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Caixa lança linha de crédito imobiliário com juros fixos

São Paulo – A Caixa Econômica lançou, nesta quinta-feira (20), uma linha de crédito de financiamento imobiliário com juros prefixados, que variam entre 8% e 9,75% ao ano.

A nova linha é válida para imóveis residenciais novos e usados e pode ser usado em até 80% do financiamento do imóvel.

Quem tomar o empréstimo poderá escolher entre sistemas de amortização SAC, para contratos de até 360 meses, e PRICE, até 240 meses.

Vale destacar que nessa modalidade, não há correção nem da Taxa referencial ou IPCA (inflação), como é o caso das outras duas linhas de financiamento imobiliário oferecida pelo banco.

Durante o evento do lançamento, Pedro Guimarães, lembrou que hoje a TR é 0, mas que já estava acima dos 10%. “ E se souber um descontrole inflacionário, ela sobe para 2%. Mas isso não acontecerá neste governo.”

O presidente da Caixa disse ainda que a nova linha permitirá que os brasileiros tomem empréstimo por 20, 30 anos sabendo desde o primeiro dia quanto irão pagar.

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“O PIB não irá captar todo o ciclo de pujança do setor privado que vivemos hoje”, diz gestor da Verde Asset

Luiz Parreiras - Verde Asset (Foto: Flávio Santana/Biofoto)

SÃO PAULO – O ambiente interno favorável que conjuga o reformismo do Ministério da Economia com os juros mais baixos da história do Brasil não será totalmente captado pelo dado cheio do Produto Interno Bruto (PIB), disse Luiz Parreiras, gestor de estratégia multimercado da Verde Asset, nesta quarta-feira (19).

Para ele, há uma pujança no setor privado que acaba sendo ofuscada pelo menor investimento do governo. Parreiras falou durante o evento Melhores Fundos, do InfoMoney, que ocorre hoje em São Paulo.

“Temos uma visão otimista para Brasil nos últimos dois anos e estamos no primeiro ciclo de crescimento em décadas que é puxado pelo setor privado. A indústria de construção civil em São Paulo é o maior exemplo dessa pujança”, afirma.

Na avaliação do gestor, o juro baixo é transformacional para a realidade econômica brasileira. “Os juros altos que eram praticados até pouco tempo atrás sustentavam os grandes monopólios e oligopólios deste País”, comenta.

Na mesma linha, Felipe Campos, gestor da Navi Capital, aponta que os juros baixos fortalecem o setor financeiro e a construção, mas alerta para os riscos internacionais. “Não achamos que o Brasil vai dar errado, porém o ciclo externo já dá sinais de esgotamento”, destaca.

Um dos riscos citados é a eleição presidencial nos Estados Unidos. Luiz Parreiras disse que o candidato do Partido Democrata Bernie Sanders será um foco de volatilidade caso cresça nas pesquisas, mas não vê chance de ele vencer o atual presidente Donald Trump nas eleições gerais.

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Para gestores dos melhores fundos de ações do país, PIB mostrará se preços da Bolsa estão exagerados

“Bernie Sanders faz o PT parecer um partido de direita, mas acho que o Trump sai vitorioso em um confronto entre os dois e o mercado já se acostumou com ele.”

Desafios no Brasil

Carlos Woelz, gestor do Kapitalo, avaliou no evento que o resultado positivo do fundo vem da diversificação do risco, com uma escolha criteriosa dos ativos a serem investidos. Por outro lado, ele lembrou que nem sempre é possível ter ganhos. “Investimento é insistência. Você deve sempre questionar seu processo de investir. A solução para posições menos bem-sucedidas é uma redução gradual, não sair de uma vez”, defende, lembrando do investimento que seu fundo fez em câmbio.

Campos, por sua vez, entende que o principal desafio atualmente é que não é tão fácil fazer long & short no Brasil porque não existem ações o bastante para mantermos uma ação long e uma short na mesma estratégia.

Wolz, Parreiras e Campos foram os gestores dos melhores fundos multimercados de 2020. O Kapitalo Zeta ficou em primeiro lugar, seguido pelo Verde AM Scena Advisory e pelo Navi Long Short.

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Para gestores dos melhores fundos de ações do país, PIB mostrará se preços da Bolsa estão exagerados

Painel Ações melhores fundos

SÃO PAULO – Em um cenário de juros baixos, inflação ancorada e perspectivas positivas para a economia brasileira em 2020, gestores de fundos de ações seguem enxergando potencial de valorização para a Bolsa, mesmo após alta de 32% do Ibovespa em 2019. O otimismo, contudo, exige que o crescimento do PIB neste ano não decepcione.

Essa é a avaliação dos gestores de fundos de ações Cesar Paiva (Real Investor), Ary Zanetta (Brasil Capital) e Luis Felipe Amaral (Equitas), ganhadores do prêmio ranking InfoMoney-Ibmec 2020.

Na visão de Zanetta, da Brasil Capital, a Bolsa, no geral, não está cara. “Quando comparamos com o preço das ações em 2016, os preços estão mais convidativos”, disse durante o evento da premiação, em São Paulo.

Paiva, da Real Investor, vê oportunidades hoje no setor financeiro e em blue chips como Petrobras e Vale, com planos de negócios e preços “interessantes”. Mas discorda de Zanetta: o Ibovespa não está barato, diz.

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Com preços acima da média em alguns setores da Bolsa, como o de empresas do setor doméstico, Paiva afirma que o risco é não sobrar margem de segurança caso o crescimento da economia decepcione: “Está embutido no preço que o cenário vai dar certo e que, de fato agora, em 2020, o país volta a crescer”, diz. O gestor destaca ainda a importância das reformas, afirmando que, se não houver avanço, haverá uma frustração do mercado e a realização de lucro na Bolsa, levando à queda dos preços.

A opinião é compartilhada por Amaral, da Equitas: “É uma variável que tem que acontecer.”

Empresas voltadas ao setor doméstico

Um dos segmentos com preços mais esticados na Bolsa, segundo Amaral é o formado por empresas expostas à atividade doméstica. Os preços, contudo, são justificados e pautados em uma expectativa de crescimento da economia brasileira, diz.

O gestor lembra que, durante a crise financeira, essas companhias reagiram a uma queda do lucro com corte de custos e buscando eficiência.

Ele destaca que, justamente pela quantidade ainda limitada de empresas listadas na Bolsa, a concorrência dessas empresas acaba sendo menor, uma vez que competem, na maioria dos casos, com outras que não têm acesso a capital e que saíram muito fragilizadas da recessão brasileira. “Apesar da valorização das empresas domésticas, vemos o fundamento e uma tendência positiva”, diz.

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Tesouro Direto: confira as taxas de títulos públicos nesta quarta-feira

notas de 100 e 50 reais

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentavam queda na tarde desta quarta-feira (19).

No ambiente internacional, os mercados acompanham de perto os novos estímulos que o governo chinês deve conceder ainda hoje para ajudar a combater o surto do coronavírus. Nos Estados Unidos, o foco esteve sobre a ata da última reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc), realizada em fevereiro e que manteve os juros entre 1,5% e 1,75%. No documento, os dirigentes justificam a manutenção por entenderem que a política monetária atual está apropriada.

No Brasil, investidores seguem no aguardo pela bateria de resultados corporativos, com destaque para os números do quarto trimestre da Petrobras após o fechamento desta quarta-feira.

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No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2026 pagava 2,54% ao ano, ante 2,56% ao ano na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 56,16 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 2.808,40.

Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 3,23%, ante 3,24% a.a. anteriormente.

Entre os títulos prefixados, o com vencimento em 2023 pagava 5,21% ao ano, ante 5,29% a.a. mais cedo, enquanto o retorno do Tesouro Prefixado 2026 cedia de 6,24% para 6,19% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

Guias InfoMoney

Tesouro Direto  Tesouro Direto

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Receita libera programa do Imposto de Renda; faça o download

São Paulo — O programa gerador da Declaração de Imposto de Renda (IR) de 2020, referente ao ano-base 2019, já está disponível para ser baixado na página da Receita Federal. O prazo de entrega da declaração começará às 8h de 2 de março e irá até as 23h59min59s de 30 de abril.

Deve entregar a declaração 2020 (ano-base 2019) o contribuinte que recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 no ano passado, o equivalente a R$ 2.196,90 por mês, incluído o décimo terceiro.

Também deve apresentar o documento quem teve receita bruta de atividade rural superior a R$ 142.798,50; contribuintes com rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte de mais de R$ 40 mil, e contribuintes com patrimônio de mais de R$ 300 mil em 31 de dezembro.

Também deve entregar a declaração quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos ou fez operações na bolsa de valores; quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês no ano passado e quem optou pela isenção de Imposto de Renda incidente sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais e comprou outro imóvel até 180 dias depois da venda.

Deduções

Exceto no caso das contribuições de empregadas domésticas e de fundos para direitos de idosos, os valores de deduções não mudaram em relação a 2019.

O limite de abatimentos na declaração simplificada continuará em R$ 16.754,30. As deduções por dependente, em R$ 2,275,08. As deduções de gastos com educação, em R$ 3.561,30. As contribuições para a previdência complementar poderão totalizar até 12% do rendimento tributável.

Restituição do Imposto de Renda

A partir deste ano, a Receita Federal antecipará o pagamento dos lotes de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física. Tradicionalmente paga em sete lotes, de junho a dezembro, a restituição será paga em cinco lotes, do fim de maio ao fim de setembro.

O primeiro lote será pago em 29 de maio. Os lotes seguintes serão pagos em 30 de junho, 31 de julho, 31 de agosto e 30 de setembro.

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Como usar uma plataforma de bitcoin?

Quando as pessoas começam a ouvir sobre bitcoin e criptomoedas, entram em um mundo completamente novo e aí surgem as dúvidas: “O que é bitcoin”, “Para que serve?”, ”Como faço para ter bitcoin?”, “Como usar a plataforma de bitcoin?”. 

Afim de te ajudar, neste post vamos explicar um pouco sobre o que é a famosa plataforma de bitcoin. 

Primeiro, é importante saber que não existe uma única plataforma de bitcoin especificamente, o que existem são corretoras/exchanges que trabalham com compra e venda de criptoativos. A Foxbit mesmo é uma das mais antigas e maiores empresas de bitcoins e criptomoedas do Brasil, sediada em São Paulo, revoluciona o mercado financeiro e fomenta a criptoeconomia desde 2014.

As exchanges ou também chamadas corretoras/ plataformas de bitcoin e criptomoedas fazem o intermédio para a negociação de compra e venda de criptoativos. Elas conectam pessoas que querem vender com as pessoas que querem comprar os criptoativos.

Pode ser bitcoin ou outras criptomoedas, assegurando que cada um receba o que foi negociado de forma segura e prática.

Elas funcionam como o eBay ou mercado livre, por exemplo, só que ao invés de roupas, celulares ou outros produtos, são negociadas criptomoedas.

Como negociar em uma exchange?

Para começar a negociar em uma exchange você precisa efetuar o cadastro na plataforma e dependendo do valor que você irá negociar você precisará enviar alguns documentos.

Para juntar compradores e vendedores é utilizado o livro de ofertas, em inglês “order book” – Este livro de ofertas é como se fosse um “mural”, onde as pessoas postam suas ofertas, tanto de compra quanto de venda.

É chamado de mural porque as ofertas são públicas, ou seja, estão expostas para outras pessoas verem as negociações.

Como se fosse antigamente na bolsa de valores com os funcionários dando lances, agitados ao telefone. Com o livro de ofertas é bem parecido, porém é online.

Para ocorrer uma trade (troca, operação), é preciso sempre ter os dois lados. De quem compra e de quem vende.

Esses dois papéis são chamados de:

Maker– quem deixa a ordem no livro, para poder vender o criptoativo.

Taker– quem executa a trade e consome liquidez do livro, quem compra o criptoativo.

Como escolher uma exchange?

Pontos importantes para ser analisado são:

Segurança: Esse fator é crucial para avaliar bem uma exchange. Os métodos de encriptação são fundamentais para garantir a segurança da sua conta e criptoativos. Aqui na Foxbit, temos o segundo fator de identificação o 2FA.

Taxas: As exchanges costumam cobrar uma comissão por cada transação. Avalie bem as taxas e observe os percentuais cobradas por cada exchange.

Métodos de pagamento: Formas que você pode efetuar a compra do seu criptoativo. Os métodos mais comuns são cartão de crédito, transferência bancária, paypal ou também através de moedas fiat (dólar, real ,euro, libra). 

Volume de transações (liquidez): Poucos têm conhecimento da importância da liquidez em uma exchange, quanto mais pessoas comprando e vendendo, maior a liquidez do investimento. E quanto maior o volume transacionado maior o reconhecimento da exchange no mercado.

Importante: Após você efetuar a sua operação de compra e venda e ter suas criptos, guarde seus bitcoins e outras criptos em uma carteira. Exchange é indicado apenas para compra e venda de criptoativos e não para o armazenamento deles. Falamos sobre questões de segurança em outro post com mais detalhes.

Agora que você sabe o funcionamento de uma exchange, já pode começar a negociar com segurança e tranquilidade. Cadastre-se na nossa plataforma e tenha tranquilidade nas negociações com segurança e facilidade. Vem negociar com a gente!

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Confira o resultado do sorteio 2.235 da Mega-Sena

São Paulo — A Caixa Econômica Federal sorteou, nesta quarta-feira (19), o concurso 2.235 da Mega-Sena. Nenhum apostador  acertou as seis dezenas e o prêmio acumulou.

Os números sorteados foram: 14 18 30 35 55 57.

Mesmo sem um ganhador do prêmio principal, 133 apostas acertaram a quina e vão receber R$ 69.161,57 cada. Já na quadra, 11895 pessoas acertaram os números e levam R$ 1.104,72 cada uma.

O prêmio era estimado pela Caixa em R$ 170 milhões, e o sorteio foi realizado no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo.

O sorteio do próximo concurso (2.236) acontece no sábado (22) e tem como estimativa pagar R$ 190 milhões a quem acertar os seis números.

As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país, pela internet e também pelo aplicativo Loterias Caixa, para iPhone. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

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Me poupe! – Foxbit Indica

O Me poupe! é o maior canal de finanças do mundo e ele não poderia ficar de fora das nossas indicações, né?

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Nathalia Arcuri é a responsável por trazer dicas em como poupar dinheiro, como e onde investir, notícias sobre o mundo das finanças e tudo que engloba a economia brasileira e mundial.

Além de ser o maior canal de finanças do mundo, ele não se restringe em ficar apenas no Youtube, o Me Poupe! possui um livro chamado: 10 passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso e também está entre os principais podcasts de finanças: o Poupecast.

Se você possui dúvidas de que as produções Me Poupe! são referências, no começo deste ano, Nathalia Arcuri foi destaque no Fórum Econômico Mundial de Davos, sendo a única influenciadora digital brasileira convidada para o evento.

Curtiu? Toda semana trazemos indicações de livros, filmes, podcasts, artigos ou séries sobre o mercado financeiro para você se educar e informar de maneiras diferentes.

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Restrição de investimentos para mais endinheirados pode estar com os dias contados

SÃO PAULO – Em meio a um cenário de maior dificuldade na seleção de bons produtos de investimentos diante dos juros no piso histórico, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) está à frente de um projeto para que investidores tenham isonomia de tratamento ao escolherem suas aplicações financeiras.

A entidade quer excluir a restrição imposta a determinados ativos, de forma a ampliar o acesso do varejo a produtos hoje disponíveis apenas aos mais ricos.

A proposta, segundo a autarquia, é remover o “carimbo” de investidores qualificados e profissionais, estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e determinados pelo patrimônio. Hoje, para ser considerado um qualificado, o investidor precisa ter mais de R$ 1 milhão em aplicações financeiras. Para ser enquadrado como profissional, o valor sobe para R$ 10 milhões.

“Não dá pra imaginar que apenas os mais ricos tenham acesso aos melhores produtos. O que a gente precisa se preocupar é com o conhecimento e com a informação; se for transparente e o investidor entender, não será um problema”, afirmou Luiz Sorge, vice-presidente da Anbima, em almoço com jornalistas, em São Paulo.

Inicialmente, o plano de mudar a classificação dos investidores está sendo discutido internamente, para depois ser enviado ao regulador.

Com a mudança, ainda em estudo, o “suitability”, isto é, o perfil de risco do investidor, seria utilizado como norte para definir a alocação do investidor, determinando quais os percentuais mais adequados para as diferentes classes de ativos, seguindo o grau de aceitação de risco e não mais o volume financeiro.

Definido por cada instituição financeira, o suitability varia de acordo com o investidor. Por isso, a ideia é criar classificações intermediárias aos tradicionais “conservador”, “moderado” e “arrojado”, de forma a encaixar melhor as alocações aos objetivos de cada um.

“Estamos pensando mais no investidor do que no bolso dele. Se você não tem recurso, não significa que não tem conhecimento, que não tem propensão a tomar um pouco mais de risco do que aquele que tem mais recursos e é superconservador”, diz Carlos André, vice-presidente da Anbima.

Zeca Doherty, superintendente geral da Anbima, conta que mundo afora o uso da classificação do investidor pelo perfil de risco tem crescido e virado tendência. Na Europa, o uso é majoritário, enquanto, nos Estados Unidos, o mercado ainda mescla com a qualificação do investidor.

Os americanos, contudo, também estão mudando, com iniciativas para permitir que os fundos de private equity, hoje disponíveis apenas aos qualificados, possam ser acessados pelo varejo, diz Doherty.

Na avaliação de Sorge, o brasileiro ainda possui uma visão muito limitada, por questão histórica e cultural, do que é risco, ao contrário de países mais maduros, que há tempos estão expostos a um cenário de juros baixos. “No suitability, você tem um peso grande também nos objetivos. E quando você põe peso no objetivo, se ficar 100% na renda fixa, pode estar tomando um grande risco em não atingi-lo”, destaca.

Mudança na regulamentação de ofertas inicias de ações

Outra proposta que está sendo discutida pela Anbima, mas que já foi enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), é a unificação das ofertas públicas pelas instruções normativas nº 400 e nº 476 da CVM. Enquanto a primeira se refere às ofertas abertas ao público em geral, a segunda é restrita a investidores profissionais.

Segundo a Anbima, as emissões hoje classificadas como nº 476 seriam ofertadas inicialmente a investidores profissionais, mas, no prazo de um ano, estariam disponíveis também aos qualificados e depois, ao varejo.

José Eduardo Laloni, diretor da Anbima, destaca que 2019 foi marcado por operações do tipo follow on, com grande volume da venda do setor público na Bolsa. Ao todo, foram 21. A expectativa, contudo, é de que a maior força este ano parta dos IPOs, com um número mais elevado de empresas e setores na B3.

O crescimento da economia também deve puxar uma maior demanda de empresas por financiamentos, por meio do mercado de capitais, diz. “Queremos ver um aumento no volume de emissões e ofertas com diversidade, tanto nos mercados de renda variável quanto no de renda fixa”, diz.

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“Economia real mostra mais força que o PIB”, diz Parreiras, da Verde Asset

São Paulo – Decepcionado com a recuperação da economia brasileira? Luiz Parreiras, gestor da Verde Asset, recomenda que você pare de monitorar a perspectiva para o PIB, que continua fraca, e passe a olhar para outro indicador: a demanda privada doméstica, que cresce acima de 4% nos últimos trimestres. “Muitos podem pensar que o ciclo de recuperação está no final do primeiro tempo. Mas acreditamos que ele esteja apenas nos primeiros cinco minutos”, disse, em evento organizado pela XP Investimentos que premiou os resultados dos melhores fundos nos últimos três anos.

Já em relação a ativos no exterior, o gestor afirma não estar nem otimista, nem pessimista. “Não vejo razão pela qual os ativos podem continuar rendendo por mais 10 anos. O problema é que a maioria dos ativos já estão caros. O ano de 2019 foi um ano maravilhoso para a bolsa americana, mas muitos esquecem que o S&P teve o pior dezembro em 2018, quando caiu 15% em apenas um mês”

Parreiras trabalha há 18 anos com Luís Stuhlberger. Há dois anos, é o gestor de um fundo que segue a estratégia do renomado Verde, o multimercado Scena. Basicamente o fundo acompanha 80% dos ativos mais líquidos que compõem a carteira do Verde.

Distribuído exclusivamente pela XP, o fundo ficou dois anos aberto na plataforma até que fechou para captação no ano passado. Desde abril de 2017, quando foi criado, o fundo rendeu 32,32%, enquanto o CDI no período subiu 24,21%. “Nos últimos três anos vimos um cenário que não se deve repetir pelos próximos três ou até 10 anos: ganhamos dinheiro com praticamente toda classe de ativos. A exceção foram moedas no exterior”, explicou.

O Scena aplica em diversas classes de ativos, como ações, juros e também no exterior. Apesar de todos os gestores da casa, inclusive Stuhlberger, discutirem todos os processos de investimento, ele aponta que no final do dia a decisão é tomada conforme o gestor de cada fundo. “Sou eu que respondo”.

Entre as apostas do gestor para o ano que se inicia estão ações brasileiras. “Temos uma posição relevante na carteira da asset, apesar de ela já ter sido maior nos últimos cinco anos”.

Parreiras classifica os recordes batidos pelo índice Ibovespa no final do ano passado como uma “euforia”. “Tínhamos na carteira cases que foram bons em 2018 e 2019, mas víamos que não precisávamos vender nem colocar mais capital. Então ficamos de novembro até este mês sem aumentar posição, e até reduzimos”.

O fundo também está alocado em juros reais, por meio de NTNBs longas. “No Brasil ações e renda fixa começam a ter uma correlação negativa e servem de hedge uma para a outra”.

 

 

 

 

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