Circuit Breaker 2020: as lições aprendidas no pior dia da Bolsa no século

Na última segunda-feira (9), o Ibovespa teve o circuit breaker acionado após a queda de mais de 10% no início do pregão, impulsionada pela derrocada dos preços do petróleo em meio ao imbróglio entre a Arábia Saudita e Rússia, dois dos três maiores produtores mundiais.

Para falar a respeito, o time do Stock Pickers realizou um episódio especial ao vivo para discutir os aprendizados com o primeiro circuit breaker de 2020. O convidado para a roda de conversa foi Francisco Utsch, diretor de investimentos da Kiron Capital. Ele tem cerca de 16 anos de experiência no mercado de ações.

“A gente vinha do ano passado muito positivo para bolsa. Vimos o S&P500 subir 30%, empresas de tecnologia também subindo e o próprio Ibovespa subiu cerca de 30%. Fazia tempo que não via um ano, que não fosse após um crash, com um movimento tão forte. E dentro desse tipo de movimento é normal ter exageros, e geralmente o mercado acerta a direção, mas erra a intensidade e nosso trabalho é tentar garimpar as oportunidades”, afirmou Utsch.

O gestor está otimista para os próximos anos e contou como a Kiron lidou com a turbulência que o mercado enfrentou.

“A primeira coisa que fizemos foi limpar o caixa. Usamos tudo, que não era muito. Viramos fevereiro para março, depois do CoronaDay, 97% comprados mais ou menos. Mas apostamos em nomes específicos, como a Azul”, diz.

Segundo ele, sempre que existe um choque muito grande, seja de câmbio, commodity, algo que pode balançar muito a estrutura do mercado, o mais importante ao olhar para a empresa que será comprada é se ela vai sobreviver na hora que a coisa normalizar.

“Não se sabe quanto tempo demora, então é preciso ter certeza que a companhia ficará de pé depois. Todas as empresas que aumentamos a posição, ou elas não tinham problema de alavancagem ou achamos que valia o risco”, explica.

Utsch acredita que também é fundamental se manter alinhado ao fundamento operacional mesmo em dias turbulentos. “Ao olhar a dinâmica da empresa que vamos aumentar a posição, precisamos enxergar um negócio que vai continuar crescendo significativamente, que tem uma trajetória de expansão de margem e de resultados. Não adianta só estar barato se o fundamento não está tão bom. Isso porque ao longo do tempo, se o contexto negativo se estende, é uma posição que vai ficando incômoda”.

Ele afirma que o ideal, se o gestor tem uma carteira bem montada, é querer comprar mais da ação, se ela cair 20% ou 30% – porque está barato. “Quando uma ação está caindo 20% ou 30% e você quer vender, errou a tese. Algum pilar do racional de investimento não se concretizou”, diz.

Além disso, ele conta que durante o pregão do circuit breaker teve que tomar uma decisão difícil.

“Usamos o caixa todo, mas ainda tinha algumas posições que queríamos estar comprados. Então, tivemos que tomar a decisão difícil de vender alguns papeis que gostamos, para comprar outros que gostamos ainda mais. É uma situação complicada porque eventualmente nessa troca de ativos é possível se perder no meio do caminho e fazer um mau negócio, principalmente porque a volatilidade é grande e não tem como saber o parâmetro de onde os preços vão se estabilizar”, afirma.

Por isso, segundo ele, é tão importante estar confortável com os fundamentos da empresa. “Para não ter erro, aposte em empresas que você conhece, que já tem a lição de casa feita ou que consegue fazer rapidamente durante o pregão”.

Petróleo, dólar e coronavírus: pode ficar pior?

No contexto desse pregão em especial, uma série de fatores estavam envolvidos e nenhum operando no terreno positivo: uma questão geopolítica entre Arábia Saudita e Rússia, o dólar disparando e sem saber o próximo ponto de alcance da epidemia do coronavírus.

O desafio de muitos gestores é entender se o momento é propício para colocar mais dinheiro ou se o ciclo acabou é hora de “fugir para as colinas”.

Para Utsch é preciso pensar nisso o tempo todo e ser flexível caso perceba que os movimentos estão mudando. “Mas por enquanto não achamos que houve uma mudança desse cenário. O câmbio me dá um pouco mais de frio na barriga pelo potencial impacto inflacionário. O que poderia quebrar esse potencial do Brasil, seria acabar com o ciclo de redução de juros e eventualmente entrar para um ciclo de elevação de juros. É um ponto de atenção”, diz.

“A questão do petróleo, pela primeira vez, vamos viver algo que acontece em países desenvolvidos como nos EUA, é ter uma queda no petróleo e isso ser repassado para a população. Porque na prática, se isso realmente acontecer, você tira dinheiro das petroleiras e passa para o bolso do consumidor brasileiro. Pode ser algo positivo. E sobre o coronavírus, é difícil prever o tamanho do impacto. Mas cada vez mais vejo que será um impacto de curto prazo. Não dá para afirmar, mas acho que é choque pontual”, diz.

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Conheça CRI e CRA, aplicações renda fixa sem IR

CRA e CRI

Os investimentos isentos de Imposto de Renda estão entre os preferidos dos brasileiros – por razões óbvias. Duas opções que estão ganhando adeptos são os chamados Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA). Embora sejam papéis de renda fixa distintos, eles possuem muitas características em comum.

Para os investidores que estão cansando do Tesouro Direto e buscam opções de renda fixa mais arrojadas, CRIs e CRAs podem ser ótimas alternativas.

Com uma remuneração normalmente maior do que a dos títulos públicos, os certificados de recebíveis são emitidos por empresas privadas – as securitizadoras. E são lastreadas em operações de crédito ligadas aos setores imobiliário e do agronegócio.

Ficou curioso? Leia esse guia até o fim e descubra como investir em CRIs e CRAs com segurança e bons resultados.

1. O que é CRI e CRA?
2. Como funcionam
3. Vantagens e Desvantagens
4. Como escolher um bom CRI ou CRA
5. Passo a Passo; como investir

O que é CRI e CRA?

CRIs e CRAs são dois tipos diferentes (embora parecidos) de títulos securitizados de renda fixa. E para evitar que as suas dúvidas sigam para além deste parágrafo, saiba que securitizar é o mesmo que transformar créditos a receber – como parcelas de uma venda a prazo ou pagamentos de um financiamento – em papéis que podem ser comprados por investidores e negociados no mercado.

Pense em uma construtora. Cada casa que ela vende só é quitada ao longo de vários anos, conforme os compradores pagam todas as parcelas devidas. Suponha que, para começar seu próximo empreendimento, essa construtora precise levantar recursos. Uma forma de captar dinheiro é “empacotar” os pagamentos futuros que seus clientes ainda farão pelos imóveis que já compraram em um CRI – e vendê-lo no mercado.

Nessa operação, ao ceder seus recebíveis (créditos que têm para receber), a construtora consegue antecipar recursos que só receberia em 10, 20 ou 30 anos. Para organizar todo esse processo existem as securitizadoras, que compram as dívidas, emitem os CRIs e os disponibilizam para os investidores. Eles, por sua vez, são remunerados ao longo do tempo conforme os recebíveis forem quitados.

A principal diferença entre CRIs e CRAs é a origem dos recebíveis securitizados. No caso dos CRIs, o lastro são créditos ligados ao setor imobiliário, como financiamentos residenciais, comerciais ou para construções, além de contratos de aluguéis de longo prazo. Já os CRAs têm como lastro empréstimos relacionados à produção, à comercialização, ao beneficiamento ou à industrialização de produtos, insumos ou máquinas do agronegócio.

Dentro de um CRI ou de um CRA podem ser encontrados recebíveis de valores diferentes, prazos distintos e remunerações específicas. O que a securitização faz é exatamente uniformizar essa cesta em um papel com taxas e riscos determinados e um fluxo de pagamentos definido.

Como funcionam

Na prática, para o investidor, os CRIs e CRAs se parecem com outros investimentos de renda fixa: compram-se os papéis e, em troca de manter os recursos aplicados, recebe-se uma remuneração (juros).

No entanto, existem algumas especificidades que devem ser consideradas antes de fazer a aplicação. Confira os detalhes abaixo:

Rentabilidade

Por serem papéis de renda fixa, a remuneração que os certificados de recebíveis oferecem aos investidores segue um modelo semelhante ao de outros investimentos da categoria. Normalmente, CRIs e CRAs adotam uma das estruturas a seguir:

– Remuneração prefixada: o investidor já sabe desde o momento em que compra o certificado o valor da taxa de juros que receberá ao longo do tempo – 3%, 5% ou 10% ao ano, por exemplo. Assim, é possível calcular exatamente a rentabilidade em reais que obterá até o vencimento do papel;

– Remuneração pós-fixada: o investidor sabe o indicador que servirá de referência para a remuneração desde o início, que pode ser o CDI (principal índice de rentabilidade da renda fixa) ou a Selic (taxa básica de juros da economia brasileira), por exemplo. O retorno efetivo da aplicação, no entanto, é desconhecido, pois seguirá a dinâmica das variações do indicador. Se ele subir ou cair ao longo do tempo, a remuneração em reais poderá ser maior ou menor.

Nesses casos, o retorno dos CRIs e CRAs é um percentual do indicador de referência – como 110% do CDI ou 90% da Selic ao ano. Assim, o investidor receberá 110% do que render o CDI ao longo de um ano ou 90% da Selic.

Também é possível encontrar papéis que adotam a fórmula “CDI mais spread”, em que a remuneração é igual ao CDI mais uma taxa – 1% ou 2% ao ano, por exemplo.

– Remuneração atrelada à inflação: os certificados desse tipo têm uma parcela prefixada e outra pós-fixada de rentabilidade. A parcela prefixada assegura uma taxa de juros mínima (como 4% ou 5% ao ano). A pós-fixada é a variação da inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ou pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado).

Qual desses formatos de remuneração é o melhor? Isso depende das características e dos objetivos de cada um com o investimento. Algumas estruturas são ideais para preservar o poder de compra no longo prazo, enquanto outras são mais adequadas para as épocas em que as taxas de juros estão caindo ou subindo. É necessário considerar esse conjunto ao escolher uma alternativa.

Liquidez

O nível de dificuldade para resgatar o dinheiro aplicado nos certificados de recebíveis é um fator que os investidores precisam considerar. De modo geral, CRIs e CRAs são considerados produtos de baixa liquidez. Para quem não tem certeza de que poderá manter os investimentos até o vencimento, eles podem ser uma opção ruim.

Via de regra, os certificados de recebíveis são investimentos com vencimento no longo prazo – de pelo menos dois anos, podendo chegar a mais de 15 anos. Para receber a remuneração acordada na época da emissão, o investidor deve manter a aplicação durante esse período inteiro.

Não há um valor mínimo de investimento em CRIs ou CRAs previsto em regulação. Muitos desses papéis são emitidos por um valor de base bastante acessível e disponíveis, em plataformas, por menos de R$ 1 mil. Vale lembrar que algumas ofertas podem ser restritas a investidores qualificados (que possuam pelo menos R$ 1 milhão de patrimônio alocado em aplicações financeiras).

Se precisar dos recursos antes do vencimento, a alternativa é recorrer ao mercado secundário, para tentar vender os papéis diretamente a outros investidores que estejam interessados. Na B3, CRIs e CRAs são negociados no Bovespa Fix, ambiente em que são listados outros papéis de renda fixa. Além dos certificados de recebíveis, também são operados por lá FIDCs (fundos de direitos creditórios), debêntures e letras financeiras, entre outros.

No entanto, mesmo no mercado secundário, a liquidez é restrita. Em grande parte, isso se dá porque outros produtos de renda fixa são emitidos em muito maior volume do que CRIs e CRAs. Um exemplo ocorreu em 2019. No ano, foram emitidos R$ 173 bilhões em debêntures e R$ 35 bilhões em notas promissórias, enquanto o volume de CRIs não chegou a R$ 16 bilhões e o de CRAs se aproximou de R$ 14 bilhões.

Riscos e Garantias

Em um primeiro momento, por algumas das suas características, os certificados de recebíveis podem lembrar bastante outros papéis vinculados aos mesmos segmentos: as letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA). Existem, no entanto, diferenças profundas no sistema em que a emissão de cada um desses papéis está baseada.

Um exemplo é o risco que cada produto embute. Quem compra uma letra de crédito fica exposto ao risco geral da própria instituição financeira – normalmente um banco – que a emitiu. Assim, se o banco tiver um problema de liquidez, mesmo que não diretamente ligado ao lastro das letras, os investidores também sentirão o impacto.

Nos CRIs e CRAs isso pode ser diferente. Quando os papéis são emitidos dentro do chamado “regime fiduciário”, o investidor não corre o risco da companhia securitizadora – que é apenas um veículo da emissão. O risco a que ele fica exposto é exatamente o das operações incluídas nos certificados.

Em outras palavras, o que conta é a capacidade de pagamento de quem tomou o financiamento imobiliário ou fez um empréstimo para comprar um trator. Quanto maior for o risco de esse grupo de compradores dar um calote nas suas dívidas, mais arriscado o papel é considerado.

A vantagem, na prática, é que o risco dos certificados é segregado do risco da securitizadora. Se ela tiver dificuldades financeiras, o fluxo de pagamento para os investidores não será afetado, porque os recebíveis estão formalmente separados do patrimônio da securitizadora.

Por outro lado, uma desvantagem é o fato de que CRIs e CRAs não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo devolve até R$ 250 mil por investidor caso uma instituição que emite papéis como LCIs e LCAs – além de CDBs e a própria poupança – tiver problemas financeiros.

Tributação e taxas

Um dos principais atrativos dos certificados de recebíveis é a isenção de Imposto de Renda e de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Com isso, não é preciso descontar mais nada da rentabilidade oferecida aos investidores – ela já é líquida.

Em outros investimentos de renda fixa, como CDBs e títulos públicos, o investidor paga Imposto de Renda seguindo uma tabela regressiva, em que as alíquotas diminuem conforme o tempo que a aplicação. Um investimento resgatado em menos de seis meses paga 22,5% de IR sobre a rentabilidade. Já se o saque for realizado apenas depois de dois anos, a alíquota do IR cai para 15%.

Além disso, normalmente não há cobrança de taxa de administração sobre certificados de crédito. Muitas corretoras também isentam os investidores de taxa de corretagem ou de custódia, embora algumas possam cobrar por esse tipo de serviço.

Vantagens e Desvantagens

As principais vantagens dos CRIs e CRAs são a rentabilidade e a isenção de Imposto de Renda. Na B3, estão disponíveis para negociação papéis com retorno muito maior do que as alternativas de renda fixa mais tradicionais, como os títulos públicos do Tesouro Direto. E, por serem títulos isentos, a remuneração é líquida.

Já as principais desvantagens também são duas. De um lado, a liquidez restrita dificulta a vida de quem eventualmente precisar do dinheiro de volta antes da data de vencimento. Do outro, o fato de não serem papéis cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) também é visto como um problema por alguns investidores, dado o perfil de maior risco do produto.

Como escolher um bom CRI ou CRA

Um CRI ou um CRA será uma boa aplicação se os investidores tiverem metas que se enquadrem nas características do papel. Por isso, o primeiro passo é avaliar o próprio perfil de investimento e os objetivos traçados para o dinheiro que vai ser aplicado. É preciso considerar, por exemplo, o prazo do investimento e as chances de precisar do dinheiro antes disso.

Também é importante verificar o nível de risco dos papéis. Se os recursos que você tem para aplicar em certificados de recebíveis representarem uma parte muito relevante do seu patrimônio, sua exposição ao risco pode acabar ficando muito elevada. Lembre-se de que CRIs e CRAs não são cobertos pelo FGC.

Também compare os prazos e a rentabilidade oferecida pelos certificados com os de outros investimentos de perfil de risco semelhante. Procure entender quais são as razões para as diferenças que encontrar. A remuneração proposta em um produto financeiro é maior conforme o risco que ele envolver.

Passo a Passo; como investir

1) Abra a sua conta em uma corretora
Ao escolher a corretora, considere aspectos como custos de operação, variedade de opções de investimentos, qualidade da plataforma de negociação e acesso a suporte para dúvidas. Por exemplo, a Rico oferece taxa ZERO para todos os investimentos em renda fixa.

Quando se trata de CRIs ou CRAs novos, que estão chegando ao mercado, é comum que sejam alvos de ofertas públicas. Para comprar papéis nessa situação, verifique se sua corretora está participando da operação como distribuidora dos papéis. Se não estiver, talvez seja necessário buscar outra instituição.

2) Verifique o prospecto
Trata-se de um documento que apresenta todas as informações importantes sobre a oferta. Esse material informa, por exemplo, os detalhes dos recebíveis incluídos em cada certificado, a remuneração prometida aos investidores, os prazos, as condições da distribuição, e muito mais.

3) Solicite uma reserva
Se as informações convencerem você a investir no CRI ou CRA, será preciso solicitar uma reserva, informando à corretora quantos papéis pretende comprar. Isso deve ser feito durante o chamado “período de reserva”, que é um prazo – normalmente de algumas semanas – destinado exatamente a esse procedimento. Encerrado o período, as instituições que estão organizando a oferta divulgarão o preço final dos certificados e também quantos deles cada investidor conseguiu adquirir (é feito um rateio quando a procura supera a oferta).

Pode acontecer de você se interessar também por certificados que já estão circulando no mercado secundário – ou seja, que já foram ofertados no passado e que, no momento, só podem ser adquiridos de outros investidores. A corretora também é o caminho para adquirir CRIs e CRAs nessa situação.

4) Avalie o valor mínimo
No caso dos certificados de recebíveis, dependendo do nível de risco e do potencial de retorno de cada papel, pode ser exigido um valor mínimo de aplicação. Algumas ofertas podem estabelecer aplicações iniciais de R$ 300 mil ou mais. Mas, em certas corretoras, é possível comprar CRIs e CRAs com valores tão baixos quanto R$ 10 mil.

5) Analise o risco
Tanto no caso das ofertas públicas quanto no mercado secundário, é fundamental analisar com atenção a composição de cada certificado de recebíveis. Isso vai ajudá-lo a evitar a exposição a papéis com risco de crédito excessivo, se esse não for o seu objetivo. Procure conhecer a securitizadora que emitiu os papéis e cheque se foi adotado o regime fiduciário.

CRIs e CRAs também costumam receber um rating, nota atribuída aos papéis por uma agência independente que busca avaliar o seu risco de crédito. Essa nota indica se o produto envolve um risco de calote alto ou baixo.

6) Transfira o dinheiro e comece a investir
Feito isso, basta transferir o valor para a sua conta na corretora e executar o a ordem de investimento. Pronto! Você já investe em CRIs e CRAs.

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Off Pickers: como um influencer gastronômico cuida dos seus investimentos?

Gabriel Gasparini

Uma profissão que não existia 10 anos atrás e não se sabe se existirá daqui a 10 anos, como se preparar financeiramente para um futuro incerto desse?

No primeiro episódio do “Off Pickers” (série do Stock Pickers pra falar de mercado com quem não é do mercado), recebemos um verdadeiro “restaurant picker”: Gabriel Gasparini, mais conhecido como “Gaspa Indica”, dono de um perfil com mais de 215 mil seguidores no Instagram e vencedor da edição de O Aprendiz em 2019 – com o prêmio de R$ 1 milhão no reality show, ele começou a montar sua carteira de ações.

Além de abrir sua carteira de investimentos e mostrar como ele organiza suas finanças para o cenário dinâmico que um empreendedor enfrenta, ele também conta como busca maior estabilidade e solidez na carreira nesse mundo de imprevisível dos digital influencers. 

Já que stock picker abre a carteira, restaurant picker abre o cardápio?

Essa, sem dúvida, foi a recomendação mais saborosa de toda a história do programa. Como ele foi gravado em pleno carnaval, em Salvador, Gaspa recomendou 6 restaurantes imperdíveis na capital baiana. Ainda disse qual seria sua “última refeição antes da morte”. 

Para entender como alguém que trocou o Vale Alimentação e o Vale Refeição pelos Stories no Instagram investe e se prepara para um futuro incerto, escute agora o episódio. 

Apresentado por Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, e Renato Santiago, do InfoMoney, o Stock Pickers vai ao ar toda quinta-feira. Você pode seguir e escutar em sua plataforma de podcasts preferida clicando aqui.

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Há mais dinheiro que ativo no mercado imobiliário, diz CEO da SiiLA Brasil

SÃO PAULO – Com um banco de dados construído a partir de uma análise minuciosa do mercado imobiliário, a SiilA Brasil acompanha de perto todo tipo de negociação do segmento comercial, como de galpões logísticos, escritórios e shopping centers.

E com as atenções voltadas para a forte retomada desse mercado, Giancarlo Nicastro, CEO da empresa, demonstra certa preocupação, em meio a sinalizações de um crescimento de demanda em ritmo mais acentuado que o da oferta.

“Tem mais dinheiro que ativo e o mercado está começando a ficar caro”, diz o executivo, ressaltando que, apesar da expansão em curso, o tamanho do segmento segue restrito. “Faria Lima a gente só tem uma.”

Com poucas oportunidades tidas como positivas ainda disponíveis, Nicastro começa a ficar com um “pé atrás” com o mercado.

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O CEO da SiilA Brasil foi o entrevistado do sexto episódio do podcast “Banco Imobiliário”. Criada em 2015, o nome da empresa é uma sigla para “Sistema de Informação Imobiliária Latino-Americana”. Sua operação consiste em uma plataforma de dados acessada por clientes como fundos de investimento e de pensão e grandes companhias do mercado, como Gafisa, Odebrecht e Cyrela.

Na entrevista, Nicastro conta como a empresa levanta todo tipo de informação do mercado, desde dados técnicos a financeiros, monitorando ativos existentes e em desenvolvimento. A SiilA atua hoje no Brasil e no México, e está expandindo as operações para a Colômbia.

Apresentado por Marcelo Hannud, consultor imobiliário da XP, e por Beatriz Cutait, editora de Investimentos do InfoMoney, o “Banco Imobiliário” pode ser ouvido nas plataformas Apple Podcasts, Spotify, Deezer, Spreaker, Google Podcasts, Castbox e demais agregadores de podcast. Você ainda pode conferir o programa na íntegra em nosso canal no YouTube.

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Investidores exageraram no pânico e mercados devem subir ainda mais, afirma Jim Rogers

SÃO PAULO – A alta dos mercados nesta terça-feira mostra que os investidores exageraram no pessimismo ontem. Aliás, não só os investidores, mas os governos e bancos centrais. A partir de agora, a tendência é de valorização das bolsas.

A análise foi feita por Jim Rogers, empresário e investidor que criou, junto com o gestor George Soros, um dos fundos de hedge mais rentáveis do mundo, o Quantum Fund.

“O medo dominou mercados. Além disso, governos e bancos centrais entraram em pânico e mostraram que farão o que puderem para salvar o dia. A consequência é que devemos ver um rali nos próximos dias ou até meses”, disse ao InfoMoney.

Para Rogers, com esse estímulo das autoridades, a alta das ações deve acontecer apesar da situação ruim da economia mundial, que, na sua avaliação, entrará em recessão em até dois anos.

“Os sinais já estão por aí, em países como Índia e outros de menor relevância para o mundo, como a Argentina. E isso vai se espalhar”, afirmou, acrescentando que os Estados Unidos também devem entrar em recessão.

“E, quando isso acontece na economia americana, nenhum país escapa ileso – a não ser a Coreia do Norte.”

Rogers fez um paralelo entre a situação da economia mundial hoje e a crise financeira de 2008. “Os problemas tiveram início de forma isolada e pouca gente deu importância, até que o banco Lehman Brothers quebrou e ficou claro que aquela era uma crise grave”, disse.

Especialista em commodities – nos anos 90, ele criou o Rogers International Commodity Index, que se tornou uma referência no mercado –, o investidor não vê os preços do petróleo nem os do minério de ferro se recuperando rapidamente.

“A economia da Ásia deve melhorar, mas não veremos o boom dos últimos anos”, afirmou.

Ouro, prata e empresas aéreas

Na avaliação do Rogers, as ações de empresas aéreas, redes de restaurantes e hotéis são boas oportunidades de investimento agora.

Ainda que essas companhias sofram com os efeitos da disseminação do coronavírus, os preços dos papéis caíram demais, justificou o investidor.

Como proteção, ele diz que voltou a aplicar em ouro e prata no ano passado. “Fiquei fora desses mercados de 2010 a 2019, mas atualmente acredito que são boas opções quando vier uma maior turbulência na economia global.”

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Ações de Petrobras e São Martinho cortadas, elétricas no foco: as recomendações alteradas em meio à queda do mercado

SÃO PAULO – O pregão da última segunda-feira foi de caos no mercado financeiro global. O Ibovespa desabou 12,17%, puxado por quedas antes inimagináveis, como os de quase 30% das ações da Petrobras (PETR3;PETR4), diante da guerra de preços de petróleo entre Arábia Saudita e Rússia.

Esse foi o novo ápice do receio do mercado em um ano dominado por notícias internacionais bastante negativas, fazendo com que diversos analistas de mercado revisassem as suas recomendações, principalmente para ações de empresas ligadas diretamente ao setor de combustíveis (petroleiras, distribuidoras e sucroalcooleiras).

Em destaque, no último fim de semana, a Petrobras teve a sua recomendação reduzida pelo Bradesco BBI, enquanto São Martinho, do setor de açúcar e álcool, teve a recomendação reduzida tanto pelo Bradesco BBI quanto pelo Morgan Stanley, uma vez que a competitividade do etanol deve cair com a queda do petróleo.

Por outro lado, ações de empresas mais defensivas, caso de elétricas e de saneamento, ganham espaço entre as recomendações, uma vez que elas são menos impactadas em um ambiente de desaceleração global.

Confira as recomendações revisadas desde a forte queda do mercado – e os motivos para isso:

Petrobras: desafios maiores com a queda do petróleo

A Petrobras (PETR3; PETR4) teve a sua recomendação reduzida de equivalente à compra para neutra pelo Bradesco BBI em meio à revisão dos preços do petróleo pelo banco.

Os analistas avaliam que haverá uma guerra de preços pela frente e que o movimento surpreendente dos sauditas poderia ser uma tentativa de trazer a Rússia de volta à mesa de negociações. Contudo, eles não acreditam que essa queda de braço será vencida rapidamente. Assim, é difícil saber quanto esse imbróglio terminará, mas deve trazer consequências negativas.

Como resultado, os analistas reduziram a previsão do brent de US$ 65 para US$ 35 o barril este ano, avançando gradualmente para US$ 55 o barril no longo prazo. Com as cotações mais baixas do petróleo, a desalavancagem da empresa pode levar mais tempo, com a relação entre dívida líquida e o Ebitda abaixo de 1,5 vez após 2025 e, portanto, a distribuição de dividendos pode ser comprometida.

Com isso, o preço-alvo para a Petrobras foi cortado de US$ 18 para US$ 11 o ADR (ou de R$ 38 para R$ 23,50 a ação preferencial).

Em meio à derrocada da commodity, a empresa disse que está monitorando o assunto e que é prematuro projetar os impactos da queda do petróleo em suas operações e não indicou nada sobre mudança de preços dos combustíveis.

O UBS, por sua vez, apontou que o investimento em bens de capital (Capex, na sigla em inglês) das empresas de exploração e produção como a Petrobras é o mais afetado pela queda do petróleo. “A reação inicial dos investidores deve ser reduzir exposição ao setor.”

Distribuidoras – cenário um pouco mais positivo

Do lado das distribuidoras de combustíveis, o cenário é um pouco mais positivo, segundo avaliação também do Bradesco BBI. Os preços mais baixos na gasolina e no diesel poderiam impulsionar os volumes de vendas no cenário-base dos analistas. “Com os preços dos combustíveis potencialmente caindo R$ 0,60 por litro (de 12% a 16% na bomba), deve haver muito espaço para acomodar melhores margens de distribuição”, escrevem os analistas.

Além disso, eles apontam uma melhora no mix de vendas, pois com a queda na gasolina é esperado que o setor sucroalcooleiro volte a produzir mais açúcar e menos etanol, o que poderia adicionar R$ 2,00 por ação à Ultrapar (UGPA3) e R$ 1,00 por papel da BR Distribuidora (BRDT3).

“Nós preferimos a BR por conta da logística melhor para importar gasolina e também pela menor alavancagem e dividend yield [dividendo por ação dividido pelo valor de cada ação] mais generoso”, concluem.

Na véspera, as ações da BRDT3 e de UGPA3 caíram forte, respectivamente 11,12% e 9,83%, em meio à forte aversão ao risco do mercado,. Contudo, na sessão desta terça-feira, os papéis registram recuperação, com ganhos de até 9% para BR Distribuidora e de 12,39% para Ultrapar.

São Martinho: ambiente mais difícil para setor sucroalcooleiro

Os analistas do Bradesco BBI reduziram a recomendação da São Martinho (SMTO3), de compra para neutra, também diminuindo o preço-alvo de R$ 29 para R$ 22 por ação. A equipe do banco cortou a previsão para os preços de açúcar e etanol refletindo impacto negativo da deterioração dos preços de petróleo e também em meio à queda das cotações do açúcar no mercado externo.

Para o banco, as usinas brasileiras elevarão a produção de açúcar na próxima safra, elevando o mix açucareiro para 40%, o que deve aumentar a oferta brasileira de açúcar em até 6 milhões de toneladas.

Com isso, agora, o Ebitda para 2020 e 2021 é 23% abaixo do consenso do mercado. Com as novas projeções, os analistas do banco avaliam aoinda que a direção do grupo não deverá mais aprovar o investimento em etanol de milho anexa à Usina Boa Vista, o que contribuía anteriormente em R$ 2,50 para o preço-alvo do papel.

Os analistas do Morgan Stanley também reduziram a recomendação para a ação da companhia de equal-weight (desempenho em linha com a média do mercado) para underweight (exposição abaixo da média do mercado), de olho principalmente no valuation da companhia.

Apesar de um petróleo mais barato indicar uma mudança no mix da produção de etanol para açúcar, já que a gasolina ficará mais competitiva como combustível, a equipe do banco entende que isso pode não ocorrer no caso da empresa. Isso porque uma desvalorização no brent levaria os preços do etanol a atingir equivalência com os do açúcar dos atuais US$ 14,9 custo por libra para US$ 12,9 custo por libra, praticamente em linha com o preço atual do açúcar de US$ 13,1 custo por libra.

“Isso não deve afetar o ciclo de lucros da São Martinho, pois o real mais fraco ofuscou os valores menores da commodity em dólares, mas o preço é o que importa para o valor da ação e a SMTO3 já performou muito acima do mercado”, dizem os analistas.

Oportunidades em cenário de aversão ao risco

Enquanto isso, algumas casas de análise fizeram revisões em sua carteira de estratégia em meio ao ambiente mais negativo global. A XP Investimentos, que já tinha entrado no mês de março com um portfolio mais defensivo em meio ao cenário de incerteza global, fez algumas mudanças extraordinárias no último fim de semana em meio à forte queda do petróleo e a maior aversão ao risco no exterior.

Com isso, foram retiradas as ações da JBS (JBSS3) e da Vale (VALE3), entrando os papéis de Ambev (ABEV3) e Engie (EGIE3). “Com isso, aumentamos ainda mais a exposição ao setor elétrico e reduzimos a exposição aos setores cíclicos globais, reduzindo também o beta da carteira – ou seja, a sensibilidade aos movimentos do mercado”, destaca a equipe de research.

Anteriormente, para o portfolio deste mês, a XP já havia adicionado a ação da Copel (CPLE6) com o intuito de elevar a proteção com empresas menos expostas à atividade econômica, uma vez que empresas de energia possuem menor influência no mercado externo e possuem um mercado regulado no doméstico, possuindo perspectiva mais estável em cenários voláteis.

A outra alteração foi a troca da ação da Vivara (VIVA3) pela da Lojas Renner (LREN3). Com a forte alta do preço do ouro no ano, trazendo riscos para a margem da companhia no curto e médio prazos para a companhia de joias, os analistas da XP apontaram preferir exposição a nomes domésticos e de maior liquidez via Renner.

Além de Ambev, Engie, Lojas Renner e Copel, a carteira da XP é composta por ações do Banco do Brasil (BBAS3), Cyrela (CYRE3), Ecorodovias (ECOR3), Iguatemi (IGTA3), Localiza (RENT3) e Via Varejo (VVAR3). Confira a composição completa clicando aqui. 

As empresas de setores regulados, como elétricas e saneamento, também foram alvo de análise do Bradesco BBI. O analista Francisco Navarrete destacou que, apesar do contexto de risco desafiador para o mercado acionário, com prêmios de risco aumentando, há oportunidades nesses setores uma vez que as mudanças de estimativas de lucro para essas companhias em um cenário de desaceleração global são relativamente pequenas ou até mesmo inexistentes.

Além disso, mesmo com crescimento de PIB demorando mais para voltar, as taxas de juros devem continuar baixas por mais tempo, favorecendo ações bond-like (ou que tenham um comportamento mais parecido com títulos), caso do setor, uma vez que ele possui um fluxo de caixa resiliente, nível de alavancagem razoável e quase não tem exposição a dívida em dólar – com exceção de Sabesp e Cemig, que possuem uma exposição pequena.

O analista deu destaque para a Taesa (TAEE11), cuja recomendação foi elevada de neutra para outperform, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 30 para R$ 33 para 2020, implicando um potencial de valorização de 15% em relação ao fechamento da véspera. Os analistas destacaram que o papel pode ser um porto seguro em meio ao cenário de volatilidade do mercado de ações em meio às preocupações com a desaceleração econômica por conta do coronavírus.

Três pontos foram destacados: i) a resiliência de seu fluxo de caixa, uma vez que a receita do negócio de transmissão não depende da demanda por eletricidade; ii) o dividend yield (indicador calculado pelo dividendo pago por ação dividido pela cotação do papel) sustentável entre 9% e 9,7% para 2020 e 2021, respectivamente e iii) o valuation está bastante atrativo.

Os analistas também destacam que outras empresas do setor parecem atrativas, também destacando o dividend yield atrativo. Três são destaques: a Eletrobras (ELET3;ELET6), Sanepar (SAPR11) e a Cesp (CESP6).

Sobre a Eletrobras, o analista avalia que a maior parte do fluxo de caixa está associada à receita de geração, blindada de problemas hidrológicos – cotas – e receitas de transmissão estáveis. “Alem disso, a privatização não está precificada”, aponta.  Já sobre Sanepar, o Bradesco BBI avalia que a empresa tem sido referência em controle de custos e que há confiança de que o regulador será técnico no próximo reajuste anual de tarifa de abril. Por fim, sobre a Cesp, depois da privatização em 2018, a companhia ainda está negociando corte significativo nas contingências e tem algumas reduções de despesas com pessoal pendentes.

O Itaú BBA também destacou em relatório de estratégia uma lista de ações defensivas, que podem ser boas alternativas em meio ao cenário de forte baixa dos mercados. São as seguintes ações: CCR ON, Ecorodovias ON, Cyrela Commercial Properties (CCP) ON, Multiplan ON, units da Alupar, Telefônica Vivo PN, Carrefour Brasil ON, Bradesco PN, units do Santander e BB Seguridade ON.

Outro grupo elencado são de papéis que tiveram forte queda no cenário atual, mas que possuem potencial de crescimento e são de alta qualidade. São as seguintes ações: Azul PN, Localiza ON, Locamérica ON, Movida ON, Randon PN, Via Varejo ON, Equatorial ON, units da Engie, Eztec ON, B3 ON, Vale ON e os ADRs da PagSeguro.

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Os fundos imobiliários mais recomendados para comprar em março

Fundos Imobiliários FIIs imóveis edifícios

SÃO PAULO – Ainda que o ambiente de aversão a risco tenha se intensificado com a escalada do coronavírus e com uma nova “guerra” de preços do petróleo, afetando o desempenho dos mercados ao redor do mundo, analistas e especialistas em fundos imobiliários seguem otimistas com o desempenho da classe de ativos no Brasil.

Isso porque, embora haja uma visão de que as tensões possam continuar a afetar as cotas no curto prazo, os fundamentos seguem intactos, com expectativas ainda positivas sobre a expansão do setor, redução nas taxas de vacância e renovações positivas nos contratos de aluguel.

Sem alterações nas recomendações de fundos imobiliários para este mês (feitas antes do auge do pânico dos mercados) a preferência de analistas recai sobre o segmento de shopping centers, com quatro papéis entre os mais recomendados (XP Malls, HSI Malls, Hedge Brasil Shopping e Vinci Shopping Center).

A avaliação de analistas de corretoras é de que o setor tende a se beneficiar de uma retomada da confiança do consumidor, bem como de juros baixos, inflação controlada e menor inadimplência.

No fim de fevereiro, entretanto, Renan Manda, analista de fundos imobiliários da XP, destacou que se houvesse um impacto maior da contaminação do coronavírus no Brasil, os fundos de shopping center poderiam ser os mais afetados, por uma redução no número de clientes. Esse movimento, contudo, seria pontual, segundo ele, dado que os lojistas não fechariam as lojas por terem ficado alguns dias sem vender.

Por outro lado, o segmento que poderia ser até beneficiado com o aumento da epidemia no país seria o de galpões logísticos, diz. “Como os ativos ficam em regiões mais afastadas, se o fluxo cair e o varejo físico for afetado, quando as pessoas precisarem comprar algo, farão a compra online, o que respingaria na demanda por galpões.”

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Compilada mensalmente, a carteira de fundos imobiliários conta com dez ativos. Para critério de desempate, são selecionados aqueles com os maiores volumes médios negociados nos últimos 12 meses, com base em dados da provedora de informações financeiras Economatica.

Os 10 fundos imobiliários mais recomendados para março:

Fundo Ticker Recomendações Retorno em fevereiro Retorno em 12 meses*
XP Malls XPML11 4 -4,79% 28,84%
HSI Malls HSML11 4 -5,23% -**
Vinci Shopping Center VISC11 3 -6,99% 31,76%
CSHG Real Estate HGRE11 3 -10,36% 30,65%
Hedge Brasil Shopping HGBS11 3 -2,36% 22,14%
BTG Corporate Office BRCR11 3 -4,69% 22,52%
XP Log XPLG11 2 -2,97% 43,15%
CSHG Logística HGLG11 2 -7,17% 27,30%
BTG Pactual Fundos de Fundos BCFF11 2 -1,91% 42,00%
GGR Covepi GGRC11 2 -1,82% 11,86%
Ifix -3,69% 21,74%

*Até 28 de fevereiro. A rentabilidade leva em consideração o reinvestimento dos dividendos.
**Fundo com início em setembro de 2019

Fontes: Economatica e corretoras (BB Investimentos, BTG Pactual, Guide, Itaú BBA, Mirae Asset, Necton, Santander Corretora e XP)

Confira a seguir as principais justificativas para as recomendações:

XP Malls (XPML11)

Com quatro recomendações para março, o XP Malls segue entre os preferidos dos analistas. Entre as principais justificativas para a manutenção no portfólio, o BTG Pactual reforça a alta liquidez e o portfólio diversificado, com baixa inadimplência, alta taxa de ocupação e vendas mensais por metro quadrado de R$ 1,2 mil.

Já a equipe de análise do Santander destaca a gestão ativa do fundo, que conseguiu realizar boas aquisições com os recursos captados na última emissão, em setembro de 2019. Entre os principais ativos do FII, o time destaca o Shopping Cidade Jardim, na capital paulista, e o Catarina Fashion Outlet, em São Roque (SP).

HSI Malls (HSML11)

Empatado em primeiro lugar, com quatro menções, o fundo de shopping centers HSI Malls teve sua participação elevada na carteira recomendada da XP para este mês, de 5% para 7,5%.

Entre os argumentos, os analistas da casa afirmam que o segmento é um potencial beneficiário da recuperação do consumo nos próximos anos, além de continuar apresentando sinais de melhora operacional, como queda na taxa de vacância e diminuição nos descontos.

O Itaú BBA, por sua vez, reitera a participação majoritária do fundo em todos os shoppings do portfólio, o que pode facilitar a administração dos ativos. Os analistas citam ainda o potencial de crescimento e a boa posição dos seus ativos, que lhe permite ganhar exposição à retomada da atividade econômica e do consumo.

Vinci Shopping Centers (VISC11)

Em relatório, a equipe do BB Investimentos destaca que o fundo da Vinci, recomendado por três corretoras, tem uma estratégia de crescimento focada na aquisição de imóveis prontos, em especial aqueles localizados em centros urbanos e em cidades com mais de 250 mil habitantes.

Em fevereiro, o fundo adquiriu 7,3% do Shopping ABC, na região metropolitana de São Paulo. A aquisição, segundo o time de análise do BB, estava entre as potenciais aquisições do fundo antes da sexta emissão de cotas e representa um cap rate (isto é, a porcentagem da renda anual adquirida através de um imóvel sobre o seu valor) de 8,3% para os próximos 12 meses.

CSHG Real Estate (HGRE11)

Em relatório, o Itaú BBA diz gostar da gestão ativa do fundo com relação à compra e venda de imóveis, e destaca a alta exposição do HGRE11 ao Estado de São Paulo, para o qual a equipe antecipa uma redução de vacância mais rápida e um aumento no valor do aluguel médio.

Com 81,5 mil cotistas, o fundo do Credit Suisse possui a maior parte do seu portfólio concentrado em fundos monousuários, isto é, o FII detém a totalidade do empreendimento e este é locado para um único locatário. Torres corporativas e lajes também constituem posições relevantes. Entre os anúncios mais recentes, o fundo divulgou que realizou o pagamento integral para a aquisição do edifício Totvs, na capital paulista.

Hedge Brasil Shopping (HGBS11)

Entre os destaques recentes do fundo da Hedge, o BB Investimentos destaca a alta exposição ao mercado de shopping centers no Estado de São Paulo e cita a aquisição, em janeiro, de 15% do Shopping Vila Lobos pelo fundo, com volume de R$ 145 milhões e cap rate estimado para o primeiro ano de 7%.

A equipe de análise da Necton, por sua vez, afirma que o fundo apresenta boa diversificação de ativos e geográfica, além de baixa vacância. Uma consistência na distribuição de dividendos e lucros acumulados, que devem ser distribuídos nos próximos meses, também são citados pelos analistas.

BTG Corporate Office (BRCR11)

Com as cotas listadas na B3 desde 2010, o fundo de escritórios do BTG Pactual é um dos maiores listados na Bolsa brasileira.

Entre os principais destaques do fundo, os analistas do BB Investimentos citam a expansão de um locatário do empreendimento Brazilian Financial Center (BRC), na região da Avenida Paulista (SP), para mais um andar. O novo contrato tem prazo de dez anos.

O time de análise lembra ainda que, em dezembro, a reavaliação semestral do portfólio mostrou uma valorização no valor dos ativos de R$ 86,5 milhões, alta de 4,5% em relação à avaliação anterior.

XP Log (XPLG11)

Do segmento de galpões logísticos, o XP Log possui um portfólio composto por 15 ativos (dois deles em construção), sendo a maior parte concentrada no Estado de São Paulo.

Em sua carteira recomendada, o BTG Pactual destaca o portfólio pulverizado do fundo imobiliário, com ativos bem localizados e bons locatários, além de uma gestão experiente e alta liquidez.

Já o BB Investimentos, que também manteve sua recomendação de compra, cita a aquisição pelo fundo, em dezembro, de uma fatia dos galpões localizados no Condomínio Logístico Multimodal 1, em Pernambuco. Atualmente, os imóveis estão locados para a Unilever Brasil, por R$ 60,5 milhões.

CSHG Logística (HGLG11)

Com a maior parte dos ativos localizados na região sudeste, o fundo do Credit Suisse possui cerca de 162 mil cotistas e recebeu duas recomendações de compra por analistas para este mês.

Na avaliação da XP, o segmento de logística oferece uma maior estabilidade e um risco menor no curto prazo. A equipe de análise destaca que o segmento apresenta uma perspectiva favorável, devido ao forte crescimento do e-commerce, demandando volume crescente de ativos logísticos localizados próximos a grandes regiões metropolitanas.

Na carta aos cotistas de janeiro, o time de gestão do HGLG11 destacou que tem feito uma renegociação com inquilinos, caso do Volkswagen Vinhedo, para ajustar o fluxo de pagamentos dos aluguéis de anual para trimestral. O objetivo é ter mais controle para manter a distribuição estável e linear do fundo.

Por conta disso, em janeiro, houve um acúmulo de resultado no fundo, montante que deverá ser parcialmente consumido ao longo do semestre, segundo os gestores.

BTG Pactual Fundo de Fundo (BCFF11)

Entre os principais justificativas para a manutenção do papel na carteira, a Guide cita a gestão ativa do fundo imobiliário, tanto no mercado primário, por meio de algumas ofertas, como no secundário, por meio da compra e venda de cotas na B3.

O FOF do BTG Pactual está entre os premiados do ranking de melhores fundos InfoMoney-Ibmec 2020. Nos últimos dois anos, o FII teve valorização de 64,2%, ante alta de 43,6% do Ifix.

Em entrevista ao InfoMoney em janeiro, Fernando Crestana, um dos criadores do fundo e sócio da área imobiliária do BTG Pactual, disse em fevereiro que o fundo pretende concluir, neste mês, sua nona emissão, que deve levantar R$ 600 milhões. Conheça a estratégia completa do fundo do BTG Pactual aqui.

GGR Covepi (GGRC11)

Com relação à recomendação de GGRC11, a Necton destaca a posição ainda significativa de caixa do fundo, com mais de R$ 100 milhões, o que indica que novas aquisições podem ocorrer nos próximos meses. “Enxergamos que o fundo possa entregar bons dividendos, sendo uma ótima opção para geração de fluxo de renda mensal, por conta da alta previsibilidade de receitas”, escrevem.

Ifix em baixa

No último mês, o Ibovespa registrou queda de 8,4%, enquanto o Ifix, índice que acompanha os principais FIIs listados na B3, recuou 3,7%. Em 2020 até fevereiro, a baixa do índice imobiliário era de 7,3%, mas, com a queda acumulada de 3,5% em março (até o dia 9), a perda subia para 10,5% no ano.

Marcos Baroni, especialista em fundos imobiliários na Suno Research, destaca que a correção nos preços incomoda, mas que é um processo normal dentro do contexto – e até saudável, principalmente para a maior parte dos investidores pessoas físicas, que é nova na classe.

Segundo ele, as quedas apresentadas desde janeiro fazem com que os fundos imobiliários voltem a patamares mais “reais” e, inclusive, abrem oportunidade para aumento de posição. “Excelentes fundos começaram a entregar retornos generosos, acima de 8% ao mês”, diz.

A opinião é compartilhada por Felipe Vaz, analista de fundos imobiliários do Santander, que diz ver boas portas de entrada para o investidor. “Se for comparar com os preços das cotas no fim do ano passado, hoje tem bastante oportunidade para o investidor montar posição, com yields [rendimentos] melhores e preços mais justos em relação ao valor patrimonial.”

De acordo com Vaz, o ambiente de juros baixos continuará a ser o principal motor para o bom desempenho dos fundos imobiliários em 2020.

No médio prazo, de dois a cinco anos, a melhora do fundamento que deverá tomar a linha de frente da valorização das cotas. “Muita receita de aluguel ainda está potencialmente menor do que poderia ser, então se vier uma revisional, irá influenciar positivamente [Nos preços dos aluguéis]”, diz.

Já em um prazo mais longo, acima de cinco anos, o analista do Santander conta que deve ser a entrada do investidor institucional a impulsionar a classe. “Para o segmento e para esta categoria de produto é importante ter esse investidor profissional, que gera liquidez e não gera tanta volatilidade na cota, porque ele não se assusta tanto com a volatilidade do mercado”, afirma.

Entre os principais impactos negativos do pânico dos mercados, segundo Baroni, é a possibilidade de que, no curto prazo, novas emissões possam não ser mais viáveis, dado que os preços ofertados estão acima dos negociados no mercado secundário. “Nesse caso, a janela de captação se fecha e os gestores terão que esperar para abrir novamente”, diz. Movimento semelhante aconteceu em maio de 2018, durante a greve dos caminhoneiros.

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Tesouro Direto: taxas de títulos prefixados recuam nesta terça-feira

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos prefixados negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentaram queda nesta terça-feira (10), após três dias consecutivos de alta.

À tarde, o título prefixado com vencimento em 2023 pagava um prêmio de 5,20% ao ano, ante 5,36% a.a. no fechamento de segunda-feira (9). O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 34,70 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 867,60.

O Tesouro Prefixado 2026, por sua vez, oferecia um prêmio anual de 6,58%, ante 6,70% a. anteriormente.

Entre os títulos indexados à inflação, o com vencimento em 2035 pagava 3,68% ao ano, ante 3,65% a.a. no pregão anterior. Já o retorno do Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2040 cedia de 3,70% para 3,67% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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O movimento de correção ocorre um dia depois do pânico dos investidores com a guerra de preços do petróleo, em um ambiente já fragilizado com os impactos do coronavírus na economia global. O Ibovespa registrou seu sexto circuit breaker da história e fechou ontem com queda de 12,2%, aos 86.067 pontos, no pior pregão desde 1998. Já o dólar registrou alta de 1,97%.

De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o IMA-Geral, índice que reflete a média da trajetória dos títulos públicos, teve queda de 0,80% ontem. O resultado foi o pior desde 18 de maio de 2017, no chamado “Joesley Day”. No mês, o índice acumula perda de 0,58%.

As baixas também foram encontradas entre os índices que refletem o desempenho das NTN-Bs (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com juros semestrais), com perdas de 2,18% do IMA-B e de 3,38%, do IMA-B 5+, que expressa a carteira com prazo acima de cinco anos. No mês, os índices têm retornos negativos de 1,91% e de 3,32%, respectivamente.

Noticiário do dia

Nesta terça-feira, destaque para a informação de que o ministro de Energia da Rússia convocou uma reunião para discutir uma possível cooperação com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O anúncio de estímulos por parte dos governos dos Estados Unidos e do Japão também gerou maior calmaria nos mercados.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) divulgou os dados da produção industrial em janeiro. No período, a produção avançou 0,9% frente a dezembro de 2019, acima do esperado pelos economistas consultados pela Bloomberg, que era de alta de 0,6%, e interrompendo dois meses de taxas negativas.

Em relação a janeiro de 2019 (série sem ajuste sazonal), a produção da indústria caiu 0,9%, após também assinalar perdas em novembro (-1,7%) e dezembro (-1,2%) de 2019. No acumulado em 12 meses, a atividade industrial recua 1,0%.

Hoje, o Ibovespa fechou em sua maior alta em onze anos, com valorização de 7,14%, aos 92.214 pontos. Enquanto isso, o dólar recuou pela primeira em sete dias, com queda de 1,69%, a R$ 4,6444, com novas intervenções do Banco Central no câmbio.

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Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:
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Tesouro Direto Tesouro Direto: guia completo para investir em títulos públicos 

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CDI: O que é, como funciona e como se relaciona com seus investimentos

O que é CDI

Entre as inúmeras siglas que rondam o mercado financeiro, o CDI está entre as mais famosas. E como há outras muito parecidas com ela – como taxa DI –, é também alvo de confusão entre os investidores.

Como se trata de uma referência muito importante, principalmente para quem aplica em renda fixa, é preciso entender esse conceito de uma vez. Nesse guia preparado pelo InfoMoney, você vai aprender o que é CDI e como ele se relaciona com os seus investimentos.

1. O que é CDI?
2. Qual é a relação entre CDI, Selic e taxa DI?
3. Como o CDI afeta os investimentos
4. O que significa render 100% do CDI?
5. Rendimento histórico
6. Investimentos atrelados ao CDI

O que é CDI?

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é um título de curtíssimo prazo emitido pelos bancos. Em algum grau, ele se assemelha ao CDB. Isso porque o CDI também é usado pelas instituições para captar recursos.

Mas há uma diferença fundamental entre eles: o certificado interbancário não é oferecido diretamente aos investidores individuais. Como o próprio nome indica, ele serve para que os bancos emprestem e tomem recursos entre si de um dia para o outro. O CDI tem prazo de vencimento de um dia útil.

A razão da existência do CDI é a regulação do sistema financeiro. O Banco Central determina que os bancos devem encerrar todos os dias com saldo positivo de caixa. É uma medida de segurança que procura assegurar que o sistema financeiro seja estável e esteja saudável.

Ocorre que isso nem sempre acontece. Imagine uma instituição que, em determinado dia, registre um volume maior de resgates do que de depósitos. As regras estabelecem que essa diferença seja obrigatoriamente coberta – e a saída para isso é tomar dinheiro emprestado, emitindo um CDI que seja adquirido por outro banco.

Se o CDI é um título não acessível para as pessoas físicas, o que essa sigla tem a ver com os investimentos em geral? A resposta é: os juros.

Nos empréstimos realizados entre os bancos por meio de CDIs há cobrança de juros. As operações são registradas na B3, que calcula a taxa média de juros praticada nos certificados interbancários de todo o mercado financeiro. Essa taxa, divulgada diariamente, é conhecida como “taxa DI” (também chamada de “taxa do CDI”).

Como reflete os juros médios das operações entre os bancos, a taxa DI se tornou uma referência para o restante do mercado financeiro. Mesmo sendo um indicador de base diária, ele também é calculado em base mensal e anual. Atualmente, a taxa DI serve de base para a rentabilidade dos investimentos de renda fixa em geral.

É dessa forma que o CDI se vincula com sua carteira de investimentos. A taxa média de juros cobrada nessas operações é uma referência para outras aplicações de renda fixa. Por isso, é bastante comum que a remuneração oferecida por um CDB, uma Letra de Crédito Imobiliário (LCI) ou uma debênture seja expressa como um percentual do CDI.

Também é bastante frequente recorrer à taxa DI para saber se um fundo de renda fixa está rendendo bem ou mal em determinado período. Se a rentabilidade for menor do que a taxa DI, é sinal de que o fundo poderia ter se saído melhor. Se for acima, é indicativo de desempenho satisfatório.

Qual é a relação entre CDI, Selic e taxa DI?

Se você já tinha ouvido falar em CDI, certamente também conhecia outro termo comum no mercado: Selic. Abreviação de “Sistema Especial de Liquidação e de Custódia”, a Selic é considerada a taxa básica de juros da economia. Também é usada em operações financeiras realizadas entre os bancos, com uma característica especial: elas envolvem títulos públicos dados como garantia.

Aproximadamente a cada 45 dias, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne para definir uma meta para a Selic. É a taxa que você encontra periodicamente nas notícias sobre macroeconomia e investimentos. Mas a taxa Selic efetiva é a que realmente acaba sendo praticada no mercado – e normalmente ela está ligeiramente abaixo da meta.

Como meta da Selic é definida para servir como uma espécie de ponto de equilíbrio da economia, o usual é que essa taxa e a taxa DI caminhem próximas. Isso porque os próprios empréstimos entre bancos feitos por meio de CDIs também consideram a Selic como referência. Por isso, embora as duas taxas não sejam idênticas, ambas seguem a mesma tendência e direção.

Como o CDI afeta os investimentos

A taxa do CDI é a principal referência de rentabilidade para os investimentos de renda fixa. Muitos são atrelados a esse indicador, e outros tantos o utilizam como benchmark – ou seja, como meta de desempenho. Há, inclusive, aplicações de outras categorias que fazem isso. É o caso de alguns fundos multimercados.

O que acontece, portanto, quando a taxa do CDI cai? De modo geral, as aplicações atreladas ao indicador acabam rendendo menos. O contrário acontece se a taxa do CDI sobe em determinado período. E mesmo no caso dos investimentos não atrelados diretamente ao CDI, a variação da taxa também pode ocasionar efeitos indiretos.

O que significa render 100% do CDI?

Muitos investimentos oferecem remuneração atrelada à taxa DI. Normalmente, ela é expressa como um percentual. Quando se afirma que um CDB (ou uma LCI, uma debênture ou a aplicação que for) oferece 100% do CDI, significa dizer que ele assegurará ao investidor um retorno equivalente à taxa média integral dos empréstimos realizados entre os bancos.

Se, por outro lado, o CDB oferecesse 80% do CDI, o investidor teria como remuneração apenas uma parte da taxa DI – no caso, de 80%. Mas, nas duas situações, há algo em comum. Se a taxa DI subir durante o período do investimento, o retorno final para o investidor também aumentará. Se cair, o retorno será menor.

Investimentos que adotam esse formato de remuneração são chamados de pós-fixados. Isso porque embora o investidor saiba desde o início que indicador servirá de referência (o CDI), não tem certeza sobre qual será o retorno efetivo. Ele dependerá da dinâmica de variações da taxa DI ao longo do período da aplicação.

Uma outra forma de remuneração de investimentos pós-fixados é a fórmula “CDI mais spread”. Nesse caso, o retorno da aplicação é igual à taxa DI mais uma outra taxa de juros – de 1% ou 2% ao ano, por exemplo.

Leia também:
• Com juros na mínima histórica, CDI ainda é um bom referencial de retorno?

Rendimento histórico do CDI

Nos últimos anos, com a queda dos juros básicos da economia brasileira ao menor patamar da história, a taxa do CDI também diminuiu.

Muita gente ainda tem uma lembrança vívida dos tempos em que as aplicações de renda fixa rendiam 1% ao mês, sem muito esforço. Esse cenário mudou.

Ao longo de 2019, por exemplo, a taxa do CDI ficou abaixo de 0,60% em todos os meses do ano (em alguns, não chegou nem a 0,40%).

O gráfico abaixo demonstra o rendimento mensal do CDI nos últimos anos, mês a mês. Confira:

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Investimentos atrelados ao CDI

Uma variedade de investimentos têm a remuneração atrelada à taxa do CDI. É o caso dos CDBs, das LCIs, das LCAs, das debêntures, dos CRIs, dos CRAs e dos fundos DI. Conheça alguns deles abaixo:

CDBs

Os CDBs – ou Certificados de Depósito Bancário – são títulos emitidos pelos bancos para levantar recursos para suas operações de crédito. Eles são muito populares e praticamente todas as instituições financeiras oferecem pelo menos um tipo aos clientes.

Os papéis dos grandes bancos normalmente exigem uma aplicação inicial baixa (inferior a R$ 1 mil). Na maior parte das vezes, são pós-fixados e remuneram os investidores com um percentual da taxa do CDI. Os rendimentos são tributados pela tabela regressiva do Imposto de Renda, com alíquotas de 22,5% a 15%. Têm cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) lembram bastante os CDBs, porque também são emitidas pelos bancos – desde que tenham alguma atividade de crédito relacionada ao setor imobiliário ou do agronegócio. Essas operações lastreiam a emissão de LCIs e LCAs. Elas contam com a cobertura do FGC.

As letras de crédito pós-fixadas, atreladas ao CDI, são as mais comuns. Em geral, a remuneração que oferecem fica um pouco abaixo da de outros produtos de renda fixa. Isso acontece porque as LCIs e LCAs são isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas. Com essa vantagem, mesmo que tenham uma rentabilidade menor, as letras continuam atrativas para os investidores.

Debêntures

As debêntures também são títulos de crédito, negociados no mercado de capitais. Uma diferença fundamental entre elas e os papéis de bancos são os emissores – que são as empresas. Normalmente, os recursos servem para financiar grandes projetos. Por isso, as debêntures costumam ter um vencimento mais longo que outros produtos de renda fixa.

Muitas debêntures são pós-fixadas e remuneram os investidores com um percentual do CDI. A maioria delas é tributada pela tabela regressiva do Imposto de Renda, com uma exceção: as debêntures incentivadas, usadas para captar recursos para a realização de grandes obras de infraestrutura no país, são isentas de tributos. Esses papéis não são cobertos pelo FGC.

CRI e CRA

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) do Agronegócio (CRAs) são títulos securitizados de renda fixa. Os CRIs são lastreados em recebíveis do setor imobiliário – como financiamentos de imóveis, por exemplo. Já o lastro dos CRAs são recebíveis ligados ao agronegócio – como empréstimos para viabilizar a produção de determinada cultura.

Para você entender melhor, imagine uma construtora que esteja recebendo por um apartamento que vendeu parcelado. Quem comprou se comprometeu quitar a dívida ao longo de vários meses, mas a construtora pode precisar do dinheiro antes disso. Para antecipar os recursos, é possível “empacotar” os recebíveis em um CRI e vendê-lo no mercado. A dívida, assim, é transferida para outro credor e o dinheiro é obtido mais rapidamente.

Muitos CRIs e CRAs são atrelados ao CDI. Uma vantagem desses produtos é que eles também são isentos de Imposto de Renda, como as LCIs e LCAs. Mas não são cobertos pelo FGC.

Fundos simples

Os fundos de renda fixa simples precisam investir ao menos 95% do patrimônio em títulos públicos federais, títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras com classificação de risco semelhante à dos títulos públicos (como CDBs de grandes bancos) ou operações compromissadas lastreadas nesses papéis ou em títulos públicos.

Sua meta é acompanhar o desempenho da taxa do CDI, sem a possibilidade de cobrança de taxa de performance (apenas taxa de administração). Só podem usar derivativos para proteger a carteira contra perdas e volatilidade e não é permitido que realizem investimentos no exterior. São voltados para investidores conservadores ou iniciantes no mercado.

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Verde tem aumentado posição em ações gradualmente, com foco no mercado americano

SÃO PAULO – De olho nos efeitos do surto do coronavírus sobre a economia global e também no choque deflacionista desencadeado pelo colapso do preço do petróleo, a Verde Asset está adotando uma estratégia de aumentar gradualmente as posições de seu renomado fundo em ações, focando no mercado americano, tido como o mais resiliente e que deve voltar primeiro, quando determinadas condições tiverem sido preenchidas.

A gestora de Luis Stuhlberger destaca que sua visão desde o início do processo de preocupação com o coronavírus tem três pilares.

O primeiro indica que o os mercados tendem a se estabilizar conforme as taxas de crescimento do número de novos casos desacelerarem. O segundo considera que, conforme as temperaturas no Hemisfério Norte subam, a doença deve refluir. E o terceiro aspecto, em sua avaliação “longe de ser resolvido”, destaca que a reação de política pública, seja monetária ou fiscal, tem um papel importante em mitigar pânicos no mercado.

Em sua carta mensal a cotistas, a Verde informou que seu fundo mantém por volta de 20% do portfólio alocado em ações no Brasil, mesmo percentual da exposição em ações globais. As posições em juros, por sua vez, se mantêm similares. Já no mercado de moedas, as alocações seguem pequenas, com destaque para a posição comprada em libra contra o euro.

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Sobre a derrocada dos preços do petróleo nesta segunda-feira, a Verde assinalou que enxerga como preocupantes seus efeitos secundários, especialmente nos mercados de crédito globais.

“Não faltavam razões para agressividade de política monetária global, e esta será mais uma. No médio prazo, é pouco provável que a aliança [entre Rússia e Arábia Saudita no âmbito da OPEP] seja retomada, e devemos conviver com preços mais baixos de energia, o que transfere renda do bolso dos países árabes para os consumidores do mundo ocidental. Mas no curto prazo é um choque adicional nos mercados, que já vêm em posição frágil”, escreve a Verde.

O fundo Verde teve perda de 2,86% em fevereiro, ante uma variação de 0,29% do CDI e uma queda de 8,43% do Ibovespa. No primeiro bimestre, o fundo acumulou queda de 3,04%, ante um CDI de 0,67%.
Na carta, a gestora afirmou que as perdas foram concentradas nas posições de ações, tanto no Brasil quanto no livro global, por conta da piora do cenário.

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