Os fundos imobiliários mais recomendados para comprar em março

Fundos Imobiliários FIIs imóveis edifícios

SÃO PAULO – Ainda que o ambiente de aversão a risco tenha se intensificado com a escalada do coronavírus e com uma nova “guerra” de preços do petróleo, afetando o desempenho dos mercados ao redor do mundo, analistas e especialistas em fundos imobiliários seguem otimistas com o desempenho da classe de ativos no Brasil.

Isso porque, embora haja uma visão de que as tensões possam continuar a afetar as cotas no curto prazo, os fundamentos seguem intactos, com expectativas ainda positivas sobre a expansão do setor, redução nas taxas de vacância e renovações positivas nos contratos de aluguel.

Sem alterações nas recomendações de fundos imobiliários para este mês (feitas antes do auge do pânico dos mercados) a preferência de analistas recai sobre o segmento de shopping centers, com quatro papéis entre os mais recomendados (XP Malls, HSI Malls, Hedge Brasil Shopping e Vinci Shopping Center).

A avaliação de analistas de corretoras é de que o setor tende a se beneficiar de uma retomada da confiança do consumidor, bem como de juros baixos, inflação controlada e menor inadimplência.

No fim de fevereiro, entretanto, Renan Manda, analista de fundos imobiliários da XP, destacou que se houvesse um impacto maior da contaminação do coronavírus no Brasil, os fundos de shopping center poderiam ser os mais afetados, por uma redução no número de clientes. Esse movimento, contudo, seria pontual, segundo ele, dado que os lojistas não fechariam as lojas por terem ficado alguns dias sem vender.

Por outro lado, o segmento que poderia ser até beneficiado com o aumento da epidemia no país seria o de galpões logísticos, diz. “Como os ativos ficam em regiões mais afastadas, se o fluxo cair e o varejo físico for afetado, quando as pessoas precisarem comprar algo, farão a compra online, o que respingaria na demanda por galpões.”

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Compilada mensalmente, a carteira de fundos imobiliários conta com dez ativos. Para critério de desempate, são selecionados aqueles com os maiores volumes médios negociados nos últimos 12 meses, com base em dados da provedora de informações financeiras Economatica.

Os 10 fundos imobiliários mais recomendados para março:

Fundo Ticker Recomendações Retorno em fevereiro Retorno em 12 meses*
XP Malls XPML11 4 -4,79% 28,84%
HSI Malls HSML11 4 -5,23% -**
Vinci Shopping Center VISC11 3 -6,99% 31,76%
CSHG Real Estate HGRE11 3 -10,36% 30,65%
Hedge Brasil Shopping HGBS11 3 -2,36% 22,14%
BTG Corporate Office BRCR11 3 -4,69% 22,52%
XP Log XPLG11 2 -2,97% 43,15%
CSHG Logística HGLG11 2 -7,17% 27,30%
BTG Pactual Fundos de Fundos BCFF11 2 -1,91% 42,00%
GGR Covepi GGRC11 2 -1,82% 11,86%
Ifix -3,69% 21,74%

*Até 28 de fevereiro. A rentabilidade leva em consideração o reinvestimento dos dividendos.
**Fundo com início em setembro de 2019

Fontes: Economatica e corretoras (BB Investimentos, BTG Pactual, Guide, Itaú BBA, Mirae Asset, Necton, Santander Corretora e XP)

Confira a seguir as principais justificativas para as recomendações:

XP Malls (XPML11)

Com quatro recomendações para março, o XP Malls segue entre os preferidos dos analistas. Entre as principais justificativas para a manutenção no portfólio, o BTG Pactual reforça a alta liquidez e o portfólio diversificado, com baixa inadimplência, alta taxa de ocupação e vendas mensais por metro quadrado de R$ 1,2 mil.

Já a equipe de análise do Santander destaca a gestão ativa do fundo, que conseguiu realizar boas aquisições com os recursos captados na última emissão, em setembro de 2019. Entre os principais ativos do FII, o time destaca o Shopping Cidade Jardim, na capital paulista, e o Catarina Fashion Outlet, em São Roque (SP).

HSI Malls (HSML11)

Empatado em primeiro lugar, com quatro menções, o fundo de shopping centers HSI Malls teve sua participação elevada na carteira recomendada da XP para este mês, de 5% para 7,5%.

Entre os argumentos, os analistas da casa afirmam que o segmento é um potencial beneficiário da recuperação do consumo nos próximos anos, além de continuar apresentando sinais de melhora operacional, como queda na taxa de vacância e diminuição nos descontos.

O Itaú BBA, por sua vez, reitera a participação majoritária do fundo em todos os shoppings do portfólio, o que pode facilitar a administração dos ativos. Os analistas citam ainda o potencial de crescimento e a boa posição dos seus ativos, que lhe permite ganhar exposição à retomada da atividade econômica e do consumo.

Vinci Shopping Centers (VISC11)

Em relatório, a equipe do BB Investimentos destaca que o fundo da Vinci, recomendado por três corretoras, tem uma estratégia de crescimento focada na aquisição de imóveis prontos, em especial aqueles localizados em centros urbanos e em cidades com mais de 250 mil habitantes.

Em fevereiro, o fundo adquiriu 7,3% do Shopping ABC, na região metropolitana de São Paulo. A aquisição, segundo o time de análise do BB, estava entre as potenciais aquisições do fundo antes da sexta emissão de cotas e representa um cap rate (isto é, a porcentagem da renda anual adquirida através de um imóvel sobre o seu valor) de 8,3% para os próximos 12 meses.

CSHG Real Estate (HGRE11)

Em relatório, o Itaú BBA diz gostar da gestão ativa do fundo com relação à compra e venda de imóveis, e destaca a alta exposição do HGRE11 ao Estado de São Paulo, para o qual a equipe antecipa uma redução de vacância mais rápida e um aumento no valor do aluguel médio.

Com 81,5 mil cotistas, o fundo do Credit Suisse possui a maior parte do seu portfólio concentrado em fundos monousuários, isto é, o FII detém a totalidade do empreendimento e este é locado para um único locatário. Torres corporativas e lajes também constituem posições relevantes. Entre os anúncios mais recentes, o fundo divulgou que realizou o pagamento integral para a aquisição do edifício Totvs, na capital paulista.

Hedge Brasil Shopping (HGBS11)

Entre os destaques recentes do fundo da Hedge, o BB Investimentos destaca a alta exposição ao mercado de shopping centers no Estado de São Paulo e cita a aquisição, em janeiro, de 15% do Shopping Vila Lobos pelo fundo, com volume de R$ 145 milhões e cap rate estimado para o primeiro ano de 7%.

A equipe de análise da Necton, por sua vez, afirma que o fundo apresenta boa diversificação de ativos e geográfica, além de baixa vacância. Uma consistência na distribuição de dividendos e lucros acumulados, que devem ser distribuídos nos próximos meses, também são citados pelos analistas.

BTG Corporate Office (BRCR11)

Com as cotas listadas na B3 desde 2010, o fundo de escritórios do BTG Pactual é um dos maiores listados na Bolsa brasileira.

Entre os principais destaques do fundo, os analistas do BB Investimentos citam a expansão de um locatário do empreendimento Brazilian Financial Center (BRC), na região da Avenida Paulista (SP), para mais um andar. O novo contrato tem prazo de dez anos.

O time de análise lembra ainda que, em dezembro, a reavaliação semestral do portfólio mostrou uma valorização no valor dos ativos de R$ 86,5 milhões, alta de 4,5% em relação à avaliação anterior.

XP Log (XPLG11)

Do segmento de galpões logísticos, o XP Log possui um portfólio composto por 15 ativos (dois deles em construção), sendo a maior parte concentrada no Estado de São Paulo.

Em sua carteira recomendada, o BTG Pactual destaca o portfólio pulverizado do fundo imobiliário, com ativos bem localizados e bons locatários, além de uma gestão experiente e alta liquidez.

Já o BB Investimentos, que também manteve sua recomendação de compra, cita a aquisição pelo fundo, em dezembro, de uma fatia dos galpões localizados no Condomínio Logístico Multimodal 1, em Pernambuco. Atualmente, os imóveis estão locados para a Unilever Brasil, por R$ 60,5 milhões.

CSHG Logística (HGLG11)

Com a maior parte dos ativos localizados na região sudeste, o fundo do Credit Suisse possui cerca de 162 mil cotistas e recebeu duas recomendações de compra por analistas para este mês.

Na avaliação da XP, o segmento de logística oferece uma maior estabilidade e um risco menor no curto prazo. A equipe de análise destaca que o segmento apresenta uma perspectiva favorável, devido ao forte crescimento do e-commerce, demandando volume crescente de ativos logísticos localizados próximos a grandes regiões metropolitanas.

Na carta aos cotistas de janeiro, o time de gestão do HGLG11 destacou que tem feito uma renegociação com inquilinos, caso do Volkswagen Vinhedo, para ajustar o fluxo de pagamentos dos aluguéis de anual para trimestral. O objetivo é ter mais controle para manter a distribuição estável e linear do fundo.

Por conta disso, em janeiro, houve um acúmulo de resultado no fundo, montante que deverá ser parcialmente consumido ao longo do semestre, segundo os gestores.

BTG Pactual Fundo de Fundo (BCFF11)

Entre os principais justificativas para a manutenção do papel na carteira, a Guide cita a gestão ativa do fundo imobiliário, tanto no mercado primário, por meio de algumas ofertas, como no secundário, por meio da compra e venda de cotas na B3.

O FOF do BTG Pactual está entre os premiados do ranking de melhores fundos InfoMoney-Ibmec 2020. Nos últimos dois anos, o FII teve valorização de 64,2%, ante alta de 43,6% do Ifix.

Em entrevista ao InfoMoney em janeiro, Fernando Crestana, um dos criadores do fundo e sócio da área imobiliária do BTG Pactual, disse em fevereiro que o fundo pretende concluir, neste mês, sua nona emissão, que deve levantar R$ 600 milhões. Conheça a estratégia completa do fundo do BTG Pactual aqui.

GGR Covepi (GGRC11)

Com relação à recomendação de GGRC11, a Necton destaca a posição ainda significativa de caixa do fundo, com mais de R$ 100 milhões, o que indica que novas aquisições podem ocorrer nos próximos meses. “Enxergamos que o fundo possa entregar bons dividendos, sendo uma ótima opção para geração de fluxo de renda mensal, por conta da alta previsibilidade de receitas”, escrevem.

Ifix em baixa

No último mês, o Ibovespa registrou queda de 8,4%, enquanto o Ifix, índice que acompanha os principais FIIs listados na B3, recuou 3,7%. Em 2020 até fevereiro, a baixa do índice imobiliário era de 7,3%, mas, com a queda acumulada de 3,5% em março (até o dia 9), a perda subia para 10,5% no ano.

Marcos Baroni, especialista em fundos imobiliários na Suno Research, destaca que a correção nos preços incomoda, mas que é um processo normal dentro do contexto – e até saudável, principalmente para a maior parte dos investidores pessoas físicas, que é nova na classe.

Segundo ele, as quedas apresentadas desde janeiro fazem com que os fundos imobiliários voltem a patamares mais “reais” e, inclusive, abrem oportunidade para aumento de posição. “Excelentes fundos começaram a entregar retornos generosos, acima de 8% ao mês”, diz.

A opinião é compartilhada por Felipe Vaz, analista de fundos imobiliários do Santander, que diz ver boas portas de entrada para o investidor. “Se for comparar com os preços das cotas no fim do ano passado, hoje tem bastante oportunidade para o investidor montar posição, com yields [rendimentos] melhores e preços mais justos em relação ao valor patrimonial.”

De acordo com Vaz, o ambiente de juros baixos continuará a ser o principal motor para o bom desempenho dos fundos imobiliários em 2020.

No médio prazo, de dois a cinco anos, a melhora do fundamento que deverá tomar a linha de frente da valorização das cotas. “Muita receita de aluguel ainda está potencialmente menor do que poderia ser, então se vier uma revisional, irá influenciar positivamente [Nos preços dos aluguéis]”, diz.

Já em um prazo mais longo, acima de cinco anos, o analista do Santander conta que deve ser a entrada do investidor institucional a impulsionar a classe. “Para o segmento e para esta categoria de produto é importante ter esse investidor profissional, que gera liquidez e não gera tanta volatilidade na cota, porque ele não se assusta tanto com a volatilidade do mercado”, afirma.

Entre os principais impactos negativos do pânico dos mercados, segundo Baroni, é a possibilidade de que, no curto prazo, novas emissões possam não ser mais viáveis, dado que os preços ofertados estão acima dos negociados no mercado secundário. “Nesse caso, a janela de captação se fecha e os gestores terão que esperar para abrir novamente”, diz. Movimento semelhante aconteceu em maio de 2018, durante a greve dos caminhoneiros.

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Tesouro Direto: taxas de títulos prefixados recuam nesta terça-feira

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos prefixados negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentaram queda nesta terça-feira (10), após três dias consecutivos de alta.

À tarde, o título prefixado com vencimento em 2023 pagava um prêmio de 5,20% ao ano, ante 5,36% a.a. no fechamento de segunda-feira (9). O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 34,70 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 867,60.

O Tesouro Prefixado 2026, por sua vez, oferecia um prêmio anual de 6,58%, ante 6,70% a. anteriormente.

Entre os títulos indexados à inflação, o com vencimento em 2035 pagava 3,68% ao ano, ante 3,65% a.a. no pregão anterior. Já o retorno do Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2040 cedia de 3,70% para 3,67% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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O movimento de correção ocorre um dia depois do pânico dos investidores com a guerra de preços do petróleo, em um ambiente já fragilizado com os impactos do coronavírus na economia global. O Ibovespa registrou seu sexto circuit breaker da história e fechou ontem com queda de 12,2%, aos 86.067 pontos, no pior pregão desde 1998. Já o dólar registrou alta de 1,97%.

De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o IMA-Geral, índice que reflete a média da trajetória dos títulos públicos, teve queda de 0,80% ontem. O resultado foi o pior desde 18 de maio de 2017, no chamado “Joesley Day”. No mês, o índice acumula perda de 0,58%.

As baixas também foram encontradas entre os índices que refletem o desempenho das NTN-Bs (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com juros semestrais), com perdas de 2,18% do IMA-B e de 3,38%, do IMA-B 5+, que expressa a carteira com prazo acima de cinco anos. No mês, os índices têm retornos negativos de 1,91% e de 3,32%, respectivamente.

Noticiário do dia

Nesta terça-feira, destaque para a informação de que o ministro de Energia da Rússia convocou uma reunião para discutir uma possível cooperação com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O anúncio de estímulos por parte dos governos dos Estados Unidos e do Japão também gerou maior calmaria nos mercados.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) divulgou os dados da produção industrial em janeiro. No período, a produção avançou 0,9% frente a dezembro de 2019, acima do esperado pelos economistas consultados pela Bloomberg, que era de alta de 0,6%, e interrompendo dois meses de taxas negativas.

Em relação a janeiro de 2019 (série sem ajuste sazonal), a produção da indústria caiu 0,9%, após também assinalar perdas em novembro (-1,7%) e dezembro (-1,2%) de 2019. No acumulado em 12 meses, a atividade industrial recua 1,0%.

Hoje, o Ibovespa fechou em sua maior alta em onze anos, com valorização de 7,14%, aos 92.214 pontos. Enquanto isso, o dólar recuou pela primeira em sete dias, com queda de 1,69%, a R$ 4,6444, com novas intervenções do Banco Central no câmbio.

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Tesouro Direto Tesouro Direto: guia completo para investir em títulos públicos 

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CDI: O que é, como funciona e como se relaciona com seus investimentos

O que é CDI

Entre as inúmeras siglas que rondam o mercado financeiro, o CDI está entre as mais famosas. E como há outras muito parecidas com ela – como taxa DI –, é também alvo de confusão entre os investidores.

Como se trata de uma referência muito importante, principalmente para quem aplica em renda fixa, é preciso entender esse conceito de uma vez. Nesse guia preparado pelo InfoMoney, você vai aprender o que é CDI e como ele se relaciona com os seus investimentos.

1. O que é CDI?
2. Qual é a relação entre CDI, Selic e taxa DI?
3. Como o CDI afeta os investimentos
4. O que significa render 100% do CDI?
5. Rendimento histórico
6. Investimentos atrelados ao CDI

O que é CDI?

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é um título de curtíssimo prazo emitido pelos bancos. Em algum grau, ele se assemelha ao CDB. Isso porque o CDI também é usado pelas instituições para captar recursos.

Mas há uma diferença fundamental entre eles: o certificado interbancário não é oferecido diretamente aos investidores individuais. Como o próprio nome indica, ele serve para que os bancos emprestem e tomem recursos entre si de um dia para o outro. O CDI tem prazo de vencimento de um dia útil.

A razão da existência do CDI é a regulação do sistema financeiro. O Banco Central determina que os bancos devem encerrar todos os dias com saldo positivo de caixa. É uma medida de segurança que procura assegurar que o sistema financeiro seja estável e esteja saudável.

Ocorre que isso nem sempre acontece. Imagine uma instituição que, em determinado dia, registre um volume maior de resgates do que de depósitos. As regras estabelecem que essa diferença seja obrigatoriamente coberta – e a saída para isso é tomar dinheiro emprestado, emitindo um CDI que seja adquirido por outro banco.

Se o CDI é um título não acessível para as pessoas físicas, o que essa sigla tem a ver com os investimentos em geral? A resposta é: os juros.

Nos empréstimos realizados entre os bancos por meio de CDIs há cobrança de juros. As operações são registradas na B3, que calcula a taxa média de juros praticada nos certificados interbancários de todo o mercado financeiro. Essa taxa, divulgada diariamente, é conhecida como “taxa DI” (também chamada de “taxa do CDI”).

Como reflete os juros médios das operações entre os bancos, a taxa DI se tornou uma referência para o restante do mercado financeiro. Mesmo sendo um indicador de base diária, ele também é calculado em base mensal e anual. Atualmente, a taxa DI serve de base para a rentabilidade dos investimentos de renda fixa em geral.

É dessa forma que o CDI se vincula com sua carteira de investimentos. A taxa média de juros cobrada nessas operações é uma referência para outras aplicações de renda fixa. Por isso, é bastante comum que a remuneração oferecida por um CDB, uma Letra de Crédito Imobiliário (LCI) ou uma debênture seja expressa como um percentual do CDI.

Também é bastante frequente recorrer à taxa DI para saber se um fundo de renda fixa está rendendo bem ou mal em determinado período. Se a rentabilidade for menor do que a taxa DI, é sinal de que o fundo poderia ter se saído melhor. Se for acima, é indicativo de desempenho satisfatório.

Qual é a relação entre CDI, Selic e taxa DI?

Se você já tinha ouvido falar em CDI, certamente também conhecia outro termo comum no mercado: Selic. Abreviação de “Sistema Especial de Liquidação e de Custódia”, a Selic é considerada a taxa básica de juros da economia. Também é usada em operações financeiras realizadas entre os bancos, com uma característica especial: elas envolvem títulos públicos dados como garantia.

Aproximadamente a cada 45 dias, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne para definir uma meta para a Selic. É a taxa que você encontra periodicamente nas notícias sobre macroeconomia e investimentos. Mas a taxa Selic efetiva é a que realmente acaba sendo praticada no mercado – e normalmente ela está ligeiramente abaixo da meta.

Como meta da Selic é definida para servir como uma espécie de ponto de equilíbrio da economia, o usual é que essa taxa e a taxa DI caminhem próximas. Isso porque os próprios empréstimos entre bancos feitos por meio de CDIs também consideram a Selic como referência. Por isso, embora as duas taxas não sejam idênticas, ambas seguem a mesma tendência e direção.

Como o CDI afeta os investimentos

A taxa do CDI é a principal referência de rentabilidade para os investimentos de renda fixa. Muitos são atrelados a esse indicador, e outros tantos o utilizam como benchmark – ou seja, como meta de desempenho. Há, inclusive, aplicações de outras categorias que fazem isso. É o caso de alguns fundos multimercados.

O que acontece, portanto, quando a taxa do CDI cai? De modo geral, as aplicações atreladas ao indicador acabam rendendo menos. O contrário acontece se a taxa do CDI sobe em determinado período. E mesmo no caso dos investimentos não atrelados diretamente ao CDI, a variação da taxa também pode ocasionar efeitos indiretos.

O que significa render 100% do CDI?

Muitos investimentos oferecem remuneração atrelada à taxa DI. Normalmente, ela é expressa como um percentual. Quando se afirma que um CDB (ou uma LCI, uma debênture ou a aplicação que for) oferece 100% do CDI, significa dizer que ele assegurará ao investidor um retorno equivalente à taxa média integral dos empréstimos realizados entre os bancos.

Se, por outro lado, o CDB oferecesse 80% do CDI, o investidor teria como remuneração apenas uma parte da taxa DI – no caso, de 80%. Mas, nas duas situações, há algo em comum. Se a taxa DI subir durante o período do investimento, o retorno final para o investidor também aumentará. Se cair, o retorno será menor.

Investimentos que adotam esse formato de remuneração são chamados de pós-fixados. Isso porque embora o investidor saiba desde o início que indicador servirá de referência (o CDI), não tem certeza sobre qual será o retorno efetivo. Ele dependerá da dinâmica de variações da taxa DI ao longo do período da aplicação.

Uma outra forma de remuneração de investimentos pós-fixados é a fórmula “CDI mais spread”. Nesse caso, o retorno da aplicação é igual à taxa DI mais uma outra taxa de juros – de 1% ou 2% ao ano, por exemplo.

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Rendimento histórico do CDI

Nos últimos anos, com a queda dos juros básicos da economia brasileira ao menor patamar da história, a taxa do CDI também diminuiu.

Muita gente ainda tem uma lembrança vívida dos tempos em que as aplicações de renda fixa rendiam 1% ao mês, sem muito esforço. Esse cenário mudou.

Ao longo de 2019, por exemplo, a taxa do CDI ficou abaixo de 0,60% em todos os meses do ano (em alguns, não chegou nem a 0,40%).

O gráfico abaixo demonstra o rendimento mensal do CDI nos últimos anos, mês a mês. Confira:

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Investimentos atrelados ao CDI

Uma variedade de investimentos têm a remuneração atrelada à taxa do CDI. É o caso dos CDBs, das LCIs, das LCAs, das debêntures, dos CRIs, dos CRAs e dos fundos DI. Conheça alguns deles abaixo:

CDBs

Os CDBs – ou Certificados de Depósito Bancário – são títulos emitidos pelos bancos para levantar recursos para suas operações de crédito. Eles são muito populares e praticamente todas as instituições financeiras oferecem pelo menos um tipo aos clientes.

Os papéis dos grandes bancos normalmente exigem uma aplicação inicial baixa (inferior a R$ 1 mil). Na maior parte das vezes, são pós-fixados e remuneram os investidores com um percentual da taxa do CDI. Os rendimentos são tributados pela tabela regressiva do Imposto de Renda, com alíquotas de 22,5% a 15%. Têm cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) lembram bastante os CDBs, porque também são emitidas pelos bancos – desde que tenham alguma atividade de crédito relacionada ao setor imobiliário ou do agronegócio. Essas operações lastreiam a emissão de LCIs e LCAs. Elas contam com a cobertura do FGC.

As letras de crédito pós-fixadas, atreladas ao CDI, são as mais comuns. Em geral, a remuneração que oferecem fica um pouco abaixo da de outros produtos de renda fixa. Isso acontece porque as LCIs e LCAs são isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas. Com essa vantagem, mesmo que tenham uma rentabilidade menor, as letras continuam atrativas para os investidores.

Debêntures

As debêntures também são títulos de crédito, negociados no mercado de capitais. Uma diferença fundamental entre elas e os papéis de bancos são os emissores – que são as empresas. Normalmente, os recursos servem para financiar grandes projetos. Por isso, as debêntures costumam ter um vencimento mais longo que outros produtos de renda fixa.

Muitas debêntures são pós-fixadas e remuneram os investidores com um percentual do CDI. A maioria delas é tributada pela tabela regressiva do Imposto de Renda, com uma exceção: as debêntures incentivadas, usadas para captar recursos para a realização de grandes obras de infraestrutura no país, são isentas de tributos. Esses papéis não são cobertos pelo FGC.

CRI e CRA

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) do Agronegócio (CRAs) são títulos securitizados de renda fixa. Os CRIs são lastreados em recebíveis do setor imobiliário – como financiamentos de imóveis, por exemplo. Já o lastro dos CRAs são recebíveis ligados ao agronegócio – como empréstimos para viabilizar a produção de determinada cultura.

Para você entender melhor, imagine uma construtora que esteja recebendo por um apartamento que vendeu parcelado. Quem comprou se comprometeu quitar a dívida ao longo de vários meses, mas a construtora pode precisar do dinheiro antes disso. Para antecipar os recursos, é possível “empacotar” os recebíveis em um CRI e vendê-lo no mercado. A dívida, assim, é transferida para outro credor e o dinheiro é obtido mais rapidamente.

Muitos CRIs e CRAs são atrelados ao CDI. Uma vantagem desses produtos é que eles também são isentos de Imposto de Renda, como as LCIs e LCAs. Mas não são cobertos pelo FGC.

Fundos simples

Os fundos de renda fixa simples precisam investir ao menos 95% do patrimônio em títulos públicos federais, títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras com classificação de risco semelhante à dos títulos públicos (como CDBs de grandes bancos) ou operações compromissadas lastreadas nesses papéis ou em títulos públicos.

Sua meta é acompanhar o desempenho da taxa do CDI, sem a possibilidade de cobrança de taxa de performance (apenas taxa de administração). Só podem usar derivativos para proteger a carteira contra perdas e volatilidade e não é permitido que realizem investimentos no exterior. São voltados para investidores conservadores ou iniciantes no mercado.

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Verde tem aumentado posição em ações gradualmente, com foco no mercado americano

SÃO PAULO – De olho nos efeitos do surto do coronavírus sobre a economia global e também no choque deflacionista desencadeado pelo colapso do preço do petróleo, a Verde Asset está adotando uma estratégia de aumentar gradualmente as posições de seu renomado fundo em ações, focando no mercado americano, tido como o mais resiliente e que deve voltar primeiro, quando determinadas condições tiverem sido preenchidas.

A gestora de Luis Stuhlberger destaca que sua visão desde o início do processo de preocupação com o coronavírus tem três pilares.

O primeiro indica que o os mercados tendem a se estabilizar conforme as taxas de crescimento do número de novos casos desacelerarem. O segundo considera que, conforme as temperaturas no Hemisfério Norte subam, a doença deve refluir. E o terceiro aspecto, em sua avaliação “longe de ser resolvido”, destaca que a reação de política pública, seja monetária ou fiscal, tem um papel importante em mitigar pânicos no mercado.

Em sua carta mensal a cotistas, a Verde informou que seu fundo mantém por volta de 20% do portfólio alocado em ações no Brasil, mesmo percentual da exposição em ações globais. As posições em juros, por sua vez, se mantêm similares. Já no mercado de moedas, as alocações seguem pequenas, com destaque para a posição comprada em libra contra o euro.

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Sobre a derrocada dos preços do petróleo nesta segunda-feira, a Verde assinalou que enxerga como preocupantes seus efeitos secundários, especialmente nos mercados de crédito globais.

“Não faltavam razões para agressividade de política monetária global, e esta será mais uma. No médio prazo, é pouco provável que a aliança [entre Rússia e Arábia Saudita no âmbito da OPEP] seja retomada, e devemos conviver com preços mais baixos de energia, o que transfere renda do bolso dos países árabes para os consumidores do mundo ocidental. Mas no curto prazo é um choque adicional nos mercados, que já vêm em posição frágil”, escreve a Verde.

O fundo Verde teve perda de 2,86% em fevereiro, ante uma variação de 0,29% do CDI e uma queda de 8,43% do Ibovespa. No primeiro bimestre, o fundo acumulou queda de 3,04%, ante um CDI de 0,67%.
Na carta, a gestora afirmou que as perdas foram concentradas nas posições de ações, tanto no Brasil quanto no livro global, por conta da piora do cenário.

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“Estou comprando tudo aquilo que é possível comprar”, diz Luiz Barsi

SÃO PAULO — Um dos principais investidores individuais da Bolsa brasileira, Luiz Barsi está aproveitando a queda do Ibovespa para ir às compras.

Em uma rede social, o bilionário tentou tranquilizar os demais investidores que enfrentaram pela primeira vez um circuit breaker — interrupção automática do mercado diante de uma queda de mais de 10%, como ocorreu hoje (9) na B3.

“Isso daí são fatos que já ocorreram inúmeras vezes. É mais uma influência psicológica para os demais papéis que não [são] a Petrobras. O que aconteceu como fato verdadeiro é uma guerra que está havendo entre Arábia Saudita e Rússia sobre os preços do petróleo”, disse.

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Segundo Barsi, excluindo a Petrobras, os demais papéis estão sofrendo com a influência do mercado, “mas eles não têm nada a ver [com isso]”, o que justifica uma compra quando o investidor enxergar a queda dos preços como oportunidade.  

“As empresas continuam funcionando e, com vírus ou com crise no petróleo, elas vão prosseguir funcionando. Então, o que eu posso dizer a vocês é o seguinte: eu estou comprando tudo aquilo que é possível comprar. Entenderam?”, afirmou.

“Se vocês acharem que isso, assim como eu acho, é uma oportunidade de compra, então comprem o que puderem. […] O jacaré está de boca aberta esperando a ‘passarinhada‘”, completou o bilionário.

Veja abaixo o vídeo de Luiz Barsi, que foi gravado por sua filha Louise Barsi.

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Clear promove evento para incentivar mulheres a investirem na Bolsa de Valores

número de mulheres investindo

O número de mulheres investindo na Bolsa de Valores está crescendo, mas ainda se encontra muito longe do ideal.

Apesar da participação deles ter aumentado 141% de 2018 para 2019, de acordo com informações da B3, as mulheres não representam 1/3 dos CPFs cadastrados.

Distribuição da participação de homens e mulheres no total de investidores
Ano Homens Mulheres Total
Quantidade        %  Quantidade        % Quantidade
2018 633.899 77,94% 179.392 22,06% 813.291
2019 1.398.777 76,40% 431.968 23,60% 1.830.745
*posição de janeiro de 2020

Em janeiro de 2020, 23,26% dos CPFs cadastrados em janeiro de 2020 são do sexo feminino.

Isso mostra que há quase um milhão a mais de homens investindo na Bolsa.

Ou seja, ainda existe um enorme espaço para que as mulheres invistam mais em ações — e isso é interessante para todo mundo.

Quantidade de Investidores*    %
Pessoas Físicas 1.830.745 98,58%
Homens 1.398.777 75,32%
Mulheres 431.968 23,26%
Pessoas Jurídicas 26.426 1,42%
TOTAL 1.857.171
*posição de janeiro de 2020

Mulheres investem mais

Segundo dados da B3, o valor investido pelas mulheres totaliza R$ 80 bilhões, o que equivale a uma média de R$ 186 mil por mulher, apenas 3% do que os homens.

Se considerarmos que mulheres ganham 20,5%* a menos em todas as classes de trabalho, é possível afirmar que elas estão mais propensas a investir que os homens.

Caso o número de mulheres investindo fosse o mesmo que o de homens, teríamos cerca de R$ 180 bilhões a mais circulando na Bolsa de Valores.

*conforme a última pesquisa do IBGE divulgada em 2019
Perfil PF por Faixa etária                   Contas       Valor (R$ bilhões)     %
HOMENS MULHERES TOTAL HOMENS MULHERES TOTAL
Até 15 anos 3.594 3.023 6.617 1,56 0,18 1,74 0,50%
De 16 a 25 anos 134.322 30.407 164.729 1,63 0,67 2,30 0,66%
De 26 a 35 anos 448.285 124.637 572.922 15,54 4,20 19,74 5,67%
De 36 a 45 anos 387.962 109.563 497.525 39,71 9,11 48,82 14,02%
De 46 a 55 anos 182.416 62.719 245.135 44,68 13,53 58,21 16,72%
De 56 a 65 anos 130.165 54.380 184.545 60,23 17,75 77,98 22,40%
Maior de 66 anos 112.033 47.239 159.272 104,56 34,79 139,34 40,03%
TOTAL 1.398.777 431.968 1.830.745 267,92 80,22 348,14

Mulheres na Bolsa

Para estimular o aumento no número de mulheres investindo na Bolsa, a Clear realiza a segunda edição do “Mulheres na Bolsa”.

A anfitriã será a Bea Aguillar, do canal “Papo de Bolsa”, que tem 100% do patrimônio investido em renda variável, e contará com a presença de grandes nomes do mercado financeiro.

O encontro ocorrerá no dia 13/03 na sede da XP Inc. As vagas são limitadas e devem ser feitas aqui.

O ingresso é um kit higiene pessoal, que será doado para a Programa Tecendo Sonhos, projeto que busca fomentar o empreendedorismo entre imigrantes latino-americanos.

Quem não conseguir acompanhar presencialmente, poderá ter acesso às palestras ao vivo por meio do instagram da @clearcorretora.

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Disclaimer: CONTEÚDO PATROCINADO CLEAR CORRETORA, que é uma marca da XP INVESTIMENTOS CCTVM S.A . Este material foi elaborado pela CLEAR CORRETORA (“Clear”) e tem caráter meramente informativo, não constitui e nem deve ser interpretado como solicitação de compra ou venda, oferta ou recomendação de qualquer ativo financeiro, investimento, sugestão de alocação ou adoção de estratégias por parte dos destinatários. Os prazos, taxas e condições aqui contidas são meramente indicativas. As informações contidas neste material foram consideradas razoáveis na data em que ele foi divulgado e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis. A Clear não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações. Os ativos, operações, fundos e/ou instrumentos financeiros discutidos neste material podem não ser adequados para todos os investidores. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento. A Clear não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas e se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste material ou seu conteúdo. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao valor total do capital investido. Para mais informações ligue para 4003-6245 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800-887-9107 (demais localidades). Para clientes no exterior o contato é 55-11-4950-2199. Para reclamações, utilize o SAC 0800 77 40404. E se não ficar estiver satisfeito com a solução, favor entrar em contato com a Ouvidoria: 0800-200-5550. Para deficientes auditivos ou de fala favor ligar para 0800 771 0101 (todas as localidades).

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Ouro x Bitcoin

As pessoas estão cada vez mais comparando o ouro x bitcoin pensando muito em reserva de valor, porém, não sabem ao certo quais as diferenças entre os dois ativos. Para facilitar sua vida, fizemos uma comparação entre eles com parâmetros geralmente utilizados por investidores. Então, se você está em dúvida entre eles, leia com atenção para pensar com mais clareza e tomar uma boa decisão. 

Antes de mais nada.. 

O que é reserva de valor? 

É algo que as pessoas usam para “transferir” poder aquisitivo do presente para o futuro. É importante que esse ativo não perca seu poder de compra, tem que manter o valor ao longo do tempo. Pois em momentos de crise é para a reserva de valor que as pessoas “correm”. Geralmente são ativos com escassez que servem para esse tipo de reserva, como o ouro, por exemplo, e agora as pessoas estão considerando o bitcoin também, devido ser um criptoativo que segue essas características. 

Vamos para as diferenças e semelhanças entre os ativos: 

Liquidez

Ouro

No mercado americano, os investidores podem aplicar em ouro por meio do mercado futuro. Entretanto, no Brasil esse investimento continua atrelado à disponibilidade do ouro em seu estado físico, o que prejudica a liquidez.

Para a maioria das pessoas, continua inviável armazenar grandes quantidades de ouro em estado físico ou até mesmo fazer a troca do metal com facilidade no dia a dia.

Bitcoin

No momento, a liquidez do bitcoin em relação ao ouro ainda não é tão vantajosa, simplesmente por ainda não ser utilizado de forma tão ampla ao redor do mundo. Porém isso está mudando de forma rápida. Cada vez mais estabelecimentos aceitam pagamentos com a criptomoeda. Este site mostra os estabelecimentos ao redor do mundo que aceitam pagamento em bitcoin. 

Além disso, se pararmos para analisar, a grande maioria das transações monetárias no planeta já são feitas de maneira totalmente eletrônica, sem utilizar trocas de metais ou papel-moeda. Com isso, a tendência é que o uso de bitcoin cresça ainda mais devido à sua natureza, à sua praticidade e ao baixo custo por transação.

Estabilidade da cotação

Ouro

Ao longo da história, o ouro tem se mostrado um ativo relativamente estável, especialmente quando comparado às criptomoedas. Por esse motivo, muitos investidores recorrem ao ouro em momentos de incerteza econômica. Por exemplo, logo após a eleição de Donald Trump nos EUA, a procura por ouro subiu bastante.

Bitcoin

O preço do bitcoin ainda tem uma alta volatilidade, porém já mostramos em outros textos nossos que há uma vantagem nisso. Por exemplo, para os investidores, essa alta volatilidade pode ser muito boa para venda e compra do ativo, dependendo dos objetivos de investimento. Por exemplo, para especuladores que pretendem comprar na baixa e vender na alta, é um ponto atrativo.

Como investir em bitcoin e ouro

Ouro

É possível investir em ouro por meio de instituições financeiras credenciadas. Você pode adquirir o metal na BM&FBovespa, desde que se cadastre em uma corretora de valores que opere na Bolsa. 

Você também pode comprar ouro físico (em barra) em empresas autorizadas como a Parmetal e bancos como o Banco do Brasil. 

Bitcoin

Caso você tenha interesse em adquirir bitcoin, pode conseguir facilmente em nossa plataforma Foxbit. A Foxbit é uma das maiores corretora de bitcoins do Brasil e realiza a intermediação de compra e venda de bitcoins desde dezembro de 2014, fornecendo a segurança de que a transação seja realizada com sucesso e as duas partes recebam o acordado.

Sempre falamos da importância da diversificação de ativos em sua carteira de investimentos. Então não necessariamente você precisa escolher um ou outro, para uma maior diversificação você pode escolher os dois, como forma de um complementar o outro.

E então, já tomou sua decisão? Muita gente acredita que o ouro continuará sendo um investimento confiável durante muito tempo. Por outro lado, com a popularização do bitcoin, cada vez mais pessoas estão acreditando nesse ativo. Seja qual for sua escolha, não deixe de continuar se informando sobre o assunto.

Se você gostou deste conteúdo, acompanhe nosso blog, lá você encontra conteúdos como esse, de fácil entendimento e em tom educativo e nos siga em nossas redes sociais.

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O que fazer com os seus investimentos em dias de pânico no mercado?

dólar bolsa mercado índices alta baixa

SÃO PAULO – O sentimento de pânico que se instalou nos mercados na abertura desta semana como efeito da forte queda dos preços de petróleo, endossando um ambiente já negativo criado pelas preocupações com o impacto do coronavírus na economia, exige mais sangue frio do que nunca do investidor.

Ainda que as incertezas possam ter aumentado e que os preços de ativos de risco estejam despencando, cabe ao investidor ter paciência para não tomar decisões erradas e ampliar eventuais perdas acumuladas na carteira.

“Neste momento, o investidor não deve fazer nada. É uma recomendação de curtíssimo prazo: para hoje e amanhã. Ele deve respirar e entender o que foi que motivou essa queda dos mercados”, diz Marcia Dessen, planejadora financeira com certificação CFP e diretora da Planejar.

Além de avaliar o cenário atual, a planejadora assinala que é fundamental refletir sobre sua decisão de aplicar recursos em ativos de maior risco. “Quando a pessoa entra no mercado com uma expectativa de que uma queda drástica não poderia acontecer, ela entra em pânico quando acontece, e toma decisões ruins. Acaba saindo na hora de comprar”, destaca.

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Otávio Vieira, sócio gestor da gestora de patrimônio Taler, concorda que, diante de tamanha incerteza no cenário macroeconômico, qualquer atitude parece precipitada. “O máximo que a pessoa pode fazer é adequar a carteira ao que tinha antes da queda”, diz.

Felipe Dexheimer, coordenador de alocação da XP Investimentos, endossa a avaliação e explica. “O Ibovespa atingiu o maior nível do ano em 24 de janeiro. De lá para cá, caiu aproximadamente 25%. Em uma carteira moderada, com 80% do patrimônio em CDI e 20% em Bolsa, o investidor teria hoje cerca de 16% em renda variável”, observa, ressaltando a necessidade de ajuste do portfólio para retomar a fatia de 20% em ações.

A recomendação é de recomposição da carteira, mas de forma gradual. “Defendemos que o investidor não precisa ter pressa”, assinala Dexheimer.

Orientação para o iniciante

Para o investidor sem nenhuma exposição em Bolsa, a queda dos ativos também pode ser encarada como oportunidade para iniciar uma posição em risco, também gradualmente. E é fundamental ter em mente que o tempo para uma recuperação do patrimônio em caso de queda tende ser maior do que o de perda.

“Entrar aos poucos é uma boa estratégia. Tem que comprar um pouco mais na hora que cai o mercado para recompor a posição. Peguemos como exemplo alguém que aplicou R$ 10 mil em Bolsa. Supondo uma queda de 30%, a pessoa ficaria com R$ 7 mil. Se a Bolsa se recuperasse meses depois e subisse 30%, o investidor não iria recompor sua perda, estaria com R$ 9.100. A Bolsa teria que subir 42% para compensar uma queda de 30% quando a pessoa tinha R$ 10 mil”, explica Marcia.

Da mesma forma como na Taler, a TAG Investimentos atende clientes de maior patrimônio, no caso a partir de R$ 10 milhões. Por ora, o sócio Dan Kawa diz que os clientes estão relativamente tranquilos, ainda que desconfortáveis com a queda dos mercados.

“Não vimos nenhum movimento de pânico, pelo contrário. Alguns investidores com dinheiro em caixa estão aproveitando para voltar a alocar em renda variável frente a esse novo cenário de juros baixos no Brasil.”

Paciência, parcimônia e prudência

A TAG tem dividido seus clientes em três perfis de risco. O primeiro com uma posição em renda variável ideal para o médio e o longo prazo. Nesse caso, a recomendação tem sido de paciência, sem indicação de aumento ou redução do percentual investido.

“Entendemos que o curto prazo vai seguir volátil, que os riscos aumentaram, mas muita coisa ruim já foi para o preço. É preciso paciência para ter maior visibilidade do cenário em algumas semanas ou alguns meses”, observa Kawa.

O segundo grupo é formado por clientes com alocação em renda variável que desejam ampliar a fatia em risco. E a orientação é de parcimônia, de uma construção gradual da parcela dedicada à Bolsa. “Ninguém nunca vai saber qual é o fundo do poço.”

Por último, estão clientes pouco presentes na gestora, que têm uma alocação muito maior do que a desejada em renda variável, com necessidade de adequar o portfólio independentemente de preço. “Recomendamos prudência a esse investidor. Ele não precisa zerar, mas deve ter alguma estratégia de redução de alocação, dado que descobriu que tinha uma posição muito maior do que deveria ou aguentaria ter.”

Atualmente, clientes de perfil moderado detêm, em média, de 20% a 30% em ações na TAG, que começa a analisar outras classes de ativos na qual tinham uma posição muito pequena ou até mesmo inexistente, caso da de fundos imobiliários.

De olho na queda dos preços das cotas, a gestora está iniciando uma alocação em FIIs, por meio de um fundo de fundos.

Na Taler, Vieira conta que, em janeiro, a gestora recomendou a redução da alocação em Bolsa, de 20% para 15% em ações. Hoje, a exposição média em renda variável está em 35% e a em renda fixa, em 65%.

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Onde investir agora? Gestores de fundos tiram dúvidas ao vivo

SÃO PAULO – Onde vale a pena investir agora, depois de um dia caótico nos mercados? É hora de aproveitar a baixa da Bolsa e comprar mais? Ou é melhor esperar o cenário ficar mais claro? Quais são as perspectivas para a renda fixa?

Essas e outras questões são abordadas pelos gestores de fundos Luis Felipe Amaral, sócio-fundador da Equitas, e Carlos Messa, gestor de fundos abertos da Quasar, na entrevista feita pelo InfoMoney.

Você pode acompanhar ao vivo a partir das 18 horas e mandar suas perguntas.

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Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio estimado em R$ 2 milhões

A Mega-Sena sorteia nesta terça-feira (10) o prêmio estimado em R$ 2 milhões. As dezenas do concurso 2.241 serão sorteadas a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

O Sorteio é aberto ao público e pode ser acompanhado também pelas redes sociais: Facebook e Canal Caixa, no Youtube.

O concurso de hoje faz parte da Mega Semana da Mulher, que terá sorteios também na quinta-feira (12) e no sábado (14). Normalmente, os sorteios da Mega-Sena são realizados na quarta-feira e no sábado

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país. A cartela, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

Este artigo foi publicado primeiro no site https://https://exame.abril.com.br/

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