Contra a maré: como as cotas do fundo Explora vêm subindo em meio à crise

SÃO PAULO – Enquanto o índice Ibovespa acumula queda de cerca de 35,5% no ano, a cota do fundo da Explora Investmentos fez mais do que resistir aos impactos do coronavírus nos mercados. Subiu 17%.

Em entrevista exclusiva ao Coffee & Stocks nesta terça-feira (31) Eduardo Munemori, gestor da Explora, revelou o que está por trás da valorização do fundo em um momento tão turbulento.

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“No geral, estávamos vendendo empresas caras e alavancadas, características que deixam pouca margem para qualquer deslize. É claro que ninguém prevê um evento extraordinário como esse, mas conseguimos passar bem por ele. Nossos shorts (posições vendidas) caíram em média 50% enquanto os longs (posições compradas) caíram não mais do que 32%”, conta.

Segundo ele, no geral, o fundo estava com mais posições vendidas do que compradas, com uma exposição líquida (valor das posições compradas subtraído da parcela vendida) de quase -30% e chegando a ficar em -40%.

“Hoje, a posição short diminuiu e a exposição líquida caiu para -5% ao longo do mês. Cerca de 80% dessa redução na exposição vendida veio da redução desses shorts e só 20% veio através de compras de nomes que já tínhamos ou novos nomes”, afirmou Munemori.

Cautela em primeiro lugar

Para Munemori, no entanto, o momento ainda é de cautela. “Temos algumas variáveis que não temos nenhum controle e a visibilidade ainda é muito baixa. Temos que ver a efetividade das políticas que estão sendo adotadas por Governos e Bancos Centrais. Estamos cautelosos e de uma forma gradual e diversificada montando posições novas e adicionando aos nomes atuais”, afirmou.

Questionado por Thiago Salomão sobre suas projeções para a bolsa até o final de abril, Munemori salienta o risco. “Ainda está muito complicado. Não vejo motivos para comprar agressivamente agora. Meu pano de fundo é que não vai ser agora que as coisas vão andar, mas vão se acertando ao longo do tempo”, disse.

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A menina dos olhos

No carrinho da Explora, Munemori destaca a presença da fintech brasileira de meios de pagamentos Stone, que tem suas ações listadas na bolsa de Nova York (Nasdaq).

“Através das maquininhas, a Stone conseguiu criar uma rede de relacionamento com todas essas empresas e, através dela, consegue ter um canal de comunicação com uma visão privilegiada dos business de cada uma dessas empresas”, afirma Munemori.

Ele também elogia a iniciativa da Stone de desenvolver um software de gestão para empresas, que, segundo ele, amplia a visibilidade do empresário sobre todo seu negócio e gera informações para toda cadeia produtiva envolvida.

“A Stone não tem um endividamento líquido expressivo, está pronta para passar por esse momento dificílimo e é um dos exemplos de empresas que vão conseguir atravessar essa crise. Temos que olhar pra isso aqui mais como uma oportunidade (porque os resultados vão cair), mas a gente sabe que isso volta lá na frente, as pessoas vão continuar transacionando”, declara.

O gestor também contou durante a entrevista que a carteira do Explora está mais diversificada do que o de costume. “Estamos com 17 nomes na carteira sendo que geralmente tivemos menos de 15 com uma grande concentração nas 4 maiores”, disse, acrescentando que cerca de 70% da parte comprada do fundo está alocada no Brasil e toda a ponta vendida está fora do país.

A entrevista de Munemori faz parte de uma série de conversas do Stock Pickers com os maiores especialistas em ações do Brasil. Para assistir agora a 6 videoaulas com os principais gestores e analistas do setor, basta clicar aqui.

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Como a Forpus ganha dinheiro em eventos extremos do mercado

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SÃO PAULO – Em um ano a ser esquecido nos mercados até aqui, gestores que conseguiram cair bem menos do que os demais merecem ser estudados. É o caso da Forpus, que apresentou rentabilidade positiva de 2,26% no dia que ficou conhecido como Corona Day, ante baixa de 7% do Ibovespa.

Àqueles que consideram a proeza pura sorte, a gestora coleciona um histórico de destaques em eventos improváveis, caso do Joesley Day (-0,8%), dia em que o Ibovespa derreteu 10%; do processo que levou ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff – em março de 2016, a carteira da Forpus valorizou 72%, frente a 17% do benchmark -, e do ano que marcou a eleição do atual presidente Jair Bolsonaro (+48%, ante 15% da Bolsa). Desde março de 2015, quando foi criado, o veículo da casa apresentou valorização de 272%, frente a 30% do Ibovespa.

Luiz Nunes, um dos sócios-fundadores da gestora, foi o primeiro convidado da série Stock Pickers – Aprendizados em Tempos de Crise. Clique aqui para acompanhar todos os episódios da série.

Em uma entrevista exclusiva aos apresentadores do Stock Pickers Thiago Salomão e Renato Santiago, ele explicou qual é a estratégia da gestora para aliar rentabilidade no longo prazo à resiliência em momentos de estresse.

Para assistir a íntegra em vídeo, basta clicar aqui.

“A carteira da Forpus é uma carteira de ações formada de maneira top-down (de cima para baixo). Não temos um time gigantesco de analistas olhando ação por ação todos os dias. Temos um comitê macro que vê os vetores políticos e macroeconômicos mais importantes daquela situação que a gente está vivendo. Vemos os vetores que vão bater em setores. A gente gosta de ter na carteira entre 3 a 4 setores comprados para 1 setor vendido”, afirma Nunes.

É só depois de analisar os setores que devem se beneficiar do ciclo econômico é que a casa parte para o stock picking propriamente dito. Mesmo assim, a carteira da gestora pode ter facilmente 4 ou 5 empresas em um único setor, destaca. “Não fazemos calls por ações, mas sim por setores”.

“Depois da eleição gostávamos do setor bancário. Quais bancos? A gente escolhe os que julgamos melhor em dado momento. Chegamos à conclusão que não apenas o setor como um todo iria bem, mas que a melhoria de captação, de gestão e governança também seriam pontos relevantes. Então pesamos um pouco mais a mão no Banco do Brasil”.

Ele conta que, eventualmente, algumas ações podem se enquadrar em mais de um setor de sua análise. Nesse caso, a convicção pelo posicionamento é reforçada.

“Um exemplo é a Paranapanema. É uma empresa que já sofreu tanta pivotagem. Tem como matéria-prima o cobre. A gente tinha um call muito positivo com infraestrutura, com real estate e um call de queda das commodities. Era uma ação que fazia parte de três teses. É assim que a gente monta a carteira que julgamos que vai ser vencedora”.

Nunes explica que o fundo segue uma estratégia 130% comprada e 30% vendida, o que lhe confere uma exposição líquida de 100%. Diferentemente de fundos que buscam uma correlação negativa entre as posições long e short, a Forpus tenta gerar um double-alpha. “Não fazemos pares, nós queremos ganhar nas duas pontas.”

Depois de montar a estratégia em ações que os gestores partem para a proteção. “É aqui que entendemos onde estão as brechas”, explica Nunes. O hedge da carteira fica por conta de um robusto book de opções, que ocupa entre 1,5% e 2% do patrimônio dos fundo. “Para poder acelerar o carro como a gente acelera, precisamos de um bom seguro.”

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“O Brasil que não funciona”

A cota número 1 do fundo Forpus Ação FIC FIA data do dia 10 de março de 2015. À época, a ex-presidente Dilma Rousseff acabara de se reeleger.

“O dólar estava muito alto, todo mundo queria ir embora para Miami, diziam que Brasil não iria dar certo. Não era como o cenário atual, visões positivas sobre o Brasil”, lembra Nunes.

Àquela altura, ele e seus sócios batizaram a carteira recém-criada de “O Brasil Que Não Funciona”.

“Não era uma carteira de consumo, Real Estate, shoppings bombando, Condado bombando. Era para fazer o cotista dormir bem” brinca.

Recheadas de exportadoras e commodities, a carteira “O Brasil Que Não Funciona” nascia com papéis de Klabin, Suzano, Embraer, entre outras. “Nada de empresas ‘bacanas’”, lembra Nunes. De março a dezembro daquele ano, a Bolsa caiu 10%, enquanto a carteira subiu 5%.

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Proteção desde o D+0

As carteiras da Forpus mudam. Os princípios que as regem, não. Nunes conta que desde o primeiro dia, o fundo já se protegia de cisnes negros na economia. E para a carteira “O Brasil que Não Funciona”, o maior risco era o Brasil dar certo.

“2014 e 2015 tinham sido 2 anos de PIB negativo e a inflação rasgou. Existe a inflação boa, de país desenvolvido, excesso de demanda e atividade alta. E existe a inflação ruim, do país subdesenvolvido por falta de confiança do BC de que vai ter manutenção da política monetária, desvalorização cambial e possibilidade de não honrar pagamentos de dívidas. Nosso maior risco aqui era o Brasil dar certo. Se o PT cair, a gente iria ter o problema de o Brasil der certo”, explica.

Na análise do fundo, as empresas que mais sofriam com o governo Dilma eram as estatais. A forma de se proteger de uma ruptura — algo extremamente improvável naquele momento — seria comprar calls (opções de compra) dessas companhias.

“Decidimos montar um padrão de proteção completamente heterodoxa. O padrão é proteção put, mas a gente comprou call. Compramos cesta de estatais, mas com foco em Petrobras e Banco do Brasil.”

A Forpus carregou as opções por mais de um ano na carteira. Em março de 2016, com o vazamento da delação de Delcídio Amaral e a situação frágil da então presidente Dilma, o impeachment passou a ser dado como certo, e as estatais decolaram.

“Foi quando nossa carteira de proteção entrou no preço. O Banco do Brasil estava cotado a R$ 9; três dias depois estava em R$ 21. A nossa carteira que era mais focada em exportadoras foi super mal, mas a proteção mais do que compensou”, recorda.

Novo ciclo, vida nova

O cenário macro mudou, e a carteira da Forpus teve de acompanhar. “Dali para frente, entendemos que não seria mais aquele tipo de presidencialismo, então pegamos um pouco daquele caixa para carteira mais construtiva. Praticamente mesma carteira que usamos até duas semanas atrás”, diz.

Se em 2015 e 2016, as opções protegiam os cotistas do fundo de um “país que desse certo”, agora os ativos tinham o papel oposto — em caso de “o Brasil dar errado”. Tendo como novo cenário-base a retomada econômica, uma agenda de privatizações e a a volta do “gringo” à Bolsa, a gestora passou a comprar ações de bancos e estatais, com preferência para as large-caps.

“Era um tipo de ação e setores muito correlacionados com o Ibovespa. Acreditávamos no Brasil, mas mais naquela metade das large-caps. Porque o mundo vinha muito bem em 2016, crescendo, com Trump acabando de ser eleito. Teve até um repique na Bolsa, mas não entendemos como um grande problema. Mas a gente imaginava que poderia ter um problema institucional brasileiro”.

Nunes conta que nem em 2017, quando o bull-market ganhava combustível com a tramitação da Reforma da Previdência, a Forpus abriu mão do seguro em opções. Afinal, ninguém paga o seguro de um carro esperando que ele seja roubado. E aí veio o Joesley Day.

“É aquela frase famosa: No Brasil nem do passado a gente tem certeza, é uma grande verdade. Não dava pra fazer uma super aposta com o dinheiro de cotista, com algo que não sabia se iria acontecer. Acontece o momento Joesley Day, e aí a Bolsa cai 10%. Nesse dia, a gente não caiu quase nada; naquele mês até subimos. Estar sempre protegido é muito importante. E a gente estava”.

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Eleição de 2018

Após o vazamento das gravações envolvendo o então presidente Michel Temer e Joesley Batista, os mercados se recuperaram em pouco tempo. O próximo foco de atenção da Forpus tornou-se a eleição de 2018.

Embora seu cenário-base tenha se confirmado com a vitória de um candidato de direita, a gestora mais uma vez carregava opções na carteira caso estivesse enganada.

“Vai que o PT ganha. A chance era baixa? Era, mas poderia acontecer. Trocamos pedaço relevante da carteira. Em vez de trocar nomes, os mantivemos, mas trocamos por opções. Se desse errado, estaria protegido, se desse certo, acertamos também.”

Uma das boas surpresas para o fundo foi a eleição de Romeu Zema para o governo de Minas Gerais. “Conseguimos ver de forma rápida que ele iria para o segundo turno. A gente ganhou bem com Cemig, compramos opções com Cemig, fizemos investimento acreditando que aquele portfólio maximizaria o ganho se desse certo a aposta. E se desse errado, opções nos ajudariam muito”, afirma.

Novo ciclo, vida nova (2)

A partir da eleição de 2018, o cenário-base da gestora mudou novamente, conta Nunes. A tese passou a ser a de que os principais vetores de risco não viriam mais do mercado doméstico — e sim, do exterior.

Dali em diante, a gestora passou passou a apostar na queda de juros e na melhora do consumo interno, do emprego, da renda e do mercado de crédito. A previsão era a de que a capacidade ociosa da economia também caísse.

“E aí chegou hora de começar a escolher a outra metade do Ibovespa, menos ligada ao mercado lá de fora, mais ligada ao mercado local. Então montamos uma carteira muito focada no mercado imobiliário, na parte de saneamento básico, infraestrutura, consumo, crédito, muito ligado à economia local e tudo que iria desenvolver, na parte de energia.”

Enquanto a posição long da carteira estava no mercado doméstico, a parte short estava no mercado externo. Em 2018, o fundo passou a carregar puts (opções de venda) de S&P, vendo no cenário americano uma série de elementos de risco.

Da eleição à guerra comercial com a China, passando, segundo o gestor, por uma “injeção absurda” de dinheiro na economia e preços “artificiais” de empresas listadas na Bolsa americana.

“E aí, no Carnaval, surgiu o corona-oil. Na quarta-feira de carnaval, chegamos aqui e a Bolsa já cai 7%. A gente sobe 3% A gente sabia que iria ter o coronavírus? Não, mas a gente julgava que o vetor mais frágil dos ativos mundiais eram os ativos de risco americanos, e estávamos protegidos lá.”

Vetor de fragilidade x gatilho

A maioria das vezes em que as opções protegeram o portfólio da Forpus de uma queda mais acentuada, os eventos que levaram ao uso dessas proteções não estavam no radar da gestora. Foi assim com o impeachment de Dilma, foi assim com o Joesley Day e foi assim com o coronavírus.

Para quem diz que o fundo teve sorte de estar posicionado nessas ocasiões, Nunes explica que o objetivo do fundo nunca foi identificar os gatilhos para eventos extremos, mas sim o que chama de vetores de risco, os pontos mais frágeis de um sistema, e se proteger deles.

“A gente nunca tenta adivinhar que vai chover, mas sentir as gotas antes dos outros. Nos outros casos a gente tinha identificado o vetor fraco, nunca o gatilho. Esse é o maior aprendizado. As pessoas sempre querem saber qual vai ser o gatilho, mas você precisa saber qual vai ser o efeito.”

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Nunes explica que, no cenário atual, a Forpus precisou ajustar novamente sua carteira. E vê boas oportunidades.

“Estamos comprados mais em large-caps no Brasil, com a oportunidade de comprar empresas por preços que você nunca imaginou, e que não tínhamos coragem de comprar 50% mais caro”, comemora.

Na ponta short, a empresa aposta na queda de empresas que se deram muito bem com o coronavírus e devem “voltar à normalidade”.

As proteções da casa estão em puts de bonds americanos e calls de mineradoras de ouro.

Por fim, a Forpus avalia uma terceira sub-estratégia para o hedge se sua carteira. “A gente entende que os EUA precisarão fazer um ajuste fiscal, que nenhum presidente quer. Existe o setor americano ligado à defesa em que estamos em short. Esse setor não serve pra nada se não for ter guerra”, argumenta.

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Crítica ao BC

Nunes aproveitou para criticar a decisão do Banco Central em reduzir a Selic de 4,25% para 3,75% ao ano na última reunião do Copom. Segundo ele, a medida pressionou ainda mais o câmbio e tem o potencial de pressionar a inflação.

“Achamos que deveria ter subido. Importou inflação com o corte dos juros. Nosso problema no Brasil não é Magalu e Vale; é o bar do alemão, a PME que tem 15 dias de caixa. Tinha que subir juros, estancar a alta do dólar, reduzir a inflação futura, liberar investimentos e inundar os bancos de dinheiro que vai dar crédito mais barato para as empresas”.

Aberto até quando?

Nunes ressalta que, em última instância, a principal métrica de risco da Forpus é a liquidez. Por isso, o fundo não tem pretensão de crescer para a casa do R$ 1 bilhão em patrimônio líquido. “Hoje, conseguiríamos zerar 100% do fundo em 7 dias. E vamos fechá-lo com 800 milhões”, explica.

Hoje, a casa gere um patrimônio líquido de R$ 350 milhões.

Segundo Nunes, a Forpus tem o plano de abrir em breve outros dois fundos, um de Previdência e outro institucional, ambos long only.

E a concorrência?

Thiago Salomão ainda perguntou a Nunes o que ele pensa sobre os fundos que não estavam protegidos para a crise. Para o gestor, não existe qualquer problema nas estratégias deles e cabe ao investidor entender o seu perfil – e, se julgar necessário, investir em fundos que busquem menos volatilidade.

“Tem muito investidor que é acumulador de ações, acumulador de patrimônio. Para essa pessoa não faz tanta diferença. Para quem quer ser sócio de grandes empresas no longo prazo, esses eventos são oportunidade de comprar. Esse é o caso de grandes fundos que abriram agora para captar mais, como a Dynamo, a Bogari, e alguns fundos mais novos”, defende.

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Tesouro Direto: título paga a inflação mais juro de 4,44% ao ano nesta terça-feira

SÃO PAULO – Apesar de sinais de recuperação da economia chinesa, o aumento no número de casos de coronavírus ao redor do mundo segue gerando um ambiente de incerteza nos mercados. Com uma maior aversão a risco, os títulos indexados à inflação negociados no Tesouro Direto apresentaram alta na tarde desta terça-feira (31).

O Tesouro IPCA+ com juros semestrais e vencimento em 2030 pagava 3,92% ao ano, ante 3,90% a.a. na tarde de segunda-feira (30). O título com vencimento em 2035, por sua vez, oferecia um prêmio anual de 4,44%, ante 4,39% ao ano anteriormente.

Com relação aos papéis prefixados, o juro do título com vencimento em 2023 cedia de 5,41% para 5,30% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado 2026 pagava 7,11% ao ano, ante 7,22% a.a. ontem.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta terça-feira (31):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário

Na agenda de indicadores domésticos, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) mostrou um aumento no desemprego em meio ponto percentual, para 11,6%, no trimestre até fevereiro, em linha com a expectativa mediana dos economistas compilada no consenso Bloomberg. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número chegou a 12,3 milhões de pessoas desocupadas.

No exterior, destaque para os dados positivos dos índices dos gestores de compras (PMI) da indústria, serviços e composto da China, que mostrou sinais de retomada da economia chinesa no mês de março.

Após ter caído a 37,5 pontos em fevereiro, o índice dos gestores de compras da indústria subiu para 52 pontos em março. O PMI composto chinês (indústria mais serviços) ficou em 52,3 pontos neste mês, também indicando uma sólida retomada sobre os dados fracos de fevereiro, quando despencou a 29,6 pontos.

Leia também:
Tesouro Direto: aumento das taxas abre oportunidades em papéis prefixados e atrelados à inflação

Durante o dia, investidores continuaram olho nas medidas anunciadas por governos para tentar minimizar os impactos econômicos, dado o aumento do número de casos de coronavírus.

No mundo, o número de pessoas contaminadas pela Covid-19 superou 800 mil, enquanto o número de mortos ultrapassou 38 mil. Apenas no Brasil, são mais de 4,6 mil casos confirmados e 165 mortes.

Nos Estados Unidos, o Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse que o governo está disposto a pedir mais dinheiro ao Congresso se o pacote de US$ 2 trilhões, já aprovado, for insuficiente para conter os efeitos da pandemia.

No Brasil, o Senado aprovou ontem o auxílio emergencial de R$ 600 para brasileiros de baixa renda que sejam trabalhadores autônomos, informais ou microempreendedores individuais. O projeto segue agora para a sanção do presidente Jair Bolsonaro.

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Como declarar imóveis no Imposto de Renda 2020

Quem vendeu ou doou um imóvel em 2019 precisa informar à Receita Federal na declaração do Imposto de Renda 2020. O prazo final para entrega da declaração é até dia 30 de abril.

Quem vendeu o imóvel no ano passado deve ter preenchido o Programa de Ganhos de Capital (GCap), que está disponível no site da Receita. O programa permite calcular o imposto devido sobre o lucro obtido na venda do imóvel. Também possibilita importar os dados diretamente para a declaração do Imposto de Renda.

O imposto, de 15% sobre o lucro, deve ser pago até o último dia útil do mês seguinte à venda. Quem não pagou o imposto no prazo certo deve preencher o GCap para calcular o tributo devido e, depois, baixar o programa Sicalc, que vai emitir o boleto para pagar o imposto (Darf), já com o acréscimo de juros e multas.

Feito isso, no momento de preencher a declaração do IR, basta importar as informações incluídas no GCap para o programa gerador da declaração, na aba “Ganhos de Capital”. É só clicar em “Importação GCap 2018”.

Ao importar os dados, o lucro obtido na venda será inserido de forma automática na ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”. Se a venda for isenta de Imposto de Renda, o valor será transferido, também de forma automática, para a ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.
Além de preencher e importar os dados do GCap, o contribuinte também deve excluir o imóvel da ficha “Bens e Direitos”, se ele estiver lá. Para isso, deve abrir a ficha, selecionar o imóvel que já tinha sido declarado e clicar em “Editar”, no canto inferior direito da tela. Depois, no campo “Situação em 31/12/2018”, basta repetir o valor do imóvel que já tinha sido informado na declaração anterior. Em seguida, é só zerar o campo “Situação em 31/12/2019”.

Na coluna “Discriminação”, é preciso informar que a venda foi realizada, incluindo o nome e o CPF ou CNPJ do comprador e o valor pelo qual o imóvel foi vendido. Se o comprador tiver adquirido o imóvel por meio de um financiamento, essa informação e o nome do banco que concedeu o crédito também podem ser incluídos nesse campo.

Caso o contribuinte tenha comprado e vendido o imóvel no ano passado, as informações sobre o bem não devem ser inseridas na ficha “Bens e Direitos”.

Venda do imóvel financiado

Quem vendeu um imóvel em 2019, mas ainda não quitou o financiamento, deve apurar o lucro obtido na venda de acordo com os valores efetivamente pagos no financiamento. Ou seja, se o vendedor quitou metade do valor do financiamento, deve declarar apenas a venda desse valor.

O lucro a ser informado no GCap também deve ser proporcional à fatia já paga pelo imóvel, caso a venda da unidade não seja isenta do Imposto de Renda. Após fazer esse esse cálculo, o contribuinte deve declarar o lucro da mesma forma que na venda de um imóvel quitado. Posteriormente, o imóvel também deve ser excluído da ficha “Bens e Direitos”.

Venda do imóvel em parcelas

Se o comprador adquiriu o imóvel em parcelas e o vendedor ainda está recebendo o pagamento, deve preencher o GCap com a data do contrato e o valor total da venda, mas com a ressalva de que os valores estão sendo recebidos a prazo.

Dessa forma, o programa emite Darfs proporcionais aos valores recebidos pelo contribuinte. Ou seja, os impostos a serem pagos também são proporcionais às parcelas recebidas.

Ao receber cada pagamento, o vendedor tem até o último dia útil do mês seguinte à data de quitação da parcela para recolher o Imposto de Renda proporcional ao valor. Se o vendedor continuar a receber os pagamentos neste ano, deve informar no GCap que o restante do valor será recebido em 2020.

Regras de isenção

O Imposto de Renda que incide sobre o lucro da venda de imóveis é de 15%. No entanto, a operação é isenta do pagamento do imposto se o contribuinte vender seu único imóvel por valor igual ou inferior a 440 mil reais, desde que não tenha vendido outra unidade nos últimos cinco anos.

O lucro obtido com a venda também é isento caso o imóvel tenha sido adquirido até 1969. Imóveis comprados entre 1970 e 1988 não têm isenção, mas um percentual fixo é descontado do ganho de capital, que varia entre 5% e 95%, de acordo com o ano de aquisição do imóvel. Quanto mais antigo o imóvel, maior o percentual de redução sobre o imposto.

O contribuinte também não paga tributos sobre a transação caso o lucro da venda do imóvel seja usado para a compra de outra unidade residencial situada no Brasil, em até 180 dias. Nesse caso, é possível utilizar todo o dinheiro da venda para comprar um ou mais imóveis residenciais e obter isenção total do imposto, ou usar apenas uma parte do dinheiro e pagar a alíquota proporcional ao valor restante.

É necessário apontar a opção na hora de preencher o GCap para utilizar o benefício, que pode ser usado apenas uma vez a cada cinco anos. Caso o contribuinte não utilize o benefício fiscal ou parte dele após os 180 dias, deve pagar o imposto sobre o lucro obtido a partir da operação, acrescido de juros de mora. Além disso, se o imposto não for pago em até 210 dias contados da data do contrato, também é acrescida uma multa.

Doação de imóvel

A doação de um imóvel não gera lucro ao proprietário e é isenta de Imposto de Renda. Apenas quem recebe o imóvel doado pode ter que pagar um tributo estadual, o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCMD ou ITD), cuja sigla, limite de isenção e valor variam conforme o estado.
O contribuinte deve informar o imóvel o imóvel doado na ficha “Bens e Direitos”. Na linha referente ao imóvel, o doador deve informar a transferência e incluir os dados do beneficiário.

No campo “Situação em 31/12/2018”, deve repetir o preço de aquisição do imóvel informado na declaração anterior. Já a coluna “Situação em 31/12/2019” deve ser zerada.
A transferência do bem também deve ser informada na ficha “Doações Efetuadas”. O contribuinte deve preencher o campo “Discriminação” com os dados do beneficiado e o valor do imóvel doado.

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Saída da crise pode ser mais rápida após aprendizados de 2008, diz Larry Fink, da BlackRock

SÃO PAULO – Os aprendizados gerados pelos erros cometidos na grande crise de 2008 devem levar o mercado financeiro a ter uma recuperação mais consistente na atual conjuntura, com o mundo envolto nos impactos recessivos do coronavírus sobre as economias. Essa é a opinião de Larry Fink, CEO da gestora americana BlackRock.

Em carta aos cotistas divulgada nesta segunda-feira (30), o executivo afirma que as medidas adotadas ao redor do globo para minimizar os impactos da doença tendem a ser mais efetivas e a funcionarem mais rapidamente, uma vez que hoje “não estamos lutando contra os mesmos desafios estruturais vistos há uma década”.

Segundo Fink, os bancos centrais estão se movendo rapidamente para resolver os problemas no mercado de crédito, e os governos estão agora agindo de forma mais agressiva para oferecer estímulos fiscais. “A velocidade e a forma dessas políticas têm forte influência da experiência global da crise financeira de 2008”, diz.

Tudo isso, contudo, não significa que o mundo está sem riscos, nem que os mercados já chegaram ao fundo do poço, destaca.

Na avaliação do executivo, a crise não pressionou apenas os mercados financeiros e o crescimento de curto prazo das economias, mas mudou – e mudará – a forma como as pessoas trabalham, compram, viajam e se reúnem com outros.

Ainda há, segundo ele, desafios significativos para as empresas altamente endividadas e, se os governos são forem cuidadosos na elaboração de seus programas de estímulo, “a dor econômica do surto cairá desproporcionalmente nos ombros dos indivíduos mais vulneráveis economicamente”.

Para aqueles que investem com o foco de longo prazo, o momento, contudo, pode oferecer grandes oportunidades.

Ele conta que alguns clientes têm aproveitado o momento de sell-off (vendedor) dos mercados para aumentar a posição em ações e mesmo aqueles mais conservadores, com forte alocação em renda fixa, têm buscado ampliar a alocação em Bolsa neste cenário.

“O mundo vai superar essa crise. A economia vai se recuperar. E para aqueles investidores que não ficam olhando só para o chão tremendo no nosso pé, mas que têm o foco no horizonte pela frente, há tremendas oportunidades para aproveitar hoje nos mercados”, diz.

Aprendizados em tempos de crise: uma série especial do Stock Pickers com as lições dos principais nomes do mercado de ações. Assista – é de graça!

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Fundos imobiliários podem suspender pagamentos de dividendos em meio à pandemia?

SÃO PAULO – Governadores de vários estados brasileiros vêm tomando a dianteira no combate à pandemia da Covid-19 nas últimas semanas e usando decretos e recursos legais para diminuir a circulação de pessoas nas ruas. Em meio a essas decisões, uma das medidas que vem sendo difundida é o fechamento de todo comércio considerado não essencial.

Entra nessa lista a maioria das lojas de shopping centers. Se de um lado a medida é eficiente para reduzir as taxas de contágio pelo coronavírus, por outro, tem impacto direto no bolso dos lojistas, que já tentam renegociar aluguéis para preservar seus negócios durante o período de quarentena.

Nesse contexto, os fundos de investimentos imobiliários (FIIs) que têm shoppings centers em seus portfólios são os mais suscetíveis aos impactos econômicos da epidemia, neste primeiro momento. Alguns deles, como Shopping Pátio Higienópolis, XP Malls e Grand Plaza Shopping, já suspenderam a distribuição de rendimentos mensais.

Esse movimento pode gerar dúvidas – e preocupações – nos cotistas. Especialmente investidores pessoa física, que aproveitaram a recente popularização dos FIIs para diversificar portfólios, vendo na distribuição recorrente de proventos isentos de impostos um dos principais atrativos da categoria. Afinal, um fundo imobiliário pode suspender o pagamento periódico de dividendos?

Segundo Arthur Vieira de Moraes, especialista em fundos imobiliários e professor do InfoMoney, é preciso entender primeiro que a distribuição de proventos se baseia nos rendimentos de um fundo imobiliário. Desta forma, o imóvel precisa ter renda, que é passível de cair em momentos de crise como este, para atender aos anseios dos cotistas.

Em segundo lugar, é importante lembrar que a lei que rege as regras do setor determina a distribuição de dividendos semestrais. “Criou-se uma praxe na indústria de que a distribuição seja mensal. Mas isso é uma antecipação não obrigatória do pagamento semestral. Então, por cautela, gestores podem nesse momento adotar a postura de suspender esse adiantamento”, diz o professor.

Uma vez que se mantenha dentro do que determina a lei (distribuição semestral de 95% dos resultados do semestre), o fundo tem o direito de adotar a suspensão. Os especialistas consultados para essa matéria consideram, inclusive, uma ferramenta prudente para alguns casos, dependendo da situação financeira e de caixa de cada fundo.

“Apenas passados seis meses, se houver a necessidade do fundo de reter mais do que 5% do lucro caixa e distribuir menos do que o mínimo determinado por lei, é necessário reunir uma assembleia para deliberar sobre o assunto”, explica o advogado Carlos Ferrari, sócio fundador do escritório NFA Advogados.

Adaptações em tempos de crise

Gestores de FIIs contam com outras ferramentas para diminuir os impactos dessa crise, que podem preservar ao menos parte dos dividendos semestrais.

Conforme afirma Ferrari, já há alguns fundos, inclusive de shoppings, se movimentando para fazer captações via oferta de esforços restritos, para investidores profissionais. “São colocações para poucos investidores, que em geral já estão próximos da administração dos fundos, e têm liquidez e caixa para aplicar em ofertas como essas”, explica.

E existem outras formas de preservar o caixa às quais gestores já estão recorrendo para minimizar os efeitos nos dividendos. “Uma das primeiras ações que temos visto na indústria é a busca pela redução do custo condominial”, afirma Leandro Bousquet, sócio da Vinci Partners, responsável pela área de Real Estate. Diminuir os custos de operação e manutenção dos imóveis abre espaço para contas mais equilibradas quando for necessário renegociar aluguéis.

No caso do fundo Vinci Shopping Centers FII, Bousquet explica que a diversificação geográfica do portfólio e a posição de caixa confortável permitiram a manutenção da distribuição de provento mensal nesse momento. A política para o mês de março, contudo, foi alterada para garantir alguma rentabilidade aos investidores.

O fundo vai distribuir o equivalente ao resultado da aplicação financeira da cota patrimonial do fundo pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDI), líquido de impostos para pessoas físicas. “Nós vamos reavaliar essa política mês a mês”, afirma o sócio da Vinci.

O valor dos rendimentos deve se situar na faixa de R$ 0,28 a R$ 0,30 por cota e será anunciado nesta terça-feira (31). Segundo a Vinci, a parcela de rendimentos pagos ao fim do primeiro semestre de 2020 respeitará a distribuição mínima de 95% dos resultados no período.

Mauro Dahruj, sócio da Hedge Investments, diz que o foco na gestão de fundos agora é exatamente minimizar possíveis reduções de dividendos, e também cita a diminuição do custo condominial como uma das primeiras ações para proteger os FIIs de shoppings.

Ele lembra que as renegociações de aluguel podem seguir diversos formatos. “Uma negociação não significa, necessariamente, um abono total do aluguel. Pode ser apenas uma postergação”, diz Dahruj.

As avaliações são feitas caso a caso. Mas isso significa que, num momento de estabilização, alguns contratos renegociados poderiam incluir até pagamento retroativo de eventuais descontos, e não uma isenção total.

Independentemente da posição que cada fundo vai assumir, o professor Moraes ressalta um ponto positivo na conduta que os gestores têm adotado, que é o de comunicar ao mercado sobre as negociações e possibilidades antes mesmo de as decisões serem tomadas de fato.

“Informação gera valor. Um fundo que divulga a situação do caixa, do ativo e os movimentos que estão sendo feitos diminui a especulação”, observa.

Teste de resiliência

Os FIIs de shopping centers são os mais suscetíveis aos primeiros efeitos da crise que se aproxima, porém não necessariamente são os únicos.

Bousquet, da Vinci, lembra, por exemplo, dos fundos que têm hotéis em seus portfólios. Menos populares, eles podem sofrer a forte redução na demanda, causada principalmente pelas restrições de viagens.

“Mas também há setores que estão mais protegidos, até pela própria natureza do contrato”, diz. Nesse sentido, ele cita como exemplo os FIIs de galpões de logística, categoria na qual é comum encontrar os chamados contratos atípicos. “Se por um lado o locador não tem muito espaço para subir preços, por outro, as multas rescisórias são altas nesses contratos, garantindo alguma proteção”, diz Bousquet.

Dahruj, da Hedge Investments, cita outro exemplo, de fundos de agências bancárias. “Os contratos com bancos costumam ser longos, então há uma boa expectativa de que eles continuem pagando dividendos.”

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Governo estuda isentar conta de luz de consumidores de baixa renda

O governo estuda formas de isentar a conta de luz dos consumidores de baixa renda cadastrados no programa Tarifa Social por 90 dias. A medida tem “grandes chances de prosperar”, de acordo com o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone. Segundo ele, seria uma medida para conter os impactos econômicos do avanço da pandemia do novo coronavírus.

“Existe uma tratativa no governo tramitando neste momento, capitaneada pela Casa Civil, com participação do Ministério de Minas e Energia, e a discussão é que haja um subsídio por um período não inferior a 90 dias”, disse ele, em reunião pública da diretoria da Aneel.

O custo mensal de isentar a conta de luz desses consumidores, segundo Pepitone, seria de R$ 350 milhões por mês. Segundo ele, porém, essa decisão não cabe à Aneel, mas ao governo federal. “Estamos avaliando de onde virão os recursos. É uma medida estudada e com grande chances de prosperar.”

O programa Tarifa Social funciona de forma escalonada, como o recolhimento de Imposto de Renda. Exemplo: uma família de baixa renda com consumo mensal de 250 kWh paga os primeiros 30 kWh com 65% de desconto; a faixa entre 31 kWh e 100 kWh com 40% de desconto; a parcela entre 101 kWh e 220 kWh com 10% de desconto; e a parte acima de 220 kWh sem desconto algum.

A proposta em estudo, mencionada pelo diretor-geral, com custo de R$ 350 milhões mensais, isentaria os beneficiários até o limite de 220 kWh.

Para ter direito ao benefício, as famílias devem estar inscritas no Cadastro Único do Ministério da Cidadania e comprovar que a renda per capita não excede 0,5 salário mínimo. Por ano, cada família recebe, em média, R$ 200 de subsídio.

Desde a semana passada, diversos parlamentares começaram a se movimentar para apresentar propostas que aumentem a cobertura do Tarifa Social. Presidente da Comissão de Infraestrutura, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) propôs que os gastos fossem bancados com recursos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que representam 0,5% da receita operacional líquida das distribuidoras.

Na semana passada, a Aneel suspendeu, por 90 dias, os cortes de fornecimento de energia por falta de pagamento. Como foi aprovada numa reunião extraordinária, a decisão foi ratificada em reunião ordinária da diretoria nesta terça, 31.

Pepitone disse ainda estar em conversas com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para avaliar a possibilidade de reduzir as alíquotas de ICMS sobre as tarifas de energia de forma temporária, durante a pandemia da covid-19.

As últimas notícias da pandemia do novo coronavírus:

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Com espaço para novo corte da Selic em 2020, taxas de títulos públicos recuam nesta segunda-feira

SÃO PAULO – Em um dia mais calmo para o mercado financeiro e em meio à estimativa de um novo corte da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em maio, de 3,75% para 3,50% ao ano, as taxas dos títulos públicos operam em queda na tarde desta segunda-feira (30).

Entre os papéis com retorno prefixado, o título com vencimento em 2023 pagava 5,41% ao ano, ante 5,69% a.a. na tarde de sexta-feira (27). O Tesouro Prefixado 2026, por sua vez, oferecia um prêmio anual de 7,22%, ante 7,38% a.a. anteriormente.

Com relação aos papéis indexados à inflação, o juro do título com vencimento em 2026 cedia de 3,83% para 3,66% ao ano, enquanto o Tesouro IPCA+2035 pagava 4,39% ao ano, ante 4,41% a.a. na sexta-feira.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta segunda-feira (30):

Fonte: Tesouro Direto

Selic deve cair mais

Na agenda do dia, o relatório Focus mostrou que as expectativas para inflação e crescimento da economia no Brasil foram novamente reduzidas. Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a projeção de alta foi cortada pela terceira vez consecutiva, de 3,04% para 2,94%, em 2020, e de 3,60% para 3,57%, em 2021.

Leia também:
Tesouro Direto: aumento das taxas abre oportunidades em papéis prefixados e atrelados à inflação
BlackRock vê Brasil em situação mais confortável na América Latina e aponta mercado de renda fixa como atrativo

O mesmo aconteceu com as perspectivas para a expansão do PIB brasileiro, cuja mediana das projeções recuou pela sétima vez consecutiva, desta vez, de alta 1,48% para uma contração de 0,48%.

Noticiário

Com o aumento do número de casos de coronavírus ao redor do globo, investidores absorvem o impacto das medidas para reduzir a disseminação do vírus e iniciativas para atenuar o desemprego.

No Brasil, o Senado vota hoje o pagamento de um auxílio emergencial por três meses, no valor de R$ 600, destinado aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), havia confirmado a data da votação em postagem no Twitter, na última sexta-feira (27).

Nos Estados Unidos, o presidente americano Donald Trump informou ontem que as medidas de distanciamento social prosseguirão até 30 de abril no país. O prazo de quarentena também foi estendido para o mesmo período na Argentina. Já na Grã-Bretanha, ministros sugeriram que o fechamento do país pode durar seis meses.

No mundo, o número de pessoas contaminadas pela Covid-19 superou 700 mil, enquanto o número de mortos ultrapassou 30 mil. Apenas no Brasil, já são mais de 4,5 mil casos confirmados e 159 mortes.

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Como investir em tempo de incerteza? Exame oferece webinar gratuito

A poupança não rende tanto quanto antes, a taxa Selic está em queda e o mercado de ações está instável devido à pandemia do coronavírus. O cenário pode parecer desolador para quem deseja aprender a investir ou para quem já deu o primeiro passo mas ainda tem dúvidas. Para não perder dinheiro, o melhor caminho é estudar.

Há 52 anos, a exame é referência no jornalismo de negócios e economia do país, com atenção aos impactos dos acontecimentos no bolso dos leitores. Agora, a educação financeira ganha mais espaço no site com a exame.academy, nossa nova área de cursos online. Ela estreia com um webinar apresentado pelo educador financeiro André Bona.

Bona se dedica a ensinar sobre finanças pessoais desde 2010 e ganhou destaque com suas dicas de investimentos no YouTube. É professor universitário e palestrante; e faz parte do time de educação financeira do BTG Pactual Digital, plataforma de investimentos do maior banco de investimento da América Latina.

No webinar “A hora da verdade  Como investir na crise com tranquilidade”, Bona vai abordar diferentes tipos de investimentos e o caminho ideal para cada perfil de investidor, com exemplos práticos de como alocar seu dinheiro.

Afinal, quem quer juntar recursos para dar entrada na casa própria deve procurar um lugar para investir seu dinheiro. Já quem quer uma reserva financeira deve buscar outro.

De acordo com André Portilho, head de educação da exame, o leitor poderá encontrar no webinar um panorama sobre investimentos com abordagem prática:

“O webinar vai abordar diferentes tipos de investimentos e depois o investimento ideal para cada perfil, com uma grande aplicabilidade. As pessoas tem que saber investir, mas tem que saber investir de acordo com os seus objetivos”.

Como diz o próprio nome do webinar, tranquilidade é uma das palavras que resumem a didática de André Bona. Num cenário complexo como o de 2020, fazer escolhas serenas e bem orientadas é a saída para ter boa rentabilidade e não perder dinheiro.

O webinar é o primeiro conteúdo da exame.academy, plataforma de educação da exame focada em desenvolvimento profissional contínuo. Em breve, você poderá encontrar novidades sobre cursos de tecnologia, finanças, carreira e outros temas no nosso site.

Quer investir melhor?
Inscreva-se no webinar gratuito “A hora da verdade   Como investir na crise com tranquilidade”

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BlackRock vê Brasil em situação mais confortável na América Latina e aponta mercado de renda fixa como atrativo

SÃO PAULO – Atento às medidas monetárias e fiscais anunciadas no mundo até agora e à espera de seus desdobramentos sobre as economias, Axel Christensen, estrategista-chefe de investimento na América Latina da BlackRock, se prepara, assim como outras instituições, para uma recessão no primeiro semestre, mas avalia que uma forte recuperação poderá ser vista a partir de 2021. Tudo depende da evolução da própria epidemia de coronavírus, mas também das políticas que têm sido implementadas.

Em entrevista ao InfoMoney, Christensen, que fica baseado em Miami, assinalou que o Brasil pode estar em uma situação mais confortável que os vizinhos, dada a dependência de outros países do petróleo ou por sua fragilidade econômica antes da crise.

Ainda que investidores estejam atualmente recorrendo a ativos mais seguros, como os Treasuries americanos, o estrategista espera uma virada em algum momento para papéis de maior risco, o que poderá beneficiar o mercado brasileiro.

“O Brasil está apresentando uma posição muito atrativa no mercado de juros. No curto prazo, as taxas estão muito baixas, mas, olhando para a parte média e longa da curva, o mercado está definitivamente com um rendimento atrativo”, afirmou.

Confira a seguir os principais trechos da entrevista.

Qual a avaliação da BlackRock sobre a dimensão dessa crise e o cenário-base para as economias?

Estamos em uma situação ambígua: é uma crise de saúde, uma pandemia muito séria, não só porque está causando um aumento do número de mortes no mundo, mas também porque é muito difícil de conter. Essa é a parte mais importante. E, em segundo lugar, há consequências econômicas.

Nossa avaliação é que, se não virmos um número negativo nos primeiros dois trimestres deste ano, será muito perto. Provavelmente estamos vendo uma recessão no primeiro semestre do ano. Será que veremos certa contenção da epidemia no fim deste semestre ou no início do próximo ano?

Dependendo das medidas econômicas que temos visto por bancos centrais e do lado fiscal, poderemos estar preparados para uma forte recuperação. Talvez não nos leve ao nível antes da crise, mas as coisas podem se alinhar para alguma recuperação no fim do ano. Dependemos de certas condições para isso acontecer. Em primeiro lugar, a epidemia precisa estar de certa forma contida.

Em resumo, será uma recessão muito muito forte, esperamos que curta, e veremos se as políticas econômicas em curso vão nos ajudar a recuperar. Mas a retomada será bem desorganizada, nem tudo vai se recuperar imediatamente, e alguns setores provavelmente terão muito mais desafios e danos permanentes.

O que pode ser feito para conter a crise em termos de medidas monetárias e fiscais? O que é mais eficiente?

Os bancos centrais têm sido muito proativos, acho que aprenderam muito com as crises de alguns anos, e vieram com medidas muito fortes. O foco agora está no balanço de riscos. Vimos intervenções significativas, o que o Fed anunciou esta semana é praticamente uma intervenção ilimitada.

O que os bancos centrais fizeram é muito importante, porque não podemos ter uma recuperação econômica muito forte sem os mercados financeiros funcionando de maneira apropriada. O que estamos vendo na combinação de políticas econômicas é essencial. Precisamos dos bancos centrais provendo continuidade de crédito. Ele está disponível e agora a parte mais difícil é se as ações de políticas fiscais serão efetivas.

E como fica a situação dos mercados emergentes neste contexto?

Infelizmente os mercados emergentes certamente terão uma situação difícil por vários aspectos, como em relação a quão dependentes são do crescimento global. Como a economia caminha para uma recessão, exportadores de insumos e commodities serão afetados.

O petróleo é um caso específico, porque, além da redução do preço, teve uma questão de Arábia Saudita e Rússia jogando os preços para níveis inimagináveis, machucando ainda mais economias emergentes dependentes da commodity, várias delas na América Latina, como Venezuela, Equador e Colômbia.

Há também o contágio financeiro, com um movimento muito grande de risk off machucando os ativos financeiros dos mercados emergentes. E algo que é bastante crítico para os emergentes são as moedas.

O real desvalorizou significativamente em relação ao dólar, com um impacto sobre a economia real e sobre a volatilidade dos mercados.

Dessa forma, infelizmente, se há um grande impacto em mercados desenvolvidos, há dois ou três tipos em emergentes. E, acima de tudo, não há necessariamente o mesmo espaço do lado fiscal para ajudar as economias a se recuperarem. Esses países já têm níveis elevados de endividamento, com déficits antes da crise.

A bolsa brasileira tem perdido mais que outras e há uma grande preocupação com a economia. Qual é a avaliação da BlackRock sobre o país neste momento?

Depende um pouco do perfil do investidor. Por exemplo, um investidor global está olhando para o Brasil neste momento com a visão de que o país não está em uma situação perfeita, mas está de certa forma estável, pelo menos alguns problemas que já deixaram o investidor nervoso tiveram progressos, com o programa fiscal em curso pelo governo. Não é perfeito, não é totalmente o recomendado, mas mudou um pouco a visão da coisas.

Alem disso, os juros já estavam baixos e as pessoas tiveram tempo para digerir, e uma taxa de câmbio mais enfraquecida ajudou.

O Brasil está apresentando uma posição muito atrativa no mercado de juros. No curto prazo, as taxas estão muito baixas, mas, olhando para a parte média e longa da curva, o mercado está definitivamente com um rendimento atrativo.

Pelo lado de ações, talvez para quem tiver um universo mais amplo para escolher, vemos que a América Latina em geral, Brasil inclusive, está parecendo menos atrativa em termos de recuperação do que a Ásia. Mas os valuations, que foram uma preocupação no Brasil no início do ano, certamente voltaram a níveis muito mais atraentes.

Se olharmos só para a região da América Latina, em base relativa, provavelmente o Brasil tem uma posição mais atrativa que países mais dependentes do petróleo ou países que já entraram nessa situação de pandemia com uma economia mais fraca.

Se você pudesse dar um conselho para o investidor neste momento, o que recomendaria?

Este é um bom momento para investidores entenderem de verdade seu perfil. Algumas vezes, quando o mercados está normal, ou, mais ainda, quando é um ótimo ano, como no ano passado, muita gente acredita que pode tolerar níveis de risco mais altos. E essas pessoas chegam a uma situação em que não estão dormindo bem, estão muito nervosas, não conseguem racionalizar e se segurar aos fundamentos da companhias.

Acho que esses investidores devem se sentar com seus assessores financeiros ou quem quiserem para reconsiderar seu verdadeiro perfil de risco. E entender que os mercados hoje não refletem necessariamente os fundamentos de longo prazo.

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