Roku chega ao Brasil com TVs da AOC; veja como funciona o agregador de streamings

SÃO PAULO – A empresa de software Roku chega ao Brasil nesta terça-feira (21) com a Roku TV, seu sistema operacional integrado a smart TVs. A empresa é bastante conhecida nos EUA pelo seu set-box, concorrente do Google Chromecast ou Apple TV, mas optou por vir ao Brasil apenas com a opção da TV.

Na prática, o sistema operacional da empresa (Roku OS) funciona como um agregador de streamings. Assim, o usuário que comprar um dos modelos de TV da AOC que fazem parte da parceria terá acesso a todas as plataformas, como Netflix, HBO Go, GloboPlay, Amazon Prime, Spotify, Deezer, DAZN, entre outros, no mesmo lugar direto na televisão. Vale lembrar que isso não exclui o fato do cliente ter que assinar os produtos para consumir o conteúdo.

“O sistema operacional da Roku conecta o usuário ao conteúdo de streaming que ele quer. Oferecemos praticidade e auxiliamos as empresas de conteúdo a alcançarem mais clientes”, afirmou Matthew Anderson, diretor de Marketing da Roku.

Ele afirma que a empresa aposta que no streaming como a grande tendência do mercado de entretenimento, e fazer parte da cadeia de consumo dessa categoria trará cada vez mais resultados positivos para a empresa.

Televisores disponíveis

Serão dois modelos de TV: um de 32 polegadas que custará R$ 1.199 e um segundo de 43 polegadas que será vendido por R$ 1.599. Por enquanto, as televisões podem ser encontradas nas lojas online da Via Varejo: Casas Bahia, PontoFrio e Extra.com. Em fevereiro, chegam às lojas físicas do grupo no país. Ainda, o consumidor poderá baixar o app gratuito da Roku e utilizá-lo como controle conectado à televisão.

(Giovanna Sutto)

Assim, toda a parte de fabricação e distribuição de televisores fica por conta da AOC no país, já que a Roku não possui essa expertise. Anderson explicou que a escolha dessa fabricante em específico se deve ao fato de que nos EUA a parceria com a TPV, dona da AOC, é bastante consolidada.

A TPV é uma das maiores fabricantes de televisores e monitores do mundo, e também possui licença da Philips na produção de monitor, TVs e áudio.

Além da AOC, a empresa também fechou uma parceria com o GloboPlay, que fez o lançamento de sua nova série original de “drama sobrenatural”, a “Desalma”, também nesta terça-feira (21).

(Giovanna Sutto)

A Roku oferece mais de cinco mil streamings disponíveis na Loja de Canais Roku. O Brasil é o primeiro mercado que a empresa americana entra apenas com o seu sistema operacional.

Luis Bianchi, diretor de marketing para América Latina, explicou que, por enquanto, a marca não comercializará os set-box no Brasil – opção que era mais esperada do que o sistema operacional. “Achamos que chegar por aqui apenas com a TV seria o caminho mais rápido dos brasileiros nos conhecerem. Quem sabe no futuro”, afirmou.

Dessa maneira, o desafio será atrair os consumidores por meio de preço competitivo e um bom software, já que há outras marcas de smart TVs até mais consolidadas que a AOC e com um chromecast, por exemplo, o cliente poderia ter acesso a um serviço bem similar. Mas a empresa quer oferecer um sistema operacional de qualidade e afirma que esse será o foco no Brasil.

História

A Roku nasceu em 2008 a partir do set-box, que adiciona características de Smart TV a qualquer televisão. Seu fundador, o bilionário Anthony Wood, trabalhava na Netflix com o co-fundador da empresa streaming Reed Hastings.

A empresa abriu seu capital em 2017 na Nasdaq e sua sede fica no Vale do Silício, Califórnia. Hoje, a empresa possui 32,3 milhões de contas ativas e uma média de 8 milhões de espectadores por mês. No acumulado do ano até agora, a empresa acumula alta de 2,26% na bolsa americana, enquanto nos últimos 12 meses apresenta alta de 234,11%.

Além do sistema operacional e do set-box, a empresa também produz soundbars, barra de som que ampliam a capacidade e volume e áudio de televisões.

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JPMorgan vê bolsa ainda barata com “prêmio por reformas”

(Bloomberg) – A bolsa brasileira tem espaço para subir mesmo após ter fechado 2019 com preços acima da média histórica, impulsionada pelas reformas econômicas e a migração para a renda variável motivada pelos juros baixos, segundo Emy Shayo, estrategista de ações para a América Latina do JPMorgan.

“O Brasil tem uma história para contar, uma narrativa”, disse em entrevista no escritório da Bloomberg em São Paulo.

O avanço da agenda econômica contribuiu para deixar a relação entre preços e lucros das empresas da bolsa acima da média histórica, fenômeno considerado comum em países que passaram por esse tipo de mudança, como a Índia e o México. “Há um prêmio por reformas,” disse ela.

Emy, que prevê expansão de 2% do PIB, vê a perspectiva de recuperação agora como “mais estrutural”, mas ainda dependente da implementação da agenda do governo.

A expectativa é que as reformas sigam evoluindo, apesar das eleições municipais de outubro e das sucessões dos presidentes da Câmara e Senado, em 2021.

Leia mais: Potencial de alta para a Bolsa brasileira em 2020 é de pelo menos 13%, diz UBS

A estrategista acredita na aprovação do marco do saneamento neste ano, e considera relevante o avanço da PEC emergencial, que facilita cumprimento do teto de gastos, e da reforma administrativa. Já a reforma tributária enfrenta falta de consenso.

“É importante entregar as reformas para manter este momentum e ter expectativa de lucros crescentes das empresas”, disse Emy. “O importante é ter progresso”.

Migração

A bolsa também é favorecida pelas perspectivas mais favoráveis sobre a economia global, e pela maior procura pela renda variável entre investidores locais, que buscam alternativas em um cenário em que a Selic baixa derruba retornos da tradicional renda fixa.

O movimento tem compensado a saída dos investidores estrangeiros, que seguem retirando dinheiro do mercado de ações brasileiro.

Os fundos de ações encerraram 2019 com o melhor resultado anual e a maior captação líquida da indústria, com R$ 86,2 bilhões, um crescimento de 195% em relação a 2018, segundo dados da Anbima.

Já a classe de renda fixa registrou saída líquida de R$ 69,3 bilhões em 2019, o pior resultado desde 2008.

A perspectiva é que o movimento continue. “A alocação pode dobrar em relação ao que está hoje,” disse Emy.

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Crescimento da economia em 2020 deve ficar em 2,5%, diz Guedes em Davos

Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira, 21, que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 2,5% em 2020 – acima da última revisão realizada pela sua pasta, que projeta alta de 2,4% para a economia. A estimativa foi feita durante o painel “Perspectiva Estratégica – América Latina” do Fórum Econômico Mundial 2020, em Davos.

Ele comparou a economia brasileira com uma “grande baleia, de dimensões continentais” e disse que o governo está “removendo os arpões que travavam o crescimento” do País, citando o descontrole fiscal. Com o controle dos gastos, disse, o Brasil está mudando seu mix econômico e vai aumentar a participação do setor privado na economia. “O mix sempre foi com o lado fiscal solto e o monetário preso e, agora, é com o lado fiscal preso e o monetário, solto”, afirmou.

Ele comemorou a aprovação da reforma da Previdência que, disse, teve aprovação da população e atacou frontalmente os privilégios do funcionalismo público. “Não apenas o governo estava gastando muito, como era um gasto de baixa qualidade”, pontuou, afirmando que “ao contrário de países como a França, a reforma teve apoio popular”.

Segundo o ministro, agora a prioridade deve ser aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos gatilhos emergenciais, garantindo aos governos regionais e ao governo federal a possibilidade de congelar a folha de pagamentos dos seus funcionários, bem como desacelerar a taxa de crescimento do débito. “Atacamos a Previdência, atacamos os pagamentos de juros na dívida pública e, agora, a folha de pagamentos”, afirmou.

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Embraer realiza segregação de negócio de aviação comercial neste mês

A Embraer realiza nesse mês a implementação da segregação interna do negócio de aviação comercial, afirmou a empresa, em comunicado, nesta terça-feira, 21.

De acordo com a Embraer, o negócio permanecerá integralmente na companhia até a obtenção de todas as aprovações das autoridades concorrenciais que analisam a parceria estratégica entre Embraer e Boeing.

Nesta terça, a companhia inaugurou as novas instalações da unidade de Eugênio de Melo, em São José dos Campos.

Para fazer ajustes nos sistemas, a empresa decidiu conceder licença remunerada aos funcionários pelos próximos três dias. Todas as equipes devem retomar suas atividades depois do período de férias coletivas no dia 27 de janeiro.

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Senado dos EUA começa a julgar impeachment de Trump nesta terça: entenda o processo

SÃO PAULO, 20 JAN (ANSA) – O Senado dos Estados Unidos inicia nesta terça-feira (21) o julgamento do presidente Donald Trump por abuso de poder e obstrução do Congresso, faltando menos de 10 meses para as eleições de 3 de novembro.

Se for condenado, algo improvável neste momento, o mandatário republicano será deposto da Casa Branca e cederá lugar a seu vice, Mike Pence, até a conclusão do mandato.

Confira abaixo um guia para entender o processo de impeachment contra Trump:

As acusações 

Trump é acusado de ter pressionado o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a anunciar uma investigação contra Joe Biden, pré-candidato à Casa Branca e cujo filho, Hunter, foi conselheiro de uma empresa ucraniana de gás, a Burisma.

Para alcançar seu objetivo, o magnata teria congelado uma ajuda militar de quase US$ 400 milhões a Kiev. Em um telefonema em 25 de julho, Trump pediu para Zelensky investigar os Biden, mas não mencionou a ajuda militar, que estava bloqueada na época.

Trump também é acusado de obstrução do Congresso por ter instruído membros do governo a não colaborarem com o inquérito.

As investigações foram conduzidas pelo Comitê de Inteligência da Câmara, e a denúncia foi escrita pelo Comitê de Justiça, ambos dominados pelo Partido Democrata, majoritário na Casa.

Precedentes 

Até hoje, apenas dois presidentes foram submetidos a processos de impeachment nos EUA: Andrew Johnson (1868) e Bill Clinton (1998-1999), ambos absolvidos – Richard Nixon renunciou em 1974, evitando um afastamento iminente por causa do escândalo “Watergate”.

A Constituição americana estabelece que um presidente pode ser removido do cargo por “traição, propina ou outros crimes e contravenções graves”. Essa última tipologia é definida de forma vaga, mas o Congresso costuma levar em conta três tipos de conduta: uso do cargo para obter ganhos financeiros, abuso de poder ou agir de maneira incompatível com a função.

O processo

Assim como no Brasil, o julgamento do presidente acontece no Senado, com a diferença de que ele permanece no cargo durante o processo. Enquanto sete congressistas nomeados pela mandatária da Câmara, Nancy Pelosi, atuam como promotores, advogados escolhidos por Trump fazem o papel de defesa – o magnata não é obrigado a comparecer às sessões.

O chefe da Suprema Corte, John Roberts, presidirá o julgamento, mas suas decisões podem ser revertidas pelo plenário. Cabe ao próprio Senado definir os procedimentos do processo, como a convocação ou não de testemunhas.

Os democratas desejam convocar pessoas que não foram ouvidas na fase de inquérito, como o ex-conselheiro de Segurança Nacional John Bolton, mas os republicanos são contra. O julgamento de Bill Clinton durou cinco semanas, mas o partido de Trump quer acelerar o processo e conclui-lo ainda em janeiro.

Por que a condenação é improvável – Para condenar Trump, serão necessários dois terços dos votos dos senadores, o que equivale a 67 de um total de 100. A oposição democrata conta hoje com 47 senadores, incluindo dois independentes. Ou seja, 20 dos 53 republicanos precisariam votar pelo impeachment, algo que, no cenário atual, só acontecerá se surgir algum fato novo.

Segundo uma média de pesquisas calculada pelo site Real Clear Politics, 46,7% dos americanos apoiam a deposição de Trump, e outros 47,5% são contra. Entre os eleitores republicanos, 88,7% não querem o impeachment, o que mostra que, embora impopular, o magnata conseguiu consolidar o apoio dentro de seu partido.

Cenário 

O julgamento de Trump começa em plena campanha para a eleição de 3 de novembro, faltando apenas duas semanas para o início das primárias democratas.

Nancy Pelosi resistiu em abrir as investigações contra o presidente, por temor de que isso pudesse beneficiá-lo no ano eleitoral, mas acabou cedendo às pressões das alas mais progressistas do partido.

Independentemente de quem for o candidato, as pesquisas apontam que os democratas terão uma disputa dura contra Trump, especialmente pelo fato de o presidente ser escolhido por meio de colégio eleitoral – em 2016, por exemplo, Hillary Clinton recebeu quase 3 milhões de votos a mais, porém perdeu a eleição.  (Ansa)

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Ter um patrimônio de R$ 1 milhão é suficiente para se aposentar e viver de renda?

SÃO PAULO – Por muito tempo, alcançar o sonhado primeiro milhão foi associado à ideia de independência financeira, com a possibilidade de parar de trabalhar e viver de renda. Mas será que ainda é viável viver apenas com os frutos dos rendimentos gerados por aplicações financeiras com essa quantia? Na avaliação de especialistas consultados pelo InfoMoney, provavelmente não.

“As pessoas falam em R$ 1 milhão porque é um número redondo, vira uma coisa psicológica, mas hoje esse valor não tem muito significado quando falamos em independência financeira”, afirma o educador financeiro André Massaro.

Ainda que destaque que qualquer simulação depende do estilo de vida pretendido, o consultor assinala ser esperado que um investidor com patrimônio financeiro de R$ 1 milhão não tenha um custo de vida baixo no Brasil e, portanto, não consiga depender exclusivamente dessa reserva por muito tempo.

Com esse montante, Massaro calcula que uma pessoa que pretenda fazer retiradas mensais de R$ 10 mil a partir de uma carteira com rentabilidade real (descontada a inflação) de 3% ao ano, levará apenas 115 meses (pouco menos de dez anos) para esgotar um patrimônio inicial de R$ 1 milhão.

Daiane Reis, assessora de investimentos e sócia no escritório Monte Bravo, assinala que o contexto de juros nas mínimas históricas dificulta o rendimento de aplicações mais conservadoras e que o famoso retorno de 1% ao mês, antes encontrado facilmente com a taxa Selic no patamar de dois dígitos, já não existe mais.

“Hoje, para conseguir uma boa rentabilidade nos investimentos, o investidor tem que se expor mais à renda variável, a aplicações que oscilam e podem sofrer desvalorizações, impactando negativamente a renda”, diz.

Nos últimos 12 meses, quem tivesse investido R$ 1 milhão na carteira conservadora “modelo” da Monte Bravo, composta majoritariamente por ativos de renda fixa, conta Daiane, teria tido um retorno de 130% do CDI, equivalente a um ganho real de 7,74%.

No melhor dos cenários, isto é, se fossem descontados 15% de Imposto de Renda e uma inflação de aproximadamente 4% ao ano, o investidor teria uma renda mensal líquida de cerca de R$ 2,2 mil, aponta a assessora.

Vale lembrar, que o Imposto de Renda é regressivo, isto é, se o investidor resgatar as aplicações em menos de dois anos, o custo será maior e, consequentemente, o montante a ser recebido, menor.

O “número mágico” atual

Uma pessoa de 60 anos que pretenda se aposentar e retirar R$ 10 mil líquidos (descontada a inflação) mensais durante 30 anos, teria que ter um patrimônio financeiro de R$ 2,42 milhões (em valores atuais), considerando uma taxa real de 3% ao ano, calcula Massaro.

Diana Lemos, planejadora financeira com certificação CFP, reforça a necessidade de diversificar o portfólio para alcançar o objetivo proposto. “Se ficar só em CDI, o investidor não vai conseguir o retorno real necessário para alcançar a independência financeira. Ele vai ter que buscar uma diversificação, o que inclui ter outros tipos de indexadores em renda fixa, como IPCA, que dá proteção do poder de compra ao longo do tempo, além de ativos de renda variável”, afirma.

Segundo ela, para ter ganhos melhores, até o investidor conservador terá que aceitar maior risco de crédito na renda fixa e, para isso, o recomendado seria ter uma orientação profissional para selecionar os ativos mais adequados para seu perfil.

Diana lembra, contudo, que uma diversificação só deve ser feita após criada a reserva de emergência, com um montante equivalente a seis a 12 meses o custo de vida.

Como calcular o quanto você precisa para se “aposentar”?

Para conquistar a independência financeira, o primeiro passo, segundo Diana, é calcular o capital inicial disponível, o rendimento a ser obtido com esse montante e o prazo necessário para começar a fazer retiradas periódicas. Uma taxa relativamente conservadora, considerando a Selic em patamares mais baixos, é de 2% a 3% de juros reais ao ano, diz.

Leia também:
Maior economia e mais risco: como investir para a aposentadoria com juros baixos

A planejadora financeira destaca que é fundamental que a pessoa tenha uma carteira adequada ao seu perfil de risco e que fique sempre de olho nos juros reais, isto é, acima da inflação, para evitar perda do poder de compra.

Na avaliação de Daiane, da Monte Bravo, um dos produtos mais vantajosos para quem quer viver de renda são os fundos imobiliários, que pagam dividendos mensais em torno de 0,6%, sem IR. “É uma alternativa, mas os FIIs entram na caixa de renda variável, então o ganho não é garantido, o que pode comprometer a renda mensal”, alerta.

R$ 1 milhão hoje não é o que já foi

Por conta da inflação, o poder de compra de R$ 1 milhão era, há 10 anos, muito maior do que hoje. Desde 2009, a inflação acumulada no Brasil foi de 76,3%. Isso quer dizer que R$ 1 milhão naquela época equivaleriam a R$ 1,76 milhão hoje, isto é, quase o dobro.

Se considerarmos a inflação desde o início do Plano Real, em 1994, é ainda mais fácil notar como R$ 1 milhão perdeu valor ao longo do tempo. Nos últimos 25 anos, desde que o país instituiu a moeda estável, a inflação acumulada foi de 520,6%. Isso significa que R$ 1 milhão naquele ano tinha o mesmo poder de compra de R$ 6,2 milhões hoje. Logo, o poder de compra da renda obtida com esse montante também foi afetado na mesma proporção.

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7 sinais que você está gastando mais dinheiro do que poderia

Mulher com a carteira vazia e vários cartões de crédito pela mesa

SÃO PAULO – Para aqueles que desejam viver uma vida financeiramente estável, sem ter de escolher uma conta para deixar em aberto no fim do mês, é essencial prestar atenção nos gastos.

É obvio que, se tratando de algumas situações, não é nada fácil realocar seus gastos. Mas nunca é tarde para dar um primeiro passo e começar a se reorganizar financeiramente.

E é importante ressaltar que um rombo no orçamento dificilmente ocorre de um dia para o outro, mas é um resultado de diversas decisões erradas sobre como manejar sua renda.

Com base em uma lista do Business Insider, o InfoMoney separou sete sinais que podem mostrar que a sua vida financeira não está estabilizada do jeito que deveria. São alguns indicativos negativos que mostram o porquê de suas finanças estarem uma confusão. Confira:

1. Orçamento baseado no pagamento bruto

Até mesmo aquela pessoa que ganha um ótimo salário pode acabar caindo nessa falsa sensação de bem estar financeiro. Esse sinal é para aqueles que planejam seus gastos apenas olhando seu pagamento bruto.

Planejar seus gastos utilizando apenas o montante do seus honorários é um erro, já que há diversas variáveis que podem diminuir esse total e fazer com que os gastos daquele mês ultrapassem o dinheiro disponível.

É importante que o trabalhador saiba, por exemplo, contabilizar gastos essenciais para sua família e abater impostos para calcular, efetivamente, quanto terá disponível para gastar naquele mês.

2. Despesas excedem a renda

Parece um mantra mais que óbvio: não gaste o que não tem. Mas diversas famílias possuem dificuldades em ter mais dinheiro entrando do que saindo.

Ao listar todos os gastos – desde essenciais até supérfluos – essa soma nunca deve exceder a renda mensal. Caso isso aconteça, o resultado final será sempre um: dívidas.

Essa dica é essencial para trabalhadores autônomos e freelancers, já que para essas profissões é difícil realizar um gerenciamento de fluxo de caixa por conta da variação do faturamento entre os meses.

O ideal para essas profissões é encontrar a linha base da renda – que pode ser feita através de uma média do arrecadado durante os últimos 12 meses. Caso o trabalhador queira se sentir mais seguro, é recomendado colocar como teto de gastos um pouco menos que o faturamento do pior mês do último ano.

3. Patrimônio negativo

Contrair uma dívida é o sinal mais claro de que o dinheiro está saindo em quantidades maiores do que está entrando.

Caso esse comportamento se estenda por um período, é possível que cause um patrimônio negativo – que é simplesmente dever mais do que possui. E isso é mais comum do que deveria entre as famílias brasileiras.

Segundo dados divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), há cerca de 6i milhões de brasileiros começaram o ano endividados, com CPF comprometido.

4. Paga o mínimo do cartão de crédito e cai no crédito rotativo

Usar um cartão de crédito para todas ou quase todas as suas compras é perfeitamente aceitável, desde que você possa pagar o saldo integral todo mês. Caso não consiga pagar a fatura, ou simplesmente faça o pagamento mínimo, o saldo restante começará a acumular juros e a crescer exponencialmente. Isso é chamado de crédito rotativo.

Esse é um tipo de crédito oferecido ao consumidor quando ele não faz o pagamento total da fatura. A diferença entre o valor total e o que foi efetivamente pago se transforma em um empréstimo.

Segundo dados do Banco Central (BC) o juro médio do rotativo do cartão de crédito ficou em 318,3% ao ano, em dezembro de 2019.

O ideal é sempre tentar pagar o total da fatura, para que os rendimentos do próximo mês não sejam consumidos pelos juros.

5. Gastos com moradia excedem 30% da receita após impostos

Para que o orçamento familiar não fique muito comprometido, o ideal é reservar, no máximo, 30% da renda para pagar custos com a moradia, sejam eles aluguel, financiamento ou hipoteca.

Uma pessoa que ganha R$ 5 mil por mês deve reservar R$ 1.250 para pagar gastos com a moradia. Se esse limite for excedido e começar a causar complicações no restante do seu orçamento, pode ser um sinal de que bancar esse tipo de casa ou apartamento, em geral, é uma decisão equivocada.

6. Compra para impressionar ou acompanhar amigos

Há muitos casos de pessoas que compram um determinado produto que claramente não precisam, e o fazem apenas para acompanhar aquele amigo endinheirado, ou até mesmo para impressionar o colega do trabalho com um novo carro novinho.

Nesses casos, essas compras são puramente motivadas pela vontade de impressionar e não pela necessidade em si. É importante que cada pessoa saiba o cenário da sua real situação financeira para não assumir alguma dívida que será difícil pagar apenas por que os amigos podem.

7. Não sobra nada para poupar

Não importa o montante da sua renda, economizar uma parte, mesmo que seja pequenas quantidades, sempre deve fazer parte do planos do que fazer com o salário.

Porém, há pessoas que se convencem de que não há como economizar porque não ganha dinheiro suficiente ou  mas é provável que os gastos estejam corroendo tudo.

Hoje em dia há diversos aplicativos que têm como premissa melhorar a vida financeira do usuário com dicas, conselhos e analises de como realocar sua renda para poder economizar alguma coisa no fim do mês.

Ou, caso queira dar um passo maior ainda, encontrar um planejador financeiro é ideal para ajudar a mapear uma estratégia concreta de metas de economia, seja de curto ou longo prazo.

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Caixa Seguridade fecha parceria com Icatu em capitalização por R$ 180 milhões

A Caixa Seguridade, holding de seguros da Caixa Econômica Federal, fechou com a brasileira Icatu Seguros, controlada pela família Almeida Braga, uma parceria na área de capitalização por R$ 180 milhões. A nova sociedade permite à seguradora explorar os canais do banco público com exclusividade neste segmento por 20 anos.

A Icatu já era parceira da Caixa, mas dividia o canal do banco com outros concorrentes como, por exemplo, SulAmérica. Essa é a segunda joint venture que o banco anuncia no âmbito da reestruturação da sua operação de seguros, fundamental para listar as ações da Caixa Seguridade na bolsa, operação prevista para acontecer entre março e abril e movimentar cerca de R$ 15 bilhões.

“Essa estratégia tem por objetivo aumentar a ênfase na comercialização de produtos de seguridade no canal bancário, buscando aperfeiçoar os serviços prestados aos clientes da Caixa bem como a maximização na geração de valor para as acionistas da Caixa Seguridade”, enfatiza a Caixa Seguridade, em fato relevante.

A Caixa procura novos sócios nas áreas de serviços de assistência 24 horas, seguros de automóvel, consórcio, saúde, odontologia e seguro de grandes riscos. Até aqui, já fechou com a japonesa Tokio Marine em seguro residencial e habitacional e com sua atual sócia, a francesa CNP Assurances em seguro de vida, previdência privada e prestamista.

Capitalização

A Caixa Seguridade terá 75% de participação no capital total da empresa de capitalização, sendo titular de 49,99% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais. Já a Icatu deterá 50,01% das ações ordinárias, em montante correspondente a 25% de participação no capital total da nova companhia.

Em fato relevante, publicado há pouco, a Caixa Seguridade explica que os R$ 180 milhões serão repassados pela nova joint venture à Caixa Econômica Federal nos termos da outorga por ela concedida (upfront). A nova companhia irá remunerar a Caixa Seguridade com as despesas totais de comercialização por produto em valores pré-definidos, além de uma taxa de performance atrelada ao desempenho anual em volume e lucratividade.

A Icatu também pagará à Caixa Econômica Federal um bônus anual correspondente a 75% do valor dos dividendos líquidos recebidos da nova companhia que excederem a determinadas metas estabelecidas para referido ano.

A nova companhia terá gestão e governança compartilhada entre Caixa Seguridade e Icatu de forma a potencializar os pontos fortes de cada acionista, observando as melhores práticas de governança corporativa. Nesse sentido, cada acionista indicará quatro membros para o Conselho de Administração, com a presidência rotativa e alternada entre os acionistas. A Diretoria Executiva da nova companhia será composta por quatro membros, com indicação paritária por parte dos acionistas e funcionará de forma colegiada e compartilhada.

O prazo para o fechamento da operação, cumprimento de todas as condições precedentes, termina no dia 4 de janeiro de 2021. A conclusão e a implementação da parceria estão sujeitos ao cumprimento de diversas condições suspensivas, incluindo a obtenção das aprovações necessárias pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), pelo Banco Central(BC) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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IBM propõe regras de inteligência artificial para reduzir discriminação e viés

(Bloomberg) — A IBM defende regras destinadas a eliminar o viés da inteligência artificial, a fim de diminuir a preocupação de que a tecnologia se baseia em dados fundamentados em práticas discriminatórias passadas e que poderiam prejudicar mulheres, minorias, deficientes, americanos de mais idade, entre outros.

Com o objetivo de moldar um crescente debate nos Estados Unidos e na Europa sobre como regular o setor em expansão, a IBM fez um chamado para que a indústria e os governos desenvolvam conjuntamente padrões para medir e combater a potencial discriminação.

A empresa com sede em Armonk, Nova York, divulgou propostas de políticas na terça-feira, antes do painel sobre inteligência artificial programado para quarta-feira, que será liderado pela presidente da IBM, Ginni Rometty, à margem do Fórum Econômico Mundial em Davos. A iniciativa tem como objetivo buscar um consenso sobre regras que seriam mais rigorosas do que o setor poderia produzir sozinho, mas menos rígidas do que os governos poderiam impor por conta própria.

“Parece bastante claro para nós que a regulamentação dos governos da inteligência artificial é a próxima fronteira na regulamentação de políticas tecnológicas”, disse Chris Padilla, vice-presidente de assuntos governamentais e regulatórios da IBM.

A empresa, fundada há 108 anos e que já foi líder mundial em tecnologia, ficou para trás no setor. Na batalha para permanecer relevante, a IBM atrelou seu futuro a tecnologias mais novas, como inteligência artificial e serviços em nuvem. Mas ainda não mostrou um crescimento significativo da receita nessas áreas.

As recomendações da IBM sugerem que as empresas trabalhem com os governos para desenvolver padrões sobre como garantir, por exemplo, que afro-americanos tenham acesso justo à moradia, apesar de algoritmos que se baseiam em dados históricos, como códigos postais ou juros de hipoteca que podem ter sido distorcidos pela discriminação. Nos EUA, isso provavelmente ocorreria através do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia, parte do Departamento de Comércio dos EUA.

Rometty lidera o painel, que inclui um dos principais assessores da Casa Branca, Chris Liddell, o secretário-geral da OCDE, José Angel Gurria, e o CEO da Siemens, Joe Kaeser.

A IBM também sugere que as empresas tenham representantes de ética em inteligência artificial, realizem avaliações para determinar quanto dano um sistema de IA pode causar e mantenham documentação sobre os dados ao “fazer determinações ou recomendações com implicações potencialmente significativas para indivíduos” para que as decisões possam ser explicadas.

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Tesouro Direto: taxas de títulos públicos sobem com aversão ao risco no exterior

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam alta no início dos negócios desta terça-feira (21).

No ambiente externo, o clima é de aversão ao risco com a confirmação do governo chinês do “Vírus de Wuhan”, que já matou três pessoas e contaminou mais 200. Também na Ásia, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a nota de Hong Kong de Aa2 para Aa3, por conta dos protestos que já duram mais de seis meses.

Nos Estados Unidos, o Senado começa hoje a julgar se o presidente Donald Trump será ou não afastado do cargo. O processo de impeachment foi aprovado pela Câmara dos Deputados no fim do ano passado e se baseia na acusação de que o presidente americano tenha cometido abuso de autoridade ao pedir ao presidente eleito da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que investigasse seu adversário político, Joe Biden, do Partido Democrata.

Por aqui, investidores acompanham as falas do ministro da Economia Paulo Guedes, que discursa no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Na segunda-feira (20), Guedes reforçou que o dólar alto e os juros baixos são o novo normal e que as reformas serão aprofundadas neste ano.

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No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2024 pagava 2,42% ao ano, ante 2,37% a.a. na abertura de segunda-feira (20). O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 59,16 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação), ou adquirir o título integralmente por R$ 2.958,07.

Os papéis com vencimentos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 3,49%, ante 3,44% ao ano anteriormente.

Entre os títulos prefixados, o com prazo em 2025 pagava 6,41% ao ano, ante 6,38% a.a. na véspera. Já o retorno do Tesouro Prefixado com juros semestrais 2029 avançava de 6,74% para 6,80% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

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