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Goldman não fará IPOs de empresas cujos diretores sejam todos homens brancos, excluindo Ásia

(Bloomberg) — O Goldman Sachs se prepara para aumentar a diversidade nos conselhos corporativos, mas o banco de investimentos excluiu uma região particularmente desafiadora da iniciativa: a Ásia.

O diretor-presidente David Solomon revelou esta semana que, a partir de julho, o banco não coordenará ofertas públicas iniciais para empresas que não tenham uma mulher ou representante de minorias em um cargo de direção. Mas a regra se aplica apenas a IPOs nos Estados Unidos e na Europa. A exclusão da Ásia é impressionante, dado o quão comum são os conselhos masculinos na região. Outros bastiões do domínio masculino, incluindo a América Latina e o Oriente Médio, também não foram mencionados.

Uma porta-voz do Goldman disse que o banco irá considerar a implementação do plano na Ásia e em outras regiões ao longo do tempo, depois de consultar seus clientes, à medida que a conscientização sobre a diversidade melhora nessas áreas.

“Atualmente, não há desculpa para as empresas terem conselhos sem diversidade e totalmente masculinos”, disse Fern Ngai, CEO da Community Business, um grupo de Hong Kong que defende práticas comerciais responsáveis e inclusivas. O Goldman “deve incluir a Ásia. Não vejo por que não.”

Inicialmente, o Goldman tem como alvo regiões onde as empresas avançaram em incluir mulheres em decisões de alto nível. Na Califórnia, a nova legislação exige a diversidade dos conselhos, com multas por não conformidade. A Ásia fica atrás não apenas dos EUA e da Europa, mas também da líder global África na proporção de mulheres nos conselhos de administração de empresas, segundo dados do McKinsey Global Institute divulgados no fim do ano passado.

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JBS faz acordo de R$ 3 bi com chinesa; União conclui venda de ações excedentes do BB, início dos balanços e mais destaques

Fábrica da JBS

No radar corporativo, o destaque fica para o início da temporada de resultados, com os números da Cielo. Já a JBS fechou um acordo com o WH Group, de Hong Kong, para exportar até R$ 3 bilhões por ano de carnes bovina, suína e de aves à China. Segundo a empresa, o acordo lhe dará acesso a 60 mil pontos de venda do WH Group no país asiático. Já a Telebras realizou um aumento de capital em dezembro para levantar R$ 1,5 bilhão e informou que os acionistas que quiserem poderão comprar as sobras da operação, cerca de 2,2 milhões de ações, até o dia 3 de fevereiro.

Os investidores seguem acompanhando também os desdobramentos do coronavírus, que derrubou os mercados na véspera. O minério de ferro prolonga perda em Cingapura após afundar 6% ontem. Em Tangshan, epicentro da produção siderúrgica chinesa, o serviço de ônibus foi suspenso.
Já o petróleo cede abaixo de US$ 53 o barril em NY, depois de perder 9% em cinco dias.

Banco do Brasil (BBAS3)

A União concluiu a venda das ações excedentes do Banco do Brasil (BB) em poder do governo. A operação, que arrecadou R$ 1,06 bilhão, ocorreu na última quinta-feira (23), mas só foi divulgada ontem (27) pelo Ministério da Economia.

Ao todo, foram vendidas 20.785.200 ações ordinárias que excediam o limite necessário para a União manter a condição de maior acionista do banco. A operação não afetará o controle da instituição financeira pelo governo.

Em nota, o Ministério da Economia informou que a venda das ações segue a política de desinvestimentos e de redução do tamanho do Estado definida pelo governo. Segundo a pasta, o dinheiro retornará aos cofres públicos, podendo ser usado para reduzir a dívida pública ou fazer investimentos, como obras públicas.

Neste ano, o governo quer vender cerca de R$ 150 bilhões de participações da União em empresas. A venda das ações excedentes do Banco do Brasil tinha sido incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND) em 22 de agosto do ano passado. Os papéis estavam depositados no Fundo Nacional de Desestatização, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

JBS (JBSS3)

A JBS informou que fechou um acordo com a empresa chinesa WH Group, de Hong Kong, para exportar carnes bovina, suína e de aves no valor de até R$ 3 bilhões por ano à China. Segundo a empresa brasileira, serão exportados produtos in natura das marcas Seara e Friboi. “Este acordo reflete a maturidade das nossas relações comerciais com a China”, disse Renato Costa, presidente da Friboi. Segundo a JBS, o WH Group tem 60 mil pontos de venda na China. A empresa brasileira diz que os embarques começarão ainda no primeio trimestre deste ano.

Telebras (TELB4)

A estatal Telebras comunicou à CVM, na noite de ontem, que os acionistas que quiserem exercer o direito de sobras das ações ordinárias e preferenciais da empresa poderão comprá-las até 3 de fevereiro na B3, no Banco Bradesco ou nas suas corretoras. A empresa realizou um aumento de capital, com a emissão de mais de 10 milhões de ações ordinárias e 8 milhões de ações preferenciais, em dezembro. Sobraram cerca de 2,2 milhões de ações, entre ON e PN. A empresa espera levantar R$ 1,5 bilhão com o aumento de capital. Após a privatização da telefonia fixa e móvel em 1998, a estatal foi desativada. Em 2010, foi reativada para a instalação de fibra óptica e banda larga no interior de vários estados.

brMalls (BRML3)

A brMalls e a Multiplan, duas as maiores donas e administradoras de shopping centers do Brasil, informaram que investirão em 2020 um total de R$ 69 milhões na Delivery, sua joint-venture para a logística e integração entre operações do varejo físico e o comércio eletrônico. A Delivery atua em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Cielo (CIEL3)

A Cielo, operadora de cartões e meios de pagamentos, comunicou ontem à CVM que obteve um lucro líquido de R$ 1,58 bilhão em 2019, uma queda de 49,7% em comparação a 2018, quando lucrou R$ 3,1 bilhões. Em seu balanço publicado na autarquia, a empresa informou que obteve um EBITDA de R$ 1,79 bilhão, o que representou um recuo de 50,6% em comparação a 2018. O volume financeiro de transações da empresa foi de R$ 683 bilhões no ano passado, um aumento de 9% sobre o ano anterior.

Embraer (EMBR3)

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra da Embraer  pela Boeing, alegando que as empresas não concorrem nos mesmos mercados e que não há risco de problemas concorrenciais decorrentes da aquisição.

Em nota, o Cade informou que sua decisão engloba duas transações: a aquisição pela Boeing de 80% do capital do negócio de aviação comercial da Embraer e a criação de uma joint venture entre ambas as empresas voltada para a produção da aeronave de transporte militar KC-390, com participações de 49% (Boeing) e 51% (Embraer).

A autarquia concluiu que a compra da Embraer pela Boeing não deve impactar negativamente os níveis de rivalidade existentes neste mercado, apesar de as condições de entrada no setor não serem favoráveis.

“Na verdade, a ampliação do portfólio da Boeing deve aumentar sua capacidade de exercer pressão competitiva contra a líder Airbus, empresa que domina esse mercado”, explicou o Cade em nota.

Sobre a joint venture, o Cade “concluiu que não existe possibilidade de exercício de poder de mercado, uma vez que a operação não representa a união dos portfólios de aeronaves de transporte militar das empresas, mas apenas a participação em um projeto comum.”

(Com Agência Brasil e Bloomberg)

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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta terça-feira

Após uma jornada de fortes perdas, os mercados tentam se recuperar nesta terça-feira – os futuros de Nova York estão em modesto avanço, enquanto as bolsas europeias abriram em alta. Na Ásia, apenas as bolsas de Tóquio e Seul funcionaram, fechando em queda. A ameaça do coronavírus persiste, com o governo da China informando que 106 pessoas morreram e mais de 4.500 foram infectadas.

Nos EUA, os mercados estarão de olho nos resultados de empresas como Apple, 3M e Pfizer, que publicam balanços, e no começo da reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve, que começa hoje e termina na quarta-feira. Confira os destaques desta terça-feira (28):

1.Bolsas mundiais

Os futuros de Nova York apontam para uma abertura em alta, após terem tido ontem uma sessão com perdas pesadas – foi a pior jornada para o Dow Jones-30 desde outubro do ano passado. As bolsas de Tóquio e Seul fecharam em queda nesta terça-feira, enquanto as europeias abriram em alta, mas com Frankfurt indo para o terreno negativo. Na China, as bolsas só retomarão o funcionamento em 3 de fevereiro.

O governo chinês informou hoje que o surto do coronavírus matou 106 pessoas, enquanto o número de infectados pelo vírus passa de 4.500. As cotações do petróleo continuam em queda.

No mais recente desdobramento desde a eclosão da ameaça, a China decidiu restringir viagens a Hong Kong. Embora seja cedo para avaliar o impacto total do vírus na China, a avaliação dos investidores é de que, se o país não conseguir controlar a situação. poderá ser comprometida a estabilização frágil da economia mundial depois que Pequim e Washington chegaram à primeira fase do acordo comercial. O regulador do mercado chinês pede que investidores avaliem a doença “racional e objetivamente”, focando no longo prazo.

Em Nova York, Wall Street aguarda resultados corporativos importantes, com Apple, Pfizer e 3M publicando balanços. A reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve começa hoje.

Veja o desempenho dos mercados, às 8h01 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,23%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,40%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,20%

*Dax (Alemanha) , -0,09%
*FTSE (Reino Unido), +0,20%
*CAC 40 (França), +0,14%
*FTSE MIB (Itália), +0,66%

*Nikkei (Japão), -0,55% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -3,09% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +0,15% (Feriado – sem pregão)
*Xangai (China), -2,75% (Feriado – sem pregão)

*Petróleo WTI, -0,83%, a US$ 52,70 o barril
*Petróleo Brent, -1,27%, a US$ 58,51 o barril

**A Bolsa de Dalian está fechada pelo feriado na China. Em 23 de janeiro, contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian fecharam com queda de 2,33%, cotados a 649,500 iuanes, equivalentes em 28/01/2020 a US$ 93,65 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9348 (-0,14%)
*Bitcoin, US$ 9.015,79, +1,06%

2. Agenda econômica

Na agenda de indicadores, às 10h30, os EUA divulgam pedidos de bens duráveis de dezembro (preliminares), com estimativa de alta de 0,4%, segundo consenso Bloomberg. Já às 12h, sai confiança do consumidor da Conference Board de janeiro.

No Brasil, a FGV publica na manhã de hoje sua sondagem da Construção de janeiro. Logo em seguida, será publicado o INCC, Índice Nacional da Construção Civil, também relativo a janeiro.

O Tesouro Nacional divulga relatório mensal da dívida pública de 2019 e o Plano Anual de Financiamento (PAF) para 2020 às 14h30 em Brasília; às 15h, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, e o subsecretário da Dívida Pública, José Franco de Morais, comentarão os números em entrevista coletiva. Em novembro, a dívida foi de R$ 4,205 trilhões.

3. Campos Neto

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, profere palestra  em São Paulo em evento promovido pelo Credit Suisse, às 10h. Este deve ser o último pronunciamento do BC antes do início do período de silêncio pré-Copom, reunião que acontecerá entre 4 e 5 de fevereiro. A fala de Campos Neto pode ajudar o mercado a afinar as apostas para a Selic.

A precificação de corte aumentou após vírus na China ampliar receios com a economia global e com queda das projeções de inflação, apontando que o investidor já faz algumas apostas em um segundo corte de 0,25 ponto percentual em março.

4. Bolsonaro volta da Índia

Depois de uma viagem de quatro dias à Índia, o presidente Jair Bolsonaro volta para Brasília com definições importantes na secretaria da cultura e para a economia. Para esta semana, a expectativa é definir o sucessor de Roberto Alvim. No Palácio do Planalto, a aposta é de que a nomeação sai ainda esta semana, confirmando a atriz Regina Duarte no posto.

Além disso, estão em destaque as reformas administrativa e tributária, que precisam ser fechadas o quanto antes para serem enviadas ao Congresso, que retoma as atividades na próxima semana, conforme destaca o Correio Braziliense.

Sobre as reformas, o Estadão destaca que o Planalto fará um pente fino na reforma administrativa . Na avaliação de palacianos, as mudanças, se mal conduzidas, têm grande potencial de desgastar a imagem de Jair Bolsonaro. A ideia é evitar, por exemplo, o que aconteceu com a CPMF no ano passado, quando o presidente, expressamente, proibiu a recriação do imposto e o ruído de comunicação com o ministério culminou na demissão de Marcos Cintra. A ordem principal à equipe econômica agora também é bem clara: não mexer com os atuais servidores.

5. Noticiário corporativo

Em destaque no noticiário, esteve o início da temporada de resultados. A Cielo teve lucro líquido de R$ 242,4 milhões no quarto trimestre de 2019, queda de 68% na comparação com o mesmo período de 2018, de R$ 757,7 milhões, considerando o conceito Cosif, critério exigido a empresas reguladas pelo Banco Central. Ante o trimestre anterior, foi visto recuo de 32,3%. A geração de caixa medida pelo Ebitda da Cielo somou R$ 680,3 milhões no quarto trimestre, baixa de 37,8% em um ano, de R$ 1,094 bilhão. Na comparação com os três meses anteriores, foi vista redução de 6,1%.

A companhia ainda aprovou JCP complementar de R$ 24,2 milhões;  o pagamento será feito aos acionistas em 13 de fevereiro com base na posição acionária de 30 de janeiro.

Já a JBS, empresa da família Batista, e o WH Group, maior produtor de proteína animal da China, assinaram um acordo para distribuição de proteína bovina, de aves e suína in natura no mercado chinês. As duas empresas oferecerão um portfólio de produtos das marcas Friboi e Seara, e o acordo pode movimentar até R$ 3 bilhões em negócios por ano, segundo as companhias.

Também em destaque, a União concluiu a venda das ações excedentes do Banco do Brasil (BB) em poder do governo. A operação, que arrecadou R$ 1,06 bilhão, ocorreu na última quinta-feira (23). Por fim, o Cade confirmou a aprovação compra da Embraer pela Boeing.

(Com Agência Estado e Agência Brasil)

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Lucro da Cielo cai 50% em 2019 e fecha em R$ 1,58 bilhão

Prédio da Cielo

SÃO PAULO – A Cielo (CIEL3) encerrou o ano de 2019 com um lucro líquido de R$ 1,58 bilhão, o que representa uma queda de 49,7% sobre o mesmo período do ano anterior.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) do ano passado foi de R$ 1,79 bilhão, 50,6% abaixo de 2018. Enquanto isso, a receita líquida da companhia caiu 17,8% em 2019, para R$ 5,3 bilhões.

E seu release, a Cielo justificou a queda da receita à “pressão no preço médio decorrente do ambiente competitivo, efeitos parcialmente compensados pelo aumento do volume capturado e pelo crescimento da receita relacionada ao produto pagamento em dois dias”.

Apesar da queda nos resultados, em 2019, o volume financeiro de transações da empresa avançou 9%, a R$ 683,1 bilhões. Especificamente com cartões de crédito, o volume financeiro de transações totalizou R$ 411,6 bilhões no ano passado, apresentando um aumento de 13% em um ano.

Além do balanço, a Cielo informou o pagamento de juros sobre capital próprio complementares no montante de R$ 24,2 milhões. O pagamento será feito aos acionistas em 13 de fevereiro com base na posição acionária de 30 de janeiro, ou seja, as ações passam a ficar ex-JCP em 31 de janeiro.

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Novo fundo de previdência permite investir a partir de R$ 5 mil em estratégias da SPX, Kinea e Navi

SÃO PAULO – A instituição VRB acaba de lançar um fundo de previdência que permite acesso a alguns dos maiores gestores de fortunas do país com aplicação de R$ 5 mil e aportes mensais de R$ 100.

O VRB Previdência é um fundo de fundos com exposição a nomes como SPX Lancer, Kinea XTR, Navi Long and Short, Constellation Ações Advisory e Velt Prev. Além do acesso a grandes gestoras, traz em seu DNA um aspecto social: toda a taxa de administração é doada a projetos sociais. É o primeiro fundo previdenciário com viés social do mercado.

O fundo se baseia no outro produto da VRB, o VRB Multimercado, que acumulou 221% do CDI em 2019 com volatilidade de 4,12%. Mas o acesso foi ampliado: enquanto o multimercado é destinado apenas a investidores qualificados (ou seja, com mais de R$ 1 milhão em investimentos ou declaração específica), o produto de previdência é aberto a qualquer perfil.

Com meta de rentabilidade anual entre CDI + 3%  e CDI + 5%, o fundo é visto como risco moderado e tem como foco o investidor médio que busca melhores rentabilidades com a queda da Selic. Ele deve ser fechado quando alcançar entre R$ 400 e R$ 500 milhões sob gestão.

Sem filtro

Como o VRB é um fundo de fundos, não há controle ou filtro sobre o investimento: nada impede que um dos gestores invista em uma empresa cujo impacto ambiental seja negativo, por exemplo.

“A gente busca o melhor dos dois mundos: maior retorno ajustado pelo risco e maior impacto social possível a partir da doação”, explica Tiago Fernandes, CEO e cofundador da VRB. “Não fazemos nenhum filtro do lado do investimento porque, se limitamos o gestor, isso naturalmente restringe o acesso a algumas oportunidades”, argumenta.

Segundo ele, os gestores já tendem a investir naturalmente em empresas de boa governança e que não causem impacto negativo. “Outros produtos têm essa proposta de só investir no que tem impacto social”.

O projeto

Edmar Bacha, Anna Victoria Lemann, Bernardo Sorj, Simon Schwartzman, Rubem César Fernandes e Aik Brandão estão entre os nomes que integram o Comitê Consultivo responsável por auxiliar na estratégia de impacto do VRB.

Segundo Fernandes, a meta é inclusão de pessoas em situação vulnerável no mercado de trabalho, seja através de capacitação profissional ou de outras atividades, como o esporte. Nos próximos dez anos, a VRB pretende alocar R$ 35 milhões em cinco projetos nesse sentido: Academia Pérolas Negras, Instituto Proa, Instituto BEI e Generation.

“Queremos diversificar, não apenas focar em projetos que jogam as pessoas no mercado de trabalho. O esporte ensina muito do ponto de vista de disciplina, competitividade, fair play, todos os benefícios”, lista Fernandes.

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Juntas, Petrobras e Vale perdem uma Gerdau em um dia

Plataforma P-56 da Petrobras

SÃO PAULO — A venda generalizada nos principais mercados de ações internacionais nesta segunda-feira (27) também atingiu a Bolsa brasileira. Só hoje, a B3 (B3SA3) perdeu R$ 132,4 bilhões em valor de mercado. A soma de quanto valem todas as companhias listadas passou de R$ 4,744 trilhões para R$ 4,612 trilhões.

A tensão foi por causa do coronavírus, que já fez mais de 80 vítimas e infectou quase 3 mil pessoas no mundo. À tarde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reclassificou o risco internacional da doença como elevado, após qualificá-lo na semana passada como moderado.

Leia mais: Ibovespa despenca 3,3% com coronavírus: hora de vender ou comprar?

Dentro do Ibovespa, as duas empresas que mais perderam valor de mercado na sessão de hoje foram Petrobras (PETR3;PETR4) e Vale (VALE3). Cada uma delas perdeu R$ 16,8 bilhões — é mais do que valem, por exemplo, a BR Malls (BRML3; R$ 16,093 bilhões) e a Yduqs (YDUQ3; R$ 15,714 bilhões), ex-Estácio.

O valor de mercado total perdido pela Petrobras e a Vale hoje (R$ 33,6 bilhões) é maior do que o que vale a Gerdau (GGBR4; R$ 32,750 bilhões).

No caso da Vale, o valor de mercado da mineradora passou de R$ 275,902 bilhões para R$ 259,030 bilhões. Já o da Petrobras foi de R$ 395,666 bilhões para R$ 378,802 bilhões.

A Ambev (ABEV3) e o Bradesco (BBDC4) perderam, cada um, mais de R$ 6,5 bilhões em valor de mercado no dia. Já o Itaú (ITUB4) e a JBS (JBSS3) viram seu valor de mercado derreter R$ 5,3 bilhões, cada um, na sessão.

As quedas generalizadas refletem, segundo analistas, a dificuldade de mapear e entender a extensão do impacto econômico do coronavírus no mundo. No geral, o que se entende é que as empresas ligadas às commodities devem sofrer mais, já que a China, onde o vírus surgiu, é uma grande importadora de matérias-primas, inclusive do Brasil.

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Ibovespa despenca 3,3% com coronavírus: hora de vender ou comprar?

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em queda de 3,3% nesta segunda-feira (27) e anulou os ganhos no ano. Novamente, o grande vilão da Bolsa foi o coronavírus, que já fez mais de 80 vítimas e infectou quase 3 mil pessoas no mundo. À tarde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reclassificou o risco internacional da doença como elevado, após qualificá-lo na semana passada como moderado. Foram enviados US$ 9 bilhões para combater a doença.

Economistas dizem que economia do Japão pode sofrer mais com vírus atual do que com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês) de 2003. Um dos motivos é a decisão de Pequim de proibir viagens ao exterior dos turistas chineses, que são os que gastam mais.

“Qualquer choque econômico nos colossais motores industriais e de consumo da China se espalhará rapidamente para outros países através do aumento das ligações comerciais e financeiras associadas à globalização”, destacou Stephen Innes, estrategista-chefe de mercado asiático na Axitrader, para a Bloomberg.

O Ibovespa despencou 3,29% a 114.481 pontos com volume financeiro negociado de R$ 23,747 bilhões. Foi a maior baixa do índice desde o dia 27 de março de 2019, quando a Bolsa fechou em queda de 3,57%. Com a desvalorização das ações que compõem o benchmark, foi atingido o menor patamar desde 18 de dezembro, ocasião em que o Ibovespa terminou o pregão em 114.314 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial teve alta de 0,59%, a R$ 4,2088 na compra e R$ 4,2101 na venda. O dólar futuro com vencimento em fevereiro tinha ganhos de 0,63% a R$ 4,2105.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 caiu seis pontos-base a 4,92%, o DI para janeiro de 2023 recuou cinco pontos-base a 5,50% e o DI para janeiro de 2025 perdeu um pontos, a 6,28%.

É hora de comprar ou vender ações?

Júlio Fernandes, gestor da XP, afirma que ainda está cauteloso, tentando mapear e entender a extensão do impacto econômico do coronavírus antes de dar um veredicto. “Nós acompanhamos o desenvolvimento da doença e aguardamos uma estabilização, que deve demorar um ou dois meses. Por enquanto estamos protegendo a nossa carteira”, revela.

Por outro lado, Fernandes entende que o longo prazo segue positivo, com boas perspectivas de crescimento para a economia brasileira diante da agenda reformista implementada pelo governo. “Estamos otimistas porque não vemos a recuperação como algo de um ano. No curto prazo há diversos ruídos e as ações ligadas a commodities sofrem porque são expostas à China, porém o cenário para o futuro não mudou”.

Na mesma linha, a equipe de análise do Morgan Stanley, liderada pelo estrategista James Lord, considera que não é uma boa ideia ajustar a visão geral que o banco possui para ativos de risco de mercados emergentes por causa do vírus. “Embora o coronavírus represente um risco a curto prazo, este deve ser temporário em meio a políticas estimulativas em andamento”, entenderam os analistas.

Adotando um tom mais positivo, a equipe de análise do JPMorgan defendeu que a turbulência global é um ótimo momento para comprar ativos com desconto. Os estrategistas do banco contam que por mais que a onda vendedora possa continuar antes que os temores se dissipem, no passado, os grandes surtos levaram a uma desvalorização de 4,7%, em média nas bolsas.

“Temores sobre saúde, semelhantes às campanhas de guerra localizadas, bem como incidentes terroristas, foram historicamente oportunidades de compra, e não razões para vendas sustentadas”, escreveram os estrategistas do JPMorgan, Mislav Matejka, Prabhav Bhadani e Nitya Saldanha.

Já o analista Gustavo Medeiros, da Ashmore, afirma que apesar da rapidez do contágio ser preocupante, a reação das autoridades chinesas e internacionais foi rápida e decisiva, reduzindo o risco de proliferação global da doença. “Isso torna o selloff atual uma oportunidade para compras”, destaca.

Medeiros explica vírus é da mesma natureza da SARS, que também surgiu na China e matou 800 pessoas em 2003. Embora o número de pessoas seja menor do que naquela época, o analista lembra que o novo vírus possui um período de incubação de duas semanas antes dos sintomas serem desenvolvidos, de modo que milhares de pessoas podem ser portadoras da doença sem saberem.

O lado bom, ele aponta, é que dessa vez a China foi muito mais responsável e célere em admitir a existência da doença e combater a transmissão dela do que em 2003. “Dada a ampla atenção e o cuidado dedicado a combater o coronavírus, o impacto no crescimento do [Produto Interno Bruto] PIB provavelmente será efêmero e a volatilidade criará uma oportunidade de compra de ativos”, avalia o analista da Ashmore.

Mas como em renda variável nunca é tão fácil prever as consequências de um evento, o analista Lucas Collazo, da Rico Investimentos, ressalta a importância da cautela, pois esperar por notícias vindas da China, um país fechado e com histórico de manipulação de dados, é, na opinião dele, imprudente.

“Caso o coronavírus estenda seus efeitos, os indicadores econômicos do primeiro trimestre podem ser duramente impactados. E com os juros tão baixos mundo afora, os Bancos Centrais podem ter menos ferramentas para estimular as economias”.

O que mais movimentou a Bolsa?

Aos temores relacionados ao coronavírus somaram-se o movimento esticado das ações desde o fim de 2019 e o novo bombardeio na embaixada americana em Bagdá e ao indicador de confiança pior que o esperado na Alemanha (o IFO Business Climate recuou de 96 3 para 95 9 enquanto esperava se alta para 97 e temos uma manhã bastante negativa nos mercados.

Entre os indicadores, o Relatório Focus do Banco Central mostrou que ficaram estáveis as expectativas do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,31% para 2019 e em 2,5% em 2020.

Já para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) as perspectivas foram revisadas de 3,56% para 3,47% para 2019 e mantiveram-se em 3,75% para 2020.

A projeção da taxa de câmbio subiu de R$ 4,05 para R$ 4,10 em 2019 e ficou em R$ 4,00 para 2020. Já para a Selic a perspectiva foi reduzida de 4,5% para 4,25% em 2019 e manteve-se em 6,25% para 2020.

Os mercados estão de olho na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) nos Estados Unidos, que terá decisão na quarta-feira; também observam os resultados das empresas de tecnologia como Apple, Facebook e Google.

No Brasil, o mercado fica de olho na temporada de balanços, que terá início hoje com os resultados da Cielo. No noticiário corporativo, destaque para a notícia de que a Invepar prepara a venda da sua participação no Aeroporto de Guarulhos (SP).

Noticiário corporativo 

A Invepar, grupo de infraestrutura que administra empresas de transportes, prepara a venda da sua participação no Aeroporto de Guarulhos (SP). A empresa carioca não comentou a notícia, publicada ontem no jornal O Globo. Já a Copasa – Companhia de Saneamento de Minas Gerais – (CSMG3) teve o seu rating elevado pela agência de classificação de risco Moody’s.

Ainda no radar, a Vale (VALE3) acionou o nível 2 do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração da Barragem Sul Inferior, da Mina Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG). “Em razão das fortes chuvas na região, ocorreu uma erosão na parte interna do reservatório da estrutura, que se mantém estável”, disse a Vale.

O Credit Suisse manteve as ações do Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC3;BBDC4) como top pick, também mantendo recomendação outperform para o Itaú Unibanco (ITUB4). Os analistas ainda elevaram a recomendação para o Santander Brasil de neutro para outperform.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
VIVT4 0.83417 60.44
RADL3 0.80645 125
TIMP3 0.67114 16.5
ECOR3 0.63492 19.02
RENT3 0.05835 51.44

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
GGBR4 -7.93724 19.95
CSNA3 -7.78001 13.75
GOAU4 -7.51445 9.6
VVAR3 -7.33333 13.9
MRFG3 -7.27273 11.22

O banco Credit Suisse informou que iniciou a cobertura da Eletrobras, com uma projeção melhor para as ações preferenciais que para as ordinárias. O banco projeta um preço-alvo de R$ 50,30 para a ação preferencial (ELET6) da estatal elétrica, uma alta de 22,4% sobre o valor atual do papel.

Já para a ação ordinária (ELET3), o Credit Suisse prevê um preço-alvo de R$ 45,90, uma alta de 12,1% sobre o preço atual. A classificação do papel ELET3 é neutra, enquanto a classificação da ação preferencial ELET6 é de desempenho acima da média. “Para enxergarmos um upside melhor nas ações ordinárias, é preciso que a privatização aconteça”, comenta o banco.

(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

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Cade aprova compra da Embraer pela Boeing

SÃO PAULO — O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra da Embraer (EMBR3) pela Boeing, alegando que as empresas não concorrem nos mesmos mercados e que não há risco de problemas concorrenciais decorrentes da aquisição.

Em nota, o Cade informou que sua decisão engloba duas transações: a aquisição pela Boeing de 80% do capital do negócio de aviação comercial da Embraer e a criação de uma joint venture entre ambas as empresas voltada para a produção da aeronave de transporte militar KC-390, com participações de 49% (Boeing) e 51% (Embraer).

Leia também: ‘Nova Embraer’ busca seu próximo voo após Boeing

A autarquia concluiu que a compra da Embraer pela Boeing não deve impactar negativamente os níveis de rivalidade existentes neste mercado, apesar de as condições de entrada no setor não serem favoráveis.

“Na verdade, a ampliação do portfólio da Boeing deve aumentar sua capacidade de exercer pressão competitiva contra a líder Airbus, empresa que domina esse mercado”, explicou o Cade em nota.

Sobre a joint venture, o Cade “concluiu que não existe possibilidade de exercício de poder de mercado, uma vez que a operação não representa a união dos portfólios de aeronaves de transporte militar das empresas, mas apenas a participação em um projeto comum.”

A expectativa do Cade é de que a operação trará benefícios para a Embraer, que passará a ser um parceiro estratégico da Boeing. “Além disso, os investimentos mais pesados da divisão comercial, que possui forte concorrência com a Airbus, ficarão a cargo da Boeing”, disse.

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Moro garante permanência no governo e manifesta apoio a Bolsonaro em 2022

SÃO PAULO – Após a polêmica sobre um possível fatiamento da pasta que lidera, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, garantiu permanência no governo e disse que o caso está “encerrado”. Ele participou do programa Pânico, da Rádio Jovem Pan, nesta segunda-feira (27).

Ao ser questionado se deixaria o governo, o ministro respondeu “não ter motivo para não ficar”. “Eu nunca falei nada. O próprio presidente falou, na sexta-feira, que está encerrado”, disse. Em tom de brincadeira, o ex-juiz da Lava-Jato brincou que sua permanência no cargo ficaria conhecido como “o segundo Dia do Fico” no Brasil.

“Estou fazendo um trabalho que me comprometi com o presidente, que é um trabalho de sermos duros contra o crime organizado, criminalidade violenta e a corrupção, e os dados são positivos da segurança pública”, complementou.

O clima entre o ministro e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) havia esquentado depois de o mandatário admitir a possibilidade de discutir um fatiamento do ministério em duas pastas, em meio à cobrança de alguns secretários estaduais de Segurança. Um dia depois, porém, o presidente recuou e disse que a chance de isso acontecer hoje era “zero”. A iniciativa, se confirmada, reduziria o poder de Moro no governo.

Durante a entrevista, o ministro defendeu a importância de Justiça e Segurança Pública serem tratados pela mesma pasta e ressaltou resultados obtidos no primeiro ano de gestão em conjunto com secretários estaduais e municipais.

“Os resultados falam por si. Claro que é um mérito compartilhado com as forças de segurança estaduais e municipais onde tem. Mas 22% a menos de assassinatos em 2019 é algo que nunca houve… Não gosto de falar essa expressão, porque outras pessoas usaram no passado… Mas nunca aconteceu antes no país. É uma queda muito expressiva”, disse.

Figura mais popular do governo, superando o próprio presidente, Moro também descartou a possibilidade de se candidatar no próximo pleito. “Toda hora me perguntam isso. Daqui a pouco, vou ter que tatuar na testa. Em 2022, o presidente já apontou no sentido de que ele pretende a reeleição. É uma decisão dele, unicamente. E, claro, sou ministro do governo, vou apoiar o presidente Jair Bolsonaro”.

Ao ser provocado sobre a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro disse que ele deveria ter cumprido toda a pena que lhe foi imposta antes de ser solto. “O correto era ele ter saído após cumprir toda a pena dele. Acho que a revisão da prisão em segunda instância, com todo o respeito ao Supremo, foi um retrocesso. Mas acho que a perspectiva de a gente conseguir aprovar isso [no Congresso]“, avaliou.

Posição no STF

Durante o programa, Moro também disse ver como “natural” uma eventual indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O ex-juiz da Lava-Jato chegou a ser cotado para assumir a vaga do ministro Celso de Melo, que deixará o tribunal no segundo semestre.

“Eu não gosto de discutir vaga quando a vaga não existe. É um negócio meio esquisito, parece que está aposentando o ministro antes de ele se aposentar. Acho que é uma perspectiva que pode ser interessante na minha carreira. Venho da magistratura, seria algo interessante, mas a escolha cabe ao presidente da República”, pontuou.

Quando questionado sobre casos de apurações incômodas ao governo, como a do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, o ministro negou qualquer interferência sobre as investigações. “O presidente sempre deixou bem claro, desde o início do governo, que não iria interferir em nada e os órgãos iam poder fazer o trabalho deles normalmente”.

Imprensa

Em uma brincadeira com o humorista André Marinho, o ministro aproveitou para cutucar a imprensa ao dizer que, com a Lei de Abuso de Autoridade, “não pode mais prender jornalista”.

Na semana passada, o jornalista Glenn Greenwald, fundador do site ‘The Intercept Brasil’, foi denunciado pelo Ministério Público por um possível envolvimento na invasão de celulares de autoridades brasileiras. A página divulgou uma série de informações envolvendo o ex-juiz e membros da força tarefa da Operação Lava-Jato.

No primeiro bloco do programa, o ministro chegou a provocar o jornalista ao dizer que teria sido “barrado” em sua entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na semana passada. Depois do intervalo, Moro afirmou que foi uma brincadeira.

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Bitcoin “escapa” de selloff com coronavírus, salta mais de 4% e volta para US$ 9 mil

SÃO PAULO – Enquanto os mercados globais passam por um dia de “selloff” por conta dos temores do avanço do coronavírus chinês, os criptoativos se mostram cada vez mais como uma alternativa dos investidores a estes momentos e sobem forte nesta segunda-feira (27).

Por volta das 18h (horário de Brasília), o Bitcoin registrava alta de 4,47%, cotado a US$ 8.964 – no Brasil a valorização era de 4,98%, a R$ 37.668 -, enquanto o Ibovespa recuava 3,30%, a 114.500 pontos e o Dow Jones caía 1,44%, para 28.578 pontos.

Como comparação, o ouro, um dos ativos mais seguros do mundo, tem alta de 0,58%, a US$ 1.581, reforçando o momento de busca por proteção por parte dos investidores pelo mundo.

O grande aumento de casos registrados do coronavírus pelo mundo durante o fim de semana desencadeou um cenário de pânico nos mercados conforme os investidores temem os impactos econômicos que esta crise de saúde pode causar.

Se o vírus se tornar uma pandemia, dois dos setores mais prejudicados seriam turismo e comércio, não só na China, que é a segunda maior economia do mundo, como em outros países, podendo prejudicar o crescimento econômico global.

“A baixa correlação com os demais ativos financeiros em conjunto com o temor dos desdobramentos do coronavírus impulsionou o preço do Bitcoin”, explica o especialista em criptoativos e diretor da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), Safiri Felix.

“A demanda dos chineses que procuram o Bitcoin como ativo de proteção já se manifestou anteriormente e tende a se intensificar em caso de agravamento do quadro de pânico”, afirma ele lembrando de outros cenários em que as criptomoedas subiram em meio à tensão, como na guerra comercial entre Estados Unidos e China ou a crise argentina.

Há dez dias, no painel sobre criptoativos do Onde Investir 2020, Safiri ressaltou três fatores que podem ajudar o Bitcoin a subir este ano mesmo após dobrar de valor no ano passado, e entre eles está exatamente o seu uso como “ouro digital”, ou seja, o fato de ele ser usado como ativo de proteção em momentos de tensão.

Completando a visão positiva para a moeda digital, ele citou ainda o halving (redução pela metade da oferta de novos Bitcoins), esperado para maio, e também o que chamou de “financeirização do Bitcoin”, ou seja, o surgimento de novos produtos financeiros que usam o Bitcoin como lastro.

Junto com o Bitcoin, praticamente todas as maiores criptomoedas também sobem forte. Chamam atenção principalmente o Bitcoin Cash, com ganhos de 7% e o Bitcoin SV, que sobe 12%. Já o EOS salta 9%, ao passo que o Cardano avança 8%.

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