Renda Fixa – O que é? Como funciona? Dá para investir com criptomoedas?

A renda fixa te dá mais segurança e uma certa previsibilidade de retorno, sendo um dos investimentos preferidos dos brasileiros. 

Então, como investir em renda fixa? O que é a renda fixa e como ela funciona? É retorno garantido? Vamos matar alguns mitos sobre renda fixa e te ensinar a investir até mesmo com criptomoedas.

O que você vai aprender aqui:

O que é renda fixa?

Renda fixa é o investimento no qual você sabe, antes mesmo de aplicar seu dinheiro, quais são as regras. Você geralmente empresta dinheiro para alguém e essa pessoa já te dá as condições baseadas em índices ou taxas pré-definidas.

Por exemplo, ao comprar um título de dívida bancário (CDB) você empresta esse dinheiro para um banco e ele promete uma rentabilidade baseada, geralmente, no Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI). Ou seja, mesmo sem ter uma taxa fixa, você já sabe as regras de antemão.

Quais são os tipos de renda fixa?

A renda fixa é um sub-tipo de investimento vasto e comporta de títulos do governo até criptomoedas. Vamos listar os principais produtos:

1. Títulos da Dívida Pública

Ao aplicar em títulos públicos você está emprestando seu dinheiro para o governo se financiar. Apesar de ser considerado o título mais seguro do mercado, não é incomum que governos declarem moratória e não paguem suas dívidas.

Na última década, por exemplo, tivemos o governo do Líbano, Argentina e Grécia pedindo para não pagar suas dívidas públicas. Há também um grande risco político, pois algumas vertentes acabam por pregar o fim da dívida pública, simplesmente não pagando.

Você pode fazer aplicações em diversos títulos públicos via Tesouro Direto e as opções são muitas. Há títulos pré-fixados  – cujos retornos você já sabe desde o começo quais serão e também, pós-fixados – atrelados a índices (como o Tesouro Selic) – e os títulos híbridos com valores atrelados à inflação somados a juros semestrais.

Apesar de ser um título do governo, o próprio governo não dá nenhuma garantia que ele será pago, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) não cobre os títulos da dívida. 

2. CDBs

Os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) são aplicações em títulos dos bancos. As instituições financeiras, assim como o governo faz com os títulos da dívida, levantam dinheiro por meio desse instrumento.

Qual o rendimento da renda fixa com o CDB? O rendimento do CDB vai depender de cada banco. Geralmente, os bancos maiores têm títulos pagando pouco, enquanto em bancos como Inter, Neon e NuBank, eles podem render até 100% ou mais do CDI.

Os CDBs são cobertos pelo FGC em até R$250 mil por investidor. Entretanto, você paga Imposto de Renda seguindo a tabela regressiva pelo tempo de aplicação.

3. Poupança

A poupança é um dos piores investimentos em renda fixa e mesmo assim é o mais usado pelos brasileiros. Talvez, devido praticidade e a falta de opções nos grandes bancos a poupança ainda é muito usada. 

Qual o rendimento da renda fixa com a poupança? O rendimento é calculado pela soma de 0,5% ao mês, mais a variação da Taxa Referencial (TR) se a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano. Já, se ela estiver abaixo, a rentabilidade será de 70% da Selic contando com a variação da TR.

Além disso, a rentabilidade só é adicionada à conta uma vez por mês, a famosa “data de aniversário”. Contudo, ela é assegurada pelo FGC em até R$250 mil em caso de dissolução do banco, apresentando então a mesma garantia de um CDB, por exemplo.

4. Debêntures

São títulos emitidos por empresas para levantar dinheiro, assim como os CDBs dos bancos e os Títulos de Dívida do governo.

Geralmente, as debêntures são títulos de longa duração. Isso acontece porque normalmente os valores são levantados para construção de grandes projetos ou expansão da empresa. O rendimento desse tipo de investimento pode variar dependendo da empresa. Existem títulos pós-fixado, híbridos e pré-fixados com prazos diversos.

Não há cobertura pelo FGC das debêntures. Também é cobrado Imposto de Renda seguindo a tabela regressiva, a não ser em caso em títulos que envolvam obras isentas pelo governo federal.

5. Empréstimos de Criptomoedas

Assim como as debêntures ajudam as empresas a levantarem dinheiro, as criptomoedas seguem o mesmo passo, mas com as pessoas e mineradoras de bitcoin.

Muitas vezes, um investidor ou minerador de bitcoin não quer se desfazer de suas criptomoedas. Contudo, ele precisa de dinheiro fiat (real, dólar ou euro) para pagar contas ou fazer um investimento rápido. O que fazer? Ele utiliza o bitcoin como garantia e promete pagar uma pequena taxa de juros para quem emprestou. Dessa forma, se ele não pagar a dívida os bitcoins são liquidados.

Como resultado, o risco de perder o investimento em empréstimos de criptomoedas é baixo. Os riscos são inerentes às plataformas de empréstimos (hacks e bugs por exemplo). Claro, é uma modalidade pouco regulamentada, mas que está crescendo em conjunto com as próprias criptomoedas.

Saiba mais sobre essa modalidade com o vídeo abaixo da Mercurius Crypto:

Quanto rende a renda fixa?

O rendimento da renda fixa vai depender de qual produto e quais os riscos você quer tomar. Quanto maior risco e tempo investido maiores serão os retornos.

Devido a grande quantidade de produtos, há sites especializados em calcular as melhores taxas de rendimento de cada produto de renda fixa. Veja alguns:

Esses aplicativos vão te ajudar a escolher os melhores títulos e rendimentos. Assim você pode compará-los com aqueles oferecidos pelo seu banco.

Como investir em Renda Fixa?

O investimento em Renda Fixa pode ser feito através de bancos, corretoras ou outras plataformas de investimento. 

Já para quem quiser ter renda fixa por meio de empréstimos de criptomoedas, é preciso comprar criptoativos em exchanges como a Foxbit e fazer transferência para plataformas como a Nexo.

Pesquise as taxas antes de começar o investimento em renda fixa, é muito importante descobrir qual é o melhor local para comprar antes de aplicar o seu dinheiro.

Esperamos que esse post tenha te ajudado a conhecer mais sobre esse universo da renda fixa. Quer conhecer mais? O pessoal do Cointimes fez um podcast completo sobre o tema, entrevistando especialistas nesse tipo de investimento:

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O mercado está muito otimista – Mercurius Report #11

O mercado de criptomoedas está apresentando grandes movimentações, com uma visão extremamente positiva.

Esses movimentos estão muito ligados ao grande crescimento das DeFi,
e do excelente momento que o BTC está vivendo, superando os 12.000 USD em
diversas Exchanges (além de estar muito próximo de atingir sua alta histórica
no Brasil).

O MERCADO ESTÁ GANANCIOSO E MUITO OTIMISTA!

O Bitcoin se manteve estável essa semana, com uma pequena valorização nos últimos sete dias (de cerca de 0,9%). Entretanto, o mercado permanece em estado de ganância extrema, o que mostra uma confiança irracional no ativo nesse momento, que ainda não definiu sua próxima tendência de mercado.

Muito cuidado com o positivismo que está acontecendo no
mercado de criptoativos. É muito importante entender os fundamentos que estão
por trás da rede. Esse entendimento também te protegerá de momentos de
altíssima especulação.

CUIDADO COM O HYPE

YAM Finance, um protocolo DeFi lançado na terça (que em poucos dias
havia acumulado mais de 60 milhões de dólares de valor de mercado), era
considerado uma das principais promessas em termos de DeFi, mas perdeu
99% do seu valor
de mercado em menos de um dia.

Essa perda se deu por conta de uma falha em seu sistema, o
que deixou milhares de investidores no prejuízo. Nosso recado: cuidado com o
Hype das DeFi, ainda estamos observando um mercado novo e em desenvolvimento.

Isso vale para qualquer outro criptoativo, em especial os mais
recentes. Nosso mercado ainda é experimental de certa forma, e é importante
entender as suas limitações no curto prazo.

A ETH está sofrendo bastante com as altas taxas de transação na rede, graças ao boom das DeFi e das stablecoins, evidenciando a grande demanda pela Blockchain da Ethereum bem como sua falta de escalabilidade, no curto prazo, para suportar o uso intenso de sua rede.

O BITCOIN EM CONSTANTE QUEDA

Calma, o Bitcoin não está caindo em relação ao preço, mas em relação
à sua dominância frente ao mercado, devido ao grande Hype das DeFi e altcoins.

Enquanto o BTC se comportou de forma lateralizada nessas últimas
semanas, ETH e XRP apresentaram ganhos de 8% e 4%,
respectivamente, e reduziram a dominância de mercado do BTC abaixo dos
59%, o menor valor dos últimos 12 meses.

A PERGUNTA DE 12 MIL DOLÁRES

Com toda essa situação, apenas uma dúvida permanece: o que irá
acontecer com o mercado?

Para você chegar nessa resposta, conte com o Mercurius Report #11 para te ajudar.

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Ethereum 2.0 – O que é? Quando será lançada e como comprar?

O Ethereum 2.0 será uma reestruturação da maior plataforma de contratos inteligentes do mundo, o Ethereum. Muitas mudanças serão feitas e algumas podem te ajudar a rentabilizar o Ethereum que você tem parado.

Quais são os pontos positivos e negativos do Ethereum 2.0? Quais as mudanças? E o roadmap? Vamos falar sobre tudo isso e esclarecer as principais dúvidas.

Tudo sobre o Ethereum 2.0:

  • O que é o Ethereum 2.0?
  • Quais as diferenças entre o Ethereum e o Ethereum 2.0?
  • Quando será lançado o Ethereum 2.0? E o roadmap?
  • Como comprar o Ethereum 2.0? E o que esperar?

O que é o Ethereum 2.0?

O Ethereum 2.0 é a próxima grande atualização de protocolo que está sendo desenvolvida para melhorar o uso da rede, trazendo mais escalabilidade e facilidade de desenvolvimento.

Quais as diferenças entre o Ethereum e o Ethereum 2.0?

As diferenças entre o Ethereum e o Ethereum 2.0 são muitas, dentre elas temos:

  • Mudança do algoritmo de consenso; 
  • Remodelação da estrutura da rede;
  • Modificação da política monetária.

Vamos falar detalhadamente sobre cada uma, então acompanha a gente até o final para tirar todas suas dúvidas.

Mudança no consenso da rede:

A primeira e maior mudança vista pelos usuários será na forma com que o Ethereum valida os blocos no blockchain. 

Atualmente, os blocos do Ethereum são mineradoras por Prova-de-Trabalho (PoW), ou seja, é necessário grande poder computacional para incluir blocos na rede. Com a atualização do Ethereum 2.0 completa, a situação mudará e os blocos serão validados por “Prova de Quantidade” (PoS), bastando que o usuário tenha a quantidade de 32 ETH e habilidades técnicas para montar um servidor que ajude a rede.

Remodelação da rede

Em vez da ideia de ser um computador único descentralizado para o mundo, o Ethereum terá uma estrutura de diversos “mini-computadores” integrados em uma rede principal. A rede será separada em shards. 

Mas o que é o sharding?

É o termo que descende da ciência da computação e significa o particionamento de um banco de dados em múltiplas máquinas. Quando se trata de blockchain, em termos simples, o sharding significa fracionar a rede de uma criptomoeda em vários blockchains interligados.

Modificação na política monetária:

A política monetária do Ethereum também mudará completamente. Nas primeiras fases do Ethereum 2.0 teremos duas redes separadas gerando recompensas tanto para quem minera via Prova de Trabalho, quanto para quem valida os blocos via Prova de Quantidade.

Isso significa que teremos os mesmos 2 Ethers por bloco na mineração, somados a uma quantidade variável de Ether gerado na cadeia com PoS. Isso ocorrerá até o Ethereum comum se integrar no Ethereum 2.0 (veja mais abaixo sobre as fases do upgrade).

A tabela a seguir mostra a quantidade de Ether que será criada na cadeia de PoS. Os valores são determinados de acordo com a quantidade de validadores, a ideia é que haja incentivo suficiente para que os usuários migrem para a nova versão.

Quando será lançado o Ethereum 2.0? E o roadmap?

Desde o lançamento do Ethereum em 2015 já é discutido uma atualização do protocolo que pudesse aumentar a capacidade de transações na rede.

Frontie, Homestead e Metropolis foram as primeiras épocas e atualizações do ETH, agora entraremos na Serenity com o Ethereum 2.0.

A Serenity será dividida em sub-atualizações que explicaremos em detalhe nos próximos tópicos.

Fase 0 da Serenity: A vinda dos validadores

Implementará a “Beacon Chain” que terá a Prova de Quantidade (Proof of Stake) e permitirá transacionar o ether da cadeia antiga para a nova.

Inicialmente, o Ethereum 2.0 será lançado sem a possibilidade de enviar transações, criar smart contracts ou até mesmo guardar dados dos usuários. Simplesmente será uma cadeia de testes para validar e coordenar o funcionamento dos validadores.

As transações continuarão acontecendo normalmente no “Ethereum 1.0” e não será permitido o envio de ether de volta ao Ethereum assim que ele for transferido para a beacon chain.

Fase 1: O esperado sharding

Desde que a beacon chain esteja funcionando perfeitamente, teremos o lançamento da funcionalidade principal de escalabilidade, o sharding.

Cada um desses blockchains será um shard, inicialmente teremos 64 deles, com a possibilidade de ampliação futura. A beacon chain servirá como uma ponte entre os shards. Nessa fase, os usuários só poderão transacionar ether sem contatos inteligentes.

Fase 1,5 e 2: O retorno dos aplicativos descentralizados (Dapps)

Na fase 1,5 teremos a integração do Ethereum com o Ethereum 2.0, ele será um dos 64 shards. É na fase 1,5 que será declarado o fim da Prova de Trabalho e o gráfico de Ether gerado ficará dessa forma:

Já na frase 2 teremos a entrada de Dapps para todos os shards, isso significa que os smart contracts serão habilitados novamente.

Novas linguagens de programação, além da Solidity, serão adicionadas ao desenvolvimento dos Dapps.

Fase 3: Os retoques finais

Essa é a fase menos definida do novo Ethereum. De acordo com Vitalik Buterin, cofundador do Ethereum, essa será a hora de adicionar novas funcionalidades como mais shards, ZK- Starks (para melhorar a privacidade da rede) e outras tecnologias que ainda estão sendo desenvolvidas.

Quanto tempo até a finalização do Ethereum 2.0?

Segundo Buterin, o desenvolvimento deste roadmap poderá durar de 5 a 10 anos para ser completamente concluído. Espera-se que cada fase dure entre 6 e 8 meses, contudo, o time de desenvolvimento da criptomoeda ficou famoso por atrasar prazos nos últimos anos.

Onde comprar o Ethereum 2.0? 

A ideia de ter duas redes separadas e com diferentes tokens pode resultar na diferença de preço do Ether travado no Ethereum 2.0 do Ether na cadeia de PoW. Por isso, podemos esperar até mesmo o surgimento de mercados negociando títulos de Ether na cadeia 2.0 por Ether na cadeia principal.

Agora, se você quiser virar um validador no Ethereum 2.0, precisará de 32 Ethers travados na nova cadeia. 

O futuro do Ethereum

Apesar dos avanços, é importante notar que muitos dos pontos da atualização ainda não foram decididos. Por exemplo, não sabemos como ocorrerá a transmissão entre shards e como ocorrerá a inclusão do Ethereum 1.0 no Ethereum 2.0.

Será uma jornada longa e arriscada, é a primeira vez que um projeto dessa envergadura adotará uma mudança tão radical de estrutura no espaço das criptomoedas. O risco é enorme de algo dar errado, assim como as recompensas deverão ser grandes se tudo ocorrer bem.

Mas lembre-se: “nunca invista mais do que você pode perder” e esteja ciente que o Ethereum 2.0 é um grande experimento envolvendo novas tecnologias, dezenas de desenvolvedores e empresas.

Esse é um guia inicial para o Ethereum 2.0, quem quiser se aprofundar pode verificar as fontes usadas para criação do artigo:

https://consensys.net/blog/blockchain-explained/the-roadmap-to-serenity-2/

https://docs.ethhub.io/ethereum-roadmap/ethereum-2.0/eth-2.0-economics/

ETHEREUM 2.0: HOW IT WORKSAND WHY IT MATTERS by Coindesk

https://medium.com/nearprotocol/the-authoritative-guide-to-blockchain-sharding-part-1-1b53ed31e060

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Como aprender a investir: 3 lições que mudaram minha vida

Como aprender a investir: lições para mudar sua vida

Como aprender a investir? Será que existe uma lógica ideal para se tornar um investidor? Algumas pistas sobre isso aqui.

Nunca tivemos tanto conteúdo sobre educação financeira à nossa disposição, não é mesmo? Como aprender a investir, no entanto, não é exatamente um aprendizado que depende tanto desse mar de informação sobre finanças pessoais e investimentos.

Não se trata de uma crítica ao excesso de conteúdo, mas ao fato de que nós atribuímos a ele muito mais responsabilidade do que deveríamos. Conteúdo e informação sempre serão importantes, mas as escolhas seguirão sendo individuais.

O que eu escuto com frequência é que “agora guardar dinheiro ficou muito mais fácil e posso aprender a investir quando quiser”. A ilusão do controle somada ao cada vez maior repertório de educação financeira nos coloca como alguém capaz de resolver a situação a qualquer momento. A realidade? Bem, você sabe que não é assim.

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Como aprender a investir: 3 lições que mudaram minha vida

Interpretar e transformar o conteúdo a que temos contato em prática não é simples e depende tanto de atitude, interesse quanto de capacidade e formação. Eu sei que ainda temos um longo caminho a percorrer neste sentido, então para não ficar divagando sobre isso, melhor falar do que eu consegui fazer e testar.

Em 2020, completarei 20 anos investindo no mercado financeiro. Sinto-me muito como uma frase famosa de Nassim Taleb: “São 5 anos aprendendo a ganhar dinheiro e 15 aprendendo a não perder”. Permita-me compartilhar algumas lições simples (porém profundas) que mudaram a minha vida.

Lição 1: Mais prática que expectativa

Vivemos tempos cada vez mais interessantes, mas carregados de apelos de todos os lados. A possibilidade de se conectar com tanta gente ao mesmo tempo nos deixa mais ansiosos; e acompanhar suas vidas de maneira praticamente instantânea eleva nossas expectativas.

O “guru que você precisa” está a poucos cliques do mouse ou rolar dos dedos no celular. A mensagem que fala “exatamente o que você precisa ouvir” pode ser facilmente encontrada nas redes sociais.

Sem perceber, você passa mais tempo preocupado com o que você não tem (e não faz) do que com o que você já conseguiu (e fez). Analisando o mundo financeiro, temos passado muito tempo consumindo conteúdo sobre como aprender a investir, mas sem começar a guardar de fato.

“Comece com o que você tem agora”. Eu ouvi isso cedo e, para minha felicidade, tentei seguir o conselho. Comprei ações de empresas no mercado fracionário, entrei e sai de diferentes fundos de investimento e comecei uma previdência complementar na primeira oportunidade possível, ainda com 20 anos.

Não se engane ou pense que isso faz de mim alguém diferente. Não se trata de virtude, mas escolhas. As quantias guardadas eram modestas e o foco era mesmo tentar fazer algum investimento (e aprender fazendo) do que esperar que alguma coisa mudasse por simples capricho.

Com o hábito, ficou mais fácil investir, mas não menos desafiador lidar com realidade de investimentos. Mudança de cenários, escolha das empresas, carteira de investimentos, como diversificar, abrir ou não negócio próprio, risco, tudo isso segue relevante. Mas quando você já começou, a motivação é diferente.

Leia também: Obsolescência Programada: só o que é novo é bom? Cuidado

Lição 2: Mais networking que leitura

A leitura segue uma trajetória semelhante à da expectativa, embora tenha aspectos positivos muito interessantes e efeitos colaterais valiosos. O ponto é não se deixar levar pela cada vez mais presente simplificação de conceitos, como se resultados incríveis fossem apenas uma questão de “seguir uma receita”.

Como aprender a investir é uma parte essencial de uma jornada que deverá acompanhá-lo para o resto de sua vida. As biografias de grandes investidores mostram isso com clareza, mas muitas obras comerciais baseadas nelas fazem parecer fácil se tornar uma nova e atualizada versão deles.

Se fosse tão fácil repetir as lições de livros de investimentos, por que alguém trabalharia no mercado financeiro, por exemplo? Ou em qualquer outra coisa? A retórica polêmica destas perguntas serve para provocá-lo a pensar mais em relacionamentos que lições – e isso inclui ler esse próprio texto com muito cuidado.

Leia bastante, isso é importante, mas procure conhecer pessoas capazes de compartilhar histórias reais sobre escolhas, consequências e aprendizados envolvendo finanças pessoais e investimentos.

Encontros e networking neste sentido oferecerão uma visão mais prática e menos “glamourizada” sobre como as coisas realmente acontecem na vida real. Uma pessoa sincera sempre contará a verdade sobre sua história, mas isso nem sempre estará nos livros sobre ela (ou que ela escreveria). Por quê? Porque ninguém iria quer comprá-los.

Imagine uma livraria com títulos como “Fique rico em 20 anos (ou mais): isso se você fizer as coisas direito” ou “Você não vai ganhar dinheiro investindo, mas trabalhando muito” e por aí vai. Pois é, as vendas seriam um desastre. Em um café, você pode falar sobre tudo isso. Nas suas leituras, não será tão fácil achar capítulos honestos assim.

Lição 3: Mais interpretação que redes sociais

Se por um lado a leitura deve ser feita de mais cuidadosa, ela precisa ser frequente e cada vez mais incentivada. Existem excelentes livros, repletos de boas sugestões, histórias e ideias – e até mesmo as ideias têm consequências, como temos aprendido com a realidade atual do Brasil e do mundo.

Eu disse que pode ser um pouco mais difícil do que você pensa encontrar, em um livro, várias dicas realmente práticas sobre como aprender a investir. Achá-las nas redes sociais é ainda mais complicado, por mais paradoxal que isso possa parecer.

O mundo totalmente conectado permite que amigos sejam a voz de amigos através de vídeos no Youtube ou postagens em seus perfis. Compartilhar o que você tem feito, como tem feito e que resultados tem alcançado nunca foi tão fácil. Verdade. Mas mentir também nunca deu resultados tão “interessantes” e vantajosos.

Popularidade. Alcance. Autoridade. Convites para eventos. Publicidade. Reconhecimento público. Uma mensagem de conteúdo duvidoso (ou mesmo impreciso, errado) pode alcançar e impactar milhões de pessoas em pouco tempo. Comentei mais sobre isso nos conselhos de educação financeira que recebi.

O efeito viral de uma falsa história virtual de sucesso nos investimentos pode arruinar centenas, milhares de vidas. De forma real e duradoura. Você deve ser mais cuidadoso com o conteúdo que consome, o que significa aprender a interpretá-lo e validá-lo antes de simplesmente tentar replicá-lo.

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Conclusão

O principal convite deste texto é direto e objetivo: viva o mais próximo da realidade possível. Isso não significa deixar de sonhar ou querer crescer na vida, o que quer que isso signifique pra você, mas saber que o caminho requer escolhas, trabalho, bons relacionamentos e responsabilidade, não mágica e ressentimento.

Foto: Pexels.

—— Este artigo foi escrito por Conrado Navarro. Este artigo apareceu originalmente no site Dinheirama.A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso formulário de contato. Siga-nos no Twitter: @Dinheirama

Você está animado como BTC? – Mercurius Report #10

Se você está animado com o Bitcoin, é bom ter um pouco de cuidado, o mercado está muito ganancioso.

Um dos indicadores que nós mais observamos no mercado é o índice
de medo e ganância.
Em especial, quando o sentimento do mercado apresenta
uma grande alteração e, efetivamente, foi o que ocorreu.

O índice atingiu a ganância extrema, apontando que os investidores de criptomoedas estão começando a investir de forma irracional no Bitcoin. O que é uma excelente oportunidade para grandes players realizarem seus lucros, dado que o BTC valorizou 30% nos últimos trinta dias.

Medo e ganância do
mercado

Caso você esteja muito animado com o mercado, tome cuidado.
Você pode ser surpreendido com uma retração do Bitcoin, visto que, dentro
do horizonte semanal, é muito plausível vermos uma retração no BTC.

Precisamos ficar atentos, pois nem sempre a indicação de sobrecompra
no
estocástico
leva à desvalorização repentina. Por exemplo, em 2019 tivemos uma subida de
preço acentuada mesmo com o estocástico a níveis altos.

Volume
Semanal

BTC/USD (coinbase)
| Visualização semanal

Outro fato interessante de ser observado é o volume
crescente
do Bitcoin no gráfico semanal.

Volume de trading
na Coinbase (7 dias)

Como o volume semanal cresceu de forma consistente, se ele
se estabilizar, isso finalmente reduz o risco de manipulação de mercado.

Com a diminuição desse risco, os indicadores técnicos e
fundamentalistas tendem a ter mais efetividade e o mercado tende a se comportar
de uma forma menos volátil.

Podemos ter uma visualização mais positiva em relação ao
Bitcoin, visto que, no horizonte mensal, a tendência é de alta.

BTC/USD (coinbase)
| Visualização mensal

Enfrentamos somente duas objeções para uma subida e
consolidação na região dos 15000 USD: a resistência de momento dos 12000 USD,
e os volumes decrescentes desde 2018.

Caso tenhamos uma subida sem volume, ou formemos topo na
resistência, podemos acumular perdas dentro do canal de alta.

Vale lembrar que o fundo do canal está na faixa dos 7000
USD.

Quer saber mais sobre essa perspectiva?

Então baixe nosso report semanal!

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Não existe apenas Bitcoin – Mercurius Report Julho

O mercado de criptomoedas não é só pagamentos

O mercado de criptomoedas possui 83% do seu MarketCap em ativos que possuem a finalidade de serem meios de pagamento (BTC,BCH,XRP e outros).

Apenas 17% desse Marketcap abrange outras necessidades, tais como smart contracts, protocolos de Lending e DEX (exchanges descentralizadas).

Como você sabe, não são apenas os meios de pagamento que necessitam de descentralização. 

Existem diversos outros setores em que a tecnologia

Blockchain poderia agregar e muito. Então, você que é amante da liberdade assim como eu, também deve pensar que a revolução do Bitcoin deveria se estender para mais setores, certo? 

Se a resposta for sim, tenho certeza que a Ethereum terá muito valor para você, nesse report mensal eu irei te explicar o motivo, até por que, se a humanidade procura por grandes soluções envolvendo a descentralização, não faz sentido 83% do valor do mercado de criptomoedas estar concentrado apenas em soluções de meios de pagamento.

Ethereum chegando forte

Atualmente, a Ethereum possui cerca de 43 bilhões de dólares de MarketCap e se valorizou quase 200% desde o início de 2020.

Esse crescimento repentino fez com que os investidores apresentassem o seguinte questionamento: “por que a Ethereum se valorizou tanto em 2020?”.

A resposta está relacionada com algo que você está vivendo agora: COVID-19.

Sim, provavelmente a Ethereum foi um dos ativos que mais se beneficiou pela pandemia. A crise global criou a necessidade por dois grandes segmentos no mercado de criptoativos: stablecoins (devido à busca por liquidez do mercado) e crédito (causando o Boom das defis). E você sabe onde se concentram as principais aplicações nesses dois segmentos?

Na Blockchain da Ethereum.

O Marketcap das duas maiores stablecoins da atualidade (USDT e USDC) era de menos de 1 bilhão de dólares há um ano atrás.

Como o COVID-19, esse valor cresceu mais de 600% chegando a 7 bilhões de dólares atualmente.

Relatório mensal completo

O assunto não para por aí, quer ler tudo na íntegra? Você pode baixar o relatório completo no link abaixo e entender melhor esse novo momento das criptomoedas em meio a pandemia.

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Bitcoin em busca dos R$76.000 e tem 71% de chegar lá!

Esses últimos dias estão sendo ótimo para quem está comprado no Bitcoin. A criptomoeda acordou e voltou a valorizar do jeito que a gente gosta de ver.

Com a capitalização de USD 216 Bilhões e uma dominância de 60% frente às outras criptomoedas, desde o dia 22 de julho o Bitcoin entrou em uma nova corrida e valorizou 32% em 16 dias. 

Mas o que tudo indica, ele não para por aí.

Foxbit Convida Bo Williams #25

Em nossa live semanal, que acontece ao vivo no nosso Youtube com o Mestre Phicube Bo Williams nas segundas e quintas, ele analisou o preço do Bitcoin e trouxe ótimas notícias do ponto de vista técnico da análise.

De acordo com Bo, nesse momento estamos em uma Onda 3 dessa valorização. 

Explicando um pouco as ondas:

  • A primeira onda começou dia 12 de março com uma mudança de direção para uma nova tendência.
  • A segunda começou dia 9 de maio e foi até 18 de junho, quando ela começou uma correção e testou o suporte nos R$46.260.
  • A terceira, a que estamos agora, começou no dia 19 de junho e vai testar um novo topo.

Com o método PhiCube, Bo apontou que o preço está se mantendo em cima da linha dourada, que traz um indicativo muito forte para análise de uma tendência de alta. 

Próximos alvos do Bitcoin de acordo com o Phicube

Os alvos da “Onda 3” são proporcionais a “Onda 1” e de acordo com a análise, os próximos alvos são ótimas expectativas.

  • Primeira linha aponta para os R$76.100,34.
  • Segunda linha R$84.328,72
  • Terceira linha R$ 94.787,21
  • Quarta linha R$108.091,03

A primeira linha vai ser uma grande decisão para o preço do Bitcoin e de acordo com o Bo,  tem 71% de chance de chegar nessa primeira linha.

Um belo momento não é mesmo? 

Veja a LIVE completa abaixo e não deixe de acompanhar as próximas. As lives acontecem toda segunda e quinta-feira, às 16h, no Youtube da Foxbit.

Vamos acompanhando e trazendo mais informações toda semana com as lives junto com o Bo!

Disclaimer: Isso não é uma indicação de compra e os resultados podem variar de pessoa a pessoa.

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Comprar casa própria ou alugar: simular é fácil, mas como se decidir?

Comprar casa própria ou alugar: como se decidir?

Entre amigos, nos papos com a família e na Internet, você sempre vai encontrar calorosas discussões envolvendo a decisão de comprar casa própria ou alugar.

Você com certeza já ouviu a expressão “Quem casa, quer casa”. Pois é, comprar a casa própria ou alugar um imóvel é uma decisão que sempre “atormenta” casais jovens, mas que existe também como dúvida entre quem está formando patrimônio.

A discussão costuma girar em torno da dúvida sobre as vantagens entre comprar a casa própria e alugar. Alguns benefícios da casa própria não fazem sentido para quem prefere alugar e os dois grupos são ferrenhos defensores de seus pontos de vista.

Minha visão é bastante pragmática e simples: a polêmica é muito interessante para abrir a cabeça para novas perspectivas, mas as escolhas precisam ser tomadas de acordo com o perfil, necessidades e prioridades de cada um.

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Comprar casa própria ou alugar? O lado financeiro da coisa

Os principais argumentos de quem defende que você deve fugir da compra da casa própria são financeiros, principalmente quando a família defende empatar muito dinheiro em um imóvel ou financiar em muitos anos.

A tese de quem prefere alugar a comprar a casa própria defende que o dinheiro bem aplicado, mais a disciplina de seguir investindo mês a mês fará seu patrimônio líquido final ser maior do que aquele com a casa própria (mesmo com sua potencial valorização).

De forma simplificada, pense que você pode dar uma entrada de R$ 100 mil para comprar um imóvel de R$ 400 mil. O financiamento dos R$ 300 mil hoje em 20 anos, a uma taxa anual de 7% ao ano considerando a Tabela SAC geraria parcelas iniciais de R$ 3 mil, caindo até R$ 2 mil ao longo de 10 anos. E depois até R$ 1.300 ao longo dos 10 anos finais.

Caso você consiga alugar um imóvel semelhante por R$ 1.500,00, digamos, você deveria ter de R$ 1.500,00 a R$ 500,00 por mês, pelo menos durante 10 anos, para investir – estes valores são a diferença entre o que você pagaria de parcela para o valor do aluguel. Para efeitos didáticos, estou excluindo a inflação deste exercício.

Mas será que você teria disciplina para guardar e investir este valor todo mês? Talvez. Provavelmente não, se considerarmos como a maioria dos brasileiros lida com o seu dinheiro. Com a parcela do imóvel chegando todo mês, você teria uma conta para pagar. É diferente, eu sei, embora não devesse ser se pensarmos na educação financeira.

Quanto esse dinheiro guardado por mês cresceria em 10 anos, se você fosse capaz de guardá-lo enquanto paga aluguel? Algo próximo de R$ 220 mil considerando um retorno moderado. E você ainda teria os R$ 100 mil da entrada porque não teria comprado a casa própria, que investidos seriam R$ 130 mil. Em 10 anos, você teria então R$ 350 mil e estaria pagando aluguel.

Nos próximos 10 anos, você teria menos capacidade de guardar porque as parcelas decrescentes ficariam mais próximas do valor do aluguel, mas ainda seria capaz de juntar aproximadamente R$ 50 mil. Chegaria ao final com R$ 400 mil guardados, pagando aluguel. Deu empate. E agora? O que faria mais sentido?

Leia também: Financiamento: quanto maior a entrada, melhor (comprove com números)

Comprar casa própria ou alugar? O perigo das simulações

Pode parecer que ter uma casa de R$ 400 mil ao final de 20 anos é melhor que ter os R$ 400 mil guardados e continuar vivendo de aluguel. Calma. Tenha em mente que se esse exercício fosse feito há 5 anos, a matemática do guardar e investir seria muito mais vantajosa. Toda simulação requer cuidado porque:

  • Usa indicadores e taxas do presente para estimar o futuro: considerei um retorno de pouco mais de 2% ao ano para as aplicações (a Selic está em 2% enquanto escrevo este texto, em agosto de 2020) e uma taxa de juros no financiamento de 7% ao ano, que também era maior algum tempo atrás. Uma combinação de retorno maior e juros mais elevados faria o aluguel ficar muito mais interessante;
  • Considera um período longo sem mudanças: se você considerar que o Plano Real tem menos de 30 anos, não parece arriscado fazer um planejamento financeiro contando com a simulação para os próximos 20 anos e agarrar-se fielmente a ele? Como vai se comportar a economia do Brasil no longo prazo? Difícil dizer.

O ponto aqui é que precisamos decidir hoje, agora, mas aprender a lidar com as mudanças ao longo do tempo. O exemplo que mostrei no texto de hoje seria completamente diferente em uma simulação 5 anos atrás. Há 10 anos, seria ainda mais drástica a mudança e a vantagem de alugar para quem tivesse disciplina.

Mas quem, 10, 20 anos atrás decidiu alugar e passou a guardar dinheiro todo mês? E quem comprou a casa própria, está com ela até hoje ou já a vendeu e fez outra coisa com o dinheiro? Perceba que são as decisões e nossa capacidade de manter o curso dos objetivos que fazem diferença. Simular é fácil.

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Comprar casa ou alugar? O que fazer?

Decida em paz, sem alimentar a (infundada) necessidade de provar aos outros que você estava certo. Você não vai “esfregar” seu extrato financeiro na cara de ninguém porque conseguiu ficar mais rico pagando aluguel. Ou comprando a casa. Isso não faz sentido.

O mais importante é tomar a decisão coerente com o seu momento, perfil, prioridades e levando em conta tanto os aspectos práticos/matemáticos quanto os subjetivos. O bem-estar da família no longo prazo não está apenas no dinheiro investido, mas nos momentos e nas experiências vividas.

Na boa, não interessa a ninguém saber a razão da sua escolha. Você deve lealdade à sua família e precisa honrá-la. Para fazer isso, é essencial tomar decisões coerentes com a sua realidade financeira, mesmo que elas não sejam necessariamente as escolhas que renderão mais tapinhas nas costas e “likes” nas redes sociais.

O interessante disso tudo é que a polêmica só existe porque tanto comprar a casa própria como alugar são alternativas interessantes e que merecem ser analisadas com cuidado e muita calma. Muitas vezes, como diz o escritor e amigo Jacob Petry, ficamos diante do “óbvio que ignoramos”.

Foto: Pixabay.

—— Este artigo foi escrito por Conrado Navarro. Este artigo apareceu originalmente no site Dinheirama.A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso formulário de contato. Siga-nos no Twitter: @Dinheirama

Histórias de superação na pandemia: inspire-se para vencer seus desafios

Histórias de superação na pandemia: aprenda, mude e vença desafios

Superação na pandemia: conheça histórias que mostram que os desafios podem ser vencidos com criatividade e trabalho.

A rotina anda pesada, os dias estão passando como se fossem um borrão. Uma eterna quinta-feira, em que o fim de semana não chega nunca. Sem escola, muitos trabalhando em casa. O que no início do distanciamento social era novidade, há muito se apagou e perdeu a graça.

Dizem que até o número de pedidos de divórcio aumentou, porque os casais não se suportam convivendo mais horas sob o mesmo teto.

Muitos perceberam que não estão satisfeitos em seu trabalho, ou que poderiam trabalhar de forma diferente, tendo mais tempo e sendo mais produtivos. Ou então, pela necessidade, descobriram novas formas de ganhar dinheiro. Como inspiração sempre é bem-vinda, hoje trago histórias de quem se reinventou quando tudo parecia perdido.

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Começando por um amigo que é professor de dança no interior do Rio Grande do Sul. Pessoa muito ativa e motivada, se viu sem renda e sem atividade nenhuma quando a pandemia começou. Afinal, quem iria querer aulas de dança?

O desespero bateu por alguns dias, mas a mente seguiu buscando soluções. Conversando com amigos, vendo vídeos, aproveitando o conteúdo abundante e grátis que existe na internet, ele montou coreografias em vídeo e vendeu por um preço simbólico.

A pessoa recebia o link e aprendia a dançar em casa. Com o avanço das lives de shows, veio a ideia de vender combos de caipirinhas e drinks. Ele já fazia renda extra como barman em festas (outro segmento que foi totalmente paralisado com a pandemia, e não tem previsão de retorno tão cedo), e ao menos as receitas já estavam aprovadas.

Divulgou, ainda com receio, mas com muita energia e humildade nas redes sociais, e o resultado você já imagina. Muitas vendas! As pessoas amaram a novidade e surgiu aí um novo negócio. Ponto pro @ssidyy (se você quiser conferir no Instagram), que não ficou esperando os boletos se acumularem e partiu pra ação com as armas que tinha.

Quem imaginaria uma diarista ganhando dinheiro à distância, na quarentena? Parece até piada, né? Ah, a diarista vai abrir uma chamada de vídeo e colocar a patroa para trabalhar. Isso que disseram, mas a Suellen – @diario.da.diarista – usou a cabeça e viu uma oportunidade onde todos viam problema.

Por que não ensinar e ajudar pessoas que não têm experiência em cuidar da casa e se viram obrigadas a fazê-lo? Surgiu então uma mentoria em grupo. Custa baratinho e ela dá dicas, revela os produtos que funcionam melhor, as estratégias que usa para que a limpeza da casa seja mais produtiva e organizada.

Ela foi chamada até no programa da Fátima Bernardes pra dar entrevista. No início, todo mundo ri e faz chacota. Depois ficam pensando: que ideia genial! É assim mesmo.

A área de eventos presenciais é outra que está parada. A @anatex, através de quem conheci o perfil da Suellen, é uma empreendedora muito generosa e criativa. O conteúdo e os cursos que ela disponibiliza são práticos e considero essenciais para o período que vivemos, pois trabalhar em casa nunca foi tão importante.

Motivar pequenos empreendedores a transformar seus negócios rapidamente em empreendimentos online é vital. Não só motivar, mas mostrar que é possível e dar ferramentas práticas, rápidas e acessíveis é importantíssimo para a economia.

A Ana é amante de viagens e uma nômade digital, mas neste período está em uma área rural, sem previsão de retorno às viagens, eventos presenciais e palestras. Os eventos à distância estão mais fortes do que nunca, e acredito que são uma tendência que veio para ficar.

Poder participar de um evento com vários palestrantes sem cair de casa diminui muito os gastos tanto de quem organiza quanto de quem quer participar. Conhecimento que se espalha e vai mais longe, transformando vidas.

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Volto agora ao interior do Rio Grande do Sul, em uma cidade com pouco mais de trinta mil habitantes, a mesma onde mora o professor de dança. Um casal que dependia basicamente da venda de verduras para empresas viu sua renda despencar enquanto todos trabalham em home office.

Se o refeitório da empresa está fechado, nada de alimentação para os funcionários. E as verduras não esperam; elas estragam. Grávida e vendo seu marido jogar fora a produção diariamente, ela não se conformou.

Divulgação nas redes sociais, kits com alimentos frescos, humildade para explicar a situação, disposição para fazer as entregas em domicilio   e, com paciência, surgiu um novo negócio e uma renda para a família. Quando as empresas retornarem, eles estarão fortalecidos e faturando mais do que antes.

Leia também: Não consigo guardar dinheiro: o problema sou eu?

Sei que o período não é fácil, principalmente para muitos que perderam seus empregos. O ponto em comum entre as histórias que contei é o que se costuma chamar de antifragilidade. Expressão que foi criada e se popularizou com o livro “Antifrágil: coisas que se beneficiam com o caos”, de Nassim  Taleb.

Histórias de pessoas simples, em situações reais são sempre inspiradoras e mostram a potência do ser humano em ação. Pessoas se conectam com outras pessoas e com suas histórias. Se está difícil sair da depressão em que a quarentena te colocou, busca inspiração. Ela pode estar aí, bem perto de você.

Foto: Pexels.

—— Este artigo foi escrito por Cristina Pizarro. Este artigo apareceu originalmente no site Dinheirama.A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso formulário de contato. Siga-nos no Twitter: @Dinheirama

O Bitcoin voltou ao normal – Mercurius Report #09

Brincadeiras à parte, o Bitcoin voltou a se comportar da
forma que ele sempre se apresentou historicamente, com muita volatilidade.

Tal movimento era algo que há quase dois meses não era
observado. Entretanto, após sair da região dos 9.500 USD e atingir quase 12.000
USD em cerca de uma semana, o ativo teve uma queda de quase 1.000 USD em apenas
um único dia.

Toda essa movimentação fez com que o mercado ficasse
extremamente otimista, saindo da zona de neutralidade (que estava há
quase duas semanas), e atingindo índices de ganância extrema, o que é um
péssimo indicativo para o ativo no curto prazo, dado que, historicamente, em
momentos e ganância extrema do mercado, sempre existe uma tendência de duras
correções no preço do ativo.

Tal movimento não vai de acordo com a visualização semanal
do Bitcoin (na perspectiva de análise técnica), com o preço do ativo formando
um fundo na faixa entre 9212,87 e 9005 USD.

O movimento se assemelha com o que vimos em janeiro de 2018,
julho de 2019 e agosto de 2019, que pressupõe formação de topo na região
dos 11.500 USD, podendo atingir até os 12.000 USD.

Mas temos um sinal vermelho para o Bitcoin, ou talvez
um sinal verde para as demais criptomoedas do mercado. Apesar da subida no
gráfico semanal de 25%, a dominância do BTC em relação aos outros criptoativos caiu
5,36%
. O que infere uma menor utilização do Bitcoin se comparado a outras
moedas, inferindo em uma desvalorização.

Porém é necessário considerar, por outro lado, que a
utilização de Stablecoins tem crescido bastante recentemente, e talvez a queda
na dominância se deva não à menor utilização do Bitcoin, mas ao crescimento
de outros ativos.

Ficou curioso para saber mais?

Então baixe o Report Mercurius Foxbit #09 e fique por
dentro de tudo que ocorreu no mercado. Ah, e caso queira receber conteúdos
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