Fundos imobiliários: queda desta 4ª feira abre oportunidade para compras, defendem especialistas

SÃO PAULO – A volta do feriado do carnaval não foi conturbada apenas para o mercado de ações. Investidores de fundos imobiliários também enfrentaram um pregão de perdas, com queda de 1,5% do Ifix, para 2.972 pontos. Na mínima do dia, logo após a abertura, às 13h, o índice chegou a recuar 2,5%.

Entre os fundos mais negociados do índice de fundos imobiliários, o XP Malls (XPML11) fechou com queda de 2,2%, o Kinea Renda Imobiliária (KNRI11) caiu 0,3% e o XP Log (XPLG11), que chegou a cair 5% na mínima do pregão, teve baixa de 0,08%.

Ainda que as preocupações com a extensão do coronavírus e seus efeitos sobre a economia estejam no centro das atenções, especialistas consultados ainda não veem razões para mudanças nos fundamentos de longo prazo e enxergam a queda como uma nova oportunidade para compra.

“Vínhamos analisando a composição de fundos que já estavam caindo e, com essa porta adicional, vemos uma ‘gordura’ para um retorno ainda melhor”, diz Rafael Selegatto, gestor da Iridium. A casa tem um fundo de recebíveis, composto majoritariamente por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). É permitido, contudo, que 30% da carteira seja alocada em um portfólio formado por outros fundos – fatia que tem aproveitado a queda no dia.

Entre os nomes com preços “interessantes”, o gestor cita o fundo de recebíveis imobiliários do Credit Suisse, o (HGCR11).

A avaliação do contexto atual é compartilhada por Renan Manda, analista de fundos imobiliários da XP, para quem a queda deste pregão pode levar alguns fundos a ficarem relativamente baratos. “Muita gente estava esperando uma porta de entrada para comprar cotas nos últimos meses. Os preços estão voltando a níveis de novembro, a dinâmica não mudou e os FIIs continuam super resilientes”, afirma.

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Para explicar a queda de hoje, Selegatto lembra o forte crescimento do mercado de FIIs no último ano, que atraiu diferentes tipos de investidores. Se por um lado a maior demanda gerou um positivo aumento de liquidez, por outro, aumentou a correlação do índice com o Ibovespa, avalia o gestor. “Em momentos de aversão a risco, o mercado de fundos imobiliários vai seguir o Ibovespa, mas sempre com uma volatilidade mais comportada”, afirma.

Impactos limitados e fundamentos inalterados

Na visão de Manda, ainda é muito cedo para ver um impacto relevante do coronavírus nos fundos imobiliários, dado o longo ciclo do setor, com contratos entre cinco e 15 anos, bem como por conta da exposição dos fundos a ativos locais.

“O principal risco é o de as pessoas não saírem de casa com receio do vírus, mas isso não vai fazer com que elas deixem de alugar escritórios ou não renovem os contratos de aluguel. O máximo que pode acontecer é atrasarem o pagamento ou postergarem a renegociação até baixar a poeira, mas são coisas muito marginais, que afetam o lado operacional”, diz.

O professor do InfoMoney Arthur Vieira de Moraes concorda: “Com exceção dos contratos atrelados à renda, não faz sentido os fundos com contratos atípicos e típicos, com empresa de alta qualidade de credito, caírem; elas não vão fechar as portas”.

Para o analista da XP, se houvesse um impacto maior da contaminação no Brasil, os fundos de shopping center poderiam ser mais afetados por uma redução no número de clientes. Esse movimento, contudo, seria pontual, segundo ele, dado que os lojistas não fechariam as lojas por terem ficado alguns dias sem vender.

O segmento que poderia ser menos impactado e até se beneficiar com o aumento da epidemia no país seria o de galpões logísticos, diz. “Como os ativos ficam em regiões mais afastadas, se o fluxo cair e o varejo físico for afetado, quando as pessoas precisarem comprar algo, farão a compra online, o que respingaria na demanda por galpões.”

Apesar da queda do Ifix nesta quarta-feira e da baixa de 7% em 2020, o consenso é de otimismo, com os fundamentos da classe inalterados. “Vemos uma melhora na vacância na maior parte dos fundos, com espaço para valorização das cotas, e muita coisa que ainda não foi observada nos resultados dos fundos”, afirma Selegatto.

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Comprar, vender ou manter: como gestores estão se posicionando na Bolsa nesta volta de feriado

SÃO PAULO – Em meio a um esperado tom de maior nervosismo nos mercados nesta quarta-feira, em reação à queda das bolsas internacionais durante os últimos dois dias, gestores brasileiros apresentam maior cautela com suas posições.

Em conversas com o InfoMoney, nenhum profissional disse enxergar, por ora, motivos para vendas exageradas na Bolsa, apesar das incertezas. Eles enxergam o movimento deste pregão como parte natural de uma correção, embalada, naturalmente, pelo crescimento dos casos de coronavírus fora da China.

Há quem prefira não alterar o portfólio, enquanto outros aproveitam o contexto para realocar parte das posições e uma parcela prefere destinar parte do caixa às compras. Os movimentos, contudo, se colocam como pontuais, sem alterações estruturais dos portfólios.

O último o caso é o da Mauá Capital, que está aproveitando a queda generalizada de preços para aumentar as posições em ações como Magazine Luiza, Via Varejo, NotreDame Intermédica e Natura.

“Estamos comprando um pouco, mas não é uma mudança estrutural. Estamos reforçando posições que já estavam em carteira”, diz Renato Ometto, sócio e gestor do fundo de ações.

O fundo tinha cerca de 5% de caixa e está destinando pouco menos da metade às compras. Ometto reforça, contudo, que deve manter as proteções do portfólio, montadas via opções de venda (put) de Ibovespa.

“É muito cedo para falar de consequências do coronavírus. Até semana passada, era dada pouca importância a essa questão. Tudo está meio no escuro e, para o Brasil, pesa um pouco mais o lado técnico.”

Ao destacar que empresas vinculadas a commodities sofrem mais dada a maior correlação com o mercado externo, o gestor ressaltou que pretende manter as posições nas ações de Petrobras e Suzano. Por enquanto, afirma Ometto, não dá para avaliar com precisão o efeito do vírus sobre o crescimento mundial.

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Wagner Salaverry, sócio responsável pela gestão da renda variável da Quantitas, está aproveitando o contexto para fazer mudanças no portfólio, estudando a venda de papéis da Petrobras e compra de ações mais ligadas ao mercado interno, como Guararapes, Riachuelo e Randon.

“O momento é difícil. Tomar decisões nessa hora e sair vendendo e fazendo caixa é uma atitude mais drástica”, diz.

Teste de paciência para o investidor

A expectativa é de que os mercados tenham um bom período de incertezas pela frente, ressalta Salaverry, o que vai demandar dos investidores de Bolsa maior paciência. “Não muda a sensação de recuperação da economia e das empresas; só vai ficar mais demorado para acontecer”, destaca o gestor.

Na visão de José Tovar, CEO da Truxt Investimentos, a queda dos mercados é fruto de uma combinação de fatores, com o mercado acionário americano em patamares de preços elevados, a confirmação da percepção de que o coronavírus não seria contido na Ásia e o fortalecimento do pré-candidato democrata à presidência americana Bernie Sanders.

“Quando o mercado está esticado, qualquer coisa vira certo pânico. E a bola da vez é o vírus”, diz Tovar, ressaltando que o movimento é tido como “normal” e um bom teste para o mercado doméstico. “Agora vamos ver se o investidor brasileiro de Bolsa tem mais horizonte de longo prazo.”

Embora a estratégia de ações tenda a sofrer o impacto da queda da Bolsa hoje, Tovar afirma que o fundo macro da Truxt zerou as posições em ações antes do carnaval e que o long bias vinha diminuindo a posição comprada, que chegou a 90% este ano, para um patamar entre 40% e 50% da carteira. “Estamos um pouco menos animados com o mercado que a média”, assinala.

A parte de hedge ainda pode conter uma parte dos danos, seja via exposição a ouro, com posição vendida no índice americano S&P 500 ou com posição tomada em juros.

Com maior foco no longo prazo, uma parte dos gestores assinala que o momento demanda um monitoramento, sem necessidade de mudanças imediatas.

“O momento é de incerteza em função de um evento passageiro. Já estávamos bem comprados antes e não estamos fazendo nada”, diz Luis Felipe Teixeira do Amaral, fundador e gestor da Equitas, ressaltando enxergar com naturalidade ajustes de 10% a 15% em contextos como o atual.

Também com foco no longo prazo, a Brasil Capital adota postura semelhante. “Para que nosso posicionamento sofra uma alteração absurda, as perspectivas têm que se alterar de forma muito relevante. Dado o grande foco dos nossos investimentos em empresas mais ligadas ao mercado interno, não devemos fazer nenhuma alteração no portfólio”, diz André Ribeiro, sócio gestor da casa.

O fundo de ações da Brasil Capital tem 7% de caixa e, segundo Ribeiro, será feita uma análise caso a caso das ações para que alguma compra faça sentido. Empresas cíclicas globais começam a ficar em patamares de preços “bastante interessantes”, assinala, diante de estímulos a serem adotados pelos governos.

“O cenário só ratifica os juros baixos por um longo período de tempo. Para empresas do mercado interno, é super benigno em temos de crescimento de lucro. No caso das que mais sofrem, como de commodities, precisamos entender como vai ser a reação dos governos para que a atividade volte ao patamar anterior.”

Ribeiro avalia ainda como oportuna a recente divulgação da carta anual do megainvestidor Warren Buffett, reforçando o foco no longo prazo. “O momento demanda cuidado e é possível aproveitar algumas distorções quando elas surgem.”

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Coronavírus derruba Bolsa: o que fazer? Veja entrevista com o estrategista-chefe da XP

SÃO PAULO — Depois de dois dias fechada por causa do feriado de Carnaval, a Bolsa brasileira reabriu nesta quarta-feira (26) e registrou baixa de mais de 4% logo nos primeiros minutos de negociações. A queda era puxada pelos ativos mais importantes, como Petrobras (PETR4 ; PETR3), Vale (VALE3) e bancos, que registravam fortes perdas.

O movimentou seguiu os mercados internacionais, que derreteram nos últimos dois dias enquanto a B3 estava fechada. A tensão é com a escalada do surto de coronavírus fora da China, especialmente com o aumento no número de casos registrados na Itália.

Por aqui, o Brasil anunciou hoje o primeiro caso de paciente infectado pela doença Covid-19 no país — um senhor de 61 anos em São Paulo. Ele esteve na Itália neste mês, na região onde há mais registros de casos. Outros 20 pacientes brasileiros estão sob suspeita e sendo monitorados.

O InfoMoney entrevistou Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP Investimentos, para falar sobre o que você deve fazer em períodos de tensão nos mercados como agora, com o coronavírus. Segundo ele, o investidor deve ter cautela, não sair comprando ou vendendo ações sem pensar.

“O mercado ainda não tem dimensão sobre quanto o surto deve afetar a economia. As empresas já estão afirmando que seus lucros devem ser impactados, mas só saberemos com clareza mais para frente”, disse. O estrategista também enfatizou a importância de ter uma carteira diversificada neste momento.

Ferreira comentou ainda sobre como o ouro ganha destaque em momentos de tensão e o que pode acontecer com os fundos imobiliários neste cenário. Ele falou também sobre os setores que menos vão sentir impacto negativo na Bolsa do novo surto de coronavírus. Assista ao vídeo da entrevista completa acima.

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Tesouro Direto: taxas de títulos públicos têm alta nesta quarta-feira com maior aversão a risco

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, fecharam o pregão em alta nesta quarta-feira (26), volta de feriado, em meio a um clima de maior aversão a risco.

No holofote dos mercados, o coronavírus seguiu se espalhando, com novos casos confirmados fora da Ásia – na Espanha, Itália, Irã e o primeiro no Brasil. Em coletiva, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que a partir deste primeiro caso poderá ser avaliado como o vírus “se comportará em um país tropical”. “Vamos mapear para tentar entender o deslocamento do vírus”, disse.

O número total de pessoas contaminadas ultrapassou 81 mil nesta quarta-feira, a maior parte (78 mil) na China.

As preocupações com a escalada da epidemia, contudo, aumentaram e têm forte impacto sobre os mercados. Depois de dois dias de queda no exterior, a Bolsa brasileira encerrou os negócios no campo negativo.

Por aqui, o Ibovespa registrou queda de 7%, fechando o pregão aos 105.718 pontos, enquanto o dólar subiu 1,2%, cotado a R$ 4,4434 na compra e R$ 4,4441 na venda.

De olho no aumento das tensões, o Banco Central agiu mais uma vez para conter a alta do dólar e ofertou 10 mil contratos de swap cambial. Para amanhã, está agendada a oferta de mais 20 mil contratos.

Na agenda de indicadores domésticos, o relatório Focus, do Banco Central, voltou a mostrar queda nas projeções de alta para a inflação e para o PIB brasileiro.

Para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a expectativa foi reduzida pela oitava semana consecutiva, desta vez de 3,22% para 3,20% em 2020. O mesmo aconteceu com as perspectivas para a expansão do PIB brasileiro, cuja mediana das projeções recuou pela segunda semana, agora de 2,23% para 2,20%.

Com relação à taxa básica de juros, o mercado espera que a Selic permaneça estável em 4,25% ao ano, em 2020, e suba para 6%, em 2021.

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No Tesouro Direto, o título prefixado com vencimento em 2023 pagava 5,34% ao ano, ante 5,32% a.a. no início das operações, às 14h O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 34,51 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 862,77.

O Tesouro Prefixado 2026, por sua vez, oferecia um prêmio anual de 6,41%, ante 6,38% ao ano anteriormente.

A alta nas taxas também era encontrada nos títulos indexados à inflação, caso do Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2040, cujo retorno tinha leve alta de 3,36% para 3,37% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

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ETFs de ouro registram período recorde de entradas

(Bloomberg) — Investidores globais acumulam cada vez mais ativos em ouro diante da propagação do surto de coronavírus e da redução do apetite por risco.

O investimento global em ouro atrelado a fundos de índice (ETFs) registrou o maior aumento em mais de um mês na terça-feira, enquanto as ações despencaram. Foi o 25º dia consecutivo de entradas, um recorde. Em 2.624,7 toneladas, as posições subiram para nível recorde.

Depois do salto de 18% no ano passado, o ouro deu seguimento ao rali em 2020, e os preços atingiram o nível mais alto desde 2013. O ativo, considerado um porto seguro, foi favorecido devido à propagação do vírus fora da China, o que ameaça causar uma pandemia e crescimento mais lento.

O Goldman Sachs disse que, se o impacto do surto se estender para o segundo trimestre, os preços do metal poderão atingir US$ 1.850 a onça. O ouro spot foi cotado a US$ 1.689,31 na segunda-feira.

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Se o coronavírus causar uma pandemia, uma recessão global é provável, de acordo com Mark Zandi, economista-chefe da Moody’s Analytics. As chances desse resultado agora estão em 40%, acima dos 20%, disse em relatório.

A ameaça de desaceleração prolongada do crescimento devido ao impacto do vírus pode manter a demanda por ouro em alta, segundo o Morgan Stanley. Mais entradas são esperadas em ETFs enquanto as taxas de juros reais permanecerem negativas, disse o banco em relatório.

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Ibovespa deve abrir em forte queda e circuit breaker volta a ser assunto nas mesas, diz analista gráfico da XP

ATUALIZAÇÃO: Ibovespa cai 5% na volta do feriado com elevação de temores sobre coronavírus; dólar vai a R$ 4,41

SÃO PAULO – O Ibovespa deve abrir em forte queda nesta quarta-feira (26), volta do Carnaval para os mercados brasileiros. Durante o feriado, o Dow Jones Brazil Titans 20 ADR, que compila o desempenho dos 20 ADRs brasileiros (na prática, as ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos) mais líquidos teve queda de 4,81% na segunda-feira e baixa de 1,99% na terça, acumulando um recuo de 6,71% em apenas duas sessões por conta da proliferação do coronavírus.

Desse modo, a expectativa dos investidores é de que a sessão desta quarta seja marcada por um movimento de ajuste brusco do nosso mercado aos dois pregões internacionais durante os quais não houve negociação na B3.

De uma perspectiva de análise técnica, o analista Giba Coelho, da XP Investimentos, entende que a abertura será marcada por uma correção acompanhando os desempenhos dos ADRs de blue chips no feriado, em especial Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3).

“Penso em quedas [do Ibovespa] entre 3% e 8% com mediana em torno de 5%”, afirma. Giba conta que já começam a surgir nas mesas rumores de que a B3 pode acionar circuit breaker, quando a Bolsa suspende negociações de ativos por meia hora após uma baixa de 10% no Ibovespa.

Já o Credit Suisse destacou em nota, com base no desempenho dos ADRs no Carnaval, que a queda estimada para o benchmark na abertura é de 3,28%, a 109.952 pontos.

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Se o recurso do circuit breaker for acionado, uma vez reaberto o pregão, se houver uma oscilação negativa de até 15%, a interrupção se dá por mais uma hora. Voltando a funcionar, com queda de 20%, ocorre suspensão dos negócios por prazo a ser definido pela Bolsa. Nessa hipótese, a decisão deverá ser comunicada ao mercado. De qualquer forma, na última meia hora de pregão, as negociações acontecerão.

Contudo, Giba Coelho destaca que esse cenário mais apocalíptico está bem longe do seu cenário-base. “Vai corrigir e pode ter pânico nos primeiros momentos, mas é possível que haja até mesmo oportunidades de compra perto do fim do pregão.”

Giba aponta que o Ibovespa vem com sinais de realização desde as últimas semanas, com o Índice de Força Relativa (IFR) favorecendo novas baixas rumo ao teste da Linha de Tendência de Alta (LTA) dos 109 mil pontos. “Caso perca a LTA, o índice poderia buscar suportes na região dos 100 mil pontos”, avalia.

Para ele, o Ibovespa volta a atrair compras na região dos 100 mil pontos e retomaria o sinal de alta no rompimento das resistências dos 115.600 pontos e 119.600 pontos.

Já o Winfut tem suporte em 112.825 que deve ser perdido na abertura do pregão mirando os próximos suportes em 109.000 / 107.000 ou 102.000. Retomaria o sinal de alta acima dos 117.220 ou 120.820.

O Wdoh20 está em tendência de alta e deve superar a resistência nos 4.406,50 projetando teste de resistências em 4.500 ou 5.100. Tem suportes em 4.304 e 3.991. O IFR sobrecomprado só favorecerá realização em caso de fechamento negativo.

O Giba Coelho faz análises de ações todas as terças no grupo de Telegram do InfoMoney.

Análise técnica

Chamada de análise gráfica por alguns, ela parte do pressuposto de que tudo o que pode ser medido acerca do desempenho futuro de uma ação já está precificado.

Desse modo, os movimentos diários do papel teriam um componente muito maior de percepção psicológica dos investidores sobre se está caro ou barato, subiu demais ou caiu demais, do que de fundamentos.

As operações em análise técnica, então, são guiadas a partir de um estudo do gráfico do preço da ação, verificando quais patamares de preço geralmente atraem vendas (resistências) e quais outros atraem compras (suportes).

Outras ferramentas da análise técnica incluem o Índice de Força Relativa (IFR), que cruza dados de preço de fechamento com volume negociado de ações, projeção de Fibinacci e análise de médias móveis.

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De empresa familiar à listagem na Bolsa: conheça quem está por trás da Mitre Realty

Mitre

SÃO PAULO – Primeira empresa a estrear na Bolsa em 2020, a Mitre Realty (MTRE3) está com a operação a pleno vapor, em um ano de expectativa de maior retomada do mercado imobiliário. Liderada por Fabrício Mitre, a construtora e incorporadora tem origem familiar – o CEO representa a terceira geração.

Ao participar do quarto episódio do podcast “Banco Imobiliário”, o executivo contou um pouco de sua trajetória profissional, explicou as áreas de atuação do grupo, os novos projetos, como enxerga o mercado no momento atual e como avalia os fundos imobiliários. A gravação do programa aconteceu antes da listagem das ações da empresa na B3.

Com foco nos segmentos de média e alta renda em São Paulo, a Mitre tem duas linhas de imóveis: Raízes e Haus. A primeira marca é voltada à média renda em bairros de menor concorrência, enquanto a segunda se volta ao público de alta renda em localidades mais nobres da capital paulista.

Embora a história da companhia tenha começado há cerca de 60 anos, Mitre, de 35 anos, não começou sua carreira no grupo, fundado por seu avô. O engenheiro iniciou sua trajetória no mercado financeiro e, após alguns anos de experiências, decidiu assumir os negócios da família em 2008.

“Vi que minha família tinha uma joia na mão naquele momento de mercado claramente promissor”, conta o CEO, ressaltando que decidiu ingressar na empresa para profissionalizar os negócios e poder levar a Mitre para outro patamar.

O ano da estreia, contudo, passou longe do marasmo. Mitre lembra que o primeiro lançamento da empresa ocorreu em setembro de 2008, no fim de semana seguinte à quebra do banco americano Lehman Brothers. “Tinha tudo para dar errado.”

E o mercado brasileiro também sentiu o baque da crise financeira, com uma queda do patamar de vendas de 32 mil a 35 mil unidades, de 2007 a 2014, para 18 mil, em 2015, assinalou Mitre.

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Os anos para lá de desafiadores, contudo, parecem estar ficando para trás, beneficiados pela dinâmica atual de juros no piso histórico. “A dinâmica microeconômica de oferta e procura na capital é claramente favorável a uma retomada de preços que a gente já tem visto no mercado”, afirmou. “Sem dúvida, a gente está num ponto de inflexão, de um novo ciclo que começa.”

A Mitre levantou R$ 1,18 bilhão em sua abertura de capital, montante a ser destinado para a compra de terrenos e para o pagamento de custos de construção e despesas operacionais.

No episódio do “Banco Imobiliário” desta semana, Mitre abordou o mercado residencial e os fundos imobiliários que tendem a explorar cada vez mais esse nicho. “É uma grande opção que o investidor vai ter daqui para frente.”

Outro ponto de atenção recai sobre ativos de residência estudantil. O grupo Mitre opera nesse segmento por meio da Share Student Living, joint venture feita com a RedStone Residential.

Só na Grande São Paulo, contou, há 950 mil estudantes, dos quais 30% de fora, o que dá o tom do potencial desse mercado.

Apresentado por Marcelo Hannud, sócio especialista em mercado imobiliário da XP Asset, e por Beatriz Cutait, editora de Investimentos do InfoMoney, o “Banco Imobiliário” pode ser ouvido nas plataformas Apple Podcasts, Spotify, Spreaker, Google Podcasts, Castbox e demais agregadores de podcast. Você ainda pode conferir o programa na íntegra em nosso canal no YouTube.

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Gestores recorrem a especialistas para prever impacto do coronavírus

(Bloomberg) — Acadêmicos da área de saúde, plataformas de monitoramento de número de mortes e até filmes de zumbi: essas não são fontes normais de informação para investidores que tentam avaliar riscos nos mercados. Mas estes não são tempos normais, pois o surto de coronavírus leva a uma busca não convencional de pistas sobre o que esperar de uma epidemia que se espalha rapidamente.

A maioria dos gestores de fundos simplesmente não tem modelos para rastrear o que ameaça se tornar uma pandemia global, levando investidores a recorrer a universidades, órgãos mundiais de saúde e até obras de ficção, ao mesmo tempo em que buscam segurança investindo em portos seguros como títulos de dívida e ouro.

A miríade de possíveis resultados – de uma pandemia global que matará milhões como a gripe espanhola de 1918 a uma recuperação em forma de V se a doença desaparecer – faz com que seguir fontes de dados tradicionais seja muito lento e limitado, deixando muitos estrategistas presos no caminho errado. Em vez disso, fundos recorrem a especialistas, semelhante à maneira como investidores consultaram pesquisadores e consultores políticos antes da tortuosa série de votações do Brexit no Reino Unido.

Painel da morte

Agora, investidores tentam gerenciar riscos e descobrir quanto da queda das ações e rali do títulos é razoável, dada a escalada de casos do vírus. Essa perspectiva já levou o rendimento dos títulos de longo prazo do Tesouro dos EUA para uma mínima histórica, o franco suíço à cotação mais alta desde 2015 em relação ao euro e o preço do ouro para o maior nível em sete anos.

A Unigestion monitora a propagação do vírus com dados do Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas da Universidade John Hopkins, que desenvolveu um painel de controle interativo que registra os casos por país, total de mortes e taxa de recuperação.

“Acompanhamos de perto a propagação do vírus fora da China, especialmente em países com alta densidade populacional e sistemas de saúde menos desenvolvidos”, afirmou Salman Baig, gestor de recursos da Unigestion. O modelo “Growth Nowcaster” da empresa de investimento não vê grande impacto no crescimento, pelo menos por enquanto.

E eis o X da questão. As previsões de estrategistas de mercado para este ano foram destruídas pelo vírus, mesmo antes de todos os efeitos serem refletidos nos dados econômicos. Na semana passada, o Société Générale enviou nota aos clientes para revisar as projeções para o euro, dizendo que as visões do banco “não tiveram um bom começo de ano”.

As estimativas para o impacto econômico do vírus variam muito. A Oxford Economics calcula que uma crise internacional da saúde pode ser suficiente para eliminar mais de US$ 1 trilhão do PIB global, enquanto o Fundo Monetário Internacional acredita que o vírus diminuirá em apenas 0,1% sua previsão de crescimento global de 3,3% para 2020.

Reação sem precedentes

A escala das tentativas dos governos de conter o vírus, como com bloqueios de cidades e restrições de viagens, é uma “reação extrema” que parece sem precedentes, dificultando a rapidez com que a economia global poderia se recuperar, disse Richard Lacaille, diretor de investimentos da State Street Global Advisors, em entrevista à Bloomberg Television.

Para o gestor de fundos da M&G, Wolfgang Bauer, que é PhD em química pela Universidade de Cambridge, vale a pena ser cauteloso em relação aos modelos adotados até agora, dada a natureza dispersa das informações disponíveis.

“A situação está evoluindo tão rápido que qualquer tentativa de avaliação precisa das implicações mais amplas é quase impossível, pois as margens de erro são muito altas”, disse.

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“Não compre ou venda ações com base nas manchetes, o longo prazo não muda com o coronavírus”, diz Warren Buffett

SÃO PAULO — Diante do recente tombo das ações no mundo todo com o agravamento do surto de coronavírus fora da China, o megainvestidor Warren Buffett afirmou em entrevista à rede americana CNBC que o mercado não deve “comprar ou vender negócios com base em manchetes do dia.”

“A verdadeira questão é: as perspectivas de 10 ou 20 anos para as empresas americanas mudaram nas últimas 24 ou 48 horas? Não”, disse. “Nós compramos negócios para os próximos 20, 30 anos, sejam negócios completos ou parciais. O longo prazo não mudou com o coronavírus.”

“Você notará [uma recente queda] em muitas das empresas das quais temos participação, como American Express e Coca-Cola. Esses são negócios sólidos e você não compra ou vende seus negócios com base nas manchetes de hoje”, completou.

O dono do conglomerado Berkshire Hathaway não descartou, no entanto, que uma recente queda nos preços dos papéis possa abrir oportunidades de compra, desde que sejam negócios que você já tem em mente há algum tempo e quer comprá-los porque acredita em seu potencial.

“Se isso lhe der a chance de comprar algo que você gosta e você pode comprá-lo ainda mais barato, então é seu dia de sorte”, disse.

No último sábado, Buffett divulgou a tão aguardada carta anual do Berkshire Hathaway, que costuma ser lida com atenção pelos investidores que acompanham o bilionário.

No documento, Buffett disse que o desempenho das ações deve superar o dos títulos públicos nos próximos anos devido às baixas taxas de juros e impostos.

“Se algo próximo às taxas atuais deve prevalecer nas próximas décadas, e se as taxas de imposto corporativo também permanecerem próximas do baixo nível de negócios das empresas, é quase certo que as ações com o tempo terão um desempenho muito melhor do que os instrumentos de dívida de longo prazo e taxa fixa”, afirmou.

Buffett exaltou o bom desempenho do Berkshire em 2019, um conglomerado de aproximadamente US$ 566 bilhões e que investe em empresas de diferentes setores.

“Nossa montanha incomparável de capital, abundância de caixa e um fluxo enorme e diversificado de ganhos não relacionados a seguros nos permitem muito mais flexibilidade de investimento do que geralmente está disponível para outras empresas do setor”, escreveu.

A carta anual trouxe um balanço da Berkshire: a empresa reportou US$ 29 bilhões em receita líquida no quarto trimestre de 2019 e US$ 81,4 bilhões no acumulado de 2019. O lucro operacional caiu ligeiramente no ano passado em relação a 2018, para US$ 24 bilhões.

Em uma demonstração de que acredita no valor do conglomerado que possui, Buffett destacou que a Berkshire gastou US$ 5 bilhões em 2019 para recomprar ações de sua própria emissão.

Ele também reclamou que a Berkshire tem “um tesouro de US$ 128 bilhões” para gastar em grandes aquisições, mas que não encontrou grandes oportunidades para isso.

“O inconstante mercado de ações oferece oportunidades para comprarmos posições grandes, mas não controladoras, em empresas de capital aberto que atendem aos nossos padrões”, disse.

Atualmente, isso inclui uma participação de US$ 73 bilhões na Apple, US$ 33 bilhões em ações do Bank of America e US$ 22 bilhões em ações da gigante Coca-Cola.

O megainvestidor também comentou sobre a composição dos conselhos das empresas, os quais possuem poucas mulheres, na visão dele.

Sobre uma eventual saída dele do comando da Berkshire e um possível sucessor, Buffett manteve o suspense que já havia feito antes: disse que já tem um nome em mente, mas sem dar pistas sobre quem seria. O megainvestidor tem 89 anos.

Buffett reiterou que a Berkshire está “100% preparada” para o dia em que ele e seu parceiro de negócios de longa data, Charles T. Munger, 96 anos, deixarão a direção do conglomerado.

As razões, segundo ele, são que os investimentos da Berkshire são fortes e prudentes, os negócios da empresa são supervisionados por gerentes competentes e seus diretores restantes são confiáveis ​​para manter o curso da empresa na direção correta.

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Investir em ações é BEM mais simples que fazer slime

SÃO PAULO –  Conseguir rentabilidade proveniente dos seus investimentos é possível e, muitas vezes, mais simples do que a maioria pensa ser.

Neste novo episódio da série Mais Simples Que, a especialista em investimentos Ana Laura Magalhães explica o passo a passo e os fundamentos necessário para investir em ações na Bolsa de Valores.

Ao comprar ações de alguma empresa na Bolsa, o investidor se torna sócio delas, o que dá direito de receber uma parte dos lucros da companhia ou permite ganhar dinheiro vendendo as ações por um preço maior que o praticado no momento da compra.

Para que o investidor invista seu dinheiro com segurança, é preciso fazer análises apuradas sobre a companhia e sua história, além de avaliar bem o preço das ações. É preciso, ainda, acompanhar a empresa bem de perto e conhecer mais sobre o mercado que está investindo.

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