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Os preços dos seguros dos 10 carros mais vendidos do país

Os preços dos seguros dos carros mais vendidos do país podem partir de 2.182,35 reais, valor médio do seguro do Chevrolet Onix em São Paulo, e podem chegar a até 7.367,30 reais, preço médio do seguro do Volkswagen T-Cross no Rio de Janeiro.

Essas informações fazem parte de um levantamento realizado pela corretora de seguros online Minuto Seguros, que simulou os preços médios das apólices dos veículos líderes de venda para cinco capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, João Pessoa e Curitiba). 

Para fazer a simulação, foi considerado o perfil de cliente homem de 35 anos e casado. O valor da cobertura contra terceiros contratada seria de 100 mil reais e as cotações foram feitas nas seguintes seguradoras: Azul, Aliro, Allianz, Bradesco, HDI, Itaú, Liberty, Sompo Seguros, Mapfre, Mitsui, Porto Seguro, Tokio Marine e SulAmérica.

As informações sobre os carros mais vendidos são da Federação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Fenabrave), referentes ao mês de março. Confira abaixo os valores médios dos seguros dos carros mais vendidos do país:

Chevrolet Onix

Região Preço médio
São Paulo (SP) R$ 2.267,28
Rio de Janeiro (RJ) R$ 3.570,69
Belo Horizonte (MG) R$ 2.740,67
Paraíba (PB) R$ 2.182,35
Curitiba (PR) R$ 2.217,14

Ford Ka

Região Preço médio
São Paulo (SP) R$ 2.515,58
Rio de Janeiro (RJ) R$ 3.518,35
Belo Horizonte (MG) R$ 3.183,61
João Pessoa (PB) R$ 2.832,94
Curitiba (PR) R$ 2.376,72

Hyundai HB20

Região Preço médio
São Paulo (SP) R$ 2.981,56
Rio de Janeiro (RJ) R$ 4.636,14
Belo Horizonte (MG) R$ 3.728,82
João Pessoa (PB) R$ 2.856,89
Curitiba (PR) R$ 3.356,06

Chevrolet Onix Sedan

Região Preço médio
São Paulo (SP) R$ 2.610,95
Rio de Janeiro (RJ) R$ 3.837,97
Belo Horizonte  (MG) R$ 2.744,96
João Pessoa (PB) R$ 2.530,26
Curitiba (PR) R$ 2.521,11

Fiat Argo

Região Preço médio
São Paulo (SP) R$ 2.656,91
Rio de Janeiro (RJ) R$ 3.890,35
Minas Gerais (MG) R$ 3.340,89
João Pessoa (PB) R$ 2.621,16
Curitiba (PR) R$ 2.790,62

Volkswagen GOL

Região Preço médio
São Paulo (SP) R$ 3.104,73
Rio de Janeiro (RJ) R$ 5.503,79
Belo Horizonte (MG) R$ 3.691,05
João Pessoa (PB) R$ 2.684,85
Curitiba (PR) R$ 3.375,81

Jeep Renegade

Região Preço médio
São Paulo (SP) R$ 4.280,55
Rio de Janeiro (RJ) R$ 6.901,40
Belo Horizonte (MG) R$ 4.034,88
João Pessoa (PB) R$ 4.451,44
Curitiba (PR) R$ 3.466,50

Volkswagen T-Cross

Região Preço médio
São Paulo (SP) R$ 3.447,32
Rio de Janeiro (RJ) R$ 7.367,30
Belo Horizonte (MG) R$ 3.868,76
João Pessoa (PB) R$ 3.522,52
Curitiba (PR) R$ 3.336,00

Renault Kwid

Região Preço médio
São Paulo (SP) R$ 2.560,73
Rio de Janeiro (RJ) R$ 3.421,45
Belo Horizonte (MG) R$ 2.834,07
João Pessoa (PB) R$ 2.558,61
Curitiba (PB) R$ 2.900,00

Volkswagen Novo Polo

Região Preço médio
São Paulo (SP) R$ 2.450,73
Rio de Janeiro (RJ) R$ 4.078,81
Belo Horizonte (MG) R$ 3.079,24
João Pessoa (PB) R$ 2.425,65
Curitiba (PR) R$ 2.455,48

 

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Caixa paga R$ 600 para 1,4 milhão de trabalhadores neste sábado

A Caixa paga neste sábado, 18, a primeira parcela do auxílio emergencial no valor de 600 reais para 1.420.466 pessoas que optaram por receber o benefício na conta de outros bancos. São trabalhadores autônomos, MEIs, informais e desempregados que não estão nem no Bolsa Família e nem no Cadastro Único. 

Na última sexta-feira, 17, o banco realizou o pagamento para 3.438.238 pessoas que tinham conta poupança na Caixa. Na próxima segunda-feira, 20, receberão 4.230.900 pessoas pela Poupança Social Digital Caixa.

Juntos, esse público soma 9,1 milhões de cidadãos, que injetará cerca de R$ 5,5 bilhões na economia.

Balanço do programa

O último balanço divulgado pela Caixa apontou que até agora 38 milhões de pessoas já se cadastraram para recebimento do benefício. 

O site auxilio.caixa.gov.br superou a marca de 275 milhões de visitas e a central exclusiva 111 registra mais de 32 milhões de ligações. O aplicativo Auxílio Emergencial CAIXA já soma 45 milhões de downloads e o aplicativo CAIXA Tem, para movimentação da poupança digital, supera 11 milhões de downloads. 

Tire suas dúvidas sobre o auxílio emergencial

Quem tem direito ao benefício?

1. Trabalhadores que cumpram uma das condições:

  • Ser microempreendedor individual (MEI)
  • Ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS)
  • Ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único — quem não estiver cadastrado poderá fazer uma autodeclaração por meio de aplicativo que estará disponível nesta terça-feira, 7 de abril
  • Ter cumprido o requisito de renda média até 20 de março de 2020

2. Ter mais de 18 anos

3. Família com renda mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (522,50 reais) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (3.135 reais)

4. Não ter tido rendimentos tributáveis, em 2018, acima de 28.559,70 reais

Quem não tem direito ao auxílio

  1. Quem tem emprego formal ativo;
  2. Pertence à família com renda superior a três salários mínimos (R$ 3.135,00) ou cuja renda mensal por pessoa maior que meio salário mínimo (R$ 522,50);
  3. Está recebendo Seguro Desemprego;
  4. Está recebendo benefícios previdenciários, assistenciais ou benefício de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família;
  5. Recebeu rendimentos tributáveis acima do teto de R$ 28.559.70 em 2018, de acordo com declaração do Imposto de Renda.

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O que os melhores gestores do mercado têm em comum? Descubra no podcast Outliers

SÃO PAULO – Existem milhares de fundos no mercado, mas poucos são geridos por profissionais fora de série, que conseguem entregar retornos acima da média, e de forma consistente, aos investidores.

O que esses profissionais têm comum? Como decidem onde investir?

Samuel Ponsoni, analista de fundos da XP, abordou esses temas na entrevista disponível no link acima.

Ponsoni é o apresentador do Outliers, um novo podcast feito em parceria por InfoMoney e XP.

No podcast, Ponsoni vai entrevistar os melhores gestores de fundos do país para mostrar como eles pensam, o que analisam antes de investir e quais foram seus maiores acertos e erros ao longo da carreira.

O primeiro episódio, com Márcio Appel, fundador da Adam Capital, vai ao ar neste domingo (19).

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ETF ganha tração com volatilidade dos mercados e vira porta de saída da Bolsa na crise

SÃO PAULO – Com a queda de quase 30% do Ibovespa em março, nenhuma das 73 ações que compõem o benchmark conseguiu fechar o mês no campo positivo – as ações do Carrefour tiveram o melhor desempenho do período, com uma queda de 0,29%.

Diante do movimento de vendas generalizadas, em vez de se desfazer de um papel por vez, o investidor preferiu recorrer ao ETF referenciado em Ibovespa para sair de todas suas posições de forma mais prática e rápida.

Com isso, o fundo indexado ao Ibovespa da BlackRock – principal ETF da B3 – BOVA11 acabou sendo o terceiro ativo mais líquido da bolsa no mês passado, com uma média diária de negociação de R$ 1,6 bilhão, ficando atrás apenas das ações da Petrobras (com giro diário de R$ 2,05 bilhões) e da Vale (R$ 1,9 bilhão).

O ETF chegou a liderar a movimentação financeira da Bolsa em quatro pregões, como no dia 18 de março, quando o fundo registrou seu maior giro no mês, de R$ 2,3 bilhões, e também quando as negociações foram interrompidas com o acionamento do “circuit break” e com um recuo de 10,3% do Ibovespa.

“Pela liquidez intradiária, o ETF permite o ajuste rápido de posições de forma a defender o portfólio em momentos de queda”, afirma Carlos Takahashi, presidente da BlackRock no Brasil.

O fundo de Ibovespa da BlackRock respondeu por aproximadamente 70% do volume total de negociação dos ETFs em março, segmento que movimentou, em conjunto, cerca de R$ 2,3 bilhões no período.

O giro ficou bem acima da média – em fevereiro havia sido menos da metade (R$ 1,1 bilhão). Em comparação com anos anteriores, a diferença fica ainda maior – em 2019, o volume médio diário dos ETFs foi de R$ 594,1 milhões, e, em 2018, de R$ 351,4 milhões.

Apesar da evolução galopante, os fundos ainda representam apenas uma pequena fração do total negociado – em março, a média diária de negociação das ações na B3 foi de R$ 34,2 bilhões, alta de 110,6% em bases anuais.

Migração para a bolsa

Segundo Renato Eid, head da estratégia de ETF da Itaú Asset, o crescimento na utilização dos fundos, notadamente daqueles de renda variável, tem acompanhado a própria evolução no número de investidores na Bolsa como reflexo da Selic baixa – em dezembro de 2019, eram cerca de 1,6 milhão de CPFs cadastrados na B3, quase o dobro ante um ano antes.

No caso dos ETFs de ações, a base de investidores foi de 41,1 mil, em 2018, para os atuais 180,2 mil. “Há cerca de um ano, nosso ETF de Ibovespa negociava cerca de R$ 50 milhões por dia, e hoje está por volta de R$ 320 milhões.”

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Eid cita a transparência dos ETFs como uma das vantagens que têm beneficiado a atração de novos bolsos. “A composição da carteira é divulgada diariamente, com o preço disponível em bolsa e uma metodologia pública e clara dos índices ao qual o fundo está referenciado”, afirma o executivo da Itaú Asset. “O investidor sabe exatamente o que está comprando.”

Oportunidades para além-mar

E não são apenas os fundos indexados à bolsa brasileira, e com perspectivas de queda, que estão no radar dos investidores.

Os ETFs atrelados ao índice americano S&P 500 também apresentaram um salto significativo no volume negociado em março – o giro do fundo da BlackRock que acompanha o benchmark internacional foi de R$ 183,2 milhões no mês passado, ante R$ 43,7 milhões em fevereiro.

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Em ritmo um pouco mais modesto, o ETF SPXI11 da Itaú Asset, que também acompanha o benchmark americano, registrou um volume de R$ 5,4 milhões em março, frente aos R$ 3,7 milhões de fevereiro.

O movimento pode ter sido influenciado pela tese que vem ganhando corpo no mercado de que os países desenvolvidos tendem a sair da crise antes dos emergentes, seja por terem entrado primeiro nela, ou pelo poder de fogo para combater a pandemia substancialmente superior.

Além disso, as empresas de tecnologia com ações negociadas nas bolsas americanas, como Apple e Netflix, tendem a sofrer menos a crise pela natureza dos serviços prestados em comparação com a média do mercado.

Leia mais:
Gestores de fundos multimercado começam a migrar apostas para Bolsa americana
Como selecionar fundos em meio a uma crise e para quais mercados os gestores estão migrando as carteiras?

Segundo Takahashi, a história mostra que, em momentos de maior estresse, os fundos de índice geralmente passam a ocupar um espaço maior nos portfólios dos investidores.

“Nas crises os gestores ativos começam a ser questionados em relação à capacidade de entregar alfa [superar seu referencial, como Ibovespa ou CDI], visa vis a taxa de administração cobrada”, diz o presidente da BlackRock no Brasil.

O baixo custo dos ETFs deve manter a utilização do instrumento em trajetória crescente nos próximos meses, em um cenário de juros baixos em que os investidores devem se atentar cada vez mais para os gastos atrelados aos produtos, prevê Takahashi.

Também de olho em uma demanda crescente, a Itaú Asset lançou em fevereiro um fundo de índice com a estratégia de small caps, que vai concorrer com um produto mais antigo da BlackRock. “Não pensamos no ETF como um instrumento circunstancial”, diz Eid. “Vemos o ETF como um veículo estratégico.”

Demanda desigual

Se por um lado os ETFs de renda variável vem ganhando apelo, por outro, com a Selic na mínima histórica de 3,75%, os fundos de índice de renda fixa estão tendo dificuldade para manter a atratividade no momento.

Dados da B3 mostram que a base de investidores nesses veículos somava 5,2 mil em março de 2020, ante 5,4 mil em dezembro de 2019. Em termos de volume negociado, a média diária dos ETFs de renda fixa foi de R$ 7,01 milhões no mês passado, queda de 30,6% frente aos R$ 10,1 milhões de fevereiro, mas alta de 20,8% ante os R$ 5,8 milhões de 2019.

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“A forte desvalorização da bolsa e o aumento da aversão ao risco podem fazer com que os ETFs de renda fixa voltem a atrair os investidores”, pondera a professora Claudia Yoshinaga, coordenadora do centro de estudos em finanças da FGV EAESP.

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Entre os pontos de atenção dos ETFs, a professora da FGV aponta a distorção na tributação que incide sobre esses fundos. “Operações com ações de até R$ 20 mil são isentas de Imposto de Renda, o que não vale para os ETFs, mesmo para os de renda variável”, afirma.

Por outro lado, para os ETFs de renda fixa, em menos de seis meses a alíquota de imposto devido fica em 15%, percentual obtido em aplicações com títulos públicos somente após dois anos, observa a professora.

Yoshinaga entende que os produtos ainda carecem de um trabalho maior de divulgação e distribuição para sua disseminação em escala mais relevante. Seja como for, considerando os prós e contras, a acadêmica enxerga nos fundos de índices uma boa alternativa para os investidores.

“Estudos mostram que é muito difícil um gestor bater o mercado consistentemente no longo prazo”, argumenta a professora. “Faz sentido o investidor ter um fundo no portfólio que não se propõe a bater, mas, sim, a seguir o mercado, com um custo bastante inferior ao de outros veículos.

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Crise será mais severa que a de 2008 no curto prazo, mas velocidade da retomada e bancos farão a diferença

 

SÃO PAULO – A atual crise imposta pela epidemia do coronavírus na economia será mais severa que a recessão enfrentada em 2008 a curto prazo, mas tem a seu favor duas questões importantes: o tempo de retomada e a posição do setor financeiro.

Crise será mais severa que recessão de 2008 no curto prazo, mas tempo de retomada e bancos farão a diferença

A afirmação partiu de Gabriela Santos, estrategista para mercados globais do J.P. Morgan Asset Management, que participou nesta quinta-feira (16) de uma live do InfoMoney.

Segundo a estrategista, a recessão atual vai durar até o lançamento de uma vacina contra o coronavírus, esperada para no máximo um ano, quando então poderá ter início um processo de recuperação econômica. “A recessão de 2008 demorou dois anos até tudo passar. Isso é ‘só’ um choque de saúde. Resolvendo isso, a gente volta”, afirmou.

A situação dos bancos também é mais benéfica para a crise atual, com a possibilidade de o setor financeiro ajudar na recuperação, em vez de agravar o quadro.

Recessão profunda

Após uma entrevista dada em março ao InfoMoney quando inicialmente disse que esperava uma recessão global “branda” por conta do coronavírus, Gabriela ressaltou na live que, com as mudanças vistas ao longo das últimas semanas, a perspectiva mudou para uma recessão profunda em 2020. E tudo leva a crer que a recuperação será lenta e gradual.

“Toda informação que temos da questão de saúde nos leva a acreditar que pode terminar a quarentena, mas não termina a história ainda. É o começo desse novo capítulo, da reabertura das economias, e vai ser um capítulo longo, difícil”, afirmou. “Até termos a vacina, que vai demorar uns 12 meses, a recuperação vai ser bem devagar.”

Tanto que a gestora espera uma recuperação em um formato de “U”, não mais de “V” – na qual a retomada é tão rápida quanto a queda era a trajetória mais esperada no início –, a partir de 2021.

Uma das grandes preocupações no momento recai sobre o setor de serviços, mas a estrategista mencionou como pontos positivos as respostas das autoridades monetárias à crise. “Ajudou a dar um conforto de que essa recessão profunda não vai virar uma depressão”, pontuou.

Alocação

Por ora, a recomendação da gestora do J. P. Morgan é focar em menos riscos na carteira, com preferência por empresas de qualidade, com viés mais defensivo, como de saúde, de tecnologia (com foco em serviços) e de consumo básico. E, segundo Gabriela, vale mais a pena hoje tomar risco em ações que em crédito.

Sem enxergar apetite dos estrangeiros pelos mercados emergentes, a estrategista ainda ressalta as diferenças dentro do grupo. Entre os países de mais qualidade e mais bem preparados para enfrentar a crise estão os da Ásia emergente, do Chile e do Peru. Na direção oposta, com maior risco associado, está o Brasil.

Em termos regionais, a aposta prevalece sobre países tidos como mais defensivos no atual contexto, como Estados Unidos e da Ásia – como China, Coreia e Taiwan.

Confira a entrevista completa no player acima ou em nosso canal do YouTube.

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Tesouro Direto: Taxas de títulos públicos recuam nesta quinta-feira

SÃO PAULO – Com investidores repercutindo a reabertura de economias afetadas pelo coronavírus ao redor do mundo e de olho nos Estados Unidos, com dados de seguro-desemprego e falas de Donald Trump, as taxas dos títulos públicos negociados via Tesouro Direto ampliaram as quedas na tarde desta quinta-feira (16).

Entre os títulos com retorno prefixado, o papel com vencimento em 2026 pagava 6,62% ao ano, ante 6,77% a.a. na tarde de quarta-feira (15). Já o Tesouro Prefixado com juros semestrais e prazo em 2031 oferecia um prêmio anual de 7,36%, ante 7,55% ao ano anteriormente.

Nos papéis indexados à inflação, o juro do Tesouro IPCA+2026 cedia de 3,15% para 3,07% ao ano, enquanto o Tesouro IPCA+ com juros semestrais e prazo em 2055 pagava 4,33% ao ano, ante 4,50% a.a. ontem.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta quinta-feira (16):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário

De acordo com o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, foram registrados 5,2 milhões de pedidos de auxílio-desemprego no país na semana passada, resultado levemente abaixo da mediana da expectativa dos economistas consultados pela Bloomberg, que apontava para um aumento a 5,5 milhões de pedidos.

Em meio ao coronavírus, que supera os 636 mil casos na maior economia do mundo, o presidente Donald Trump afirmou que irá revelar hoje diretrizes para relaxar as regras de isolamento nos EUA, citando dados que mostrariam que o surto está encontrando um platô em partes do país.

Na Europa, investidores reagem positivamente aos relaxamento dos lockdowns, com a Alemanha anunciando que estabelecimentos comerciais de menor porte poderão reabrir a partir do dia 20 de abril, se implementarem medidas de higiene adequadas. Já as escolas devem voltar a funcionar no dia 4 de maio.

Por aqui, o presidente Jair Bolsonaro informou nesta tarde a demissão de Luiz Henrique Mandetta do comando do Ministério da Saúde. O movimento era aguardado desde a semana passada e foi confirmado em uma reunião convocada às pressas pelo presidente.

Ontem, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que estados e municípios podem tomar as medidas que acharem necessárias para combater o coronavírus, como isolamento social, fechamento do comércio e outras restrições. Com a decisão, os governadores e prefeitos também poderão definir os serviços essenciais que podem funcionar durante o período da pandemia.

Para auxiliar os setores empresariais mais atingidos pelos efeitos da epidemia do coronavírus, caso de empresas de energia, varejo, companhias aéreas e da cadeia automotiva, bancos como Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Santander, preparam um pacote de socorro.

Também no radar, o Senado aprovou em primeiro turno o texto-base da PEC do “Orçamento de Guerra”, que visa facilitar o aumento de gastos pelo governo federal para enfrentar a Covid-19 e amplia a caixa de ferramentas do Banco Central. A votação em segundo turno será nesta sexta-feira (17).

A PEC, entretanto, terá que voltar à Câmara, onde havia sido aprovada no início do mês, porque senadores alteraram o texto para restringir a possibilidade de o Banco Central comprar títulos privados.

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Receita regulariza 13,6 milhões de CPFs para recebimento dos R$ 600

A Receita Federal informou, nesta sexta-feira,17, que está regularizando 13,6 milhões de CPFs para o recebimento do auxílio emergencial, no valor de 600 reais. Segundo o Ministério da Cidadania, esses CPFs estão sendo processados pela Dataprev e poderão ser acessados a partir da próxima segunda-feira, 20. 

Dessa maneira, os trabalhadores informais que estavam em situação irregular poderão acessar a atualização do aplicativo da Caixa a partir de segunda-feira para pedir novamente o recebimento do benefício emergencial. 

Como regularizar o CPF 

Para evitar a propagação do novo coronavírus, a orientação do Ministério da Saúde é evitar aglomeração em locais públicos, como sede das agências da Receita Federal e agências bancárias. Dessa maneira, os contribuintes que tiverem com CPF irregular devem buscar a regularizar por meio do site da Receita por meio dessas opções:

– preferencialmente pelo formulário eletrônico “Alteração de Dados Cadastrais no CPF”;

– Chat Receita Federal

Para os casos em que não for possível regularizar pelo site, o atendimento poderá ser efetuado via e-mail corporativo.

Nesse caso, o cidadão deverá enviar o e-mail de acordo com o seu estado de jurisdição, conforme tabela abaixo, solicitando o serviço de regularização de CPF acompanhada da documentação descrita no endereço:

http://receita.economia.gov.br/orientacao/tributaria/cadastros/cadastro-de-pessoas-fisicas-cpf/servicos/regularizacao-cpf.

Tabela de jurisdição por estado e respectivos e-mails corporativos

1ª Região Fiscal (DF, GO, MT, MS e TO)    atendimentorfb.01@rfb.gov.br
2ª Região Fiscal (ACM AM, AP, PA, RO e RR)    atendimentorfb.02@rfb.gov.br
3ª Região Fiscal (CE, MA e PI)    atendimentorfb.03@rfb.gov.br
4ª Região Fiscal (AL, PB, PE e RN)    atendimentorfb.04@rfb.gov.br
5ª Região Fiscal (BA e SE)    atendimentorfb.05@rfb.gov.br
6ª Região Fiscal (MG)    atendimentorfb.06@rfb.gov.br
7ª Região Fiscal (ES e RJ)    atendimentorfb.07@rfb.gov.br
8ª Região Fiscal (SP)    atendimentorfb.08@rfb.gov.br
9ª Região Fiscal (PR e SC)    atendimentorfb.09@rfb.gov.br
10ª Região Fiscal (RS)    atendimentorfb.10@rfb.gov.br

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Pagamento de R$ 600 para quem não está no Cadúnico começa às 15h

A Caixa começa a realizar nesta sexta-feira, 17, às 15h, os pagamentos para trabalhadores autônomos, MEIs, informais e desempregados que não recebem benefícios federais (não estão inscritos no CadÚnico) e nem são beneficiários do programa Bolsa Família.

O banco recebeu, na tarde de quarta-feira (15), o primeiro lote com as informações dos beneficiários inscritos por meio do site ou do aplicativo e que cumprem os critérios de elegibilidade de acordo com a lei 13.982/2020. Desde esta quinta-feira, às 18h, esse primeiro lote de trabalhadores já podiam ver se tiveram o benefício aprovado com base nessas informações. Quem viu a mensagem de beneficio aprovado pelo app terá o dinheiro creditado, a partir de hoje (17).

O primeiro lote do Auxílio Emergencial para este público soma 9,1 milhões de cidadãos, e vai injetar cerca de R$ 5,5 bilhões na economia. O valor deve ser pago entre esta sexta-feira, 15h, e segunda-feira, 20.

Veja o calendário de pagamentos:

Sexta-feira (17), a partir das 15h:
– Crédito para 3.438.238 pessoas com conta poupança na Caixa

Sábado (18):
– Crédito para 1.420.466 pessoas com contas em outros bancos

Segunda-feira (20):
– Crédito para 4.230.900 pessoas na Poupança Social Digital CAIXA

Cadastro Único:

Para aqueles inscritos no CadÚnico e que não fazem parte do programa Bolsa Família, a Caixa credita nesta sexta-feira (17) R$ 1,5 bilhão para 2,1 milhões de pessoas.

Ao todo já foram disponibilizados R$ 6,3 bilhões para 9,3 milhões de brasileiros. Foram abertas mais de 6,4 milhões de contas do tipo Poupança Social Digital para este público.

Bolsa Família:

Nos dois primeiros dias do calendário de pagamento do Auxílio Emergencial para os elegíveis do público de beneficiários do programa Bolsa Família, a Caixa já creditou R$ 3 bilhões para 3,9 milhões de pessoas das 2,7 milhões de famílias beneficiadas.

Segue o calendário de pagamentos:

Sexta-feira (17):

  • 1.926.557 pessoas das 1.359.786 de famílias beneficiárias do Bolsa Família
    cujo último digito do NIS é igual a 2
  • Segunda-feira (20):
  • – 1.923.492 pessoas das 1.357.623 de famílias beneficiárias do Bolsa Família
    cujo último digito do NIS é igual a 3
  • Quarta-feira (22):
  • – 1.924.261 pessoas das 1.358.166 de famílias beneficiárias do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 4
  • Quinta-feira (23):
  • – 1.922.522 pessoas das 1.356.938 de famílias beneficiárias do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 5
  • Sexta-feira (24):
  • – 1.919.453 pessoas das 1.354.772 de famílias beneficiárias do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 6
  • Segunda-feira (27):
  • -1.921.061 pessoas das 1.355.907 de famílias beneficiárias do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 7
  • Terça-feira (28):
  • -1.917.991 pessoas das 1.353.741 de famílias beneficiárias do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 8
  • Quarta-feira (29):
  • – 1.920.953 pessoas das 1.355.831 de famílias beneficiárias do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 9
  • Quinta-feira (30):
  • – 1.918.047 pessoas das 1.353.780 de famílias beneficiárias do Bolsa Família
    cujo último digito do NIS é igual a 0

Saque em espécie:

Com o objetivo de evitar aglomerações nas agências e unidades lotéricas expondo empregados, parceiros e clientes ao risco de contágio, a Caixa escalonou o calendário de saque.

Os recursos creditados na poupança digital podem ser utilizados por meio do app Caixa Tem para pagamentos e transferências, entre outros serviços.

Quem indicou conta bancária anterior ou vai receber os R$ 600 em substituição ao Bolsa Família não tem restrição para saque.

Segue o calendário de saque em espécie da poupança digital sem cartão nos canais de autoatendimento e lotéricas:

o 27 de abril – nascidos em janeiro e fevereiro
o 28 de abril – nascidos em março e abril
o 29 de abril – nascidos em maio e junho
o 30 de abril – nascidos julho e agosto
o 04 de maio – nascidos em setembro e outubro
o 05 de maio – nascidos em novembro e dezembro

Desde o dia 9 de abril, quando teve início o pagamento do Auxílio Emergencial do Governo Federal, a Caixa já creditou mais de R$ 11,4 bilhões para 16,6 milhões de brasileiros. O banco, agente pagador do auxílio, está realizando a maior operação de bancarização da história do país, abrindo nesta semana mais de 10 milhões de contas Poupança Social Digital, de forma gratuita.

Até agora, 38 milhões de cidadãos já se cadastraram para recebimento do benefício. O site auxilio.caixa.gov.br superou a marca de 275 milhões de visitas e a central exclusiva 111 registra mais de 32 milhões de ligações. O aplicativo Auxílio Emergencial CAIXA já soma 45 milhões de downloads e o aplicativo CAIXA Tem, para movimentação da poupança digital, supera 11 milhões de downloads.
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Caixa libera pagamento dos R$ 600 para Bolsa Família com final 2

A Caixa inicia nesta sexta-feira, 17, o pagamento da primeira parcela do auxílio emergencial no valor de 600 reais para as pessoas inscritas no Bolsa Família, cujo último dígito do Número de Identificação Social (NIS) é igual a 2. Neste lote serão contemplados 1.359.786 beneficiários.

Já segunda e a terceira parcela do pagamento do auxílio emergencial para esse grupo será em 19 de maio e 18 de junho, respectivamente.

O pagamento do auxílio aos inscritos no Bolsa Família é feito automaticamente, ou seja, os beneficiários não precisaram se cadastrar no programa. Só recebe o auxílio emergencial se o valor for maior do que o creditado pelo Bolsa Família.

Veja calendário de pagamentos abaixo:

Primeira parcela

Data de pagamento Beneficiários do Bolsa Família
16 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 1
17 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 2
20 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 3
22 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 4
23 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 5
24 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 6
27 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 7
28 de abril de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 8
29 de abril de 2020 pagamento para final do número de identificação social 9
30 de abril de 2020 pagamento para final do número de identificação social 0

Segunda Parcela 

Data de pagamento Beneficiários do Bolsa Família
18 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 1
19 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 2
20 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 3
21 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 4
22 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 5
25 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 6
26 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 7
27 de maio de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 8
28 de maio de 2020 pagamento para final do número de identificação social 9
29 de maio de 2020 pagamento para final do número de identificação social 0

Terceira Parcela

Data de pagamento Beneficiários do Bolsa Família
17 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 1
18 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 2
19 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 3
22 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 4
23 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 5
24 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 6
25 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 7
26 de junho de 2020 pagamento para final do número de indentificação social 8
29 de junho de 2020 pagamento para final do número de identificação social 9
30 de junho de 2020 pagamento para final do número de identificação social 0

Segundo a Caixa, o auxílio emergencial foi pago, até o momento, a mais de 16,5 milhões de brasileiros, que receberam juntos 13,3 bilhões de reais.

Até às 9h de sexta-feira (17), mais de 38 milhões de brasileiros já haviam se cadastrado no aplicativo e no site do banco para receber o benefício.

No início da semana, a Caixa começou o pagamento de 600 reais do auxílio emergencial para os inscritos no Cadastro Único, Microempreendedores Individuais, informais, contribuintes individuais do INSS que se inscreveram no programa e para as mulheres com filhos chefes de família. 

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Fundos DI: entenda como funcionam e se são a melhor opção para os seus objetivos financeiros

Fundos DI

Os fundos DI são velhos conhecidos dos brasileiros: todos os bancos e corretoras oferecem pelo menos uma opção deles aos investidores. Normalmente, a promessa é de que eles proporcionam uma rentabilidade melhor que a da poupança.

Mas será que isso é suficiente para quem quer ver as economias crescerem e se multiplicarem?

Se você mantém investimentos em fundos DI, esse guia é para você. E se faz isso “no automático”, precisa começar a ler o guia agora mesmo. Conheça todos os detalhes dos fundos DI abaixo:

1. O que são Fundos DI?
2. Como funcionam
3. Vantagens e Desvantagens
4. Quando vale a pena investir?
5. Como investir; passo a passo

O que são Fundos DI?

Os fundos DI estão entre os mais populares do mercado, especialmente entre investidores que buscam uma opção para formar uma reserva de emergência. Eles estão incluídos na categoria de fundos de renda fixa, como são classificadas as carteiras que tenham pelo menos 80% do patrimônio aplicado em ativos vinculados à variação da taxa de juros, de índices de preço, ou as duas coisas.

A principal característica dos fundos DI é o seu objetivo: acompanhar a taxa do CDI, seu índice de referência. Os CDIs – ou Certificados de Depósito Interbancário – representam empréstimos de curtíssimo prazo realizados pelos bancos a outros bancos. A taxa do CDI é a média dos juros cobrados nessas operações, calculada pela B3, onde os negócios são registrados.

Para conseguir cumprir essa promessa, os gestores de fundos DI investem principalmente em títulos de renda fixa pós-fixados, indexados à Selic ou ao CDI, que acompanham a variação dos juros brasileiros.

Não há uma categoria única para concentrar todos os fundos DI na classificação criada pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Eles estão espalhados por diferentes subdivisões dos fundos de renda fixa.

Alguns fundos DI disponíveis para os pequenos investidores são classificados, por exemplo, na categoria de “fundos simples”. Essas carteiras devem manter 95% do patrimônio aplicado em títulos públicos federais ou papéis de instituições financeiras com risco de crédito equivalente ao do governo.

Também podem fazer operações compromissadas com títulos públicos federais (acordo, bastante comum, em que uma instituição financeira vende títulos ao investidor com o compromisso de recomprá-los em um determinado prazo e por um determinado preço). São fundos tão básicos que alguns gestores não cobram taxa de administração.

Há também fundos DI enquadrados em outras categorias, como “renda fixa duração baixa grau de investimento”. Essas carteiras devem investir pelo menos 80% da carteira em títulos públicos federais ou ativos com baixo risco de crédito, com prazo médio de vencimento em até 21 dias úteis. E por aí vai.

Como funcionam os Fundos DI

Embora esteja entre as aplicações mais simples e comuns do mercado, o funcionamento básico de um fundo DI ainda é desconhecido por muitos investidores. Essas carteiras têm características específicas de rentabilidade, liquidez e tributação que devem ser dominadas por quem tem a intenção de aplicar. Confira os detalhes:

Rentabilidade

A rentabilidade dos fundos DI busca acompanhar o desempenho da taxa do CDI. Normalmente, fica um pouco abaixo do indicador, já que alguns custos são descontados do resultado (leia mais sobre taxa de administração a seguir).

O retorno dos fundos DI se aproxima da remuneração de outros produtos de renda fixa, como os CDBs. Mas, do ponto de vista operacional, eles apresentam uma diferença bastante marcante em relação a outra aplicação muito comum entre os brasileiros: a poupança.

Diferentemente da caderneta, que tem rentabilidade mensal, os fundos DI têm rentabilidade diária. Isso significa que todos os dias os administradores calculam quanto as aplicações da carteira renderam e creditam o valor no patrimônio. Mesmo que o investidor aplique e decida sacar o dinheiro no dia seguinte, receberá a remuneração equivalente ao (curto) período em que manteve o investimento.

Na poupança, a rentabilidade só é creditada a cada mês, na “data de aniversário” da aplicação. Uma aplicação feita hoje e resgatada amanhã não recebe nenhuma remuneração.

Para acompanhar o histórico de desempenho de um fundo DI, basta buscar pela carteira nos sites da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e da Anbima. Alguns documentos publicados pelos gestores e administradores também trazem esses dados – como a lâmina de informações essenciais.

Liquidez

Um dos atrativos dos fundos DI é o fato de que, em geral, eles oferecem liquidez diária – e, muitas vezes, imediata. Significa que é possível solicitar resgates a qualquer momento, sem sofrer uma perda de valor em função da retirada.

Ao investir em um fundo DI, é importante saber os prazos relacionados aos resgates, para não ser pego de surpresa. No regulamento da carteira, procure informações sobre a data de conversão (quando o cálculo do valor das cotas será feito para o pagamento do resgate) e de pagamento (quando os recursos serão efetivamente disponibilizados ao investidor).

Nos fundos DI, é comum que a data de conversão e de pagamento ocorra em D+1. Nesse caso, o valor das cotas usado como referência para o pagamento do resgate será um dia útil após a data em que o resgate foi pedido. O regulamento também pode prever conversão e resgate em D+0, o que significa que o cálculo e o pagamento ocorrerão no mesmo dia em que a retirada for solicitada.

Uma outra vantagem dos fundos DI é que eles raramente preveem prazo de carência, que é um período mínimo no qual o investidor não pode solicitar o resgate.

Custos

O custo envolvido no investimento em fundos DI é a taxa de administração, que remunera as instituições envolvidas na gestão e na administração da carteira. Esse é um ponto importante para considerar na hora de escolher o investimento, já que as taxas têm um impacto direto sobre o retorno da aplicação. Quanto maior elas forem, menor será a rentabilidade líquida obtida com o investimento.

A taxa de administração incide sobre todo o dinheiro mantido pelo investidor no fundo DI. Ela é divulgada na forma de um percentual anual. A cobrança da taxa de administração, no entanto, é feita diariamente, de maneira proporcional.

Nas épocas em que juros das aplicações financeiras estão muito baixos, a atenção com a taxa de administração precisa ser ainda maior. Com a Selic (taxa básica de juros da economia brasileira) abaixo de 5% ao ano, um fundo com taxa de administração de 2% ao ano terá um retorno líquido real (descontando impostos e inflação) muito próximo de zero.

Tributação

Os fundos DI são tributados assim como os fundos de renda fixa em geral. Incidem dois impostos diferentes: o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o Imposto de Renda. Mas o IOF é cobrado apenas se o resgate for realizado em menos de 30 dias a partir da aplicação. Nesse caso, a alíquota sobre o rendimento pode variar de 96% a 0%, dependendo do prazo.

O Imposto de Renda, por sua vez, incide sobre a rentabilidade de todos os fundos DI, mantendo ou não a aplicação por muito tempo. Só que o período de permanência na aplicação tem um efeito direto, e é sobre o tamanho da alíquota. Quanto mais tempo o dinheiro permanece investido, menor será a mordida do Leão.

Os fundos DI são divididos em dois grupos, para efeitos de tributação. Os fundos de longo prazo têm a carteira formada por títulos com vencimento médio acima de 365 dias. Já os fundos de curto prazo, como o próprio nome indica, têm papéis com vencimento mais curto – na média, abaixo de 365 dias.

Mas qual é, afinal, a alíquota de Imposto de Renda que incide sobre os fundos DI? Para esse cálculo, é aplicada uma tabela regressiva. A alíquota é maior para as aplicações mantidas por um período mais curto, e menor para que as ficam mais tempo. Nos fundos DI enquadrados como de curto prazo, a tabela regressiva é a seguinte:

Fundos de curto prazo
Até 180 dias de aplicação 22,5%
Acima de 180 dias de aplicação 20%

Já se o fundo DI é enquadrado como de longo prazo, a tabela regressiva é a que segue:

Fundos de longo prazo
Até 180 dias de aplicação 22,5%
De 180 a 360 dias de aplicação 20%
De 361 a 720 dias de aplicação 17,5%
Acima de 720 dias de aplicação 15%

A cobrança de Imposto de Renda nos fundos DI segue um modelo conhecido como “come-cotas”. A tributação acontece semestralmente – e não somente na hora do resgate, como é o caso em outros tipos de aplicações.

No último dia útil dos meses de maio e novembro, os administradores dos fundos calculam quanto os investidores devem de imposto, considerando a menor alíquota de cada categoria (curto ou longo prazo). Essa cobrança leva o nome de come-cotas justamente porque é feita recolhendo cotas do fundo.

Quando o investidor for resgatar os recursos do fundo, é feito um ajuste para verificar quanto Imposto de Renda ainda é preciso pagar. Imagine que o saque seja feito em menos de um ano, período que pressupõe uma alíquota de 20% de Imposto de Renda. Como o come-cotas é recolhido pela menor alíquota (de 15%), o investidor ainda teria de acertar essa diferença.

Vantagens e Desvantagens

Para os investidores individuais, os fundos DI são opções que embutem algumas vantagens. Uma delas é o baixo risco. Como são formadas basicamente por papéis pós-fixados emitidos pelo governo ou por grandes bancos e empresas, essas carteiras são consideradas seguras em termos de risco de crédito e de mercado.

A possibilidade de resgatar os recursos a qualquer momento sem penalidades também é um ponto a favor dos fundos DI. Por isso, eles costumam ser recomendados para as aplicações que podem ser acionadas no curto prazo – caso da reserva de emergência que todos devem manter para situações inesperadas. Recursos dessa natureza devem estar disponíveis com facilidade.

Além disso, os fundos DI também exigem normalmente investimentos baixos, a partir de R$ 100 ou R$ 200. Assim, são opções viáveis para quem consegue poupar um pouquinho por mês, por exemplo.

A contrapartida disso é a rentabilidade. O retorno proporcionado pelos fundos DI costuma ser baixo porque, em geral, eles não têm uma gestão ativa. O objetivo dessas carteiras é meramente seguir o desempenho da taxa do CDI, que há alguns anos está em queda. Fora isso, as taxas de administração abocanham parte dos ganhos. Taxas maiores do que 1% ao ano são consideradas elevadas demais para o tipo de gestão oferecida pelos fundos.

Quando vale a pena investir em Fundos DI?

Os fundos DI são considerados opções de investimento conservadoras. Como boa parte dos papéis que compõem a sua carteira são pós-fixados, seguindo as variações dos juros da economia, normalmente não apresentam oscilações bruscas de valor. Além disso, eles oferecem liquidez diária na maioria dos casos, o que facilita a movimentação dos recursos pelos investidores.

Quem quer aplicar a reserva de emergência, por exemplo, pode encontrar uma boa alternativa nos fundos DI. Eles são acessíveis e livres de maiores sobressaltos. Recursos que podem ter de ser resgatados a qualquer momento, em casos de imprevistos, estariam seguros neles.

Já do ponto de vista da rentabilidade, muitos especialistas em investimentos têm recomendado atenção a quem mantém recursos de longo prazo aplicados em fundos DI. Com os juros básicos da economia no menor patamar da história, é cada vez mais difícil encontrar opções que ofereçam um retorno líquido acima da inflação.

Isso é um problema para os investidores porque, ao longo do tempo, a inflação corrói o poder de compra do dinheiro. Se o investidor não conseguir uma rentabilidade que multiplique as aplicações em um ritmo acima da escalada dos preços, a tendência é de que suas economias não sejam suficientes para manter o seu padrão de vida no futuro.

Por isso, além dos fundos DI, os amantes da renda fixa devem considerar a possibilidade de investir também em outros produtos. Alguns CDBs de bancos médios, com prazo de vencimento em poucos anos, muitas vezes oferecem uma remuneração atrativa. Também existem as letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA), produtos de renda fixa isentos de Imposto de Renda. Para quem já está ambientado no mercado financeiro, há ainda as debêntures, papéis de dívida emitidos por empresas. Muitas dessas alternativas incluem vantagens sobre os fundos DI.

Como investir em Fundos DI

Os fundos DI são opções muito simples e conhecidas de investimento. Mas vale a pena ficar atento aos detalhes de cada carteira antes de escolher uma delas para investir, no lugar de outros tipos de aplicações financeiras. Confira um passo a passo:

1. Verifique se fundo DI é a melhor alternativa para seu dinheiro
Para não se arrepender, pergunte-se por que os fundos DI são a melhor opção para seu dinheiro. Considere a perspectiva de rentabilidade, a liquidez e os custos das alternativas que estiverem disponíveis. Pese também fatores como o nível de complexidade dos produtos e o investimento mínimo necessário em cada um.

2. Compare as opções entre bancos e corretoras
Se estiver certo de que são os fundos DI que você quer, comece a fazer uma pesquisa de opções. Verifique a variedade de fundos disponíveis em cada plataforma de investimentos. Procure responder pelo menos essas quatro perguntas sobre cada carteira que avaliar:

  • Qual é o histórico de rentabilidade?
  • Qual é o tamanho da taxa de administração?
  • Qual é o nível de risco dos papéis incluídos na carteira?

3. Escolha o fundo DI
Será muito mais fácil encontrar um bom fundo DI para as suas necessidades de posse dessas informações. Ao escolher um deles, lembre-se de ler com atenção documentos como a lâmina de informações essenciais e o regulamento, prestando atenção especial à seção que explica a política de investimento adotada pelo gestor.

4. Abra uma conta
Escolhido o fundo DI ideal, é hora de investir. Se o fundo for oferecido pelo seu banco, aplique os recursos diretamente. Ou abra uma conta em uma corretora de valores para ter acesso a mais e melhores opções. Isso costuma ser um procedimento simples: você precisará preencher algumas informações e enviar documentos pessoais, como a cópia do RG e do CPF.

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