Anbima: apesar de resgates na indústria de fundos em março, ações captam R$ 8,3 bilhões

SÃO PAULO – Os fundos de investimento registraram resgates líquidos de R$ 31,2 bilhões em março, em um movimento puxado pelas saídas de R$ 42,8 bilhões e R$ 5,08 bilhões dos segmentos de renda fixa e multimercados, respectivamente. Também contribuíram para o resultado os fundos previdenciários, que perderam R$ 2,9 bilhões no mês passado.

Por outro lado, mesmo com toda a volatilidade que atingiu a bolsa brasileira em março, os investidores não se retraíram. Pelo contrário. No período, a classe de renda variável registrou captação líquida de R$ 8,3 bilhões, com o melhor desempenho dentre as opções disponíveis na indústria de fundos local. Também tiveram boa demanda ao longo das últimas semanas os ETFs, com entradas líquidas de R$ 5,2 bilhões, e os FIDCs, que receberam R$ 4,9 bilhões.

No acumulado do primeiro trimestre, os fundos têm captação líquida de R$ 6,8 bilhões, com uma liderança folgada da renda variável, que amealhou R$ 44,9 bilhões. Em seguida aparecem os multimercados, com aportes líquidos de R$ 14,3 bilhões, e os ETFs, com R$ 9,2 bilhões.

Na outra ponta, com a Selic na mínima de 3,75%, de janeiro a março os fundos de renda fixa tiveram resgates da ordem de R$ 63,5 bilhões. Dentre as demais categorias, apenas os FIDCs também acumulam saídas nos três primeiros meses do ano, de R$ 3,6 bilhões.

Rentabilidade

No que tange aos retornos dos fundos, dentre os de ações, nenhuma categoria conseguiu escapar do campo negativo, dada a desvalorização de quase 30% do Ibovespa em março. As small caps foram as mais penalizadas pelos investidores, com uma baixa da ordem de 35% das carteiras no período.

Entre os multimercados, as maiores perdas, de 11,17%, se concentraram nos tipos “long and short direcional”, enquanto os de capital protegido triscaram o território positivo, com uma queda de 0,36%.

Na renda fixa, a maior baixa ficou com os fundos de longo prazo voltados para papéis soberanos, que caíram 3,98% em março. Já aqueles que apostaram em títulos da dívida externa se deram muito bem, levando para casa uma valorização de 12,23% no mês passado.

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Tesouro Direto: Taxas de títulos públicos recuam nesta terça-feira

SÃO PAULO – Com o maior ânimo dos mercados por conta da desaceleração do crescimento de casos de coronavírus na China e Europa, as taxas dos títulos públicos negociados via Tesouro Direto recuaram na tarde desta terça-feira (7).

Entre os papéis indexados à inflação, o com vencimento em 2026 pagava 3,72% ao ano, ante 3,82% a.a. na tarde de segunda-feira (6). Os títulos com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, pagavam um juro real de 4,66% ao ano, ante 4,68% a.a. anteriormente.

Com relação aos papéis prefixados, o juro do papel com vencimento em 2026 cedia de 7,50% para 7,38% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 pagava 8,05%, ante 8,15% a.a. ontem.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta terça-feira (7):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário

Na agenda de indicadores domésticos, as vendas do varejo brasileiro cresceram 1,2% em fevereiro na comparação com o mês anterior, acima da expectativa dos economistas consultados pela Bloomberg, que era de queda de 0,4%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este é o melhor resultado para o mês de fevereiro desde 2016.

Na série sem ajuste sazonal, houve aumento de 4,7% na comparação com fevereiro de 2019. Já no acumulado de 2020, contra igual período do ano anterior, o avanço foi de 3,0%.

No cenário externo, o destaque hoje ficou com a China, que não registrou nenhuma morte pela Covid-19, pela primeira vez desde janeiro. Os sinais são de que a pandemia do coronavírus está em declínio também na Espanha, Itália e Áustria – que será o primeiro país europeu a reabrir o comércio, em 14 de abril.

Por outro lado, no Japão, o país declarou estado de emergência em sete regiões por 30 dias por conta da disseminação do vírus. O primeiro-ministro Shinzo Abe anunciou, ainda, um pacote de US$ 999 bilhões para reativar a economia nipônica.

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Consultora da Pimco reforça aposta em mercados emergentes

(Bloomberg) — A aposta de longo prazo em ações de mercados emergentes ficou ainda mais convincente, de acordo com a Research Affiliates, subconsultora de gestores de ativos, que incluem a Pacific Investment Management.

As ações de países em desenvolvimento devem oferecer retorno, em média, de 11% ao ano na próxima década, mais do que qualquer outra classe de ativos, segundo publicação no site da empresa com sede em Newport Beach, Califórnia. A previsão se compara à estimativa anterior de 9% feita em março.

A Research Affiliates remete à previsão feita em fevereiro de 2016, quando a empresa chamou os mercados emergentes de “aposta da década”. Inicialmente, a projeção pareceu visionária, pois as ações subiram 75% nos dois anos seguintes. Mas a aposta tem enfrentado altos e baixos desde então, com o apetite por risco reduzido pelo impacto da guerra comercial EUA-China e agora pela pandemia e colapso do preço do petróleo. O índice MSCI de ações de mercados emergentes acumula queda de 23% neste ano em meio às ondas vendedoras em países como Brasil, Índia e Polônia.

“Muitas empresas vão quebrar, dividendos serão cortados, muitos títulos com grau de investimento passarão a ser ‘junk’, emissores estrangeiros podem deixar de pagar a dívida denominada em dólares e assim por diante”, escreveu em relatório Jim Masturzo, chefe de alocação de ativos da empresa. No entanto, as empresas sobreviventes “enfrentarão menos concorrência e uma pista mais nítida para decolar após a crise”.

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Horizontes mais curtos e menor concentração de posições: como a Garde tem se adaptado à pandemia

SÃO PAULO – Em meio à pandemia de coronavírus, a estratégia de gestoras de fundos de investimento como a Garde Asset tem sido a de encurtar horizontes de análise, selecionar mais o tamanho e a quantidade de posições dos fundos, bem como se apoiar em oportunidades que permitam maior visibilidade.

Durante teleconferência realizada pelo escritório de agentes autônomos InvestSmart, Marcelo Giufrida, CEO da Garde Asset Management, contou que tem buscado equilibrar o portfólio dos fundos, sem concentrá-lo em um único tema. Hoje, as três principais estratégias da casa estão em juros nominais, Bolsa e câmbio.

No mercado de juros brasileiro, Giufrida diz gostar dos títulos prefixados com vencimentos mais curtos, de um ano e meio até dois anos, como o Tesouro Prefixado 2022.

A avaliação é de que esses papéis tendem a oferecer uma taxa “excessivamente alta”, dada a expectativa da asset de que o Banco Central corte os juros em meio ponto percentual e depois encerre o ciclo de afrouxamento monetário.

“Entrar nesse preço da curva [de juros] nos parece interessante. Ela oferece um prêmio bom em um setor que é mais influenciado pela ação do Banco Central do que pelo cenário macro”, diz.

Bolsa

Em um cenário mais desafiador para os ativos globais, a preferência da Garde na Bolsa é pelo setor de tecnologia, no mercado externo, e por nomes ligados ao consumo permanente, no Brasil, como shoppings e serviços públicos, que oferecem, segundo a gestora, preços atrativos.

“Vamos ver a aceleração de uma série de ferramentas, desde o mundo corporativo ao do consumo, com várias modalidades para trabalhar e consumir que vão se apoiar mais na tecnologia”, afirmou Giufrida.

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Zerados em Bolsa, aplicados em juros e dólar: a receita dos fundos multimercado da Vinland para enfrentar a crise

Com relação às empresas de consumo permanente, o CEO da Garde diz que elas estão sendo negociadas com um preço muito atraente em relação aos dividendos que serão produzidos.

Nas empresas de concessão de rodovias, a avaliação é de que haverá algum equilíbrio nos contratos: “Se o governo tiver que fazer algum alívio no curto prazo, terá que compensar a negociação pontual de alguma forma, seja alongando o prazo da concessão ou aumentando a tarifa.”

Segundo o CEO da Garde, tais empresas são boas pagadoras de dividendos, possuem baixo risco e, apesar de estarem sendo pressionadas no curto prazo, são boas oportunidades para os horizontes de médio e longo prazo.

Com relação à parte mais defensiva dos portfólios, a Garde possui uma posição comprada (aposta na alta) em dólar, como forma de hedge (proteção) às posições de juros e ações.

“Não vejo o dólar como uma estratégia sozinha. Ele faz sentido para a composição do portfólio do investidor que tem renda fixa e ações, para usar como um seguro, não como posição direcional”, diz.

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Poupança tem captação líquida de R$ 12,2 bilhões em março, revela BC

Com boa parte do comércio e dos serviços sem funcionar devido à pandemia do novo coronavírus, as famílias brasileiras aumentaram o volume de recursos guardados na caderneta de poupança em março. Dados do Banco Central (BC) mostram que, no mês passado, os depósitos superaram os saques em R$ 12,168 bilhões. Com isso, a captação líquida de março foi a maior da série histórica para o mês.

Em março de 2019, a poupança havia registrado a entrada líquida de R$ 1,852 bilhão. No acumulado do primeiro trimestre de 2020, no entanto, os saques líquidos da poupança ainda somam R$ 3,758 bilhões.

No mês passado, os depósitos brutos somaram R$ 221,860 bilhões, enquanto os saques brutos foram de R$ 209,691 bilhões.

Assim, considerando a entrada líquida de R$ 12,168 bilhões e o rendimento de R$ 2,322 bilhões ao longo do mês, o estoque total na caderneta de poupança atingiu R$ 848,919 bilhões.

O recorde de entrada líquida na poupança em março ocorreu mesmo com a queda da Selic (a taxa básica de juros), que reduz a remuneração da poupança. Atualmente, a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), que está em zero, mais 70% da Selic. A Selic, por sua vez, está em 3,75% ao ano, no menor patamar da história.

Esta regra de remuneração vale sempre que a Selic estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso, a poupança é atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano).

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Preços dos ativos devem voltar mais rápido do que muitos imaginam, aponta Verde

SÃO PAULO – Após uma das maiores quedas mensais da Bolsa na história do mercado, em meio às incertezas sobre o impacto do coronavírus na economia global, deve ser esperada uma retomada mais rápida do que muitos podem imaginar. Esse ao menos é o prognóstico dos gestores do fundo Verde, da asset de mesmo nome fundada por Luis Stuhlberger.

A enorme injeção de liquidez para estimular a economia real, junto aos enormes esforços feitos por todos os governos e sociedade para combater a pandemia, como o isolamento social e o desenvolvimento de testes e medicamentos, contribuem para a visão positiva dos gestores do Verde, que esperam por uma retomada de preços bastante potente.

Além disso, a política monetária global em níveis extraordinariamente estimulativos é apontada como outra razão para que o investidor não fique excessivamente pessimista com os preços das ações. “O juro zero no mundo desenvolvido veio para ficar no longo prazo, o que deixa como alternativas de investimento relevantes apenas os mercados acionários e de crédito”, diz a carta do fundo, referente ao mês de março.

Foco em tecnologia

E como diz o ditado, enquanto uns choram outros vendem lenços. Em meio à pandemia, as grandes empresas americanas de tecnologia despontam dentre as maiores beneficiárias das mudanças de hábito estruturais geradas pelo confinamento, escrevem os gestores do fundo.

Com uma ampla gama de nomes de tecnologia à disposição, o mercado acionário americano representa hoje a melhor oportunidade para tirar proveito do ciclo de recuperação previsto, na avaliação dos profissionais da Verde. “O mercado já precificou uma brutal queda de lucratividade das empresas”, escrevem os gestores do fundo.

E embora o quadro negativo de fato seja provável no curto prazo, a tendência é de reversão ao longo dos próximos anos, preveem os profissionais da Verde.

“Conforme os horizontes de investimento forem se alongando, os preços desses ativos vão voltar, mais rápido do que muitos imaginam”, avaliam os especialistas.

Pressionado pela maior queda mensal do Ibovespa desde 1998, próxima de 30% em março, o fundo Verde encerrou o mês passado com desvalorização de 11,46%, o que levou a uma baixa no primeiro trimestre de 14,15%.

Segundo a gestora, o fundo teve perdas significativas da posição em ações brasileiras, assim como a exposição global também trouxe resultado negativo, porém menor. As perdas em juro real foram parcialmente compensadas por hedges no prêmio prefixado, enquanto o livro de moedas gerou pequenos ganhos no mês.

Fundo de ações

A Verde também divulgou hoje a carta mensal referente à estratégia de ações. O CSHG Ações teve perdas de 32,63% em março e de 36,93%, no trimestre.

Com alocação praticamente máxima dos fundos em ações em dezembro e com bastante exposição a setores que se beneficiariam de uma esperada aceleração do crescimento, a Verde conta ter reduzido alguns investimentos que poderiam ser mais afetados pela crise a partir de 21 de fevereiro, como aviação e saúde, assim como a exposição a ações.

Com as quedas históricas da Bolsa nas semanas seguintes e com a avaliação de que a epidemia seria um choque temporário, que não deveria alterar a história de longo prazo do país e das boas empresas, a Verde viu a oportunidade de aumentar novamente a posição dos fundos em ações até a exposição máxima.

“Hoje, sabemos que subestimamos o impacto que a Covid-19 teria nas economias globais. Alguns países vizinhos da China, tais como Japão, Cingapura, Hong Kong e Taiwan, conseguiram manter um nível razoável de atividade econômica sem que houvesse uma disparada dos casos da doença. Mas foram exceções: a realidade global tem se mostrado muito mais difícil. Tudo indica que teremos um longo período de oscilação da atividade econômica em função do crescimento do número de novos casos da doença.”

Ainda que acredite que 2021 será um ano marcado por balanços financeiros ruins, a Verde conta ter encontrado empresas muito sólidas a preços bastante atrativos na Bolsa. As principais aquisições do fundo ao longo das últimas semanas foram de ações de BR Distribuidora, Localiza, Natura, Magazine Luiza, Vivara, Vale, Petrobras e Sabesp.

“Com maior ou menor impacto, essas empresas têm condições de atravessar esse período turbulento e gerar bons retornos sobre suas ações”, aponta a gestora.

Empresas de plano de saúde, como Intermédica, Hapvida e SulAmérica, continuam com peso significativo na carteira, assim como o setor elétrico, com destaque para Equatorial. “Por ser considerado defensivo, este segmento ajuda a proteger a carteira.”

Por fim, a Verde assinala que a B3 é outro investimento que navega bem neste cenário, com a desvalorização dos papéis da Bolsa compensada pelo aumento do giro de ativos, de forma que os montantes negociados permanecem elevados.

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Carteira gráfica da XP troca três ações esta semana; confira a nova composição

Mão segura um celular e consulta um gráfico em frente a um painel de movimentação de ações em Bolsa

SÃO PAULO – A XP Investimentos divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 3 a 10 de abril, trocando quatro das cinco ações que compõem o portfolio.

Com isso, saíram da carteira Marcopolo (POMO4), Porto Seguro (PSSA3) e Ultrapar (UGPA3). No lugar dessas, entraram os papéis de Cogna (COGN3), BRF (BRFS3) e Yduqs (YDUQ3).

Gilberto Coelho, o Giba, analista da XP Investimentos responsável pela carteira, justificou as trocas dizendo que Cogna entra pela formação do padrão gráfico de harami de alta em um possível fundo com o Índice de Força Relativa (IFR) saindo do patamar de sobrevenda.

BRF, por sua vez, passou a fazer parte do portfolio porque consolidou um suporte no patamar dos R$ 14,17 e tem bastante chance de retomar a tendência de alta acima da média móvel de 21 dias.

Por fim, Yduqs entra por estar em região de fundo com o IFR divergindo para alta.

Desde o fim de dezembro, Giba passou a calcular a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras, em vez de fazê-lo às segundas.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks caiu 8,88%, ante uma queda de 5,3% do Ibovespa. Com isso, o portfolio agora recua 38,53% no ano, contra uma queda de 40,38% do benchmark.

As ações da Marcopolo tiveram o pior desempenho da carteira, desabando 15,91%, seguidas pelos papéis da Ultrapar, que despencaram 15,11%, enquanto SLC caiu 11,43%. Também caiu a Porto Seguro, contabilizando um recuo de 5,7%.

A única alta da carteira nos últimos cinco dias foi Vivo, que subiu 3,73%.

Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

Empresa Ticker Peso
Cogna COGN3 20%
SLC SLCE3 20%
BRF BRFS3 20%
Vivo VIVT4 20%
Yduqs YDUQ3 20%

 

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Tesouro Direto retoma negociações e taxas sobem em relação às apresentadas pela manhã

Várias notas de cem reais na mão de uma pessoa que não aparece na foto.

SÃO PAULO – O Tesouro Direto retomou suas operações na tarde desta segunda-feira (6), após a suspensão da plataforma de compra e venda de títulos públicos por cerca de uma hora.

Por volta das 16h45, as taxas passaram a subir em relação aos prêmios vistos nesta manhã, porém seguiram menores do que os juros oferecidos na tarde de sexta-feira (3).

Entre os papéis indexados à inflação, o com vencimento em 2026 pagava 3,82% ao ano, ante 3,73% a.a. nesta manhã e 3,85% a.a. na sexta-feira.

Os títulos com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, pagavam um juro real de 4,68% ao ano, ante 4,71% a.a. no pregão anterior. Mais cedo, o papel pagava uma taxa de 4,65% ao ano.

Com relação aos papéis prefixados, o juro do papel com vencimento em 2026 cedia de 7,69% para 7,50% ao ano nesta tarde, enquanto o Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 pagava 8,15%, ante 8,36% a.a. na sexta-feira.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta segunda-feira (6):

Fonte: Tesouro Direto

Selic mais baixa em 2020

Economistas consultados para o relatório Focus, do Banco Central, veem agora um corte de meio ponto percentual da Selic em maio, dos atuais 3,75% para 3,25% ao ano. Na semana anterior, a previsão era de redução para 3,50%. Para 2021, a projeção de alta para a Selic também foi revista para baixo, de 5,00% para 4,75% ao ano.

Com relação à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a projeção de alta foi cortada pela quarta vez consecutiva, de 2,94% para 2,72%, em 2020, e de 3,57% para 3,50%, em 2021.

O mesmo aconteceu com as perspectivas para a expansão do PIB brasileiro, cuja mediana das projeções recuou pela oitava vez consecutiva, englobando uma visão mais pessimista. Agora, os economistas veem uma contração da economia brasileira de 1,18% neste ano, ante expectativa de retração de 0,48%. Não houve, porém, alterações para 2021, quando a atividade deverá crescer 2,50%.

Noticiário

Entre os destaques do dia, os mercados têm um sentimento de alívio com notícias de que as infecções e as mortes pelo coronavírus desaceleraram neste fim de semana na Espanha e na Itália, mostrando a eficácia das medidas de quarentena. A Itália registrou no domingo 525 mortes pela Covid-19, menor número diário de óbitos desde 19 de março, quando a epidemia explodiu na Lombardia.

Ainda no cenário externo, investidores têm grandes expectativas para um acordo entre a Rússia e a Arábia Saudita, apesar de a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), que estava marcada para hoje, ter sido adiada.

No Brasil, na continuidade de medidas para minimizar os impactos da Covid-19, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na sexta-feira a chamada PEC do “orçamento de guerra” (PEC 10/20), que permite a separação do orçamento e dos gastos realizados para o combate à pandemia do orçamento geral da União.

O objetivo é criar um regime extraordinário para facilitar a execução do orçamento relacionado às medidas emergenciais, afastando possíveis problemas jurídicos para os servidores que processam as decisões sobre a execução orçamentária. Agora, o texto precisa ser votado pelo Senado.

Outra proposta do governo em meio à pandemia é a compra direta, pelo Banco Central, de carteiras de crédito e títulos das empresas, fazendo chegar à economia os recursos liberados por Brasília e evitar o “empoçamento” do dinheiro, permitindo aos empresários o acesso aos estímulos.

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IP Capital tem reduzido exposição ao varejo e eliminado negócios expostos a turismo na crise

SÃO PAULO – Em carta enviada a cotistas para abordar o desempenho dos fundos de ações no primeiro trimestre, a IP Capital Partners disse ter feito alguns ajustes nas carteiras para atender a três critérios de empresas. São eles sobreviver, dado o profundo impacto econômico esperado; adaptar a operação rapidamente a uma nova realidade; e ganhar força perante os competidores, em particular pela aceleração de tendências já existentes.

“Acreditamos que o momento atual favoreça ainda mais os negócios que preferimos e nos quais investimos. São empresas sólidas, com dominância competitiva, posição financeira folgada e ventos seculares nas costas”, afirmou a gestora.

A IP tem procurado eliminar da carteira desde o fim de janeiro negócios expostos a turismo e reduzindo a exposição ao varejo. “Os portfólios já estavam posicionados em negócios capazes de suportar choques fortes e tirar proveito deles. Além disso, carregamos proteções (dólar, ouro e put spreads no S&P) que, além de amortecerem o impacto, nos deram fôlego para aumentar a exposição à medida que novas oportunidades surgiram.”

No primeiro trimestre de 2020, as cotas do IP-Participações e do IP-Value Hedge tiveram quedas de 13,9% e 10,7%, respectivamente, ante uma desvalorização da ordem de 37% do Ibovespa e de 20% do S&P 500 (nesse último caso, em dólares, incluindo o reinvestimento de dividendos).

Desde meados de 2019, a gestora conta ter vendido gradualmente investimentos em algumas empresas brasileiras por negociarem a preços muito elevados. Dessa forma, ao fim de fevereiro de 2020, apenas 23% da carteira do IP-Participações e 5% da carteira do IP-Value Hedge estavam em negócios no Brasil.

“Com a queda, diversos negócios que admiramos começaram a ser oferecidos novamente a preços atraentes, mesmo considerando o impacto relevante da crise atual. Estamos aproveitando a oportunidade para comprá-los.”

Fundada em 1988, a gestora destacou ainda que essa não é a primeira e não será a última crise pela qual passa, e disse que o evento apresenta diversas oportunidades. “Combinando cautela, seletividade e disciplina, será mais um período de volatilidade que deve potencializar os resultados de longo prazo.”

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Zerados em Bolsa, aplicados em juros e dólar: a receita dos fundos multimercado da Vinland para enfrentar a crise

Foto conceitual do COVID-19 (novo coronavírus) e globo terrestre, feita em estúdio

SÃO PAULO – A quarta-feira de cinzas marcou o início do dramático bear market que engoliu os Bolsas mundiais. No Brasil, o Ibovespa caiu quase 40% desde então, mas, naquele 26 de fevereiro, ninguém podia prever o que viria em seguida: nem o pânico nos mercados, muito menos as quarentenas em série e a explosão dos casos de coronavírus pelo mundo.

Para a equipe da gestora Vinland, havia incertezas demais no cenário. “Vimos que era um evento muito difícil de ser compreendido e mensurado”, diz James Oliveira, sócio da Vinland.

Diante disso, a decisão foi zerar os investimentos em ações nos fundos multimercado, privilegiar as aplicações em renda fixa com prazo curto e ficar “comprado” em dólar (ou seja, investir para ganhar com uma valorização da moeda americana).

“Zeramos para limpar a cabeça e tentar analisar um pouco mais friamente o que estava acontecendo”, diz Oliveira.

As mudanças no portfólio feitas no início da crise se mantiveram. “Estamos carregando essas posições até hoje”, completa.

Para o gestor, a volatilidade nos mercados vai continuar “por um tempo razoável”, porque ainda não se sabe quando – nem como – haverá um alívio na quarentena, já que os casos de coronavírus continuam aumentando.

“Estamos mantendo uma gestão bastante ativa, explorando a volatilidade, mas sem vontade de nos antecipar e montar grandes posições estruturais”, afirma.

“Existe uma chance boa de que a Bolsa suba no longo prazo”, diz Oliveira. “Mas o curto prazo deve ser conturbado, então preferimos buscar um timing melhor para investir.”

Previsão de juros em 3%

Em março, o multimercado Macro da Vinland teve um retorno de 1,4%, enquanto o Macro Plus, que corre um risco maior, rendeu 2,4%. Em 12 meses, a rentabilidade está em 11,9% e 20,2%, respectivamente.

Um investimento que garantiu o bom desempenho dos fundos no último ano foi a aposta na queda dos juros no Brasil e no México – a gestora mantém a perspectiva de cortes adicionais das taxas nos dois países porque a inflação está baixa e as economias devem sofrer com a pandemis do coronavírus.

Em relação ao Brasil, a previsão da casa é que a inflação ficará abaixo de 2% neste ano e o PIB terá uma contração de 3%, o que abre espaço para que a taxa Selic caia para 3% nos próximos meses (hoje, a taxa está em 3,75%).

“Pelo modelo de metas de inflação, o Banco Central brasileiro poderia baixar a Selic para 2%. Mas mantemos nossa previsão em 3% porque o BC está sendo muito conservador, mesmo com a inflacao abaixo da meta e o PIB negativo pela frente”, afirma o gestor.

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