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Índices ESG serão maiores que indicadores tradicionais, diz MSCI

(Bloomberg) — O investimento responsável será grande: a tal ponto que a MSCI Inc. agora espera que seus índices ESG atraiam mais seguidores do que as ofertas tradicionais de indicadores de referência.

O provedor de índices já possui cerca de mil indicadores de ações e renda fixa que medem empresas e governos em 37 questões relacionadas a investimentos ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês). Exemplos: temas como valores católicos ou islâmicos, liderança das mulheres e metas de baixo carbono.

Remy Briand, chefe de pesquisa ESG da MSCI, vê mais dinheiro rastreando esses parâmetros “ao longo do tempo” do que índices ponderados pelo valor de mercado. Ativos sob gestão que seguem indicadores ESG da empresa provavelmente dobrarão em 2020, dando seguimento à tendência do ano passado, disse Briand em entrevista por telefone.

O investimento “do bem” acelerou globalmente, com pelo menos US$ 30,7 trilhões em aplicações sustentáveis ou ecológicas em 2018, de acordo com a Aliança Global para Investimentos Sustentáveis. Essa provou ser uma oportunidade de negócio lucrativa para provedores de índices: a receita de indicadores ESG da MSCI deve ter crescido entre 60% e 65%, para US$ 38 milhões em 2019, segundo Colin Plunkett, analista da Morningstar. A receita operacional para a divisão geral de índices foi de US$ 921 milhões no ano passado, um aumento de 10% em relação a 2018, informou a MSCI em 30 de janeiro.

Vários estudos mostraram que empresas mais sustentáveis tendem a registrar melhor desempenho a longo prazo. O índice MSCI ACWI ESG Leaders acumula alta superior a 50% nos últimos cinco anos, superando o avanço de cerca de 35% do índice MSCI All-Country World. Ações de tecnologia e finanças têm as maiores ponderações em ambos, respondendo por mais de 30% dos indicadores.

Os compiladores de índices geralmente ganham dinheiro fornecendo às empresas de investimento acesso a dados e licenciando indicadores para a criação de produtos financeiros. A MSCI também oferece um sistema de classificação ESG e pesquisa sobre o assunto para ajudar gestores de ativos a criarem portfólios.

Certamente, um problema comum em investimentos com consciência social e ambiental é a chamada lavagem verde por empresas que usam etiquetas ou publicidade enganosas para criar ilusão de responsabilidade ambiental.

Gestoras de ativos como a BlackRock enfrentaram uma ira ativista por não estarem fazendo o suficiente, e hedge funds foram lentos em adotar as estratégias, citando dados inconsistentes e falta de expertise.

Embora possa levar décadas para superar os índices tradicionais, “minha visão pessoal é que a mudança para o ESG acontecerá muito mais rapidamente do que a maioria das pessoas esperaria”, porque a adoção está se acelerando em ritmo “surpreendente”, segundo Briand.

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Como pequenas e médias empresas levaram fundo da AZ Quest a conquistar lugar entre os maiores da década

SÃO PAULO – Fugir de nomes óbvios na Bolsa e buscar companhias de menor capitalização pode ser uma escolha arriscada, especialmente em uma economia com o histórico da brasileira. A decisão, contudo, se mostrou bastante acertada para quem confiou e investiu no fundo AZ Quest Small Mid Caps.

Lançado em 2009, o produto da AZ Quest concentrou esforço em pequenas e médias empresas do mercado doméstico e garantiu o segundo lugar entre os melhores fundos de ações da década, segundo o ranking InfoMoney-Ibmec 2020.

Nos últimos dez anos, o fundo entregou ganhos de 604% aos cotistas, bem acima da alta de 142,2% de seu referencial, o índice de small caps (SMLL), e também da valorização de 68,6% do Ibovespa.

Fundada em 2001 como Quest Investimentos pelo ex-presidente do BNDES Luiz Carlos Mendonça de Barros, a gestora teve 60% do seu capital adquirido em 2015 pelo grupo italiano Azimut, no Brasil, originando a AZ Quest.

Com o passar dos anos, a asset, que tinha inicialmente um DNA de análise macro, deu seu primeiro passo em renda variável, lançando, em 2005, dois produtos: um fundo long and short e outro do tipo “long only”.

Faltava no portfólio, porém, uma carteira que pudesse captar a retomada econômica esperada a partir de 2009, com foco exclusivo em nomes ligados à atividade doméstica. E foi com a atenção voltada a empresas ainda pouco exploradas pelo mercado e com forte potencial de valorização que nasceu o AZ Quest Small Mid Caps. Atualmente, o fundo possui um patrimônio líquido de R$ 1,6 bilhão e está fechado para novas captações.

Liderada por Walter Maciel, CEO da casa, a AZ Quest hoje possui cerca de R$ 20 bilhões em ativos sob gestão, dos quais R$ 7,3 bilhões em fundos de ações. Demais produtos incluem produtos multimercado, de crédito privado, previdenciário, de arbitragem e um fundo com viés de impacto social.

Estreia em uma crise

Focado no segmento de small e mid caps (ações de empresas de pequena e média capitalização da Bolsa brasileira), o fundo foi criado em dezembro de 2009, um dos melhores anos do Ibovespa, com alta da ordem de 83%.

“Era um momento em que você tinha preocupações sobre como a crise se desenrolaria, mas as reações dos bancos centrais e o estímulo fiscal recebido pelo Brasil acabaram fazendo com que a recuperação dos preços dos ativos fosse bastante rápida, depois de um 2008 catastrófico”, lembra Alexandre Silverio, CIO da AZ Quest e gestor responsável pela estratégia de renda variável da casa.

Nem tudo, todavia, foi um mar de rosas para o mercado. Embora a Bolsa tenha registrado forte valorização em 2009, os anos que se seguiram, em especial no período de 2011 a 2015, foram marcados por mais baixas do que altas. Naqueles cinco anos, o índice de small caps (SMLL) caiu 41,4%, enquanto o Ibovespa registrou perda de 37,5%. O AZ Quest Small Mid Caps, por sua vez, ficou em terreno positivo, com alta de 50%.

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O fundo também teve seus grandes desafios. Silverio, que tem 25 anos de experiência em gestão, nove deles na AZ Quest, tentou algumas vezes se antecipar ao fim da crise brasileira, buscando comprar papéis do varejo por acreditar que o fundo do poço já tinha chegado – o que não se provou verdadeiro.

Os anos de 2014 e 2015 foram de perdas para o AZ Quest Small Mid Caps, mas representarem exceções no histórico. Em 2016, a situação já estava mais favorável e o fundo não parou de ganhar desde então, com destaque para 2019, quando a valorização chegou perto de 50%.

Small, mas nem tanto

Com foco em empresas de pequena e média capitalização, o Small Mid Caps evita apostar em nomes mais ilíquidos e em empresas consideradas “micro caps”, com valor de mercado abaixo de R$ 2 bilhões.

Em 2017, metade da carteira estava alocada em companhias com valor de mercado entre R$ 2 bilhões e R$ 10 bilhões. Na sequência, com 40% de participação, estavam ações de empresas avaliadas entre R$ 10 bilhões e R$ 30 bilhões e os outros 10% recaíam sobre aquelas que valiam mais de R$ 30 bilhões.

Essa proporção, no entanto, sofreu alterações ao longo do tempo com a valorização do mercado. Hoje, o fundo tem um terço do capital alocado em ações com valor de mercado superior a R$ 30 bilhões. Os outros dois terços estão em companhias que valem de R$ 2 bilhões a R$ 10 bilhões e naquelas entre R$ 10 bilhões e R$ 30 bilhões. “Todo sonho do investidor de small caps deveria ser que sua empresa deixasse de ser uma small cap um dia”, diz Silverio.

Cogna (ex-Kroton) é um caso de empresa selecionada para o fundo ainda em estágio inicial. As ações entraram na carteira em 2013, em meio à expectativa na época de incremento da receita com o Fies, programa de financiamento estudantil do governo.

“Soubemos identificar que haveria um programa de incentivo para o ensino superior e a Kroton foi a empresa que soube fazer essa leitura, adequar seus processos, criar campi e ensino a distância. Ela está se reinventando até hoje”, observa Silverio.

Em 2015, a definição de novas regras para a concessão do Fies mudou o ambiente de negócios das empresas do setor de educação e gerou impacto sobre a rentabilidade, o que levou a gestora a zerar as posições em Kroton. Hoje, o nome preferido no segmento é o da Yduqs (ex-Estácio).

Principais posições do fundo

Otimista com o cenário para a Bolsa nos próximos meses, a equipe de gestão do fundo da AZ Quest mantém uma posição acima da média em ações, com 40 nomes. Historicamente, a composição ficou entre 25 e 30 papéis.

Do total de ativos, 25% estão concentrados no varejo, com preferência por empresas com planos de negócio focados tanto no crescimento de lucro e receita quanto na abertura de novas lojas.

“O fato de termos vivido uma década econômica tão difícil, com crescimento baixo, e mesmo assim essas empresas conseguirem entregar ótima rentabilidade e crescimento de receita, demonstra que temos bons exemplos de companhias no Brasil”, assinala o CIO.

Hoje, as maiores posições do fundo não são necessariamente small ou mid caps, caso de Magazine Luiza, Yduqs, Qualicorp e Natura, com cerca de 7% a 8% de participação no portfólio cada. Demais nomes incluem Localiza e Via Varejo, cada uma com peso de 5%.

“2020 vai ser um ano importante, porque teremos uma série de operações para vir a mercado, tanto em número de IPOs quanto de follow-on. Veremos novas empresas nos setores de construção civil, varejo, saúde, saneamento, o que vai gerar para nós, gestores, novas oportunidades”, pontua Silverio.

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Barcelona entra para o mercado de criptomoedas – Notícias da semana

#1 Barcelona entra no mercado de criptomoedas 

A equipe catalã está planejando emitir tokens para engajar torcedores através do Socios.com

Esses tokens serão usados para dar voz ao torcedor, tomando decisões como: qual música tocar após a marcação do gol.

O uso dos tokens – chamados de Chiliz – serão feitos através do aplicativo Socios.com. Cada token irá custar 2 euros e boa parte da arrecadação de renda será destinada ao clube.

O time de Barcelona se tornou a 9º equipe a usar esse tipo de token para dar voz aos torcedores de todo o mundo. PSG e Juventus são dois dos principais clubes que já adotaram essas moedas digitais.

Além do uso dos tokens para apoiar o clube, os Chiliz podem ser guardados em carteiras de criptomoedas.

Fonte: https://www.infomoney.com.br/mercados/barcelona-entra-no-mercado-de-criptomoedas-para-interagir-com-torcedores/

#2 Galaxy S20 terá suporte a bitcoin e ethereum

Um dos líderes de vendas de eletrônicos do mundo, confirmou que em sua próxima linha de smartphones, o suporte para criptomoedas já será implementado.

Os novos modelos do Galaxy S20 irão vir com um aplicativo próprio da empresa que terá suporte para BTC, ETH e ERC20.

“Criamos um processador seguro dedicado a proteger seu PIN, senha, padrão e chave privada do blockchain.

Combinada com a plataforma Knox, a segurança é infundida em todas as partes do telefone, do hardware ao software. Portanto, os dados privados permanecem privados.”

Com a implementação do suporte para criptomoedas nos novos modelos da Samsung, existe uma expectativa para o crescimento das moedas digitais.

Isso se dá pelo fato de a Samsung ser líder de mercado com cerca de 23% do mercado mundial, na frente de Apple e Huawei consecutivamente.

Fonte: https://cointimes.com.br/proxima-geracao-de-smartphones-samsung-tera-suporte-a-bitcoin-e-ethereum/

#3 Conselho do Magazine Luiza aprova pagamento de R$ 290,9 milhões em dividendos

A Magazine Luiza junto com o resultado do último trimestre de 2019, informou que foi aprovado um pagamento de cerca de R$ 290,9 milhões em dívidas da companhia.

O valor aprovado para o pagamento, corresponde em 31,56% do lucro líquido total no ano de 2019.

Junto com essa dívida anunciada recentemente, o valor se acomula com outro valor já informado de R$ 170 milhões, totalizando R$ 460,9 milhões.

Ainda não foi informado quando esse pagamento deverá ser realizado, mas tudo indica que o ano de 2020 irá aliviar um pouco as contas da companhia.

Fonte: https://www.infomoney.com.br/mercados/conselho-do-magazine-luiza-aprova-pagamento-de-r-2909-milhoes-em-dividendos/

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Força-tarefa para reduzir fila do INSS terá 9.500 servidores

Brasília – O governo subiu para 9.500 o contingente de servidores a serem contratados temporariamente para ajudar a reduzir a fila de benefícios do INSS.

Do total, 8 mil vagas serão destinadas a militares da reserva das Forças Armadas e funcionários públicos aposentados de diversos órgãos e mais 1.500 somente para funcionários aposentados do INSS. Neste caso, eles vão se dedicar exclusivamente  à análise de processos. Os demais vão atuar no atendimento aos segurados e em atividades de apoio operacional.

Os contratos terão vigência de um ano, podendo ser prorrogado por mais um ano. Segundo técnicos a par das discussões, será feito um amplo processo dos servidores que vão auxiliar no atendimento, sem distinção de vagas para civis e militares.

O edital de convocação deverá ser lançado assim que  for editada  a medida provisória (MP) que vai permitir o retorno de servidores civis aposentados. Para os militares, essa possibilidade já existe.

A MP deve ser assinada pelo presidente Jair Bolsonaro até quarta-feira.  Os termos da proposta  foram fechados com a equipe econômica na sexta-feira.

 

Para evitar resistências no Congresso e críticas de sindicatos do funcionalismo de que a MP vai inibir a realização de concursos públicos, o texto deve se restringir à Lei 8.745/93 que trata das contratações temporárias no serviço público.

Entre as condições previstas na norma para esse tipo de contrato,  a MP vai incluir situação extraordinária e emergencial na Previdência e Seguridade Social.

Já são previstos contratos temporários no serviço público para assistência em situação de  calamidade, emergência em saúde pública, recenseamentos  (do IBGE), professores substitutos, emergência ambiental e para atender necessidade de vigilância relacionada à defesa agropecuária.

“São casos excepcionais que não justificam a realização de concursos públicos”, disse uma fonte do governo, acrescentando que a lei vigente prevê contratos com duração de até quatro anos, mas que no caso do INSS, o limite será de dois anos.

Umas das novidades da MP é a autorização para que peritos médicos federais possam realizar a perícia de servidores públicos. A carreira foi criada recentemente com objetivo de reduzir gastos da Previdência com a prestação desse tipo de  serviço.

Há cerca de dois mil funcionários afastados e críticas de que a área responsável pelo atendimento, ligada ao extinto Ministério do Planejamento,  não estava com desempenho adequado, segundo um integrante do governo.

O custo estimado com a  contratação temporária dos servidores deverá ficar na casa de R$ 250 milhões por ano. Segundo técnicos que trabalham  na medida, o gasto extra vai compensar a redução de despesas com pagamento de correção monetária no valor dos benefícios concedidos com atraso, com maior agilidade na análise de compensação  previdenciária do INSS e de processos com suspeitas de irregularidade.

O INSS iniciou o ano com quase dois milhões de pedidos de benefícios represados. O número baixou para 1,7 milhão, mas ainda  há 1,1 milhão com atrasos superiores a 45 dias. Para resolver o problema, o governo mudou o comando do órgão e anunciou a criação de uma força tarefa.

Todos os processos protocolados depois da reforma da Previdência, que entrou em vigência em  novembro, estão paralisados à espera de atualização dos sistema.

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Governo de SP libera R$ 23 milhões em créditos da Nota Fiscal Paulista

São Paulo – A Secretaria da Fazenda e Planejamento disponibiliza nesta segunda-feira (17), 23,4 milhões de reais aos participantes da Nota Fiscal Paulista. Deste montante, 11,8 milhões de reais foram destinados para pessoas físicas. Os créditos são referentes às compras realizadas em outubro do ano passado.

Para transferir os recursos para uma conta corrente ou poupança, basta utilizar o aplicativo oficial da Nota Fiscal Paulista pelo tablet ou smartphone, digitar o CPF/CNPJ e senha cadastrada e solicitar a opção desejada. Quem preferir pode utilizar o site. Em ambas as opções os valores serão creditados na conta indicada em até 20 dias.

Os créditos da Nota Fiscal Paulista permanecem à disposição dos participantes por cinco anos a contar da liberação e podem ser utilizados a qualquer momento dentro desse período. O valor mínimo para transferência é de 0,99 centavos.

A Nota Fiscal Paulista, criada em outubro de 2007, integra o Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal do governo do Estado de São Paulo, que distribui até 30% do ICMS efetivamente recolhido pelos estabelecimentos comerciais aos consumidores que solicitam o documento fiscal e informam CPF ou CNPJ, proporcional ao valor da nota.

A devolução é feita em créditos que podem ser acompanhados pela internet e utilizados para pagamento do IPVA ou resgatados em dinheiro.

O consumidor também pode solicitar o documento fiscal sem a indicação do CPF/CNPJ e doá-lo a uma entidade cadastrada no programa Nota Fiscal Paulista, se assim desejar.

O programa conta com mais de 20 milhões de participantes cadastrados e, desde seu início, soma mais de 74 bilhões de documentos fiscais processados. No total, a Nota Fiscal Paulista devolveu aos participantes do programa 16,5 bilhões de reais, sendo 14,7 bilhões de reais em créditos e 1,8 bilhão de reais em prêmios nos 135 sorteios já realizados.

Cenário para Franklin Templeton na Argentina fica cada vez pior

(Bloomberg) — A decisão da Argentina de adiar um pagamento de títulos locais de US$ 1,4 bilhão nesta semana dificilmente terá causado grande impacto no amplo universo de investimentos globais. A maioria de fora viu a medida como uma demonstração à parte do drama real em torno do default iminente de bilhões de dólares em títulos estrangeiros do país.

A história é um pouco diferente para a Franklin Templeton e para o famoso gestor Michael Hasenstab. A empresa possuía cerca de 25% desses títulos em dezembro, segundo dados compilados pela Bloomberg.

É apenas o mais novo contratempo da incursão de Hasenstab na segunda maior economia da América do Sul, onde apostas de peso ajudaram a colocar seu fundo Templeton Global Bond, com US$ 26 bilhões em ativos, entre os com pior desempenho na categoria no ano passado, devido ao colapso dos preços dos títulos argentinos. Os fundos da Franklin Templeton possuem títulos argentinos com valor de face de pelo menos US$ 4,3 bilhões, de acordo com os últimos registros compilados pela Bloomberg.

Há sinais de que as coisas podem piorar em breve. Na quarta-feira, o ministro da Economia, Martin Guzmán, disse a investidores que se preparassem para uma dolorosa reestruturação da dívida, pois o governo tenta colocar as finanças de volta nos trilhos depois de uma grave crise cambial e profunda recessão. Guzmán disse que aqueles que esperam termos amistosos estão equivocados – o que empurrou os títulos de referência para 45 centavos de dólar – e que as autoridades não permitirão que “empresas de investimento estrangeiras definam as diretrizes da política macroeconômica”.

“É necessário ter uma profunda reestruturação da dívida”, disse em audiência no congresso. “Está claro que haverá frustração por parte dos detentores de títulos.”

O fundo Templeton Global Bond, de Hasenstab, registrou perdas de 3% no ano passado, um desempenho pior do que 88% dos pares, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Embora o fundo global tenha várias apostas grandes na Argentina, o país respondeu por apenas 1,4% da carteira, segundo dados mais recentes sobre as posições. O desempenho também foi prejudicado por uma aposta equivocada de que os Treasuries sofreriam uma forte queda.

No fundo Templeton Emerging Markets Bond, com US$ 9,5 bilhões em ativos e que ficou aquém de 98% de seus pares no ano passado, a Argentina representa 5,6% do total de participações.

A Franklin Templeton não quis comentar sobre os investimentos da empresa na Argentina ou sobre o desempenho de seus fundos.

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Como os fundos de ações que mais renderam em 2018 se saíram em 2019

SÃO PAULO – Fundos que encabeçam as listas de melhores do ano são tentadores. Atraídos por retornos bem acima da média, alguns investidores mergulham de cabeça nesses produtos, dando por certo que os ganhos irão se repetir e sem analisar nenhum outro critério.

O problema é que esse raciocínio não permite enxergar a volatilidade dos fundos que conseguem chegar ao topo em janelas tão curtas quanto 12 meses. A decepção é, portanto, quase inevitável quando as perdas acontecem, levando o investidor a resgatar a aplicação, em geral, no pior momento.

A comparação dos dez melhores fundos de ações de 2018 com os de 2019 ilustra o sobe e desce que marca essas listas. O comportamento dos top 10 de 2018 em 2019, e vice-versa, também mostra o grau de oscilação, que é frequente nesses produtos.

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Ainda que o resultado seguinte tenha sido positivo, o levantamento mostra que nenhum dos dez melhores fundos de 2018 repetiu sua colocação em 2019. E os melhores do ano passado tiveram um desempenho muito melhor do que haviam registrado em 2018 – subiram, em média, 54 pontos percentuais em relação ao resultado anterior.

Líder em 2019, o fundo Guepardo Institucional havia fechado 2018 com resultado negativo da ordem de 11,6%. Naquele ano, o fundo chegou a perder mais de 13% apenas no mês de junho, quando as ações da Cosan, então sua principal posição, caíram 9,3%.

O mesmo vale para a HIX Capital, que saiu do vermelho, em 2018, para terminar o ano seguinte com alta de 63%.

Já no grupo dos melhores de 2018, os fundos seguiram com resultados positivos no ano seguinte, ainda que três tenham ficaram abaixo do forte desempenho do Ibovespa.

Com base em dados da Economatica, foram considerados para o levantamento somente fundos não exclusivos, com a média do patrimônio líquido em 12 meses superior a R$ 100 milhões e mais de 99 cotistas no fim de cada ano. Foram excluídos fundos setoriais e monoações, assim como foram eliminados do estudo fundos espelho.

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Guilherme Anversa, sócio e gestor da XP Advisory, explica que um fundo com melhor desempenho em determinado ano geralmente é mais arrojado, com uma carteira mais concentrada. Essa estratégia é mais dependente de casos específicos de sucesso, que turbinam os retornos. Desse modo, não é de se esperar que ele dispare ano após ano.

“Geralmente são gestores fundamentalistas que acertaram na veia”, conta, lembrando que, em geral, são produtos que olham dois ou três anos à frente. “Eventualmente não será no primeiro ano que a posição do gestor irá se materializar.”

Anversa aponta que o desempenho dos líderes de 2019 exemplifica como a tese de alguns fundos pode não se concretizar durante um ano, mas se consolidar em períodos seguintes.

No caso da HIX Capital, o ano de 2018 foi um dos mais desafiadores para o fundo, escreveram os gestores da casa, em carta publicada no início de 2019. “As variáveis macro dominaram os movimentos do mercado e tornaram os fundamentos das empresas temporariamente menos relevantes. Este não foi o primeiro teste de robustez que passamos como empresa, e temos certeza que não será o último. Seguimos fiéis aos nossos princípios e filosofia de investimento.”

Eles perderam quase 8% por conta de uma posição comprada em Biotoscana, pior investimento do fundo. O papel recuou quase 60% naquele ano.

A HIX destacava, na ocasião, que a volatilidade associada às eleições brasileiras e o ambiente externo incerto reduziram a liquidez de empresas de menor capitalização. Em meio à turbulência, contudo, os gestores indicavam que resultados melhores viriam adiante.

“Diversas oportunidades bastante interessantes vêm à tona neste ambiente onde algumas empresas perderam liquidez, e, por consequência, foram excluídas dos filtros de análises da maioria dos investidores”, afirmaram os gestores da casa. “Acreditamos que o nosso portfólio é composto de excelentes empresas, posicionadas em mercados interessantes, administradas por profissionais competentes e precificadas com margem de segurança significativa para os seus valores intrínsecos. Ao longo do tempo, estas deveriam ter evoluções de preços similares às evoluções de sua lucratividade.”

Desde sua criação, em 2012, o fundo da HIX subiu 276,5%, contra um Ibovespa de 103,3%.

Como escolher um fundo?

Embora o vaivém entre os melhores fundos de cada ano seja mais forte para o mercado de ações, diz Anversa, a escolha de fundos com base apenas nesse ranking é uma decisão ruim também para outras classes de ativos.

“É a pior forma para selecionar um gestor, você vê apenas uma fotografia do passado dele”, destaca. “Com certeza você vai cair em alguma armadilha.”

Do ponto de vista quantitativo, que é mais fácil para o investidor acompanhar, ele recomenda que se analise a rentabilidade em janelas mais longas, com pelo menos três anos. Segundo o gestor, isso ajuda a entender como o fundo se comportou ao longo do tempo, em diferentes cenários.

Outro ponto importante é avaliar as quedas, levar em conta o quanto um gestor perdeu ao longo do caminho. “Faz parte de um grande gestor passar por períodos difíceis. Você tem que entender se aguentaria passar pelo pior momento dele.”

Essa análise evita que o investidor escolha um fundo que esteja fora de seu perfil de risco, apesar de bem gerido. Anversa lembra que até mesmo os melhores fundos de ações da década, segundo classificação feita pelo InfoMoney em parceria com a escola de negócios Ibmec, passaram por oscilações ao longo de suas trajetórias.

“Os três fundos premiados tiveram uma janela de perdas de mais de 20%. São nesses momentos que o investidor se assusta, o fundo cai e ele sai no pior momento, deixando de pegar o retorno composto no tempo.”

Ele aconselha ainda que os investidores não limitem seus universos de observação aos rankings anuais. Isso porque gestoras com retornos menos explosivos, porém mais consistentes, não aparecem com frequência em levantamentos de curto prazo.

“Existem casas que olham mais o retorno composto ao longo do tempo. Não necessariamente vão aparecer no primeiro quartil de retorno, mas consistentemente vão estar no segundo quartil”, conta. “Há diferentes formas de se ganhar dinheiro, mas alguns gestores acabam prejudicados por não aparecerem nesses rankings.”

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Portaria com novos valores dos benefícios do INSS é publicada

Os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) serão reajustados em 4,48%, com validade a partir de 1º de janeiro deste ano. Com o novo percentual de reajuste, o salário de benefício e o salário de contribuição não poderão ser inferiores a R$ 1.039,00, nem superiores a R$ 6.101,06.

A Portaria nº 914, de 13 de janeiro de 2020, da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, que determina o novo percentual de reajuste, está publicada na edição desta terça-feira (14) do Diário Oficial da União.

Com o novo percentual, não terão valores inferiores a R$ 1.039,00 os benefícios de prestação continuada pagos pelo INSS correspondentes a aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte; de aposentadorias dos aeronautas, concedidas com base na Lei nº 3.501, de 21 de dezembro de 1958; e de pensão especial paga às vítimas da síndrome da talidomida.

O auxílio-reclusão, por exemplo, a partir de 1º de janeiro de 2020, “será devido aos dependentes do segurado cujo salário de contribuição seja igual ou inferior a R$ 1.425,56, independentemente da quantidade de contratos e de atividades exercidas”.

Com relação ao valor da cota do salário-família por filho até 14 anos de idade, ou inválido de qualquer idade, é de R$ 48,62 para o segurado com remuneração mensal não superior a R$ 1.425,56.

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Tesouro Direto: taxas de títulos públicos recuam após prévia do PIB

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam queda na tarde desta sexta-feira (14).

Após uma bateria de dados fracos sobre o comportamento da economia brasileira em dezembro, com resultados decepcionantes da produção, do varejo e do setor de serviços, a prévia do PIB, medida pelo Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), sinalizou hoje que a atividade segue fragilizada.

O indicador registrou queda de 0,27% em dezembro na comparação mensal, em linha com a estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, de recuo de 0,30%. Enquanto isso, a alta de 0,18% da medição anterior, de novembro ante outubro, foi revisada para queda de 0,11%.

Na comparação anual, o índice registrou avanço de 1,28% em dezembro, em linha com a estimativa, de alta de 1,3%. O dado anterior, de novembro de 2019 em relação ao mesmo período de 2018, por sua vez, também foi revisado de +1,10% para +0,76%.

Após expansão de 1,34% do PIB em 2018, a economia brasileira cresceu 0,89% em 2019, segundo o Banco Central. O resultado oficial, porém, será divulgado apenas em 4 de março, pelo IBGE.

Ainda no cenário doméstico, investidores monitoraram a nova atuação do BC no câmbio, com a oferta de 20 mil contratos de swap cambial em leilão para tentar conter a alta da moeda americana. Às 16h22, a moeda operava em baixa de 0,57%, cotada a R$ 4,31 na compra e na venda.

No cenário externo, as atenções seguem naturalmente sobre a China, em meio a dúvidas sobre a exatidão das informações divulgadas sobre o surto do coronavírus. Isso porque um erro na contagem do número de mortos na província de Hubei, epicentro da epidemia, fez as autoridades de Beijing retirarem 108 nomes da lista de mortos, por “dupla contagem”.

Apesar da revisão nos dados, o número de atingidos pelo surto superou 65 mil pessoas, com mais de 1.300 mortes.

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No Tesouro Direto, o título prefixado com vencimento em 2023 oferecia um prêmio anual de 5,28% ao ano, ante 5,35% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 34,52 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 863,10.

O papel com vencimento em 2026, por sua vez, pagava 6,18% ao ano, ante 6,23% pela manhã.

Entre os títulos indexados à inflação, o com vencimento em 2026 pagava 2,51% ao ano, ante 2,54% a.a. anteriormente, enquanto o retorno do Tesouro IPCA+ 2035 cedia de 3,25% para 3,22% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Como investir com a Selic a 4,25% ao ano?

Com a queda dos juros, produtos com retornos pós-fixados, indexados ao CDI, estão rendendo cada vez menos, e o mesmo acontece com a rentabilidade da caderneta de poupança, que é atrelada à taxa Selic.

Nos últimos 12 meses até janeiro, a caderneta rendeu 4,14%. Agora, com a Selic em 4,25% ao ano, o retorno anual da poupança passa a ser de 2,98% e continua, portanto, perdendo para demais aplicações conservadoras e até para a inflação, caso a estimativa de alta de 3,40% para o IPCA neste ano se confirme.

Além de os juros baixos dificultarem a escolha de investimentos mais conservadores, a perspectiva de que eles voltem a subir colocam novo desafio para o aplicador brasileiro.

O InfoMoney conversou com especialistas do mercado financeiro para entender como o investidor deve se posicionar neste cenário. O consenso foi de que as aplicações deverão buscar horizontes mais longos e que, independentemente do perfil de risco do investidor, alguma parcela do portfólio deve estar alocada em ativos mais arriscados, de forma a garantir melhores rentabilidades. A matéria completa você confere aqui.

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COE: entenda como funciona o investimento que combina renda fixa com variável

Já pensou em combinar a proteção oferecida pela renda fixa com a possibilidade de ganhos mais robustos proporcionada pela renda variável e ainda acessar diversos ativos internacionais? Essa é a proposta dos COE (Certificados de Operações Estruturadas).

Trata-se de de um investimento que ajuda a diversificar a carteira do investidor, pois permite atuar em cenários que dificilmente obteria ganhos sem correr grandes riscos.

No COE, tanto as perdas quanto os ganhos do investimento costumam ser limitados. Dessa forma, quem aplica hoje já tem noção de quanto dinheiro terá ao final do investimento.

Quer saber mais? Então confira este guia com tudo o que você precisa saber para entender como funcionam os COEs, além das suas vantagens e desvantagens. Descubra se são os investimentos ideais para seus objetivos financeiros – ou se é melhor procurar outras opções.

1. O que é COE?
2. Como funciona?
3. Vantagens e desvantagens
4. Para quem é indicado?
5. Como investir em COE com segurança; passo a passo

O que é COE?

Os Certificados de Operações Estruturadas estão disponíveis para os investidores brasileiros há alguns anos e se parecem muito com as chamadas “notas estruturadas”, que são populares nos Estados Unidos e na Europa.

Na prática, os COEs são um produto financeiro que mescla aplicações e características de renda fixa e de renda variável em um só “pacote”.

Em certa medida, por ser um conjunto de ativos, o COE lembra um pouco o funcionamento de um fundo de investimentos. Mas há diferenças importantes: além de ter um valor mínimo de investimento e um indexador definido, o COE possui também uma data de vencimento e apresenta ao investidor uma série de cenários diferentes de ganhos e perdas.

Por isso, o COE é um produto que tanto pode atender os investidores mais conservadores, ainda receosos de aplicar em mercados mais arrojados, quanto investidores experientes, que buscam diversificar suas aplicações em mercados mais sofisticados.

Como funciona?

O COE é um produto relativamente novo no mercado brasileiro e possui características bem diferentes dos investimentos mais conhecidos por aqui. Por isso, é necessário entender detalhadamente como os certificados funcionam antes de aplicar. Abaixo, você vai conhecer o que há de mais importante sobre o assunto:

Emissão e registro

Os COEs são emitidos pelos bancos. De acordo com a regulação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), todos precisam ser registrados junto à B3 (antiga Cetip).

Desde 2015, os COEs podem ser ofertados publicamente – antes, eles eram distribuídos apenas de maneira privada, sem publicidade. Por isso, acabavam circulando entre os clientes de alta renda de bancos. Uma instrução da CVM, no entanto, permitiu que eles passassem a ser vendidos também por corretoras e distribuidoras de valores.

Para tanto, essas instituições precisam fornecer o Documento de Informações Essenciais (DIE), que especifica todas as características do COE. Devem estar presentes explicações sobre o funcionamento do produto, a previsão de fluxo de pagamentos, os riscos envolvidos, as garantias que existirem, os prazos, a expectativa de rentabilidade, entre outros dados.

Além do DIE, o investidor também precisa receber – antes de fazer o investimento – um termo de ciência de risco, indicando que conhece os riscos a que se submeterá ao comprar um COE.

Rentabilidade e tipos de COE

Os COEs são um investimento muito flexível. Como podem adotar estratégias bastante variadas, a rentabilidade depende principalmente do tipo de aplicação feito em cada produto. Um COE de ações poderá ter um desempenho muito diferente de um COE focado em ativos de renda fixa ou em moedas, por exemplo.

Mas existe uma característica fundamental que divide os COEs em dois grupos distintos, e ela tem a ver com uma garantia que pode ser oferecida pelos emissores. São eles:

• COE de Valor Nominal Protegido: COEs desse tipo garantem que o investidor receberá de volta no mínimo o valor que investiu inicialmente – mesmo que os ativos de referência do produto tenham um desempenho negativo. Essa categoria costuma ser indicada para quem ainda tem pouca experiência no mercado financeiro ou muita aversão à perda.

É importante entender dois riscos dos COEs de valor nominal protegido. Um deles é o custo de oportunidade: ter a garantia de não perder o investimento inicial é bom, mas também é preciso considerar o que se deixa de ganhar. Ficar no zero a zero não é tão bom quanto ter alguma rentabilidade, mesmo que ela seja pequena.

O segundo risco é ganhar menos do que seria possível. Em troca do conforto da proteção, alguns COEs limitam o ganho dos investidores a um determinado patamar – assim, mesmo que o ativo de referência avance 20% ou 30% no período, o certificado talvez repasse 10% ou 15% para quem aplicou.

• COE de Valor Nominal em Risco: Já nesse tipo de COE não há nenhuma garantia. O investidor pode perder até o limite do capital que foi inicialmente investido.

Ativos e indexadores

Os bancos podem criar uma série de estratégias para os COEs, atreladas a uma variedade de ativos de referência. Todos os cenários de rentabilidade serão baseados no desempenho desses indexadores durante o período de vigência do certificado. Entre os ativos de referência mais comuns estão:

• Juros
• Moedas
• Ouro
• Commodities
• Índices de inflação
• Ações e índices de ações nacionais
• Ações e índices de ações internacionais

Valor mínimo de investimento

O valor mínimo de investimento em um COE varia de produto para produto. Os emissores estabelecem esse número de acordo com o nível de complexidade da aplicação, o patamar de risco embutido, o potencial de ganho, entre outros aspectos. Quanto mais sofisticado for o COE, maior tende a ser o valor mínimo de investimento.

Muitos COEs são emitidos com valores mínimos a partir de R$ 5.000 – a maioria dos produtos disponíveis na XP Investimentos, por exemplo, variam ao redor dessa faixa. Isso torna o produto relativamente acessível para diversos públicos de investidores.

Imposto de Renda

Incide Imposto de Renda sobre o rendimentos dos COEs, seguindo a mesma tabela regressiva aplicada à renda fixa. Assim, as alíquotas variam de 22,5% a 15%, de acordo com o prazo da aplicação. Se o investimento for mantido por menos de seis meses, o IR incidirá pela alíquota mais alta (22,5%). A alíquota mais baixa só é aplicada se o investimento for mantido por dois anos ou mais.

Embora possa ter ações como ativos de referência, os COEs não têm alguns benefícios fiscais que se aplicam à renda variável. Por exemplo, as perdas realizadas em operações com os certificados não podem servir para compensar os ganhos em operações com ações.

Custos e taxas

Dependendo da corretora, a negociação dos COEs pode envolver algumas taxas. Algumas cobram corretagem, taxa que existe também para comprar e vender ações na bolsa. Outras estabelecem um valor de custódia, uma espécie de “aluguel” pago pelo investidor pela guarda dos recursos e investimentos.

Muitas casas, no entanto, isentam os investidores de todos esses custos. É o caso da XP Investimentos, por exemplo.

Risco e liquidez

Investir em COEs envolve três riscos principais. Conhecê-los bem permite que os investidores saibam se essa alternativa é a melhor diante dos seus objetivos financeiros:

• Risco de crédito do emissor: Ao adquirir um COE, o investidor se sujeita ao risco de crédito do banco emissor. Quer dizer que se a instituição financeira passar por alguma dificuldade, haverá impacto sobre os COEs também. E atenção: os certificados não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC);

• Custo de oportunidade: Para ter a garantia de receber o investimento inicial de volta, o investidor abre mão da rentabilidade de outra aplicação. Acabar no “zero a zero” é uma possibilidade real no caso dos COEs;

• Risco de liquidez: Os COEs têm uma data de vencimento fixa, e normalmente ela não ocorre no curto prazo. Em geral, os certificados são emitidos com prazos de pelo menos dois ou três anos, mas muitos podem chegar a cinco anos.

Resgate antecipado de COE

Se o investidor precisar do dinheiro de volta antes do vencimento do COE, existe a opção de negociá-lo no mercado secundário. Nesse caso, o certificado pode ser vendido diretamente a outro investidor que esteja interessado no produto. As corretoras atuam na intermediação desse tipo de operação.

Essa saída, no entanto, tem uma implicação: o COE é vendido pelo seu preço de mercado e, por isso, a rentabilidade acertada no momento do investimento pode não ser obtida.

Vantagens e desvantagens

A flexibilidade é uma das principais vantagens dos COEs. Como eles possuem ativos de referência muito variados, os investidores podem ter acesso à rentabilidade de ativos mais sofisticados – como ações internacionais ou moedas – sem complicação. Cada uma dessas opções atende a perfis distintos, e as pessoas podem escolher os que mais combinam com seus próprios objetivos financeiros.

Além disso, é possível obter retorno em diferentes cenários. Isso porque há COEs em que o investidor se beneficia se o mercado for bem, mas também outros em que é possível ganhar mesmo se o mercado cair. Existem ainda produtos em que o retorno para o investidor é positivo nos dois casos, e outros que preveem ganhos até se o mercado andar de lado.

A garantia de receber de volta o investimento inicial, prevista em muitos COEs, dá segurança para os investidores que ainda não estão habituados a investir em opções mais arriscadas, como a renda variável. Com isso, eles podem se permitir fazer uma espécie de “teste” antes de alçar voos mais longos e arriscados.

Outra vantagem é o fato de todas as aplicações feitas pelo COE poderem ser acompanhadas juntas, em pacote, e não uma por uma. Isso facilita o trabalho do investidor, que também se beneficia dessa característica na hora de pagar o Imposto de Renda – uma só alíquota e forma de cálculo são aplicadas ao conjunto inteiro.

As desvantagens estão relacionadas principalmente à liquidez, já que não é possível resgatar um COE antes do vencimento (apenas negociá-lo no mercado financeiro).

Para quem é indicado?

O COE com capital protegido é indicado para investidores com perfil de risco a partir de “moderado”, que querem exposição a algum indexador de renda variável sem risco de perda do principal investido.

Já o COE que não possui capital protegido é mais arriscado e portanto é recomendado para investidores com perfil moderado/agressivo ou agressivo. Como o risco é maior, este produto também deve oferecer uma possibilidade de retorno mais elevado.

Como investir em COE com segurança; passo a passo

Se todo esse papo deixou você interessado nesse novo tipo de investimento, ótimo. Aqui você vai aprender todos os passos necessários para começar a comprar Certificados de Operações Estruturadas com segurança. Confira:

1. Abra uma conta

Para investir em COEs, o primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora. Isso normalmente é algo bastante simples: você precisará preencher algumas informações e enviar documentos pessoais, como a cópia do RG e do CPF.

Para escolher uma corretora, avalie quesitos como o leque de COEs e outros investimentos que ela oferece, o prazo que leva para depositar os valores quando um resgate é solicitado e até a facilidade de uso da plataforma de investimentos.

2. Faça um teste de suitability

Cada tipo de investimento é adequado para um certo tipo de investidor – e isso é verdade também no caso dos COEs. Por isso, quando tiver uma conta aberta, é importante que você preencha o Formulário do Perfil do Investidor.

Esse documento traz perguntas sobre a relação das pessoas com possíveis perdas nas aplicações financeiras. Ele serve para definir o perfil de risco de cada cliente – ou seja, quanto risco ele está disposto a correr nos seus investimentos.

Na XP Investimentos, por exemplo, os COEs de valor nominal protegido são indicados para os investidores de perfil moderado. Já os COEs de valor nominal em risco só são liberados para investidores de perfil agressivo. Apenas investidores com o perfil condizente podem aplicar no produto.

Essa adequação dos produtos ao perfil de risco de cada investidor é conhecida como suitability.

3. Escolha o ativo

Depois que tiver passado pelos dois primeiros passos, é hora de escolher os COEs em que você quer aplicar. Leia atentamente o Documento de Informações Essenciais (DIE) dos ativos que chamarem mais atenção, considerando as características deles em relação a seus objetivos financeiros.

Lembre-se de estudar o funcionamento do produto, a previsão de fluxo de pagamentos, os riscos, as garantias, os prazos e a rentabilidade pretendida.

4.  Avalie os riscos e assine os documentos

Lembre-se que para começar a investir em COEs você precisará assinar um termo de ciência de risco. Por isso, esteja certo de que tem clareza sobre as vantagens e desvantagens do produto antes de comprá-lo.

5. Transfira os recursos e comece a investir

Quando sua decisão tiver sido tomada, é hora de começar a operar. Transfira recursos da sua conte corrente para a sua nova conta na corretora por meio de um DOC ou de uma TED. Leva, no máximo, um dia. Compre os COEs que tiver escolhido e comece a acompanhar o desempenho deles por meio da plataforma de investimentos.

Diversifique a sua carteira com investindo em COE : abra uma conta na XP – é grátis!

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