Cenário para Franklin Templeton na Argentina fica cada vez pior

(Bloomberg) — A decisão da Argentina de adiar um pagamento de títulos locais de US$ 1,4 bilhão nesta semana dificilmente terá causado grande impacto no amplo universo de investimentos globais. A maioria de fora viu a medida como uma demonstração à parte do drama real em torno do default iminente de bilhões de dólares em títulos estrangeiros do país.

A história é um pouco diferente para a Franklin Templeton e para o famoso gestor Michael Hasenstab. A empresa possuía cerca de 25% desses títulos em dezembro, segundo dados compilados pela Bloomberg.

É apenas o mais novo contratempo da incursão de Hasenstab na segunda maior economia da América do Sul, onde apostas de peso ajudaram a colocar seu fundo Templeton Global Bond, com US$ 26 bilhões em ativos, entre os com pior desempenho na categoria no ano passado, devido ao colapso dos preços dos títulos argentinos. Os fundos da Franklin Templeton possuem títulos argentinos com valor de face de pelo menos US$ 4,3 bilhões, de acordo com os últimos registros compilados pela Bloomberg.

Há sinais de que as coisas podem piorar em breve. Na quarta-feira, o ministro da Economia, Martin Guzmán, disse a investidores que se preparassem para uma dolorosa reestruturação da dívida, pois o governo tenta colocar as finanças de volta nos trilhos depois de uma grave crise cambial e profunda recessão. Guzmán disse que aqueles que esperam termos amistosos estão equivocados – o que empurrou os títulos de referência para 45 centavos de dólar – e que as autoridades não permitirão que “empresas de investimento estrangeiras definam as diretrizes da política macroeconômica”.

“É necessário ter uma profunda reestruturação da dívida”, disse em audiência no congresso. “Está claro que haverá frustração por parte dos detentores de títulos.”

O fundo Templeton Global Bond, de Hasenstab, registrou perdas de 3% no ano passado, um desempenho pior do que 88% dos pares, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Embora o fundo global tenha várias apostas grandes na Argentina, o país respondeu por apenas 1,4% da carteira, segundo dados mais recentes sobre as posições. O desempenho também foi prejudicado por uma aposta equivocada de que os Treasuries sofreriam uma forte queda.

No fundo Templeton Emerging Markets Bond, com US$ 9,5 bilhões em ativos e que ficou aquém de 98% de seus pares no ano passado, a Argentina representa 5,6% do total de participações.

A Franklin Templeton não quis comentar sobre os investimentos da empresa na Argentina ou sobre o desempenho de seus fundos.

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Como os fundos de ações que mais renderam em 2018 se saíram em 2019

SÃO PAULO – Fundos que encabeçam as listas de melhores do ano são tentadores. Atraídos por retornos bem acima da média, alguns investidores mergulham de cabeça nesses produtos, dando por certo que os ganhos irão se repetir e sem analisar nenhum outro critério.

O problema é que esse raciocínio não permite enxergar a volatilidade dos fundos que conseguem chegar ao topo em janelas tão curtas quanto 12 meses. A decepção é, portanto, quase inevitável quando as perdas acontecem, levando o investidor a resgatar a aplicação, em geral, no pior momento.

A comparação dos dez melhores fundos de ações de 2018 com os de 2019 ilustra o sobe e desce que marca essas listas. O comportamento dos top 10 de 2018 em 2019, e vice-versa, também mostra o grau de oscilação, que é frequente nesses produtos.

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Ainda que o resultado seguinte tenha sido positivo, o levantamento mostra que nenhum dos dez melhores fundos de 2018 repetiu sua colocação em 2019. E os melhores do ano passado tiveram um desempenho muito melhor do que haviam registrado em 2018 – subiram, em média, 54 pontos percentuais em relação ao resultado anterior.

Líder em 2019, o fundo Guepardo Institucional havia fechado 2018 com resultado negativo da ordem de 11,6%. Naquele ano, o fundo chegou a perder mais de 13% apenas no mês de junho, quando as ações da Cosan, então sua principal posição, caíram 9,3%.

O mesmo vale para a HIX Capital, que saiu do vermelho, em 2018, para terminar o ano seguinte com alta de 63%.

Já no grupo dos melhores de 2018, os fundos seguiram com resultados positivos no ano seguinte, ainda que três tenham ficaram abaixo do forte desempenho do Ibovespa.

Com base em dados da Economatica, foram considerados para o levantamento somente fundos não exclusivos, com a média do patrimônio líquido em 12 meses superior a R$ 100 milhões e mais de 99 cotistas no fim de cada ano. Foram excluídos fundos setoriais e monoações, assim como foram eliminados do estudo fundos espelho.

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Fundos de ações: O que os melhores gestores do Brasil têm em comum?

Guilherme Anversa, sócio e gestor da XP Advisory, explica que um fundo com melhor desempenho em determinado ano geralmente é mais arrojado, com uma carteira mais concentrada. Essa estratégia é mais dependente de casos específicos de sucesso, que turbinam os retornos. Desse modo, não é de se esperar que ele dispare ano após ano.

“Geralmente são gestores fundamentalistas que acertaram na veia”, conta, lembrando que, em geral, são produtos que olham dois ou três anos à frente. “Eventualmente não será no primeiro ano que a posição do gestor irá se materializar.”

Anversa aponta que o desempenho dos líderes de 2019 exemplifica como a tese de alguns fundos pode não se concretizar durante um ano, mas se consolidar em períodos seguintes.

No caso da HIX Capital, o ano de 2018 foi um dos mais desafiadores para o fundo, escreveram os gestores da casa, em carta publicada no início de 2019. “As variáveis macro dominaram os movimentos do mercado e tornaram os fundamentos das empresas temporariamente menos relevantes. Este não foi o primeiro teste de robustez que passamos como empresa, e temos certeza que não será o último. Seguimos fiéis aos nossos princípios e filosofia de investimento.”

Eles perderam quase 8% por conta de uma posição comprada em Biotoscana, pior investimento do fundo. O papel recuou quase 60% naquele ano.

A HIX destacava, na ocasião, que a volatilidade associada às eleições brasileiras e o ambiente externo incerto reduziram a liquidez de empresas de menor capitalização. Em meio à turbulência, contudo, os gestores indicavam que resultados melhores viriam adiante.

“Diversas oportunidades bastante interessantes vêm à tona neste ambiente onde algumas empresas perderam liquidez, e, por consequência, foram excluídas dos filtros de análises da maioria dos investidores”, afirmaram os gestores da casa. “Acreditamos que o nosso portfólio é composto de excelentes empresas, posicionadas em mercados interessantes, administradas por profissionais competentes e precificadas com margem de segurança significativa para os seus valores intrínsecos. Ao longo do tempo, estas deveriam ter evoluções de preços similares às evoluções de sua lucratividade.”

Desde sua criação, em 2012, o fundo da HIX subiu 276,5%, contra um Ibovespa de 103,3%.

Como escolher um fundo?

Embora o vaivém entre os melhores fundos de cada ano seja mais forte para o mercado de ações, diz Anversa, a escolha de fundos com base apenas nesse ranking é uma decisão ruim também para outras classes de ativos.

“É a pior forma para selecionar um gestor, você vê apenas uma fotografia do passado dele”, destaca. “Com certeza você vai cair em alguma armadilha.”

Do ponto de vista quantitativo, que é mais fácil para o investidor acompanhar, ele recomenda que se analise a rentabilidade em janelas mais longas, com pelo menos três anos. Segundo o gestor, isso ajuda a entender como o fundo se comportou ao longo do tempo, em diferentes cenários.

Outro ponto importante é avaliar as quedas, levar em conta o quanto um gestor perdeu ao longo do caminho. “Faz parte de um grande gestor passar por períodos difíceis. Você tem que entender se aguentaria passar pelo pior momento dele.”

Essa análise evita que o investidor escolha um fundo que esteja fora de seu perfil de risco, apesar de bem gerido. Anversa lembra que até mesmo os melhores fundos de ações da década, segundo classificação feita pelo InfoMoney em parceria com a escola de negócios Ibmec, passaram por oscilações ao longo de suas trajetórias.

“Os três fundos premiados tiveram uma janela de perdas de mais de 20%. São nesses momentos que o investidor se assusta, o fundo cai e ele sai no pior momento, deixando de pegar o retorno composto no tempo.”

Ele aconselha ainda que os investidores não limitem seus universos de observação aos rankings anuais. Isso porque gestoras com retornos menos explosivos, porém mais consistentes, não aparecem com frequência em levantamentos de curto prazo.

“Existem casas que olham mais o retorno composto ao longo do tempo. Não necessariamente vão aparecer no primeiro quartil de retorno, mas consistentemente vão estar no segundo quartil”, conta. “Há diferentes formas de se ganhar dinheiro, mas alguns gestores acabam prejudicados por não aparecerem nesses rankings.”

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Tesouro Direto: taxas de títulos públicos recuam após prévia do PIB

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam queda na tarde desta sexta-feira (14).

Após uma bateria de dados fracos sobre o comportamento da economia brasileira em dezembro, com resultados decepcionantes da produção, do varejo e do setor de serviços, a prévia do PIB, medida pelo Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), sinalizou hoje que a atividade segue fragilizada.

O indicador registrou queda de 0,27% em dezembro na comparação mensal, em linha com a estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, de recuo de 0,30%. Enquanto isso, a alta de 0,18% da medição anterior, de novembro ante outubro, foi revisada para queda de 0,11%.

Na comparação anual, o índice registrou avanço de 1,28% em dezembro, em linha com a estimativa, de alta de 1,3%. O dado anterior, de novembro de 2019 em relação ao mesmo período de 2018, por sua vez, também foi revisado de +1,10% para +0,76%.

Após expansão de 1,34% do PIB em 2018, a economia brasileira cresceu 0,89% em 2019, segundo o Banco Central. O resultado oficial, porém, será divulgado apenas em 4 de março, pelo IBGE.

Ainda no cenário doméstico, investidores monitoraram a nova atuação do BC no câmbio, com a oferta de 20 mil contratos de swap cambial em leilão para tentar conter a alta da moeda americana. Às 16h22, a moeda operava em baixa de 0,57%, cotada a R$ 4,31 na compra e na venda.

No cenário externo, as atenções seguem naturalmente sobre a China, em meio a dúvidas sobre a exatidão das informações divulgadas sobre o surto do coronavírus. Isso porque um erro na contagem do número de mortos na província de Hubei, epicentro da epidemia, fez as autoridades de Beijing retirarem 108 nomes da lista de mortos, por “dupla contagem”.

Apesar da revisão nos dados, o número de atingidos pelo surto superou 65 mil pessoas, com mais de 1.300 mortes.

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No Tesouro Direto, o título prefixado com vencimento em 2023 oferecia um prêmio anual de 5,28% ao ano, ante 5,35% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 34,52 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 863,10.

O papel com vencimento em 2026, por sua vez, pagava 6,18% ao ano, ante 6,23% pela manhã.

Entre os títulos indexados à inflação, o com vencimento em 2026 pagava 2,51% ao ano, ante 2,54% a.a. anteriormente, enquanto o retorno do Tesouro IPCA+ 2035 cedia de 3,25% para 3,22% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Como investir com a Selic a 4,25% ao ano?

Com a queda dos juros, produtos com retornos pós-fixados, indexados ao CDI, estão rendendo cada vez menos, e o mesmo acontece com a rentabilidade da caderneta de poupança, que é atrelada à taxa Selic.

Nos últimos 12 meses até janeiro, a caderneta rendeu 4,14%. Agora, com a Selic em 4,25% ao ano, o retorno anual da poupança passa a ser de 2,98% e continua, portanto, perdendo para demais aplicações conservadoras e até para a inflação, caso a estimativa de alta de 3,40% para o IPCA neste ano se confirme.

Além de os juros baixos dificultarem a escolha de investimentos mais conservadores, a perspectiva de que eles voltem a subir colocam novo desafio para o aplicador brasileiro.

O InfoMoney conversou com especialistas do mercado financeiro para entender como o investidor deve se posicionar neste cenário. O consenso foi de que as aplicações deverão buscar horizontes mais longos e que, independentemente do perfil de risco do investidor, alguma parcela do portfólio deve estar alocada em ativos mais arriscados, de forma a garantir melhores rentabilidades. A matéria completa você confere aqui.

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COE: entenda como funciona o investimento que combina renda fixa com variável

Já pensou em combinar a proteção oferecida pela renda fixa com a possibilidade de ganhos mais robustos proporcionada pela renda variável e ainda acessar diversos ativos internacionais? Essa é a proposta dos COE (Certificados de Operações Estruturadas).

Trata-se de de um investimento que ajuda a diversificar a carteira do investidor, pois permite atuar em cenários que dificilmente obteria ganhos sem correr grandes riscos.

No COE, tanto as perdas quanto os ganhos do investimento costumam ser limitados. Dessa forma, quem aplica hoje já tem noção de quanto dinheiro terá ao final do investimento.

Quer saber mais? Então confira este guia com tudo o que você precisa saber para entender como funcionam os COEs, além das suas vantagens e desvantagens. Descubra se são os investimentos ideais para seus objetivos financeiros – ou se é melhor procurar outras opções.

1. O que é COE?
2. Como funciona?
3. Vantagens e desvantagens
4. Para quem é indicado?
5. Como investir em COE com segurança; passo a passo

O que é COE?

Os Certificados de Operações Estruturadas estão disponíveis para os investidores brasileiros há alguns anos e se parecem muito com as chamadas “notas estruturadas”, que são populares nos Estados Unidos e na Europa.

Na prática, os COEs são um produto financeiro que mescla aplicações e características de renda fixa e de renda variável em um só “pacote”.

Em certa medida, por ser um conjunto de ativos, o COE lembra um pouco o funcionamento de um fundo de investimentos. Mas há diferenças importantes: além de ter um valor mínimo de investimento e um indexador definido, o COE possui também uma data de vencimento e apresenta ao investidor uma série de cenários diferentes de ganhos e perdas.

Por isso, o COE é um produto que tanto pode atender os investidores mais conservadores, ainda receosos de aplicar em mercados mais arrojados, quanto investidores experientes, que buscam diversificar suas aplicações em mercados mais sofisticados.

Como funciona?

O COE é um produto relativamente novo no mercado brasileiro e possui características bem diferentes dos investimentos mais conhecidos por aqui. Por isso, é necessário entender detalhadamente como os certificados funcionam antes de aplicar. Abaixo, você vai conhecer o que há de mais importante sobre o assunto:

Emissão e registro

Os COEs são emitidos pelos bancos. De acordo com a regulação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), todos precisam ser registrados junto à B3 (antiga Cetip).

Desde 2015, os COEs podem ser ofertados publicamente – antes, eles eram distribuídos apenas de maneira privada, sem publicidade. Por isso, acabavam circulando entre os clientes de alta renda de bancos. Uma instrução da CVM, no entanto, permitiu que eles passassem a ser vendidos também por corretoras e distribuidoras de valores.

Para tanto, essas instituições precisam fornecer o Documento de Informações Essenciais (DIE), que especifica todas as características do COE. Devem estar presentes explicações sobre o funcionamento do produto, a previsão de fluxo de pagamentos, os riscos envolvidos, as garantias que existirem, os prazos, a expectativa de rentabilidade, entre outros dados.

Além do DIE, o investidor também precisa receber – antes de fazer o investimento – um termo de ciência de risco, indicando que conhece os riscos a que se submeterá ao comprar um COE.

Rentabilidade e tipos de COE

Os COEs são um investimento muito flexível. Como podem adotar estratégias bastante variadas, a rentabilidade depende principalmente do tipo de aplicação feito em cada produto. Um COE de ações poderá ter um desempenho muito diferente de um COE focado em ativos de renda fixa ou em moedas, por exemplo.

Mas existe uma característica fundamental que divide os COEs em dois grupos distintos, e ela tem a ver com uma garantia que pode ser oferecida pelos emissores. São eles:

• COE de Valor Nominal Protegido: COEs desse tipo garantem que o investidor receberá de volta no mínimo o valor que investiu inicialmente – mesmo que os ativos de referência do produto tenham um desempenho negativo. Essa categoria costuma ser indicada para quem ainda tem pouca experiência no mercado financeiro ou muita aversão à perda.

É importante entender dois riscos dos COEs de valor nominal protegido. Um deles é o custo de oportunidade: ter a garantia de não perder o investimento inicial é bom, mas também é preciso considerar o que se deixa de ganhar. Ficar no zero a zero não é tão bom quanto ter alguma rentabilidade, mesmo que ela seja pequena.

O segundo risco é ganhar menos do que seria possível. Em troca do conforto da proteção, alguns COEs limitam o ganho dos investidores a um determinado patamar – assim, mesmo que o ativo de referência avance 20% ou 30% no período, o certificado talvez repasse 10% ou 15% para quem aplicou.

• COE de Valor Nominal em Risco: Já nesse tipo de COE não há nenhuma garantia. O investidor pode perder até o limite do capital que foi inicialmente investido.

Ativos e indexadores

Os bancos podem criar uma série de estratégias para os COEs, atreladas a uma variedade de ativos de referência. Todos os cenários de rentabilidade serão baseados no desempenho desses indexadores durante o período de vigência do certificado. Entre os ativos de referência mais comuns estão:

• Juros
• Moedas
• Ouro
• Commodities
• Índices de inflação
• Ações e índices de ações nacionais
• Ações e índices de ações internacionais

Valor mínimo de investimento

O valor mínimo de investimento em um COE varia de produto para produto. Os emissores estabelecem esse número de acordo com o nível de complexidade da aplicação, o patamar de risco embutido, o potencial de ganho, entre outros aspectos. Quanto mais sofisticado for o COE, maior tende a ser o valor mínimo de investimento.

Muitos COEs são emitidos com valores mínimos a partir de R$ 5.000 – a maioria dos produtos disponíveis na XP Investimentos, por exemplo, variam ao redor dessa faixa. Isso torna o produto relativamente acessível para diversos públicos de investidores.

Imposto de Renda

Incide Imposto de Renda sobre o rendimentos dos COEs, seguindo a mesma tabela regressiva aplicada à renda fixa. Assim, as alíquotas variam de 22,5% a 15%, de acordo com o prazo da aplicação. Se o investimento for mantido por menos de seis meses, o IR incidirá pela alíquota mais alta (22,5%). A alíquota mais baixa só é aplicada se o investimento for mantido por dois anos ou mais.

Embora possa ter ações como ativos de referência, os COEs não têm alguns benefícios fiscais que se aplicam à renda variável. Por exemplo, as perdas realizadas em operações com os certificados não podem servir para compensar os ganhos em operações com ações.

Custos e taxas

Dependendo da corretora, a negociação dos COEs pode envolver algumas taxas. Algumas cobram corretagem, taxa que existe também para comprar e vender ações na bolsa. Outras estabelecem um valor de custódia, uma espécie de “aluguel” pago pelo investidor pela guarda dos recursos e investimentos.

Muitas casas, no entanto, isentam os investidores de todos esses custos. É o caso da XP Investimentos, por exemplo.

Risco e liquidez

Investir em COEs envolve três riscos principais. Conhecê-los bem permite que os investidores saibam se essa alternativa é a melhor diante dos seus objetivos financeiros:

• Risco de crédito do emissor: Ao adquirir um COE, o investidor se sujeita ao risco de crédito do banco emissor. Quer dizer que se a instituição financeira passar por alguma dificuldade, haverá impacto sobre os COEs também. E atenção: os certificados não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC);

• Custo de oportunidade: Para ter a garantia de receber o investimento inicial de volta, o investidor abre mão da rentabilidade de outra aplicação. Acabar no “zero a zero” é uma possibilidade real no caso dos COEs;

• Risco de liquidez: Os COEs têm uma data de vencimento fixa, e normalmente ela não ocorre no curto prazo. Em geral, os certificados são emitidos com prazos de pelo menos dois ou três anos, mas muitos podem chegar a cinco anos.

Resgate antecipado de COE

Se o investidor precisar do dinheiro de volta antes do vencimento do COE, existe a opção de negociá-lo no mercado secundário. Nesse caso, o certificado pode ser vendido diretamente a outro investidor que esteja interessado no produto. As corretoras atuam na intermediação desse tipo de operação.

Essa saída, no entanto, tem uma implicação: o COE é vendido pelo seu preço de mercado e, por isso, a rentabilidade acertada no momento do investimento pode não ser obtida.

Vantagens e desvantagens

A flexibilidade é uma das principais vantagens dos COEs. Como eles possuem ativos de referência muito variados, os investidores podem ter acesso à rentabilidade de ativos mais sofisticados – como ações internacionais ou moedas – sem complicação. Cada uma dessas opções atende a perfis distintos, e as pessoas podem escolher os que mais combinam com seus próprios objetivos financeiros.

Além disso, é possível obter retorno em diferentes cenários. Isso porque há COEs em que o investidor se beneficia se o mercado for bem, mas também outros em que é possível ganhar mesmo se o mercado cair. Existem ainda produtos em que o retorno para o investidor é positivo nos dois casos, e outros que preveem ganhos até se o mercado andar de lado.

A garantia de receber de volta o investimento inicial, prevista em muitos COEs, dá segurança para os investidores que ainda não estão habituados a investir em opções mais arriscadas, como a renda variável. Com isso, eles podem se permitir fazer uma espécie de “teste” antes de alçar voos mais longos e arriscados.

Outra vantagem é o fato de todas as aplicações feitas pelo COE poderem ser acompanhadas juntas, em pacote, e não uma por uma. Isso facilita o trabalho do investidor, que também se beneficia dessa característica na hora de pagar o Imposto de Renda – uma só alíquota e forma de cálculo são aplicadas ao conjunto inteiro.

As desvantagens estão relacionadas principalmente à liquidez, já que não é possível resgatar um COE antes do vencimento (apenas negociá-lo no mercado financeiro).

Para quem é indicado?

O COE com capital protegido é indicado para investidores com perfil de risco a partir de “moderado”, que querem exposição a algum indexador de renda variável sem risco de perda do principal investido.

Já o COE que não possui capital protegido é mais arriscado e portanto é recomendado para investidores com perfil moderado/agressivo ou agressivo. Como o risco é maior, este produto também deve oferecer uma possibilidade de retorno mais elevado.

Como investir em COE com segurança; passo a passo

Se todo esse papo deixou você interessado nesse novo tipo de investimento, ótimo. Aqui você vai aprender todos os passos necessários para começar a comprar Certificados de Operações Estruturadas com segurança. Confira:

1. Abra uma conta

Para investir em COEs, o primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora. Isso normalmente é algo bastante simples: você precisará preencher algumas informações e enviar documentos pessoais, como a cópia do RG e do CPF.

Para escolher uma corretora, avalie quesitos como o leque de COEs e outros investimentos que ela oferece, o prazo que leva para depositar os valores quando um resgate é solicitado e até a facilidade de uso da plataforma de investimentos.

2. Faça um teste de suitability

Cada tipo de investimento é adequado para um certo tipo de investidor – e isso é verdade também no caso dos COEs. Por isso, quando tiver uma conta aberta, é importante que você preencha o Formulário do Perfil do Investidor.

Esse documento traz perguntas sobre a relação das pessoas com possíveis perdas nas aplicações financeiras. Ele serve para definir o perfil de risco de cada cliente – ou seja, quanto risco ele está disposto a correr nos seus investimentos.

Na XP Investimentos, por exemplo, os COEs de valor nominal protegido são indicados para os investidores de perfil moderado. Já os COEs de valor nominal em risco só são liberados para investidores de perfil agressivo. Apenas investidores com o perfil condizente podem aplicar no produto.

Essa adequação dos produtos ao perfil de risco de cada investidor é conhecida como suitability.

3. Escolha o ativo

Depois que tiver passado pelos dois primeiros passos, é hora de escolher os COEs em que você quer aplicar. Leia atentamente o Documento de Informações Essenciais (DIE) dos ativos que chamarem mais atenção, considerando as características deles em relação a seus objetivos financeiros.

Lembre-se de estudar o funcionamento do produto, a previsão de fluxo de pagamentos, os riscos, as garantias, os prazos e a rentabilidade pretendida.

4.  Avalie os riscos e assine os documentos

Lembre-se que para começar a investir em COEs você precisará assinar um termo de ciência de risco. Por isso, esteja certo de que tem clareza sobre as vantagens e desvantagens do produto antes de comprá-lo.

5. Transfira os recursos e comece a investir

Quando sua decisão tiver sido tomada, é hora de começar a operar. Transfira recursos da sua conte corrente para a sua nova conta na corretora por meio de um DOC ou de uma TED. Leva, no máximo, um dia. Compre os COEs que tiver escolhido e comece a acompanhar o desempenho deles por meio da plataforma de investimentos.

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E-commerce estimula a mudança em galpões logísticos – e fundos imobiliários podem ganhar com isso

SÃO PAULO – Em um mercado cada vez mais competitivo para o e-commerce, o preço do produto, que era determinante para a finalização de uma compra online, passa a andar lado a lado com outros fatores, como o valor do frete e o prazo da entrega.

Neste cenário de imediatismo do consumidor, o mercado de logística também precisa se reinventar. Para se aprofundar no tema, o professor do InfoMoney Arthur Vieira de Moraes levou para o programa “Fundos Imobiliários” Ricardo Hirata, gerente de transações da consultoria imobiliária JLL.

Segundo ele, o mercado logístico no Brasil está passando por uma “metamorfose”, com os imóveis deixando de atuar apenas como um meio de campo entre as fábricas e as lojas físicas para servirem, principalmente, como um meio de distribuição direto para o consumidor final.

Hirata cita como exemplo os serviços de assinatura utilizados por marcas como Amazon e Lojas Americanas, em que o cliente paga uma taxa mensal para receber determinados produtos no prazo de um dia útil.

Desta forma, o desafio hoje não é ficar apenas próximo das capitais, mas dentro das cidades, de forma a encurtar o trajeto e o custo até o cliente. “Como é uma necessidade das varejistas, elas têm usado o que têm disponível. Muitas, por exemplo, usam o self-storage, mas, por eles não serem focados para o segmento, acabam cobrando um valor mais alto e são menos eficientes”, diz.

De acordo com Hirata, além do alto custo dos terrenos nas cidades, a grande dificuldade da inserção dos galpões nos centros reside na concorrência com escritórios e com o próprio varejo. Em São Paulo, a busca tem sido por espaços menores, de até mil metros quadrados.

Durante o programa, o executivo da JLL também falou sobre a construção de galpões logísticos de múltiplos andares nos Estados Unidos, de forma a utilizar melhor o espaço e aumentar a rentabilidade para os investidores. Confira a entrevista completa no vídeo acima.

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Como investidores comuns estão usando estratégias de tesourarias de bancos para criar uma renda extra

Em um cenário de taxa de juros cada vez mais baixa, encontrar um investimento que ofereça o potencial de retorno da renda variável, mas com os riscos mais reduzidos de aplicações mais conservadoras parece um sonho muito distante para boa parte dos brasileiros. No entanto, segundo o analista e matemático Su Choung Weio risco assumido no mercado pode ser administrado se o investidor comum usar o tempo a seu favor a partir das estratégias de operações estruturadas com opções. 

Operações estruturadas são estratégias de mercado que combinam dois ou mais ativos. Esse tipo de operação permite que os investidores montem uma espécie de estrutura dentro da bolsa de valores, que ajuda a maximizar o retorno da aplicação, com um mínimo de risco”, explica Su, acrescentando que costuma operar com opções por entender o derivativo como um instrumento de redução dos riscos operacionais.  

Opções de ações são uma espécie de contrato de direito sobre um ativo, que oferece a possibilidade de comprá-lo ou vendê-lo por um valor e uma data pré-determinados. Segundo a própria B3, o mercado de opções foi criado para mitigar os riscos de oscilação do preço, de forma a oferecer um mecanismo de proteção ao mercado contra possíveis variações.   

Com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, que incluem a passagem por tesourarias de 3 bancos centrais, Su desenvolveu estratégias que possibilitam ao investidor extrair uma renda extra da bolsa de valores todos os meses.    

“Nas tesourarias de bancos, os profissionais não compram ações e ficam lá esperando para ver o quanto elas valorizam. Eles também não ficam arriscando milhões em palpites, eles precisam conseguir bons resultados e arriscando o mínimo possível. Por isso, eles vão para as operações estruturadas”, conta Su, acrescentando que suas estratégias usam a mesma lógica operacional dos bancos 

Segundo o matemático, um bom exemplo de operação estruturada realizada dentro da bolsa de valores é a trava horizontal de linha, que consiste na compra de uma call (opção de compra) com vencimento mais longo, e na venda de outra call com vencimento mais curto, ambas com o mesmo strike (preço de exercício).  

“Considerando que o ativo da PETR4 está sendo negociado a R$ 30,00, se comprarmos a PETRB30 (com vencimento em fevereiro) por R$ 1,40 e vendermos a PETRA30 (vencimento em janeiro) por R$ 1,00, a diferença será de R$ 0,40. Se o ativo continuar próximo dos R$ 30,00, o desgaste da A30 é maior do que o da B30, o que gera ganhos com a passagem do tempo”, explica o matemático 

E são diversos os investidores que estão se beneficiando dessas estratégias. “Hoje, fiz minha primeira rolagem da THL K305-A301 e peguei R$ 0,52 de lucro [por opção]. Muito bom! Nunca tive um retorno  deste!”, compartilhou Adener Rocha, em uma publicação na comunidade de alunos de Su.

“Montei uma THL/P perfeita e rolei logo em seguida com R$ 0,404 de lucro. Nem estou acreditando, acho que conseguir aprender!!”, comentou Marcos Vinicius na mesma comunidade.

De acordo com o matemáticohá momentos em que realizar alavancagem com opções é uma boa movimentação. No entanto, é preciso realizar uma alavancagem estratégica com operações estruturadas, que é feita de forma cautelosa e, geralmente, envolvendo um pequeno percentual do patrimônio do investidor, o que diminui consideravelmente o risco de quebra. 

“Para você assumir risco de ganho, você também precisa assumir risco de perda e, na maioria das vezes, esses riscos não são proporcionais. Você precisa encontrar um ponto específico de entrada, no qual sua possibilidade de ganho seja maior do que sua possibilidade de perda”, explica Su. 

Grande parte das estratégias com operações estruturadas de Su são baseadas no estudo do preço do ativo e do tempo para o vencimento das opções. Entre os diferenciais de suas abordagens, o matemático destaca o fato da operação não exigir um acompanhamento contínuo, mas apenas uma supervisão semanal.

“Você pode usufruir melhor do seu tempo e deixar que o próprio tempo faça o seu trabalho na operação”, afirma Su.

Quer conhecer mais sobre as estratégias de operações estruturadas com opções do professor Su? Clique aqui e assista gratuitamente à série O Segredo das Tesourarias dos Bancos. Nela, Su explica os pilares de suas estratégias e conta como você pode investir em renda variável, mas com risco administrado.

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Kapitalo, Verde e Navi: as estratégias por trás dos melhores fundos multimercado

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SÃO PAULO – Ser referência na indústria de fundos brasileira não é tarefa para qualquer gestora. São poucas as que contam com profissionais renomados com longa experiência no mercado, que já viveram os altos e, principalmente, os baixos, e que fogem dos holofotes, ainda que as atenções sempre se voltem às suas movimentações.

A categoria de fundos multimercado ganhadores do ranking feito pelo InfoMoney em parceria com a escola de negócios Ibmec tem dois nomes de peso, ambos com um histórico de longa data: Kapitalo e Verde.

Com possibilidade de se expor a câmbio, juros e bolsa, no Brasil e no mercado internacional, o que leva os fundos das duas casas a se destacarem em um universo que conta com mais de 400 instituições financeiras com multimercados no país?

A terceira posição do ranking, por sua vez, destoa um pouco dos dois primeiros fundos por ser um produto long and short, portanto com foco em renda variável, com posições compradas (aposta na alta) e vendidas (aposta na queda).

O fundo Navi Long Short também é um conhecido de longa data do mercado, já que foi criado em 2010, quando integrava o leque de produtos da Kondor Investimentos.

Em meio ao processo de corte de juros, que levou a Selic para a mínima histórica de 4,25%, e ao atual ciclo de alta das bolsas brasileira e americana, o investidor desavisado pode ter a impressão de que foi fácil bater o CDI nos últimos três anos. Os desafios, contudo, foram imensos. A seguir, gestores contam as dificuldades e comentam as oportunidades neste momento.

Trabalho de formiguinha

O Banco BBM (antes Banco da Bahia) formou alguns dos maiores nomes do mercado de gestão brasileira. Rogério Xavier e Beny Parnes, por exemplo, carregaram a experiência da casa para a SPX. Já Carlos Woelz e João Pinho, que chegaram a sócios diretores da instituição mineira, levaram sua parceria de 15 anos para fundar a Kapitalo, em 2009.

Hoje, com 75 pessoas, das quais 25 sócias, e cerca de R$ 22 bilhões sob gestão, a gestora preza por um modelo de sociedade menos hierárquico, com independência operacional, tomada de decisões por consenso e foco no produto. Na instituição, não existe a figura do CIO. “Queríamos fazer uma empresa que sobrevivesse ao Carlos e ao João”, diz Woelz.

De opiniões contundentes, o gestor desempenha papel ativo no dia a dia da casa e deixa claro que o bom desempenho não é feito de acertos de grande repercussão, mas, sim, de consistência. “O trabalho do gestor é de formiguinha, fruto de centenas de decisões tomadas. O gestor não é feito de grandes tacadas, é feito de muito trabalho.”

O fundo Kapitalo Zeta, lançado em 2010, teve valorização de 65% nos últimos três anos, ante um CDI da ordem de 24%.

Ainda que esteja cada vez mais conhecida pelo investidor de varejo, que precisa se contentar com um pequeno período de abertura do fundo para novas captações ao ano, o foco da Kapitalo sempre esteve mais concentrado no cliente de maior patrimônio, seja de family office, fundos de fundos ou private banking. “Captamos lentamente. Só 13% [dos investidores] vêm de plataforma”, afirma Woelz.

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Com quatro estratégias, a casa conta hoje com dois a quatro profissionais responsáveis por cada um dos 14 books. O Zeta ganhou nos últimos três anos principalmente com juros e bolsa local e internacional.

Segundo Woelz, a equipe começou a ficar mais otimista com o desempenho dos ativos antes do impeachment de Dilma Rousseff, de olho ainda em um ciclo econômico global favorável, com reflexo sobre a lucratividade das empresas.

Com acertos calculados e um pouco de sorte, como o gestor admite, a Kapitalo conseguiu colher os frutos nos últimos anos de uma alocação pautada pela cautela e por questionamentos com os novos rumos tomados pela economia mundial.

“Em 2019, tivemos muita dificuldade para montar risco, com insegurança com o crescimento global”, afirma. “O crescimento é baixo, mas está estabilizado. Uma retomada cíclica está sendo ensaiada e estamos com posições mais construtivas.”

Em sua última carta a cotistas do Zeta, referente a janeiro, a Kapitalo afirmou que, ainda que o surto de coronavírus tenda a ter impacto negativo sobre o nível de atividade no primeiro trimestre, a liquidez global permanece elevada e as condições para a recuperação econômica, favoráveis.

Em bolsas globais, a gestora seguiu com posição comprada em uma carteira de ações e reduziu posições compradas em índices. Já no Brasil, a Kapitalo diminuiu a posição liquidamente comprada em ações.

“No médio prazo, a alocação em Bolsa no Brasil é certa. Já o que o cliente pessoa física quer não é”, assinala Woelz, em meio a receios com relação a uma impaciência do pequeno investidor, que segue em um processo de maior alocação em renda variável.

Retornos nada óbvios

Com a segunda posição do ranking de melhores multimercados, o fundo Verde AM Scena Advisory tem Luiz Parreiras no comando da gestão, que segue os mesmos princípios da estratégia do lendário fundo Verde.

Criado por Luis Stuhlberger, o Verde tem um histórico de gestão invejável, com apenas três de 23 anos abaixo do CDI – 2008, 2014 e 2017.

Em 2018, enquanto o Scena rendeu 7,98%, o Verde teve ganho de 7,91%. Em 2019, a valorização do primeiro fundo foi de 13,97%, novamente bem próxima do retorno de 13,33% do Verde.

A renda fixa concentra a maior parte da alocação, que oscila numa faixa de 60% a 80%, enquanto as estratégias de ações long bias e multimercado global podem responder por 0% a 20% do portfólio.

Com R$ 1,7 bilhão sob gestão, o Scena Advisory foi criado em abril de 2017 e rende 32,3% desde o início, ante um CDI de 19,8% no período.

Embora os últimos três anos tenham sido bastante favoráveis para os investimentos no Brasil, Parreiras frisa que nada foi óbvio.

Em 2017, a economia vinha de uma recessão brutal, Donald Trump acabava de ser eleito presidente dos Estados Unidos e Jair Bolsonaro era apenas um “deputado folclórico”, diz. “Agora parece que foi tudo muito fácil, mas, ao longo do tempo, ganhamos dinheiro em tudo – dólar, juros, bolsa aqui e lá fora e alocação internacional. É normal isso? Não, é raro. Diria que é bem incomum”, frisa.

O sócio e gestor da estratégia multimercado e previdência na Verde Asset credita à antecipação da casa ao resultado das eleições presidenciais de 2018 o grande diferencial dos últimos anos. Em 2020, assim como a Kapitalo, o tom da casa é otimista, mas Parreiras sugere cuidadoso com o que já parece caro.

“Nossa alocação em Bolsa está maior que a média dos últimos anos, mas estável nos últimos seis meses. Preocupa ver sinais meio clássicos de exagero, de excessos em ativos de risco. É dever do gestor ser eternamente preocupado”, destaca. “O mercado não está desalinhado, mas as pessoas têm que aprender a respeitar o risco. Preocupa um pouco elas acharem que tudo é obvio.”

Rumo à primeira década

Se os dois primeiros fundos do ranking se destacam com atuações nos mais diferentes mercados, a terceira posição tem uma história particular. A Navi Capital foi lançada oficialmente em 2018, mas sua origem precede a data, já que a casa foi criada após “uma gestação de nove anos como equipe na Kondor Invest”.

O fundo Navi Long Short completa, portanto, dez anos de existência em 2020, com patrimônio de R$ 1,67 bilhão, do total de R$ 5,1 bilhões da gestora.

Com 12 sócios, dos quais sete egressos da Kondor, a gestora tem foco total em ações. Seu fundo long and short rendeu 41,6% nos últimos três anos e tem, em média, 20 ações compradas.

Na parte hedgeada, isto é, de proteção do portfólio, o fundo monta posições vendidas principalmente via índice futuro ou por meio de uma carteira pulverizada com cem ações líquidas.

Com maior dificuldade para encontrar bons papéis para shortear, Waldir Serafim, sócio fundador e co-CIO da Navi, aponta como destaques recentes da parte comprada Copasa (em 2017) e Lojas Americanas, Intermedica e Hapvida (em 2019).

Hoje, essa parte da carteira ainda conta com nomes como Petrobras, em meio a evolução de sua eficiência, e de utilities, como Equatorial, beneficiada pela queda dos juros. Bancos como o Itaú também têm lugar no portfólio comprado, ainda que Serafim assinale que, para as ações deslancharem, seja necessária a volta do investidor estrangeiro ao país.

Ainda que tenha um histórico curto como Navi, a gestora já tem planos para expandir a atuação.

“Temos vontade de ter novos produtos em outro mercado, como o de fundos imobiliários ou de dívida”, diz. “Estamos animados com o Brasil, tem muito espaço para andar, crescer e para oportunidades. Agora tem que fazer esse dinheiro do mercado de capitais se traduzir em investimentos.”

Conheça os gestores dos melhores fundos de investimentos do país e saiba o que eles recomendam para 2020: participe do Fórum Melhores Fundos 2020

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Banco do Brasil aprova remuneração de R$ 1,24 bilhão aos acionistas; saiba como aproveitar

SÃO PAULO – O Conselho Diretor do Banco do Brasil (BBAS3) aprovou a distribuição de R$ 1,242 bilhão em juros sobre o capital próprio (JCP) para seus acionistas. Isso corresponde a R$ 0,43577376318 por ação do banco. Os proventos serão imputados ao dividendo mínimo obrigatório do segundo semestre de 2019.

Para ter direito ao benefício, o investidor deve ter ações do Banco do Brasil em carteira no fechamento do pregão do dia 21 de fevereiro, que é a chamada “data-com”. A partir da sessão seguinte, dia 24 de fevereiro, os papéis do BB serão negociados “ex-dividendos”, ou seja, sem direito ao recebimento dos proventos.

O pagamento dos JCP será realizado no dia 5 de março deste ano.

Vale lembrar que ao contrário dos dividendos os juros sobre o capital próprio sofrem a incidência de uma alíquota de 15% de Imposto de Renda descontados no ato do pagamento.

Como aproveitar

O primeiro passo é preciso abrir uma conta em uma corretora de valores credenciada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Lembre-se que quanto menores os custos operacionais, maior será a sua rentabilidade, portanto dê preferência para corretoras que não cobram taxa pela corretagem de ações.

Uma vez com a conta aberta, basta transferir o dinheiro a ser investido de sua conta corrente para a conta da corretora e enviar uma ordem de compra de ações da empresa, informando a quantidade de ações que você deseja comprar.

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Tesouro Direto: confira as taxas dos títulos públicos nesta quinta-feira

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam queda na tarde desta quinta-feira (13).

Um dia após anunciar sinais de desaceleração na propagação do coronavírus, o governo chinês informou pela manhã que os laboratórios mudaram o método de exames de diagnose e que o número de infectados voltou a subir, registrando 15.152 novos casos nas últimas 24 horas, com 254 mortes (o dobro em relação ao dia anterior), todos na província de Hubei. Agora, o total de infectados é 59.804, com 1.367 mortos na China.

No Brasil, o dólar subiu nos últimos quatro dias, encerrando o último pregão na maior cotação nominal desde o Plano Real, a R$ 4,35. Hoje, contudo, a moeda americana abriu em alta, mas inverteu o rumo, após leilão realizado pelo Banco Central.

Declarações dadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda repercutem sobre o mercado, em meio à sua defesa de que um dólar fortalecido é positivo para o país. “É melhor termos juros a 4% e câmbio a R$ 4,00, do que câmbio a R$ 1,80 e juros de 14%, nas alturas”, afirmou. “O câmbio não está nervoso, mudou para R$ 4,00. O modelo não é juro na lua e câmbio baixo, desindustrializando o Brasil”, acrescentou.

Em entrevista à GloboNews, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse também na quarta-feira que o câmbio não tem piorado as expectativas de inflação.

Entre os indicadores domésticos, após resultados decepcionantes da produção e do varejo em dezembro, o setor de serviços registrou queda de 0,4% no último mês de 2019 ante novembro. O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam desde queda de 1,1% a avanço de 0,3%, com mediana negativa de 0,5%.

Na base anual, houve um crescimento de 1,6%, acima da mediana das expectativas, que apontava para avanço de 1,5%. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no acumulado do ano, o volume de serviços expandiu 1,0%, interrompendo uma sequência de quatro anos sem crescimento.

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No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2026 pagava 2,56% ao ano, ante 2,58% ao ano na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 56,05 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 2.802,87.

Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 3,26%, ante 3,28% a.a. anteriormente.

Entre os papéis prefixados, o com vencimento em 2026 pagava 6,27% ao ano, ante 6,28% a.a. pela manhã, enquanto o retorno do Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 cedia de 6,64% para 6,61% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Como investir com a Selic a 4,25% ao ano?

Com a queda dos juros, produtos com retornos pós-fixados, indexados ao CDI, estão rendendo cada vez menos, e o mesmo acontece com a rentabilidade da caderneta de poupança, que é atrelada à taxa Selic.

Nos últimos 12 meses até janeiro, a caderneta rendeu 4,14%. Agora, com a Selic em 4,25% ao ano, o retorno anual da poupança passa a ser de 2,98% e continua, portanto, perdendo para demais aplicações conservadoras e até para a inflação, caso a estimativa de alta de 3,40% para o IPCA neste ano se confirme.

Além de os juros baixos dificultarem a escolha de investimentos mais conservadores, a perspectiva de que eles voltem a subir colocam novo desafio para o aplicador brasileiro.

O InfoMoney conversou com especialistas do mercado financeiro para entender como o investidor deve se posicionar neste cenário. O consenso foi de que as aplicações deverão buscar horizontes mais longos e que, independentemente do perfil de risco do investidor, alguma parcela do portfólio deve estar alocada em ativos mais arriscados, de forma a garantir melhores rentabilidades. A matéria completa você confere aqui.

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Como comprar ações da Cogna Educação (COGN3); passo a passo para investir

A Cogna Educação (COGN3), conhecida até 2019 como Kroton, é uma empresa que tem atraído cada vez mais atenção dos investidores. Não é para menos: com receita líquida de R$ 5,5 bilhões em 2018, este é maior grupo privado de educação do Brasil.

Se você também tem interesse em comprar ações da companhia, confira alguns pontos relevantes sobre a empresa e seu mercado antes de tomar uma decisão.

O que você deve saber antes de comprar

A Cogna atende mais de 2,4 milhões de estudantes no Brasil, sendo 1 milhão de alunos atendidos diretamente e 1,4 milhão por meio de escolas e instituições parceiras. Sua atuação compreende desde a educação básica até o ensino superior, incluindo cursos de idiomas e materiais didáticos.

Depois de ter concentrado suas forças no ensino superior nos últimos anos, com a compra de várias faculdades – como Unopar e Anhanguera -, a companhia está ampliando sua atuação em outros mercados.

Embora o grupo exista há mais de 50 anos, o nome Cogna é recente. Até o final de 2019, a companhia se chamava Kroton. A mudança de nome ocorreu no contexto de uma reestruturação dos negócios.

O principal objetivo da mudança foi diversificar sua atuação, olhando além das faculdades e reforçando a prestação de serviços para outras empresas. Veja como todas as mudanças impactaram o valor de mercado da empresa nos últimos anos:

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Existem alguns fatores que exercem grande influência sobre os negócios da Cogna e devem ser acompanhados de perto pelos seus investidores. Confira quais são os principais:

Reestruturação de negócios

Quem deseja investir em COGN3 deve compreender que a empresa iniciou uma nova etapa depois da sua reestruturação. Com a mudança, o grupo Cogna passou a deter quatro marcas. Uma delas conservou o nome de origem – Kroton – e ficou responsável pelas atividades de ensino superior presencial e à distância; outra é a Saber, que consolida os serviços de educação para o ensino básico, cursos de idiomas e materiais didáticos para escolas públicas.

A terceira frente de negócios é a Vasta Educação, marca que atua com prestação de serviços para escola de ensino básico a partir de um modelo de assinatura e produção de material didático. A quarta marca é a Platos, com prestação de serviços para outras instituições de ensino. O grupo pretende ainda atuar com investimentos em novas frentes por meio do braço Cogna Ventures.

Esta diversificação é um tema importante para os investidores da Cogna, pois o sucesso da estratégia impactará os resultados e o desempenho das suas ações.

Mudanças no radar

A criação de diferentes áreas de negócios da Cogna despertou no mercado uma expectativa de que a empresa poderá abrir capital das diferentes marcas no futuro. Não demorou muito para a Cogna confirmar, no final de 2019, que uma das opções em estudo é uma oferta inicial de ações (IPO) da Vasta Educação nos Estados Unidos. A Vasta é dona dos sistemas de ensino Anglo e pH e das editoras Saraiva, Ática e Scipione.

Aquisições de outras empresas também devem ficar no radar de quem deseja investir na Cogna. A companhia já afirmou, por exemplo, que a subsidiária Saber pretende crescer por meio de aquisições e por meio de abertura de novas unidades. A empresa possui apenas 1% de participação no mercado de gestão de escolas privadas e deu início a um novo ciclo de crescimento depois da reestruturação do grupo.

Influência da renda

Por ser uma empresa de ensino privado, a Cogna é impactada pelo comportamento da economia, pois quanto maior é a renda dos brasileiros, mais a demanda pelos seus produtos e serviços tende a crescer. Já em um cenário de crise econômica, seus negócios tendem a enfrentar maiores desafios.

Quem investe em COGN3 deve saber que o papel pode reagir de acordo com as expectativas do mercado em relação ao poder de consumo da população.

Passo a passo para comprar

Se você ficou interessado em comprar ações da Cogna, confira o passo a passo que deve seguir antes de tomar uma atitude.

1) Analise seu perfil de investidor
Colocar seu dinheiro em ações de empresas envolve uma boa dose de instabilidade, pois os papéis variam o tempo todo. Embora seja possível compreender a estratégia da empresa e ter algumas expectativas sobre o futuro, sempre existe a possibilidade de uma notícia inesperada corroer o valor das ações.

Quem tiver comprado o papel para vender no curto prazo pode se encontrar em uma situação difícil ao precisar vender a ação por um valor mais baixo. Uma forma mais segura de investir em ações é focar no longo prazo, deixando para vender somente no momento em que o preço estiver favorável.

Por isso, antes de fazer uma compra, pense em qual é o seu objetivo e avalie por quanto tempo você pode deixar o dinheiro aplicado. Quanto mais tempo, menores são os riscos de ficar exposto aos altos e baixos do mercado de ações.

2) Fique de olho na empresa
Para ter mais segurança de investir nas ações da Cogna Educação, uma dica importante é acompanhar as notícias sobre a companhia e os relatórios de análise feitos pelas corretoras e casas de análise.

Ler os últimos resultados trimestrais divulgados pela área de relações com investidores da empresa também é uma boa ferramenta para se familiarizar com o assunto. Outra prática recomendável é acompanhar o comportamento dos papéis diretamente pelo home broker.

3) Abra uma conta em uma corretora
Para comprar ou vender ações, é preciso ter uma conta em uma corretora. Existem mais de 80 instituições autorizadas pela B3. Verifique as taxas de corretagem, que são cobradas sempre que comprar ou vender uma ação – pode ser um valor fixo ou percentual sobre a operação.

Corretoras como a Clear não fazem essa cobrança. Quanto menor for esse custo, menor o impacto sobre o resultado das operações. Depois que a conta estiver aberta, envie dinheiro para a corretora por meio de uma transferência (TED ou DOC) a partir do seu banco.

Depois, acesse o home broker – sistema de negociação online – ou ligue para a mesa de operações e passe sua ordem. Nesse momento, você terá de informar quantas ações quer comprar e a que preço.

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