Taxas de títulos prefixados ofertados no Tesouro Direto recuam nesta segunda-feira

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos prefixados e negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam queda na tarde desta segunda-feira (2), em meio a sinais de apoio de bancos centrais aos mercados ao redor do mundo, por conta do coronavírus.

No Japão, o presidente do Banco Central afirmou que proverá “ampla liquidez” aos mercados para garantir a estabilidade financeira em meio ao surto da doença. Na Europa, o Banco da Inglaterra prometeu as medidas necessárias para garantir a estabilidade financeira e monetária, enquanto o o Eurogrupo marcou uma teleconferência dos ministros da Economia para quarta-feira (4) e deve anunciar medidas de emergência para os países afetados pela Covid-19. O Eurogrupo é um grupo informal que reúne os ministros das Finanças dos países da União Europeia.

Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve, o banco central americano, Jerome Powell, disse ainda na sexta-feira (28) que está monitorando a epidemia e que agirá de forma apropriada, se necessário.

No Brasil, com o aumento das preocupações em relação a uma desaceleração do crescimento global, a perspectiva de que a já fraca economia brasileira possa declinar ainda mais levou o mercado a ver menor espaço para um aumento da taxa básica de juros em 2021, com a previsão revista de 6,00% para 5,75% ao ano em dezembro.

Foi o que mostrou o relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta manhã. Para 2020, a estimativa se manteve em 4,25% ao ano, indicando a Selic estável nos próximos meses.

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No Tesouro Direto, o título prefixado com vencimento em 2023 pagava 4,94% ao ano, ante 4,99% ao ano na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 34,90 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 872,63.

O Tesouro Prefixado 2026, por sua vez, pagava 6,16% ao ano, ante 6,23% a.a. anteriormente, enquanto o retorno do papel com juros semestrais e vencimento em 2031 cedia de 6,81% para 6,74% ao ano.

Entre os títulos indexados à inflação, o movimento era o contrário, de alta. O título com vencimento em 2026 oferecia um prêmio anual de 2,53%, ante 2,49% ao ano mais cedo. Já o Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2055 pagava 3,50% ao ano, ante 3,48% a.a. pela manhã.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

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Tesouro Direto: maior parte dos títulos públicos encerra fevereiro com alta dos prêmios

SÃO PAULO – Em meio ao estresse que tomou conta dos mercados no fim de fevereiro, diante do crescimento das preocupações dos efeitos do coronavírus sobre o crescimento global, a maior parte dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, disponíveis ou não para compra atualmente, encerraram o mês de fevereiro com leve alta dos prêmios.

O destaque do período ficou com papéis com retornos prefixados, como o Tesouro Prefixado com vencimento em 2022, cuja rentabilidade aumentou 0,56% no mês passado. Na direção oposta, alguns papéis com rendimentos atrelados à inflação tiveram perdas, com destaque para o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais com vencimento em 2050, com baixa de 2,26% em fevereiro.

No início do último mês, a taxa básica de juros foi reduzida pela quinta vez consecutiva, de 4,50% para 4,25% ao ano – o menor patamar da história. Embora as preocupações do impacto do coronavírus sobre a economia global tenham se intensificado, por ora, as expectativas apontam para juros estáveis ao longo do restante deste ano. Já para 2021, economistas consultados pelo Banco Central no relatório Focus reduziram a previsão para o aumento da Selic, de 6,0% para 5,75% ao ano em dezembro.

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Confira a seguir como se comportaram os títulos públicos disponíveis para novos investimentos em fevereiro, assim como no bimestre e em 12 meses. O único papel não considerado no levantamento foi o Tesouro Selic, dado que seu retorno segue a variação da Selic, portanto, sem grandes oscilações diárias.

Vale ainda lembrar que o Tesouro alterou o rol de papéis ofertados atualmente.

Entre os títulos prefixados, os com vencimento em 2022 e 2025 foram substituídos pelos com prazos em 2023 e 2026, enquanto o papel com juros semestrais e vencimento em 2029 deu lugar ao mesmo título com prazo em 2031.

Houve mudança ainda no grupo de papéis com retornos indexados à inflação. Caso do Tesouro IPCA+2024 e dos papéis com juros semestrais e vencimentos em 2026, 2035 e 2050, que foram trocados, respectivamente, pelo Tesouro IPCA+2026, e pelo Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2030, 2040 e 2055.

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Os preços dos papéis oscilam diariamente. Desta forma, o investidor só garante essas rentabilidades dos títulos públicos se decidir vender o papel hoje, portanto antes das respectivas datas de vencimento. Se preferir carregar os papéis até os prazos finais, o retorno do investidor vai respeitar as taxas e as condições contratadas no momento de aquisição dos títulos.

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Home Equity como alternativa aos juros altos

home equity

A dificuldade em conseguir crédito já é bem conhecida no Brasil, tanto pelos juros altos quanto pela burocracia que envolve as operações de maior valor.

A expectativa de que a queda da Selic ao menor nível da história, hoje em 4,25% ao ano, reduzisse de forma substancial os juros cobrados não se concretizou.

O mercado acompanha a Selic menor, mas com reduções nos juros cobrados ao consumidor bem mais tímidos.

Dados divulgados pelo Banco Central (BC), no final de janeiro, comprovam a lenta transmissão dos cortes na Selic para os juros das operações de crédito.

Em dezembro do ano passado, as taxas nominais de sete das oito modalidades de crédito acompanhadas pelo BC caíram discretamente sobre mês anterior.

Linhas de crédito com juros altos

Nos produtos mais caros, o cheque especial e o cartão de crédito, a dívida mais que triplica em um ano, com a cobrança de taxas mensais de 12,68% (rotativo no cartão) e 12,30% no cheque.

Opções consideradas menos onerosas, como o crédito pessoal e o consignado, ainda assim pesam no bolso de quem já está com dificuldades financeiras.

Pela coleta de dados do BC, na média, os juros no crédito pessoal ficam em 5,71% por mês (ou 94,69% ao ano), e no consignado para o setor privado em 2,39% (32,75% em um ano).

Alternativa

Uma opção para quem precisa de um empréstimo pessoal, mas quer fugir de um custo tão alto, é o Home Equity, modalidade na qual um imóvel é dado em garantia.

O produto pelos juros menores e prazos maiores de pagamento vem ganhando espaço.

No ano passado, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, chegou a afirmar que, em 20 anos, o Home Equity irá representar 20% do PIB, contra os atuais 3%.

Atuando neste mercado, a CashMe vem ganhando espaço pelos juros menores e também pela menor burocracia na operação.

“Já somos muito mais rápidos do que a concorrência pela automação da maior parte dos processos, mas queremos avançar. Desde janeiro, testamos o registro do contrato e das documentações cartoriais de forma online e com ótimos resultados”, explica Thiago Vilela, Head de Operações da CashMe.

No projeto piloto, os registros da documentação em cartório saem em apenas 7 dias que, somados ao processo de avaliação de crédito e do imóvel, asseguram a liberação dos recursos entre 10 e 15 dias úteis.

“A ideia é migrar toda a operação para o registro online. A rapidez já é um dos nossos diferenciais, além dos juros muito menores”, comenta o executivo.

Na CashMe, os juros no crédito pessoal, com garantia do imóvel, partem de 0,99% ao mês mais correção pelo IPCA.

O percentual é menos da metade do cobrado por outra linha considerada uma das mais baratas, a do consignado que, na média, fica em 2,39% ao mês.

Outra dificuldade das linhas de crédito tradicionais é que quem tem o “nome sujo” não consegue ter acesso ao recurso ou, quando consegue, paga ainda mais caro.

Thiago Vilela, executivo da CashMe, explica que ter o nome citado no Serasa, por exemplo, não é um impeditivo na empresa, desde que o montante não comprometa a capacidade de tomar novo empréstimo.

Hoje mais de 90% das pessoas que procuram a CashMe já tiveram problemas de inadimplência.

Confira um comparativo entre as taxas de juros de alguns bancos e da CashMe

Instituição Juro ao mês Prestação Financiamento Total
CashMe* 0,99% R$ 1.272,67 R$ 63.633,50
Caixa 3,99% R$ 2.323,52 R$ 116.176,00
Safra 5,90% R$ 3.128,02 R$ 156.401,00
BB 5,99% R$ 3.167,79 R$ 158.399,50
Itaú 6,11% R$ 3.221,03 R$ 161.051,50
Bradesco 7,16% R$ 3.696,45 R$ 184.822,50
Santander 7,89% R$ 4.035,54 R$ 201.777,00
Fonte: Pesquisa Procon/SP – Fevereiro 2020 –
* Há também a correção mensal da prestação pelo IPCA

Vantagens do Home Equity

Além de uma taxa de juros de 0,99% e da rapidez na aprovação, outro diferencial no crédito oferecido pela CashMe é o prazo longo para pagar, de até 144 meses para empréstimos a partir de R$ 100 mil.

O limite do crédito é de até 60% do valor do imóvel dado em garantia.

Tanto pessoas físicas (PF) quanto jurídicas (PJ) podem solicitar o Home Equity.

O fato de um imóvel não estar quitado também não é um impeditivo.

“Claro que o saldo devedor não pode ser muito alto o que inviabilizaria a operação”, explica Vilela.

Para possibilitar a liberação do crédito, a CashMe quita o imóvel junto ao banco financiador e incorpora este valor nos recursos a serem emprestados.

Em número de clientes da CashMe, entre 30% e 35% são pessoas jurídicas.

Este grupo responde por algo próximo a 50% do volume de crédito liberado.

“Há muitos pequenos e médios empresários que utilizam os recursos do home equity para investir no negócio”, explica Vilela.

Ele ainda comenta que, em caso de inadimplência, a execução da garantia, ou seja, o leilão do imóvel, é a última alternativa a ser considerada.

A CashMe tem o que o executivo chama de “uma longa régua de cobrança”, ou seja, várias etapas anteriores a serem cumpridas antes de uma execução.

“Negociamos ao máximo e só depois de 3 ou 4 meses sem pagar é que iniciamos a cobrança, primeiro extrajudicial, depois judicial e se não tiver acordo partimos para a execução”, explica.

Mesmo neste caso, em que o imóvel vai a leilão, o cliente fica com o restante do dinheiro arrecadado, após o pagamento da dívida e dos custos do processo.

A meta da CashMe é fechar o ano com uma carteira de crédito de R$ 1 bilhão, com crescimento de R$ 300 milhões em home equity simples, ou seja, PF ou PJ que dão garantias simples como imóvel, e mais R$ 200 milhões em operações mais complexas, normalmente PJ, que oferece garantias adicionais.

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Apesar de queda dos fundos imobiliários em janeiro, número de investidores sobe 13%

SÃO PAULO – A queda de 3,8% do Ifix, índice que acompanha os principais fundos imobiliários, em janeiro não impediu a classe de ganhar novos investidores. Muito pelo contrário. Atribuída a uma correção depois de fortes ganhos no último ano, especialmente em dezembro, quando o Ifix, subiu 10,6%, a baixa não afetou o número de investidores, que cresceu 13% no período.

Segundo dados divulgados pela B3 nesta sexta-feira (28), 82,4 mil pessoas ingressaram no mercado de fundos imobiliários listados em Bolsa em janeiro, levando o número de investidores pessoas físicas para 715 mil.

Com isso, investidores pessoas físicas são responsáveis hoje por 73,3% do volume negociado pelos FIIs na B3 e por 77% do estoque. Os investidores institucionais aparecem em segundo lugar, com cerca de 22% do volume.

Após um número recorde de ofertas públicas em 2019, a indústria de fundos imobiliários começou o ano com oito ofertas, que responderam por um volume financeiro de R$ 2,4 bilhões. Até janeiro, os FIIs com cotas negociadas em Bolsa somavam 226.

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Já o patrimônio líquido da classe cresceu de R$ 88,3 bilhões, em dezembro, para R$ 91,6 bilhões, no último mês, enquanto o valor de mercado aumentou de R$ 101 bilhões para R$ 108 bilhões.

Queda não altera fundamentos

Após cinco anos seguidos de alta, o Ifix acumula queda da ordem de 7,3% em 2020. O aumento da aversão a risco visto nesta semana, em função da escalada das preocupações com o coronavírus, intensificou o movimento.

Ainda que as preocupações com a epidemia e seus efeitos sobre a economia estejam no centro das atenções, especialistas consultados pelo InfoMoney ainda não veem razões para mudanças nos fundamentos de longo prazo e enxergam a queda como uma nova oportunidade para compra.

“Muita gente estava esperando uma porta de entrada para comprar cotas nos últimos meses. Os preços estão voltando a níveis de novembro, a dinâmica não mudou e os FIIs continuam super resilientes”, afirmou Renan Manda, analista de fundos imobiliários da XP.

Para Manda, se houvesse um impacto maior da contaminação no Brasil, os fundos de shopping center poderiam ser mais afetados por uma redução no número de clientes, enquanto que fundos de galpões logísticos seriam mais resilientes, dado um cenário de aumento da demanda pelo e-commerce.

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Quero investir em Fundos Imobiliários. Por onde começo?

Fundos Imobiliários

Com uma valorização de 36% em 2019, os fundos de investimentos imobiliários entraram de vez no radar dos brasileiros. Segundo dados da B3, a classe de ativos contava com 632.643 investidores no final do ano, mais do que o dobro de um ano antes.

De acordo com o professor do InfoMoney e especialista em FIIs Arthur Vieira de Moraes, esse aumento do interesse por FIIs pode ser explicado por uma série de fatores.

“É um movimento estrutural bastante baseado na queda de juros e no aumento do mercado, ou seja, no aumento no número de emissões e no número de fundos imobiliários“, afirma, acrescentando que o aumento de investidores no setor não o torna menos vantajoso. Nos Estados Unidos, mais de 80 milhões de pessoas já investem nessa classe de ativos.

Os Fundos de Investimentos Imobiliários são regularizados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e, basicamente, são administrados por gestores que investem o dinheiro dos cotistas em imóveis de diversos segmentos e em ativos com lastro em imóveis.

Segundo Arthur, o mais comum é que cada fundo seja especializado em um tipo de ativo, como shoppings, galpões logísticos, hotéis, entre outros.

“Tudo o que você faz com um imóvel também é possível fazer com um fundo. Por exemplo, se você gosta de comprar imóveis residenciais usados para reformar e vendê-los, com certeza existe um fundo especializado nesse tipo de investimento”, afirma Arthur.

Ao comprar uma cota de um fundo imobiliário, o investidor adquire uma participação no patrimônio do fundo e passa a receber parte dos lucros dele. Por isso, é muito importante conhecer bem o nicho de um fundo antes de investir seu patrimônio nele.

“Quando você compra um imóvel, você não avalia sua localização, seu potencial de valorização e diversos outros fatores que podem interferir no retorno do seu investimento? Com fundos, a lógica é exatamente a mesma. É preciso estudar bastante o ativo antes de determinar se ele fará parte da sua carteira ou não”, diz Arthur.

Primeiros passos

De acordo com o especialista, antes mesmo de procurar por um fundo, é importante que o investidor tenha consciência de qual é seu objetivo com aquele investimento. “Você precisa saber onde quer chegar para procurar fundos que tenham um propósito alinhado com o seu”, afirma.

Feito isso, o próximo passo é fazer um raio X do FII que você está pensando em comprar. “É importante saber quem administra o fundo, qual o tamanho do patrimônio dele, qual o setor a que ele pertence, entre outras coisas. Essas informações são facilmente encontradas no site da B3, dos administradores de fundos e nos portais de notícias especializados no setor”, diz.

E se engana quem pensa que é preciso de muito para começar a investir no segmento. Segundo Arthur, a maioria dos fundos listados na B3 é negociada por valores próximos a R$ 100,00 por cota.

“Isso permite que você comece devagar, vá aprendendo na prática e ganhando confiança até que se sinta confortável para investir mais”, sugere.

“É importante observar algumas características antes de investir e buscar sempre diversificar. Não se baseie apenas pelos rendimentos ou pelos fundos mais rentáveis, tenha foco no que mais importa, que é o patrimônio do fundo”, aconselha.

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Tesouro Direto: taxas de títulos indexados à inflação sobem nesta sexta-feira

Notas de 50 e 100 reais

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos indexados à inflação e negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam alta na tarde desta sexta-feira (28), em meio a um ambiente de aversão a risco com o coronavírus.

Nova Zelândia e Nigéria reportaram os primeiros casos confirmados da doença, enquanto a Coreia do Sul ultrapassou hoje a marca de 2,3 mil pessoas infectadas, com 571 novos casos nas últimas 24 horas. No mundo, já são registrados mais de 82 mil casos do Covid-19.

Apesar do cenário ainda hostil ao risco, o Ibovespa reverteu as perdas no fim pregão, fechando com alta de 1,15%, aos 104.171pontos, enquanto o dólar comercial teve alta de 0,7%, cotado a R$ 4,4746 na compra e R$ 4,4751 na venda.

O Banco Central voltou a intervir para conter a alta da moeda americana e ofertou nesta manhã 20 mil contratos de swap cambial, que se somam aos 30 mil vendidos nos últimos dois dias.

Com o aumento das preocupações em relação a uma desaceleração do crescimento global, a perspectiva de que a já fraca economia brasileira possa declinar ainda mais levou o mercado a aumentar as apostas em flexibilização monetária adicional, mesmo que a probabilidade de corte da Selic pelo Banco Central ainda seja marginal.

Ontem, o Bank of America reduziu pela segunda vez no mês, por conta da doença, a projeção para o crescimento do Brasil em 2020, de 2,2% para 1,9%. Na quarta-feira, foi a vez do JP Morgan, que cortou a estimativa para a expansão do PIB brasileiro neste ano de 1,9% para 1,8%.

Na agenda de indicadores domésticos, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) mostrou hoje que o desemprego ficou em 11,2% no trimestre até janeiro, ante taxas de 11%, no trimestre encerrado em dezembro, e 12%, no trimestre até janeiro de 2019. A estimativa mediana dos economistas de acordo com o consenso Bloomberg era de 11,3%.

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No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2035 pagava uma taxa de 3,43% ao ano, ante 3,39% a.a. na abertura do dia. Já o Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2055 pagava 3,61% ao ano, ante 3,59% ao ano anteriormente.

Entre os títulos prefixados, o movimento era de queda nas taxas. É o caso do Tesouro Prefixado 2023, que pagava 5,25% ao ano, ante 5,34% a.a. mais cedo, enquanto o retorno oferecido pelo Tesouro IPCA+2026 cedia de 6,45% para 6,39% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

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Taxas de títulos do Tesouro Direto recuam na tarde desta quinta-feira

doenças graves

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, viraram para queda na tarde desta quinta-feira (27), após registrarem alta pela manhã, em meio a preocupações com a disseminação do coronavírus.

Com 505 novos casos da doença confirmados na Coreia do Sul, o país ultrapassou o número diário de infectados na China, de 452 nesta quinta-feira. No mundo, o coronavírus já infectou mais de 81 mil pessoas e causou mais de 2,7 mil mortes.

Refletindo o cenário hostil, o Ibovespa encerrou o último pregão anterior com queda de 7%, aos 105.718 pontos, enquanto o dólar subiu 1,2%, cotado a R$ 4,4434 na compra e R$ 4,4441 na venda.

Hoje, a Bolsa brasileira segue no vermelho, com queda de 0,3% por volta das 16h30, enquanto o dólar subia 0,72%, a R$ 4,4754 na compra e R$ 4,4761 na venda. A moeda americana chegou a bater R$ 4,50 mais cedo — o maior valor nominal da história.

De olho no aumento das tensões, o Banco Central voltou a intervir para conter a alta do dólar e ofertou 20 mil mais cedo contratos de swap cambial, que se somam aos 10 mil vendidos ontem.

No Estados Unidos, o Departamento do Comércio informou nesta manhã que o PIB americano cresceu à taxa anualizada de 2,1% no quarto trimestre de 2019, em linha com a expectativa mediana dos economistas consultados pela Bloomberg. No terceiro trimestre, a economia do país também avançou 2,1%.

Por aqui, novos indicadores domésticos apontam níveis baixos para a inflação e para a demanda por crédito. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) da última quadrissemana de fevereiro (até o dia 22) teve alta de 0,17%, ante estimativa de alta de 0,22%.

Já o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) caiu 0,04% em fevereiro na comparação mensal, subindo 6,82% nos 12 meses até fevereiro, ante estimativa de alta de 6,81%.

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No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2026 pagava 2,65% ao ano, ante 2,69% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 55,82 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 2.791,36.

Entre os títulos prefixados, o com vencimento em 2023 pagava 5,24% ao ano, ante 5,41% a.a., enquanto o retorno do Tesouro Prefixado 2026 cedia de 6,53% para 6,34% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Balanço Tesouro Direto

Em janeiro, os resgates superaram as vendas no Tesouro Direto pelo terceiro mês consecutivo, somando um resgate líquido de R$ 958,3 milhões. A maior parte foi movimentada pelos resgates antecipados, que totalizaram R$ 2,3 bilhões. Desde novembro, o programa acumula um resgate líquido de R$ 1,65 bilhão.

No último mês, 9.942 novos investidores se cadastraram no programa, levando o número de investidores ativos, isto é, aqueles atualmente com saldo em aplicações no programa, para 1.211.123. O resultado representa alta de 43,3% nos últimos 12 meses.

Entre os títulos mais demandados pelos investidores no mês passado, o Tesouro Selic ficou em primeiro lugar, com participação de 55,7% nas vendas. Na sequência ficaram os títulos indexados à inflação (30%) e os prefixados, com 14,4% do total.

Com relação ao estoque do programa, este terminou o mês com R$ 59,30 bilhões, uma redução de 0,59% em relação ao mês anterior.

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Pesquisa com cerca de 80 fundos de ações e multimercados mostra que perdas de quarta-feira chegaram a 9%

SÃO PAULO – As fortes perdas dos mercados brasileiros registradas na quarta-feira (26), no retorno do feriado, recaíram naturalmente sobre o desempenho de fundos de investimentos mais expostos a riscos. Uma pesquisa elaborada pela equipe de análise de fundos da XP revela que 39 fundos de ações tiveram uma perda média de 3,3% a 9,3% no dia 26, enquanto 43 multimercados registraram desvalorização de 4% a ganho de 0,62%.

O Ibovespa caiu 7,0% na quarta-feira, para 105.718 pontos, e teve seu pior pregão desde o “Joesley Day”, em 18 de maio de 2017, quando desabou 8,8%.

Samuel Ponsoni, coordenador da área de análise de fundos da XP, explica que os resultados são uma prévia de retorno de fundos disponíveis na plataforma da XP. Os fundos multimercado são majoritariamente de estratégia macro, enquanto os de ações são da categoria long only e long biased.

Ainda que o resultado assuste o investidor à primeira vista, ele não chega a ser considerado surpreendente. “Já vínhamos monitorando que, na sua grande maioria, os gestores estavam com carteiras muito otimistas. No caso dos multimercados estratégia macro, é muito comum ver a expressão desse otimismo com Brasil com posições compradas em Bolsa, apesar de não serem focados em ações”, diz Ponsoni. “Como os juros diminuíram bastante e a perspectiva para uma nova queda é próxima de zero, como surfar a continuidade da melhora do Brasil? A resposta para grande parte do mercado era a Bolsa.”

Sua expectativa é que, ao longo dos próximos dias, diversos fundos multimercado macro sigam sofrendo, entregando grande parte ou a totalidade dos bons resultados do ano.

De toda forma, Ponsoni ressalta que o problema dos gestores não está em seu grau de otimismo por si só, mas, sim, na baixa diversidade de classes de ativos para expressar essa visão.

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O segundo ponto destacado por ele diz respeito ao alto grau de correlação entre os gestores. “A maioria é dependente de muitos ativos locais, são poucas as estruturas olhando para o mercado externo de maneira mais aprofundada.”

Por isso, o coordenador da área de análise de fundos da XP chama atenção para o desempenho na quarta-feira de fundos de casas que estavam com visões mais pessimistas e com maior posição internacional, como Adam, Ibiuna e Gávea.

Orientações para o investidor

Ainda que o estresse tome conta dos mercados neste primeiro momento, especialmente quando pouco se sabe sobre a extensão dos danos, Ponsoni destaca que é fundamental ter em mente o horizonte de investimentos de ao menos três anos, no caso de fundos de maior risco.

Além disso, ele destaca a relevância de ter uma parte do patrimônio permanentemente em posições mais defensivas, como atreladas ao dólar e ao ouro. “A premissa de ter um portfólio balanceado tem que ser aplicada sempre”, afirma.

Por ora, as tensões relativas aos efeitos do coronavírus no mundo estão mantendo os gestores sob cautela, de acordo com outras duas pesquisas realizadas pelo time de análise de fundos da XP.

Gestores de fundos multimercado

Um total de 41% de cerca de 30 gestores de fundos multimercados de estratégia macro respondeu que estaria reduzindo as posições mais otimistas, isto é, que se beneficiem caso o mercado como um todo melhore (como exposição vendida em dólar, aposta na queda dos juros futuros no Brasil e alta da Bolsa), até que o cenário fique mais claro.

Outros 30% disseram que manteriam a alocação mais otimista, mas adicionaram proteção à carteira. Só 7% dos consultados pretendiam aumentar as posições para aproveitar os preços mais descontados e outros 7% fariam o oposto, diminuindo a parte mais otimista do portfólio, com adição de hedge.

Fonte: XP

Para 78% dos entrevistados, a Bolsa brasileira deve ter um impacto levemente negativo, mas a posição continua atrativa.

Fonte: XP

Em relação ao impacto do coronavírus sobre os mercados, a pesquisa apontou que o grande vetor de incerteza são as possíveis medidas adotadas pelas autoridades mundiais para conter a propagação do vírus e os efeitos de contração de atividade econômica no mundo.

Nesse ambiente, os gestores têm adicionado às carteiras dos fundos, como proteções mais comuns, posição vendida em índice global de ações (como S&P 500) e compra de dólar contra outras moedas (incluindo o real).

Embora seja cedo para avaliar o contexto, 59% dos gestores consultados disseram esperar um impacto levemente negativo para a economia brasileira; 30%, por sua vez, destacaram que o impacto é imprevisível e assumiram estar preocupados.

Gestores de fundos de ações

No caso de fundos de renda variável (entre long only e long biased), a pesquisa da XP com cerca de 40 participantes assinala que, no geral, os gestores continuam otimistas com a Bolsa e ainda não acreditam que, com o cenário atual do coronavírus, as empresas serão “fortemente afetadas”.

“Boa parte deles nos disse que planeja reduzir o caixa e aumentar a exposição em ações (ou seja, vão às compras, dados os preços mais baixos). Ainda assim, podemos dizer que estão cautelosamente otimistas, pois muitos deles possuem proteção em seus portfólios, principalmente através de opções de venda de empresas específicas ou de índices acionários (estruturas que ganham com a queda do mercado)”, destaca a equipe de análise da XP, em relatório.

Apesar de seguirem otimistas, mais de 70% dos gestores têm algum tipo de proteção nas carteiras.

Como recomendação aos investidores, a maior parte dos gestores acredita que o melhor a se fazer no momento é aguardar: 38% sugerem que não se faça nada em um momento de incertezas como o atual e 32,6% consideram necessário aguardar um pouco mais, pois o cenário pode piorar ainda mais.

Fonte: XP

Os próprios gestores admitiram que não pretendem alterar, em sua maioria (57% dos consultados), suas carteiras por enquanto. Uma fatia de 38%, por sua vez, disse que pretende diminuir o caixa para comprar mais ações.

Fonte: XP

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Fundos imobiliários: maioria dos gestores prevê novas quedas no curto prazo, mas vê fundamentos intactos

SÃO PAULO – A escalada das preocupações com a disseminação do coronavírus levou investidores a amargar perdas na volta do feriado, com queda de 7% do Ibovespa e de 1,5% do IFIX (índice que mede o desempenho dos principais fundos imobiliários negociados em Bolsa).

Mas faz sentido essa crise ter impacto no mercado de fundos imobiliários? Qual é a avaliação dos gestores? E como eles estão investindo agora?

Essas perguntas foram respondidas em um levantamento feito pela XP com 21 gestores de fundos imobiliários.

Metade dos entrevistados acredita que a disseminação do vírus é apenas um choque de curto prazo, que não deve afetar os fundamentos para o setor. Assim, para eles, não há necessidade de rever premissas de investimento.

Outros 29% afirmaram que devem fazer pequenas revisões, mas sem mudar de forma significativa a carteira. O restante (21%) vê muitas incertezas em relação ao assunto.

“De maneira geral, as principais premissas revisadas serão macroeconômicas e não tão correlacionadas ao setor de construção civil: 40% dos gestores devem rever as projeções para a atividade econômica, enquanto 22% pretendem reajustar a estimativa de taxas de juros de longo prazo”, informa o levantamento.

Ainda assim, 61% dos entrevistados acreditam que, no curto prazo, o Ifix deverá apresentar um recuo de até 5%, enquanto 23% veem o índice permanecendo estável. Para 8%, o indicador pode cair entre 5% e 10% e outros 8% esperam uma baixa de mais de 10%.

Na visão dos gestores, as perdas, que podem ocorrer em um primeiro momento, devem ser revertidas no prazo de até um ano. Já em um cenário pessimista, a recuperação poderia levar até 24 meses.

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Caso haja uma escalada do nível de contágio do coronavírus no país, o que não é o cenário-base da XP, os analistas destacam que o segmento mais afetado no setor de fundos imobiliários seria o de shopping centers. A opinião é compartilhada por 60% dos gestores.

Os shoppings seriam impactados diretamente por uma queda prolongada no fluxo de clientes, o que afetaria a capacidade de pagamento dos lojistas e demandaria dos fundos maiores descontos nos aluguéis.

Por outro lado, fundos de papéis, como os de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), seriam os menos impactados, segundo 39,6% dos gestores consultados. Na sequência aparecem lajes corporativas (26,7%) e fundos de fundos (12,9%).

Na avaliação da XP, os FIIs de galpões logísticos seriam os mais resilientes para atravessar um cenário de piora da epidemia no território nacional, dada sua localização em regiões de menor densidade demográfica e um potencial aumento da demanda por produtos na venda online.

O relatório reforça, porém, que “os imóveis pertencentes aos fundos imobiliários são localizados no Brasil e não têm exposição direta das suas operações ao mercado externo. São investimentos com exposição doméstica. Por esse motivo, suas operações só serão impactadas caso haja um contágio em grande escala em território nacional, o que não ocorreu até o momento e não parece estar no cenário” dos gestores consultados.

“Apenas como comparação, a greve dos caminhoneiros de 2018, que foi um evento 100% local e de grandes proporções, impactou significativamente o fluxo de pessoas nas ruas durante algumas semanas, mas trouxe um reflexo apenas marginal para as operações dos FIIs”, diz o levantamento.

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Como comprar ações da Sinqia (SQIA3); passo a passo para investir

A Sinqia (SQIA3) é uma provedora de tecnologia financeira que tem chamado atenção dos investidores devido à sua ativa estratégia de aquisições e captação de recursos via mercado de capitais.

Se você é uma das pessoas interessadas em se tornar acionista da Sinqia, vale a pena conferir quais são os assuntos mais relevantes para o negócio e seu mercado antes de tomar uma decisão.

O que você deve saber antes de comprar

Fundada em 1996, a Sinqia conta com mais de 1,1 mil funcionários em escritórios localizados nas capitais de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Paraná e Santa Catarina.

A empresa oferece quatro plataformas de softwares – Sinqia Bancos, Sinqia Fundos, Sinqia Previdência e Sinqia Consórcios – e duas de serviços, chamadas de Sinqia Outsourcing e Sinqia Consulting.

A receita líquida da companhia foi de R$ 142 milhões em 2018. Nos últimos anos, seu crescimento ocorreu principalmente por meio de compra de outras companhias. Desde 2005, foram 14 aquisições. A abertura de capital ocorreu em 2013, com a captação de R$ 39,7 milhões.

Em 2019, foi a vez de fazer uma oferta subsequente (follow on) quase dez vezes maior que o IPO, com captação de R$ 362,7 milhões, para acelerar o ritmo de crescimento. Veja como todas as mudanças impactaram o valor de mercado da empresa:

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A distribuição de dividendos da companhia seguiu o seguinte padrão nos últimos anos:

Período Base Tipo de Provento Montante Bruto (R$) Por ação (bruto em R$)
2018 Dividendos 648.046,00 0,056265896
2017 JSCP 2.085.410,38 0,186060883
2016 JSCP 1.057.611,76 0,094532569
1S16 JSCP 1.256.404,84 0,112250132
2015 Dividendos 10.862,33 0,000970466
JSCP 1.133.579,97 0,101276672
2S15 JSCP 1.268.563,82 0,112477256
1S15 JSCP 1.310.891,58 0,115760162
2014 Dividendos 1.01.375,83 0,008949135
JSCP 2.977.454,24 0,262840171
2013 JSCP 1.783.791,13 0,153103251

(Fonte: RI da Sinqia)

Existem alguns fatores que exercem grande influência sobre os negócios da Sinqia e devem ser acompanhados de perto pelos seus investidores. Confira quais são os principais:

Mais aquisições à vista

A Sinqia cresceu bastante por meio de aquisições, e este continua a ser um assunto relevante para a companhia. Em 2019, a empresa tinha apenas 3,8% de participação de mercado, sinal de que o seu setor de atuação ainda é muito pulverizado e novas compras podem ocorrer.

Outro motivo para esperar mais movimentações é a entrada de recursos no caixa da empresa, que ocorreu por meio da nova oferta de ações em 2019. Este também é um indicador de que o apetite da Sinqia por aquisições continuará firme e forte nos próximos anos.

Isso pode ser uma estratégia positiva para a empresa, mas a compra de outras companhias também envolve vários riscos. Por isso, este assunto que deve ser acompanhado de perto por quem deseja se tornar um investidor da empresa.

Crescimento orgânico

Crescer de forma orgânica também faz parte dos planos da Sinqia, e este movimento pode ser monitorado pelos investidores por meio dos seus números trimestrais.

O plano da Sinqia é crescer organicamente da seguinte forma: uma vez que as compras de outras empresas trazem mais softwares e maior base de clientes, o objetivo é acelerar as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação e melhorar o desempenho da área comercial, para tornar o crescimento orgânico mais robusto.

Mudanças constantes

Quem deseja ser acionista da Sinqia deve saber que o mercado em que a empresa atua – de softwares e serviços para o setor financeiro – é muito dinâmico e vive o efeito constante de inovações tecnológicas.

Estas mudanças podem impactar vários aspectos do negócio, como os canais de relacionamento com os clientes e o desenvolvimento de novos produtos. Para ser competitiva, a empresa precisa criar soluções para a demanda dos clientes e ser capaz de aperfeiçoar seus softwares e serviços com frequência.

Passo a passo para comprar

Se você ficou interessado em comprar ações da Sinqia, confira o passo a passo que deve seguir antes de tomar uma decisão.

1. Descubra qual é seu perfil de investidor

Investir em companhias abertas significa lidar com volatilidade todos os dias. Você pode estudar e compreender o negócio da empresa, mas o preço das ações vai oscilar ao sabor do mercado, e nem sempre a seu favor. Uma notícia negativa sobre a empresa ou um dia ruim para o mercado acionário pode ser o suficiente para derrubar o valor do papel.

A melhor forma de se proteger destas incertezas é só investir quando você puder ficar com a ação no longo prazo, esperando o momento certo para vender. Quem compra ações no curto prazo corre o risco de precisar vender a ação por um valor mais baixo do que comprou.

Por isso, antes de fazer uma compra, é recomendável refletir sobre o seu objetivo e avaliar por quanto tempo você pode deixar o dinheiro aplicado.

2. Fique de olho na empresa
Para ter mais segurança na hora de comprar ações da Sinqia, é importante ficar de olho nas notícias sobre a companhia e nos relatórios de análise feitos pelas corretoras e casas de análise.

Acompanhar a divulgação dos resultados trimestrais da empresa também é uma boa forma de ficar por dentro do que está acontecendo com o negócio. Outra prática recomendável é acompanhar o comportamento dos papéis diretamente pelo home broker.

3. Abra uma conta em uma corretora
Para comprar ou vender ações, é preciso ter uma conta em uma corretora. Existem mais de 80 instituições autorizadas pela B3. Verifique as taxas de corretagem, que são cobradas sempre que comprar ou vender uma ação – pode ser um valor fixo ou percentual sobre a operação.

Corretoras como a Clear não fazem essa cobrança. Quanto menor for esse custo, menor o impacto sobre o resultado das operações. Depois que a conta estiver aberta, envie dinheiro para a corretora por meio de uma transferência (TED ou DOC) a partir do seu banco.

Depois, acesse o home broker – sistema de negociação online – ou ligue para a mesa de operações e passe sua ordem. Nesse momento, você terá de informar quantas ações quer comprar e a que preço.

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