“Estou comprando tudo aquilo que é possível comprar”, diz Luiz Barsi

SÃO PAULO — Um dos principais investidores individuais da Bolsa brasileira, Luiz Barsi está aproveitando a queda do Ibovespa para ir às compras.

Em uma rede social, o bilionário tentou tranquilizar os demais investidores que enfrentaram pela primeira vez um circuit breaker — interrupção automática do mercado diante de uma queda de mais de 10%, como ocorreu hoje (9) na B3.

“Isso daí são fatos que já ocorreram inúmeras vezes. É mais uma influência psicológica para os demais papéis que não [são] a Petrobras. O que aconteceu como fato verdadeiro é uma guerra que está havendo entre Arábia Saudita e Rússia sobre os preços do petróleo”, disse.

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Segundo Barsi, excluindo a Petrobras, os demais papéis estão sofrendo com a influência do mercado, “mas eles não têm nada a ver [com isso]”, o que justifica uma compra quando o investidor enxergar a queda dos preços como oportunidade.  

“As empresas continuam funcionando e, com vírus ou com crise no petróleo, elas vão prosseguir funcionando. Então, o que eu posso dizer a vocês é o seguinte: eu estou comprando tudo aquilo que é possível comprar. Entenderam?”, afirmou.

“Se vocês acharem que isso, assim como eu acho, é uma oportunidade de compra, então comprem o que puderem. […] O jacaré está de boca aberta esperando a ‘passarinhada‘”, completou o bilionário.

Veja abaixo o vídeo de Luiz Barsi, que foi gravado por sua filha Louise Barsi.

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Clear promove evento para incentivar mulheres a investirem na Bolsa de Valores

número de mulheres investindo

O número de mulheres investindo na Bolsa de Valores está crescendo, mas ainda se encontra muito longe do ideal.

Apesar da participação deles ter aumentado 141% de 2018 para 2019, de acordo com informações da B3, as mulheres não representam 1/3 dos CPFs cadastrados.

Distribuição da participação de homens e mulheres no total de investidores
Ano Homens Mulheres Total
Quantidade        %  Quantidade        % Quantidade
2018 633.899 77,94% 179.392 22,06% 813.291
2019 1.398.777 76,40% 431.968 23,60% 1.830.745
*posição de janeiro de 2020

Em janeiro de 2020, 23,26% dos CPFs cadastrados em janeiro de 2020 são do sexo feminino.

Isso mostra que há quase um milhão a mais de homens investindo na Bolsa.

Ou seja, ainda existe um enorme espaço para que as mulheres invistam mais em ações — e isso é interessante para todo mundo.

Quantidade de Investidores*    %
Pessoas Físicas 1.830.745 98,58%
Homens 1.398.777 75,32%
Mulheres 431.968 23,26%
Pessoas Jurídicas 26.426 1,42%
TOTAL 1.857.171
*posição de janeiro de 2020

Mulheres investem mais

Segundo dados da B3, o valor investido pelas mulheres totaliza R$ 80 bilhões, o que equivale a uma média de R$ 186 mil por mulher, apenas 3% do que os homens.

Se considerarmos que mulheres ganham 20,5%* a menos em todas as classes de trabalho, é possível afirmar que elas estão mais propensas a investir que os homens.

Caso o número de mulheres investindo fosse o mesmo que o de homens, teríamos cerca de R$ 180 bilhões a mais circulando na Bolsa de Valores.

*conforme a última pesquisa do IBGE divulgada em 2019
Perfil PF por Faixa etária                   Contas       Valor (R$ bilhões)     %
HOMENS MULHERES TOTAL HOMENS MULHERES TOTAL
Até 15 anos 3.594 3.023 6.617 1,56 0,18 1,74 0,50%
De 16 a 25 anos 134.322 30.407 164.729 1,63 0,67 2,30 0,66%
De 26 a 35 anos 448.285 124.637 572.922 15,54 4,20 19,74 5,67%
De 36 a 45 anos 387.962 109.563 497.525 39,71 9,11 48,82 14,02%
De 46 a 55 anos 182.416 62.719 245.135 44,68 13,53 58,21 16,72%
De 56 a 65 anos 130.165 54.380 184.545 60,23 17,75 77,98 22,40%
Maior de 66 anos 112.033 47.239 159.272 104,56 34,79 139,34 40,03%
TOTAL 1.398.777 431.968 1.830.745 267,92 80,22 348,14

Mulheres na Bolsa

Para estimular o aumento no número de mulheres investindo na Bolsa, a Clear realiza a segunda edição do “Mulheres na Bolsa”.

A anfitriã será a Bea Aguillar, do canal “Papo de Bolsa”, que tem 100% do patrimônio investido em renda variável, e contará com a presença de grandes nomes do mercado financeiro.

O encontro ocorrerá no dia 13/03 na sede da XP Inc. As vagas são limitadas e devem ser feitas aqui.

O ingresso é um kit higiene pessoal, que será doado para a Programa Tecendo Sonhos, projeto que busca fomentar o empreendedorismo entre imigrantes latino-americanos.

Quem não conseguir acompanhar presencialmente, poderá ter acesso às palestras ao vivo por meio do instagram da @clearcorretora.

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Disclaimer: CONTEÚDO PATROCINADO CLEAR CORRETORA, que é uma marca da XP INVESTIMENTOS CCTVM S.A . Este material foi elaborado pela CLEAR CORRETORA (“Clear”) e tem caráter meramente informativo, não constitui e nem deve ser interpretado como solicitação de compra ou venda, oferta ou recomendação de qualquer ativo financeiro, investimento, sugestão de alocação ou adoção de estratégias por parte dos destinatários. Os prazos, taxas e condições aqui contidas são meramente indicativas. As informações contidas neste material foram consideradas razoáveis na data em que ele foi divulgado e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis. A Clear não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações. Os ativos, operações, fundos e/ou instrumentos financeiros discutidos neste material podem não ser adequados para todos os investidores. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento. A Clear não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas e se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste material ou seu conteúdo. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao valor total do capital investido. Para mais informações ligue para 4003-6245 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800-887-9107 (demais localidades). Para clientes no exterior o contato é 55-11-4950-2199. Para reclamações, utilize o SAC 0800 77 40404. E se não ficar estiver satisfeito com a solução, favor entrar em contato com a Ouvidoria: 0800-200-5550. Para deficientes auditivos ou de fala favor ligar para 0800 771 0101 (todas as localidades).

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O que fazer com os seus investimentos em dias de pânico no mercado?

dólar bolsa mercado índices alta baixa

SÃO PAULO – O sentimento de pânico que se instalou nos mercados na abertura desta semana como efeito da forte queda dos preços de petróleo, endossando um ambiente já negativo criado pelas preocupações com o impacto do coronavírus na economia, exige mais sangue frio do que nunca do investidor.

Ainda que as incertezas possam ter aumentado e que os preços de ativos de risco estejam despencando, cabe ao investidor ter paciência para não tomar decisões erradas e ampliar eventuais perdas acumuladas na carteira.

“Neste momento, o investidor não deve fazer nada. É uma recomendação de curtíssimo prazo: para hoje e amanhã. Ele deve respirar e entender o que foi que motivou essa queda dos mercados”, diz Marcia Dessen, planejadora financeira com certificação CFP e diretora da Planejar.

Além de avaliar o cenário atual, a planejadora assinala que é fundamental refletir sobre sua decisão de aplicar recursos em ativos de maior risco. “Quando a pessoa entra no mercado com uma expectativa de que uma queda drástica não poderia acontecer, ela entra em pânico quando acontece, e toma decisões ruins. Acaba saindo na hora de comprar”, destaca.

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Otávio Vieira, sócio gestor da gestora de patrimônio Taler, concorda que, diante de tamanha incerteza no cenário macroeconômico, qualquer atitude parece precipitada. “O máximo que a pessoa pode fazer é adequar a carteira ao que tinha antes da queda”, diz.

Felipe Dexheimer, coordenador de alocação da XP Investimentos, endossa a avaliação e explica. “O Ibovespa atingiu o maior nível do ano em 24 de janeiro. De lá para cá, caiu aproximadamente 25%. Em uma carteira moderada, com 80% do patrimônio em CDI e 20% em Bolsa, o investidor teria hoje cerca de 16% em renda variável”, observa, ressaltando a necessidade de ajuste do portfólio para retomar a fatia de 20% em ações.

A recomendação é de recomposição da carteira, mas de forma gradual. “Defendemos que o investidor não precisa ter pressa”, assinala Dexheimer.

Orientação para o iniciante

Para o investidor sem nenhuma exposição em Bolsa, a queda dos ativos também pode ser encarada como oportunidade para iniciar uma posição em risco, também gradualmente. E é fundamental ter em mente que o tempo para uma recuperação do patrimônio em caso de queda tende ser maior do que o de perda.

“Entrar aos poucos é uma boa estratégia. Tem que comprar um pouco mais na hora que cai o mercado para recompor a posição. Peguemos como exemplo alguém que aplicou R$ 10 mil em Bolsa. Supondo uma queda de 30%, a pessoa ficaria com R$ 7 mil. Se a Bolsa se recuperasse meses depois e subisse 30%, o investidor não iria recompor sua perda, estaria com R$ 9.100. A Bolsa teria que subir 42% para compensar uma queda de 30% quando a pessoa tinha R$ 10 mil”, explica Marcia.

Da mesma forma como na Taler, a TAG Investimentos atende clientes de maior patrimônio, no caso a partir de R$ 10 milhões. Por ora, o sócio Dan Kawa diz que os clientes estão relativamente tranquilos, ainda que desconfortáveis com a queda dos mercados.

“Não vimos nenhum movimento de pânico, pelo contrário. Alguns investidores com dinheiro em caixa estão aproveitando para voltar a alocar em renda variável frente a esse novo cenário de juros baixos no Brasil.”

Paciência, parcimônia e prudência

A TAG tem dividido seus clientes em três perfis de risco. O primeiro com uma posição em renda variável ideal para o médio e o longo prazo. Nesse caso, a recomendação tem sido de paciência, sem indicação de aumento ou redução do percentual investido.

“Entendemos que o curto prazo vai seguir volátil, que os riscos aumentaram, mas muita coisa ruim já foi para o preço. É preciso paciência para ter maior visibilidade do cenário em algumas semanas ou alguns meses”, observa Kawa.

O segundo grupo é formado por clientes com alocação em renda variável que desejam ampliar a fatia em risco. E a orientação é de parcimônia, de uma construção gradual da parcela dedicada à Bolsa. “Ninguém nunca vai saber qual é o fundo do poço.”

Por último, estão clientes pouco presentes na gestora, que têm uma alocação muito maior do que a desejada em renda variável, com necessidade de adequar o portfólio independentemente de preço. “Recomendamos prudência a esse investidor. Ele não precisa zerar, mas deve ter alguma estratégia de redução de alocação, dado que descobriu que tinha uma posição muito maior do que deveria ou aguentaria ter.”

Atualmente, clientes de perfil moderado detêm, em média, de 20% a 30% em ações na TAG, que começa a analisar outras classes de ativos na qual tinham uma posição muito pequena ou até mesmo inexistente, caso da de fundos imobiliários.

De olho na queda dos preços das cotas, a gestora está iniciando uma alocação em FIIs, por meio de um fundo de fundos.

Na Taler, Vieira conta que, em janeiro, a gestora recomendou a redução da alocação em Bolsa, de 20% para 15% em ações. Hoje, a exposição média em renda variável está em 35% e a em renda fixa, em 65%.

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Onde investir agora? Gestores de fundos tiram dúvidas ao vivo

SÃO PAULO – Onde vale a pena investir agora, depois de um dia caótico nos mercados? É hora de aproveitar a baixa da Bolsa e comprar mais? Ou é melhor esperar o cenário ficar mais claro? Quais são as perspectivas para a renda fixa?

Essas e outras questões são abordadas pelos gestores de fundos Luis Felipe Amaral, sócio-fundador da Equitas, e Carlos Messa, gestor de fundos abertos da Quasar, na entrevista feita pelo InfoMoney.

Você pode acompanhar ao vivo a partir das 18 horas e mandar suas perguntas.

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Carteira gráfica da XP cai menos que o Ibovespa na semana e troca quase todas as ações

SÃO PAULO – A XP Investimentos divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 6 a 13 de março, trocando quatro das cinco ações que compõem o portfolio.

Com isso, saíram da carteira Itaú Unibanco (ITUB4), São Martinho (SMTO3), Ambev (ABEV3) e Lojas Americanas (LAME4). No lugar dessas, entraram os papéis de Banco do Brasil (BBAS3), CVC (CVCB3), Metalúrgica Gerdau (GOAU4) e CCR (CCRO3).

Gilberto Coelho, o Giba, analista responsável pela carteira, disse que incluiu Banco do Brasil porque a ação atingiu um forte suporte na região dos R$ 40,00/R$ 42,00, com potencial de alta até os R$ 47,00. O Índice de Força Relativa (IFR) também favoreceria uma recuperação.

Já a ação da CVC formou um candle de alta, apresenta boa oportunidade pela análise das médias móveis e também é favorecida pelo IFR, com potencial de buscar os R$ 30,00.

GOAU4, por sua vez, bateu uma boa região de suportes em R$ 7,40, favorecendo a retomada dos R$ 8,70 ou então dos R$ 9,00. A média móvel de 200 dias favorece a alta.

Por fim, CCR testou a terceira retração pela projeção de Fibonacci na região dos R$ 14,00/R$ 14,50 e pode retomar os patamares de R$ 16,30 ou R$ 17,30.

Gilberto Coelho desde o fim de dezembro passou a calcular a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras, em vez de fazê-lo às segundas.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana, a carteira Top Picks caiu 2,3%, ante um recuo de 5,93% do Ibovespa. Com isso, o portfolio agora recua 5,25% no ano, ante queda de 15,98% do benchmark.

As ações de Lojas Americanas tiveram o pior desempenho da carteira, desabando 10,34%, enquanto Itaú caiu 6,63% e B3 teve baixa de 3,17%.

Ambev, por outro lado, subiu 5,36% e São Martinho teve ganhos de 3,25%.

Confira, abaixo, as recomendações para esta semana. Para investir nelas, clique aqui e abra uma conta gratuita na XP.

Empresa Ticker Peso
Banco do Brasil BBAS3 20%
CVC CVCB3 20%
Metalúrgica Gerdau GOAU4 20%
B3 B3SA3 20%
CCR CCRO3 20%

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Os melhores fundos de ações e multimercados de fevereiro e como estão investindo agora

SÃO PAULO – Apenas um em 114 fundos de ações escapou ileso do movimento global de aversão a risco que derrubou o mercado brasileiro em fevereiro e continua a pesar sobre investidores em março: o Forpus Ações.

Com valorização de 4% no mês, o fundo passou a liderar a lista dos melhores em 12 meses, com alta de 61%. Segundo colocado do levantamento, o fundo Hix Capital Institucional acumula rentabilidade positiva de 46,7% no mesmo intervalo.

Os dados fazem parte de levantamento elaborado pela XP com base em dados da Economatica. Em fevereiro, o Ibovespa teve queda de 8,43%, enquanto o CDI teve variação de 0,29%.

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A Forpus é uma gestora 100% focada em ações, com um único fundo. Segundo o sócio Luiz Nunes, com uma estratégia “top down”, que avalia primeiramente o cenário político e econômico para depois passar para a seleção de ações, as teses são baseadas em setores. Uma fatia de 130% da alocação é dedicada a posições compradas e 30%, a vendidas, com uma exposição líquida equivalente a 100%.

Dentre as apostas de valorização, as posições se voltam hoje a ações de empresas vinculadas à tese de retomada da economia brasileira: construção civil – com o maior peso –, utilidade pública (com ações de energia e saneamento, por exemplo), consumo/varejo e industrial.

Já na parte vendida do portfólio, as preocupações com o ritmo da economia global, eleições e coronavírus levaram a Forpus a se posicionar para a queda de papéis de empresas exportadoras, principalmente as ligadas a commodities metálicas (como Vale, Gerdau e Usiminas), além de Suzano. A exceção ficou com Petrobras e empresas de commodities agrícolas.

O que ajudou, contudo, o fundo a performar tão bem em fevereiro foi a estratégia voltada para defesa do chamado “tail risk”, o risco de cauda, tipo de risco associado à ocorrência de eventos considerados de baixa probabilidade. Uma parcela de 1,5% a 2% do fundo está sempre dedicada a prêmios de opções, para proteger o fundo de movimentos muito fortes em um cenário antagônico ao da carteira básica.

As puts (opções de venda) dos índices americanos S&P 500 e Nasdaq compensaram a queda das ações, diz Nunes, mas a gestora segue com uma visão reticente em relação ao ambiente macroeconômico. “Vendemos a maioria das puts, mas seguimos com a preocupação com o mesmo fator de risco, que é a economia global, liderada pelos Estados Unidos”, diz, ressaltando a necessidade de buscar instrumentos de proteção mais baratos.

Por isso, a escolha agora recai sobre opções de venda de títulos públicos americanos (Treasuries) e de dólar em relação ao real. A gestora também comprou puts de Ibovespa, o que está contribuindo para o fundo no dia de hoje.

Neste pregão de disparada das tensões com a queda dos preços do petróleo, a Forpus informou que está realizando o lucro das proteções “mais gordas” e aproveitando para montar novas estruturas de hedge e para comprar lentamente ações.

Destaque entre os multimercados

A Forpus foi um caso isolado no grupo de fundos de ações, mas, entre os multimercados, mais de 40 fundos registraram alta em fevereiro.

Com valorização de nada menos que 18,5% em fevereiro, o fundo long biased da Versa foi o grande destaque de fevereiro. Luiz Fernando Alves Junior, gestor da Versa, conta que a casa montou uma grande proteção entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, que resultou no desempenho do mês.

A posição comprada em Bolsa brasileira foi neutralizada e o fundo passou a ficar vendido no índice acionário americano S&P 500.

“Com isso, ficamos bem mais defensivos, cautelosos, mas o atual nível de preço está mais atrativo. Estamos diminuindo as proteções. A ideia é começar a voltar para a ponta mais otimista do mercado por causa do nível de preços e por entendermos que este é um choque temporário”, diz o gestor, referindo tanto ao coronavírus quanto ao petróleo.

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No caso da commodity, Alves Junior enxerga um efeito duplo, negativo para as empresas petroleiras, porém positivo para a economia, em termos de poder de compra. “A demanda é inelástica. A queda do petróleo é como um alívio do imposto para a economia, atua como um estimulo fiscal”, afirma.

Segundo o gestor, a Versa também havia neutralizado a posição nas ações da Petrobras na virada do mês. Agora, o foco recai sobre papéis de empresas mais vinculadas ao mercado interno, como de varejistas, construtoras e até bancos. “Estamos priorizando ações do mercado interno e deixando ações de commodities em stand by.”

Desempenho da indústria

Um total de 163 de 169 fundos multimercados teve desempenho melhor que a baixa de 8,43% do Ibovespa no mês e 37 superaram a variação do CDI. Em 12 meses, quando o índice sobe cerca de 9%, 66 fundos contam com resultados melhores e 140 batem o CDI.

Confira a seguir os dez melhores fundos multimercados em 12 meses até fevereiro, observando ainda seu desempenho no mês e a variação acumulada em até 36 meses. Retorno passado não é garantia de rentabilidade futura, mas é interessante analisar o desempenho histórico dos fundos para observar sua consistência.

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Dentre os fundos de ações, 25 de 114 fundos tiveram perdas maiores que 8,43% do Ibovespa em fevereiro. Já em 12 meses, 91 superam o índice.

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Para a análise, foram considerados fundos não exclusivos com a média do patrimônio líquido em 12 meses superior a R$ 100 milhões e mais de 99 cotistas, no fim de fevereiro. No caso dos fundos de ações, foram excluídos os setoriais, os indexados e os monoações e, dentre os multimercados, não foram considerados fundos de crédito privado. Fundos espelho também foram eliminados do estudo.

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Taxas de títulos do Tesouro Direto têm alta nesta segunda-feira

Várias notas de cem nas mãos de um homem

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto fecharam o pregão desta segunda-feira (9) em forte alta, em um ambiente de maior aversão a risco no exterior e no Brasil.

O título prefixado com vencimento em 2023 pagava um prêmio de 5,36% ao ano nesta tarde, ante 5,05% no fechamento de sexta-feira. O investidor podia adquirir o título integralmente por R$ 863,73 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 34,54 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

O prêmio pago pelo papel com juros semestrais e vencimento em 2031, por sua vez, subia de 6,95% para 7,36% ao ano.

Entre os títulos indexados à inflação, o retorno do papel com prazo em 2026 avançava de 2,57% para 2,83% ao ano, enquanto o com Tesouro IPCA+2015 pagava 3,65%, ante 3,37% a.a. anteriormente.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

Pela manhã, o programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet chegou a ficar suspenso por cerca de 30 minutos, diante da forte alta das taxas apresentada na abertura do dia.

O movimento seguiu o Ibovespa, que acionou o mecanismo de “circuit breaker” por volta das 10h20, após cair 10%, suspendendo as negociações de ativos também por meia hora.

Após a retomada, o principal benchmark da renda variável seguiu derretendo, encerrando o pregão aos 86.067 pontos, com queda de 12,2% – a pior baixa em 21 anos.

Em um dia de pânico para os mercados, as novas atuações do Banco Central no câmbio não conseguiram conter a alta da moeda americana, que fechou com valorização de 1,96%, a R$ 4,7251 na compra e a R$ 4,7256 na venda. No ano, o dólar avança 17,6%.

Mais cedo, o Banco Central afirmou que vai continuar a intervir no câmbio, mas de forma pontual, isto é, enquanto for necessário.

Um discurso do diretor de política monetária do BC, Bruno Serra, voltou, contudo, a reforçar que “o atual estágio do ciclo econômico segue recomendando cautela na condução da política monetária”.

A palavra “cautela” despertou novas dúvidas sobre a retomada do ciclo de cortes da Selic, que está no centro do debate do mercado por conta da desaceleração da economia mundial, em meio à escalada do coronavírus. Na semana passada, o Federal Reserve, banco central americano, ainda cortou os juros do país em reunião emergencial, o que alimentou a perspectiva de novo ajuste da Selic.

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Tesouro Direto: Negociação de títulos públicos é suspensa em meio à disparada das taxas

SÃO PAULO – Em meio ao pânico que se instaura no mercado nesta segunda-feira, o Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, suspendeu a negociação dos títulos públicos na manhã desta segunda-feira (9). Na abertura do dia, às 9h30, as taxas dos títulos públicos negociados apresentavam forte alta.

Em nota, o Tesouro Nacional informou que os preços e as taxas dos títulos públicos estão sendo atualizados e o programa deve ser normalizado por volta das 11h.

Diante da queda de 23% dos preços do barril do petróleo, o Ibovespa chegou a cair 10% e o mecanismo do “circuit breaker” foi acionado por volta das 10h20, suspendendo negociações de ativos por meia hora. O dólar avançava, há pouco, 3%, para R$ 3,7662.

O pano de fundo da disparada das tensões está no fracasso no acordo entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia para a redução na produção do petróleo, que levou a Arábia Saudita a anunciar descontos de 20% no preço do barril.

Com a maior queda da cotação desde a Guerra do Golfo, uma nova fonte de risco se instaura em uma economia mundial já abatida pelo coronavírus, epidemia que já afetou perto de 110 mil infectados em todo o mundo.

No Brasil, o relatório Focus do Banco Central mostrou hoje que o mercado financeiro vê agora um crescimento do PIB brasileiro abaixo de 2% neste ano e menor espaço para aumento da taxa básica de juros em 2021.

A expectativa para a expansão do PIB em 2020 foi reduzida de 2,17% para 1,99%. Para o próximo ano, contudo, a estimativa se manteve em um crescimento de 2,50%.

Ainda de acordo com o relatório, a previsão para a Selic foi revisada de 5,75% para 5,50% em 2021, mantendo-se estável em 4,25% a.a. neste ano até dezembro.

No grupo “Top 5 médio prazo”, formado pelos economistas que mais acertam as previsões, a Selic para o fim deste ano já é estimada em 3,50%, ante 4,25% anteriormente, enquanto a projeção para 2021 foi reduzida de 5,75% para 5,00% ao ano.

Leia também:
Maior parte dos títulos públicos encerra fevereiro com alta dos prêmios
Efeito coronavírus: mercado está pronto para novos cortes da Selic em 2020

Mais cedo, o título prefixado com vencimento em 2023 pagava um prêmio de 5,29% ao ano nesta manhã, ante 5,05% na tarde de sexta-feira (6). O Tesouro Prefixado 2026, por sua vez, oferecia um prêmio anual de 6,66%, ante 6,34% ao ano anteriormente.

Entre os títulos indexados à inflação, o retorno do papel com prazo em 2026 avançava de 2,57% para 2,74% ao ano, enquanto o Tesouro IPCA+2035 pagava 3,51%, ante 3,37% a.a. na sexta-feira.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos antes da suspensão das negociações:

Fonte: Tesouro Direto

Entenda a suspensão

As suspensões das operações têm como objetivo garantir que as transações sejam sempre realizadas a taxas justas, alinhadas às taxas praticadas no mercado secundário.

Quando se verifica forte volatilidade no mercado, com aumentos ou quedas bruscas nos preços dos títulos públicos, o Tesouro Direto suspende temporariamente as vendas e compras para evitar que o investidor feche transações a um preço que possa ficar rapidamente defasado.

Uma vez restabelecida a normalidade, o programa do governo federal retoma as suas operações com preços alinhados ao mercado.

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Mercado não está preparado para o coronavírus e é hora de começar a se preocupar de fato, diz gestor veterano

gráfico de ações e índices em queda

(Bloomberg) — Os mercados não estão preparados para a gravidade das consequências da propagação global do coronavírus, e a turbulência apenas começou, segundo um gestor cujo portfólio mostra desempenho superior ao de seus pares.

O alerta foi feito por Mike Riddell, gestor da Allianz Global Investors, que administra US$ 4,7 bilhões para a empresa. “A velocidade da reprecificação do mercado obviamente foi drástica, no entanto, os mercados passaram de não precificar risco algum para um risco moderado”, disse Riddell em entrevista por telefone. “Onde achamos que os mercados ainda podem se mover é na volatilidade.”

O Strategic Bond Fund de Riddell, que ele administra com Kacper Brzezniak, superou 98% de seus pares no mês passado, quando os mercados tiveram de lidar com rendimentos de títulos em recordes de baixa, perdas nos mercados acionários, maior volatilidade do mercado de câmbio e reduções dos juros inesperadas de bancos centrais, como o corte de emergência do Federal Reserve. A demanda por títulos do Tesouro dos EUA continuou alta na sexta-feira, e os rendimentos dos títulos de 30 e 10 anos caíram para um novo recorde.

O gestor da Allianz, com sede em Londres, já se preparava para uma oscilação dos mercados há alguns meses e acha que a recente precificação ainda é muito moderada. Ele usa opções para apostar em mais oscilações cambiais e também se posicionou para uma queda liderada pelos rendimentos de curto prazo nos EUA, pois vê chance significativa de o Fed reduzir as taxas de juros para quase zero.

“Se os dados globais realmente piorarem nas próximas semanas e meses, investidores perceberão que os bancos centrais não podem curar o coronavírus, e mercados como moedas e títulos corporativos ainda podem passar por uma correção”, disse Riddell.

A volatilidade implícita de um ano do euro-dólar, que subiu no final de fevereiro para o nível mais alto desde meados de 2019, recuou no início desta semana. No entanto, o indicador subiu na sexta-feira para níveis acima da média do ano passado, em torno de 6%. Riddell disse que o posicionamento para maiores oscilações cambiais por meio de opções estava incrivelmente barato em janeiro.

Embora o gestor tenha reduzido algumas dessas apostas, coma a visão de que a zona do euro já está em recessão, ele espera que a volatilidade cambial seja “duas vezes maior” caso a situação piore. Apesar dos rendimentos dos títulos dos EUA e do Reino Unido estarem perto de um recorde de baixa, Riddell não vê isso como piso e tem uma “grande” posição em “inclinadores” de curvas dos EUA por meio de swaps e futuros.

“Mesmo que não fiquemos histéricos sobre o impacto do vírus na saúde, isso não significa que o mercado e o impacto econômico ficarão restritos”, afirmou.

“É a quarentena e essencialmente a paralisação de grandes partes da economia global que causam danos significativos ao mercado econômico e financeiro”, disse Riddell. “Minha tese básica é que as coisas vão piorar muito a partir de agora.”

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XP promove 13 horas de lives comandadas por mulheres

Na próxima segunda-feira (09), a Assessoria Live será comandada por mulheres. Serão 13 horas — uma hora a mais que o normal — com gestoras, assessoras e executivas discutindo sobre novas perspectivas para a economia global e o cenário de investimentos.

O propósito da Live especial Dia das Mulheres é promover conversas que valorizem tantas as mulheres investidoras como as que fazem parte do time da XP. Ao todo, 25 especialistas vão participar durante o dia.

A Live começa às 08h e se encerra às 20h. Para participar, clique aqui.

Confira a programação:

08h00 – Abertura – Ana Laura Magalhães e Betina Roxo

09h00 – Morning Call – Rachel de Sá e Sara Delfim (Dahlia)

10h00 – Juliane Tiburcio e Júlia Torres

11h00 – Amanda Blanco e Raphaela Oliveira

12h00 – Mariana Braga e Adriana Dupita (Bloomberg)

13h00 – Viviane Dias e Isabella Godoy

14h00 – Ana Chede, Amanda Holzer e Gabriela Monteiro (RV)

15h00 – Fernanda Buratto e Bruna Magalhães

16h00 – Claudia Deberaldine e Marcela Rocha (Claritas)

17h00 – Carol Schmitt, Juliana Benvenuto e Bruna Almeida (RV)

18h00 – Juliana Rocha e Luanna Tavares

19h00 – Mariana Braga e Juliana Muncinelli

20h00 – Encerramento – Spiti – Luciana Seabra, Carol Oliveira (fundos), Cristiane (bolsa) e Francine (Global)

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