Só existem mais 3 milhões de bitcoins a serem minerados no mundo

Você sabia que o bitcoin não é infinito? 

Pois é, não são muitos lugares que você encontra falando sobre isso, mas te explicaremos por aqui esse detalhe da tecnologia do bitcoin, como funciona, qual o limite máximo que ele pode atingir e o que acontecerá quando ele for de fato atingido, pois só existem mais 3 milhões de bitcoins a serem minerados no mundo.

Quando o código do bitcoin foi escrito por Satoshi Nakamoto, ele estipulou que só seria possível ter ~21 milhões de unidades da criptomoeda, nesse caso o bitcoin. Atualmente temos cerca de 18 milhões em movimentação na internet, ou seja, só restam 3 milhões de bitcoins a serem minerados, ou como muitos preferem falar (descobertos), e essa proximidade do atingimento do limite máximo da criptomoeda pode causar um aumento estrondoso da cripto, pois sabemos que quanto mais escassez, maior a tendência de valorização em cima do ativo.

Halving do bitcoin  

A cada ~4 anos, a quantidade de bitcoins criados é reduzida pela metade, ou seja, os mineradores cada vez ganham menos recompensas em bitcoin para ajudar na segurança da rede. Essa redução na produção de bitcoins é chamada de “halving”. 

Essa escassez do bitcoin já o diferencia do dinheiro fiduciário (dólar, euro, real), que os governos gostam de deixar em constante expansão, podendo encorajar a inflação e aumentar a oferta de moeda ocasionando a desvalorização.

Mas 21 milhões de bitcoins não é pouco?

Algumas pessoas podem pensar que “apenas 21 milhões de bitcoins” em circulação é muito pouco comparado ao número de pessoas no mundo, mas na verdade não é. 

Levando em conta que a base monetária do bitcoin é divisível por 8 casas decimais (após a vírgula), mais especificamente 1 bitcoin inteiro tem 100 milhões de satoshis (nome dado a menor fração de btc). Essa divisibilidade é uma das grandes vantagens dele em relação a outros ativos, como por exemplo, o ouro, que se fossemos dividir 1g para 10 pessoas é algo tecnicamente muito difícil de se fazer.

O que se espera no futuro do bitcoin? 

Uma estimativa é que todos os bitcoins sejam minerados até o ano de 2140 e quando isso acontecer, não significa que o bitcoin irá acabar ou deixar de existir, apenas que não serão gerados novos bitcoins, mantendo só o que estará em circulação no mercado.

Além das recompensas pelo processo de mineração, o bitcoin também fornece fees (comissões) por transações para os mineradores, o que hoje em dia isso representa uma pequena fração do que os mineradores ganham, mas futuramente isso pode mudar. 

Apesar de receberem uma recompensa menor, conforme o valor do criptoativo pode compensar, portanto é provável que essas comissões aumentem à medida que o valor do bitcoin aumente também.        

Eai, ficou surpreso com essas informações? Para mais conteúdos educativos com esse, acompanhe nosso blog e nos siga em nossas redes sociais.

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Fundo imobiliário de locação residencial sob demanda estreia na Bolsa com alta de 2,5%

SÃO PAULO – Com foco no aluguel de imóveis residenciais sob demanda, o fundo imobiliário Housi estreou na Bolsa nesta terça-feira (3) sob o código HOSI11 e registrou alta de 2,5%, cotado a R$ 98,95. No dia, o Ifix (índice que replica o desempenho dos principais FIIs) teve valorização de 0,46%.

Administrado pela Vortex, o fundo captou R$ 57,3 milhões. Segundo informações da B3, o montante será destinado à aquisição de imóveis residenciais ou comerciais para locação ou venda, a serem administrados pela startup.

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A Housi é uma plataforma digital, spin-off da construtora Vitacon, que permite uma flexibilização do tempo de moradia, dando ao cliente a possibilidade de escolha do tempo de permanência, com o mínimo de um dia.

No site, o investidor pode cadastrar seu imóvel, ter o local mobiliado pela empresa e divulgado em diferentes plataformas, como Airbnb e Booking.

Segunda tentativa

Esta não é a primeira vez que a Housi tentar entrar no mercado de capitais. Em 2019, o FII tinha como objetivo uma meta de captação mais ambiciosa, de R$ 350 milhões. Os estruturadores diziam que lançariam o fundo caso atingissem o piso de R$ 150 milhões.

Sem pedidos de reserva suficientes, a decisão foi por alterar o limite mínimo desejado para R$ 50 milhões. Mas a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu, de forma temporária a operação, exigindo um tempo maior para que os investidores repensassem seus aportes, dada a mudança dos termos da oferta.

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JFL, a empresa que está faturando com aluguéis de imóveis a partir de R$ 6.500

SÃO PAULO – Começar a operação de uma empresa em plena crise econômica não é tarefa fácil. Ainda que as oportunidades possam aumentar justamente nesses contextos, ter coragem para enfrentar um ambiente recessivo, de baixa confiança e investimentos é para poucos.

Mas foi exatamente o que a JFL Realty, uma incorporadora e gestora de ativos imobiliários, decidiu fazer quando deu seu primeiro passo, cinco anos atrás.

“A gente começou a comprar os ativos em 2015, quando falar em mercado imobiliário era palavrão, falar de fundo investimento imobiliário era palavrão, falar de alavancagem para o setor era palavrão. O que a gente não imaginava era que essa oportunidade iria ficar muito maior”, conta Carolina Burg, CEO da JFL Living.

Marca de “long stay” da JFL Reality, a JFL Living atua no mercado residencial de alto padrão, atualmente apenas em São Paulo.

A executiva participou do quinto episódio do podcast “Banco Imobiliário”, no qual explicou como esse mercado está estruturado hoje, onde estão seus imóveis, qual o custo dos pacotes de locação e como enxerga a concorrência.

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Com uma atuação ao lado dos sócios Jorge Felipe Lemann, filho do empresário Jorge Paulo Lemann, e Guilherme Vilazante, Carolina conta que o preço de entrada na empresa corresponde a R$ 6,5 mil ao mês, no caso de um apartamento de 36 metros quadrados.

Há unidades, contudo, de mais de 200 metros, com preços de locação que acompanham o aumento da dimensão, superando os R$ 30 mil ao mês.

A ideia, diz a executiva, é que as pessoas se sintam em casa. Por isso, os pacotes, ou custos de ocupação como Carolina nomeia, incluem aluguel, condomínio, IPTU e contas de luz e água, assim como roupa de cama, faqueiro, café da manhã, serviço de limpeza, internet e lavanderia, entre outros.

Trata-se de um contrato típico de locação residencial, com o período mínimo de permanência estabelecido em um mês.

O portfólio totaliza mais de 600 unidades em imóveis residenciais para locação, com perfis variados de inquilinos, como recém-separados, recém-casados e pessoas de fora de São Paulo que vem à cidade mais de dez vezes por mês.

Com um mercado em recuperação, Carolina diz que se preocupa com a volta de uma euforia e de não conseguir comprar ativos com a mesma rentabilidade.

Além de seguir em busca de bons imóveis, está nos planos da empresa realizar um IPO ou montar um fundo imobiliário, o que poderia permitir a entrada de novos investidores nos projetos.

Apresentado por Marcelo Hannud, sócio especialista em mercado imobiliário da XP Asset, e por Beatriz Cutait, editora de Investimentos do InfoMoney, o “Banco Imobiliário” pode ser ouvido nas plataformas Apple PodcastsSpotify, Deezer, Spreaker, Google Podcasts, Castbox e demais agregadores de podcast. Você ainda pode conferir o programa na íntegra em nosso canal no YouTube.

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As ações mais recomendadas pelos analistas para comprar em março

Investidor acompanha ações

SÃO PAULO – Após queda de 8,4% do Ibovespa em fevereiro, em um mês com significativo impacto do coronavírus sobre os mercados globais, analistas começam março ainda otimistas com a Bolsa brasileira, mas na busca por ativos mais defensivos.

Apesar de reconhecerem um curto prazo mais desafiador por conta das preocupações em torno de uma desaceleração da economia global, a expectativa é de que o ambiente doméstico, de juros baixos, com retomada gradual da economia e avanço na agenda de reformas, siga favorável para o mercado de renda variável.

Levantamento feito pelo InfoMoney com 12 casas de análise mostra que as principais apostas para março recaem sobre as ações de JBS, Petrobras, Lojas Renner, Vale e B3. Com isso, o portfólio, composto por cinco nomes, ficou inalterado em relação a fevereiro, embora com diferenças em termos de número de indicações.

Vale ressaltar que as carteiras foram divulgadas pelas corretoras antes de o Federal Reserve, o banco central americano, anunciar um corte emergencial dos juros em 0,50 ponto percentual, para o intervalo de 1% a 1,25%, em decisão fora do encontro agendado.

Segundo Ilan Arbetman, analista na Ativa, a carteira da corretora foi elaborada buscando players consolidados nacionais que dialogassem menos com a “ebulição externa”, isto é, que fossem menos expostos aos riscos do cenário internacional. Com isso, o analista segue confortável com as posições selecionadas para este mês e diz que, a princípio, não deve fazer nenhuma mudança na carteira por conta do corte de juros.

Confira a seguir as cinco ações mais recomendadas para março:

Empresa Ticker Número de recomendações*
JBS JBSS3 9
Petrobras PETR3; PETR4 8
Lojas Renner LREN3 7
Vale VALE3 7
B3 B3SA3 5

*Indicações compiladas das carteiras de ações de Ágora, Ativa, BB Investimentos, BTG Pactual, Elite, Genial, Guide, Necton, Rico, Santander Corretora, Socopa e XP.

JBS (JBSS3)

Exposta ao mercado chinês, com cerca de 8% das vendas consolidadas direcionadas ao país, as ações da JBS despencaram 17,7% em fevereiro, em meio às preocupações com o coronavírus.

Apesar da queda, a produtora de carne segue entre as preferidas dos analistas para investir em março, com nove recomendações.

Na avaliação da Santander Corretora, por mais que os temores com a disseminação do vírus sejam uma ameaça ao comércio global no curto prazo, o cenário de risco pode ajudar a impulsionar a demanda chinesa por produtos congelados e processados, ao levantar preocupações quanto à segurança alimentar no país.

Já a XP destaca que a empresa se encontra muito bem posicionada geograficamente, com fontes diversificadas de receita. Segundo os analistas, a ação encontra-se em patamares atrativos, negociando a cinco vezes a relação entre o valor da empresa e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) para 2020 .

Petrobras (PETR3; PETR4)

Com oito menções, a petroleira ocupa o segundo lugar entre as ações mais recomendadas para o mês.

Sem comentar os efeitos de curto prazo do mercado, como o coronavírus, a Elite Investimentos destaca os resultados da Petrobras no acumulado de 2019, que “fortaleceram o compromisso da sua gestão na eficiência, no foco na exploração e produção de óleo e gás, e na capacidade de gerar valor aos seus acionistas”.

No último ano, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 40,1 bilhões, alta de 55,7% sobre o valor registrado em 2018. Segundo a Economatica, a cifra também representa o maior lucro nominal da história das empresas de capital aberto.

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A opção por manter o papel na carteira, segundo o BTG Pactual, se deve à combinação da redução de riscos, por meio do seu programa de desinvestimento, por maiores retornos devido à melhor alocação de capital, bem como pela expectativa de maiores pagamentos de dividendos a partir de 2021.

“Esperamos que a Petrobras comece a receber ofertas vinculativas para quatro de suas refinarias à venda no primeiro semestre, adicionando espaço para uma potencial valorização no curto prazo”, escreveu a equipe de análise.

Lojas Renner (LREN3)

Pelo terceiro mês consecutivo na carteira do InfoMoney, a varejista recebeu duas novas recomendações para março: da XP e da Ativa Investimentos.

Enquanto a primeira justifica a escolha pela busca de um nome doméstico de alta liquidez na Bolsa, a segunda destaca a inovação e a eficiência operacional da companhia, tida como bem posicionada no setor de e-commerce.

Em relatório, a equipe da Ágora afirma que a Renner tem entregado uma sólida alavancagem operacional, oferecendo ao acionista a exposição a uma empresa que deverá continuar a ganhar participação no mercado.

“Continuamos vendo potencial de expansão de margem e uma taxa de crescimento anual para a receita líquida de quase 20% nos próximos três anos”, escrevem os analistas, que recomendam compra para o papel.

Vale (VALE3)

Empatada em terceiro lugar, com sete menções, a mineradora Vale também está entre as preferências de analistas em março.

Na avaliação da equipe da Elite Investimentos, o surto do coronavírus, que vem pressionando os papéis ligados às commodities, pode servir como uma oportunidade de entrada no papel. No último mês, a ação recuou 11,9%.

“Ainda é cedo para avaliarmos os reais impactos do vírus na economia global, mas consideramos que a reestruturação operacional e a imagem da Vale são fatores importantes para a nossa visão e manutenção do papel em nossa carteira”, escreve a equipe, em relatório.

Já o BTG Pactual destaca uma relação entre risco e retorno assimétrica para os papéis da mineradora. Na avaliação dos analistas, a empresa passou por uma reforma radical desde Brumadinho em termos de governança, segurança e risco operacional, e a administração tem sido “extremamente focada na reparação” – o que é positivo e tem suportado a tese da empresa.

B3 (B3SA3)

Apesar de um ambiente externo conturbado, analistas seguem otimistas com o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro e com os ativos de renda variável.

Para a equipe de análise da Socopa, a B3 deve continuar a expandir seus lucros, como resultado de um maior volume de negócios na Bolsa, aumento no número de IPOs e das ofertas de crédito privado. Na avaliação da casa, as ações da Bolsa brasileira estão descontadas.

Além de ver um volume mais forte para o mercado de capitais neste ano, a Guide destaca a diversificação da receita da B3, com fluxo resiliente, amplo leque de serviços, alto potencial de crescimento e menor risco em relação a uma possível concorrência.

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Mega-Sena acumula e vai pagar R$ 55 milhões no próximo sorteio

São Paulo — Nenhum apostador acertou as seis dezenas do prêmio de R$ 7 milhões da Mega-Sena sorteado pela Caixa nesta quarta-feira (04). Os números sorteados no concurso 2.239 foram: 07 27 31 39 45 46.

Apesar de nenhum ganhador levar o prêmio principal, 29 apostas acertaram os números da quina e vão receber R$ 76.121,74 cada uma. Além disso, a quadra também foi sorteada para 3057 apostas, que vão levar R$ 1.031,60 cada.

O prêmio era estimado pela Caixa em R$ 7 milhões, e o sorteio foi realizado no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo.

O sorteio do próximo concurso (2.240) acontece no sábado (07) e tem como estimativa pagar R$ 55 milhões a quem acertar os seis números.

As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país, pela internet e também pelo aplicativo Loterias Caixa, para iPhone. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

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Justiça obriga Caixa a liberar FGTS para imóvel destruído por incêndio

A Justiça Federal condenou a Caixa a liberar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pessoas cujos imóveis tenham sido danificados ou destruídos por incêndios. A sentença, válida em todo o país, foi publicada na terça, 3, em acatamento a ação da Defensoria Pública da União (DPU) com parecer favorável do Ministério Público Federal.

Para ter direito ao saque, o titular da conta do FGTS deve comprovar a ocorrência do incêndio por meio de documento emitido por órgão público, determinou a juíza federal Hind Kayath, que atua em Belém.

A liberação do saque do Fundo de Garantia foi estabelecida apenas para os casos de “incêndios involuntários”.

As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação do Ministério Público Federal no Pará – Processo nº 1005432-88.2019.4.01.3900 (Consulta processual).

A ação da DPU foi ajuizada em 2019, com base em demanda de trabalhadores que tiveram suas casas atingidas por incêndio, com perda total, no bairro da Pedreira, na capital paraense.

A DPU defendeu que a liberação do FGTS para casos de desastres naturais, prevista na legislação, pode ser aplicada para casos de incêndio involuntários.

Durante o processo, a Caixa contestou os argumentos da DPU alegando que a regulamentação do FGTS não cita incêndio entre as ocorrências consideradas desastres naturais.

No último dia 27, o Ministério Público Federal apresentou parecer favorável à ação da Defensoria, e pediu que a sentença tivesse validade em todo o país.

Direito à moradia – A juíza federal Hind Kayath destacou, na sentença, várias decisões de tribunais superiores que garantem o acesso ao FGTS em vários casos de urgências não expressamente descritas na legislação, mas que precisam ser atendidas para assegurar a finalidade social do direito à moradia, previsto no artigo 6.º da Constituição Federal e na Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas.

“Permitir que se realize o saque de FGTS em caso do imóvel do trabalhador ser atingido por uma enchente, mas não o permitir em caso de incêndio involuntário, demonstra uma diferenciação onde, de fato, não há”, pondera a juíza federal na sentença.

“Mostra-se totalmente desarrazoado o impedimento de saque dos valores depositados na conta vinculada do FGTS dos trabalhadores atingidos por incêndio, com o intuito de reconstruir sua moradia uma vez que se permite em casos de outros desastres”, segue Hind Kayath.

Segundo a magistrada, “o intuito de tal previsão é justamente auxiliar o trabalhador que tenha sofrido com um desastre, atingindo a sua moradia, na tentativa de que o mesmo tenha condições de reformar ou construir nova habitação, enquadrando-se exatamente no caso em que a DPU deseja ver aplicada a mesma regra”.

Risco a direito fundamental

No parecer do caso, o Ministério Público Federal defendeu que a interpretação das regras do FGTS não deve se restringir às situações expressamente indicadas no texto, e sim ser extensiva, para permitir a proteção completa do direito fundamental que compõe o mínimo existencial de qualquer pessoa.

A Procuradoria citou decisão do Supremo Tribunal Federal que aponta o direito à moradia como integrante do mínimo existencial conjunto básico de direitos capaz de garantir condições adequadas de existência digna.

Também foi citada, pelo Ministério Público Federal, decisão do Superior Tribunal de Justiça que registra que o rol de hipóteses de saque elencadas na legislação não é taxativo, “devendo prevalecer o fim social da norma”.

“As hipóteses ali elencadas guardam relação direta com as situações de incêndios vivenciadas no Brasil, visto que são desastres involuntários que apresentam riscos diretos ao direito de moradia aos trabalhadores. Sendo assim, as razões de existir daquelas hipóteses possuem estrita proximidade com o incêndio, pois também advém de fatores involuntários e emergenciais”, assinalou o Ministério Público Federal.

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Saque-aniversário do FGTS pode liberar até R$ 100 bi em crédito

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse nesta quarta-feira, 4, que até R$ 100 bilhões em crédito poderão ser destravados nos próximos dois anos com base nas garantias do saque-aniversário do FGTS.

“O saque aniversário já tem mais de dois milhões de interessados e pode chegar a um valor de 10 milhões de cotistas interessados. Pode criar um segmento de recebíveis ligados ao FGTS extremamente importante. Nós estimamos preliminarmente algo em torno de R$ 100 bilhões em créditos a serem implementados em um ou dois anos associados a recebíveis ligados ao saque aniversário. Pode alongar-se um pouco mais, mas trabalhamos com horizonte de dois anos”, disse.

Segundo Waldery, medidas tomadas pelo Banco Central ligadas ao consignados “também vão implicar em efeitos positivos sobre o crédito”. Como mostrou em fevereiro o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, os trabalhadores da iniciativa privada poderão antecipar os valores do saque-aniversário do FGTS com crédito mais barato.

O governo previa concluir em dois meses a regulamentação da modalidade de empréstimo consignado que terá os resgates anuais como garantia.

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, disse à época esperar que o novo produto provoque “um pulo” no crédito consignado.

O saque-aniversário do FGTS foi criado em 2019 e permite ao trabalhador sacar anualmente uma parte de seu fundo de garantia, de acordo com o mês em que nasceu. Os primeiros resgates começarão a ser feitos em abril de 2020. Só os trabalhadores que aderirem a essa modalidade serão beneficiados – e poderão desistir após dois anos. Quem não fizer nada permanecerá com o saque-rescisão, com resgate de todo o saldo do FGTS em caso de demissão sem justa causa.

O consignado do FGTS funcionará de maneira semelhante a uma antecipação do Imposto de Renda ou do 13º salário, modalidades já oferecidas atualmente pelos bancos. A diferença é que os trabalhadores poderão antecipar os saques de FGTS previstos para dois anos (período em que a permanência na modalidade é garantida) ou até mais tempo – neste caso, sujeitos a uma taxa de juros um pouco maior.

A intenção do governo é dar ao trabalhador a opção de colocar no bolso os valores do saque-aniversário antes de chegar a sua data de resgate do dinheiro. O governo estima que a taxa de juros deve ficar abaixo de 2% ao mês.

Hoje a modalidade mais vantajosa de crédito consignado é a do servidor público, com juro de 1,4% ao mês em média. Mesmo essa opção tem riscos: o funcionário pode falecer ou se divorciar – nas duas situações, o pagamento de pensão comprometeria uma parcela da renda, reduzindo a margem para o empréstimo.

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Após decisão do Fed, economistas passam a prever queda de até 0,5 ponto da Selic na próxima reunião

SÃO PAULO – Em uma decisão emergencial, ainda que esperada por uma parte do mercado em meio à propagação do surto de coronavírus e seus impactos na economia global, o Federal Reserve cortou nesta terça-feira (3) a taxa básica de juros americana em 0,5 ponto percentual. Esta decisão foi unânime e os juros foram para um intervalo entre 1% e 1,25% ao ano, deixando ainda a porta aberta para novo corte de juros na próxima reunião, de 18 de março.

Com a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), economistas e analistas de mercado passaram a revisar as projeções para a decisão de política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central no Brasil, que também realizará sua reunião de política monetária no próximo dia 18.

Atualmente, a Selic está em 4,25% ao ano. Se, em meio as preocupações com o impacto do coronavírus na economia, algumas instituições financeiras já estavam revisando seus cenários-base embutindo novos cortes da taxa básica de juros, o movimento se acelerou nesta terça.

Os economistas do Asa Bank, liderados por Carlos Kawall, que na última segunda-feira revisaram as projeções para três cortes seguidos da Selic na magnitude de 0,25 ponto percentual a partir de maio, revisaram novamente os seus números nesta terça. Agora, a casa prevê um corte de juros de 0,50 ponto percentual na próxima reunião do Copom, para 3,75% ao ano. Inclusive, não descartam a possibilidade de reunião extraordinária.

Tal decisão, aponta a equipe do Asa Bank, deve ser seguida por mais um corte de 0,25 ponto percentual, com a Selic atingindo 3,50% em maio. Após chegar a esse patamar, a taxa básica de juros deve permanecer neste patamar até o final de 2021, quando deve ser elevada para 5%.

“Não descartamos, no entanto, que a Selic seja reduzida ainda mais, eventualmente atingindo 3%, caso continuemos a ver sinais de ausência de tração na economia e/ou revisões baixistas de inflação esperada para 2021”, avaliam.

O Goldman Sachs, por sua vez, em relatório divulgado nesta terça, apontou que agora espera dois novos cortes de 0,25 ponto percentual na Selic, terminando o ano a 3,75%. A equipe de economistas do banco ainda cortou a projeção de PIB para o Brasil de 2,2% para 1,5% neste ano.

A XP Investimentos, por sua vez, avalia que o Banco Central manterá a Selic em 4,25% na sua próxima reunião e que ressaltará os riscos em sua comunicação. “Isso aumentará as chances de corte em maio, ou, eventualmente, em reunião extraordinária em abril, caso as condições econômicas e financeiras piorem muito ao longo dos meses”, aponta a equipe de economistas (confira o relatório completo clicando aqui).

Eles lembram que o Banco Central já deixou claro em sua última ata que os efeitos do coronavírus sobre a inflação podem ser mistos: a desaceleração da atividade econômica e a queda dos preços de commodities aliviariam a pressão sobre a inflação, ao passo que o choque de oferta em diversos mercados poderia produzir um efeito inflacionário.

Fomc: como foi a decisão

Especificamente sobre a decisão do Fomc desta terça, a XP aponta que a medida surpreendeu o mercado e levantou a possibilidade de que outras instituições no mundo sigam na mesma linha. Diversos Bancos Centrais ao longo do mundo (Europeu, Inglaterra, Japão, EUA, Austrália, etc) adotam um discurso de que estão monitorando de perto os desdobramentos e que estão prontos para prover estímulos para conter os efeitos negativos sobre a economia.

No entanto, nenhuma instituição, até o momento, mostrou algum tipo de evidência concreta de que uma grande desaceleração está em curso em virtude do coronavírus, avalia a XP: “o Fed não foi exceção até agora”.

“Em conferência após a decisão desta terça, o presidente do Fed, Jerome Powell, foi vago e impreciso a respeito das evidências vindas do mundo corporativo de que a instituição obteve para embasar a decisão do corte emergencial”, avalia a XP.

Já o Asa Bank destacou a análise de que o Fomc reiterou que os fundamentos para a economia norte-americana continuam sólidos, mas reconheceu os crescentes riscos apresentados pelo surto da doença.

Mais importante, o comunicado e a conferência à imprensa após a decisão mantiveram a indicação de que o comitê irá continuar “monitorando de perto” a evolução dos dados, e que irá “agir conforme apropriado”, deixando aberta a porta para um novo corte de juros de 0,25 ponto na reunião de março.

Ainda na conferência à imprensa, Powell disse que entende que quedas de juros, neste momento, não irão resolver todos os problemas, principalmente aqueles relativos a condições de oferta. “Apesar disto, esta ação ajuda a prover condições para estimular a economia norte-americana, acomodando condições financeiras e ajudando a manter a confiança de famílias e empresas”, avalia a equipe do Asa.

Segundo a equipe de research global do Bank of America (BofA) o corte de 0,5 ponto percentual não é o fim. O Fed seria obrigado a realizar mais uma redução, de 25 pontos-base, na reunião do Fomc de março.

Ao todo, o primeiro semestre teria 100 pontos-base de corte na avaliação dos analistas do banco americano, o que levaria as taxas de juros a uma banda entre 0,5% e 0,75%. “O timing desses cortes é desafiador dada a incerteza das perspectivas para dados econômicos, evolução do vírus e resposta do mercado. Nosso cenário-base é de mais um corte de 0,25 pontos na reunião de março e outro de 0,25 p.p. em abril”.

Para o BofA, o Fed está atuando em duas fases, a primeira é tentar aliviar o pânico do mercado e a segunda é responder aos dados econômicos. O corte de 0,5 p.p. realizado hoje faria parte da primeira iniciativa, enquanto os próximos devem ser feitos de maneira mais comedida, evitando choques muito bruscos como o que ocorreu nesta sessão.

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O que aconteceria com o bitcoin se parte dos mineradores desligassem as máquinas após o halving?

Temos realizados algumas lives com intenção de levar o melhor aprendizado com conteúdo de qualidade para as pessoas. No dia 11/02 rolou uma live com o tema Halving do bitcoin, na qual muitas perguntas relevantes foram levantadas pelos espectadores e uma delas chamou a atenção: o que aconteceria com o bitcoin se parte dos mineradores desligassem as máquinas após o halving? 

Nosso CSO, Felipe Trovão, respondeu:  

“O software do Bitcoin tem uma regra em relação à quantidade de hashes, poderíamos traduzir isso de forma simplificada como quantidade de mineradores dedicando poder computacional à rede, sendo executados pelos nós dos mineradores. Essa regra ajusta a dificuldade para encontrar blocos na rede e, assim, encontrar bitcoins.

Caso a quantidade de mineradores diminua o próprio software diminuirá a dificuldade, portanto, os blocos serão encontrados com menos atividades de mineração na rede, ou seja, menos hashes. Nesse momento pode ser atrativo ao minerador ligar novamente suas máquinas pois ele tem maiores chances de encontrar blocos e se recompensado, no caso, com bitcoins.”

Ou seja, mesmo com a diminuição das recompensas no halving a rede do Bitcoin têm mecanismos de incentivo para que os mineradores continuem fazendo seu trabalho.

Historicamente, antes do halving em 2016 a taxa de hashrate era de 1,35 Exahash (um quintilhão de hashes por segundo), já nos dias de hoje esse número é de 116,09 quintilhões, um crescimento de 8499.25%.

Conforme vimos no decorrer do texto, a rede do bitcoin continuará em funcionamento mesmo se boa parte dos mineradores desligassem as máquinas. 

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