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Devo investir na bolsa de valores com menos dinheiro (e mais jovem)?

Devo investir na bolsa de valores com pouco dinheiro e jovem?

Quem diria que investir na bolsa de valores brasileira seria uma decisão de pessoas cada vez mais jovens? Além de entrar mais cedo no mercado de ações, o investidor brasileiro também aumentou em número e começa com aportes menores.

Na prática, o movimento mostra que existem mais brasileiros dispostos a investir na bolsa, ainda que comecem com menos dinheiro. Segundo dados divulgados pela B3, de 2018 para 2020 o saldo médio do investidor caiu mais da metade, de R$ 19 mil para R$ 8 mil.

Os investimentos iniciais feitos pelos brasileiros também caíram em proporção semelhante quando comparados dados de 2016 e 2020: os primeiros aportes eram de R$ 3,5 mil em média, mas em março deste ano foram de R$ 1,6 mil.

Parece que investir na bolsa é também uma decisão de investidores com nível de renda menor, o que é muito bom para o mercado como um todo, mas uma constatação que também requer muita atenção do novo investidor que decide abraçar o risco (e vamos falar disso adiante).

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Investir na bolsa é para todos

Existe uma diferença entre simplesmente abrir conta e se tornar mais um CPF cadastrado na bolsa de valores e de fato investir, ou seja, negociar ativos. Entre os novos investidores, prevalece o perfil de quem realiza pelo menos uma operação por mês. O day trade é apenas uma pequena parte.

Em entrevista recente para o jornal Valor, Tarcisio Morelli, diretor de inteligência da B3, confirmou que os novos investidores são pessoas que colocam parte dos recursos em bolsa e aguardam acontecimentos para a tomada de novas decisões. São poucos os que realizam day-trade de forma recorrente”.

Para entender a mudança no perfil do investidor, precisamos levar em conta a quantidade de novos entrantes. O brasileiro com nível menor de renda passou a investir na bolsa de valores, tanto por conta do maior apelo com os juros mais baixos, mas também pela crescente conscientização acerca da importância da diversificação (e da educação financeira).

Voltando bastante no tempo, para 2011, observa-se que naquele período existiam 238 mil investidores com menos saldo de até R$ 10 mil na bolsa de valores. Os números mais recentes mostram alta de mais de 400% em pouco menos de 10 anos: hoje são mais de 1 milhão de investidores que mantém menos de R$ 10 mil em ativos negociados na B3.

Morelli também foi enfático ao dizer que a base de investidores está cada vez mais jovem, com destaque para os investidores que têm até 39 anos. Hoje, este grupo representa 60% do total de investidores, contra pouco mais de 15% em 2011.

A diversificação por parte dos investidores aumentou também considerando os produtos disponíveis através da B3. Quase metade dos investidores ativos hoje possuem cinco ou mais ativos na carteira, o dobro de três de anos atrás.

A necessidade de arriscar mais para buscar retornos maiores já está presente no dia a dia financeiro de muitos brasileiros, e isso é excelente para o saudável crescimento do mercado de ações. Investir na bolsa de valores é também investir no crescimento do país, o que estimula a economia e gera empregos.

O problema hoje é que o momento requer muita atenção, afinal de contas a pandemia do coronavírus e a incerteza gerada a partir dela tornam incerto o futuro de muitas empresas. Precisamos falar sobre isso, principalmente para os que começam agora sua aventura pelo mercado de risco.

Leia também: Mais investidores na bolsa de valores: loucos, visionários ou nada demais?

Antes de investir na bolsa, atenção para as empresas listadas

O momento atual de enorme pressão no caixa das empresas é um desafio gigante para o futuro próximo, considerando a necessidade de isolamento social, falta de disposição dos consumidores em retornar ao consumo e a nova realidade de renda de grande parte dos Brasil.

Segundo um estudo da consultoria McKinsey divulgado recentemente, apenas uma em oito empresas tem capacidade de honrar seus compromissos financeiros em um horizonte de até três meses. A avaliação foi feita a partir de projeções de 261 empresas de capital aberto listadas na B3.

Considerando o nível de endividamento das empresas analisadas, o estudo concluiu que um terço está em situação muito ruim, com relação entre a Dívida Líquida e EBITDA superior a 3, patamar considerado razoável (administrável) quando em tempos “normais” (o que não é o caso). Este índice mostra o grau de endividamento da empresa.

Para entender melhor, este indicador dá ao investidor uma noção de quanto tempo a empresa levaria para pagar suas dívidas caso a dívida líquida e o EBITDA permaneçam constantes. Com a deterioração das previsões, o índice em alguns casos disparou, podendo pode piorar ainda mais caso a economia não se recupere com tanto vigor – que parece mais provável.

Os cálculos da consultoria mostraram ainda que 26% das empresas avaliadas está quase chegando no patamar de 3 para índice explicado acima, enquanto 15% das companhias possui alto endividamento aliado a valor de mercado abaixo do valor contábil.

O que isso tudo quer dizer agora é que:

  • As empresas terão mais dificuldades para ter acesso a mais crédito. Empresas mais endividadas precisarão renegociar suas dívidas e não terão acesso fácil a novas linhas de financiamento, dependendo mais do retorno da atividade econômica e da tarefa de casa de lidar com custos e despesas de forma mais severa;
  • O efeito cascata pode gerar complicações maiores. Nenhuma empresa é uma ilha, especialmente as de capital de aberto. Há uma cadeia envolvida e os reflexos são e serão vistos por toda sua extensão;
  • A retomada é incerta, e seu efeito imprevisível. As previsões de fluxo de caixa, receita operacional e lucros são feitas e refeitas quase que semanalmente, com cenários diferentes e muitas variáveis. Os modelos usados não conseguiram se aproximar da realidade porque a crise vivida atualmente é sem precedentes.

Para o iniciante que quer começar a investir na bolsa de valores, o cenário não pode ser ignorado. Os preços aparentemente baixos das ações podem esconder negócios com futuro duvidoso, dependentes de situações e cenários hoje distantes da realidade – alguns deles podem não se concretizar.

Por outro lado, empresas com boa situação de caixa, baixo endividamento e bons fundamentos podem se sair melhores. Sempre surgem muitas oportunidades de negócios, como fusões, que podem permitir maior consolidação e vantagens competitivas durante e depois da retomada. O investidor deve estar atento a isso.

Atenção especial também para a questão dos dividendos, que devem ser bastante reduzidos durante este momento – e isso faz sentido porque o foco é a preservação do caixa para atravessar a “tempestade”.

Assim, não adianta apenas olhar o chamado Dividend Yield, mas também considerar os aspectos mencionados neste breve texto, além de analisar mais profundamente a empresa em relação aos seus pares e ao mercado como um todo.

Clique e assista ao video que preparamos!

Conclusão

O novo investidor chega antes ao mercado de ações e com menos dinheiro, e isso é muito interessante. Quem deseja investir na bolsa de valores deve antecipar sua entrada, mas não comprar apenas “porque tudo parece estar em liquidação”. O investimento precisa ser consciente e a decisão capaz de ser explicada.

Foto: Pixabay.

—— Este artigo foi escrito por Conrado Navarro. Este artigo apareceu originalmente no site Dinheirama.A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso formulário de contato. Siga-nos no Twitter: @Dinheirama

Auxílio: conta digital Caixa não vai permitir DOCs até o saque

A Caixa inicia, nesta quarta-feira (20), o pagamento via poupança social digital da segunda parcela do auxílio emergencial para 31 milhões de beneficiários, em calendário que segue até o dia 26 de maio. No total, serão disponibilizados R$ 20,3 bilhões nas contas digitais criadas automaticamente para o público não integrante do Programa Bolsa Família.

Contudo, até o início do calendário de saques, o dia 30 de maio, quem recebe os créditos via conta digital não poderá transferir o dinheiro para outras contas da Caixa ou para a de outros bancos. “Apenas a partir do dia 30, conforme o mês de aniversário, os créditos na conta digital serão transferidos automaticamente para contas-poupança da Caixa e de outros bancos”, diz Pedro Guimarães, presidente da Caixa.

O calendário é uma forma de antecipar a movimentação do dinheiro ao mesmo tempo que impede que quem recebe o crédito transfira para outra conta da Caixa, que não recebe o auxílio emergencial, e consiga fazer o saque antecipado, causando aglomerações na agência. “Isso aconteceu em 70% dos casos no saque da primeira parcela. Queremos reduzir o número de pessoas nas agências como forma de evitar a disseminação do vírus”.

Nesse intervalo, se a pessoa já quiser consumir o dinheiro disponível na conta digital, pode usar um cartao de débito virtual disponível no aplicativo Caixa Tem.

No total, a Caixa estima que 3 milhões dos beneficiários que recebem o crédito a partir desta quarta-feira pediram para receber o valor em contas de outros bancos.

Confira o calendário do crédito na poupança digital social que começa hoje:

Tabela 2 Caixa – Calendário segunda parcelaCaixa/Reprodução

A Poupança Social Digital é movimentada por meio do aplicativo Caixa Tem, disponível para Android e iOS. O app permite a realização de pagamentos eletrônicos de contas, assim como compras online ou em maquininhas autorizadas com a funcionalidade do cartão virtual de débito.

Calendário para saque em espécie da segunda parcela

Os beneficiários do auxílio emergencial que recebem o crédito da segunda parcela na Poupança Social Digital entre 20 e 26 de maio poderão realizar o saque em dinheiro ou transferências bancárias a partir de 30 de maio, também em calendário escalonado:

Tabela 3 Caixa – Calendário segunda parcelaCaixa/Reprodução

A Caixa reforça que o público beneficiário não precisa se dirigir às agências, que terão a triagem nas filas ampliada, de forma que quem não estiver na data respectiva de pagamento em espécie não permanecerá no local.

Pagamentos do Bolsa Família

O calendário para os elegíveis do programa Bolsa Família teve início na segunda-feira (18). Para estes, o pagamento ocorre da mesma forma do benefício regular conforme o número final do Número de Identificação Social (NIS) conforme quadro a seguir:

Tabela 1 Caixa – Calendário segunda parcelaCaixa/Reprodução

As últimas notícias do auxílio emergencial

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira prêmio estimado em R$ 2 milhões

A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (20) um prêmio estimado em R$ 2 milhões.

As seis dezenas do concurso 2.263 serão sorteadas, a partir das 20h, (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O volante, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

Quina de São João

As apostas para a Quina de São João, concurso especial que chega à sua 10ª edição este ano, já podem ser feitas nas lojas lotéricas de todo o país. O sorteio do concurso 5.299 da Quina será realizado no dia 27 de junho, às 20h, e a estimativa inicial do prêmio é de R$ 140 milhões.

O prêmio não acumula e, caso não haja ganhadores na faixa principal, o prêmio será dividido entre os acertadores da segunda faixa (4 números) e assim por diante.

Para apostar, basta marcar de cinco a 15 números dentre os 80 disponíveis no volante. O preço da aposta simples, com cinco números marcados, custa R$ 2.

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Caixa paga segunda parcela dos R$ 600 em conta poupança digital

A Caixa inicia nesta quarta-feira, 20, o pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial no valor de 600 reais para os beneficiários que tiveram conta poupança digital aberta pelo banco. 

Neste primeiro momento, o crédito estará disponível para compras com o cartão de débito virtual e o pagamento de boletos e concessionárias. 

O saque do dinheiro terá início no dia 30 de maio até dia 13 de junho, conforme o mês de nascimento do beneficiário.

A Caixa tem chamado este depósito de antecipação do benefício. Nesta quarta-feira, os primeiros que recebem o crédito são os beneficiários nascidos em janeiro e fevereiro, cerca de 5 milhões de pessoas. Na quinta-feira, 21, são os nascidos em março e abril. Veja abaixo: 

Calendário da segunda parcela- crédito na Poupança Social

  • 20 de maio: nascidos em janeiro e fevereiro 
  • 21 de maio: nascidos em março e abril 
  • 22 de maio: nascidos em maio e junho 
  • 23 de maio: nascidos em julho e agosto 
  • 25 de maio: nascidos em setembro e outubro 
  • 26 de maio: nascidos em novembro e dezembro

Saque 

O calendário de saque do benefício depositado começará no final do mês, dia 30 de maio e também seguirá a data de nascimento do beneficiário. Nas datas indicadas, eventual saldo existente será transferido automaticamente para a conta em que o beneficiário recebeu a primeira parcela, sendo poupança Caixa ou conta em outro banco.

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Calendário de saque da segunda parcela – Poupança Social e demais públicos

  • 30 de maio: nascidos em janeiro 
  • 1 de junho: nascidos em fevereiro 
  • 2 de junho: nascidos em março 
  • 3 de junho: nascidos em abril 
  • 4 de junho: nascidos em maio 
  • 5 de junho: nascidos em junho 
  • 6 de junho: nascidos em julho 
  • 8 de junho: nascidos em agosto 
  • 9 de junho: nascidos em setembro 
  • 10 de junho: nascidos em outubro 
  • 12 de junho: nascidos em novembro 
  • 13 de junho: nascidos em dezembro

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Bolsa Família com final 3 recebe segunda parcela do auxílio de R$ 600

A Caixa paga, quarta-feira, 20, a segunda parcela do auxílio emergencial no valor de 600 reais para as pessoas inscritas no Bolsa Família, cujo último dígito do Número de Identificação Social (NIS) é igual a 3. 

O calendário de pagamento segue o número do NIS, assim, o final 1 e 2 já receberam no início da semana. Veja abaixo:  

  • Final NIS 1: 18 de maio 
  • Final NIS 2: 19 de maio 
  • Final NIS 3: 20 de maio
  • Final NIS 4: 21 de maio 
  • Final NIS 5: 22 de maio 
  • Final NIS 6: 25 de maio 
  • Final NIS 7: 26 de maio 
  • Final NIS 8: 27 de maio 
  • Final NIS 9: 28 de maio
  • Final NIS 0: 29 de maio

O pagamento do auxílio aos inscritos no Bolsa Família é feito automaticamente, ou seja, os beneficiários não precisaram se cadastrar no programa. Entretanto, só recebe o auxílio emergencial se o valor for maior do que o creditado pelo Bolsa Família.

Apesar do feriado ter sido antecipado na cidade de São Paulo, os bancos funcionam normalmente. Um dos motivos de não pararem foi devido ao pagamento do auxílio emergencial.

Atualização

Na última segunda-feira, o governo federal determinou a suspensão das atualizações cadastrais de beneficiários do Bolsa Família enquanto o auxílio emergencial de R$ 600 estiver sendo pago. Também estão paralisadas “ações de administração de benefícios”, como o bloqueio ou suspensão do pagamento. A medida já está em vigor. 

Ao determinar as suspensões, o Ministério da Cidadania afirma considerar a necessidade de evitar aglomerações de pessoas que poderiam expor ao coronavírus os integrantes de famílias beneficiárias do Bolsa Família e os cidadãos que trabalham em unidades de cadastramento.

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Recebi ação indenizatória após a morte do meu avô. Como declaro no IR?

Pergunta: Eu e minhas irmãs recebemos ação indenizatória referente aos planos econômicos. Ocorre que foi uma ação ganha das contas poupança do meu avô. O pagamento ocorreu para a inventariante (filha do falecido) e foi repassada para nós (netas do falecido). A declaração no IR é isenta? Classifico como herança ou doação? Preciso pagar impostos para o município?

Inicialmente, é importante destacar que o recebimento de indenização pelo espólio do seu avô em uma ação judicial, que só se concluiu após a partilha, obriga a sobrepartilha de tais valores, ou seja, reabertura do processo de inventário e o consequente pagamento do imposto estadual sobre a herança sobrepartilhada (no estado de São Paulo, a alíquota é de 4% sobre o valor de mercado da herança); não há imposto municipal nem federal sobre o recebimento de heranças ou doações.

Com base em suas informações, a ‘Declaração Final de Espólio’ já deve ter sido apresentada e então será o caso de retificá-la para que nela sejam incluídos tais rendimentos de indenização, objetos da chamada sobrepartilha; no caso de a sobrepartilha ocorrer em ano-calendário posterior, a ‘Declaração Final de Espólio’ passará a ser considerada ‘Declaração Intermediária’.

Para casos de ações relacionadas às perdas na poupança decorrentes dos planos econômicos Bresser de 1987, Verão de 1989, Collor 1 de 1990 e Collor 2 de 1991, o pagamento, regra geral, tem natureza indenizatória (recomposição de uma perda), sendo os rendimentos portanto isentos. Tais rendimentos devem ser incluídos na declaração do espólio, no quadro ‘Rendimentos Isentos’, linha 26 – ‘Outros’. Para se assegurar que a totalidade do valor recebido tem natureza de indenização, no entanto, você deve consultar a decisão judicial do processo, na qual constará a natureza dos valores pagos.

A pergunta não está clara sobre quem efetivamente recebeu a herança, mas, tendo em vista que a filha do falecido era a inventariante, nos parece que a filha recebeu a herança e, posteriormente, doou para as netas do falecido. Se esse realmente foi o caso, a filha do falecido deverá declarar, após a conclusão da sobrepartilha, o valor efetivamente recebido, no quadro ‘Rendimentos Isentos’, linha 14 – ‘Transferências Patrimoniais – doações e heranças’, informando o nome e CPF do espólio, bem como o respectivo valor recebido por herança; e, na mesma declaração, a filha do falecido deverá declarar as doações efetuadas a cada neta do falecido, no quadro ‘Doações Efetuadas’, código 80 – ‘Doações em Espécie’, informando o nome e CPF de cada donatária, bem como o respectivo valor doado a cada uma.

No ano em que as netas efetivamente receberem os recursos, cada uma deverá declarar a herança recebida, na sua devida proporção, no quadro ‘Rendimentos Isentos’, linha 14 – ‘Transferências Patrimoniais – doações e heranças’, informando o nome e CPF da doadora, bem como o respectivo valor recebido em doação por cada uma. 

* Samir Choaib é advogado e economista formado pela Universidade Mackenzie, pós-graduado em direito tributário pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É sócio fundador do escritório Choaib, Paiva e Justo, Advogados Associados, especialista em imposto de renda de pessoas físicas e responsável pela área de planejamento sucessório do escritório. Durante anos, atuou como chairman da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos da Flórida (BACCF), em São Paulo.

*Helena Rippel Araujo é advogada especialista em estratégias societárias, sucessórias e tributação pela GVLaw/SP. Pós-graduada em direito de família e sucessões pela Escola Paulista de Magistratura de São Paulo. Atua no escritório nas áreas de Planejamento Sucessório e assessoria tributária às pessoas físicas.

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Bradesco amplia carência para pagamento de prestações em mais 60 dias

A partir de hoje, clientes do Bradesco – pessoas físicas e jurídicas – que já prorrogaram a carência de suas dívidas poderão pedir uma extensão do prazo por mais 60 dias. Quem tem interesse em pausar o financiamento e ainda não fez a solicitação conta com uma carência de até 120 dias e um prazo de seis anos para quitar o empréstimo. Já para dívidas novas, o banco prorrogou a carência para até 90 dias e os mesmos seis anos para pagar, como antecipado pela EXAME.

Fazem parte dessa iniciativa as linhas de crédito pessoal, CDC Veículos, crédito parcelado, crédito imobiliário e cheque especial para clientes pessoas físicas, e linhas de capital de giro, para pessoas jurídicas. A iniciativa do banco tem como objetivo ajudar as empresas a enfrentar a turbulência econômica causada pela pandemia do novo coronavírus.

Além da prorrogação das operações, o Bradesco disponibilizou um limite pré-aprovado para folha de pagamento no montante de 2,4 bilhões de reais para cerca de 95.000 empresas com receita menor que 360 mil reais e maior que 10 milhões de reais. Segundo Leandro Diniz, diretor de empréstimos e financiamentos do Bradesco, em conversa com jornalistas nesta terça-feira, 19, são companhias que hoje já têm relacionamento com o banco, mas não fazem os pagamentos dos seus funcionários por meio da instituição.

Para essa linha, o banco oferece seis meses de carência para o pagamento da primeira parcela e taxas diferenciadas, a partir de 0,65% ao mês, conforme perfil de risco e relacionamento dos clientes. “Estamos acompanhando a possibilidade do governo ampliar o programa de financiamento de empresas que conta com recursos do Tesouro Nacional e dos bancos privados, mas para isso é necessária uma mudança na legislação”, explica.

Até o momento, o Bradesco já financiou – com ajuda do Tesouro Nacional – 25.000 empresas que tomaram 430 milhões de reais emprestados. Nessa linha, os juros cobrados são de 3,75% ao ano.

Para outras linhas de financiamento da carteira pessoa jurídica, o total de crédito pré-aprovado é de 27 bilhões de reais. Ao todo, o crédito pré-aprovado para pessoas físicas e jurídicas soma 100 bilhões.

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54% dos funcionários CLT tiveram queda de renda na pandemia

A quarentena, forma de combater a disseminação do novo coronavírus, afetou não só a rotina de gastos, mas também de ganhos. Segundo uma pesquisa do aplicativo Guiabolso com dados de 410 mil usuários divulgada para a EXAME, mesmo entre os CLTs, grupo com renda mais “estável”, o porcentual de pessoas com redução foi alto (54%). A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 26 de abril.

“Isso mostra que em maior ou menor grau, muitas empresas já devem estar aplicando a Medida Provisória que permite a redução do salário e de jornada do trabalhador”, diz Yolanda Fordelone, economista do Guiabolso.

Tabela pesquisa Guiabolso 3Guiabolso/Divulgação

Entre os informais e autônomos, o índice de perda de ganhos é maior: 61% dos trabalhadores tiveram queda da renda nos 30 dias anteriores ao levantamento.

Tabela pesquisa Guiabolso 1Guiabolso/Divulgação

A pesquisa foi realizada com usuários que possuíam renda entre R$ 600 e R$ 15 mil. Sobre o tamanho da queda, ela foi de em média 31% entre os CLTs. Já entre os PJs, autônomos e informais foi de 37%.

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Quando analisadas as faixas de redução, a maioria dos trabalhadores CLTs (22%) e PJs (19%), tiveram redução de até 20% nos ganhos mensais. Já entre os autônomos ou informais, o impacto foi maior: tanto as faixas de redução entre 20% e 40% da renda e a de até 20% foram representativas, somando 17% das pessoas cada uma.

Tabela pesquisa Guiabolso 2Guiabolso/Divulgação

“Mesmo com a ajuda de R$ 600 do governo, autônomos e informais formam o grupo mais impactado em termos de renda. Mesmo se adaptarem seus negócios para vendas online, a queda de demanda foi sentida no último mês”, avalia Yolanda.

As últimas notícias sobre o coronavírus

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Bolsa Família com final 2 recebe segunda parcela do auxílio de R$ 600

A Caixa paga, nesta terça-feira, 19, a segunda parcela do auxílio emergencial no valor de 600 reais para as pessoas inscritas no Bolsa Família, cujo último dígito do Número de Identificação Social (NIS) é igual a 2. Cerca de 1,9 milhão de pessoas recebem o benefício.

Na quarta-feira, 20, o benefício do auxílio será depositado para Bolsa Família com NIS final 3 e assim por diante. Os últimos a receberem serão os beneficiários com final 0 no dia 29 de maio. Veja calendário abaixo:

  • Final NIS 1: 18 de maio 
  • Final NIS 2: 19 de maio 
  • Final NIS 3: 20 de maio 
  • Final NIS 4: 21 de maio 
  • Final NIS 5: 22 de maio 
  • Final NIS 6: 25 de maio 
  • Final NIS 7: 26 de maio 
  • Final NIS 8: 27 de maio 
  • Final NIS 9: 28 de maio 
  • Final NIS 0: 29 de maio

O pagamento do auxílio aos inscritos no Bolsa Família é feito automaticamente, ou seja, os beneficiários não precisaram se cadastrar no programa. Entretanto, só recebe o auxílio emergencial se o valor for maior do que o creditado pelo Bolsa Família.

Fora do Bolsa Família 

O pagamento da segunda parcela do auxílio para quem não faz parte do Bolsa Família seguirá outro calendário e terá início na próxima quarta-feira, 20. São dois diferentes, um para o recebimento em poupança social e outro para saque em espécie para poupança social e transferência automática dos recursos dessa poupança para contas já existentes.

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Neste momento, a segunda parcela será paga apenas para quem recebeu a primeira parcela até o dia 30 de abril. O calendário da segunda parcela para os trabalhadores que receberam a primeira após o dia 30 de abril ainda será divulgado pelo Ministério da Cidadania, bem como o calendário da terceira parcela do benefício.

Calendário da segunda parcela- Poupança Social

20 de maio: nascidos em janeiro e fevereiro 

21 de maio: nascidos em março e abril 

22 de maio: nascidos em maio e junho 

23 de maio: nascidos em julho e agosto 

25 de maio: nascidos em setembro e outubro 

26 de maio: nascidos em novembro e dezembro

Segunda parcela (saque) – Poupança Social e demais públicos

30 de maio: nascidos em janeiro 

1 de junho: nascidos em fevereiro 

2 de junho: nascidos em março 

3 de junho: nascidos em abril 

4 de junho: nascidos em maio 

5 de junho: nascidos em junho 

6 de junho: nascidos em julho 

8 de junho: nascidos em agosto 

9 de junho: nascidos em setembro 

10 de junho: nascidos em outubro 

12 de junho: nascidos em novembro 

13 de junho: nascidos em dezembro

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Auxílio: 8,3 milhões recebem a primeira parcela a partir desta terça-feira

A Caixa inicia nesta terça-feira, 19, o pagamento da primeira parcela do auxílio emergencial no valor de 600 reais para um lote com 8,3 milhões de inscritos no programa. Os dados estavam em análise e foram liberados na última semana. 

O pagamento terá início hoje e terminará no dia 29 de maio. Serão disponibilizados mais 5,3 bilhões de reais nas contas indicadas no momento da inscrição. 

O calendário seguirá a data de aniversário do beneficiário. Veja abaixo: 

  • 19 de maio: nascidos em janeiro
  • 20 de maio: nascidos em fevereiro
  • 21 de maio: nascidos em março
  • 22 de maio: nascidos em abril
  • 23 de maio: nascidos em maio/junho/julho
  • 25 de maio: nascidos em agosto
  • 26 de maio: nascidos em setembro
  • 27 de maio: nascidos em outubro
  • 28 de maio: nascidos em novembro
  • 29 de maio: nascidos em dezembro

Segundo a Caixa, escalonamento busca atender a recomendações sanitárias para evitar filas e aglomerações nas agências do banco e que haverá triagem de quem pode sacar na data correspondente.“Não há necessidade de filas de madrugada. Quem nasceu em outubro não vai receber no dia 19 se for à agência. Temos que equilibrar a necessidade financeira com a questão da saúde”, afirmou Pedro Guimarães, presidente do banco. 

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Quem ainda não foi aprovado 

O lote analisado tinha 14 milhões de trabalhadores, destes, 5,7, milhões tiveram o pedido negado e a Caixa informrá os motivos pelo qual o auxílio não foi aprovado. Existe a possibilidade de o trabalhador regularizar eventual erro e realizar um novo pedido, se for o caso.

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