Tesouro Direto: taxas de títulos indexados à inflação sobem nesta sexta-feira

Notas de 50 e 100 reais

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos indexados à inflação e negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam alta na tarde desta sexta-feira (28), em meio a um ambiente de aversão a risco com o coronavírus.

Nova Zelândia e Nigéria reportaram os primeiros casos confirmados da doença, enquanto a Coreia do Sul ultrapassou hoje a marca de 2,3 mil pessoas infectadas, com 571 novos casos nas últimas 24 horas. No mundo, já são registrados mais de 82 mil casos do Covid-19.

Apesar do cenário ainda hostil ao risco, o Ibovespa reverteu as perdas no fim pregão, fechando com alta de 1,15%, aos 104.171pontos, enquanto o dólar comercial teve alta de 0,7%, cotado a R$ 4,4746 na compra e R$ 4,4751 na venda.

O Banco Central voltou a intervir para conter a alta da moeda americana e ofertou nesta manhã 20 mil contratos de swap cambial, que se somam aos 30 mil vendidos nos últimos dois dias.

Com o aumento das preocupações em relação a uma desaceleração do crescimento global, a perspectiva de que a já fraca economia brasileira possa declinar ainda mais levou o mercado a aumentar as apostas em flexibilização monetária adicional, mesmo que a probabilidade de corte da Selic pelo Banco Central ainda seja marginal.

Ontem, o Bank of America reduziu pela segunda vez no mês, por conta da doença, a projeção para o crescimento do Brasil em 2020, de 2,2% para 1,9%. Na quarta-feira, foi a vez do JP Morgan, que cortou a estimativa para a expansão do PIB brasileiro neste ano de 1,9% para 1,8%.

Na agenda de indicadores domésticos, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) mostrou hoje que o desemprego ficou em 11,2% no trimestre até janeiro, ante taxas de 11%, no trimestre encerrado em dezembro, e 12%, no trimestre até janeiro de 2019. A estimativa mediana dos economistas de acordo com o consenso Bloomberg era de 11,3%.

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No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2035 pagava uma taxa de 3,43% ao ano, ante 3,39% a.a. na abertura do dia. Já o Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2055 pagava 3,61% ao ano, ante 3,59% ao ano anteriormente.

Entre os títulos prefixados, o movimento era de queda nas taxas. É o caso do Tesouro Prefixado 2023, que pagava 5,25% ao ano, ante 5,34% a.a. mais cedo, enquanto o retorno oferecido pelo Tesouro IPCA+2026 cedia de 6,45% para 6,39% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

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Taxas de títulos do Tesouro Direto recuam na tarde desta quinta-feira

doenças graves

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, viraram para queda na tarde desta quinta-feira (27), após registrarem alta pela manhã, em meio a preocupações com a disseminação do coronavírus.

Com 505 novos casos da doença confirmados na Coreia do Sul, o país ultrapassou o número diário de infectados na China, de 452 nesta quinta-feira. No mundo, o coronavírus já infectou mais de 81 mil pessoas e causou mais de 2,7 mil mortes.

Refletindo o cenário hostil, o Ibovespa encerrou o último pregão anterior com queda de 7%, aos 105.718 pontos, enquanto o dólar subiu 1,2%, cotado a R$ 4,4434 na compra e R$ 4,4441 na venda.

Hoje, a Bolsa brasileira segue no vermelho, com queda de 0,3% por volta das 16h30, enquanto o dólar subia 0,72%, a R$ 4,4754 na compra e R$ 4,4761 na venda. A moeda americana chegou a bater R$ 4,50 mais cedo — o maior valor nominal da história.

De olho no aumento das tensões, o Banco Central voltou a intervir para conter a alta do dólar e ofertou 20 mil mais cedo contratos de swap cambial, que se somam aos 10 mil vendidos ontem.

No Estados Unidos, o Departamento do Comércio informou nesta manhã que o PIB americano cresceu à taxa anualizada de 2,1% no quarto trimestre de 2019, em linha com a expectativa mediana dos economistas consultados pela Bloomberg. No terceiro trimestre, a economia do país também avançou 2,1%.

Por aqui, novos indicadores domésticos apontam níveis baixos para a inflação e para a demanda por crédito. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) da última quadrissemana de fevereiro (até o dia 22) teve alta de 0,17%, ante estimativa de alta de 0,22%.

Já o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) caiu 0,04% em fevereiro na comparação mensal, subindo 6,82% nos 12 meses até fevereiro, ante estimativa de alta de 6,81%.

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No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2026 pagava 2,65% ao ano, ante 2,69% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 55,82 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 2.791,36.

Entre os títulos prefixados, o com vencimento em 2023 pagava 5,24% ao ano, ante 5,41% a.a., enquanto o retorno do Tesouro Prefixado 2026 cedia de 6,53% para 6,34% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Balanço Tesouro Direto

Em janeiro, os resgates superaram as vendas no Tesouro Direto pelo terceiro mês consecutivo, somando um resgate líquido de R$ 958,3 milhões. A maior parte foi movimentada pelos resgates antecipados, que totalizaram R$ 2,3 bilhões. Desde novembro, o programa acumula um resgate líquido de R$ 1,65 bilhão.

No último mês, 9.942 novos investidores se cadastraram no programa, levando o número de investidores ativos, isto é, aqueles atualmente com saldo em aplicações no programa, para 1.211.123. O resultado representa alta de 43,3% nos últimos 12 meses.

Entre os títulos mais demandados pelos investidores no mês passado, o Tesouro Selic ficou em primeiro lugar, com participação de 55,7% nas vendas. Na sequência ficaram os títulos indexados à inflação (30%) e os prefixados, com 14,4% do total.

Com relação ao estoque do programa, este terminou o mês com R$ 59,30 bilhões, uma redução de 0,59% em relação ao mês anterior.

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Pesquisa com cerca de 80 fundos de ações e multimercados mostra que perdas de quarta-feira chegaram a 9%

SÃO PAULO – As fortes perdas dos mercados brasileiros registradas na quarta-feira (26), no retorno do feriado, recaíram naturalmente sobre o desempenho de fundos de investimentos mais expostos a riscos. Uma pesquisa elaborada pela equipe de análise de fundos da XP revela que 39 fundos de ações tiveram uma perda média de 3,3% a 9,3% no dia 26, enquanto 43 multimercados registraram desvalorização de 4% a ganho de 0,62%.

O Ibovespa caiu 7,0% na quarta-feira, para 105.718 pontos, e teve seu pior pregão desde o “Joesley Day”, em 18 de maio de 2017, quando desabou 8,8%.

Samuel Ponsoni, coordenador da área de análise de fundos da XP, explica que os resultados são uma prévia de retorno de fundos disponíveis na plataforma da XP. Os fundos multimercado são majoritariamente de estratégia macro, enquanto os de ações são da categoria long only e long biased.

Ainda que o resultado assuste o investidor à primeira vista, ele não chega a ser considerado surpreendente. “Já vínhamos monitorando que, na sua grande maioria, os gestores estavam com carteiras muito otimistas. No caso dos multimercados estratégia macro, é muito comum ver a expressão desse otimismo com Brasil com posições compradas em Bolsa, apesar de não serem focados em ações”, diz Ponsoni. “Como os juros diminuíram bastante e a perspectiva para uma nova queda é próxima de zero, como surfar a continuidade da melhora do Brasil? A resposta para grande parte do mercado era a Bolsa.”

Sua expectativa é que, ao longo dos próximos dias, diversos fundos multimercado macro sigam sofrendo, entregando grande parte ou a totalidade dos bons resultados do ano.

De toda forma, Ponsoni ressalta que o problema dos gestores não está em seu grau de otimismo por si só, mas, sim, na baixa diversidade de classes de ativos para expressar essa visão.

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O segundo ponto destacado por ele diz respeito ao alto grau de correlação entre os gestores. “A maioria é dependente de muitos ativos locais, são poucas as estruturas olhando para o mercado externo de maneira mais aprofundada.”

Por isso, o coordenador da área de análise de fundos da XP chama atenção para o desempenho na quarta-feira de fundos de casas que estavam com visões mais pessimistas e com maior posição internacional, como Adam, Ibiuna e Gávea.

Orientações para o investidor

Ainda que o estresse tome conta dos mercados neste primeiro momento, especialmente quando pouco se sabe sobre a extensão dos danos, Ponsoni destaca que é fundamental ter em mente o horizonte de investimentos de ao menos três anos, no caso de fundos de maior risco.

Além disso, ele destaca a relevância de ter uma parte do patrimônio permanentemente em posições mais defensivas, como atreladas ao dólar e ao ouro. “A premissa de ter um portfólio balanceado tem que ser aplicada sempre”, afirma.

Por ora, as tensões relativas aos efeitos do coronavírus no mundo estão mantendo os gestores sob cautela, de acordo com outras duas pesquisas realizadas pelo time de análise de fundos da XP.

Gestores de fundos multimercado

Um total de 41% de cerca de 30 gestores de fundos multimercados de estratégia macro respondeu que estaria reduzindo as posições mais otimistas, isto é, que se beneficiem caso o mercado como um todo melhore (como exposição vendida em dólar, aposta na queda dos juros futuros no Brasil e alta da Bolsa), até que o cenário fique mais claro.

Outros 30% disseram que manteriam a alocação mais otimista, mas adicionaram proteção à carteira. Só 7% dos consultados pretendiam aumentar as posições para aproveitar os preços mais descontados e outros 7% fariam o oposto, diminuindo a parte mais otimista do portfólio, com adição de hedge.

Fonte: XP

Para 78% dos entrevistados, a Bolsa brasileira deve ter um impacto levemente negativo, mas a posição continua atrativa.

Fonte: XP

Em relação ao impacto do coronavírus sobre os mercados, a pesquisa apontou que o grande vetor de incerteza são as possíveis medidas adotadas pelas autoridades mundiais para conter a propagação do vírus e os efeitos de contração de atividade econômica no mundo.

Nesse ambiente, os gestores têm adicionado às carteiras dos fundos, como proteções mais comuns, posição vendida em índice global de ações (como S&P 500) e compra de dólar contra outras moedas (incluindo o real).

Embora seja cedo para avaliar o contexto, 59% dos gestores consultados disseram esperar um impacto levemente negativo para a economia brasileira; 30%, por sua vez, destacaram que o impacto é imprevisível e assumiram estar preocupados.

Gestores de fundos de ações

No caso de fundos de renda variável (entre long only e long biased), a pesquisa da XP com cerca de 40 participantes assinala que, no geral, os gestores continuam otimistas com a Bolsa e ainda não acreditam que, com o cenário atual do coronavírus, as empresas serão “fortemente afetadas”.

“Boa parte deles nos disse que planeja reduzir o caixa e aumentar a exposição em ações (ou seja, vão às compras, dados os preços mais baixos). Ainda assim, podemos dizer que estão cautelosamente otimistas, pois muitos deles possuem proteção em seus portfólios, principalmente através de opções de venda de empresas específicas ou de índices acionários (estruturas que ganham com a queda do mercado)”, destaca a equipe de análise da XP, em relatório.

Apesar de seguirem otimistas, mais de 70% dos gestores têm algum tipo de proteção nas carteiras.

Como recomendação aos investidores, a maior parte dos gestores acredita que o melhor a se fazer no momento é aguardar: 38% sugerem que não se faça nada em um momento de incertezas como o atual e 32,6% consideram necessário aguardar um pouco mais, pois o cenário pode piorar ainda mais.

Fonte: XP

Os próprios gestores admitiram que não pretendem alterar, em sua maioria (57% dos consultados), suas carteiras por enquanto. Uma fatia de 38%, por sua vez, disse que pretende diminuir o caixa para comprar mais ações.

Fonte: XP

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Fundos imobiliários: maioria dos gestores prevê novas quedas no curto prazo, mas vê fundamentos intactos

SÃO PAULO – A escalada das preocupações com a disseminação do coronavírus levou investidores a amargar perdas na volta do feriado, com queda de 7% do Ibovespa e de 1,5% do IFIX (índice que mede o desempenho dos principais fundos imobiliários negociados em Bolsa).

Mas faz sentido essa crise ter impacto no mercado de fundos imobiliários? Qual é a avaliação dos gestores? E como eles estão investindo agora?

Essas perguntas foram respondidas em um levantamento feito pela XP com 21 gestores de fundos imobiliários.

Metade dos entrevistados acredita que a disseminação do vírus é apenas um choque de curto prazo, que não deve afetar os fundamentos para o setor. Assim, para eles, não há necessidade de rever premissas de investimento.

Outros 29% afirmaram que devem fazer pequenas revisões, mas sem mudar de forma significativa a carteira. O restante (21%) vê muitas incertezas em relação ao assunto.

“De maneira geral, as principais premissas revisadas serão macroeconômicas e não tão correlacionadas ao setor de construção civil: 40% dos gestores devem rever as projeções para a atividade econômica, enquanto 22% pretendem reajustar a estimativa de taxas de juros de longo prazo”, informa o levantamento.

Ainda assim, 61% dos entrevistados acreditam que, no curto prazo, o Ifix deverá apresentar um recuo de até 5%, enquanto 23% veem o índice permanecendo estável. Para 8%, o indicador pode cair entre 5% e 10% e outros 8% esperam uma baixa de mais de 10%.

Na visão dos gestores, as perdas, que podem ocorrer em um primeiro momento, devem ser revertidas no prazo de até um ano. Já em um cenário pessimista, a recuperação poderia levar até 24 meses.

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Caso haja uma escalada do nível de contágio do coronavírus no país, o que não é o cenário-base da XP, os analistas destacam que o segmento mais afetado no setor de fundos imobiliários seria o de shopping centers. A opinião é compartilhada por 60% dos gestores.

Os shoppings seriam impactados diretamente por uma queda prolongada no fluxo de clientes, o que afetaria a capacidade de pagamento dos lojistas e demandaria dos fundos maiores descontos nos aluguéis.

Por outro lado, fundos de papéis, como os de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), seriam os menos impactados, segundo 39,6% dos gestores consultados. Na sequência aparecem lajes corporativas (26,7%) e fundos de fundos (12,9%).

Na avaliação da XP, os FIIs de galpões logísticos seriam os mais resilientes para atravessar um cenário de piora da epidemia no território nacional, dada sua localização em regiões de menor densidade demográfica e um potencial aumento da demanda por produtos na venda online.

O relatório reforça, porém, que “os imóveis pertencentes aos fundos imobiliários são localizados no Brasil e não têm exposição direta das suas operações ao mercado externo. São investimentos com exposição doméstica. Por esse motivo, suas operações só serão impactadas caso haja um contágio em grande escala em território nacional, o que não ocorreu até o momento e não parece estar no cenário” dos gestores consultados.

“Apenas como comparação, a greve dos caminhoneiros de 2018, que foi um evento 100% local e de grandes proporções, impactou significativamente o fluxo de pessoas nas ruas durante algumas semanas, mas trouxe um reflexo apenas marginal para as operações dos FIIs”, diz o levantamento.

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Declaração do IR começa hoje. Veja se é melhor entregar agora ou depois

São Paulo – A entrega da declaração do Imposto de Renda 2020 começa nesta segunda-feira (2) e termina em 30 de abril.

Quem recebeu rendimentos tributáveis iguais ou superiores a 28.559,70 no ano passado é obrigado a declarar, entre outros contribuintes. Quem caiu na malha fina deve declarar normalmente.

Quanto mais cedo o contribuinte enviar as informações à Receita Federal, maiores são as chances de receber a restituição do imposto nos primeiros lotes. A Receita vai pagar a restituição do IR 2020 em cinco lotes, entre 29 de maio e 30 de setembro. 

Idosos e pessoas com alguma deficiência física, mental ou com doença grave têm prioridade para receber a restituição no primeiro lote, em maio.

Os demais contribuintes que quiserem receber o dinheiro já no segundo lote, em junho, devem correr para entregar a declaração nos primeiros dias. Já quem deixar para prestar as contas na última semana, perto de 30 de abril, será em setembro. 

Quem deixar para declarar o IR nos últimos dias receberá a restituição mais tarde. A vantagem é que o valor será corrigido pela Selic, taxa básica de juros, que ultimamente está no seu menor patamar histórico, em 4,25% ao ano. 

Se você não tem dívidas, pode ser mais vantajoso receber logo a restituição e investir o dinheiro em aplicações que podem dar retornos mais altos do que a taxa básica de juros. 

Quem tem dívidas também deve declarar o IR no início para receber a restituição nos primeiros lotes e amortizá-las ou quitá-las, como aconselham planejadores financeiros.

Por outro lado, quem tem pouco controle financeiro pode declarar o IR nos últimos dias, para receber a restituição no final do ano e usá-la para quitar gastos como IPTU, IPVA e seguro do carro.

Vale lembrar que mesmo quem entrega a declaração no início do prazo pode receber a restituição no último lote, se a Receita fizer uma apuração mais cuidadosa. Por isso, é muito importante preencher as informações completas, com atenção.

Quem quer ser restituído nos primeiros lotes deve redobrar o cuidado ao preencher a declaração nos próximos dias. Isso porque, se precisar enviar uma declaração retificadora para corrigir erros, perderá o lugar na fila da restituição, mesmo que tenha enviado o documento nos primeiros dias do prazo.

Para quem tem imposto a pagar, a data de entrega da declaração não faz diferença, já que o contribuinte não recebe a restituição. Quem não tem dinheiro a receber é obrigado a quitar o imposto devido em cota única ou em até oito parcelas. A primeira parcela deve ser paga até o prazo final da entrega da declaração, no dia 30 de abril.

Como enviar a declaração do IR 2020

Para preencher e enviar a declaração, o primeiro passo é reunir todos os comprovantes e documentos necessários, como o informe de rendimentos do empregador, o informe de rendimento dos bancos e o comprovante de rendimento ou pagamento de aluguéis. 

O segundo passo é acessar o site da Receita Federal e fazer o download do programa gerador. Com o programa instalado, você deve escolher entre importar dados da declaração do ano anterior ou preencher uma do zero. Se já declarou Imposto de Renda, é melhor usar como base a declaração do ano anterior e fazer uma lista das mudanças necessárias.

Em seguida, você deve escolher o tipo de declaração que vai fazer. Escolha a opção “Declaração de Ajuste Anual” e inclua seu nome e CPF.

As etapas de preenchimento da declaração são divididas em fichas, exibidas na barra esquerda do programa.Você pode preencher todas as fichas nas telas seguintes para, somente no final, escolher entre os modelos simplificado ou completo.

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Imposto de Renda 2020: saiba quais documentos você precisa ter em mãos

São Paulo — O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda referente ao ano de 2019 começa nesta segunda-feira (2) e termina em 30 de abril. Os contribuintes devem baixar o programa — que já está disponível para download — e preencher com as informações sobre os rendimentos e os impostos pagos no ano anterior.

Para isso, são necessários diversos documentos e comprovantes, que são usados pela Receita Federal para cruzar informações e avaliar se houve ou não sonegação de impostos.

Quem entregou a declaração no ano passado, deve ter no computador um arquivo salvo com algumas informações já gravadas, como dados pessoais próprios e dos dependentes.

Entre os comprovantes necessários estão o CPF de dependentes, os informes de rendimento das empresas e das contas bancárias, além de recibos de serviços médicos ou de educação. Confira a lista completa:

CPF dos dependentes

Desde a declaração do IR do ano passado, passou a ser obrigatória a inclusão do CPF dos dependentes de qualquer idade. Em casos de dependentes que ainda não possuem o Cadastro de Pessoa Física, o documento pode ser emitido nas agências do Banco do Brasil, da Caixa ou dos Correios. As certidões de nascimentos recentes já vêm com o número do documento.

Informes de rendimentos e extratos

O contribuinte também vai precisar dos dados que estão nos informes de rendimentos. O documento é emitido tanto pelas empresas — apontando os valores recebidos e o imposto pago durante o ano — como pelos bancos e por corretoras de investimentos.

As instituições tiveram até a última sexta-feira (28) para enviar as informações aos funcionários e clientes. O documento disponibilizado pelas empresas contém informações como rendimentos tributáveis (que inclui salário e 13º salário), e a contribuição feita ao INSS.

Também é informado o valor do Imposto de Renda já retido na fonte, além dos rendimentos isentos de tributação e gastos com planos de saúde e odontológicos.

Quem é aposentado pode retirar o extrato do INSS no Portal Meu INSS, ou então em uma agência do órgão. Para a retirada presencial é necessário fazer um agendamento prévio online.

Comprovantes de rendimento e aluguéis

Para quem paga ou recebe aluguel é possível conseguir os documentos com os valores anuais através das imobiliárias. Caso o pagamento seja feito direto para o dono do imóvel, a comprovação é feita com recibos de depósitos ou transferências bancárias.

Gastos com saúde e educação

Os gastos com saúde e educação também são dedutíveis no Imposto de Renda. Para comprovar o valor, o contribuinte precisa guardar os recibos dos serviços contratados.

Serão exigidos o nome do prestador, o valor e o CPF ou CNPJ. Entram na lista gastos com médicos, dentistas e outros profissionais da área da saúde, além de exames, internações e convênios.

Na educação, a Receita aceita gastos com escolas de ensino fundamental ou médico, assim como faculdades, universidades, pós-graduação ou ensino técnico. Os recibos também devem conter o nome e o CNPJ do prestador de serviço, e o contribuinte deverá informar o valor gasto.

Compra e venda de bens

Também deve ser informado à Receita Federal qualquer compra ou venda de bens como carros e imóveis. Para comprovar a operação, o contribuinte precisará do contrato de compra e venda, além de escritura e nota fiscal ou recibo.

Se o negócio foi feito por meio de um financiamento, devem ser descritos na declaração de bens informações como nome do banco, número do contrato, valor total financiado, valor de entrada e das prestações.

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Cliente do BB pode pagar contas com pontos fidelidade, sem usar dinheiro

Pagar impostos e contas domésticas sem gastar dinheiro, consumindo pontos de programa de fidelidade em vez de desembolsar reais. Inédita no país, a solução foi lançada pelo Banco do Brasil (BB).

Desde esta semana/semana passada, o cliente pode usar pontos do programa de relacionamento da instituição financeira para quitar contas de água, de luz, de telefone e de televisão por assinatura, além de pagar tributos. O cliente não paga taxas nem tarifas para realizar a transação.

O serviço representa mais uma etapa na evolução dos programas de fidelidade. Inicialmente restritos a companhias aéreas, esses serviços se difundiram ao longo dos últimos dez anos. Segundo a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf), a troca de pontos migrou primeiramente para as compras online, depois para o varejo físico.

Nos últimos anos, os bancos passaram a permitir que os clientes usassem pontos para restituir valores debitados em conta-corrente. A pontuação varia conforme os gastos em estabelecimentos parceiros dos programas e geralmente é atrelada à cotação do dólar e ao tipo de cartão de crédito. Cada dólar gasto pelo cliente é revertido em determinado número de pontos, que varia conforme a bandeira e a categoria do cartão.

Pelas estatísticas mais recentes da Abemf, o mercado de empresas de fidelidade movimentou R$ 3,7 bilhões no primeiro semestre do ano passado. O valor representa alta de 12,7% em relação ao mesmo período de 2018. O percentual de pontos expirados, que não podem mais ser trocados, caiu de 19,8% no segundo trimestre de 2018 para 17,4% no mesmo trimestre de 2019.

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A partir de hoje, quem compra dólar no crédito paga valor do dia da compra

Rio de Janeiro — As regras para conversão das compras em dólar para real no cartão de crédito serão alteradas a partir deste domingo. Agora, os bancos terão de usar a cotação do dia da compra. Anteriormente, a conversão do dólar para a moeda brasileira acontecia somente no fechamento da fatura, deixando o consumidor exposto à volatilidade da cotação do dólar.

Por exemplo, somente no mês de fevereiro, a divisa comercial dos Estados Unidos subiu 4,5%, de R$ 4,28 para R$ 4,48. Se uma pessoa fez compra no início do mês e a fatura fechou por esses dias, a conta vai ficar mais salgada.

A medida, porém, foi divulgada pelo Banco Central (BC) em novembro de 2018. Naquela ocasião, a autoridade monetária defendeu que a alteração tinha como objetivo de aumentar a transparência para os consumidores sobre como são feitas as conversões de compras em moeda estrangeira.

Além da cotação do dia, os bancos deverão disponibilizar em seus canais de atendimento a taxa de conversão utilizada para que os consumidores comparem os valores praticados pelas diferentes instituições e possa optar pelo produto que melhor atende suas necessidades.

As faturas nas quais houver compra em dólar terão que apresentar a discriminação de cada gasto, seu valor em reais, data, valor equivalente em moeda estrangeira e a taxa de conversão do dólar para o real.

É certo que a conversão imediata dá mais previsibilidade para os consumidores, mas o turista brasileiro ou mesmo quem compra pela internet em sites estrangeiros pode sair no prejuízo. Se o dólar cair de preço entre a data da compra e a do pagamento da fatura, o cliente deixa de pagar uma conta menor.

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Ninguém acerta Mega-Sena e o prêmio acumula

São Paulo — Nenhum apostador acertou as seis dezenas do prêmio da Mega-Sena sorteado pela Caixa neste sábado (29). Os números sorteados no concurso 2.238 foram: 11 36 45 55 57 58.

Apesar de nenhum ganhador levar o prêmio principal, 14 apostas acertaram os números da quina e vão receber R$ 123.443,51 cada uma. Além disso, a quadra também foi sorteada para 1679 apostas, que vão levar R$ 1.470,44 cada.

O prêmio era estimado pela Caixa em R$ 3 milhões, e o sorteio foi realizado no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo.

O sorteio do próximo concurso (2.239) acontece na quarta-feira (29) e tem como estimativa pagar R$ 7 milhões a quem acertar os seis números.

As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país, pela internet e também pelo aplicativo Loterias Caixa, para iPhone. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

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Novas alíquotas da Previdência Social entram em vigor neste domingo

As novas alíquotas aprovadas na reforma da Previdência entram em vigor hoje (1º) e começam a ser aplicadas sobre o salário de março, pago geralmente em abril.

No Regime Geral de Previdência Social (RGPS), as novas alíquotas valerão para contribuintes empregados, inclusive para empregados domésticos, e para trabalhadores avulsos. Não haverá mudança, contudo, para os trabalhadores autônomos (contribuintes individuais), como prestadores de serviços a empresas e para os segurados facultativos.

Segundo a Secretaria de Previdência, as alíquotas progressivas incidirão sobre cada faixa de remuneração, de forma semelhante ao cálculo do Imposto de Renda.

Como a incidência da contribuição será por faixas de renda, é preciso fazer um cálculo para saber qual será a alíquota efetiva. Quem recebe um salário mínimo por mês, por exemplo, terá alíquota de 7,5%.

Já um trabalhador que ganha o teto do Regime Geral, também conhecido como o teto do INSS – atualmente R$ 6.101,06 –, pagará uma alíquota efetiva total de 11,69%, resultado da soma das diferentes alíquotas que incidirão sobre cada faixa da remuneração.

O governo disponibiliza na internet uma calculadora da alíquota efetiva, que mostra quanto era descontado do salário antes da reforma e quanto será deduzido com a entrada em vigor das novas regras.

Confira as novas alíquotas na tabela abaixo:

tabela1
Novas alíquotas de contribuição – Ministério da Previdência

Sem mudanças

De acordo com a Secretaria de Previdência, contribuintes individuais e facultativos continuarão pagando as alíquotas atualmente existentes, cuja alíquota-base é de 20%, para salários de contribuição superiores ao salário mínimo.

Para salários de contribuição igual ao valor do salário mínimo, deverá ser observado:

I – para o contribuinte individual que trabalhe por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado e o segurado facultativo, o recolhimento poderá ser mediante aplicação de alíquota de 11% sobre o valor do salário mínimo;

II – para o microempreendedor individual e para o segurado facultativo sem renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencente a família de baixa renda inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), o recolhimento deverá ser feito mediante a aplicação de alíquota de 5% sobre o valor do salário mínimo;

III – o contribuinte individual que presta serviço a empresa ou equiparado terá retido pela empresa o percentual de 11% sobre o valor recebido pelo serviço prestado e estará obrigado a complementar, diretamente, a contribuição até o valor mínimo mensal do salário de contribuição, quando as remunerações recebidas no mês, por serviços prestados a empresas, forem inferiores ao salário mínimo.

A Secretaria destaca que o segurado, inclusive aquele com deficiência, que contribua mediante aplicação das alíquotas de 11% ou 5% e pretenda contar o respectivo tempo de contribuição para fins da aposentadoria por tempo de contribuição transitória ou para contagem recíproca do tempo correspondente em outro regime, deverá complementar a contribuição mensal sobre a diferença entre o percentual pago e o de 20%, com os devidos acréscimos legais.

Individuais e facultativos

O contribuinte individual é aquele que trabalha por conta própria (de forma autônoma) ou que presta serviços de natureza eventual a empresas, sem vínculo empregatício. São considerados contribuintes individuais, dentre outros, os sacerdotes, os diretores que recebem remuneração decorrente de atividade em empresa urbana ou rural, os síndicos remunerados, os motoristas de táxi e de aplicativos, os vendedores ambulantes, as diaristas, os pintores, os eletricistas e os associados de cooperativas de trabalho.

O contribuinte facultativo é a pessoa com mais de 16 anos que não possui renda própria, mas decide contribuir para a Previdência Social. São donas de casa, síndicos de condomínio não-remunerados, desempregados, presidiários não-remunerados e estudantes bolsistas, por exemplo.

Servidores da União

As novas alíquotas valerão também para os servidores públicos vinculados ao Regime Próprio da Previdência Social (RPPS) da União. No RPPS da União, contudo, as alíquotas progressivas não se limitarão ao teto do RGPS, pois haverá novas alíquotas incidindo também sobre as faixas salariais que ultrapassem o teto.

Confira as alíquotas:

tabela2
Alíquota de contribuição da Previdência Social – Ministério da Previdência

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

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