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Fundo Verde: a história do melhor multimercado da década

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SÃO PAULO – Toda vez que a gestora publica uma carta, investidores prestam atenção. A qualquer declaração pública feita, o mercado analisa se o tom está mais otimista ou pessimista com relação ao Brasil e ao mundo. Se há uma chance de reabertura do fundo, investidores se alvoroçam.

A gestora em questão é a Verde Asset, do lendário fundo de mesmo nome, com um histórico para lá de invejável na indústria brasileira. Não à toa, o fundo CSHG Verde FIC Multimercado lidera o ranking InfoMoney-Ibmec 2020 na década e a gestora também marca presença na premiação de multimercado referente aos três últimos anos.

Sob a gestão do renomado Luis Stuhlberger, o CSHG Verde, que investe 100% dos recursos no fundo master, acumula ganhos de 274% em dez anos, ante um CDI de 154% no período e uma valorização da ordem de 68% do Ibovespa.

O Verde foi criado em 1997. Em 23 anos, só perdeu para seu referencial em três deles. Com isso, acumulava, até o fim de 2019, um retorno de nada menos que 17.893%, contra um CDI de 2.161,12%.

Fechado para novas captações, há quem pense que o Verde sempre foi um produto dirigido apenas aos investidores mais afortunados, mas o início foi justamente o oposto. “O Verde começou com R$ 5 mil [de aporte mínimo]. Não nascemos no mundo dos clientes de alto patrimônio”, conta Luiz Parreiras, sócio da Verde e braço direito de Stuhlberger.

Ainda que a origem possa ter sido mais humilde que o imaginado, é fato que a Verde, assim como grande parte das gestoras brasileiras, tem notado um crescimento da base de cotistas pessoas físicas apenas no cenário mais recente, a partir do ingresso em plataformas.

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Diante da consistência de resultados, a demanda sempre supera a oferta no caso de possibilidade de ingresso no fundo lendário. Não à toa, em 2014, o Verde foi obrigado a fazer um movimento inverso ao desejado e devolveu R$ 7 bilhões aos cotistas. O tamanho ainda pouco expressivo do mercado brasileiro à época e a dificuldade em manobrar o patrimônio pesaram sobre aquela decisão, a primeira do tipo no Brasil.

Os anos passaram e a gestora chegou a reabrir o fundo para captações em 2018 e, desde então, se mostra confortável com o tamanho administrado. Hoje, a Verde está entre as 20 maiores gestoras do Brasil, com um patrimônio de R$ 45,6 bilhões no fim de 2019.

Fama de pessimistas

Outra lenda formada em torno do Verde e contestada por Parreiras diz respeito à fama de pessimista com relação à Bolsa. O fundo tinha uma alocação média de 30% em ações de 2003 a 2011. “A percepção de que éramos mais pessimistas começou em 2012 e durou até 2017”, diz o gestor.

Naquele período, a exposição caiu para a média de 5% e, de 2014 a 2016, a Verde ficou quase zerada em ações e teve seu grande teste, apostando numa inversão negativa de rumo da economia brasileira. “Enfrentamos o desafio de estarmos certos, mas talvez um pouco cedo”, lembra Parreiras. “2014 foi um ano muito doloroso, tínhamos uma aposta de que o mercado bateria no muro.”

Naquele ano, o fundo Verde rendeu 8,80%, portanto abaixo do CDI (10,81%), mas, em 2015, ganhou mais de 28%, ante a variação do benchmark da ordem de 13%.

A montagem de posições na Bolsa brasileira só foi retomada em 2017, com a maior dificuldade em capturar ganhos no exterior. Hoje, o Verde destina cerca de 20% para Bolsa no Brasil e apenas 2%, ao exterior.

Mesmo com a pequena exposição em ações no mercado externo, foi justamente a alocação no exterior a responsável pelos maiores ganhos do Verde na última década. Desde a saída de Artur Wichmann da gestão de ações globais da Verde, no ano passado, a estratégia está sendo comandada pelos analistas formados em sua equipe.

Embora a história da Verde Asset tenha começado em 2015, Stuhlberger e Parreiras trabalham juntos há quase 20 anos. Parreiras iniciou sua carreira em 2002 na Hedging-Griffo, cujo controle foi comprado pelo Credit Suisse em 2007, e desenvolveu sua experiência dentro da gestão do fundo Verde.

Com mais experiência de casa, Stuhlberger começou a carreira na Hedging-Griffo em 1981. Passados 11 anos, estruturou e implementou a área de gestão de fundos e, em 1997, lançou o Verde. “Trabalhamos juntos e temos nuances de diferenças. A alocação das classes de ativos e o jeito que vemos o Brasil é o mesmo”, diz Parreiras.

Hoje a Verde conta com 65 pessoas na equipe, das quais 40 na gestão.

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Fundo imobiliário, o prédio mais alto de São Paulo e estações de metrô: os novos planos da WTorre

SÃO PAULO – A criação de um fundo imobiliário para reunir seus ativos, a idealização do novo prédio mais alto de São Paulo, a entrada no segmento de estações de metrô e a participação em PPPs de iluminação pública. Esses são apenas alguns dos planos de curto e médio prazos mencionados por Walter Torre Júnior, fundador do grupo WTorre, no mais novo episódio do podcast “Banco Imobiliário”.

Com um leque extenso e bastante conhecido de atuação no mercado brasileiro, a WTorre, que se lançou há alguns anos no universo esportivo e de grandes eventos com o Allianz Parque, pretende entrar em diferentes áreas de operação.

O ex-santista, que se diz hoje um palmeirense roxo, também planeja estender o modelo da arena, que deve contar com até 4 milhões de visitantes em 2020, para outras praças. Os planos abrangem ainda estrear na área de estações de metrô ou rodoviárias, inicialmente em São Paulo.

“Estamos criando um produto especifico para isso”, afirmou Torre Júnior. “Vamos entrar em um segmento nessa linha com bastante tecnologia, bastante precisão, acho que vai dar certo.”

Também deve partir do grupo a construção da maior torre de São Paulo, equivalente a um prédio “tradicional” com 75 andares.

A pleno vapor depois de uma temporada difícil na vida pessoal e profissional, que chegou a envolver citação na Operação Lava-Jato, o grupo WTorre avalia hoje estruturar parte dos ativos em um fundo imobiliário, mas descarta uma listagem em Bolsa. “Não faríamos uma abertura de capital completa”, disse o fundador.

Passado x futuro

Com uma história que remonta a 1981, quando nasceu como uma construtora, Torre Júnior já passou por diferentes ciclos econômicos, que tiveram impactos distintos sobre seus negócios.

No podcast, o empresário conta como começou os negócios em um escritório montado dentro de um ônibus, de forma que pudesse visitar a cada dia uma obra diferente. O foco inicial estava em projetos de armazéns industriais para locação.

Mais tarde, seus ativos deram origem aos primeiros Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) do Brasil. “Houve épocas em que tínhamos, no mesmo ano, 14 líderes mundiais, cada um em seu segmento, como inquilinos.”

No programa, o fundador do grupo WTorre fala ainda de temas como sucessão dos negócios, das diferentes operações do grupo, comenta a acusação de envolvimento na Lava-Jato – o pior momento da empresa – e conta duas curiosas histórias envolvendo as negociações da atual Torre Santander, em São Paulo, com a diretoria do banco e uma visita aos Emirados Árabes.

Apresentado por Marcelo Hannud, sócio especialista em mercado imobiliário da XP Asset, e por Beatriz Cutait, editora de Investimentos do InfoMoney, o “Banco Imobiliário” pode ser ouvido nas plataformas Apple Podcasts, Spotify, Deezer, Spreaker, Google Podcasts, Castbox e demais agregadores de podcast. Você ainda pode conferir o programa na íntegra em nosso canal no YouTube.

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Como usar o bitcoin no dia-a-dia?

Aqui em nosso blog, falamos muito sobre bitcoin, que é um criptoativo disruptivo e que trabalha em um mercado 24 x 7, ou seja, 24 horas por dia nos 7 dias da semana, de forma descentralizada, sem depender do governo ou algum tipo de instituição financeira.

E quando vc aprende isso tudo, pensa: ok, mas como vou usá-lo no mundo real, em meu cotidiano? Qual a praticidade dessa tecnologia?

Separamos uma lista com 3 possibilidades de uso do bitcoin no dia-a-dia e que você provavelmente não sabia. 

1 – Pagar boletos

Isso mesmo, você pode pagar boletos com bitcoin! A grande vantagem desse tipo de pagamento é que a taxa é bem menor do que os pagamentos convencionais ou podem ser zeradas. Uma das empresas que trabalha com essa inovação é a Pague com Bitcoin, a primeira empresa que é focada em criptoativos voltada a intermediação de pagamentos da América Latina a entrar em operação, tendo intermediado o pagamento de mais de 500 mil boletos e recargas, sendo ainda hoje líder nacional no setor.

2 – Transações internacionais 

Você pode fazer remessas internacionais de valores altos e taxas bem mais baixas em comparação às cobradas por instituições bancárias, por exemplo. Além da taxa baixa, a outra vantagem em escolher transações com bitcoin é o tempo em que ocorre a transação, pois em poucos minutos o valor já está disponível em sua carteira digital, e melhor, com segurança de uma rede inviolável e segura, chamada blockchain.

3 – Compras online

Você também pode utilizar seus bitcoins para fazer compras de diversas coisas pela internet. É possível efetuar a compra de games em formato digital, hospedar-se em uma pousada em Maresias e até aprender eletrônica com esse método de pagamento. Confira um post completo que fizemos com lugares que aceitam o pagamento em bitcoin, tanto em produtos como pagamentos em serviços.

Com a popularização do criptoativo, ocorreu o aumento de aceitação do mercado, o site Coinmap, pode provar isso, é um site interativo que mostra estabelecimentos espalhados pelo mundo, que já aceitam bitcoin como forma de pagamento.

Esse pontos sinalizados são os que aceitam bitcoin como forma de pagamento na América Latina. 

Com as criptomoedas se popularizando, conseguimos ver que o mundo todo está cada vez mais utilizando esse método, como sinaliza o mapa abaixo:

Agora que você já sabe que pode, desde efetuar a compra de um produto ou curso até um pagamento de um boleto, aproveite para começar a negociar seus bitcoins na plataforma da Foxbit e aprender mais sobre esse tema.

Para mais conteúdos educativos, acompanhe nosso blog e nos siga em nossas redes sociais

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Imposto de Renda 2020: declaração começo dia 2 de março

São Paulo – A Receita Federal divulgou, nesta quarta-feira (19), as regras para declarar o Imposto de Renda 2020. O prazo de entrega deste ano será entre 2 de março e 30 de abril. 

A Receita Federal irá liberar o download do programa de declaração e entrega amanhã (20). São esperadas 32 milhões de declarações este ano. Frente ao ano passado, o fisco espera que cerca de 1,5 milhão a mais de contribuintes prestem contas ao leão neste ano.

As empresas devem entregar o comprovante de rendimentos aos funcionários e clientes até 29 de fevereiro. 

Assim como nos anos anteriores, será possível preencher e entregar a declaração pelo o programa do IR 2020 no computador, pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda” no smartphone ou no tablet e diretamente no site da Receita, apenas para quem tem o Certificado Digital. 

Quem atrasar a entrega da declaração do Imposto de Renda 2020 terá de pagar multa de 1% sobre o imposto devido ao mês. O valor mínimo é de R$ 165,74 e o máximo é de 20% do imposto devido.

Quem é obrigado a declarar

Está obrigado a declarar o Imposto de Renda 2020 quem:

1) Recebeu mais de R$ 28.559,70 de renda tributável no ano (salário, aposentadoria ou aluguéis, por exemplo).

2) Ganhou mais de R$ 40 mil isentos, não tributáveis ou tributados na fonte no ano (como indenização trabalhista ou rendimento de poupança).

3) Teve ganho com a venda de bens (casa, por exemplo).

4) Comprou ou vendeu ações na Bolsa.

5) Recebeu mais de R$ 142.798,50 em atividade rural (agricultura, por exemplo) ou tem prejuízo rural a ser compensado no ano-calendário de 2018 ou nos próximos anos.

6) Era dono de bens de mais de R$ 300 mil.

7) Passou a morar no Brasil em qualquer mês de 2019 e ficou aqui até 31 de dezembro.

8) Vendeu um imóvel e comprou outro num prazo de 180 dias, usando a isenção de IR no momento da venda.

Desde o ano passado a Receita é a exigência de CPF para todos os dependentes, independente de idade.

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

Depois do estresse de 2019, chegou a hora dos fundos de crédito privado?

Calculadora e notas real

SÃO PAULO – Assim como no mercado das debêntures, os fundos de crédito privado também assustaram investidores no ano passado com as fortes quedas na marcação a mercado.

É sobre as perspectivas para esse tipo de investimento que os analistas da Nord Research, Marx Gonçalves e Luiz Felippo falarão no Analistas Sem Censura desta terça-feira (18).

O programa é exibido ao vivo no IMTV todas as terças-feiras às 15h (horário de Brasília).

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Com Bolsa mais cara, Mobius poderá reduzir exposição ao Brasil; Argentina está no foco

SÃO PAULO – Figurinha tarimbada no carnaval brasileiro, o “maior show da Terra”, em suas palavras, o guru dos mercados emergentes está de volta ao país. Em uma breve passagem por São Paulo para seguir rumo ao Rio de Janeiro, onde ficará cinco dias, Mark Mobius indicou que segue otimista com a economia brasileira, embora mais cauteloso com o mercado acionário.

Em entrevista ao InfoMoney na manhã desta terça-feira, o gestor, que tem residência oficial em Singapura, ainda descartou preocupações com a epidemia do coronavírus e disse que pretende, inclusive, expandir a atuação na China. Outro mercado que está no centro de suas atenções é o da nossa vizinha, a Argentina.

O veterano investidor, que comanda a própria gestora depois de 30 anos na Franklim Templeton, disse que está atento ao nível de preço das ações brasileiras e descartou a possibilidade de aumentar a exposição em Bolsa, no curto prazo. Pelo contrário.

“Sentimos que havia algumas oportunidades no Brasil e agora estamos reavaliando; o mercado subiu muito. Estamos considerando vender um pouco ou manter o que tivermos em vez de comprar mais, porque as ações subiram muito”, afirmou.

Apesar de dados recentes da atividade brasileira terem decepcionado o mercado, Mobius segue confiante e enxerga sinais de recuperação do país, ainda que alerte que as mudanças podem tomar certo tempo, possivelmente anos.

Sobre a falta de confiança de parcela dos investidores estrangeiros, o gestor avalia que eles costumam perder as melhores oportunidades ao entrarem tardiamente no mercado, quando os preços já estão caros.

“Você vai ver muita gente se dando conta de que o Brasil está se recuperando e vai vir”, disse Mobius, destacando que a perspectiva de longo prazo é muito favorável para o país. “Estou mais otimista com a economia, mas o mercado está mais caro. Está com uma boa performance, provavelmente vai continuar bem, mas com correção ao longo do caminho.”

Uma nova ação de saúde

Com a última vinda do fundador da Mobius Capital ao Brasil em setembro, a gestora segue com as ações da Lojas Americanas e da Kroton na carteira. No primeiro caso, o gestor disse que a empresa está bem posicionada especialmente no segmento de comércio eletrônico, diante de sua capilaridade no país. “Não será tão fácil para Amazon e outras competirem [no Brasil]”, pontuou.

No que se refere à companhia de educação, apesar das mudanças pelas quais o setor vem passando nos últimos anos, Mobius enxerga uma demanda ainda aquecida e a necessidade de atenção por parte do governo. “Acho que o mercado tem consciência de que, a menos que o Brasil melhore os padrões de educação, será difícil para o país crescer.”

O portfólio poderá contar ainda com uma novidade, já que o setor de saúde tende a ter, em breve, um lugar na carteira de Mobius, por meio das ações da Fleury. Da mesma forma que a temática educacional segue em pauta, o gestor enxerga uma demanda crescente por serviços médicos, favorecida pelo crescimento de renda da população.

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Cenário para Franklin Templeton na Argentina fica cada vez pior

As ações brasileiras respondem hoje por 18% da carteira da Mobius Capital, um pouco acima dos 15% de setembro, e a ideia é reduzir a fatia. A China segue com a maior posição do portfólio, com cerca de 25% dos recursos, seguida pela Índia, com, 20%. Mercados como os da Turquia, Polônia, Coreia e Taiwan estão na sequência entre os principais para a gestora.

Sem grandes preocupações com a extensão do coronavírus sobre os mercados, o guru dos emergentes estuda aumentar a exposição chinesa, tema de sua discussão matinal antes da conversa com o InfoMoney. “Analisamos comprar mais na China. Estamos avaliando o impacto especialmente no setor alimentício, já que temos investimentos em companhias de fast food.”

De olho na Argentina

Estruturada em 2018, a Mobius Capital tem dois fundos, com um deles sediado em Luxemburgo e ofertado a investidores no Brasil. A gestora administra um patrimônio de US$ 180 milhões.

Além dos planos de aumentar a alocação na China, outro país está nos planos da gestora no momento: a Argentina. De olho na forte queda do mercado acionário em meio à surpresa com a últimas eleições presidenciais, Mobius enxerga a proximidade com o Brasil como um aspecto positivo sobre a Argentina, com as políticas reformistas do governo de Jair Bolsonaro atuando como um “exemplo” a ser seguido pelo novo presidente argentino, Alberto Fernández.

“Fernández parece ser um peronista, mas não é. Acho que ele é um político muito prático, que só está barganhando, tentando conseguir o melhor negócio para a Argentina, então acho que há oportunidades no país”, afirmou Mobius. Ele próprio, inclusive, disse já ter comprado um ETF de ações argentinas para seu próprio portfólio.

Alerta de crash

Ainda que o coronavírus esteja ditando as preocupações dos investidores no curto prazo, o principal risco para os mercados neste ano, na avaliação do gestor, corresponde às eleições presidenciais americanas, mais especificamente a uma derrota de Donald Trump. “Você vai ver uma virada imediata no mercado americano, pode até haver um crash”, disse Mobius, que também disse monitorar a guerra comercial com a China, atualmente mais “adormecida”.

Com mais de 80 anos de idade e um número superior a 50 visitas ao Brasil, Mobius esteve nas últimas semanas nos Estados Unidos, na Argentina e no Chile, e segue agora para a África do Sul, Dubai e, finalmente, Singapura, em uma viagem com duração aproximada de dois meses.

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Coronavírus dita tensões de investidores na América Latina; no Brasil, ritmo da economia preocupa

SÃO PAULO – A epidemia do coronavírus está deixando investidores mais preocupados com o ritmo de crescimento das economias mundiais, inclusive a brasileira. É o que mostra a última pesquisa de confiança “LatAm Fund Manager Survey”, elaborada pelo Bank of America com gestores de recursos.

De acordo com o levantamento, 56% dos participantes elencaram a China e o desempenho das commodities como os principais riscos para os mercados da América Latina. Segundo o banco americano, o motivo da alta possivelmente está relacionado ao coronavírus e seu impacto na economia chinesa. Até então, as principais preocupações dos investidores recaíam sobre a guerra comercial entre China e Estados Unidos e a desaceleração da economia americana.

No Brasil, as atenções recaem sobre o ritmo de retomada da atividade. Uma parcela de 90% dos investidores ficaria desapontada se o crescimento PIB brasileiro ficasse abaixo de 1,5% em 2020, enquanto metade ficaria frustrada se a expansão não chegasse a 2%.

Hoje, a expectativa dos economistas consultados pelo relatório Focus, do Banco Central, é de que a economia cresça 2,23% neste ano. O número, contudo, foi recentemente revisado para baixo, após uma série de dados fracos sobre o comportamento da atividade em dezembro.

Para ver crescimento no país, a maioria dos entrevistados cita o retorno do investimento privado como fator mais efetivo. Na sequência, aparecem as privatizações e as concessões.

Na Bolsa, 83% dos investidores esperam que as ações irão se valorizar nos próximos seis meses, em linha com o dado anterior. Apenas 37%, contudo, veem o Ibovespa superando os 130 mil pontos até dezembro, ante 56% em janeiro. O patamar implicaria uma alta de 12,7% em relação ao último preço de fechamento.

Confira a seguir onde estão situadas as projeções dos gestores para o Ibovespa ao fim de 2020 hoje, em comparação com as previsões feitas em janeiro:

As expectativas com o avanço das reformas estruturais no Brasil também estão menores. Agora, 46% dos entrevistados esperam que a reforma tributária seja aprovada ainda neste ano, ante 68% anteriormente. Do total de entrevistados, apenas 12% acreditam que esse debate é relevante no momento.

Com relação à Selic, 87% acreditam que o corte de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em fevereiro, para 4,25% ao ano, tenha significado o fim do ciclo de afrouxamento monetário no Brasil.

Em um ambiente de dólar mais forte no mundo como um todo, a porcentagem de investidores que veem a moeda americana abaixo de R$ 4,20 ao fim deste ano recou de 72% para 63%.

América Latina

Na América Latina, o banco destaca que somente 42% dos investidores planejam aumentar a alocação em ações, em linha com a pesquisa anterior, de 44%. Entre os setores preferidos da Bolsa estão os de consumo discricionário, de finanças, utilities e material.

Com o aumento de aversão a risco no exterior, a parte de investidores que disse estar abrigando maior risco no portfólio caiu de 40% para 29% neste mês. O número, contudo, segue acima da média histórica do levantamento, de 22%.

Da mesma forma, a fatia de gestores que dizem estar adotando alguma forma de proteção contra uma forte queda no mercado de ações subiu de 28% para 33%.

A pesquisa do BofA com foco na América Latina foi elaborada entre os dias 7 e 13 de fevereiro e entrevistou 52 gestores, responsáveis pela administração de recursos no valor aproximado de US$ 103 bilhões.

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Tesouro Direto: prefixado paga 6,19% ao ano nesta terça-feira

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentaram leve queda na tarde desta terça-feira (18).

Pela manhã, o sentimento foi de cautela nos mercados internacionais, após a Apple anunciar que a companhia não deverá cumprir suas projeções de receita no trimestre até março, devido aos efeitos do coronavírus.

Segundo a companhia, a epidemia exigiu o fechamento das plantas na sua cadeia de fornecedores na China e, mesmo com a retomada das atividades, esta tem sido feita em um ritmo mais lento do que o esperado. Por isso, o fornecimento mundial de peças para iPhones será afetado. Na Bolsa de Nova York, as ações da Apple fecharam com queda de 1,8% após o comunicado.

A notícia trouxe preocupações para as Bolsas mundiais, uma vez que sinaliza que os efeitos do coronavírus para a produção das empresas estão sendo maiores do que o previsto. Vale destacar, contudo, que o número de novas infecções registradas em um único dia na China permaneceu abaixo de 2 mil, a primeira vez desde 30 de janeiro.

Já na China continental, o clima foi mais positivo, com anúncio de novas isenções tarifárias a produtos americanos por Pequim. Ainda como parte dos esforços para amenizar o impacto do coronavírus, o banco central chinês (PBoC) cortou ontem (17) o juro de empréstimos de um ano e sinalizou que pode reduzir seus juros de referência ainda nesta semana.

No Brasil, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) ficou estável na segunda prévia de fevereiro (calculada entre 21 de janeiro e 10 de fevereiro), ante estimativa compilada pela Bloomberg de -0,09%. No mesmo período do mês anterior, o indicador registrou alta de 0,57%.

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No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com juros semestrais e vencimento em 2055 pagava uma taxa de 3,36% ao ano, ante 3,37% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 51,24 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 5.124,39.

Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 3,23%, ante 3,24% a.a. anteriormente.

Já entre os títulos prefixados, o com vencimento em 2026 pagava 6,19% ao ano, ante 6,21% a.a. pela manhã, enquanto o retorno do Tesouro Prefixado 2023 cedia de 5,28% para 5,26% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

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Investir em ETFs é BEM mais simples que fazer uma make de carnaval

mais simples que etf carnaval explica ana

 

SÃO PAULO – Viver da renda proveniente dos seus investimentos é possível e, muitas vezes, é mais simples do que a maioria pensa ser.

Neste novo episódio da série Mais Simples Que, a especialista em investimentos Ana Laura Magalhães explica os principais pontos e fundamentos dos Exchange-traded fund (ETFs), e mostra que aplicar seu dinheiro em ETFs pode ser mais simples que fazer a maquiagem de Carnaval.

Como um fundo de investimentos, o ETF pode aplicar seu capital em várias ações diferentes. A diferença maior entre investir em uma só ação ou aplicar o recurso no ETF se dá na forma de como é administrado esse investimento.

Todas as decisões tomadas sobre os papéis que compõe o ETF ficam a cargo do gestor desse fundo. Logo, é necessário abrir uma conta em uma corretora de investimentos e estudar bastante em quais ativos o ETF investe e quem são os gestores responsáveis pelo fundo, para poder compreender os riscos e benefícios do investimento.

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Os fundos de multimercado que renderam mais do que o CDI

São Paulo – Um levantamento realizados pela consultoria de informações financeiras Economatica apontou os 27 fundos de multimercado que tiveram desempenho superior ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário ) nos últimos seis anos. 

O fundo com melhor performance no período analisado (de 31 de dezembro de 2012 até 31 de dezembro de 2019) é o Bahia Am Marau Fc de FI Mult com 149,49% de prêmio sobre o CDI em média por ano. No acumulado dos anos, o desempenho é de 173,38%. Esse fundo tem patrimônio de 5 bilhões de reais de patrimônio. 

Entre os 27 fundos, cinco fundos são do Safra Asset, três do Credit Suisse, três do BB Dtvm S.A, dois do Opportunity, dois do Bahia Am Renda Variável e outros 12 gestores com um fundo cada um. Do total, 13 fundos da amostra são multimercados livre, sete Macro, quatro L&S Direcional, dois trading e um juros e moedas.

O estudo considerou todos os os fundos multimercado conforme classificação da Anbima (Associação Brasileira das entidades dos Mercado Financeiro e de Capitais). A consultoria considerou apenas fundos com  histórico de 31 de dezembro de 2012 até 31 dezembro de 2019, fundos que entraram no mercado após essa data não fazem parte do levantamento. Além disso, para participar da amostra é necessário ter mais de 500 cotistas no dia 31 de dezembro de 2019, não ser um fundo exclusivo e não ser fundo de crédito privado. Veja tabela abaixo:

Fundo Gestora Prêmio x CDI de 31 de dez. de 2012 a 31 de dez. de 2019
Bahia Am Marau Fc de Fi mult Bahia Asset 173,38%
Polo Macro Fi mult Polo Capital 157,80%
SPX Nimitz Feeder FIC mul SPX Capital 153,08%
CSHG All Spx Nimitz FC FI mult Credit Suisse 152,82%
Manager Spx Nimitz FIC FI mult Safra Asset 152,22%
Kapitalo Kappa fin fic de fi mult Kapitalo 148,66%
Az Quest Total Return fc fi mult AZ Quest 146,48%
Navi Long Short Fc de fi mult Navi Capital 145,01%
Safra Mix 15 Fic Fi mult Safra Asset 142,38%
Safra Mix 30 Fic Fi mult Safra Asset 142,24%
Arx extra fic fi mult ARX Investimentos 141,86%
Opportunity total fic fi mult Opportunity 140,96%
Itaú Equity Hedge multimercado ficfi Itaú Unibanco 136,92%
Bahia Am Fic de Fi Mult Bahia Asset 128,25%
Artesanal Fc FI mult Artesanal Investimentos 122,56%
CSHG Top 30 Fc FI Mult, Credit Suisse 122,47%
Opportunity Market Fc Fi Mult Opportunity 121,59%
CSHG Top Fc FI Mult Credit Suisse 121,16%
Safra Absoluto 30 fic fi mult Safra Asset 119,43%
Kadima II Fic Fi mult Kadima Asset 116,44%
BB Multimercado LP Dinamico Plus Private FC Fi BB DTVM 115,17%
Safra high yield fic fi multimercado Safra Asset 112,99%
Novus capital institucional fic fi mult Novus Capital 112,09%
BB Mult LP Arbitragem Fc BB DTVM 111,27%
Sul America Endurance fi mult Sul America Invest 110,41%
Bb Mult Dinamico lp fc BB DTVM 110,08%
DLM Hedge conservador fi mult DLM Investa 104,22%

Veja em quanto cada fundo superou o CDI por triênio: 

Fundo Gestora Prêmio x CDI de 2012 a 2015 Prêmio x CDI de 2013 a 2016 Prêmio x CDI 2014 a 2017 Prêmio CDI x CDI 2015 a 2018 Prêmio x CDI 2016 a 2019
Bahia Am Marau Fc de Fi mult Bahia Asset 142,14% 121,57% 161,20% 167,12% 204,01%
Polo Macro Fi mult Polo Capital 127,84% 109,68% 123,38% 133,94% 200,35%
SPX Nimitz Feeder FIC mul SPX Capital 154,72% 136,63% 182,74% 131,41% 125,51%
CSHG All Spx Nimitz FC FI mult Credit Suisse 154,60% 136,51% 182,58% 131,26% 125,19%
Manager Spx Nimitz FIC FI Mult Safra Asset 154,18% 136,00% 182,04% 130,78% 124,78%
Kapitalo Kappa fin fic de fi mult Kapitalo 101,21% 114,64% 137,55% 168,22% 180,84%
Az Quest Total Return fc fi mult AZ Quest 110,83% 122,19% 124,51% 161,49% 158,60%
Navi Long Short Fc de fi mult Navi Capital 118,99% 119,80% 132,61% 149,99% 172,73%
Safra Mix 15 Fic Fi Mult Safra Asset 137,72% 128,71% 134,68% 116,17% 136,46%
Safra Mix 30 Fic Fi Mult Safra Asset 137,70% 128,51% 134,59% 116,02% 136,29%
Arx extra fic fi mult ARX Investimentos 108,87% 125,99% 129,47% 148,11% 137,60%
Opportunity total fic fi mult Opportunity 119,06% 118,95% 121,36% 121,25% 154,35%
Itaú Equity Hedge multimercado ficfi Itaú Unibanco 110,36% 100,64% 106,50% 147,56% 171,23%
Bahia Am Fic de Fi Mult Bahia Asset 115,73% 102,19% 124,52% 121,15% 150,04%
Artesanal Fc FI mult Artesanal Investimentos 115,04% 117,05% 115,74% 114,73% 127,37%
CSHG Top 30 Fc FI Mult, Credit Suisse 111,38% 110,55% 121,05% 106,74% 134,42%
Opportunity Market Fc Fi Mult Opportunity 114,71% 118,48% 123,11% 112,03% 119,46%
CSHG Top Fc FI Mult Credit Suisse 110,24% 108,95% 119,86% 105,98% 133,95%
Safra absoluto 30 fic fi mult Safra Asset 127,51% 119,17% 120,74% 106,79% 102,80%
Kadima II Fic Fi mult Kadima Asset 117,07% 101,86% 112,81% 122,11% 133,05%
BB Multimercado LP Dinamico Plus Private FC Fi BB DTVM 112,41% 105,30% 109,16% 102,68% 120,14%
Safra High Yield Fic fi multimercado Safra Asset 119,80% 114,59% 114,90% 103,64% 100,43%
Novus Capital Institucional fic fi mult Novus Capital 109,94% 114,78% 118,84% 106,79% 105,71%
BB Mult LP Arbitragem Fc BB DTVM 112,94% 108,56% 107,04% 101,94% 104,27%
Sul America Endurance fi mult Sul America Invest 109,10% 108,31% 114,81% 113,50% 104,53%
BB Mult Dinamico lp fc BB DTVM 107,25% 100,76% 105,64% 105,90% 117,40%
DLM Hedge Conservador fi mult DLM Investa 103,87% 102,64% 103,44% 104,52% 104,30%

 

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

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