Taxas de títulos do Tesouro Direto sobem com a escalada do coronavírus

Dinheiro na mão

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, inverteram o movimento de alta apresentado pela manhã e viraram para queda na tarde desta sexta-feira (6), refletindo as apostas do mercado em novos cortes da Selic.

Com relação ao fechamento de ontem, contudo, as taxas fecharam em alta, em meio à escalada da disseminação do coronavírus e dos receios sobre o impacto econômico da doença.

No mundo, o número de pessoas infectadas pelo vírus supera os 95 mil, a maior parte deles na China, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, já são nove casos confirmados. Nos Estados Unidos, com o avanço da doença, atingindo 233 pessoas, empresas como Facebook e Microsoft recomendaram que seus funcionários evitem sair de casa e trabalhem de casa.

Diante das preocupações com a Covid-19, o dólar seguiu forte e encerrou a semana com alta de 3,42%. Hoje, porém, a moeda americana recuou 0,36%, cotada a R$ 4,6336 na compra e R$ 4,6344 na venda, após um leilão de 40 mil swaps cambiais do Banco Central, encerrando uma sequência de 12 altas.

Questionado sobre a alta do dólar, o ministro da Economia Paulo Guedes disse ontem que isso “era perfeitamente previsível”. “Nós temos um câmbio flutuante. A flutuação agora é em um nível mais alto. [Vai ser] R$ 3,60, R$ 4,60? Não sabemos, é o câmbio flutuante, só que em patamar mais alto, simplesmente isso”, afirmou durante almoço na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2026 pagava 2,57% ao ano, ante 2,50% ao ano na tarde de quinta-feira (5). O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ .

Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um retorno anual de 3,37%, ante 3,34% a.a. anteriormente.

A alta nas taxas também era encontrada nos títulos prefixados. É o caso do papel com vencimento em 2026, cujo retorno subia de 6,29% para 6,34% ao ano, enquanto no Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 a taxa avançava de 6,92% para 6,95% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

Guias InfoMoney

Tesouro Direto Tesouro Direto: guia completo para investir em títulos públicos 

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IRB: quais as recomendações de analistas para as ações, após polêmicas com balanço e Buffett?

SÃO PAULO – Em meio ao imbróglio envolvendo a resseguradora IRB (IRBR3), que resultou nas renúncias do presidente e do CFO da empresa na quarta-feira (4), analistas começam a alterar suas recomendações para o papel, seja recomendando sua venda ou colocando a tese “em revisão”.

A tensão inicial gerada no mercado pelos questionamentos das práticas contábeis da empresa pela gestora de recursos Squadra se somou mais recentemente à contestação de que a Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, teria papéis do IRB.

Após reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, a informação de que a Berkshire teria aportado capital na companhia chegou a ser confirmada por executivos da resseguradora em conferência com analistas na última segunda-feira (2), mas foi desmentida pela empresa americana um dia depois. As ações voltaram a desabar, em meio à desconfiança de investidores com relação à governança corporativa do IRB.

Entenda o caso completo aqui.

Ontem, as ações da resseguradora caíram caíram 32%, a R$ 19,05, com uma perda de R$ 8,37 bilhões em valor de mercado. Nesta quinta-feira (5), as quedas continuaram, desta vez de 16,2%, para R$ 15,97. No ano, o papel acumula desvalorização de 59%.

Diante de tantas incertezas em torno da companhia e de preços mais baixos, como analistas de mercado estão se posicionando?

Enquanto alguns seguem otimistas com o ativo, enxergando a baixa das ações como uma oportunidade de entrada, outros veem um horizonte incerto e passam a questionar suas posições, chegando até a recomendar venda para o papel.

Dados da Bloomberg mostram que, nesta quinta-feira, nove casas recomendavam compra (Ativa Investimentos, Banco do Brasil, Brasil Plural, Eleven Financial, Itaú BBA, Morgan Stanley, Planner Corretora, Santander e William O’Neil+Co); quatro tinham indicação de manutenção (Bradesco BBI, BTG Pactual, Credit Suisse e JPMorgan), enquanto Safra estava com a ação em revisão. Nenhuma casa recomendava venda para o ativo. 

Além dessas, o InfoMoney apurou que mais duas instituições financeiras estão com a avaliação sobre o IRB em revisão (Bank of America e XP), enquanto Guide e Rico recomendam a venda dos papéis. 

O InfoMoney conversou com analistas de bancos, corretoras e casas de análise para entender suas teses de investimento e recomendações. Confira:

Mentiu, saiu

No grupo de instituições que ficaram mais pessimistas com as ações do IRB, a Guide Investimentos retirou, na quarta-feira, os papéis das carteiras recomendadas de ações e dividendos. Segundo os analistas da casa, apesar de resultados robustos no quarto trimestre de 2019 e de um desconto no patamar de preço do ativo, o fato de a empresa ter divulgado informações falsas justifica a venda dos papéis.

“Mantemos nossa opinião de que a empresa vem apresentando fortes resultados e que operacionalmente deve se manter como grande líder no segmento. Entretanto, a relevante falta de confiança do mercado em torno do management da empresa nos leva a tomar a decisão de retirar o ativo de nossas carteiras”, escreveu, em comunicado por e-mail, o time de análise.

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Na Rico, a resposta não foi diferente: “A empresa mentiu e perdeu a confiança do mercado, então saiu da carteira.”

Matheus Soares, analista da corretora, afirma que a mudança na diretoria pode ser o começo de uma reestruturação, mas que ainda é cedo para afirmar os próximos passos. Agora, o momento é de tentar entender como a nova gestão irá atuar e agir diante desta turbulência, diz.

Soares, contudo, ressalta que seguirá acompanhando os acontecimentos e assinala que a empresa poderá voltar a integrar a carteira recomendada “A companhia possui bons fundamentos e agora está bem barata. Se acharmos que faz sentido, ela pode voltar para a carteira, mas, por enquanto, preferimos ficar de fora.”

Otimistas inveterados?

Otimistas com os fundamentos da companhia, a avaliação de instituições financeiras como Morgan Stanley e Eleven Financial é de que as quedas de preços recentes deixaram a relação entre risco e retorno mais interessante.

Para a equipe do Morgan Stanley, se, de fato, as demonstrações financeiras publicadas forem reflexos verdadeiros do poder de lucro da companhia, há uma oportunidade significativa de captura de valor para os investidores mais pacientes.

A casa não alterou sua recomendação, que segue em overweight (exposição acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 49 – o que implicaria em um potencial de alta de 206,8% em relação ao fechamento desta quinta-feira.

A Eleven cortou o preço-alvo para as ações de R$ 54 para R$ 38 para o fim deste ano, o que implica valorização de 138% em relação à cotação atual, mas segue com recomendação de compra. Na visão da casa de análise, os números divulgados foram assinados por auditores e conselheiros e, portanto, são consideradas informações de “fontes fidedignas”. Além disso, reforça que a projeção divulgada prevê a continuidade do ritmo de crescimento da companhia.

Na avaliação de Alexandre Marques, analista da Elite Investimentos, a forte queda de preços na quarta-feira é consequência de um momento de pânico. Os fundamentos da empresa, bem como o fato de ter como acionistas principais o Bradesco Seguros e o Itaú Unibanco, justificam a permanência do ativo na carteira. O papel faz parte da seleção recomendada pela corretora desde setembro de 2017.

Apesar do otimismo, Marques afirma que ficará de olho nas providências a serem adotadas pela empresa para retomar a confiança dos investidores e destaca que a mudança de diretoria, ainda que positiva, não sustenta sozinha a manutenção do papel na carteira. “As próximas semanas serão essenciais para definirmos se a ação permanecerá na carteira ou não.”

Nem venda, nem compra

Com uma nova diretoria e dúvidas ainda pendentes sobre dados da resseguradora, outras instituições financeiras têm colocado a recomendação para o papel “em revisão”. É o caso do Bank of America, do Citi e do Safra.

Diante de um horizonte mais incerto pela frente, analistas do Safra pedem, em nota a clientes, mais tempo para analisar o cenário para a companhia e destacam que estão revisando as projeções para a ação.

Enquanto isso, a equipe do Citi reduziu a recomendação para o papel de “compra” para “neutra”, cortando o preço-alvo em mais de 53%, de R$ 38 para R$ 18 para dezembro deste ano, potencial de alta de 12,7% em relação ao preço atual.

“Nossa tese de investimento não é mais válida. As recentes explicações da administração da empresa para a expansão do retorno sobre o patrimônio (ROE) precisam ser melhor investigadas.”

  • Felipe Salomão, analista do Citi, em relatório

O BofA chegou a reiterar a recomendação de compra para os papéis na segunda-feira, elevando o preço-alvo de R$ 41 para R$ 44. Na quarta-feira, entretanto, o banco colocou os papéis “em revisão”.

Na XP, a opção por colocar IRB sob “revisão” partiu em fevereiro, após a divulgação das cartas pela Squadra. Com a mudança na diretoria, Marcel Campos, analista da XP, afirma que o impacto é grande, principalmente quando considerado que ainda não há um novo presidente nem da companhia nem do Conselho. O anúncio poderia, segundo ele, dar melhor percepção ao mercado sobre como serão as novas práticas do negócio.

“Uma nova administração sempre pode mudar os rumos de uma companhia. Porém, a perda de um presidente, diretor financeiro e o presidente do conselho em menos de uma semana é uma mudança bastante drástica para o mercado assimilar”, diz.

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Poupança tem saque líquido de R$ 3,571 bilhões em fevereiro

Após a retirada recorde de R$ 12,356 bilhões em janeiro, as famílias brasileiras voltaram a sacar recursos da caderneta de poupança em fevereiro. Dados do Banco Central mostram que, no mês passado, os saques líquidos somaram R$ 3,571 bilhões.

No entanto, esse foi o menor volume de saques líquidos para meses de fevereiro desde 2018, quando as retiradas somaram R$ 708 milhões. Em fevereiro do ano passado, os saques líquidos haviam sido de R$ 4,020 bilhões.

Em fevereiro deste ano, os depósitos brutos somaram R$ 194,346 bilhões, enquanto os saques brutos foram de R$ 197,918 bilhões. Assim, considerando a saída líquida de R$ 3,571 bilhões e o rendimento de R$ 2,384 bilhões ao longo do mês, o estoque total na caderneta de poupança atingiu R$ 834,428 bilhões.

No acumulado do primeiro bimestre de 2020, os saques líquidos da poupança já somam R$ 15,927 bilhões. As retiradas em dois meses superam os depósitos líquidos de R$ 13,327 bilhões na poupança em todo o ano de 2019.

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As ações mais recomendadas pelos analistas para comprar em março

Além do fraco cenário econômico e da resistência do nível elevado de desemprego, o início de todos os anos é marcado pela concentração de pagamento de impostos e de gastos extras com matrículas e material escolar.

O saldo da caderneta de poupança tem sido influenciado também pelo interesse de uma parcela dos investidores por outras aplicações. Isso porque, com a queda da Selic (a taxa básica de juros), a remuneração da poupança também vem diminuindo.

Atualmente, a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), que está em zero, mais 70% da Selic. A Selic, por sua vez, está em 4,25% ao ano, no menor nível da história.

Esta regra de remuneração vale sempre que a Selic estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso, a poupança é atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano).

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Imposto de Renda 2020: saiba como declarar investimentos na XP

imposto de renda 2020

Chegou a hora de começar a se preparar para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2020, ano base 2019.

Se você quer se antecipar para evitar problemas como multas ou até mesmo cair na malha fina, é fundamental se organizar. 

Dentre as principais mudanças na declaração do IR neste ano estão o fim da dedução da contribuição previdenciária de empregados domésticos e a obrigatoriedade de preenchimento de informações complementares. 

Ainda está confuso e não sabe se você precisa declarar seus rendimentos? Não sabe como informar os ganhos nos seus investimentos?

Fique tranquilo. Vamos te ajudar com essas informações. 

Antes de mais nada, vamos à principal dúvida com relação ao IR 2020. 

Quem precisa declarar o Imposto de Renda 2020? 

Existem alguns critérios para que a pessoa seja obrigada a declarar o IR com relação aos rendimentos de 2019.

Veja a seguir a lista: 

  • Trabalhador com rendimento igual ou superior à R$ 28.559,70.
  • Quem teve rendimentos direto da fonte superior a R$ 40 mil.
  • Trabalhador rural com receita bruta anual superior a R$ 142.798,50.
  • Cidadão com posse de bens cujos valores ultrapassam R$ 300 mil.
  • Pessoa que obteve ganho de capital sobre alienação de bens e direitos.
  • Quem fez operações na bolsa de valores, mercados futuros ou atividades parecidas.
  • Trabalhador rural que queira compensar prejuízos e perdas nos anos anteriores.
  • Pessoa que se oficializou como cidadão brasileiro e que estava no Brasil no último mês do ano anterior.

Agora que você já sabe quem precisa preencher a declaração de IRPF, vamos explicar quem não precisa declarar e está isento de IR. 

  • Cidadão que não se enquadra nos requisitos acima. 
  • Trabalhador que atenda a alguns desses requisitos, mas já tenha sido declarado como dependente de outra pessoa. 
  • Cidadão que passou a ter posse de bens e direitos abaixo de R$ 300 mil em dezembro de 2019. 

Principais datas do IR 2020 

Vai precisar enviar a sua declaração para a Receita Federal? Fique atento para não perder nenhuma data do IRPF 2020: 

28 de fevereiro: data limite para entrega dos informes de rendimentos 

02 de março: início da entrega da declaração preenchida 

30 de abril: fim do prazo para entrega da declaração de IR 

Prepare-se para declarar o IR 

Antes de fazer a declaração propriamente dita, o contribuinte precisa reunir toda a documentação necessária para o preenchimento correto. 

Essa lista pode incluir desde os rendimentos com salários até mesmo ganhos com investimentos.  

Tenha em mãos também outros documentos, como dados pessoais, dados de contas bancárias, CPF e demais informações que possam impactar no seu IR. 

Depois de reunir todas as informações necessárias, é preciso baixar o Programa IRPF 2020 diretamente do site da Receita Federal 

Se preferir fazer via aplicativo no seu celular, será preciso procurar no Google Play (para Android) ou na App Store (para iOS) por IRPF na loja. 

Vale ressaltar que quanto antes você entregar a sua declaração, maiores são as chances de você receber a restituição (se aplicável) nos primeiros lotes. 

Mas caso a Receita identifique inconsistências na sua declaração, pode cair na malha fina. 

O pagamento das restituições é feito sempre em lotes, que são liberados entre junho e dezembro. 

Caso você tenha pago mais imposto do que deveria, então, terá a diferença depositada de volta. 

Onde encontrar o informe de rendimentos da XP? 

O informe de rendimentos da XP é disponibilizado na sua conta. Para acessá-la, é preciso entrar em www.xpi.com.br ou no aplicativo, clicar em Acesse sua conta e digitar seu código de cliente e senha. 

Ao abrir o portal do cliente, acesse Minha Conta e depois o item Imposto de Renda. Selecione o ano-base desejado e, em seguida, exibir. 

Depois, clique em Informe de Rendimentos. 

Neste documento, você encontrará todas as posições e rendimentos de fundos de investimentos, renda fixa, Tesouro Direto, Swap, saldo em conta e créditos em trânsito. 

Na segunda folha do informe, temos o grupo de informações complementares, onde descrevemos as informações exigidas pela Receita Federal para exibição dos dados no informe. 

No grupo detalhamento dos ativos, exibimos as informações por ativos, posição e rendimentos. 

Em outra aba do site, estão os relatórios auxiliares de day trade, operações normais, extrato completo e proventos recebidos. 

O informe de rendimentos em previdência privada é elaborado e enviado pelas seguradoras aos clientes.

No entanto, a XP disponibiliza no portal esses informes para consulta. 

Além disso, dependendo da sua carteira, outros documentos também são relevantes para a sua declaração, como por exemplo posição em bolsa de valores em 31 de dezembro.  

Esse documento está disponível em Minha Conta e Histórico de Carteira.

Selecione o mês de dezembro de 2019 para visualizar os dados. 

Se você recebeu proventos de companhias abertas, aguarde o informe de rendimentos enviado pela companhia aos seus acionistas. 

Caso tenha investido em fundos imobiliários, o administrador do fundo enviará o informe de rendimentos. 

Nas operações de aluguel de ações, o informe de rendimentos de aluguel (BTC) e relatório de reembolso são disponibilizados pela B3, por meio do canal eletrônico do investidor, conhecido como CEI.

Acesse www.cei.b3.com.br. 

Caso tenha fechado sua conta na XP em 2019, enviaremos o seu informe por e-mail. 

Como declarar seus investimentos 

O informe de rendimentos financeiros está dividido em seis grupos: rendimentos isentos, rendimentos sujeitos à tributação exclusiva, saldo em conta, créditos em trânsito, informações complementares e detalhamento dos ativos. 

Em Rendimentos Isentos e Não Tributáveis você encontra a posição total consolidada em 31/12/2018 e 31/12/2019 dos ativos LCA, LCI, CRI e CRA, bem como os rendimentos obtidos em todos esses ativos durante o ano de 2019. 

Em Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva, você encontra a posição total consolidada em 31/12/2018 e 31/12/2019 dos ativos de renda fixa, fundos de investimento, clubes de investimento, Tesouro Direto e Swap. 

O saldo em conta, não aplicado, é exibido no informe da XP e também deverá ser declarado.

A Receita Federal exige a declaração de qualquer saldo acima de R$ 140. 

Em Créditos em Trânsito, são exibidos os valores das operações que, por motivos de funcionamento de mercado, ao final do ano não foram concretizadas.  

Não esqueça também de preencher individualmente os saldos por ativos na ficha Bens e Direitos. Verifique o código de cada um dos ativos, indique o CNPJ da XP e o saldo em 31/12. 

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Tesouro Direto: taxas de títulos públicos sobem nesta quinta-feira

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam alta na manhã desta quinta-feira (5), com a escalada da disseminação do coronavírus pesando sobre os mercados. Na véspera, as taxas apresentaram queda com novas apostas no corte da Selic.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de pessoas contaminadas pelo vírus já ultrapassou 93 mil. No Brasil, o número de casos confirmados oficialmente chegou a três, enquanto a Califórnia, nos Estados Unidos, declarou estado de emergência após a primeira morte pela Covid-19 ser reportada.

Em meio ao aumento das preocupações sobre uma desaceleração da economia mundial, o dólar seguiu forte e fechou ontem com alta de 1,6%, a R$ 4,5792, com nova máxima intradiária acima de R$ 4,58.

Diante da valorização da moeda americana, o Banco Central voltou a interferir no câmbio e realizou o leilão de até US$ 1 bilhão em swaps cambiais, depois de já ter vendido US$ 4,5 bilhões em cinco leilões entre os dias 13 e 28 de fevereiro. Por volta das 10h20, contudo, o dólar continuava em alta, de 0,45%, cotado a R$ 4,6004 na compra e R$ 4,6012 na venda.

Após a decisão do Federal Reserve, o banco central americano, de cortar a taxa de juros do país, bem como o comunicado do Banco Central brasileiro, instituições financeiras já apostam em novos cortes na Selic.

É o caso do Bank of America, que anunciou nesta manhã a revisão de sua projeção para a taxa básica de juros em 2020. Agora, o BofA vê a Selic encerrando o ano em 3,50%, com corte de 50 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em março.

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Efeito coronavírus: mercado está pronto para novos cortes da Selic em 2020

No Tesouro Direto, o título prefixado com vencimento em 2023 pagava 4,85% ao ano, ante 4,79% a.a. na tarde de quarta-feira (4). O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 35,00 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 875,24.

O Tesouro Prefixado 2026, por sua vez, oferecia um prêmio anual de 6,11%, ante 6,06% ao ano anteriormente, enquanto o retorno do título com juros semestrais e vencimento em 2031 subia de 6,72% para 6,76% ao ano.

Entre os títulos indexados à inflação, o retorno dos papéis com prazos em 2035 e 2045 avançava de 3,26% para 3,31% ao ano. Já o Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2055 pagava 3,48%, ante 3,44% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

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Tesouro Direto Tesouro Direto: guia completo para investir em títulos públicos 

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Queda da Bolsa de Valores: devo me desesperar?

Queda da Bolsa de Valores: Filipe Fradinho

No dia 24 de janeiro de 2020, o Ibovespa atingiu sua máxima histórica, com 119.593 pontos. No entanto, nas últimas semanas, as notícias têm sido de constantes quedas da Bolsa de Valores.

Coronavírus, processo de impeachment do presidente dos EUA Donald Trump e, mais recentemente, o estremecimento da relação entre o ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro, são alguns dos motivos que influenciaram nessa queda.

Mas será que é só isso?

De acordo com Filipe Fradinho, analista Clear Corretora, é natural que os patamares em que envolvem números redondos sirvam de suporte e resistência psicológicos. Recentemente os 120.000 pontos foram testados e a bolsa já mostrava uma certeza realização no curto prazo. O patamar mais relevante a ser testado agora é o de 100.000.

“Quando a gente questiona em qual patamar a Bolsa vai chegar em 2020, ninguém fala um número quebrado, naturalmente se arredonda um número como alvo”, explica.

“Então, quando se alcança esse alvo, é normal que haja uma realização de lucros. Por exemplo, o investidor que comprou quando o Ibovespa estava a 80 mil e tem como alvo os 100 mil, vai vender quando o índice chegar nesse patamar. E, naturalmente, muita gente vai fazer isso o que refletirá numa realização da bolsa”, complementa.

Porém, isso não é motivo para desespero. Segundo Fradinho, essa volatilidade é totalmente saudável, já que o Ibovespa teve um crescimento rápido.

“Os papéis esticaram muito no curto prazo. O índice subiu muito. É preciso descansar para buscar novas máximas”, diz o analista.

Para não ficar dúvidas, Fradinho ainda usa alguns exemplos. “Em 10 de julho do ano passado, Ibovespa bateu 105 mil pontos pela primeira vez. Dezenove pregões depois, a Bolsa tinha caído 6%. Trinta e cinco pregões depois, 9%. Mais para frente se recuperou e alcançou uma nova máxima”, conta.

“Nos últimos quatro anos, a Bolsa subiu mais de 170%. Nesse ano, o desempenho é de queda de 0,78%. Do meu ponto de vista, uma retração irrelevante quando comparada com os últimos anos É quase irrelevante em comparação ao todo”, conclui.

Volatilidade

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Além da taxa zero de corretagem, a Clear tem uma série de benefícios que auxiliam o investidor a otimizar os lucros.

Todos os dias, o cliente da Clear pode acompanhar gratuitamente, pelo Youtube, três salas com analistas ao vivo falando sobre o mercado. O blog da Clear também é outro diferencial.

O mais importante, no entanto, é o time de analistas: Rafael Ribeiro, Fernando Góes, Wilson Neto, Filipe Fradinho e Charlles Nader.

“Poucas corretoras têm um time que compreende todas essas modalidades: swing trade, opções, tape reading e day trade”, explica Fradinho.

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Disclaimer: CONTEÚDO PATROCINADO CLEAR CORRETORA, que é uma marca da XP INVESTIMENTOS CCTVM S.A Este material foi elaborado pela CLEAR CORRETORA (“Clear”) e tem caráter meramente informativo, não constitui e nem deve ser interpretado como solicitação de compra ou venda, oferta ou recomendação de qualquer ativo financeiro, investimento, sugestão de alocação ou adoção de estratégias por parte dos destinatários. Os prazos, taxas e condições aqui contidas são meramente indicativas.

As informações contidas neste material foram consideradas razoáveis na data em que ele foi divulgado e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis.

A Clear não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações. Os ativos, operações, fundos e/ou instrumentos financeiros discutidos neste material podem não ser adequados para todos os investidores. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento.

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Fundos imobiliários: como tomar boas decisões de investimento em 2020?

fórum gri de fundos imobiliários

Após o recorde de captação registrado em 2019 (de quase R$ 36 bilhões, de acordo com a Anbima) e um movimento de correção no começo deste ano considerado natural pelos especialistas, os fundos de investimento imobiliário (FIIs) devem ter um 2020 bastante positivo.

Uma pesquisa do clube global de empresários e investidores do setor imobiliário GRI Club realizada em fevereiro mostra que 65% esperam evolução no desempenho e na captação dos FIIs no Brasil nos próximos 12 meses. 

“Essa expectativa está em linha com o atual cenário nacional de juros baixos – aliás, a Selic mais baixa da história do País – e com a perspectiva de manutenção desse quadro. É natural que os investidores cada vez mais busquem alternativas à tradicional renda fixa como forma de diversificar seus investimentos e obter maiores retornos, e os fundos imobiliários são uma escolha estratégica nesse sentido “, diz Robinson Silva, líder do GRI Club para Mercado Imobiliário no Brasil. 

De olho nessa realidade, o GRI Club decidiu antecipar, do segundo para o primeiro semestre de 2020, o Fórum GRI de Fundos Imobiliários, maior evento dedicado à disseminação de conhecimento sobre o mercado de fundos imobiliários no País, já na sua terceira edição anual.

“Será uma oportunidade única de reunir mais de mil investidores, as principais gestoras de FIIs e especialistas desse mercado, em um dia de programação intensa para discutir estratégias de investimento, projeções de performance e o potencial dos fundos de cada segmento imobiliário. O objetivo central é que os investidores ganhem expertise para tomar decisões melhores ao aplicar seu dinheiro”, afirma Silva. 

Fórum GRI de Fundos Imobiliários 

Fórum GRI de Fundos Imobiliários acontece em 24 de março em São Paulo, no Hotel Transamérica, zona Sul da cidade.

O evento propõe trazer conhecimento e disseminar informações decisivas para quem já investe ou planeja investir em fundos imobiliários.

A programação é robusta e o público deve ir preparado para um dia de imersão em assuntos essenciais à tomada de decisão sobre tipo de aplicação financeira.  

Já estão confirmados como palestrantes líderes das mais respeitadas gestoras de FIIs e instituições relacionadas a esse mercado, como Credit Suisse, BV Asset (antiga Votorantim Asset Management), Fortesec, Habitat Capital Partners, Integral Brei Real Estate, Mauá Capital, RB Capital, Vinci Partners, Ourinvest Real Estate, Kinea Investimentos, XP Asset Management, Rio Bravo, B3 e Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Participam também especialistas em investimentos e finanças, a exemplo do professor Arthur Vieira de Morais, da fundadora da iniciativa ‘Mulheres do Imobiliário’, Elisa Tawil, e do fundador do Clube FII, Rodrigo Cardoso de Castro.  

Haverá painéis e workshops práticos sobre as melhores oportunidades de investimentos no ano, o potencial dos FIIs de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), dos FIIs corporativos e de shoppings e dos fundos de fundos, e ainda desafios em torno da regulamentação dos fundos imobiliários no Brasil. 

Na abertura, os economistas Gustavo Franco (Rio Bravo Investimentos), Ilan Goldfajn (Credit Suisse) e Gustavo Loyola (Tendências Consultoria Integrada) analisam as perspectivas macroeconômicas do País. 

A programação completa está no site do evento. As vagas são limitadas e as inscrições são feitas exclusivamente onlineno próprio site do encontro 

Quer saber mais?

Sobre o GRI Club 

Fórum GRI de Fundos Imobiliários é realizado pelo GRI Club, um clube global que reúne os principais empresários, investidores e altos executivos dos setores imobiliário e de infraestrutura.

Fundado em 1998, o GRI Club está presente em mais de 25 países.

No Brasil, atua desde 2010, conectando as lideranças desses mercados e favorecendo oportunidades reais de negócios.

Nesse contexto, mais de 4 mil executivos e altas lideranças participam anualmente dos encontros do clube pelo mundo. 

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Com novas apostas de corte da Selic, taxas de títulos públicos recuam nesta quarta-feira

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, seguem em queda na tarde desta quarta-feira (4), com investidores apostando em novos cortes da Selic já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), neste mês.

Até então restrita a poucas instituições, a perspectiva de nova flexibilização monetária pelo Banco Central ganhou força após o Federal Reserve, o banco central americano, anunciar uma redução de juros de 0,50 ponto percentual, para a faixa de 1% a 1,25% – o primeiro corte emergencial de juros desde a grande crise financeira de 2008.

O encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) estava agendado apenas para os dias 17 e 18 de março, mesma data em que o Copom se reúne para decidir o rumo da taxa básica de juros no Brasil.

Após a decisão e depois do fechamento do pregão, o Banco Central brasileiro divulgou um comunicado, no qual disse que as próximas semanas permitirão avaliar mais precisamente o efeito coronavírus na economia, o que corroborou a tese de que novos cortes na Selic podem estar por vir e reforçou posições no mercado futuro de juros em direção ao movimento.

O InfoMoney conversou com economistas de diversas instituições financeiras do país sobre a redução de juros nos EUA e o futuro da Selic diante do coronavírus. Confira a matéria completa aqui.

Na agenda de indicadores desta quarta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pela manhã o desempenho do Produto Interno Bruno (PIB) brasileiro, que cresceu 1,1% e totalizou R$ 7,3 trilhões em 2019. O resultado ficou em linha com o esperado pelo consenso Bloomberg. Apenas no quarto trimestre, a economia cresceu 0,5%, no comparativo com o trimestre anterior, também conforme o estimado.

Já nos Estados Unidos, investidores repercutem a vitória de Joe Biden na Super Terça das primárias do Partido Democrata, levando nove dos 14 estados em disputa. Seu perfil é tido como mais moderado que o do senador Bernie Sanders, o que agrada o mercado.

Leia também:
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Mercado começa a trabalhar com novo corte da Selic em meio a preocupações com coronavírus

No Tesouro Direto, o título prefixado com vencimento em 2023 pagava 4,79% ao ano, ante 4,86% a.a. na tarde de terça-feira (3). O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 35,05 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 876,49.

O Tesouro Prefixado 2026, por sua vez, oferecia um prêmio anual de 6,06%, ante 6,08% ao ano anteriormente.

Entre os títulos indexados à inflação, o retorno do papel com prazo em 2026 recuava de 2,48% para 2,41% ao ano, enquanto o Tesouro IPCA+ 2035 pagava 3,26% ao ano nesta tarde, ante 3,28% a.a. ontem.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

Guias InfoMoney

Tesouro Direto Tesouro Direto: guia completo para investir em títulos públicos 

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Efeito coronavírus: mercado está pronto para novos cortes da Selic em 2020

SÃO PAULO — Apesar de esperado, o corte emergencial de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros dos Estados Unidos, anunciado hoje pelo Federal Reserve, pegou boa parte do mercado de surpresa. A reunião de política monetária do banco central americano está marcada para os dias 17 e 18 deste mês.

O recuo da Fed Funds Rate para o intervalo entre 1% e 1,25% ao ano é uma tentativa da autoridade monetária americana de combater os efeitos negativos do surto de coronavírus no PIB daquele país. E o anúncio teve impacto no mundo inteiro, inclusive aqui no Brasil, onde alguns economistas revisaram suas projeções para a Selic.

É o caso dos economistas do Asa Bank, liderados por Carlos Kawall, que na última segunda-feira revisaram as projeções para três cortes seguidos da Selic na magnitude de 0,25 ponto percentual a partir de maio e, hoje, revisaram novamente os seus números.

Agora, a casa prevê um corte de juros de 0,50 ponto percentual na próxima reunião do Copom, também nos dias 17 e 18 de março, para 3,75% ao ano. A decisão deve ser seguida por mais um corte de 0,25 ponto percentual, com a Selic atingindo 3,50% em maio — patamar que deve permanecer até o final de 2021, segundo o Asa.

O Goldman Sachs também revisou sua expectativa e, agora, espera dois novos cortes de 0,25 ponto percentual na Selic, nas reuniões de março e maio, terminando o ano a 3,75%. A equipe de economistas do banco ainda cortou a projeção de PIB para o Brasil de 2,2% para 1,5% neste ano.

Antes do anúncio de hoje do Fed, gestores ouvidos pelo InfoMoneycomeçavam a sinalizar novos possíveis cortes na Selic em meio aos efeitos negativos da escalada do coronavírus no mundo. Márcio Appel, sócio e fundador da Adam Capital, disse que não há motivos para o BC parar de cortar os juros. “Todas as variáveis indicam isso.”

No fim da tarde de hoje, o Banco Central do Brasil divulgou um comunicado no qual disse que as próximas semanas permitirão avaliação mais precisa do efeito coronavírus na economia, o que corroborou a tese de que novos cortes na Selic estão por vir, segundo analistas.

O InfoMoney entrevistou economistas de diversas instituições financeiras do país sobre a redução de juros nos EUA e o futuro da Selic diante do coronavírus. As entrevistas foram feitas após a decisão do Fed, mas antes do comunicado do BC brasileiro sobre juros. Veja a avaliação de cada um abaixo.

Porto Seguro Investimentos

O economista-chefe da Porto Seguro Investimentos, José Pena, reduziu a projeção para a Selic neste ano. Antes, ele esperava que a taxa fosse terminar 2020 nos atuais 4,25% ao ano. Agora, espera dois cortes sucessivos de 0,25 ponto percentual a partir deste mês, que levariam a taxa para 3,75%.

Ao mesmo tempo, a projeção para o crescimento do PIB caiu de 2,5% para 1,8% em 2020, enquanto a expectativa para a taxa de câmbio subiu de R$ 4,25 para R$ 4,50. Já para a inflação, ele elevou sua projeção de 3,10% para 3,20% no ano.

Para Pena, o Fed surpreendeu no timing, mas não na decisão de cortar os juros. “O mundo foi para o Carnaval de um jeito e saiu completamente diferente”, ressalta, apontando que a percepção de que a forte queda dos preços dos ativos seria seguida de uma rápida recuperação foi alterada.

“Agora, a economia deve levar mais tempo para se recuperar, porque, além da China, outras economias importantes começam a ser afetadas.”

Além do efeito direto do vírus na atividade, o economista lembra do impacto sobre a confiança dos agentes econômicos. “Acho que está havendo um processo de deterioração de expectativas, mas, além de baratear o preço do dinheiro, ao cortar os juros, o Fed oferece uma espécie de conforto para os agentes econômicos, no sentido de estar preparado e disposto a usar o que tiver a ser alcance, sua munição, que não é muita, para mitigar efeitos do impacto negativo do coronavírus.”

Garde Asset

Na avaliação de Daniel Weeks, economista-chefe da Garde Asset, o corte promovido pelo Federal Reserve era necessário, dado o ambiente de “choque” por conta do coronavírus. “Não é a solução para todos os problemas, mas ajuda.”

Weeks cita o comunicado divulgado pela teleconferência do G7, sobre as reações que seriam tomadas pelas autoridades monetárias ao redor do mundo, e diz que a reação do Fed, tida como positiva, ocorreu mais cedo que o imaginado.

“Foi uma boa decisão e devem vir novos cortes”, afirmou Weeks, que espera um novo corte pelo banco central americano já na próxima reunião.

“O Fed inaugurou uma temporada de flexibilização monetária no mundo todo, vai diferenciar quem tem mais espaço. O BC europeu, por exemplo, não tem muita munição, mas os EUA devem cortar mais juros. E no Brasil não vai ser diferente”, destaca.

Segundo o economista, o Copom deve cortar a Selic em 0,50 ponto percentual na próxima reunião e em 0,25 ponto percentual na de abril, levando a taxa básica de juros para 3,5% ao fim de 2020. Até segunda-feira (2), o cenário-base da Garde era de Selic estável em 4,25% ao longo do ano.

“O choque do coronavírus muda os riscos, por conta de uma atividade e inflação mais fracas, então não faz sentido continuar conservador. O BC deve reagir logo, assim como o Fed”, disse, ressaltando apenas que não deve haver uma decisão emergencial no Brasil como aconteceu nos EUA.

Para o PIB, a projeção anterior era de um crescimento de 2,5%. Com o evento, as expectativas caminham agora para uma expansão perto de 2%. Com relação à inflação, a Garde vê o indicador em 2,75% neste ano e 3,3% em 2021.

Credit Suisse

Para Lucas Vilela, economista do Credit Suisse, o corte de juros do Fed já era esperado, mas a surpresa ficou com o timing do anúncio, antes da reunião oficial do Fomc (comitê de política monetária do Fed).

“Na semana passada, o presidente do Fed, Jerome Powell, já tinha sinalizado que a instituição poderia agir a qualquer momento. Nossos cenários macroeconômicos para os Estados Unidos já precificavam um corte, por isso foram mantidos.”

O banco espera um crescimento de 1,7% da economia americana neste ano. O dado foi revisado de 1,8%. “Por enquanto, não esperamos mais nenhum corte do Fed neste ano. Mas os economistas do banco nos Estados Unidos podem revisar este cenário.”

Para o Brasil, Vilela revisou as projeções para a Selic após a decisão do Fomc. “A gente via manutenção [em 4,25% ao ano] em março e, agora, a gente vê espaço para corte de 0,25 ponto percentual em março e mais 0,25 ponto percentual em maio, terminando o ano em 3,75%.”

A projeção de crescimento da economia brasileira já havia sido cortada pelo banco recentemente, de 2,3% para 2%, considerando o impacto negativo do coronavírus. Para 2021, há expectativa de alta de 2,7% do PIB do país.

“Nos Estados Unidos, há uma preocupação mais global, por isso a antecipação do anúncio de corte de juros faz sentido. Aqui, o foco é mais doméstico. A redução de juros no Brasil impacta muito mais o mercado local do que a economia mundial”, diz. “Ainda é cedo para rever a projeção de crescimento do PIB em 2021, mas estamos monitorando.”

ARX

Para Solange Srour, economista-chefe da ARX Investimentos, mesmo com a decisão de corte dos juros pelo Fed, ainda é cedo para começar a precificar uma queda da Selic no Brasil.

“Aumenta a chance, mas, se a incerteza global diminuir e as condições financeiras no exterior estiverem mais frouxas, não haveria motivos para queda adicional da Selic, na minha opinião”, destaca.

A economista avalia que só haverá espaço para mais afrouxamento no mercado doméstico se o risco de desaceleração global continuar alto, a despeito dos estímulos fiscais e monetários do G7.

Azimut

Na visão de Helena Veronese, economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, a decisão do Fed em si não chegou a ser tão inesperada, dado que o mercado já “flertava com um corte de juros”.

O foco da ação, contudo, não está na atividade, mas, sim, nos mercados. “Uma política monetária frouxa não vai fazer com que as fábricas voltem a operar, que a atividade volte a crescer. O impacto imediato é nos mercados acionários”, assinala a economista, ressaltando que, se dependesse do ritmo da economia, os Estados Unidos não demandariam um novo corte de juros.

Ainda que não queira classificar a decisão como precipitada, Helena acredita que o Fed poderia ter aguardado a próxima reunião oficial, em 18 de março, para o anúncio. E tudo leva a crer, em sua avaliação, que o banco central americano terá espaço para levar adiante novos cortes, assim como outras autoridades monetárias.

No Brasil, por ora, a Azimut Brasil Wealth Management mantém o cenário de juros estáveis em 4,25% ao ano em 2020, mas a economista-chefe admite que a decisão do Fed abre espaço para um novo corte da Selic e que há a possibilidade de mudança do cenário-base.

Do ponto de vista de alocação, a gestora segue com uma perspectiva positiva para a Bolsa brasileira. “Não alteramos nosso cenário de alocação. Antes do coronavírus, tínhamos uma visão construtiva para a Bolsa, com a recuperação doméstica em curso e com uma estabilizada na desaceleração internacional. Óbvio que [a epidemia] vai afetar atividade do mundo, inclusive o Brasil, mas nosso cenário para a Bolsa não mudou.”

BNP Paribas

A equipe do BNP Paribas revisou, há duas semanas, seu cenário-base para Brasil, depois de um corte na previsão de crescimento chinês, de 5,7% para 4,5%, que desencadeou mudanças ao redor do mundo.

A projeção para o crescimento brasileiro diminuiu de 2% para 1,5%. Diante do impacto desinflacionário da epidemia de coronavírus, o economista-chefe Gustavo Arruda, do BNP Paribas no Brasil, o banco passou a embutir três cortes da Selic de 0,25 ponto percentual cada em seu cenário, levando a Selic para 3,5% neste ano.

Por ora, a expectativa é de que os cortes comecem em junho, mas Arruda não descarta uma antecipação por parte do Banco Central brasileiro.

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Como comprar ações da CVC (CVCB3); passo a passo para investir

A CVC (CVCB3) é uma empresa que chama atenção dos investidores devido ao seu grande porte e intenso apetite por aquisições.

Contudo, nos últimos meses, as ações da companhia vêm sofrendo na Bolsa, registrando forte queda em meio à maior concorrência, perspectiva de redução da demanda por viagens por conta do surto do coronavírus no mundo e, por último, pelo anúncio de indícios de erros em seus balanços publicados entre 2015 e 2019, com potencial de impactar o resultado da companhia do quarto trimestre de 2019.

Para quem deseja virar acionista da CVC, vale a pena conferir um pouco da história desta empresa e quais fatores devem influenciar seus negócios nos próximos anos antes de tomar uma decisão.

O que você deve saber antes de comprar

Fundada em 1972, a CVC começou suas atividades no setor de excursões rodoviárias, em Santo André (SP). De lá para cá, muita coisa mudou. Uma das grandes transformações ocorreu em 2009, quando o fundo de private equity Carlyle comprou o controle da empresa.

Nesta época, teve início uma reestruturação que culminou na abertura de capital da CVC na bolsa de valores B3, em 2013. A partir daí, a empresa iniciou uma fase de aquisições de outras companhias para acelerar seu crescimento e diversificar suas atividades.

Vale lembrar que desde 2016 a empresa não tem um controlador, e seu capital é pulverizado na bolsa.

Hoje em dia, a companhia atua em três diferentes áreas: viagens de lazer, viagens de intercâmbio e viagens corporativas. Sua receita líquida em 2018 passou de R$ 1,5 bilhão.

Veja como o valor de mercado da empresa se comportou ao longo do tempo:

Existem alguns fatores que exercem grande influência sobre os negócios da CVC e devem ser acompanhados pelos seus investidores. Confira quais são os principais:

Apetite por aquisições

A CVC ficou conhecida por fazer aquisições de outras companhias nos últimos anos, e este assunto deve estar no radar dos seus acionistas. Em apresentação aos investidores no final de 2019, a administração da empresa reafirmou que fusões e aquisições estão entre os seus pilares estratégicos.

Os principais focos são o crescimento em nichos complementares de atuação e compras em países da América Latina com oportunidades de expandir o negócio.

A empresa deu início à temporada de compras em 2015, com a aquisição Submarino Viagens e de 51% da RexturAdvance, que atua no segmento corporativo.

Outros marcos foram as primeiras compras no exterior, com participações nas empresas argentinas Bibam Group e Ola, e da brasileira Esferatur. No final de 2019, foi a vez da compra da Almundo, que tem presença na Argentina, no Brasil, na Colômbia e no México.

Melhorias no online

Outro assunto relevante para quem deseja investir na CVC é o esforço da empresa para aumentar as vendas nos canais digitais, acompanhando uma tendência do mercado. Além de maior geração de tráfego e transações online, a companhia pretende melhorar sua plataforma online e a qualidade da jornada do cliente.

Um dos fatores que vão ajudar a empresa neste projeto é a sua integração com a Almundo, empresa comprada em 2019, que tem grande eficiência em canais digitais.

Influência da economia

Por ser uma empresa ligada ao consumo e ao poder de compra das famílias, a CVC tem seu desempenho relacionado ao comportamento da economia. Portanto, é de se esperar que uma retração na economia tenha um impacto negativo sobre o negócio da empresa, assim como uma onda de crescimento econômico beneficiará as suas vendas.

Quem investe em CVC deve estar atento a estes movimentos para poder compreender melhor o comportamento das ações da empresa na bolsa de valores.

Passo a passo para comprar

Se você ficou interessado em comprar ações da CVC, confira o passo a passo que deve seguir antes de tomar uma decisão.

Avalie seu perfil de investidor

Comprar ações de empresas abertas significa enfrentar volatilidade. Mesmo que o investidor estude e entenda os fundamentos do negócio, o preço das ações varia ao sabor do mercado. Uma notícia negativa sobre a empresa ou um dia turbulento para o mercado acionário pode ser o suficiente para reduzir o preço da ação.

A melhor forma de minimizar estes riscos é investir pensando no longo prazo e esperar um momento favorável para vender. Caso contrário, o acionista corre o risco de precisar vender a ação por um valor mais baixo do que comprou. Avalie com calma qual é o seu perfil e por quanto tempo você pode deixar o dinheiro aplicado.

Acompanhe empresa

Para ficar mais seguro na hora de comprar ações da CVC, acompanhe o noticiário sobre a companhia e leia os relatórios de análise feitos pelas corretoras e casas de análise.

Ficar de olho na divulgação dos resultados trimestrais também é uma maneira de ficar bem informado. Outra prática recomendável é acompanhar o comportamento dos papéis diretamente pelo home broker.

Abra uma conta em uma corretora

Para comprar ou vender ações, é preciso ter uma conta em uma corretora. Existem mais de 80 instituições autorizadas pela B3. Verifique as taxas de corretagem, que são cobradas sempre que comprar ou vender uma ação – pode ser um valor fixo ou percentual sobre a operação.

Corretoras como a Clear não fazem essa cobrança. Quanto menor for esse custo, menor o impacto sobre o resultado das operações. Depois que a conta estiver aberta, envie dinheiro para a corretora por meio de uma transferência (TED ou DOC) a partir do seu banco.

Depois, acesse o home broker – sistema de negociação online – ou ligue para a mesa de operações e passe sua ordem. Nesse momento, você terá de informar quantas ações quer comprar e a que preço.

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