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Chuva em São Paulo suspende alguns serviços; veja lista

SÃO PAULO – Após fortes chuvas na noite do último domingo (9) e na madrugada desta segunda-feira (10), São Paulo amanheceu com mais de 70 pontos de alagamento, o que atrapalhou o deslocamento das pessoas ao trabalho, fora diversas situações de perigo.

Segundo informações do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), o volume de água chegou a 67 milímetros nas últimas 24 horas, causando alagamentos, quedas de árvores, desabamentos, além de comprometer o trânsito e a circulação dos trens da CPTM.

O corpo de bombeiros de São Paulo emitiu uma nota pedindo para a população evitar sair de casa nesta segunda-feira (10) e não tentem enfrentar os alagamentos.

Para o mês de fevereiro a média esperada é de 216,7 milímetros e até ás 7h desta segunda-feira havia chovido cerca de 179,9 milímetros, que equivale a 83% da média esperada em apenas 10 dia.

Confira a situação de alguns serviços em SP:

 

Trem

Os trens da CPTM enfrentaram vários problemas na manhã desta segunda-feira (10), mas às 11h apenas a linha 9 -Esmeralda encontra-se com operação parcial e velocidade reduzida. Todas as outras voltaram a operar normalmente, segundo dados da CPTM.

O Plano de Ação Entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado a pedido da CPTM, em decorrência de problemas que afetaram a circulação dos trens na linha 9 – Esmeralda entre as estações Osasco e Santo Amaro, de acordo com a SP Trans.

Metrô

No metrô, também às 11h todas as estações funcionavam normalmente.

Ônibus

A circulação de ônibus municipais foi prejudicada. Segundo dados da SP Trans, suas equipes reforçaram o monitoramento da operação dos ônibus e orientam os passageiros em seus deslocamentos.

Os ônibus não circulam em vias como:

Av. das Nações Unidas
Av. Dr. Chucri Zaidan
Av. Marquês de São Vicente
Av. Prof Francisco Morato
Av. Pres Castelo Branco
Av. Santos Dumont (Bom Retiro)
Av. Nossa Senhora do Ó
Av. Braz Leme
Av. Giovanni Gronchi
Av. Interlagos
Av. Santo Amaro
Av. Miguel Estéfano
Av. 11 de Junho

Os 31 terminais de ônibus municipais estão operando normalmente e não há alagamento no interior desses equipamentos, entretanto, os ônibus têm dificuldade em realizar o atendimento devido ao acesso prejudicado pelos alagamentos, segundo a SP Trans.

Carros

Vale lembrar que o rodízio municipal de veículos foi suspenso nesta segunda-feira.

Já a Marginal Tietê e Marginal Pinheiros estão fechadas com pontos de alagamentos. Os bombeiros estão atuando para resgatar as pessoas que ficaram ilhadas em meio às chuvas.

Aeroportos

Os aeroportos de Congonhas e Guarulhos estão operando normalmente. A Azul informou que oito voos foram cancelados pela regulamentação das tripulações, que não conseguiram chegar aos aeroportos para assumir seus voos.

Ainda, quem perdeu o voo devido às chuvas poderá remarcá-lo sem custos ou solicitar o reembolso integral.

“A companhia ressalta que está prestando toda a assistência necessária a seus Clientes, conforme previsto na resolução 400 da Anac, e os reacomodará em outros voos da própria companhia. Além disso, a empresa irá proteger todos os Clientes que não estão conseguindo chegar nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas em função dos pontos de alagamento em diversas regiões de São Paulo. As pessoas podem optar por remarcar seus voos para hoje ou amanhã sem custo. Também será possível solicitar o reembolso integral do bilhete.

A Latam informou que flexibilizou as regras de alteração de viagem para os passageiros com voos programados nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos.

Para quem teve seus voos cancelados, a companhia permite alterar a data do voo sem cobrança de multa e diferença tarifária para nova data dentro da vigência do bilhete ou alterar origem/destino do voo sem cobrança de multa, mas sujeito à diferença tarifária e para período dentro da vigência do bilhete ou solicitar o reembolso do bilhete sem cobrança de multa.

Ainda, os passageiros que não tiveram voos cancelados ou reprogramados podem alterar a data do voo sem cobrança de multa e diferença tarifária para voo até 15 dias após a data do voo original ou alterar origem/destino do voo sem cobrança de multa, mas sujeito à diferença tarifária e para período dentro da vigência do bilhete ou solicitar o reembolso do bilhete sem cobrança de multa.

A Gol informou que 42 voos da Companhia (até às 16 horas de Brasília) que tinham como origem ou destino os aeroportos de Congonhas e Guarulhos tiveram de ser alternados ou cancelados.

“A companhia que está prestando total assistência aos clientes, que poderão remarcar suas viagens de e para os aeroportos de Guarulhos e Congonhas, sem a cobrança de taxas e de acordo com a disponibilidade, ou solicitar reembolso com crédito integral de suas passagens para usar em futuros voos”, disse a empresa em nota.

Emissão de Passaportes

Na região da Lapa de Baixo, a Polícia Federal de São Paulo suspendeu os atendimentos ao público. As pessoas requerentes de passaporte que tinham marcado horários para esta segunda-feira (10), não serão atendidas hoje, mas têm até dia 28 para comparecer, sem necessidade de reagendamento.

Audiências 

O Tribunal de Justiça de São Paulo também suspendeu os serviços nesta segunda-feira (10). Não haverá expediente em nenhuma unidade da capital paulista, segundo nota divulgada pelo TJSP.

“A medida é necessária em razão do caos que chuvas intensas e alagamentos estão causando na cidade. A Presidência do TJSP também informa que, aos funcionários que chegarem a suas unidades até as 11 horas e quiserem, espontaneamente, permanecer até 17 horas, quando todos serão dispensados, serão concedidas horas credoras”, diz a nota. 

Ainda, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região também anunciou a suspensão de prazos e de expediente em todas as unidades nesta segunda-feira. “Diante das fortes chuvas que atingiram a capital paulista, região metropolitana de São Paulo e Baixada Santista, a Presidência do TRT-2 suspendeu o expediente, o atendimento ao público e as audiências em todas as unidades”, diz a nota.

Segundo o TRT, os prazos processuais também foram suspensos, inclusive quanto aos processos que tramitam no Processo Judicial Eletrônico (PJe).

Escola 

Aulas estão mantidas em toda a rede municipal de ensino.

Leia também:

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• Trabalho remoto permite funcionamento do mercado financeiro em dia de caos em SP

Orientações

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) divulgou algumas medidas simples para amenizar os efeitos dos alagamentos. Veja:

Evite transitar em ruas alagadas;

Se a chuva causou inundações, não se aventure a enfrentar correntezas;

Fique em lugar seguro. Se precisar, peça ajuda;

Mantenha-se longe da rede elétrica e não pare debaixo de árvores. Abrigue-se em casas e prédios;

Planeje suas viagens, para que haja menor possibilidade de enfrentar engarrafamentos causados por ruas bloqueadas;

Em caso de dúvida sobre vias bloqueadas, ligue para a central de atendimento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) através do número 156 ou entre no site da CET para saber como está o trânsito nas principais vias.

Ainda, Thiago Alves, CEO Brasil da empresa de escritórios coworking, Regus & Spaces, informou por meio do seu LinkedIn que devido a falta de mobilidade causada pela chuva, “todos os lounges e coworkings das unidades da Regus e Spaces Brasil estarão liberados ao público geral sem custo em horário comercial nesta segunda-feira (10), mediante cadastro na hora com CPF e RG. Assim, se as pessoas não tem como se deslocar podem ao menos usufruir de um espaço profissional de trabalho em um dia caótico na capital”.

Para saber se tem alguma unidade perto de onde você está, basta acessar o site da Regus. São 34 unidades em São Paulo e o uso é mediante disponibilidade.

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Um terço dos brasileiros considera contratar empréstimo em seis meses

São Paulo – Quase um terço dos brasileiros tem interesse em fazer um financiamento nos próximos seis meses. Desse total, 59% querem pagar dívidas; 31% pretendem realizar um sonho e 10% gostariam de quitar uma despesa extra. Essa é a conclusão de uma pesquisa inédita feita pelo Serasa Consumidor ouviu quase 3 mil pessoas em formato online de todo o Brasil.

As dívidas são reflexo do desemprego ou de um problema inesperado, segundo 75% dos entrevistados; 18% alegaram falta de controle financeiro de suas contas pessoais e 7% assumiram ter realizado compras por impulso.

Os sonhos são dos mais diversos: comprar um carro (28%), abrir o negócio próprio (26%), comprar (16%) ou reformar (12%) uma casa. “O brasileiro quer realizar seus sonhos e mostra disposição para empreender ainda neste ano, o que pode ser um sintoma de melhora no ambiente econômico” afirma Pedro Dias Lopes, gerente do Serasa Limpa Nome, em nota.

Para que as prestações de um novo empréstimo caibam no bolso, 12% pretendem quitar o financiamento em até seis meses, 26% entre sete meses e um ano e o restante em mais de um ano. “O interesse em quitar dívidas é muito promissor, pois mostra certa conscientização dos consumidores para com a gestão das finanças pessoais”, disse.

A pesquisa também mostra que o brasileiro está cada vez mais digital: 67% já contrata ou contrataria crédito por uma plataforma digital.

O método do bilionário Luiz Barsi para se aposentar investindo só em ações

São Paulo – Economista com décadas de experiência no mercado financeiro, Luiz Barsi Filho se tornou uma pequena celebridade do mundo dos investimentos: ostenta hoje, aos 80 anos, o posto de um dos maiores investidores individuais da Bolsa de Valores brasileira, com um patrimônio estimado em 2 bilhões de reais, todo ele em ações.

Os primeiros desse reais – ainda em cruzeiros, moeda da época – começaram a ser aplicados aos poucos no início da década de 1970, quando Barsi tinha pouco mais de 30 anos e chegou à conclusão de que o melhor caminho para criar um patrimônio verdadeiramente rentável, sólido e polpudo para a aposentadoria era investindo em ações.

“Eu me dei conta de que o empresário, dono de uma empresa de capital aberto, vai sempre ter uma aposentadoria, porque, além de seu trabalho, vai sempre ter um rendimento do negócio dele chamado dividendo”, disse Barsi, que conversou recentemente com o site de EXAME. O dividendo é a parte dos lucros da empresa que é distribuída aos sócios e acionistas.

Vem daí o centro de sua estratégia, que consiste em direcionar todos os investimentos para ações de empresas sólidas e que sejam boas pagadoras de dividendos, visando a formação de um patrimônio de longo prazo. É o que Barsi chama de carteira previdenciária ou de carteira de renda mensal. “É investir em bons projetos, é uma parceria de longo prazo, você se torna um pequeno dono dessas empresas”, disse.

É virtualmente impossível encontrar um gestor, analista ou consultor que apoie a ideia de alguém colocar todo seu dinheiro na bolsa de valores, mesmo aqueles com os perfis mais arrojados, já que há o risco de perdas e é preciso haver uma parcela de proteção para o capital. Ainda assim, Barsi garante que tudo o que tem sempre esteve essencialmente em ações e repete sem hesitar que qualquer um que seguir sua fórmula irá também virar um bilionário como ele.

Veja a seguir alguns dos pilares de sua estratégia para montar uma carteira de ações de longo prazo e construir uma fonte de renda a partir dela:

Viver de dividendos

Mais do que olhar para o preço da ação e eventuais valorizações, o que importa para uma carteira de renda mensal de longo prazo é a renda recorrente que ela gera. Isto vem da distribuição de dividendos e dos pagamentos de juros sobre capital próprio, as duas principais formas pelas quais as companhias de capital aberto compartilham seus lucros com seus acionistas na Bolsa.

“Eu nem olho para o Ibovespa, se está 100 mil ou 120 mil pontos, se está caro ou se está barato, ele é só uma carteira fictícia”, diz Barsi. “E não dou nenhum valor para o patrimônio, patrimônio não te alimenta. O que te alimenta é o dividendo, a renda que esse patrimônio gera, e é para isso que eu olho.”

Reinvestir e aportar mais

A indicação de Barsi, em especial para os primeiros anos de investimento, é pegar todos os dividendos que vão sendo pagos pelas primeiras ações compradas e reinvestir na compra de mais ações, das mesmas empresas. Quanto maior o número de ações, maiores serão os dividendos pagos. “Isso gera um efeito multiplicador que não existe em outras aplicações”, diz o investidor.

“Eu trabalhava e tinha a minha renda, então tudo o que eu ganhava em dividendos eu usava para reaplicar nas ações, além de novos aportes de parte do meu salário.”

A carteira não muda

Quando se fala em investimentos em ações, a estratégia de muitos é buscar oportunidades de papéis baratos, espera-los valorizar, vender na alta, embolsar o lucro e partir para outra oportunidade do gênero. Ou, então, se desfazer de tudo caso a meta de lucro não se concretize. A carteira de dividendos de Barsi não tem isso.

Ele afirma que o grupo de empresas em que investe é essencialmente o mesmo desde que começou, em 1970, galgado em uma visão que entende aquela fatia de participação como uma parceria de longo prazo com o negócio.

“Eu fico comprando, nunca vendo”, afirma. “Tenho ações do Banco do Brasil que comprei em 1972, por 60 centavos, e nunca mais vendi. Foi assim que virei o maior acionista pessoa física do banco, coisa que nem imaginava.” No fechamento desta segunda-feira (10), uma ação do Banco do Brasil era vendida a 49,11 reais.

Holdings, empresas sólidas e setores perenes

Uma carteira de longo prazo necessariamente passará por vários ciclos econômicos, de alta e de baixa, ao longo das décadas. Não só o valor das empresas pode cair na Bolsa como elas podem também ter anos de prejuízo e reduzir ou suspender o pagamento de dividendos em determinados períodos.

Para se proteger minimamente dessas oscilações, Barsi sempre procurou empresas que, além de boa gestão, atuem em áreas de atividades perenes e sustentáveis, isto é, que dificilmente ficarão sem demanda mesmo em momentos de crise.

É o caso, exemplifica, de setores como o financeiro, de energia, saneamento ou de insumos básicos como papel e celulose e produtos químicos. “Você consegue viver sem energia? As pessoas vão ficar sem tomar banho por causa da crise do subprime nos Estados Unidos?”, diz. Banco do Brasil, Sabesp, Klabin, Unipar Carbocloro e Eternit são alguns nomes que menciona.

Outra parte da carteira vai para holdings, isto é, grupos que controlam diferentes empresas. Isso faz com que não tenham a receita toda concentrada em um único negócio. Barsi cita Itaúsa e Eletrobras como exemplos.

Reserva estratégica e oportunidades

Ter uma carteira fiel de empresas não significa ser fechado totalmente a outras oportunidades. Um pedaço menor da estratégia consiste em identificar e comprar ações de outras companhias que estejam com bons preços – após valorizarem, Barsi as vende e usa o lucro para reinvestir em suas empresas cativas e aumentar ainda mais a carteira de dividendos.

Ele explica que, apesar de o portfolio de dividendos, com o grupo de empresas que acompanha há décadas, ser a parte central do patrimônio, uma parcela do dinheiro é deixada de fora em uma reserva estratégica, sempre pronta para comprar novas ações em janelas inesperadas de oportunidade.

Podem ser as pechincas de outras empresas, para lucros extras, ou mais ações da própria carteira em um momento de desconto – foi o que fez, por exemplo, quando o governo Dilma Rousseff mexeu nas tarifas de energia elétrica, em 2012, e reduziu os preços das empresas do setor a pó. Barsi correu para comprar mais Eletrobras.

Quem perdeu voo por causa de chuva pode pedir reembolso sem pagar multa

São Paulo – Por causa dos alagamentos causados pela chuva, muitos passageiros não conseguiram chegar aos aeroportos de Congonhas e Cumbica. Quem foi prejudicado poderá remarcar o bilhete ou pedir reembolso sem pagar multa.

Gol

A Gol informou que, até as 16h, 42 voos da companhia que tinham como origem ou destino os aeroportos de Congonhas e Guarulhos tiveram de ser alternados (11) e cancelados (31).

A empresa afirma que os clientes poderão remarcar as viagens de e para os aeroportos de Guarulhos e Congonhas sem a cobrança de taxas, de acordo com a disponibilidade. Outra opção é solicitar o reembolso com crédito integral para usar em futuros voos.

Em caso de dúvidas, a Gol recomenda entrar em contato pelos canais de atendimento da empresa, no site http://www.voegol.com.br, no aplicativo ou pelo telefone da Central de Relacionamento: 0300 115 2121.

Latam

A Latam informou que flexibilizou as regras de alteração de viagem para os passageiros com voos programados nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos em razão das chuvas. Os clientes que optarem pela alteração de seus voos podem efetuá-la por meio deste link, pela Central de Vendas e Serviços (4002-5700 nas capitais ou 0300-570- 5700 nas demais localidades do Brasil) ou em uma loja da companhia.

A empresa informa que ofereceu as seguintes alternativas para os clientes:

  • Alterar a data do voo sem cobrança de multa e diferença tarifária para nova data dentro da vigência do bilhete.
  • Alterar origem/destino do voo sem cobrança de multa, mas sujeito à diferença tarifária e para período dentro da vigência do bilhete.
  • Solicitar o reembolso do bilhete sem cobrança de multa.

Os passageiros que não tiveram voos cancelados ou reprogramados podem adotar uma das seguintes opções:

  • Alterar a data do voo sem cobrança de multa e diferença tarifária para voo até 15 dias após a data do voo original.
  • Alterar origem/destino do voo sem cobrança de multa, mas sujeito à diferença tarifária e para período dentro da vigência do bilhete.
  • Solicitar o reembolso do bilhete sem cobrança de multa.

A empresa recomenda ainda que os clientes se programem para chegar mais cedo aos aeroportos. A companhia recomenda chegada com antecedência de 2 horas para voos domésticos e de 4 horas para voos internacionais. A Latam diz ainda para os passageiros consultarem a situação dos voos por meio do site http://www.latam.com ou do aplicativo da companhia.

Azul

Azul (www.voeazul.com.br) enviou um comunicado sobre o cancelamentos dos voos hoje (10). Segundo a empresa, por causa das condições meteorológicas adversas e por motivos operacionais foram cancelados 11 voos. A companhia diz estar prestando assistência aos clientes prejudicados, que serão reacomodados em outros voos da própria companhia.

A Azul afirma que quem não conseguiu chegar aos aeroportos de Guarulhos e Congonhas em função dos pontos de alagamentos podem optar por remarcar os voos para hoje (10) ou amanhã (11) sem custo, ou solicitar o reembolso integral do bilhete.

Aeroportos

A GRU Airport, empresa que administra o Aeroporto Internacional de Guarulhos, informou que, em razão das chuvas e focos de alagamento na cidade, entre 9h e 16h o aeroporto teve um total de 21 voos cancelados e 22 alternados para outros aeroportos.

Desses 22, 21 acabaram retornando para Gru e um foi cancelado. A empresa recomenda que os passageiros confirmem seu voo antecipadamente com as próprias companhias aéreas.

Também é possível consultar a situação dos voos em https://www.gru.com.br/pt/passageiro/voos ou pela central de atendimento do aeroporto 11 2445-2945.

Já no Aeroporto de Congonhas, segundo a Infraero, dos 169 voos programados para esta segunda-feira, 142 partiram no horário. Até as 16h, 18 estavam atrasados e cinco foram cancelados.

O Aeroporto de Viracopos está operando normalmente. Pela manhã, recebeu seis voos que tiveram de ser desviados do Aeroporto de Guarulhos, mas isso não impactou nas operações dos aeroportos.

Receita Federal abre hoje consulta a lote residual de Imposto de Renda

A Receita Federal abre hoje (10), às 9h, a consulta ao lote residual de restituição multiexercício do Imposto sobre a Renda Pessoa Física (IRPF), referente aos exercícios de 2008 a 2019.

O crédito bancário para 116.188 contribuintes será feito no dia 17 de fevereiro, somando mais de R$ 297 milhões.

Desse total, R$ 133,467 milhões serão liberados para os contribuintes com preferência no recebimento: 2.851 idosos acima de 80 anos, 14.541 entre 60 e 79 anos, 1.838 com alguma deficiência física, mental ou doença grave e 6.052 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone 146.

Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, com entrega de declaração retificadora.

A Receita disponibiliza ainda aplicativo para tablets e smartphones, que facilita consulta às declarações do IR e à situação cadastral no Cadastro de Pessoa Física (CPF).

Com o aplicativo, é possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contactar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento, por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

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Quanto custa viajar para o Japão nas Olimpíadas de 2020?

Tokyo 2020

SÃO PAULO – Com os Jogos Olímpicos de 2020 cada vez mais perto, é essencial para o viajante que deseja acompanhar de perto o mais importante evento esportivo do mundo se preparar para os detalhes e as nuances dos bastidores do Japão.

A edição de 2020 dos jogos acontecerá entre 24 de julho e 9 de agosto, na capital Tóquio e em outras 11 cidades do Japão. Em seguida, de 25 de agosto a 6 de setembro, o país vai sediar as Paraolimpíadas.

Especialmente para ajudar os brasileiros que sonham em atravessar o planeta para prestigiar o mais antigo evento, o InfoMoney conversou com especialistas dos setores de turismo e câmbio para separar algumas dicas e informações essenciais para tornar a sua viagem ao Japão mais tranquila.

Preços demandam organização e antecedência

Embora o Japão seja um dos países mais caros da Ásia, é possível planejar gastos e pagar menos ao realizar as comprar principais com antecedência.

A distância do país, o custo interno e as dimensões do evento exigem atenção redobrada com o planejamento, já que todos custos dentro do turismo devem sofrer altas significativas.

“Visitar o Japão requer planejamento: além das barreiras linguística e geográfica, devido à distância e à inexistência de voos diretos saindo do Brasil, há também a necessidade de organização financeira, já que se trata de um dos países mais caros da Ásia”, explica Eduardo Martins, diretor nacional do ViajaLá, um buscador online de preços de voos e hotéis.

O InfoMoney realizou um levantamento e compilou preços de passagem aérea, hospedagem, alimentação, transporte interno e visto para que o turista possa ter uma média de gastos e ver se a viagem cabe no orçamento.

Os gastos compilados são referentes a uma viagem que sai de São Paulo no dia 24 de julho e retorna no dia 7 de agosto, completando duas semanas no Japão. Já os preços de hospedagem e alimentação se referem aos valores da cidade de Tóquio.

O levantamento leva em consideração três diferentes perfis de viajante: o econômico, o moderado e o luxoso. Cada tipo de gasto foi detalhado separadamente após as tabelas. Confira:

Passagens salgadas

Para Martins, do Viajalá, é imprescindível que o viajante compre e reserve as passagens o quanto antes, com atenção quanto à escala do voo, já que isso pode afetar diretamente o valor do bilhete e aumentar o tempo da viagem.

“Por não ter voos diretos, a escala acaba impactando diretamente a duração e o preço da rota. A distância é muito grande e, com a alta demanda frente aos jogos Olímpicos e um enorme fluxo de turistas, os preços devem se tornar ainda mais caros”, explicou.

Em épocas de baixa temporada, é possível encontrar passagens de ida e volta por R$ 3 mil. Porém, para o meio desse ano, os preços já subiram consideravelmente. Para voar entre o fim de julho e as primeiras semanas de agosto, os bilhetes estão custando entre R$ 5 e R$ 9 mil, segundo dados da plataforma Viajalá.

“As melhores opções com preços razoáveis não estão mais disponíveis e os preços tendem a aumentar a cada dia, conforme as acomodações vão se esgotando e o evento se aproximando”, alerta Martins.

Gastos e burocracias com o visto

Para que o viajante consiga entrar em território japonês sem preocupações, é necessário um visto de curta permanência no país – o visto especial para turismo. O documento é válido por três meses a partir da data de emissão.

A taxa referente ao visto de curta permanência, que dá direito a uma entrada no país, é de R$ 97, mais uma taxa de serviço de R$ 118. O pagamento das taxas de emissão do visto deve ser feito no momento da retirada, em dinheiro, junto ao guichê do Setor de Visto.

Para solicitar o visto, o candidato deve se dirigir ao consulado japonês de sua cidade ou a embaixada do Japão, preencher um formulário de solicitação de entrada no Japão e apresentar os itens a seguir: documento de identidade com foto, comprovante de renda, cronograma de viagem, passaporte com validade de menos de três meses, comprovante de reserva de passagem e fotos 4×5 e 3×4.

Ainda de acordo com informações do consulado, todos os documentos apresentados estão sujeitos a análise e, se julgado necessário, outros podem ser solicitados.

Hospedagem, alimentação e transporte

“No finzinho de julho, no primeiro fim de semana das Olimpíadas, a disponibilidade das acomodações bem avaliadas é cinco vezes menor, com diárias que podem custar de até US$ 1 mil, dependendo da demanda”, explica o especialista.

Vale dizer que, embora faltem seis meses para o evento, grande parte dos hotéis das principais cidades japoneses que receberão os jogos, como Tóquio e Fukushima, já estão esgotados.

Porém, caso o viajante não faça questão de se hospedar em áreas centrais das cidades sede, é possível encontrar hotéis de com preços mais em conta. Segundo o site Quanto Custa Viajar, uma plataforma que compila gastos de viagem, ainda há algumas vagas em hotéis mais econômicos, onde a diária fica entre US$ 85 e US$ 200, mesmo que sejam localidades mais afastadas.

“Esse meio do ano no Japão vai ser bem atípico, com uma concentração enorme de turistas, já que coincidem a alta temporada do verão do hemisfério norte, férias locais e jogos olímpicos, tudo isso junto”, alerta Martins.

Segundo ele, o turista normalmente tende a menosprezar o custo de alimentação – o que é um grande erro.

Ele explica que em grande parte dos restaurantes é possível realizar uma refeição para duas pessoas com algo entre US$ 20 e US$ 40 (entre R$ 80 e R$ 160, na conversão de 30 de janeiro), mas há estabelecimentos com refeições mais elaboradas que podem passar de US$ 50 por pessoa.

O especialista ainda ressalta que, embora a cultura oriental seja muito diferente e isso reflita diretamente na culinária do país, o Japão é um país muito globalizado e as maiores redes de fast-food possuem filiais por lá. E essas redes tendem a manter um preço parecido entre suas unidades.

“Se a pessoa não está minimamente habituada com a culinária local, minha sugestão é entender e conhecer quais os principais temperos, ingredientes e pratos para se familiarizar com o que está comendo. Mas o Japão, e principalmente Tóquio, são lugares muito globalizados, então terá gostos acessíveis para todos”, conclui o diretor.

Para se locomover gastando o mínimo possível é preciso usar e abusar dos transportes públicos do Japão, já que preços de aluguel de automóvel e aplicativos de mobilidade urbana devem disparar com a alta demanda e os serviços públicos são eficientes – ainda que não sejam tão baratos.

O diretor aconselha que o turista mapeie uma rota de viagem meses antes de ir para o Japão e conheça a bem as estações de trem e metrô e as linhas de ônibus.

Para o deslocamento intermunicipal, o mais recomendado é o trem. A maioria dos turistas compra algum pacote do Japan Rail Pass, um bilhete que inclui passagens de trem bala, trens regulares e ônibus. O preço parte de US$ 269 (cerca de R$ 1.145 na conversão direta) para sete dias de uso.

Ingressos

O Comitê Organizador das Olimpíadas estabeleceu distribuidoras oficiais para vender os ingressos dos jogos, chamadas de Authorised Ticket Reseller (ATR).

Os ingressos foram liberados com valores a partir de R$90, mas os assentos mais exclusivos das cerimônias mais caras – abertura ou encerramento – chegaram a R$ 10 mil. Hoje, o turista que ainda não se organizou já perdeu as opções mais baratas, que estão esgotadas, mas ainda pode garantir sua entrada no evento, caso aceite pagar preços mais altos.

Vale ressaltar que os ingressos restantes são para um pequeno leque de modalidades, visto que as entradas para os esportes mais conhecidos pelo brasileiro, como futebol, basquete e vôlei, se esgotaram.

Porém, como explica Martins, é possível se divertir e curtir o clima dos jogos sem ao menos pisar dentro do ginásio.

Como acontece nos eventos de Copa do Mundo com o FIFA Fan Fest, nas Olimpíadas será parecido. O Comitê realizará eventos em locais públicos próximos aos ginásios para que quem não conseguiu comprar os ingressos acompanhe a modalidade ao vivo por meio de telões curtindo uma festa ao ar livre.

É possível, ainda, acompanhar algumas modalidades sem gastar um centavo. Maratona e ciclismo são dois esportes que acontecem na rua e permitem o turista acompanhe de forma gratuita, basta se planejar com antecedência para saber o percurso e o horário das provas.

“Aquele turista que vai até a sede de uma Copa do Mundo ou das Olimpíadas sem ingresso nenhum ainda pode participar das festas e eventos fora dos estádios. Ele vai conseguir conhecer o destino com um clima de confraternização que esse tipo de evento cria, mesmo sem nem entrar no ginásio”, explica Martins.

O diretor recomenda, porém, que o turista não tente comprar ingressos no Japão, principalmente de pessoas físicas.

“Comprar por lá é difícil e arriscado. Nas datas de início das vendas, há quase um esgotamento geral dos ingressos, então fuja de armadilhas. Há relatos concretos de cambistas de ingressos falsos nesse tipo de evento”, adverte Martins.

Na edição anterior dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro em 2016, após o esgotamento dos ingressos, a organização responsável por comercializar as entradas permitiu que os turistas que desistiram de ir ao jogos vendessem seu bilhetes na plataforma oficial pelo mesmo preço que compraram.

A Match Hospitality AG, companhia responsável por realizar a venda oficial de ingressos no Brasil, afirmou que a plataforma de revenda estará disponível, mas apenas para os compradores que conseguiram adquirir pelo site de vendas de Tóquio e não para os ingressos adquiridos pelos revendedores oficiais dos países.

Ou seja, o viajante brasileiro que comprou na revendedora oficial do país não poderá revender seu ingresso.

Porém, a empresa afirmou que, caso o viajante não deseje participar do evento, ele pode presentear um amigo ou familiar com o convite, já que os ingressos não são nominais. Entretanto, a revenda é proibida. Não ficou claro como que a empresa irá fiscalizar essa operação.

Câmbio: dólar ou iene?

O iene é a moeda oficial do Japão e é a terceira moeda mais negociada do mundo, atrás do dólar e do euro.

Alexandre Monteiro, especialista no mercado de câmbio e sócio da MelhorCambio, uma plataforma de comparação de cotações, afirmou que comprar pequenas quantidades para aproveitar a volatilidade da moeda e criar um preço médio é a melhor estratégia para conseguir gastar menos em moeda.

“A melhor forma de não cair em uma pegadinha é pesquisar com antecedência e fazer compras fracionadas. Ao deixar para comprar na última hora, você pode acabar comprando tudo com um preço alto, então quanto mais conseguir dividir a compra, diluindo o preço final, é melhor”, afirma.

Monteiro recomenda, porém, que o turista compre primeiro o dólar ainda no Brasil, e adquira os ienes apenas em terras japonesas.

“O iene é considerado uma moeda exótica, pouco negociada no Brasil. Assim, você acaba tendo menos liquidez e procura, o que reflete diretamente no preço. Então, você acaba pagando mais caro nessa moeda aqui no Brasil, o que não acontece com o dólar”, explica o especialista.

“Eu levaria 90% do montante em dólar e 10% na moeda local para pagar gastos pontuais da chegada. Se você inverter esses valores, as margens das casas de câmbio serão bem maiores”, conclui.

O especialista ainda desaconselha que o turista leve apenas dólar, já que é difícil ter certeza dos locais que aceitam a moeda americana no país.

“Trocar o dólar lá por iene é relativamente fácil, mas aceitar o dólar como moeda já pode ser mais raro e complicado, e é bem possível que o estabelecimento cobre um ágio no valor, utilizando uma cotação própria do câmbio”, diz Monteiro.

Para ele, o evento em si não deve alterar muito a movimentação do câmbio, mas na escala microeconômica, os preços podem mudar, então é importante ficar atento.

“As casas de câmbio podem cobrar margens maiores, querendo se aproveitar de turistas mais desavisados e despreparados. Isso no cenário local, porque o cenário global não deve mudar muita coisa”, explica.

Coronavírus preocupa

O recente surto do coronavírus colocou a China em atenção perante o mundo todo e, com os casos se espalhando ao redor do mundo – e principalmente no continente asiático – é de se esperar que o setor de turismo olhe para a situação com preocupação, já que o Japão é vizinho da China.

Até a última sexta-feira (7) o país nipônico já tinha 61 casos confirmados, mas nenhuma morte.

Para Martins, do Viajalá, a crescente epidemia deixa o setor turístico apreensivo, mas diz que ainda é muito cedo para dizer de que forma o surto de coronavírus pode atrapalhar o andamento da Olimpíada.

“A nossa análise em relação ao turismo é de tensão. Ainda é cedo para falar do setor como um todo. A única recomendação é evitar viagem para China, e não para Ásia. É uma obrigação nossa respeitar essa recomendação, pois reflete o posicionamento das autoridades de saúde do país”, explica Martins.

“Se, eventualmente, recomendarem para que não realizar viagens para a Ásia como um todo, a dimensão será outra, vai se tornar um caso muito complicado para o turista e até mesmo para os jogos em si”, afirma.

Marcos Lucas, presidente da Associação das Agências de Viagem do Interior do Estado de São Paulo (Aviesp), acredita que, até agora, o maior baque para o setor será a queda de turistas chineses. “O país envia cerca de 140 milhões de turistas para fora anualmente e agora está sofrendo com a quarentena”, lembra.

O executivo também acredita que viajantes estão aguardando melhora do cenário mundial para voltar a pensar em viajar para a Ásia.

“De uma maneira geral, os viajantes que não conseguem adiar ou cancelar por motivos maiores, a principio, não devem cancelar. Já aquele que já estava se planejando com uma antecedência e está com um temor, pode acabar desistindo e postergando os preparativos para o futuro”

Em relação aos preços, Lucas acredita que, caso não haja uma diminuição da taxa de infecção e o pavor global continue em alta, os valores de hospedagem e, principalmente, passagem aérea devem diminuir consideravelmente.

“A medida que a demanda e a procura cai os preços também tendem a cair. Se a pessoa vê a viagem como um risco, ela vai pensar duas vezes em realiza-la”, diz o executivo.

Lucas ainda explica que a queda na demanda pode gerar uma possível vacância em voos, o que poderia gerar uma série de promoções e preços mais baixos por parte das companhias aéreas para fomentar o setor, mas ainda assim, é cedo para imaginar tal cenário.

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Uber anuncia ferramenta que grava conversas entre motoristas e passageiros no Brasil

Homem segurando celular com o aplicativo do Uber

SÃO PAULO – A Uber anunciou nesta segunda-feira (10) no Brasil uma nova ferramenta para seu aplicativo, que possibilitará gravar em áudio conversas que acontecem durante corridas no aplicativo.

Chamada de U-Áudio, o recurso de gravação por meio do aplicativo, estará disponível primeiro em cinco cidades: Salvador (Bahia), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), São Luís (Maranhão), Sorocaba (São Paulo), e Uberlândia (Minas Gerais). Tanto usuários como motoristas podem ativar a ferramenta.

A Uber explica que os áudios gravados poderão ser compartilhados com a empresa e até com autoridades com o objetivo de ajudar em casos de investigações.

Os áudios ficam “criptografados e armazenados diretamente no dispositivo de quem fez a gravação e a Uber só poderá acessá-lo se o motorista ou usuário escolherem compartilhar o arquivo como parte do relato”, diz a nota.

“Quando a viagem se encerra ou por meio do histórico de viagens, tanto o usuário quanto o motorista terão a opção de relatar um incidente de segurança e anexar o arquivo de gravação de áudio”, disse a Uber em nota.

Depois que o arquivo de áudio criptografado for enviado aos agentes de atendimento ao cliente da Uber, o arquivo será aberto e usado para ajudar a entender melhor o relato do incidente e tomar as medidas apropriadas.

“Em algumas situações, uma gravação pode ser utilizada para apoiar os responsáveis pelo atendimento na decisão de desativação do motorista ou usuário, de acordo com o Código de Conduta da Uber”.

Durante o piloto, a ferramenta está sendo configurada para apagar os arquivos de áudio automaticamente após uma semana.

A Uber explicou que os usuários e motoristas receberão avisos de que “estão sujeitos a gravação de áudio”, e que a proteção da privacidade dos envolvidos “é levada muito a sério”. “Somente a Uber tem a chave para descriptografar o arquivo e isto somente pode ser feito após a denúncia, com o envio do áudio”, explica a empresa.

“O U-Áudio é um recurso extra para nos ajudar a entender o que ocorreu durante uma viagem em que algo deu errado. Queremos tomar as medidas apropriadas e esse arquivo pode ajudar nossos agentes de suporte neste processo”, disse Marcello Azambuja, diretor do centro de tecnologia da Uber no Brasil.

A empresa anunciou uma série de iniciativas de segurança para 2020, entre elas a chamada U-ajuda, que potencializa o poder do GPS e de outros sensores no smartphone. Nesse caso, a Uber pode identificar e sinalizar eventos raros, como uma parada longa e não prevista na rota.

Se uma parada não prevista for sinalizada, a Uber pode iniciar uma checagem e enviar uma mensagem para o motorista parceiro e o usuário perguntando se é necessário algum suporte.

Outra camada de segurança inclui, o U-Código, uma outra ferramenta que recomenda ao usuário conferir as informações para ter certeza de que está entrando no carro certo. O usuário pode optar por receber uma senha de quatro dígitos, que deve ser dita ao motorista para que ele consiga iniciar a viagem no aplicativo.

Além disso, a Uber anunciou que está trabalhando com tecnologias avançadas que usam ultrassom para transmitir automaticamente a senha. No futuro, os números recebidos pelo usuário passarão automaticamente pelo aparelho do motorista, e o usuário vai receber uma confirmação no seu celular.

Ainda não há informações sobre quando essas novidades começam a funcionar.

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Epidemia do coronavírus é risco relevante para atividade global, aponta SPX

SÃO PAULO – Embora o impacto do surto do coronavírus iniciado na China sobre o restante do mundo ainda esteja em análise, gestoras têm acompanhado de perto as repercussões e alterado exposições, ainda que momentaneamente, para proteger seu portfólio.

A SPX, por exemplo, destacou em sua carta aos cotistas referente ao mês de janeiro que, embora ainda acredite em uma recuperação cíclica ao longo do ano, decidiu reduzir seu risco taticamente na parte internacional, devido à deterioração do cenário de crescimento chinês e, consequentemente, global.

“Ainda é difícil mensurar o impacto real desse choque. No entanto, nos parece razoável assumir que é um vetor de redução de PIB global, em um momento em que a frágil economia mundial buscava se estabilizar”, destacou.

A gestora, contudo, manteve as alocações setoriais, priorizando novas posições mais estruturais e menos dependentes do ciclo econômico.

Já no Brasil, a SPX permaneceu com posições compradas (com aposta na alta) em empresas dos setores financeiro, utilities e consumo.

Ao comentar as consequências do coronavírus sobre a economia, a gestora de Rogério Xavier apontou que o surto deverá representar um choque na China, em várias frentes. A paralisação de diversas plantas industriais e dos grandes investimentos em infraestrutura devem gerar revisões para baixo no crescimento do país, ressaltou, em sua carta intitulada “Mais um obstáculo para a China”.

“Além disso, é sem dúvida mais um evento que arranha a imagem da China. Nos últimos anos, os países ocidentais têm feito duras críticas em relação à proteção de propriedade intelectual, direitos humanos e políticas ambientais. A guerra comercial com os EUA é uma parte dessa relação difícil com o Ocidente. Recentemente, tivemos um problema seríssimo com o rebanho suíno chinês. A epidemia do coronavírus é mais um tropeço do país em seu tortuoso processo de aproximação do Ocidente”, afirmou a SPX.

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Ainda na esfera global, a gestora comentou o processo eleitoral nos Estados Unidos, ressaltando que o nível de incerteza sobre a candidatura democrata é mais alto do que em outras edições. “A dispersão de propostas entre os candidatos e a falta de visibilidade de um favorito devem manter certo nível de incerteza nesse tema até meados de abril. Ainda não temos convicção sobre o tema, mas nos parece exagerada a forte confiança do mercado sobre o amplo favoritismo de Trump.”

Em termos de atividade, contudo, a visão é favorável e a SPX acredita que, sem nenhuma aparente pressão inflacionária, o Fed, banco central americano, seguirá com postura estimulativa, “o que deve garantir mais um bom ano para a economia americana”.

O mesmo não pode ser dito da Europa, região sobre a qual a gestora está pessimista, em meio ao nível depreciado de crescimento e problemas estruturais de difícil solução. “Sem uma solução mais clara e rápida para o Brexit, acreditamos que a região deve permanecer nesse marasmo”, pontuou.

Alocação no Brasil

O discurso da SPX sobre a situação brasileira se voltou principalmente ao câmbio. Os dados mais fracos de atividade, o choque negativo vindo da China, o principal parceiro comercial do país, e a provável redução no nível de juros devem manter a moeda fraca, segundo a gestora, que tem alocações compradas em dólar.

“Entendemos os temores de curto prazo do mercado, mas acreditamos que a aceleração do crescimento em relação aos anos recentes e a depreciação da moeda sugerem maior conservadorismo na condução da política monetária, em particular, devido às metas de inflação cadentes dos próximos anos.”

Em sua carta anterior, a SPX havia dito que os juros brasileiros já deveriam voltar a subir em 2020, de olho numa recuperação da economia e na aceleração da inflação.

No mês de janeiro, o SPX Nimitz rendeu 0,15%, ante um CDI de 0,38%.

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Trabalho remoto permite funcionamento do mercado financeiro em dia de caos em SP

O trabalho remoto permitiu que corretoras, bancos e a própria Bolsa seguissem operando normalmente nesta segunda-feira, 10, após chuvas que causaram alguns dos maiores alagamentos já registrados na cidade de São Paulo em anos recentes. “Hoje, metade da base de funcionários da B3 estão aptos para trabalharem remotamente”, afirmou Ana Buchaim, diretora de pessoas, marketing e sustentabilidade da B3, em nota. “É relevante tanto para o dia a dia, como para momentos como esse, em que a segurança do funcionário é primordial.”

Todas as instituições financeiras adotaram a mesma postura: orientação às lideranças para que os funcionários priorizassem a segurança, adotando o home office – o trabalho em casa – se necessário. “O mais importante é a segurança de todos os colaboradores”, disse Guilherme Sant’anna, sócio responsável pela área de pessoas da XP Inc.

“A decisão de ir ou não até o escritório foi individual, e uma parte considerável dos colaboradores decidiu fazer home office. Isso, porém, não afetou em nada o atendimento aos nossos clientes, visto que os colaboradores possuem acesso remoto.”

Também não houve registro de impacto nas operações dos grandes bancos. Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Santander Brasil autorizaram os funcionários a fazer home office. O fato de essas instituições já liberarem trabalho remoto ajudou no dia de hoje, quando a cidade de São Paulo ficou com um caos por conta das chuvas.

No caso do Santander Brasil, cuja sede fica próxima à Marginal Pinheiros, a necessidade foi mais premente. O Bradesco informou que, as áreas que têm operações críticas, seguiram o plano de contingência, quando necessário. Nenhum dos grandes bancos registrou impacto crítico em suas operações, conforme informaram ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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O Itaú, que divulga seus resultados de 2019 nesta segunda, após o fechamento do mercado, cogita transformar a tradicional coletiva de imprensa do período em teleconferência por conta das chuvas. O martelo ainda não teria sido batido, mas o banco já está consultando jornalistas a respeito.

Na empresa de análises Eleven Financial, o cenário foi parecido. “A maior parte do time de analistas está no escritório da Eleven Financial, localizado na zona sul. Algumas pessoas que tiveram dificuldade de deslocamento estão trabalhando de casa (home office), o que é perfeitamente possível uma vez que o sistema é totalmente interligado. Todos os serviços e atendimento funcionam normalmente”, informou a empresa, por nota.

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Por que o IRB perdeu R$ 10 bilhões em valor de mercado desde o início de fevereiro?

SÃO PAULO — As ações do IRB (IRBR3) chegaram a cair até 15,73% nesta segunda-feira (10), por ora, quando atingiram a mínima de R$ 33,31. Os papéis reagem à nova carta da Squadra Investimentos questionando as práticas contábeis realizadas pela resseguradora. A companhia já havia negado, no início do mês, que haja fundamento nas alegações da gestora carioca.

Em um documento divulgado hoje, a Squadra explica em 50 páginas seu ponto de vista de que existem indícios que apontam para lucros normalizados (recorrentes) significativamente inferiores aos lucros contábeis reportados nas demonstrações financeiras do IRB.

Segundo a gestora, a disparidade entre lucro contábil e lucro normalizado foi crescente durante o período analisado e atingiu sua maior diferença nos resultados trimestrais mais recentes. Ela enfatizou na carta de hoje que não há “problemas nos números contábeis do IRB ou existirem razões, legais ou regulatórias, que exijam a divulgação de lucros de modo diferente ao realizado pela companhia.”

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Porém, a Squadra afirma que houve ganhos que entende como “extraordinários”, “one-offs” ou “não recorrentes”. Ela mencionou que, no dia 2 de fevereiro, mesma data em que divulgou sua primeira carta sobre IRB aos clientes, também encaminhou o documento ao IRB.

“Desde o dia 3, executivos da companhia participaram de eventos organizados por instituições de sell-side com o objetivo de rebater o estudo elaborado pela Squadra, tendo disponibilizado uma apresentação em slides no âmbito de pelo menos um desses conference calls. Lembramos que, assim como deixamos clara nossa posição short no IRB, os analistas de sell-side costumam corretamente incluir em seus relatórios disclaimers no sentido de que eles ‘do and seek to do business with covered companies’”, disse a gestora.

A Squadra afirmou ainda que gostaria que o IRB apresente suas considerações. “Naturalmente, o IRB possui uma grande quantidade de informações e dados não públicos, os quais poderia vir a divulgar com vistas a refutar algum ponto específico levantado em nossa análise. A Squadra não tem compromisso com o erro.”

“Caso eventual nova informação invalidasse algum ponto abordado, não teríamos problema em revisar nosso entendimento em relação àquele item específico e avaliaríamos seu impacto em nossa percepção sobre o valor da companhia. Todavia, com base nas comunicações a que tivemos acesso, não houve apresentação de nova informação que nos fizesse alterar nosso entendimento”, disse a gestora.

Até o momento, o IRB não enviou nenhum comunicado à CVM (regulador do mercado de capitais no Brasil) ou divulgou nota pública sobre a segunda carta da Squadra a clientes.

A gestora destacou que há uma “divergência de opinião” entre ela e o IRB, e que isso é “perfeitamente natural”. Ela citou como exemplo o fato de ter classificado o ganho de capital na venda da participação do IRB no Minas Shopping como não recorrente.

Segundo a Squatra, a própria companhia perguntou a especialistas de contabilidade se ganhos/perdas na venda de ativos imobiliários deveriam ser considerados como itens não recorrentes ou como resultado operacional no contexto de operações de resseguros.

“Em seu parecer, os professores responderam que a ‘operação está intimamente ligada às operações da companhia sendo mais apropriado – do ponto de vista do desempenho econômico – a sua classificação como resultado recorrente’”, disse.

Na análise da Squadra, a gestora diz que a participação no Minas Shopping foi adquirida há cerca de 30 anos, possuindo valor contábil muito defasado em relação ao valor de mercado, de tal forma que ela entende o ganho de capital como não recorrente.

“Desde a nossa carta aos cotistas, as comunicações da companhia de que tivemos conhecimento vêm buscando confrontar nossa análise de outra forma, a qual não julgamos correta. Nos conference calls e na apresentação disponibilizada, a companhia e seus executivos têm afirmado que o estudo da Squadra contém ‘a lot of mistakes’. Diante do exposto, entendemos por bem escrever este esclarecimento aos senhores”, destacou a Squadra.

Entenda o caso

Em fevereiro do ano passado foi a público a informação de que a Squadra estava “short” em IRB, ou seja, apostava na queda dos papéis. Em novembro de 2019, a gestora carioca diz ter enviado à companhia uma primeira comunicação em que já apontava não concordar com efeitos não recorrentes nos balanços divulgados.

O IRB respondeu aos questionamentos da gestora no final daquele mês, mas as respostas não foram consideradas satisfatórias. Em 2 de fevereiro deste ano, a Squadra enviou uma nova comunicação a seus clientes e ao IRB, mais detalhada, mantendo seu ponto de vista sobre efeitos que não estavam sendo considerados de forma correta, em sua avaliação, nos demonstrativos da companhia.

A exposição da carta fez os papéis da companhia caírem até 15% no pregão de 3 de fevereiro. Ao longo da semana passada, as ações continuaram caindo, embora algumas casas de análise tenham se posicionado a favor do IRB e questionado as alegações da Squadra.

O valor de mercado do IRB passou de R$ 41,74 bilhões no pregão anterior à primeira carta da Squadra sobre a companhia em 2020, em 31 de janeiro, para R$ 37,97 bilhões na segunda-feira seguinte à divulgação do conteúdo, dia 3 de fevereiro.  No final da semana passada, na sexta-feira 7 de fevereiro, a companhia já estava valendo R$ 36,81 bilhões.

Com a forte desvalorização na sessão de hoje, o valor de mercado do IRB despencou para R$ 31,73 bilhões. A companhia perdeu cerca de R$ 10 bilhões em valor de mercado somente neste mês, diante das alegações da Squadra.

Em nota enviada na semana passada, o IRB se defendeu e disse que não há fundamento nas alegações da gestora carioca. A companhia afirmou que sua perfomance financeira e seu earnings power está fielmente retratado nas referidas demonstrações. Além disso, reforçou que as suas demonstrações contábeis são auditadas internamente e externamente pela empresa PwC.

“A companhia informa ainda que está avaliando com seus assessores legais, as medidas cabíveis a serem tomadas neste cenário, onde o emissor da carta tem interesse econômico diametralmente conflitante com os interesses da companhia”, informou em nota o IRB.

Em janeiro, as ações do IRB acumularam ganho de 15,1%, ficando entre as cinco maiores altas do Ibovespa no primeiro mês do ano. Os papéis já devolveram bem mais do que o desempenho positivo visto no primeiro mês de 2020.

Discordância entre gigantes

Diante do forte tombo dos papéis do IRB em fevereiro, muitos investidores têm se perguntado se isso abre uma oportunidade de compra dos papéis. Para o Credit Suisse, não.

Em relatório divulgado a clientes, os analistas do banco disseram que o papel ainda não está em um entry point (ponto de entrada) interessante mesmo depois do sell-off recente. Ainda assim, eles enxergam bons resultados para a companhia e aumentaram o preço-alvo dos papéis.

“As nossas projeções de earnings para o papel estão razoavelmente otimistas, incluindo um crescimento forte nos prêmios emitidos, custos bem menores de retrocessão e apenas uma pequena queda no loss ratio em relação ao histórico”, afirmou o Credit.

As projeções do banco suíço para o IRB em 2020 e 2021 indicam um lucro líquido de R$ 1,83 bilhão para 2020 (+12,7% na comparação anual; 7% abaixo do consenso) e R$ 2,14 bilhões em 2021 (+16,5% na comparação anual; 2% abaixo do consenso).

“Vale destacar que, mesmo estando abaixo do consenso, estamos dando o benefício da dúvida em alguns pontos, como incorporar uma relevante redução de custos de retrocessão de 27% em 2019 para 17% em 2020.”

Segundo o banco, os resultados financeiros devem ficar bem acima dos 100% do benchmark e o crescimento de top line (receitas) deve permanecer resiliente, acima dos 20% tanto em 2020 quanto 2021.

“Assumimos apenas uma pequena deterioração na sinistralidade. A redução de nossas estimativas está lastreada em boa parte pela queda de resultados financeiros (-6% em 2020 e -1,5% para 2021) e o nosso preço-alvo para as ações subiu de R$ 38 para R$ 43, principalmente em função de um menor risk-free.”

No entanto, para justificar a falta de visão de um ponto de entrada nas ações do IRB neste momento, os analistas do Credit disseram que a relação entre risco e retorno não parece muito atrativa.

“No blue sky, assumimos sinistralidade estável em relação a 2019. O ROE (retorno sobre patrimônio) ficaria em 38% (em linha com 2019) e o valuation de R$ 55 por ação. No grey sky, temos um loss ratio voltando para o patamar de 2012/2013 de 70%”, afirmou o banco.

Para o quarto trimestre de 2019, o Credit espera que o lucro líquido da companhia deve ficar em R$ 504 milhões, avanço de 35% na base anual e em linha com o consenso.

“O nível de written premiums deve acelerar na parte local e ficar estável na linha internacional. Esperamos também uma reversão de 50% das provisões técnicas dos 9 primeiros meses de 2019, basicamente em linha com o histórico. Loss ratio deve mostrar alguma deterioração enquanto que incluímos um ganho de R$ 94 milhões relacionado à venda de dois ativos de real estate (imóveis)”, concluiu o banco.

Ao contrário da visão do Credit, o Morgan Stanley já havia se pronunciado a seus clientes indicando que a queda dos papéis do IRB na semana passada abriu, sim, um ponto de entrada.

O banco citou “conceitos errôneos” que alguns investidores têm sobre a sustentabilidade da lucratividade no IRB versus pares globais. “Achamos que os investidores estão comparando maçãs e laranjas”, disse em nota o diretor do banco Jorge Kuri. “Contratos de curto prazo e falta de risco catastrófico geram uma lacuna no ROE (retorno sobre o patrimônio) e produzem modelos de negócios fundamentalmente diferentes.”

Kuri destacou que o IRB possui uma força de trabalho centralizada de 385 funcionários, em comparação com uma média de 10.000 dos players globais. “Esse modelo de headcount light conta com uma única plataforma de TI totalmente integrada, que reduz significativamente os custos de back office e torna a aceitação de riscos e o processamento de reclamações mais eficientes. No futuro, vemos espaço adicional para ganhos de eficiência, dados os planos da administração de reduzir ainda mais o número de funcionários. De fato, a administração espera ter uma estrutura completamente enxuta até 2021 e alcançar um índice sustentável de despesas administrativas de longo prazo de 4,5%.”

O diretor do Morgan Stanley ressaltou ainda outros diferenciais do IRB em relação aos seus pares globais. “O rendimento dos títulos é significativamente maior no IRB do que em pares globais, principalmente devido a um ambiente de taxa de juros mais alto que permite spreads maiores e ao fato de que, diferentemente das empresas de resseguros globais, o IRB não precisa proteger seu risco cambial. Apesar do maior rendimento, a receita financeira representa uma parcela menor da receita líquida no IRB do que nos pares globais, outra diferença fundamental no modelo de negócios do IRB. Além disso, a receita financeira do IRB, como uma porcentagem do lucro total, tem diminuído constantemente à medida que as operações de subscrição da empresa se tornam mais eficientes.”

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