Circuit Breaker 2020: as lições aprendidas no pior dia da Bolsa no século

Na última segunda-feira (9), o Ibovespa teve o circuit breaker acionado após a queda de mais de 10% no início do pregão, impulsionada pela derrocada dos preços do petróleo em meio ao imbróglio entre a Arábia Saudita e Rússia, dois dos três maiores produtores mundiais.

Para falar a respeito, o time do Stock Pickers realizou um episódio especial ao vivo para discutir os aprendizados com o primeiro circuit breaker de 2020. O convidado para a roda de conversa foi Francisco Utsch, diretor de investimentos da Kiron Capital. Ele tem cerca de 16 anos de experiência no mercado de ações.

“A gente vinha do ano passado muito positivo para bolsa. Vimos o S&P500 subir 30%, empresas de tecnologia também subindo e o próprio Ibovespa subiu cerca de 30%. Fazia tempo que não via um ano, que não fosse após um crash, com um movimento tão forte. E dentro desse tipo de movimento é normal ter exageros, e geralmente o mercado acerta a direção, mas erra a intensidade e nosso trabalho é tentar garimpar as oportunidades”, afirmou Utsch.

O gestor está otimista para os próximos anos e contou como a Kiron lidou com a turbulência que o mercado enfrentou.

“A primeira coisa que fizemos foi limpar o caixa. Usamos tudo, que não era muito. Viramos fevereiro para março, depois do CoronaDay, 97% comprados mais ou menos. Mas apostamos em nomes específicos, como a Azul”, diz.

Segundo ele, sempre que existe um choque muito grande, seja de câmbio, commodity, algo que pode balançar muito a estrutura do mercado, o mais importante ao olhar para a empresa que será comprada é se ela vai sobreviver na hora que a coisa normalizar.

“Não se sabe quanto tempo demora, então é preciso ter certeza que a companhia ficará de pé depois. Todas as empresas que aumentamos a posição, ou elas não tinham problema de alavancagem ou achamos que valia o risco”, explica.

Utsch acredita que também é fundamental se manter alinhado ao fundamento operacional mesmo em dias turbulentos. “Ao olhar a dinâmica da empresa que vamos aumentar a posição, precisamos enxergar um negócio que vai continuar crescendo significativamente, que tem uma trajetória de expansão de margem e de resultados. Não adianta só estar barato se o fundamento não está tão bom. Isso porque ao longo do tempo, se o contexto negativo se estende, é uma posição que vai ficando incômoda”.

Ele afirma que o ideal, se o gestor tem uma carteira bem montada, é querer comprar mais da ação, se ela cair 20% ou 30% – porque está barato. “Quando uma ação está caindo 20% ou 30% e você quer vender, errou a tese. Algum pilar do racional de investimento não se concretizou”, diz.

Além disso, ele conta que durante o pregão do circuit breaker teve que tomar uma decisão difícil.

“Usamos o caixa todo, mas ainda tinha algumas posições que queríamos estar comprados. Então, tivemos que tomar a decisão difícil de vender alguns papeis que gostamos, para comprar outros que gostamos ainda mais. É uma situação complicada porque eventualmente nessa troca de ativos é possível se perder no meio do caminho e fazer um mau negócio, principalmente porque a volatilidade é grande e não tem como saber o parâmetro de onde os preços vão se estabilizar”, afirma.

Por isso, segundo ele, é tão importante estar confortável com os fundamentos da empresa. “Para não ter erro, aposte em empresas que você conhece, que já tem a lição de casa feita ou que consegue fazer rapidamente durante o pregão”.

Petróleo, dólar e coronavírus: pode ficar pior?

No contexto desse pregão em especial, uma série de fatores estavam envolvidos e nenhum operando no terreno positivo: uma questão geopolítica entre Arábia Saudita e Rússia, o dólar disparando e sem saber o próximo ponto de alcance da epidemia do coronavírus.

O desafio de muitos gestores é entender se o momento é propício para colocar mais dinheiro ou se o ciclo acabou é hora de “fugir para as colinas”.

Para Utsch é preciso pensar nisso o tempo todo e ser flexível caso perceba que os movimentos estão mudando. “Mas por enquanto não achamos que houve uma mudança desse cenário. O câmbio me dá um pouco mais de frio na barriga pelo potencial impacto inflacionário. O que poderia quebrar esse potencial do Brasil, seria acabar com o ciclo de redução de juros e eventualmente entrar para um ciclo de elevação de juros. É um ponto de atenção”, diz.

“A questão do petróleo, pela primeira vez, vamos viver algo que acontece em países desenvolvidos como nos EUA, é ter uma queda no petróleo e isso ser repassado para a população. Porque na prática, se isso realmente acontecer, você tira dinheiro das petroleiras e passa para o bolso do consumidor brasileiro. Pode ser algo positivo. E sobre o coronavírus, é difícil prever o tamanho do impacto. Mas cada vez mais vejo que será um impacto de curto prazo. Não dá para afirmar, mas acho que é choque pontual”, diz.

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Qual a diferença entre tokens, criptomoedas e moedas fiduciárias?

No mundo da criptoeconomia existem diversas nomeclaturas, que muitas vezes a primeira vista pode parecer complicado, pensando nisso, para facilitar o aprendizado, fizemos um dicionário de criptomoedas, chamado criptonário, no post de hoje vamos explicar três deles: tokens, criptomoedas e moedas fiduciárias, e a qual a diferença entre eles.

Vamos começar pelo que as pessoas mais confundem e têm dúvidas:

Token

Os tokens são comumente confundidos com criptomoedas, porém, são diferentes, eles geralmente são criados para serem distribuídos para as pessoas com promessas de valerem algo no futuro, são ativos digitais que podem ser usados ​​dentro do ecossistema de um determinado projeto. Uma outra diferença também entre tokens e criptomoedas é que os tokens utilizam a blockchain de outra moedas, já as criptomoedas tem a sua própria blockchain.  

Exemplos: Tether, Chainlink, Basic Attention Token e Nexo.  

Criptomoedas

As criptomoedas são moedas descentralizadas, ou seja, não são emitidas por nenhum banco central e não estão atreladas a nenhum governo, diferente das moedas fiduciárias. Mas mesmo assim, elas podem ser utilizadas para negociação de compra de bens reais e negociações internacionais. A primeira criptomoeda criada e mais conhecida é o bitcoin, mas hoje em dia já existem muitas em circulação.

Exemplos: Bitcoin, Ethereum, Litecoin, EOS e Cardano. 

Moeda fiduciária

Moedas fiduciárias ou chamadas também de moedas fiat (fiat currency), são as que têm seu valor garantido pelo governo emissor, não por um bem físico. O que determina o valor desse tipo de moeda é a força e respeito desse governo emissor. Esse tipo de dinheiro ainda é muito utilizado ao redor do mundo, as moedas fiduciárias substituíram o pagamento em padrão ouro e outros sistemas que definiam os valores da moeda.

Exemplos: Dólar, Euro e Real. 

Se você tem interesse nesse assunto, acesse o CoinGoLive é bem interessante, neste site eles listam as criptomoedas e tokens mais cotados do mundo. Aproveite para aprender mais sobre esses ativos. 

Agora que você já sabe a diferença entre os tipos de moedas já pode começar a negociar com maior tranquilidade e clareza. Aproveite para negociar em nossa plataforma e para mais conteúdos como esse, acompanhe nosso blog e siga nossas redes sociais

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Conheça CRI e CRA, aplicações renda fixa sem IR

CRA e CRI

Os investimentos isentos de Imposto de Renda estão entre os preferidos dos brasileiros – por razões óbvias. Duas opções que estão ganhando adeptos são os chamados Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA). Embora sejam papéis de renda fixa distintos, eles possuem muitas características em comum.

Para os investidores que estão cansando do Tesouro Direto e buscam opções de renda fixa mais arrojadas, CRIs e CRAs podem ser ótimas alternativas.

Com uma remuneração normalmente maior do que a dos títulos públicos, os certificados de recebíveis são emitidos por empresas privadas – as securitizadoras. E são lastreadas em operações de crédito ligadas aos setores imobiliário e do agronegócio.

Ficou curioso? Leia esse guia até o fim e descubra como investir em CRIs e CRAs com segurança e bons resultados.

1. O que é CRI e CRA?
2. Como funcionam
3. Vantagens e Desvantagens
4. Como escolher um bom CRI ou CRA
5. Passo a Passo; como investir

O que é CRI e CRA?

CRIs e CRAs são dois tipos diferentes (embora parecidos) de títulos securitizados de renda fixa. E para evitar que as suas dúvidas sigam para além deste parágrafo, saiba que securitizar é o mesmo que transformar créditos a receber – como parcelas de uma venda a prazo ou pagamentos de um financiamento – em papéis que podem ser comprados por investidores e negociados no mercado.

Pense em uma construtora. Cada casa que ela vende só é quitada ao longo de vários anos, conforme os compradores pagam todas as parcelas devidas. Suponha que, para começar seu próximo empreendimento, essa construtora precise levantar recursos. Uma forma de captar dinheiro é “empacotar” os pagamentos futuros que seus clientes ainda farão pelos imóveis que já compraram em um CRI – e vendê-lo no mercado.

Nessa operação, ao ceder seus recebíveis (créditos que têm para receber), a construtora consegue antecipar recursos que só receberia em 10, 20 ou 30 anos. Para organizar todo esse processo existem as securitizadoras, que compram as dívidas, emitem os CRIs e os disponibilizam para os investidores. Eles, por sua vez, são remunerados ao longo do tempo conforme os recebíveis forem quitados.

A principal diferença entre CRIs e CRAs é a origem dos recebíveis securitizados. No caso dos CRIs, o lastro são créditos ligados ao setor imobiliário, como financiamentos residenciais, comerciais ou para construções, além de contratos de aluguéis de longo prazo. Já os CRAs têm como lastro empréstimos relacionados à produção, à comercialização, ao beneficiamento ou à industrialização de produtos, insumos ou máquinas do agronegócio.

Dentro de um CRI ou de um CRA podem ser encontrados recebíveis de valores diferentes, prazos distintos e remunerações específicas. O que a securitização faz é exatamente uniformizar essa cesta em um papel com taxas e riscos determinados e um fluxo de pagamentos definido.

Como funcionam

Na prática, para o investidor, os CRIs e CRAs se parecem com outros investimentos de renda fixa: compram-se os papéis e, em troca de manter os recursos aplicados, recebe-se uma remuneração (juros).

No entanto, existem algumas especificidades que devem ser consideradas antes de fazer a aplicação. Confira os detalhes abaixo:

Rentabilidade

Por serem papéis de renda fixa, a remuneração que os certificados de recebíveis oferecem aos investidores segue um modelo semelhante ao de outros investimentos da categoria. Normalmente, CRIs e CRAs adotam uma das estruturas a seguir:

– Remuneração prefixada: o investidor já sabe desde o momento em que compra o certificado o valor da taxa de juros que receberá ao longo do tempo – 3%, 5% ou 10% ao ano, por exemplo. Assim, é possível calcular exatamente a rentabilidade em reais que obterá até o vencimento do papel;

– Remuneração pós-fixada: o investidor sabe o indicador que servirá de referência para a remuneração desde o início, que pode ser o CDI (principal índice de rentabilidade da renda fixa) ou a Selic (taxa básica de juros da economia brasileira), por exemplo. O retorno efetivo da aplicação, no entanto, é desconhecido, pois seguirá a dinâmica das variações do indicador. Se ele subir ou cair ao longo do tempo, a remuneração em reais poderá ser maior ou menor.

Nesses casos, o retorno dos CRIs e CRAs é um percentual do indicador de referência – como 110% do CDI ou 90% da Selic ao ano. Assim, o investidor receberá 110% do que render o CDI ao longo de um ano ou 90% da Selic.

Também é possível encontrar papéis que adotam a fórmula “CDI mais spread”, em que a remuneração é igual ao CDI mais uma taxa – 1% ou 2% ao ano, por exemplo.

– Remuneração atrelada à inflação: os certificados desse tipo têm uma parcela prefixada e outra pós-fixada de rentabilidade. A parcela prefixada assegura uma taxa de juros mínima (como 4% ou 5% ao ano). A pós-fixada é a variação da inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ou pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado).

Qual desses formatos de remuneração é o melhor? Isso depende das características e dos objetivos de cada um com o investimento. Algumas estruturas são ideais para preservar o poder de compra no longo prazo, enquanto outras são mais adequadas para as épocas em que as taxas de juros estão caindo ou subindo. É necessário considerar esse conjunto ao escolher uma alternativa.

Liquidez

O nível de dificuldade para resgatar o dinheiro aplicado nos certificados de recebíveis é um fator que os investidores precisam considerar. De modo geral, CRIs e CRAs são considerados produtos de baixa liquidez. Para quem não tem certeza de que poderá manter os investimentos até o vencimento, eles podem ser uma opção ruim.

Via de regra, os certificados de recebíveis são investimentos com vencimento no longo prazo – de pelo menos dois anos, podendo chegar a mais de 15 anos. Para receber a remuneração acordada na época da emissão, o investidor deve manter a aplicação durante esse período inteiro.

Não há um valor mínimo de investimento em CRIs ou CRAs previsto em regulação. Muitos desses papéis são emitidos por um valor de base bastante acessível e disponíveis, em plataformas, por menos de R$ 1 mil. Vale lembrar que algumas ofertas podem ser restritas a investidores qualificados (que possuam pelo menos R$ 1 milhão de patrimônio alocado em aplicações financeiras).

Se precisar dos recursos antes do vencimento, a alternativa é recorrer ao mercado secundário, para tentar vender os papéis diretamente a outros investidores que estejam interessados. Na B3, CRIs e CRAs são negociados no Bovespa Fix, ambiente em que são listados outros papéis de renda fixa. Além dos certificados de recebíveis, também são operados por lá FIDCs (fundos de direitos creditórios), debêntures e letras financeiras, entre outros.

No entanto, mesmo no mercado secundário, a liquidez é restrita. Em grande parte, isso se dá porque outros produtos de renda fixa são emitidos em muito maior volume do que CRIs e CRAs. Um exemplo ocorreu em 2019. No ano, foram emitidos R$ 173 bilhões em debêntures e R$ 35 bilhões em notas promissórias, enquanto o volume de CRIs não chegou a R$ 16 bilhões e o de CRAs se aproximou de R$ 14 bilhões.

Riscos e Garantias

Em um primeiro momento, por algumas das suas características, os certificados de recebíveis podem lembrar bastante outros papéis vinculados aos mesmos segmentos: as letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA). Existem, no entanto, diferenças profundas no sistema em que a emissão de cada um desses papéis está baseada.

Um exemplo é o risco que cada produto embute. Quem compra uma letra de crédito fica exposto ao risco geral da própria instituição financeira – normalmente um banco – que a emitiu. Assim, se o banco tiver um problema de liquidez, mesmo que não diretamente ligado ao lastro das letras, os investidores também sentirão o impacto.

Nos CRIs e CRAs isso pode ser diferente. Quando os papéis são emitidos dentro do chamado “regime fiduciário”, o investidor não corre o risco da companhia securitizadora – que é apenas um veículo da emissão. O risco a que ele fica exposto é exatamente o das operações incluídas nos certificados.

Em outras palavras, o que conta é a capacidade de pagamento de quem tomou o financiamento imobiliário ou fez um empréstimo para comprar um trator. Quanto maior for o risco de esse grupo de compradores dar um calote nas suas dívidas, mais arriscado o papel é considerado.

A vantagem, na prática, é que o risco dos certificados é segregado do risco da securitizadora. Se ela tiver dificuldades financeiras, o fluxo de pagamento para os investidores não será afetado, porque os recebíveis estão formalmente separados do patrimônio da securitizadora.

Por outro lado, uma desvantagem é o fato de que CRIs e CRAs não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo devolve até R$ 250 mil por investidor caso uma instituição que emite papéis como LCIs e LCAs – além de CDBs e a própria poupança – tiver problemas financeiros.

Tributação e taxas

Um dos principais atrativos dos certificados de recebíveis é a isenção de Imposto de Renda e de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Com isso, não é preciso descontar mais nada da rentabilidade oferecida aos investidores – ela já é líquida.

Em outros investimentos de renda fixa, como CDBs e títulos públicos, o investidor paga Imposto de Renda seguindo uma tabela regressiva, em que as alíquotas diminuem conforme o tempo que a aplicação. Um investimento resgatado em menos de seis meses paga 22,5% de IR sobre a rentabilidade. Já se o saque for realizado apenas depois de dois anos, a alíquota do IR cai para 15%.

Além disso, normalmente não há cobrança de taxa de administração sobre certificados de crédito. Muitas corretoras também isentam os investidores de taxa de corretagem ou de custódia, embora algumas possam cobrar por esse tipo de serviço.

Vantagens e Desvantagens

As principais vantagens dos CRIs e CRAs são a rentabilidade e a isenção de Imposto de Renda. Na B3, estão disponíveis para negociação papéis com retorno muito maior do que as alternativas de renda fixa mais tradicionais, como os títulos públicos do Tesouro Direto. E, por serem títulos isentos, a remuneração é líquida.

Já as principais desvantagens também são duas. De um lado, a liquidez restrita dificulta a vida de quem eventualmente precisar do dinheiro de volta antes da data de vencimento. Do outro, o fato de não serem papéis cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) também é visto como um problema por alguns investidores, dado o perfil de maior risco do produto.

Como escolher um bom CRI ou CRA

Um CRI ou um CRA será uma boa aplicação se os investidores tiverem metas que se enquadrem nas características do papel. Por isso, o primeiro passo é avaliar o próprio perfil de investimento e os objetivos traçados para o dinheiro que vai ser aplicado. É preciso considerar, por exemplo, o prazo do investimento e as chances de precisar do dinheiro antes disso.

Também é importante verificar o nível de risco dos papéis. Se os recursos que você tem para aplicar em certificados de recebíveis representarem uma parte muito relevante do seu patrimônio, sua exposição ao risco pode acabar ficando muito elevada. Lembre-se de que CRIs e CRAs não são cobertos pelo FGC.

Também compare os prazos e a rentabilidade oferecida pelos certificados com os de outros investimentos de perfil de risco semelhante. Procure entender quais são as razões para as diferenças que encontrar. A remuneração proposta em um produto financeiro é maior conforme o risco que ele envolver.

Passo a Passo; como investir

1) Abra a sua conta em uma corretora
Ao escolher a corretora, considere aspectos como custos de operação, variedade de opções de investimentos, qualidade da plataforma de negociação e acesso a suporte para dúvidas. Por exemplo, a Rico oferece taxa ZERO para todos os investimentos em renda fixa.

Quando se trata de CRIs ou CRAs novos, que estão chegando ao mercado, é comum que sejam alvos de ofertas públicas. Para comprar papéis nessa situação, verifique se sua corretora está participando da operação como distribuidora dos papéis. Se não estiver, talvez seja necessário buscar outra instituição.

2) Verifique o prospecto
Trata-se de um documento que apresenta todas as informações importantes sobre a oferta. Esse material informa, por exemplo, os detalhes dos recebíveis incluídos em cada certificado, a remuneração prometida aos investidores, os prazos, as condições da distribuição, e muito mais.

3) Solicite uma reserva
Se as informações convencerem você a investir no CRI ou CRA, será preciso solicitar uma reserva, informando à corretora quantos papéis pretende comprar. Isso deve ser feito durante o chamado “período de reserva”, que é um prazo – normalmente de algumas semanas – destinado exatamente a esse procedimento. Encerrado o período, as instituições que estão organizando a oferta divulgarão o preço final dos certificados e também quantos deles cada investidor conseguiu adquirir (é feito um rateio quando a procura supera a oferta).

Pode acontecer de você se interessar também por certificados que já estão circulando no mercado secundário – ou seja, que já foram ofertados no passado e que, no momento, só podem ser adquiridos de outros investidores. A corretora também é o caminho para adquirir CRIs e CRAs nessa situação.

4) Avalie o valor mínimo
No caso dos certificados de recebíveis, dependendo do nível de risco e do potencial de retorno de cada papel, pode ser exigido um valor mínimo de aplicação. Algumas ofertas podem estabelecer aplicações iniciais de R$ 300 mil ou mais. Mas, em certas corretoras, é possível comprar CRIs e CRAs com valores tão baixos quanto R$ 10 mil.

5) Analise o risco
Tanto no caso das ofertas públicas quanto no mercado secundário, é fundamental analisar com atenção a composição de cada certificado de recebíveis. Isso vai ajudá-lo a evitar a exposição a papéis com risco de crédito excessivo, se esse não for o seu objetivo. Procure conhecer a securitizadora que emitiu os papéis e cheque se foi adotado o regime fiduciário.

CRIs e CRAs também costumam receber um rating, nota atribuída aos papéis por uma agência independente que busca avaliar o seu risco de crédito. Essa nota indica se o produto envolve um risco de calote alto ou baixo.

6) Transfira o dinheiro e comece a investir
Feito isso, basta transferir o valor para a sua conta na corretora e executar o a ordem de investimento. Pronto! Você já investe em CRIs e CRAs.

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Canal Voepa – Foxbit indica

Você quer aprender sobre o mercado financeiro, mas não acha conteúdos legais  em nenhum lugar? Separamos um Foxbit Indica especial para você!

Canal Voepa no Youtube

O Canal Voepa é apresentado pelo vovô Epaminondas, onde é acompanhado pelo bom humor, lá você encontra dicas sobre criptomoedas, tecnologia e até tutoriais.

Epaminondas traz diversos conteúdos relacionados ao mundo cripto, ele ensina desde como é possível trabalhar ganhando criptomoedas até tutoriais bem simples explicando a fundo sobre a inflação e o mundo das finanças.

O tom que leva aos seus vídeos mostra ser um avô bem humorado e experiente no tema, demonstrando segurança e confiabilidade no assunto, o que leva seus espectadores se interessarem por mais do seu conteúdo.

Curtiu? Toda semana trazemos indicações de livros, filmes, podcasts, artigos ou séries sobre o mercado financeiro para você se educar e informar de maneiras diferentes.

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Off Pickers: como um influencer gastronômico cuida dos seus investimentos?

Gabriel Gasparini

Uma profissão que não existia 10 anos atrás e não se sabe se existirá daqui a 10 anos, como se preparar financeiramente para um futuro incerto desse?

No primeiro episódio do “Off Pickers” (série do Stock Pickers pra falar de mercado com quem não é do mercado), recebemos um verdadeiro “restaurant picker”: Gabriel Gasparini, mais conhecido como “Gaspa Indica”, dono de um perfil com mais de 215 mil seguidores no Instagram e vencedor da edição de O Aprendiz em 2019 – com o prêmio de R$ 1 milhão no reality show, ele começou a montar sua carteira de ações.

Além de abrir sua carteira de investimentos e mostrar como ele organiza suas finanças para o cenário dinâmico que um empreendedor enfrenta, ele também conta como busca maior estabilidade e solidez na carreira nesse mundo de imprevisível dos digital influencers. 

Já que stock picker abre a carteira, restaurant picker abre o cardápio?

Essa, sem dúvida, foi a recomendação mais saborosa de toda a história do programa. Como ele foi gravado em pleno carnaval, em Salvador, Gaspa recomendou 6 restaurantes imperdíveis na capital baiana. Ainda disse qual seria sua “última refeição antes da morte”. 

Para entender como alguém que trocou o Vale Alimentação e o Vale Refeição pelos Stories no Instagram investe e se prepara para um futuro incerto, escute agora o episódio. 

Apresentado por Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, e Renato Santiago, do InfoMoney, o Stock Pickers vai ao ar toda quinta-feira. Você pode seguir e escutar em sua plataforma de podcasts preferida clicando aqui.

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Há mais dinheiro que ativo no mercado imobiliário, diz CEO da SiiLA Brasil

SÃO PAULO – Com um banco de dados construído a partir de uma análise minuciosa do mercado imobiliário, a SiilA Brasil acompanha de perto todo tipo de negociação do segmento comercial, como de galpões logísticos, escritórios e shopping centers.

E com as atenções voltadas para a forte retomada desse mercado, Giancarlo Nicastro, CEO da empresa, demonstra certa preocupação, em meio a sinalizações de um crescimento de demanda em ritmo mais acentuado que o da oferta.

“Tem mais dinheiro que ativo e o mercado está começando a ficar caro”, diz o executivo, ressaltando que, apesar da expansão em curso, o tamanho do segmento segue restrito. “Faria Lima a gente só tem uma.”

Com poucas oportunidades tidas como positivas ainda disponíveis, Nicastro começa a ficar com um “pé atrás” com o mercado.

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O CEO da SiilA Brasil foi o entrevistado do sexto episódio do podcast “Banco Imobiliário”. Criada em 2015, o nome da empresa é uma sigla para “Sistema de Informação Imobiliária Latino-Americana”. Sua operação consiste em uma plataforma de dados acessada por clientes como fundos de investimento e de pensão e grandes companhias do mercado, como Gafisa, Odebrecht e Cyrela.

Na entrevista, Nicastro conta como a empresa levanta todo tipo de informação do mercado, desde dados técnicos a financeiros, monitorando ativos existentes e em desenvolvimento. A SiilA atua hoje no Brasil e no México, e está expandindo as operações para a Colômbia.

Apresentado por Marcelo Hannud, consultor imobiliário da XP, e por Beatriz Cutait, editora de Investimentos do InfoMoney, o “Banco Imobiliário” pode ser ouvido nas plataformas Apple Podcasts, Spotify, Deezer, Spreaker, Google Podcasts, Castbox e demais agregadores de podcast. Você ainda pode conferir o programa na íntegra em nosso canal no YouTube.

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FGTS: cerca de R$ 15 bilhões ainda podem ser sacados

Cerca de R$ 15 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ainda não foram sacados pelos trabalhadores, segundo o Ministério da Economia. O Saque Imediato do FGTS foi iniciado no ano passado e vai até 31 de março deste ano.

Inicialmente, a medida estabelecia o saque de até R$ 500 por conta do fundo, mas o limite do saque imediato subiu para R$ 998 com a sanção da lei de conversão de medida provisória nº 13.932/2019, no final do ano passado. O limite só subiu para quem tinha saldo de até R$ 998 (valor do salário mínimo, na época) em 24 de julho deste ano. Quem tem saldo acima desse valor na conta do FGTS só poderá retirar os R$ 500 originalmente previstos.

Os clientes da Caixa com conta no FGTS tiveram o valor depositado automaticamente na conta corrente ou poupança.

 

Os saques podem ser feitos nas casas lotéricas e nos terminais de autoatendimento para quem tem senha do Cartão Cidadão. Quem tem Cartão Cidadão e senha pode sacar nos correspondentes Caixa Aqui, apresentando documento de identificação, ou em qualquer outro canal de atendimento.

No caso dos saques de até R$ 100, a orientação da Caixa é procurar casas lotéricas, com apresentação de documento de identificação original com foto.

Quem não tem senha nem Cartão Cidadão e vai sacar mais de R$ 100 deve procurar uma agência da Caixa.

Embora não seja obrigatório, a Caixa orienta, para facilitar o atendimento, que o trabalhador leve também a Carteira de Trabalho para fazer o saque. Segundo o banco, o documento pode ser necessário para atualizar dados.

As dúvidas sobre valores e a data do saque podem ser esclarecidas no aplicativo do FGTS (disponível para iOS e Android), pelo site da Caixa ou pelo telefone de atendimento exclusivo 0800-724-2019, disponível 24 horas.

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Investidores exageraram no pânico e mercados devem subir ainda mais, afirma Jim Rogers

SÃO PAULO – A alta dos mercados nesta terça-feira mostra que os investidores exageraram no pessimismo ontem. Aliás, não só os investidores, mas os governos e bancos centrais. A partir de agora, a tendência é de valorização das bolsas.

A análise foi feita por Jim Rogers, empresário e investidor que criou, junto com o gestor George Soros, um dos fundos de hedge mais rentáveis do mundo, o Quantum Fund.

“O medo dominou mercados. Além disso, governos e bancos centrais entraram em pânico e mostraram que farão o que puderem para salvar o dia. A consequência é que devemos ver um rali nos próximos dias ou até meses”, disse ao InfoMoney.

Para Rogers, com esse estímulo das autoridades, a alta das ações deve acontecer apesar da situação ruim da economia mundial, que, na sua avaliação, entrará em recessão em até dois anos.

“Os sinais já estão por aí, em países como Índia e outros de menor relevância para o mundo, como a Argentina. E isso vai se espalhar”, afirmou, acrescentando que os Estados Unidos também devem entrar em recessão.

“E, quando isso acontece na economia americana, nenhum país escapa ileso – a não ser a Coreia do Norte.”

Rogers fez um paralelo entre a situação da economia mundial hoje e a crise financeira de 2008. “Os problemas tiveram início de forma isolada e pouca gente deu importância, até que o banco Lehman Brothers quebrou e ficou claro que aquela era uma crise grave”, disse.

Especialista em commodities – nos anos 90, ele criou o Rogers International Commodity Index, que se tornou uma referência no mercado –, o investidor não vê os preços do petróleo nem os do minério de ferro se recuperando rapidamente.

“A economia da Ásia deve melhorar, mas não veremos o boom dos últimos anos”, afirmou.

Ouro, prata e empresas aéreas

Na avaliação do Rogers, as ações de empresas aéreas, redes de restaurantes e hotéis são boas oportunidades de investimento agora.

Ainda que essas companhias sofram com os efeitos da disseminação do coronavírus, os preços dos papéis caíram demais, justificou o investidor.

Como proteção, ele diz que voltou a aplicar em ouro e prata no ano passado. “Fiquei fora desses mercados de 2010 a 2019, mas atualmente acredito que são boas opções quando vier uma maior turbulência na economia global.”

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Ações de Petrobras e São Martinho cortadas, elétricas no foco: as recomendações alteradas em meio à queda do mercado

SÃO PAULO – O pregão da última segunda-feira foi de caos no mercado financeiro global. O Ibovespa desabou 12,17%, puxado por quedas antes inimagináveis, como os de quase 30% das ações da Petrobras (PETR3;PETR4), diante da guerra de preços de petróleo entre Arábia Saudita e Rússia.

Esse foi o novo ápice do receio do mercado em um ano dominado por notícias internacionais bastante negativas, fazendo com que diversos analistas de mercado revisassem as suas recomendações, principalmente para ações de empresas ligadas diretamente ao setor de combustíveis (petroleiras, distribuidoras e sucroalcooleiras).

Em destaque, no último fim de semana, a Petrobras teve a sua recomendação reduzida pelo Bradesco BBI, enquanto São Martinho, do setor de açúcar e álcool, teve a recomendação reduzida tanto pelo Bradesco BBI quanto pelo Morgan Stanley, uma vez que a competitividade do etanol deve cair com a queda do petróleo.

Por outro lado, ações de empresas mais defensivas, caso de elétricas e de saneamento, ganham espaço entre as recomendações, uma vez que elas são menos impactadas em um ambiente de desaceleração global.

Confira as recomendações revisadas desde a forte queda do mercado – e os motivos para isso:

Petrobras: desafios maiores com a queda do petróleo

A Petrobras (PETR3; PETR4) teve a sua recomendação reduzida de equivalente à compra para neutra pelo Bradesco BBI em meio à revisão dos preços do petróleo pelo banco.

Os analistas avaliam que haverá uma guerra de preços pela frente e que o movimento surpreendente dos sauditas poderia ser uma tentativa de trazer a Rússia de volta à mesa de negociações. Contudo, eles não acreditam que essa queda de braço será vencida rapidamente. Assim, é difícil saber quanto esse imbróglio terminará, mas deve trazer consequências negativas.

Como resultado, os analistas reduziram a previsão do brent de US$ 65 para US$ 35 o barril este ano, avançando gradualmente para US$ 55 o barril no longo prazo. Com as cotações mais baixas do petróleo, a desalavancagem da empresa pode levar mais tempo, com a relação entre dívida líquida e o Ebitda abaixo de 1,5 vez após 2025 e, portanto, a distribuição de dividendos pode ser comprometida.

Com isso, o preço-alvo para a Petrobras foi cortado de US$ 18 para US$ 11 o ADR (ou de R$ 38 para R$ 23,50 a ação preferencial).

Em meio à derrocada da commodity, a empresa disse que está monitorando o assunto e que é prematuro projetar os impactos da queda do petróleo em suas operações e não indicou nada sobre mudança de preços dos combustíveis.

O UBS, por sua vez, apontou que o investimento em bens de capital (Capex, na sigla em inglês) das empresas de exploração e produção como a Petrobras é o mais afetado pela queda do petróleo. “A reação inicial dos investidores deve ser reduzir exposição ao setor.”

Distribuidoras – cenário um pouco mais positivo

Do lado das distribuidoras de combustíveis, o cenário é um pouco mais positivo, segundo avaliação também do Bradesco BBI. Os preços mais baixos na gasolina e no diesel poderiam impulsionar os volumes de vendas no cenário-base dos analistas. “Com os preços dos combustíveis potencialmente caindo R$ 0,60 por litro (de 12% a 16% na bomba), deve haver muito espaço para acomodar melhores margens de distribuição”, escrevem os analistas.

Além disso, eles apontam uma melhora no mix de vendas, pois com a queda na gasolina é esperado que o setor sucroalcooleiro volte a produzir mais açúcar e menos etanol, o que poderia adicionar R$ 2,00 por ação à Ultrapar (UGPA3) e R$ 1,00 por papel da BR Distribuidora (BRDT3).

“Nós preferimos a BR por conta da logística melhor para importar gasolina e também pela menor alavancagem e dividend yield [dividendo por ação dividido pelo valor de cada ação] mais generoso”, concluem.

Na véspera, as ações da BRDT3 e de UGPA3 caíram forte, respectivamente 11,12% e 9,83%, em meio à forte aversão ao risco do mercado,. Contudo, na sessão desta terça-feira, os papéis registram recuperação, com ganhos de até 9% para BR Distribuidora e de 12,39% para Ultrapar.

São Martinho: ambiente mais difícil para setor sucroalcooleiro

Os analistas do Bradesco BBI reduziram a recomendação da São Martinho (SMTO3), de compra para neutra, também diminuindo o preço-alvo de R$ 29 para R$ 22 por ação. A equipe do banco cortou a previsão para os preços de açúcar e etanol refletindo impacto negativo da deterioração dos preços de petróleo e também em meio à queda das cotações do açúcar no mercado externo.

Para o banco, as usinas brasileiras elevarão a produção de açúcar na próxima safra, elevando o mix açucareiro para 40%, o que deve aumentar a oferta brasileira de açúcar em até 6 milhões de toneladas.

Com isso, agora, o Ebitda para 2020 e 2021 é 23% abaixo do consenso do mercado. Com as novas projeções, os analistas do banco avaliam aoinda que a direção do grupo não deverá mais aprovar o investimento em etanol de milho anexa à Usina Boa Vista, o que contribuía anteriormente em R$ 2,50 para o preço-alvo do papel.

Os analistas do Morgan Stanley também reduziram a recomendação para a ação da companhia de equal-weight (desempenho em linha com a média do mercado) para underweight (exposição abaixo da média do mercado), de olho principalmente no valuation da companhia.

Apesar de um petróleo mais barato indicar uma mudança no mix da produção de etanol para açúcar, já que a gasolina ficará mais competitiva como combustível, a equipe do banco entende que isso pode não ocorrer no caso da empresa. Isso porque uma desvalorização no brent levaria os preços do etanol a atingir equivalência com os do açúcar dos atuais US$ 14,9 custo por libra para US$ 12,9 custo por libra, praticamente em linha com o preço atual do açúcar de US$ 13,1 custo por libra.

“Isso não deve afetar o ciclo de lucros da São Martinho, pois o real mais fraco ofuscou os valores menores da commodity em dólares, mas o preço é o que importa para o valor da ação e a SMTO3 já performou muito acima do mercado”, dizem os analistas.

Oportunidades em cenário de aversão ao risco

Enquanto isso, algumas casas de análise fizeram revisões em sua carteira de estratégia em meio ao ambiente mais negativo global. A XP Investimentos, que já tinha entrado no mês de março com um portfolio mais defensivo em meio ao cenário de incerteza global, fez algumas mudanças extraordinárias no último fim de semana em meio à forte queda do petróleo e a maior aversão ao risco no exterior.

Com isso, foram retiradas as ações da JBS (JBSS3) e da Vale (VALE3), entrando os papéis de Ambev (ABEV3) e Engie (EGIE3). “Com isso, aumentamos ainda mais a exposição ao setor elétrico e reduzimos a exposição aos setores cíclicos globais, reduzindo também o beta da carteira – ou seja, a sensibilidade aos movimentos do mercado”, destaca a equipe de research.

Anteriormente, para o portfolio deste mês, a XP já havia adicionado a ação da Copel (CPLE6) com o intuito de elevar a proteção com empresas menos expostas à atividade econômica, uma vez que empresas de energia possuem menor influência no mercado externo e possuem um mercado regulado no doméstico, possuindo perspectiva mais estável em cenários voláteis.

A outra alteração foi a troca da ação da Vivara (VIVA3) pela da Lojas Renner (LREN3). Com a forte alta do preço do ouro no ano, trazendo riscos para a margem da companhia no curto e médio prazos para a companhia de joias, os analistas da XP apontaram preferir exposição a nomes domésticos e de maior liquidez via Renner.

Além de Ambev, Engie, Lojas Renner e Copel, a carteira da XP é composta por ações do Banco do Brasil (BBAS3), Cyrela (CYRE3), Ecorodovias (ECOR3), Iguatemi (IGTA3), Localiza (RENT3) e Via Varejo (VVAR3). Confira a composição completa clicando aqui. 

As empresas de setores regulados, como elétricas e saneamento, também foram alvo de análise do Bradesco BBI. O analista Francisco Navarrete destacou que, apesar do contexto de risco desafiador para o mercado acionário, com prêmios de risco aumentando, há oportunidades nesses setores uma vez que as mudanças de estimativas de lucro para essas companhias em um cenário de desaceleração global são relativamente pequenas ou até mesmo inexistentes.

Além disso, mesmo com crescimento de PIB demorando mais para voltar, as taxas de juros devem continuar baixas por mais tempo, favorecendo ações bond-like (ou que tenham um comportamento mais parecido com títulos), caso do setor, uma vez que ele possui um fluxo de caixa resiliente, nível de alavancagem razoável e quase não tem exposição a dívida em dólar – com exceção de Sabesp e Cemig, que possuem uma exposição pequena.

O analista deu destaque para a Taesa (TAEE11), cuja recomendação foi elevada de neutra para outperform, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 30 para R$ 33 para 2020, implicando um potencial de valorização de 15% em relação ao fechamento da véspera. Os analistas destacaram que o papel pode ser um porto seguro em meio ao cenário de volatilidade do mercado de ações em meio às preocupações com a desaceleração econômica por conta do coronavírus.

Três pontos foram destacados: i) a resiliência de seu fluxo de caixa, uma vez que a receita do negócio de transmissão não depende da demanda por eletricidade; ii) o dividend yield (indicador calculado pelo dividendo pago por ação dividido pela cotação do papel) sustentável entre 9% e 9,7% para 2020 e 2021, respectivamente e iii) o valuation está bastante atrativo.

Os analistas também destacam que outras empresas do setor parecem atrativas, também destacando o dividend yield atrativo. Três são destaques: a Eletrobras (ELET3;ELET6), Sanepar (SAPR11) e a Cesp (CESP6).

Sobre a Eletrobras, o analista avalia que a maior parte do fluxo de caixa está associada à receita de geração, blindada de problemas hidrológicos – cotas – e receitas de transmissão estáveis. “Alem disso, a privatização não está precificada”, aponta.  Já sobre Sanepar, o Bradesco BBI avalia que a empresa tem sido referência em controle de custos e que há confiança de que o regulador será técnico no próximo reajuste anual de tarifa de abril. Por fim, sobre a Cesp, depois da privatização em 2018, a companhia ainda está negociando corte significativo nas contingências e tem algumas reduções de despesas com pessoal pendentes.

O Itaú BBA também destacou em relatório de estratégia uma lista de ações defensivas, que podem ser boas alternativas em meio ao cenário de forte baixa dos mercados. São as seguintes ações: CCR ON, Ecorodovias ON, Cyrela Commercial Properties (CCP) ON, Multiplan ON, units da Alupar, Telefônica Vivo PN, Carrefour Brasil ON, Bradesco PN, units do Santander e BB Seguridade ON.

Outro grupo elencado são de papéis que tiveram forte queda no cenário atual, mas que possuem potencial de crescimento e são de alta qualidade. São as seguintes ações: Azul PN, Localiza ON, Locamérica ON, Movida ON, Randon PN, Via Varejo ON, Equatorial ON, units da Engie, Eztec ON, B3 ON, Vale ON e os ADRs da PagSeguro.

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Ninguém acerta Mega-Sena e prêmio acumula

São Paulo — Nenhum apostador acertou as seis dezenas do prêmio de R$ 2 milhões da Mega-Sena sorteado pela Caixa nesta terça-feira (10). Os números sorteados no concurso 2.241 foram: 01 13 18 26 40 56.

Apesar de nenhum ganhador levar o prêmio principal, 33 apostas acertaram os números da quina e vão receber R$ 31.946,06 cada uma. Além disso, a quadra também foi sorteada para 1575 apostas, que vão levar R$ 956,20 cada.

O prêmio era estimado pela Caixa em R$ 2 milhões, e o sorteio foi realizado no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo.

O sorteio do próximo concurso (2.242) acontece na quinta-feira (12) e tem como estimativa pagar R$ 4,5 milhões a quem acertar os seis números.

As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país, pela internet e também pelo aplicativo Loterias Caixa, para iPhone. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

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