Coronavírus dita tensões de investidores na América Latina; no Brasil, ritmo da economia preocupa

SÃO PAULO – A epidemia do coronavírus está deixando investidores mais preocupados com o ritmo de crescimento das economias mundiais, inclusive a brasileira. É o que mostra a última pesquisa de confiança “LatAm Fund Manager Survey”, elaborada pelo Bank of America com gestores de recursos.

De acordo com o levantamento, 56% dos participantes elencaram a China e o desempenho das commodities como os principais riscos para os mercados da América Latina. Segundo o banco americano, o motivo da alta possivelmente está relacionado ao coronavírus e seu impacto na economia chinesa. Até então, as principais preocupações dos investidores recaíam sobre a guerra comercial entre China e Estados Unidos e a desaceleração da economia americana.

No Brasil, as atenções recaem sobre o ritmo de retomada da atividade. Uma parcela de 90% dos investidores ficaria desapontada se o crescimento PIB brasileiro ficasse abaixo de 1,5% em 2020, enquanto metade ficaria frustrada se a expansão não chegasse a 2%.

Hoje, a expectativa dos economistas consultados pelo relatório Focus, do Banco Central, é de que a economia cresça 2,23% neste ano. O número, contudo, foi recentemente revisado para baixo, após uma série de dados fracos sobre o comportamento da atividade em dezembro.

Para ver crescimento no país, a maioria dos entrevistados cita o retorno do investimento privado como fator mais efetivo. Na sequência, aparecem as privatizações e as concessões.

Na Bolsa, 83% dos investidores esperam que as ações irão se valorizar nos próximos seis meses, em linha com o dado anterior. Apenas 37%, contudo, veem o Ibovespa superando os 130 mil pontos até dezembro, ante 56% em janeiro. O patamar implicaria uma alta de 12,7% em relação ao último preço de fechamento.

Confira a seguir onde estão situadas as projeções dos gestores para o Ibovespa ao fim de 2020 hoje, em comparação com as previsões feitas em janeiro:

As expectativas com o avanço das reformas estruturais no Brasil também estão menores. Agora, 46% dos entrevistados esperam que a reforma tributária seja aprovada ainda neste ano, ante 68% anteriormente. Do total de entrevistados, apenas 12% acreditam que esse debate é relevante no momento.

Com relação à Selic, 87% acreditam que o corte de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em fevereiro, para 4,25% ao ano, tenha significado o fim do ciclo de afrouxamento monetário no Brasil.

Em um ambiente de dólar mais forte no mundo como um todo, a porcentagem de investidores que veem a moeda americana abaixo de R$ 4,20 ao fim deste ano recou de 72% para 63%.

América Latina

Na América Latina, o banco destaca que somente 42% dos investidores planejam aumentar a alocação em ações, em linha com a pesquisa anterior, de 44%. Entre os setores preferidos da Bolsa estão os de consumo discricionário, de finanças, utilities e material.

Com o aumento de aversão a risco no exterior, a parte de investidores que disse estar abrigando maior risco no portfólio caiu de 40% para 29% neste mês. O número, contudo, segue acima da média histórica do levantamento, de 22%.

Da mesma forma, a fatia de gestores que dizem estar adotando alguma forma de proteção contra uma forte queda no mercado de ações subiu de 28% para 33%.

A pesquisa do BofA com foco na América Latina foi elaborada entre os dias 7 e 13 de fevereiro e entrevistou 52 gestores, responsáveis pela administração de recursos no valor aproximado de US$ 103 bilhões.

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Tesouro Direto: prefixado paga 6,19% ao ano nesta terça-feira

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentaram leve queda na tarde desta terça-feira (18).

Pela manhã, o sentimento foi de cautela nos mercados internacionais, após a Apple anunciar que a companhia não deverá cumprir suas projeções de receita no trimestre até março, devido aos efeitos do coronavírus.

Segundo a companhia, a epidemia exigiu o fechamento das plantas na sua cadeia de fornecedores na China e, mesmo com a retomada das atividades, esta tem sido feita em um ritmo mais lento do que o esperado. Por isso, o fornecimento mundial de peças para iPhones será afetado. Na Bolsa de Nova York, as ações da Apple fecharam com queda de 1,8% após o comunicado.

A notícia trouxe preocupações para as Bolsas mundiais, uma vez que sinaliza que os efeitos do coronavírus para a produção das empresas estão sendo maiores do que o previsto. Vale destacar, contudo, que o número de novas infecções registradas em um único dia na China permaneceu abaixo de 2 mil, a primeira vez desde 30 de janeiro.

Já na China continental, o clima foi mais positivo, com anúncio de novas isenções tarifárias a produtos americanos por Pequim. Ainda como parte dos esforços para amenizar o impacto do coronavírus, o banco central chinês (PBoC) cortou ontem (17) o juro de empréstimos de um ano e sinalizou que pode reduzir seus juros de referência ainda nesta semana.

No Brasil, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) ficou estável na segunda prévia de fevereiro (calculada entre 21 de janeiro e 10 de fevereiro), ante estimativa compilada pela Bloomberg de -0,09%. No mesmo período do mês anterior, o indicador registrou alta de 0,57%.

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No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com juros semestrais e vencimento em 2055 pagava uma taxa de 3,36% ao ano, ante 3,37% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 51,24 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 5.124,39.

Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 3,23%, ante 3,24% a.a. anteriormente.

Já entre os títulos prefixados, o com vencimento em 2026 pagava 6,19% ao ano, ante 6,21% a.a. pela manhã, enquanto o retorno do Tesouro Prefixado 2023 cedia de 5,28% para 5,26% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

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Investir em ETFs é BEM mais simples que fazer uma make de carnaval

mais simples que etf carnaval explica ana

 

SÃO PAULO – Viver da renda proveniente dos seus investimentos é possível e, muitas vezes, é mais simples do que a maioria pensa ser.

Neste novo episódio da série Mais Simples Que, a especialista em investimentos Ana Laura Magalhães explica os principais pontos e fundamentos dos Exchange-traded fund (ETFs), e mostra que aplicar seu dinheiro em ETFs pode ser mais simples que fazer a maquiagem de Carnaval.

Como um fundo de investimentos, o ETF pode aplicar seu capital em várias ações diferentes. A diferença maior entre investir em uma só ação ou aplicar o recurso no ETF se dá na forma de como é administrado esse investimento.

Todas as decisões tomadas sobre os papéis que compõe o ETF ficam a cargo do gestor desse fundo. Logo, é necessário abrir uma conta em uma corretora de investimentos e estudar bastante em quais ativos o ETF investe e quem são os gestores responsáveis pelo fundo, para poder compreender os riscos e benefícios do investimento.

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Fundo imobiliário com um único imóvel: cilada ou oportunidade?

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SÃO PAULO – Conhecidos no mercado imobiliário por serem mais arrojados devido à alta concentração de risco, os fundos imobiliários monoativos, isto é, que possuem um único imóvel na carteira, são muitas vezes descritos como cilada a investidores. Para aqueles mais experientes e com maior apetite a risco, porém, o investimento pode fazer sentido e gerar bons ganhos.

Essa é a visão de Rodrigo Cardoso, fundador do site Clube FII e convidado do programa “Fundos Imobiliários”, apresentado pelo professor do InfoMoney Arthur Vieira de Moraes.

Entre as principais justificativas, Cardoso destaca a maior especificidade do produto. Em outras palavras, o investidor consegue se expor a um ativo no qual acredita sem ficar refém de uma gestão ativa do gestor. A escolha, contudo, demanda um maior conhecimento e uma análise mais minuciosa por parte do investidor.

Em sua carteira pessoal de fundos imobiliários, o entrevistado conta que possui 25% alocados em ativos com um só imóvel, com o restante destinado a fundos que exigem gestão ativa.

Apesar de gostar dos monoativos, Cardoso alerta que se trata de uma aposta mais arriscada e que deve ser destinada a uma parcela menor do portfólio. Isso porque ela foge da diversificação, fundamental para mitigar risco. “Se você acertar o alvo, vai ter um ganho que não vai conseguir em outro tipo de fundo, mas, se errar, terá perdas extraordinárias”, afirma.

Confira a entrevista completa no vídeo acima.

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Resultado do Banco Inter evidencia desafios das fintechs e Morgan reitera venda para ação

SÃO PAULO – O Banco Inter (BIDI11) divulgou seus dados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2019 e ao ano no final da última semana. Logo na sessão após o resultado, do dia 13 de fevereiro, as units do banco digital caíram 3,89% na B3.

O lucro líquido foi de R$ 25 milhões, um aumento de 112% em relação ao trimestre anterior e uma redução de 7% em relação ao ano anterior. O prejuízo operacional, excluindo negociação, foi de R$ 21 milhões, comparado a ganhos de R$ 2 milhões no terceiro trimestre de 2019 e R$ 21 milhões no quarto trimestre do ano anterior.

Conforme aponta em relatório o Morgan Stanley, o número foi muito pior do que a estimativa de R$ 13 milhões. “De fato, as operações bancárias de varejo da empresa não estão mais gerando lucros. O ROE [Retorno sobre o Patrimônio Líquido] foi de apenas 5%, abaixo dos 10% do ano passado”, avaliam em relatório os analistas Jorge Kuri, Jorge Echevarria e Eugenia Sanchez.

Os analistas do banco apontam que, excluindo o aumento ímpar e inesperado das negociações, os resultados operacionais sofreram uma grande queda.

“A companhia, novamente, e como tem sido o caso desde seu IPO, frustrou as expectativas do mercado por uma ampla margem”, destaca o Morgan.

Os analistas do banco americano possuem recomendação underweight – exposição abaixo da média do mercado – para as ações BIDI4, com preço-alvo de R$ 2,80, o que corresponde a um downside de 82,5% em relação ao fechamento de sexta-feira (14).

“A nossa tese de investimento se baseia nos desafios de execução que a empresa pode enfrentar ao tentar expandir os seus negócios”, apontam os analistas do Morgan.

O último trimestre evidenciou as preocupações, avaliam os analistas, uma vez que as receitas financeiras foram muito mais fracas do que o esperado, assim como as provisões para perdas com empréstimos e as despesas, que foram piores do que as estimativas.

As receitas por usuário ativo continuam diminuindo rapidamente (queda de 10% na base trimestral e 49% na base anual) e, assim, o centro das preocupações do Morgan com o banco, assim como com outras fintechs, está no modelo de negócios de oferecer contas correntes gratuitamente para atrair clientes e esperar vender produtos bancários sem possuir experiência ou histórico.

“É improvável que essas empresas gerem monetização significativa de clientes. Enquanto isso, em termos de valuation, os múltiplos da ação preferencial (BIDI4), de 115 vezes a relação entre preço e lucro esperado para 2020 e 5,3 vezes o preço sobre o book value (valor patrimonial) parece excessiva para um banco em que a monetização do cliente é mínima e o ROE é de apenas 5%”.

Por outro lado, um dado destacado como positivo por analistas de mercado foi o fato do Inter ter batido a marca de 4,1 milhões de correntistas no fim de 2019, apresentando uma elevação de 180% em relação a 2018. Quando o assunto são os clientes ativos, o total foi de 2,3 milhões, alta de 169%. Na Plataforma Aberta Inter (PAI), de investimentos, o número de clientes ativos chegou a 425 mil, crescimento anual de 269%.

Conforme destaca o BTG Pactual, que reitera recomendação de compra para os ativos, embora ainda longe de atingir bons níveis de monetização, o quarto trimestre trouxe sinais de um potencial ponto de inflexão no custo de captação de novos clientes e quanto eles usam o produto do banco, aliviando algumas preocupações. Para o BTG, o momentum permanecerá positivo para o Banco Inter, principalmente em adições de contas e engajamento de clientes, mantendo assim a recomendação de compra para os ativos.

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Com foco em estratégia única de ações, fundo da Brasil Capital é destaque da década

SÃO PAULO – Não é tarefa simples se destacar em um ranking dos melhores fundos de ações do Brasil nos últimos três anos, período bastante generoso para a alocação em Bolsa, já que o Ibovespa praticamente dobrou de valor. Conseguir, então, marcar presença no grupo de campeões da década é um grande feito de apenas duas gestoras do país: Brasil Capital e Verde Asset. Ambas foram destacadas no ranking InfoMoney-Ibmec 2020, com seus fundos de ações e multimercado, respectivamente.

O Brasil Capital FIC FIA acumulou ganho de 140,5%, em três anos, e valorização da ordem de 500%, na década. Os resultados superam, e muito, as altas de 97,3% e 68,6% do Ibovespa, nos dois intervalos. Com isso, o fundo conquistou a terceira posição entre os melhores de ações em dez anos, em uma premiação que conta ainda com Atmos e AZ Quest.

Com o mercado acionário brasileiro em trajetória ascendente desde 2016, hoje parece fácil entender a importância de ter uma parte do patrimônio dedicada à Bolsa. Mas essa visão, que está longe de ser a realidade da maior parcela dos brasileiros, parecia um sonho ainda mais distante lá em 2008, quando a história da Brasil Capital começou.

Originalmente focada na gestão de recursos proprietários, a casa contou com o capital da família Ermírio de Moraes para dar a largada do fundo – um dos herdeiros do grupo Votorantim, José Eduardo Ermírio de Moraes, morto em um acidente aéreo em 2013, foi um dos fundadores da Brasil Capital.

Oito anos depois, em 2016, investidores “comuns”, pessoas físicas, começaram a ter acesso à carteira já bem conhecida de clientes institucionais brasileiros e estrangeiros e family offices.

O grande crescimento de cotistas, contudo, é ainda mais recente: aconteceu após as eleições de 2018, principalmente em 2019, conta Ary Zanetta, sócio e gestor da Brasil Capital.

Gestão coletiva

A gestora tem 16 pessoas na equipe, sendo dez sócias, e concentra as atenções em sua única estratégia “long only”. “Não existe uma ‘caixinha’ para cada gestor e, sim, uma cota única”, frisa Zanetta, que foi sócio do Credit Suisse Hedging Griffo antes da ida para a gestora.

Com uma equipe fã do megainvestidor Warren Buffett, um dos maiores defensores da filosofia do value investing, a gestão conta ainda com Andre Ribeiro, ex Fama, e Bruno Baptistella, também ex-Credit.

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Para fazer parte da carteira, Zanetta deixa claro que a Brasil Capital analisa o modelo do negócio, assim como as pessoas que tocam a empresa e, é claro, o valuation. “Esses são os pilares para o investimento”, assinala o sócio, que lembra que mais da metade da receita da companhia precisa partir do Brasil para as ações comporem a carteira.

A gestora acompanha cerca de cem empresas brasileiras hoje, com um trabalho de pesquisa que se assemelha a uma investigação. Tanto que, há um ano e meio, foi criado o BC Labs, projeto executado por programadores e com foco em pesquisa, com o objetivo de facilitar o trabalho de análise e a tomada de decisões. “Nosso processo de pesquisa e análise nunca termina”, diz Zanetta.

Em 2017, Christian Klotz, ex-Fama e que estava até então na Jaguar Growth Investimentos, uniu-se à Brasil Capital, tendo como base São Paulo e Nova York. Isso porque seu foco está no atendimento de investidores estrangeiros, que respondem hoje por 10% da base, mas também em pesquisa de tecnologia.

Além do maior ingresso de clientes pessoas físicas no fundo, a Brasil Capital estreou, no ano passado, no segmento de previdência, com um fundo voltado para investidores qualificados e outro sem restrições.

Com um patrimônio de R$ 7 bilhões na gestora, o Brasil Capital FIC FIA está atualmente fechado para captação.

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Carteira gráfica da XP dispara 4,5% na semana e troca duas ações; confira

SÃO PAULO – A XP Investimentos divulgou nesta segunda-feira (17) a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 14 a 21 de fevereiro, e a opção foi por trocar dois dos papéis do portfolio.

Saíram as ações de Suzano (SUZB3) e Hapvida (HAPV3) e entraram IRB Brasil (IRBR3) e B3 (B3SA3).

De acordo com Gilberto Coelho, o Giba, analista responsável pela carteira, a ação do IRB entrou no lugar da Suzano porque esta formou um candle de reversão. Já IRB graficamente parece ter formado um fundo com o atingimento do suporte nos R$ 32,20. Tanto Índice de Força Relativa (IFR), quando o candle e o padrão de volume sugerem um repique de alta.

Já B3 entrou no lugar de Hapvida por esta última ter apresentado um engolfo de baixa. A B3 está em tendência de alta projetando ganhos até os níveis de R$ 50,85 ou R$ 55,70. Os suportes para colocar stop loss são R$ 47,40 e R$ 42,50.

O analista desde o fim de dezembro passou a calcular a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras, em vez de fazê-lo às segundas.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana, a carteira Top Picks subiu 4,5%, ante uma alta de 0,54% do Ibovespa. Em 2020, o portfolio tem alta de 6,36% contra queda de 1,92% do benchmark.

As ações da São Martinho foram as principais responsáveis pelos ganhos semanais, subindo 11,24%. Suzano, por sua vez, valorizou 5,77%, Cogna teve alta de 3,72%, Hapvida avançou 1,49% e Itaú teve leve desempenho positivo de 0,3%.

Confira, abaixo, as recomendações para esta semana. Para investir nelas, clique aqui e abra uma conta gratuita na XP.

Empresa Ticker Peso
Itaú Unibanco ITUB4 20%
São Martinho SMTO3 20%
IRB IRBR3 20%
B3 B3SA3 20%
Cogna COGN3 20%

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Tesouro Direto: taxas de títulos públicos recuam nesta segunda-feira

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam queda na tarde desta segunda-feira (17), com alívio no cenário externo e após revisão para baixo nas expectativas para o PIB brasileiro e para a inflação em 2020.

Após uma série de dados fracos sobre o comportamento da economia brasileira em dezembro, o mercado reduziu a projeção para o crescimento do PIB de 2,30% para 2,23%, em 2020, mantendo a expectativa de expansão inalterada em 2,50%, para 2021. Os dados constam do relatório Focus, do Banco Central.

Já as projeções para a inflação foram rebaixadas pela sétima vez consecutiva, de 3,25% para 3,22% em 2020, ficando estável em 3,75% para 2021.

Com relação à taxa básica de juros, os economistas seguem projetando que a Selic permaneça estável em 4,25% ao ano, em 2020, e suba para 6%, em 2021, sem alterações em relação às estimativas anteriores.

No cenário externo, com as bolsas fechadas nos Estados Unidos por conta de feriado nacional, as atenções se seguiram voltadas para a China, com novas tentativas do governo chinês de limitar o impacto do coronavírus sobre os mercados, via estímulos bilionários, com redução de juros de linha de crédito, subsídio para assistência médica e incentivos fiscais.

A atualização dos números da epidemia nesta segunda-feira mostra que 70 mil pessoas foram infectadas pelo coronavírus, com 1.700 mortos.

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No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2026 pagava 2,48% ao ano, ante 2,49% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 56,36 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 2.818,22.

Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 3,19%, ante 3,21% ao ano anteriormente.

Entre os títulos prefixados, o com vencimento em 2023 pagava 5,25% ao ano, ante 5,29% a.a. na sexta-feira, enquanto o retorno do Tesouro Prefixado 2026 cedia de 6,19% para 6,16% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

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Índices ESG serão maiores que indicadores tradicionais, diz MSCI

(Bloomberg) — O investimento responsável será grande: a tal ponto que a MSCI Inc. agora espera que seus índices ESG atraiam mais seguidores do que as ofertas tradicionais de indicadores de referência.

O provedor de índices já possui cerca de mil indicadores de ações e renda fixa que medem empresas e governos em 37 questões relacionadas a investimentos ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês). Exemplos: temas como valores católicos ou islâmicos, liderança das mulheres e metas de baixo carbono.

Remy Briand, chefe de pesquisa ESG da MSCI, vê mais dinheiro rastreando esses parâmetros “ao longo do tempo” do que índices ponderados pelo valor de mercado. Ativos sob gestão que seguem indicadores ESG da empresa provavelmente dobrarão em 2020, dando seguimento à tendência do ano passado, disse Briand em entrevista por telefone.

O investimento “do bem” acelerou globalmente, com pelo menos US$ 30,7 trilhões em aplicações sustentáveis ou ecológicas em 2018, de acordo com a Aliança Global para Investimentos Sustentáveis. Essa provou ser uma oportunidade de negócio lucrativa para provedores de índices: a receita de indicadores ESG da MSCI deve ter crescido entre 60% e 65%, para US$ 38 milhões em 2019, segundo Colin Plunkett, analista da Morningstar. A receita operacional para a divisão geral de índices foi de US$ 921 milhões no ano passado, um aumento de 10% em relação a 2018, informou a MSCI em 30 de janeiro.

Vários estudos mostraram que empresas mais sustentáveis tendem a registrar melhor desempenho a longo prazo. O índice MSCI ACWI ESG Leaders acumula alta superior a 50% nos últimos cinco anos, superando o avanço de cerca de 35% do índice MSCI All-Country World. Ações de tecnologia e finanças têm as maiores ponderações em ambos, respondendo por mais de 30% dos indicadores.

Os compiladores de índices geralmente ganham dinheiro fornecendo às empresas de investimento acesso a dados e licenciando indicadores para a criação de produtos financeiros. A MSCI também oferece um sistema de classificação ESG e pesquisa sobre o assunto para ajudar gestores de ativos a criarem portfólios.

Certamente, um problema comum em investimentos com consciência social e ambiental é a chamada lavagem verde por empresas que usam etiquetas ou publicidade enganosas para criar ilusão de responsabilidade ambiental.

Gestoras de ativos como a BlackRock enfrentaram uma ira ativista por não estarem fazendo o suficiente, e hedge funds foram lentos em adotar as estratégias, citando dados inconsistentes e falta de expertise.

Embora possa levar décadas para superar os índices tradicionais, “minha visão pessoal é que a mudança para o ESG acontecerá muito mais rapidamente do que a maioria das pessoas esperaria”, porque a adoção está se acelerando em ritmo “surpreendente”, segundo Briand.

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Como pequenas e médias empresas levaram fundo da AZ Quest a conquistar lugar entre os maiores da década

SÃO PAULO – Fugir de nomes óbvios na Bolsa e buscar companhias de menor capitalização pode ser uma escolha arriscada, especialmente em uma economia com o histórico da brasileira. A decisão, contudo, se mostrou bastante acertada para quem confiou e investiu no fundo AZ Quest Small Mid Caps.

Lançado em 2009, o produto da AZ Quest concentrou esforço em pequenas e médias empresas do mercado doméstico e garantiu o segundo lugar entre os melhores fundos de ações da década, segundo o ranking InfoMoney-Ibmec 2020.

Nos últimos dez anos, o fundo entregou ganhos de 604% aos cotistas, bem acima da alta de 142,2% de seu referencial, o índice de small caps (SMLL), e também da valorização de 68,6% do Ibovespa.

Fundada em 2001 como Quest Investimentos pelo ex-presidente do BNDES Luiz Carlos Mendonça de Barros, a gestora teve 60% do seu capital adquirido em 2015 pelo grupo italiano Azimut, no Brasil, originando a AZ Quest.

Com o passar dos anos, a asset, que tinha inicialmente um DNA de análise macro, deu seu primeiro passo em renda variável, lançando, em 2005, dois produtos: um fundo long and short e outro do tipo “long only”.

Faltava no portfólio, porém, uma carteira que pudesse captar a retomada econômica esperada a partir de 2009, com foco exclusivo em nomes ligados à atividade doméstica. E foi com a atenção voltada a empresas ainda pouco exploradas pelo mercado e com forte potencial de valorização que nasceu o AZ Quest Small Mid Caps. Atualmente, o fundo possui um patrimônio líquido de R$ 1,6 bilhão e está fechado para novas captações.

Liderada por Walter Maciel, CEO da casa, a AZ Quest hoje possui cerca de R$ 20 bilhões em ativos sob gestão, dos quais R$ 7,3 bilhões em fundos de ações. Demais produtos incluem produtos multimercado, de crédito privado, previdenciário, de arbitragem e um fundo com viés de impacto social.

Estreia em uma crise

Focado no segmento de small e mid caps (ações de empresas de pequena e média capitalização da Bolsa brasileira), o fundo foi criado em dezembro de 2009, um dos melhores anos do Ibovespa, com alta da ordem de 83%.

“Era um momento em que você tinha preocupações sobre como a crise se desenrolaria, mas as reações dos bancos centrais e o estímulo fiscal recebido pelo Brasil acabaram fazendo com que a recuperação dos preços dos ativos fosse bastante rápida, depois de um 2008 catastrófico”, lembra Alexandre Silverio, CIO da AZ Quest e gestor responsável pela estratégia de renda variável da casa.

Nem tudo, todavia, foi um mar de rosas para o mercado. Embora a Bolsa tenha registrado forte valorização em 2009, os anos que se seguiram, em especial no período de 2011 a 2015, foram marcados por mais baixas do que altas. Naqueles cinco anos, o índice de small caps (SMLL) caiu 41,4%, enquanto o Ibovespa registrou perda de 37,5%. O AZ Quest Small Mid Caps, por sua vez, ficou em terreno positivo, com alta de 50%.

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O fundo também teve seus grandes desafios. Silverio, que tem 25 anos de experiência em gestão, nove deles na AZ Quest, tentou algumas vezes se antecipar ao fim da crise brasileira, buscando comprar papéis do varejo por acreditar que o fundo do poço já tinha chegado – o que não se provou verdadeiro.

Os anos de 2014 e 2015 foram de perdas para o AZ Quest Small Mid Caps, mas representarem exceções no histórico. Em 2016, a situação já estava mais favorável e o fundo não parou de ganhar desde então, com destaque para 2019, quando a valorização chegou perto de 50%.

Small, mas nem tanto

Com foco em empresas de pequena e média capitalização, o Small Mid Caps evita apostar em nomes mais ilíquidos e em empresas consideradas “micro caps”, com valor de mercado abaixo de R$ 2 bilhões.

Em 2017, metade da carteira estava alocada em companhias com valor de mercado entre R$ 2 bilhões e R$ 10 bilhões. Na sequência, com 40% de participação, estavam ações de empresas avaliadas entre R$ 10 bilhões e R$ 30 bilhões e os outros 10% recaíam sobre aquelas que valiam mais de R$ 30 bilhões.

Essa proporção, no entanto, sofreu alterações ao longo do tempo com a valorização do mercado. Hoje, o fundo tem um terço do capital alocado em ações com valor de mercado superior a R$ 30 bilhões. Os outros dois terços estão em companhias que valem de R$ 2 bilhões a R$ 10 bilhões e naquelas entre R$ 10 bilhões e R$ 30 bilhões. “Todo sonho do investidor de small caps deveria ser que sua empresa deixasse de ser uma small cap um dia”, diz Silverio.

Cogna (ex-Kroton) é um caso de empresa selecionada para o fundo ainda em estágio inicial. As ações entraram na carteira em 2013, em meio à expectativa na época de incremento da receita com o Fies, programa de financiamento estudantil do governo.

“Soubemos identificar que haveria um programa de incentivo para o ensino superior e a Kroton foi a empresa que soube fazer essa leitura, adequar seus processos, criar campi e ensino a distância. Ela está se reinventando até hoje”, observa Silverio.

Em 2015, a definição de novas regras para a concessão do Fies mudou o ambiente de negócios das empresas do setor de educação e gerou impacto sobre a rentabilidade, o que levou a gestora a zerar as posições em Kroton. Hoje, o nome preferido no segmento é o da Yduqs (ex-Estácio).

Principais posições do fundo

Otimista com o cenário para a Bolsa nos próximos meses, a equipe de gestão do fundo da AZ Quest mantém uma posição acima da média em ações, com 40 nomes. Historicamente, a composição ficou entre 25 e 30 papéis.

Do total de ativos, 25% estão concentrados no varejo, com preferência por empresas com planos de negócio focados tanto no crescimento de lucro e receita quanto na abertura de novas lojas.

“O fato de termos vivido uma década econômica tão difícil, com crescimento baixo, e mesmo assim essas empresas conseguirem entregar ótima rentabilidade e crescimento de receita, demonstra que temos bons exemplos de companhias no Brasil”, assinala o CIO.

Hoje, as maiores posições do fundo não são necessariamente small ou mid caps, caso de Magazine Luiza, Yduqs, Qualicorp e Natura, com cerca de 7% a 8% de participação no portfólio cada. Demais nomes incluem Localiza e Via Varejo, cada uma com peso de 5%.

“2020 vai ser um ano importante, porque teremos uma série de operações para vir a mercado, tanto em número de IPOs quanto de follow-on. Veremos novas empresas nos setores de construção civil, varejo, saúde, saneamento, o que vai gerar para nós, gestores, novas oportunidades”, pontua Silverio.

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