergencial de R$ 600
negado poderão contestar a negativa, pedindo uma reanálise no aplicativo do banco. A plataforma foi atualizada para receber as solicitações.

Os trabalhadores inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) poderão fazer um novo cadastramento. O banco disse que os processos em análise estão sendo atualizados com a respostas sobre a liberação ou não do dinheiro depois que a Dataprev analisou os pedidos e repassou as informações ao banco.

Segundo o vice-presidente de Varejo da Caixa, Paulo Henrique Ângelo, alguns problemas já foram detectados nas inscrições como: erros no cadastramento quando o trabalhador assinalou que era chefe de família, mas não inclui os membros, com informações sobre a data de nascimento e o CPF; ou incongruência e divergência de dados.

Ele destacou que algumas situações não permitirão o pagamento do auxílio, entre elas: o solicitante ter vínculo formal de emprego; ser servidor público; ou ter informado o CPF de uma pessoa já falecida.

“Além disso, o máximo de beneficiários por família é de dois membros, mesmo que o núcleo familiar seja formado por dez pessoas e todas sejam elegíveis. Só duas no máximo poderão receber”, informou o vice-presidente.

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Itaú permite prazo de pagamento de empréstimos em até seis anos

O Itaú Unibanco anunciou nesta quarta-feira, 22, que criou um plano de suporte financeiro para clientes pessoas físicas e jurídicas. Segundo o banco, desde meados de abril, os clientes adimplentes têm sido contatados para viabilizar a prorrogação de parcelas de empréstimos e financiamentos em até 120 dias no caso de pessoas físicas e em até 180 dias para pequenas e médias empresas. 

No caso dos empréstimos, os prazos de pagamento poderão ser alongados em até seis anos para clientes pessoas físicas e até cinco anos para PMEs. O prolongamento permite a redução das parcelas mensais com a mesma taxa de juros. 

Para clientes pessoa física, a prorrogação dos contratos está disponível para as linhas de empréstimo pessoal, cheque especial, crédito imobiliário, cartões de crédito e financiamento de veículos. 

No caso de pequenas e médias empresas, há a possibilidade de alongamento de prazo e carência de capital de giro, parcelamento das linhas de cheque especial e conta garantida. 

As condições são válidas para clientes que estiverem em dia e, durante o período, será mantida a mesma taxa de juros contratada, sem a cobrança de multa ou tarifas adicionais. Para as pessoas e empresas em atraso, o banco também preparou condições especiais e para renegociação de dívidas.

 Prorrogação de 60 dias

O Itaú informou ainda que mais de 600 mil contratos de clientes pessoa física e jurídica do banco  foram prorrogados pelos período de 60 dia, desde o anúncio de medidas de apoio pontuais, em meados de março. 

As novas condições do Pacote de Saúde Financeira já estão disponíveis tanto para clientes que ainda não solicitaram essa prorrogação, quanto para aqueles que já postergaram suas parcelas por dois meses e agora podem aumentar o período de carência. 

O processo pode ser feito por meio dos canais digitais, inclusive conversar com o gerente, evitando assim o descolamento até a agência física a fim de manter o distanciamento social indicado pelos órgãos competentes.

Todas as informações e condições sobre esse novo pacote de soluções estão disponíveis neste endereço https://www.itau.com.br/emprestimos-financiamentos.

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Caixa libera pagamento dos R$ 600 para Bolsa Família com final 4

A Caixa inicia nesta quarta-feira, 22, o pagamento da primeira parcela do auxílio emergencial no valor de 600 reais para as pessoas inscritas no Bolsa Família, cujo último dígito do Número de Identificação Social (NIS) é igual a 4. 

O pagamento do auxílio aos inscritos no Bolsa Família é feito automaticamente, ou seja, os beneficiários não precisaram se cadastrar no programa. Só recebe o auxílio emergencial se o valor for maior do que o creditado pelo Bolsa Família.

Para contemplados pelo Bolsa Família, o Auxílio Emergencial será pago da mesma forma que o benefício do programa, em nome do responsável familiar. O valor poderá ser sacado pela família beneficiária com o Cartão Bolsa Família ou com o Cartão Cidadão nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui ou nos terminais eletrônicos da Caixa. Se o benefício do Bolsa Família é pago por depósito em conta bancária, o auxílio também será depositado na mesma conta.

Já segunda e a terceira parcela do pagamento do auxílio emergencial para esse grupo será em 21 de maio e 22 de junho, respectivamente. Veja o calendário de pagamento abaixo:

Primeira parcela

Data de pagamento Beneficiários do Bolsa Família
16 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 1
17 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 2
20 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 3
22 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 4
23 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 5
24 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 6
27 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 7
28 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 8
29 de abril de 2020 pagamento para final do número de identificação social 9
30 de abril de 2020 pagamento para final do número de identificação social 0

Segunda Parcela 

Data de pagamento Beneficiários do Bolsa Família
18 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 1
19 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 2
20 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 3
21 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 4
22 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 5
25 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 6
26 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 7
27 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 8
28 de maio de 2020 pagamento para final do número de identificação social 9
29 de maio de 2020 pagamento para final do número de identificação social 0

Terceira Parcela

Data de pagamento Beneficiários do Bolsa Família
17 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 1
18 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 2
19 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 3
22 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 4
23 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 5
24 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 6
25 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 7
26 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 8
29 de junho de 2020 pagamento para final do número de identificação social 9
30 de junho de 2020 pagamento para final do número de identificação social 0

 

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Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira prêmio estimado em R$ 24 milhões

A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (22) um prêmio estimado em R$ 24 milhões.

As seis dezenas do concurso 2.254 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. A cartela, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

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Aplicativos e central telefônica da Caixa ficam fora do ar

O aplicativo Caixa Tem, que permite acessar o auxílio de R$ 600 nas contas poupanças sociais, o app Caixa Habitação, único modo de pedir pausa do financiamento do imóvel, e a central telefônica da Caixa estão inoperantes nesta segunda-feira (20).

Os problemas começaram na sexta-feira (17), de acordo com depoimentos de clientes no site ReclameAqui.

Nesta segunda-feira o banco irá depositar a primeira parcela do auxílio emergencial para 4,2 milhões de trabalhadores via conta poupança social. Contudo, o valor só pode ser acessado pelo aplicativo, que não está funcionando.

No app Caixa Habitação, quem escolhe o botão para pausar o financiamento de imóveis por 90 dias é redirecionado para uma página que não completa o processo.

A central telefônica parece estar funcionando. Mas a cada momento que a opção de falar com um atendente é escolhida, após cerca de 8 minutos de espera a ligação é automaticamente desligada.

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Procurada, a Caixa não mandou um posicionamento até a publicação da reportagem, nem deu perspectiva de quando os problemas serão resolvidos.

Veja abaixo o depoimento de alguns clientes do banco no site Reclame Aqui:

Incompetência

“Meu auxílio foi aprovado dia 17 verificado as 08h50 da manhã… Desde então a aplicativo Caixa Tem não funciona, gera vários tipos de erros e até o momento não consegui ter acesso ao meu dinheiro… Também entro em contato por telefone mas a ligação é derrubada, ou espero e ninguém me atende”.

Caixa Tem

“Já baixei e desinstalei o Caixa Tem inúmeras vezes. Agora o sistema do aplicativo está informando que o site esta indisponível. Meu auxilio já foi liberado desde o dia 14 e até o momento, eu não consegui transferir o dinheiro para outra conta. Eu só consegui entra uma vez no aplicativo que foi no domingo passado. Já não sei o que fazer para obter ajuda”.

App Caixa Tem não funciona

“Como colocam para receber um auxílio emergencial por meio que não funciona ? Meu dinheiro está disponível mas não consigo transferir porque o app não carrega e está com erro. Se é emergencial deveriam regularizar isso  Entendo a demanda, mas desde o dia 15? Hoje é dia 20 e nada do app funcionar?”

Enganação

“Tem mais de três dias que tento entrar na Caixa tem, mas é impossível, Realmente para que isso ? Só para enganar o povo”.

Nenhum telefone é atendido

“Estou há mais de dois dias úteis tentando contato via telefone com as agências da Caixa Federal (Campo Bom, Novo Hamburgo e via 0800) sem êxito. Idependente do horário, nunca atendem. Sou grupo de risco e preciso informações sobre o saque do Seguro-Desemprego, data limite e melhor horário por questões de segurança. Mandei e-mail semana passada para vários endereços eletrônicos que tenho relacionados à Caixa, inclusive o da ouvidoria, e ninguém responde”.

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Como negociar as mensalidades escolares na pandemia

O orçamento apertou na crise do novo coronavírus, seja por perda de renda ou desemprego. e não sabe como manter os pagamentos das mensalidades da escola dos filhos ou da faculdade? O caminho é negociar descontos com os estabelecimentos de ensino.

Mas antes de qualquer abordagem, é importante que impere o bom senso e a empatia: estamos em meio a uma pandemia, e todos são afetados por ela. Como a situação é temporária, é importante manter uma boa relação com a escola para quando o isolamento acabar.

Portanto, nada de reunião de pais para pressionar descontos ou descontrole emocional nos pedidos. O cenário exige que a situação seja analisada caso a caso, diz Matheus Frison, especialista na área de negociação. “Há pais e estudantes em melhor situação e outros menos. Quem está em melhor situação pode continuar a pagar o valor regularmente  e ajudar os que estão em pior situação e também a escola”.

Existem projetos feitos por deputados e senadores em tramitação que pretendem obrigar as instituições de ensino a concederem, nesse momento, descontos de até 50% nas mensalidades escolares. Mas advogados são unânimes em afirmar que essa solução não é a saída.

Isso porque em algumas escolas, a folha de pagamentos dos funcionários representa 70% ou mais dos custos, explica Frison. “Eles também têm famílias para cuidar nesse momento. É necessário respeitar a livre iniciativa, protegida pela Constituição”.

Veja abaixo dicas de advogados especialistas em relações contratuais para conseguir encontrar a melhor saída em conjunto com a escola:

1 – Exponha sua situação financeira

Antes de procurar a escola é importante conhecer a sua situação financeira. Afinal, não vale a pena buscar um acordo que não conseguirá cumprir. “Quanto mais se jogar limpo, e demonstrar a situação, mais a tendência é que o outro lado jogue limpo também”, explica Frison.

2 – Negocie descontos em contas básicas

É justo que a escola conceda ao menos um desconto do que está economizando com contas básicas, como água, luz e alimentação, afirma Igor Marchetti, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). “Os pais não devem financiar a crise das escolas. O consumidor é a parte mais vulnerável. Não é justo continuar a pagar por algo que não está usufruindo.”

3 – Analise o que a escola está fazendo para lidar com a crise

A forma de lidar com a suspensão física das aulas é algo que deve ser considerado na hora da negociação. O colégio está se esforçando para manter as aulas e atividades dos alunos em casa? Disponibiliza chats e e-mails para tirar dúvidas? Oferece um aplicativo ou site para acessar conteúdos? Então o desconto não deve se estender para além de despesas básicas.

Caso contrário, o consumidor tem o direito de pedir um abatimento maior no valor do contrato de serviço, já que ele não está sendo prestado, diz Marchetti, do Idec.

4 – Peça para analisar a planilha de custos

Não está certo se o desconto que está sendo proposto é justo: Frison aponta que, por lei, a mensalidade de escolas, para serem reajustadas, precisam comprovar gastos adicionais. Por isso, é natural que os pais exijam comprovação de gastos e economias que estão sendo feitas agora, inclusive com contas básicas. Além disso, está previsto no Código de Defesa do Consumidor o direito de informação. “A escola precisa ser transparente nesse momento delicado”.

A planilha é especialmente importante nos casos nos quais a escola alegar que não pode conceder descontos porque seus custos aumentaram. A escola pode ter, por exemplo, que investir agora em um software que permita o ensino à distância. Esse custo pode impedir um desconto nas mensalidades, ainda que despesas básicas tenham sido reduzidas, ou um desconto menor.

5 – Busque alongamento dos prazos

Mesmo com o desconto concedido pela escola está difícil pagar as mensalidades? Você pode sugerir um desconto maior de forma temporária, que será reposto quando você voltar a ter fôlego financeiro, de forma parcelada. É uma forma de alongar a dívida, diluindo o valor no futuro.

6 – Não consegue mesmo continuar a pagar? Exija seu direito

A situação está mesmo complicada, não houve negociação ou desconto suficiente para continuar a pagar as mensalidades? Você pode pleitear seu direito, por lei, de que seu filho ou você mesmo possa terminar o ano letivo, mesmo que esteja inadimplente com as parcelas.

Após o fim desse período, o valor terá de ser pago, com juros e atualização, quando puder. Mas o importante é que o direito de encerrar o ano letivo foi assegurado. O estabelecimento de ensino não pode impedir o aluno inadimplente de frequentar as aulas, seja físicas ou realizadas à distância.

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5,5 milhões de informais correm risco de perder auxílio emergencial

Quando o casal Viviane Santos, de 26 anos, e Adriano da Silva, de 39, soube do auxílio emergencial de R$ 600 para informais e autônomos de baixa renda por conta da pandemia do novo coronavírus, a sensação foi de alívio. “Mas, quando vimos a burocracia para conseguir o recurso, foi como se o fim do túnel ficasse mais longe”, diz Viviane.

“O trabalho desde a pandemia está reduzido a zero”, conta Adriano, que é pedreiro. Sem emprego fixo e morando em uma ocupação na periferia de São Paulo, eles nunca contaram com o poder público para o básico: água, luz ou saneamento. O acesso à internet, que Viviane usaria para marcar faxinas, também é raro. “É como se a gente fosse invisível”, resumem.

Entre os economistas, é quase um consenso que o benefício de R$ 600 para desempregados, autônomos e informais de baixa renda é fundamental para evitar o colapso de milhões de famílias, que ficaram sem rendimento durante o isolamento social. Mas fazer o recurso chegar a quem não fazia parte de programas como o Bolsa Família ou estava inscrita no Cadastro Único (um instrumento do governo que identifica as famílias de baixa renda) é mais difícil do que parece.

O primeiro desafio era inscrever 11 milhões que não estavam no Cadastro Único do governo, mas têm direito ao benefício, segundo cálculo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O segundo é fazer o pagamento. Para quem não tem conta em banco, a Caixa Econômica Federal prometeu criar 30 milhões de poupanças digitais, movimentadas via aplicativo.

Só que mais de 5,5 milhões de brasileiros com renda de até meio salário mínimo, elegíveis para receber o benefício, não têm conta em banco ou acesso regular à internet, mostra pesquisa do Instituto Locomotiva, feita a pedido do Estado. Parcela quase invisível da população, são eles que correm o maior risco de não receber o auxílio.

“A crise do coronavírus tirou renda e jogou para a pobreza muita gente que tinha pouco, mas não era alvo de programas sociais. O vírus joga luz a problemas que já existiam, como a baixa renda dos informais, e acentua uma desigualdade histórica”, diz Renato Meirelles, que é presidente do Instituto Locomotiva.

Vida real

Onde o poder público não chega, quem mais precisa se une. No Rio é uma associação de camelôs que cadastra e faz o acompanhamento do pedido de benefício para colegas sem internet ou conta em banco. “Fazemos o pedido e monitoramos o andamento”, conta a ativista Maria de Lourdes do Carmo. “Se a gente não se unir, todo mundo vai sofrer.”

“A ajuda vem de ONGs e associações que nunca tiveram a simpatia deste governo”, lembra o diretor da FGV Social, da Fundação Getulio Vargas, Marcelo Neri. “É preciso agir: a crise chegou após cinco anos de aumento da pobreza. No fim de 2019, a desigualdade de renda do trabalho, enfim, parou de subir, mas deve voltar a crescer.”

“O auxílio é bem desenhado. O desafio é chegar a todos”, diz Pedro Herculano de Souza, técnico do Ipea que estuda a desigualdade de renda.

 

Na sexta-feira, a Caixa Econômica Federal informou que 9,1 milhões de pessoas que se inscreveram para o programa pelo aplicativo ou site receberiam a parcela de R$ 600 até hoje.

Procurado, o banco não respondeu até a publicação desta reportagem como o governo fará para que o auxílio chegue às famílias sem conta e acesso à internet e como elas irão movimentar as poupanças digitais.

Internet

O governo prevê começar a calcular alternativas de como levar o auxílio emergencial de R$ 600 para pessoas sem acesso à internet a partir de maio, segundo o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni. A estimativa da pasta é de que a maior parte dos informais já será contemplada por meio do aplicativo e do site criados pela Caixa ainda no mês de abril.

Em conversa com o Estadão/Broadcast, Onyx disse considerar que mesmo pessoas que não possuem acesso à tecnologia poderão contar com uma rede de apoio para fazer o seu cadastro virtual.

“Se, ainda assim, surgirem situações expressivas, vamos tentar buscar essas pessoas. Mas, pelo aplicativo e site já temos resultados expressivos, o brasileiro está muito digitalizado. Caso a pessoa não consiga (pelo site ou aplicativo), ela pode ir em uma agência da Caixa, em uma associação comunitária, enfim, tem toda uma rede de solidariedade para ajudá-la”, afirmou.

O ministro disse ainda acreditar que até o fim do mês a maioria das pessoas terá recebido duas parcelas do auxílio emergencial – com exceção dos beneficiários do Bolsa Família, que seguirão recebendo os recursos dentro dos períodos preestabelecidos, uma vez por mês.

“Após 30 de abril, vamos ver o que tem de falta ainda para as pessoas acessarem, porque temos todo o mês de maio, junho e início de julho (para realizar todos os pagamentos)”, disse.

Onyx estima que, com o aplicativo criado pela Caixa, o governo deve identificar em torno de 20 milhões a 25 milhões de pessoas consideradas “invisíveis” e que ganharão contas bancárias digitais para receber os recursos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Caixa inicia pagamento dos R$ 600 para quem não tem conta em banco

A Caixa termina de pagar nesta segunda-feira (20) o primeiro lote do auxílio de R$ 600 para trabalhadores autônomos, MEIs, informais e desempregados que não recebem benefícios federais (não estão inscritos no CadÚnico), como o programa Bolsa Família.

O banco recebeu, na tarde de quarta-feira (15), o primeiro lote com as informações dos beneficiários inscritos por meio do site ou do aplicativo e que cumprem os critérios de elegibilidade.

Desde quinta-feira alguns trabalhadores podem ver se tiveram o benefício aprovado com base nessas informações. Quem recebeu a mensagem de que o beneficio foi aprovado pelo app terá o dinheiro creditado na conta até hoje.

Na sexta-feira, receberam o dinheiro os trabalhadores que têm conta poupança na Caixa. No sábado, foi a vez dos trabalhadores que indicaram contas de outros bancos receberem o auxílio. Hoje, serão pagos os que não têm conta em nenhuma instituição financeira.

Para esses trabalhadores o dinheiro será depositado em contas poupanças sociais criadas pela Caixa. Essas contas serão abertas de forma automática e não terá tarifa de manutenção, mas isentará de tarifa apenas três transferências por mês, via DOC ou TED, e apenas por 90 dias, ou seja, até pouco depois do término do pagamento.

A conta não emitirá cartão físico e poderá ser acessada por meio do app Caixa Tem, um aplicativo que consome pouca memória do celular (3mb). Pelo app será possível consultar saldo da conta e extrato, pagar boletos de serviços básicos (água, luz, gás) e consultar benefícios, como Bolsa-Família, FGTS, abono salarial e seguro-desemprego.

O cadastro é simplificado e cada operação será realizada como se fosse uma conversa. Por conta de um acordo com as operadoras de telefonia o app não consumirá dados do plano de internet do celular por 60 dias.

O primeiro lote do Auxílio Emergencial para o público que não está no CadÚnico soma 9,1 milhões de cidadãos, e vai injetar cerca de R$ 5,5 bilhões na economia.

Veja o calendário de pagamentos:

Sexta-feira (17), a partir das 15h:
– Crédito para 3.438.238 pessoas com conta poupança na Caixa

Sábado (18):
– Crédito para 1.420.466 pessoas com contas em outros bancos

Segunda-feira (20):
– Crédito para 4.230.900 pessoas na Poupança Social Digital CAIXA

Cadastro Único

Para trabalhadores inscritos no CadÚnico e que não fazem parte do programa Bolsa Família a Caixa creditou na sexta-feira (17) R$ 1,5 bilhão para 2,1 milhões de pessoas.

Ao todo já foram disponibilizados R$ 6,3 bilhões para 9,3 milhões de brasileiros. Foram abertas mais de 6,4 milhões de contas do tipo Poupança Social Digital para este público.

Bolsa Família

Nos dois primeiros dias do calendário de pagamento do Auxílio Emergencial para os elegíveis do público de beneficiários do programa Bolsa Família, a Caixa já creditou R$ 4,5 bilhões para 5,8 milhões de pessoas das 2,7 milhões de famílias beneficiadas.

Segue o calendário de pagamentos:

Sexta-feira (17):

– 1.926.557 pessoas das 1.359.786 de famílias beneficiárias do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 2

Segunda-feira (20):

– 1.923.492 pessoas das 1.357.623 de famílias beneficiárias do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 3

Quarta-feira (22):

– 1.924.261 pessoas das 1.358.166 de famílias beneficiárias do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 4

Quinta-feira (23):

– 1.922.522 pessoas das 1.356.938 de famílias beneficiárias do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 5

Sexta-feira (24):

– 1.919.453 pessoas das 1.354.772 de famílias beneficiárias do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 6

Segunda-feira (27):

-1.921.061 pessoas das 1.355.907 de famílias beneficiárias do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 7

Terça-feira (28):

-1.917.991 pessoas das 1.353.741 de famílias beneficiárias do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 8

Quarta-feira (29):

– 1.920.953 pessoas das 1.355.831 de famílias beneficiárias do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 9

Quinta-feira (30):

– 1.918.047 pessoas das 1.353.780 de famílias beneficiárias do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 0

Saque em espécie:

Com o objetivo de evitar aglomerações nas agências e unidades lotéricas expondo empregados, parceiros e clientes ao risco de contágio, a Caixa escalonou o calendário de saque.

Os recursos creditados na poupança digital podem ser utilizados por meio do app Caixa Tem para pagamentos e transferências, entre outros serviços.

Quem indicou conta bancária anterior ou vai receber os R$ 600 em substituição ao Bolsa Família não tem restrição para saque.

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Segue o calendário de saque em espécie da poupança digital sem cartão nos canais de autoatendimento e lotéricas:

o 27 de abril – nascidos em janeiro e fevereiro
o 28 de abril – nascidos em março e abril
o 29 de abril – nascidos em maio e junho
o 30 de abril – nascidos julho e agosto
o 04 de maio – nascidos em setembro e outubro
o 05 de maio – nascidos em novembro e dezembro

Desde o dia 9 de abril, quando teve início o pagamento do Auxílio Emergencial do Governo Federal, a Caixa já creditou mais de R$ 16,3 bilhões para 24,2 milhões de brasileiros. O banco, agente pagador do auxílio, está realizando a maior operação de bancarização da história do país, abrindo nesta semana mais de 10 milhões de contas Poupança Social Digital, de forma gratuita.

Até agora, 40,9 milhões de cidadãos já se cadastraram para recebimento do benefício. O site do auxílio superou a marca de 275 milhões de visitas e a central exclusiva 111 registra mais de 46,6 milhões de ligações. O aplicativo Auxílio Emergencial Caixa já soma 50,3 milhões de downloads e o aplicativo Caixa Tem, para movimentação da poupança digital, supera 21,8 milhões de downloads.

Mais informações
Site Auxílio Caixa
Central de Atendimento – 111
Central de Atendimento do Ministério da Cidadania – 121
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YouTube

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Caixa libera pagamento dos R$ 600 para Bolsa Família com final 3

A Caixa inicia nesta segunda-feira, 20, o pagamento da primeira parcela do auxílio emergencial no valor de 600 reais para as pessoas inscritas no Bolsa Família, cujo último dígito do Número de Identificação Social (NIS) é igual a 3.

Já segunda e a terceira parcela do pagamento do auxílio emergencial para esse grupo será em 20 de maio e 19 de junho, respectivamente.

O pagamento do auxílio aos inscritos no Bolsa Família é feito automaticamente, ou seja, os beneficiários não precisaram se cadastrar no programa. Só recebe o auxílio emergencial se o valor for maior do que o creditado pelo Bolsa Família.

Veja calendário de pagamentos abaixo:

Primeira parcela

Data de pagamento Beneficiários do Bolsa Família
16 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 1
17 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 2
20 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 3
22 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 4
23 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 5
24 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 6
27 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 7
28 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 8
29 de abril de 2020 pagamento para final do número de identificação social 9
30 de abril de 2020 pagamento para final do número de identificação social 0

Segunda Parcela 

Data de pagamento Beneficiários do Bolsa Família
18 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 1
19 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 2
20 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 3
21 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 4
22 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 5
25 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 6
26 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 7
27 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 8
28 de maio de 2020 pagamento para final do número de identificação social 9
29 de maio de 2020 pagamento para final do número de identificação social 0

Terceira Parcela

Data de pagamento Beneficiários do Bolsa Família
17 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 1
18 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 2
19 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 3
22 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 4
23 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 5
24 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 6
25 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 7
26 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 8
29 de junho de 2020 pagamento para final do número de identificação social 9
30 de junho de 2020 pagamento para final do número de identificação social 0

 

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